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Lição 3

10 de Outubro a 16 de

Os Últimos Cinco Reis de Judá

Sábado à tarde

LEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: II Crónicas 34; Jeremias 22:1-19; 29:1-14; II Crónicas 36:11-14; Jeremias 23:2-8.

 

VERSO ÁUREO: “Julgou a causa do aflito e do necessitado; então lhe sucedeu o bem! Porventura não é isto conhecer-me? diz o Senhor.” Jeremias 22:16.

 

O AFAMADO ESCRITOR RUSSO FYODOR DOSTOYEVSKY passou quatro anos numa prisão siberiana, na época de 1800, por atividades políticas subversivas. Mais tarde, ao escrever a respeito das suas experiências, falou sobre a total falta de remorsos de alguns dos seus companheiros de prisão quanto ao seu terrível comportamento. “No decorrer de vários anos, nunca vi um sinal de arrependimento no meio daquelas pessoas; nem um traço de abatido pensamento sobre os crimes cometidos, e a maior parte deles pensava interiormente em si mesmos como estando absolutamente certos.” – Joseph Frank, Dostoyevsky [sic], The Years of Ordeal, 1850-1859 (Dostoyevsky, Os Anos de Provação, 1850-1859), p. 95.

Dostoyevsky poderia estar a falar dos cinco reis, com exceção de Josias, que governaram Judá durante o ministério de Jeremias. Um após outro, estes homens pareciam totalmente isentos de qualquer traço de

arrependimento das suas ações, mesmo quando se foi tornando cada vez mais claro que tais ações iriam trazer as calamidades que o Senhor,

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por intermédio de Jeremias, tinha avisado que viriam.

Nunca fora intenção de Deus dar um rei a Israel; no final da lição desta semana, compreenderemos melhor a razão porquê. Compreenderemos também a tremenda pressão que o pobre Jeremias enfrentou durante uma grande parte do seu desconsiderado ministério.

 

Ano Bíblico: Mateus 17-20.

SOP: Conselhos Sobre Mordomia (Livro), Favores a Serem Recebidos, Bem Como Comunicados (Capítulo), (183)

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Sob o Governo de Josias

Domingo, 11 de Outubro.

Josias foi o décimo sexto rei a governar o reino do Sul; as datas que lhe correspondem são 640-609 a.C.. Tornou-se rei aos oito anos, depois de mais de meio século de declínio moral e espiritual sob a governação do seu pai (Amon) e do avô (Manassés), dois dos reis mais iníquos de Judá. O reinado de Josias durou trinta e um anos. Ao contrário dos seus

antecessores, porém, Josias “fez o que era reto aos olhos do Senhor” (II Reis 22:2), apesar do ambiente que lhe era desfavorável.

“Filho de um rei ímpio, perseguido por tentações para que seguisse os passos do pai, e com poucos conselheiros para o encorajarem no

caminho correto, não obstante, Josias foi leal ao Deus de Israel.

Advertido pelos erros das anteriores gerações, decidiu fazer o que era correto, em vez de descer ao baixo nível do pecado e degradação a que o seu pai e o seu avô tinham caído. Ele ‘não se desviou nem para a

direita nem para a esquerda’. Como alguém que devia ocupar uma posição de confiança, resolveu obedecer à instrução que tinha sido dada para guia dos governantes de Israel. E a sua obediência tornou possível que Deus o usasse como um vaso de honra.” – Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 257, ed. P. SerVir.

 

Leia II Crónicas 34. Quais foram os componentes da reforma de Josias, e por que razão deviam eles ser centrais em qualquer esforço de reforma espiritual, seja ela coletiva ou pessoal?  

A reforma levada a efeito por Josias incluiu dois componentes principais.

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é, ele atuou de modo a pôr fim a todas as más práticas que tinham surgido na nação. Este, porém, foi só o primeiro passo. A ausência de mal ou de práticas erradas não significa automaticamente que o bem se seguirá.

Segundo, depois de ouvir a leitura do livro da Lei, o rei fez um concerto diante do Senhor de “andar após o Senhor, e para guardar os seus

mandamentos, e os seus testemunhos, e os seus estatutos, com todo o seu coração, e com toda a sua alma, cumprindo as palavras do concerto, que estão escritas naquele livro”. II Crónicas 34:31.

 

Leia II Crónicas 34:32 e 33. O que nos dizem estes versículos acerca do poder de um bom exemplo, sobretudo entre pessoas em

posições de autoridade e de influência? Dedique algum tempo e profundidade a pensar nisto: Que influência as nossas palavras e os nossos atos exercem sobre os outros?

 

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Joacaz e Joaquim: Outro Declínio

Segunda, 12 de Outubro.

Joacaz (também conhecido por Salum) tinha 23 anos quando sucedeu ao pai no trono. O seu reinado durou apenas três meses. O Faraó substituiu-o pelo irmão porque Joacaz não era favorável à política egípcia. Joacaz foi levado para o Egito, e aí morreu. (Ver II Cró. 36:4; II Reis 23:31-34.)

O rei que sucedeu a Joacaz foi Joaquim, que reinou de 609-598 a.C.. Também ele era filho de Josias. Quando Nabucodonosor conquistou Jerusalém, Joaquim foi levado para Babilónia, juntamente com os vasos do templo. Jeremias, uma vez mais, avisou o povo de que o seu novo rei estava a levar a nação por um caminho errado.

 

Leia Jeremias 22:1-19. Quais foram algumas das questões

envolvendo Joaquim que motivaram uma ríspida censura da parte do Senhor?

