Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro do Grande ABC - Filiado à Fetec SP/CUT e Contraf/CUT
ANO XIV Nº 681 - JANEIRO DE 2010
Acesse a página do Sindicato: www.bancariosabc.org.br
Conquistada
a ampliação
da
Licença-maternidade
Após liberada a instrução normativa do Programa Empresa
Cidadã, bancos não têm mais desculpas
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Nº 681 - JANEIRO DE 2010CEF
2010 – O ano da isonomia na Caixa
Agências da Caixa se mobilizam por todo o país
Este ano de 2010 foi determi-nado pelos empregados da Caixa como sendo o ‘Ano da Isonomia’. Segundo os funcionários, para todo trabalho igual, os salários e direitos também devem ser iguais - pois, todos (antigos e novos empregados) contribuem igual-mente para o crescimento e os bons resultados da empresa.
Embora vários direitos que foram cortados, durante o gover-no de Fernando Henrique Car-doso, que na época preparava a empresa para a privatização, já
tenham sido resgatados pelas lu-tas e greves dos trabalhadores, ain-da falta a categoria conquistar o Adicional por Tempo de Serviço (ATS) - também conhecido como anuênio -; a licença-prêmio e o tíquete-alimentação para os apo-sentados.
Através do PCS, com a unifica-ção das tabelas entre Tbs (Técni-cos Bancários) e Escriturários, itens da isonomia foram consegui-dos, muito embora os APIPs ain-da não estejam normatizados, constando apenas nos acordos
coletivos de trabalho. Sendo as-sim, devem ser renovados todos os anos.
“É necessário que haja mobilização em todo o país. É preciso que a Caixa dê a devida importância aos trabalhadores que entraram na empresa após 1998. Vale ainda ressaltar que os empregados pós 98 já são maio-ria do quadro funcional e não podemos admitir que eles sejam discriminados”, argumentam Furlan e Adalto, empregados da Caixa e diretores do Sindicato. Devido a várias reclamações das
agências sobre a falta de manuten-ção e as más condições de infraestrutura das unidades de tra-balho das agências da Caixa na re-gião, o Sindicato dos Bancários do ABC agendou reunião com a Gimat/SP (departamento responsá-vel pela engenharia e infraestrutura das agências), a fim de encontrar soluções para tantos problemas.
O diretor Adalto Pinto partici-pou da reunião representando o Sindicato do ABC , juntamente com representantes da APCEF/SP e do Sindicato de São Paulo, Osasco e Região. A reunião acon-teceu no dia 18 de janeiro, com responsáveis pela Gimat/SP para cobrar soluções urgentes no que diz respeito a melhoria das condi-ções de trabalho dos empregados. Foram discutidos assuntos rela-cionados a problemas de infraestrutura das unidades, como a falta de manutenção dos apare-lhos de ar condicionado, a necessi-dade de reformas e problemas re-ferentes a arquivo de documentos. Na ocasião, também foi entre-gue um ofício com a lista de uni-dades que enfrentam problemas. Das unidades que fazem parte deste Sindicato constam as seguin-tes unidades: Agência Carijós (que já passou por reformas, mas con-tinua com problemas de infiltra-ção – agravado com as fortes chu-vas, provocando umidade exces-siva e danos de equipamentos da unidade) e as agências: Giovanni Breda; Jardim ABC; Senador Flaquer; Vila Gilda e SR ABC.
Representantes da Caixa com-prometeram-se a solucionar essas pendências o mais breve possível, incluindo a análise para a contratação de novas empresas e a renovação dos contratos já existen-tes com as companhias que pres-tam serviços nas unidades.
Segundo a Sra. Irene Soares dos Santos, responsável pela Gimat/SP, foi elaborado um
CEF - Infiltrações
Sindicato se reuniu com Gimat/SP para
solucionar problemas nas agências da Caixa
Falta de manutenção e más condições de infraestrutura são ranking de reclamações
cronograma para solucionar tais problemas. A expectativa é de que os mesmos sejam resolvidos o mais breve possível. Enquanto isso, o Sindicato continua acom-panhando a evolução de todas as pendências.
Falta de manutenção no
ambiente de trabalho
A Contraf/CUT - CEE/Caixa cobrou dos representantes da Cai-xa solução imediata para a falta de funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado instalados em
unidades país afora, situação que vem provocando desmaios em bancários e clientes por causa do calor. Os problemas multiplicam-se devido não só ao ar-condiciona-do quebraar-condiciona-do, mas também, por infiltrações nas paredes e tetos, elevadores com funcionamento deficiente e forros com defeitos.
Como os problemas são recor-rentes e falta manutenção adequa-da em equipamentos e mobiliá-rio, a representação nacional dos empregados reivindicou a adoção
de uma política emergencial, pois o que está em risco é a saúde dos trabalhadores, clientes e usuários. A manutenção desses equipa-mentos, segundo a Caixa, é feita por empresa terceirizada. Nesse particular, a Caixa alega a existên-cia de dificuldades na contratação desses serviços.
Os representantes dos empre-gados formalizaram protesto con-tra o descaso da Caixa em relação à manutenção do mobiliário de suas agências.
Agência Carijós - Santo André
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Nº 681 - JANEIRO DE 2010
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Sarau
“Todos Por Um” leva mais de 200 pessoas
ao centro de Ribeirão Pires
Artistas se revezaram durante todo o dia em prol da cultura para todos
Artistas, simpatizantes, apren-dizes e apaixonados por arte reu-niram-se no centro da cidade de Ribeirão Pires no Sarau ‘Todos Por Um’, realizado no último dia 30. Com a iniciativa da Arca - Asso-ciação Ribeirãopirense de Cida-dãos Artistas-, dentro do Projeto Ponto de Cultura ‘Cidadãos Artis-tas’, em parceria com o Sindicato dos Bancários do ABC, a atividade contou com jogos teatrais, apre-sentações musicais, dança, litera-tura, oficina de desenho, serigrafia, agricultura orgânica, entre outras apresentações e interatividades.
“Das 14h às 22h passaram pelo
palco improvisado, na praça, artis-tas de todas as cidades do ABC, mostrando as mais diversas formas de expressão artísticas. Além da ex-periência estética vale ressaltar a participação cidadã de todos que passaram pelo evento”, ressalta o secretário de Esporte, Cultura e Lazer do Sindicato, Otoni de Lima. Segundo ele o Sindicato foi par-ceiro deste importante evento por acreditar na participação cidadã de quem faz a cultura em nossa re-gião. Otoni aproveita também para reforçar o apoio do Sindicato aos bancários que realizam atividades relacionadas à arte e à cultura.
Violão Clássico – Lorenzo Galardinovic AmarCode
‘Canja’ – Pedro Ivo, Otoni e Inez
Fotos: Fabiano Goulart
Kah Hum Kah
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Nº 681 - JANEIRO 2010Orquestra Raízes da Serra – Paranapiacaba Viva Literatura Viva – Doação de Livros
Jogos Teatrais – Mariana Carolina, Fernanda Henrique, Rafael Francisco e Josi Iniciação ao Circo
Pedro Ivo e as princesas bailarinas Serigrafia – Rafael Clemente Pirofagia – Maladin
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Nº 681 - JANEIRO DE 2010
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Conquista
Licença-maternidade
ampliada sai do papel
Após liberada a instrução normativa do Programa Empresa Cidadã, bancos não têm mais desculpas
Finalmente a conquista pela ampliação da licença-maternida-de será licença-maternida-de fato aplicada. Agora os bancos não têm mais desculpas para não conceder o afastamento de seis meses para as futuras ma-mães bancárias. Pois, foi publicada pela Receita Federal, no dia 22 de janeiro, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa nº 991 (veja em nossa página na internet), que regulamenta o Pro-grama Empresa Cidadã. Trata-se da isenção fiscal às empresas que ampliam a licença-maternidade de suas funcionárias de quatro meses para seis meses.
A licença-maternidade de 180 dias nos bancos privados é uma conquista da Campanha Nacional 2009 e está prevista na cláusula 24ª da Convenção Coletiva de Traba-lho (CCT) da categoria, como re-sultado da última greve nacional dos bancários. Porém, estava con-dicionada à adesão dos bancos ao programa Empresa Cidadã, do governo federal, que confere isen-ção fiscal aos estabelecimentos que concederem a ampliação.
Vale ressaltar que as institui-ções financeiras alegavam a falta do documento da Receita Federal para aderirem ao programa. Es-pera-se que todos os bancos se inscrevam como Empresa Cidadã e cumpram integralmente o que pactuaram na CCT em 19 de ou-tubro. A lei do Programa Empresa Cidadã está valendo desde 23 de dezembro de 2009. Sendo assim, as bancárias têm direito aos seis meses de afastamento desde essa data, desde que tenham solicita-do, conforme a lei, a liberação até um mês após o parto. Também poderão usufruir da ampliação da licença por mais 60 dias as que estão licenciadas, pois a concessão vale retroativamente a 24 de de-zembro do ano passado.
“O Sindicato e a categoria tive-ram um papel importantíssimo para que esta conquista fosse real-mente efetivada. Com reuniões em Brasília e pressões das bancári-as, valeu o esforço. Esta vitória é de extrema importância para as futuras gerações, que contarão com a amplitude do convívio
materno”, comemora o diretor Orlando Puccetti, secretário Jurí-dico do Sindicato.
O Itaú/Unibanco já aderiu –
O banco Itaú/Unibanco informou na última semana de janeiro, logo após liberada a instrução normativa, sua adesão ao Progra-ma Empresa Cidadã ampliando a licença-maternidade de suas funcionárias para 180
dias.
BB/Nossa Caixa
Fusões - São iniciados os debates entre bancários e BB
Primeira rodada de discussão das mesas temáticas aconteceu no dia 28 de janeiro
No último dia 28, foram inicia-das as discussões da mesa temática sobre a incorporação das institui-ções financeiras adquiridas pelo BB.
Problemas pontuais – Um dos
problemas dos bancários da Nos-sa Caixa está relacionado ao siste-ma de pontuação aplicada ao fun-cionalismo para concorrer ao TAO (programa de talentos e oportuni-dades do BB). Pois, o banco só considerou o histórico dos
bancá-rios da Nossa Caixa a partir de 2000, deixando os empregados mais antigos sem a pontuação.
Problemas Gerais –
Enquadramento dos bancários da Nossa Caixa no plano de cargos e salários do BB. Os funcionários que aderiram ao PCS do BB tiveram o seu salário base achatado porque o VP (Vencimento Padrão) do BB é menor. Veja maiores detalhes so-bre este ponto em nosso site.
Também foi cobrado o paga-mento em espécie das horas ex-tras para os funcionários da Getel e do Poupatempo. Neste último caso, o BB reafirmou que continu-ará pagando o benefício da mes-ma formes-ma que a Nossa Caixa fazia até a migração total dessas áreas.
Mesas temáticas
-3 de fevereiro: PCCS, saúde e condições de trabalho.
- 24 de fevereiro: previdência e terceirização.
Mesa permanente de negociação
- 10 de fevereiro: BB 2.0, Co-missão de Conciliação Prévia (CCP) e outras questões.
“A categoria está atenta e não permitirá redução de direitos nes-ta fase de incorporação. As ques-tões mais urgentes necessitam de uma solução já nas próximas reu-niões”, ressalta a dirigente sindi-cal e funcionária do extinto banco Nossa Caixa, Marilda Marin.
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Nº 681 - JANEIRO 2010Presidenta: Maria Rita Serrano. Diretor de Imprensa: Gheorge Vitti Holovatiuk. Jornalista responsável: Soraya Paladini (MTB 52.759). Sede: Rua Cel.
Francisco Amaro, 87, Centro, Santo André, SP. CEP: 09020-250. Fone: (11) 4993-8299. Fax: (11) 4993-8290. Projeto gráfico: Interarte Comunicação.
Impressão: NSA. Editado em 01/02/2010. Tiragem: 7 mil. Site: www.bancariosabc.org.br. E-mail: [email protected].
O banco Bradesco, do Estado da Bahia, foi condenado a pagar indenização por danos morais a uma funcionária. Segundo a Oi-tava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a bancária foi desviada das funções burocráti-cas para o transporte de valores, sem o devido treinamento.
O TST condenou a entidade financeira por entender que o so-frimento psíquico pela exposição ao real perigo de assalto, com ris-co à vida, a que foi submetida a empregada, configurou o dano moral. O valor para o pagamento da indenização está estimado em R$ 10 mil.
Bradesco
Bradesco deverá pagar indenização
a funcionária por danos morais
Funcionária transportava dinheiro de um banco a outro com risco eminente de assaltos
De acordo com as denuncias da funcionária, o transporte de valo-res entre as agências do Bradesco e do Banco do Brasil, na cidade baiana de Gandu foi realizado durante meses e deixou-a extre-mamente temerária pelo risco permanente de assaltos.
A funcionária já havia denunci-ado a atitude do banco no Tribunal Regional da 5ª Região, que lhe ne-gou o pedido, entendendo que a situação não configurava dano moral, pois a alegação do dano baseou-se unicamente no receio, e não em fatos. A bancária recorreu e conseguiu reverter a decisão.
A relatora do recurso na Oitava
Turma, a ministra Maria Cristina Peduzzi, explicou que a jurispru-dência do TST considerou que a atividade de transporte de valores sem a adoção de medidas de segu-rança enseja reparação por dano moral, por expor o trabalhador a um maior grau de risco. No caso, o dano ficou caracterizado pela exposição da empregada a perigo real de assalto, que lhe causou so-frimento psíquico, tendo o nexo de causalidade decorrido das or-dens superiores que a colocaram para executar a atividade, sem dar-lhe o devido treinamento, o que fere a Lei nº 7.102/83 e “configura ato ilícito”.
Você só tem a ganhar
Fique sócio
Edital
Santander
Sindicato cobra abertura de negociações
Na luta por uma PPR mais justa, Sindicato dos Bancários do ABC atrasa abertura de agências
do Santander/Real em SBC
Sem resposta para a carta envia-da no dia 4 de janeiro, o Sindicato através da FETEC-SP /CUT encami-nhou, no dia 21 de janeiro, uma so-licitação a prorrogação do Acordo Aditivo 2008/2009 e agendamento de reunião para dar continuidade ao processo negocial do novo instru-mento e da PPR 2009.
O documento, também, é assi-nado pela Contraf-CUT, Feeb-SP/ MS e outras federações e foi reme-tido a Jerônimo dos Anjos, Relações Sindicais do Grupo Santander Bra-sil. A carta ressalta o seguinte:
“Acreditando que o diálogo respon-sável e permanente com o movimento sindical deva fazer parte da política da empresa, aguardamos retorno urgente às nossas reivindicações.”.
Leia-a na íntegra em nosso site: www.bancariosabc.org.br
Mobilização no ABC
Devido ao descaso do banco, o Sindicato dos Bancários do ABC realizou, no dia 20 de janeiro, pa-ralisação nas duas regionais do Santander/Real na cidade de São Bernardo do Campo, no período matutino, para conscientizar os trabalhadores de que apesar dos avanços conquistados, o banco pode melhorar a sua proposta para o Programa de Participação nos Resultados (PPR).
Na última rodada de negocia-ção, o Santander/Real apresentou uma proposta de PPR com valo-res rebaixados. Apenas R$ 1 mil
reais de PPR.
“Os bancários são cobrados o ano inteiro. É no mínimo um des-respeito àqueles que contribuíram bastante para que o banco obtives-se resultados positivos”, explica o diretor do Sindicato e funcionário do Santander/Real, Ageu Ribeiro. Segundo Orlando Puccetti, se-cretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato e funcionário do Santander/Real, além desta propos-ta insuficiente, o banco recuou, propos- tam-bém, no item sobre a garantia de emprego durante o processo de fu-são. “Apesar dos avanços obtidos nas últimas rodadas de negociação, con-tinuamos persistentes na luta pela valorização da categoria e pela ma-nutenção dos empregos”, destaca.
BB: Eleição para o
Representante Sindical
de Base
O Sindicato dos Trabalhado-res em EmpTrabalhado-resas do Ramo Fi-nanceiro do Grande ABC, por sua presidenta, comunica a to-dos os empregato-dos do Banco do Brasil S/A, dos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão e Rio Grande da Serra, a abertura do processo eleitoral para o cargo de REPRESENTANTE SINDI-CAL DE BASE do Banco do Brasil, cujo mandato será de 01 de Março de 2010 a 31 de Agos-to de 2010. Inscrições: 22 a 19 de Feve-reiro de 2010. Eleição: 2 a 26 de Fevereiro de 2010. Posse: 01 de março de 2010. Santo André, 01 de fevereiro de 2010.
Maria Rita Serrano Presidenta