 

O Senhor, falando por intermédio de Jeremias, teve palavras muito

duras dirigidas a este governante corrupto e ambicioso. Joaquim foi um rei opressor e ganancioso que impôs impostos pesados em Judá (ver II Reis 23:35) a fim de pagar aos Egípcios. Pior ainda, recorrendo a

trabalho forçado, procedeu a elaboradas construções no seu próprio palácio, em desafio à Lei, que era muito clara quanto ao pagamento devido às pessoas pelo seu trabalho: “Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até à manhã” (Lev. 19:13). Além disso, ao contrário de Josias, seu pai, Joaquim também permitiu que os ritos pagãos florescessem de novo em Judá.

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corrupto Joaquim com o seu pai, Josias, o Senhor disse-lhe: “Julgou a causa do aflito e do necessitado; então lhe sucedeu bem! Porventura não é isto conhecer-me?” Por outras palavras, o verdadeiro

conhecimento de Deus revela-se na forma como se tratam aqueles que estão em necessidade; vê-se quando nos esquecemos de nós próprios para beneficiarmos aqueles que verdadeiramente não têm possibilidade de fazer nada por nós como compensação. Vemos aqui, novamente, como sucede ao longo de toda a Bíblia, a preocupação do Senhor pelos pobres e desamparados, bem como a obrigação que temos de ajudar aqueles que não se podem ajudar a si mesmos.

 

Dedique mais tempo a pensar na ideia de que ajudar “os pobres e necessitados” é a maneira de vir a conhecer o Senhor. O que é que isto quer dizer?

 

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O Curto Reinado do Rei Joaquin em Judá

Terça, 13 de Outubro.

O décimo nono rei de Judá foi Joaquin – também chamado Jeconias –, filho de Joaquim. Reinou no trono de David não mais de três meses e meio. Em 598 a.C., Nabucodonosor levou as suas forças até Jerusalém e prendeu o rei de dezoito anos, juntamente com a sua mãe, as suas

esposas e muitos outros cativos reais. Em 561 a.C., no trigésimo sétimo ano do seu cativeiro, Joaquin foi alvo da misericórdia de Evil-Merodac, sucessor de Nabucodonosor. Foi-lhe concedido o direito de comer à mesa do rei de Babilónia e foi autorizado a vestir-se com os seus trajes reais. (Ver II Reis 25:27-30; Jer. 52:31-34). Os seus filhos também

estavam com ele em Babilónia, no entanto a profecia de Jeremias anunciava que eles teriam de desistir do trono de David.

 

Leia em Jeremias 29:1-14 as palavras do Senhor, proferidas por intermédio de Jeremias, depois de o rei Joaquin, a sua família e a sua corte terem sido levados cativos de Jerusalém para Babilónia. Mesmo no meio desta tragédia, como se revelaram o amor e a graça de Deus?

 

Um dos versículos mais famosos da Bíblia é este: “Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jer. 29:11). Temos aqui, naturalmente, o contexto imediato: o Senhor a dirigir-Se, por intermédio de Jeremias, aos cativos de Judá que tinham visto a  vida completamente destroçada pelos seus conquistadores babilónicos. Contudo, mesmo nessa situação, por muito má que ela parecesse, o Senhor queria que eles soubessem que Ele ainda os amava e apenas tinha em mente o seu bem. Não há dúvida de que, considerando as circunstâncias horríveis, os cativos devem ter apreciado muito estas palavras de promessa e

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esperança. Assim, mesmo no meio de todas as advertências e ameaças medonhas, o povo recebeu a promessa de “um futuro e uma

esperança”. Como deve ter sido fundamental para eles, especialmente num tempo daqueles, terem tido uma tal certeza!

 

Um futuro e uma esperança? Que promessas podemos reclamar do Senhor quanto a “um futuro e uma esperança” neste preciso

momento, quaisquer que sejam as circunstâncias em que nos encontramos?

 

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No Final do Beco Sem Saída

Quarta, 14 de Outubro.

Leia II Crónicas 36:11-14. O que nos dizem estes versículos a

respeito do último rei de Judá, antes da destruição final da nação? Que princípios espirituais de apostasia são revelados nestes textos?

 

Zedequias (também conhecido por Matanias) subiu ao trono com a idade de 21 anos, sendo aí posto por Nabucodonosor como um rei fantoche. Infelizmente, como nos dizem os textos, ele não tinha aprendido muitas lições com o que se tinha passado com os reis anteriores, e, consequentemente, trouxe ainda maior ruína à nação. II Crónicas 36:14 afirma uma coisa muito profunda, uma questão que, em muitos aspetos, ia até ao cerne da apostasia. No meio da lista de todos os males praticados no reinado de Zedequias, é dito que Judá seguia “todas as abominações dos gentios”.

Ali estavam eles, centenas de anos depois do Êxodo, centenas de anos como povo da Aliança, um povo que devia ser uma luz e um farol para as nações (Deut. 4:5-8), e, no entanto, continuavam tão envolvidos na cultura prevalecente, tão envolvidos no ambiente cultural e religioso dos seus vizinhos, que chegaram ao ponto de praticar “todas as

abominações” dos pagãos.

Haverá nisto uma mensagem para nós?  

Leia Jeremias 38:14-18. Que pergunta lhe fez o rei, e porquê?  

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O Senhor tinha tornado claro, em numerosas ocasiões, que a nação devia submeter-se ao domínio de Babilónia e que tal conquista era o castigo da sua iniquidade. Zedequias, porém, recusava-se a dar ouvidos, e envolveu-se numa aliança militar contra Nabucodonosor. Israel

apoiava-se muito na esperança de uma vitória militar dos Egípcios. No entanto, Nabucodonosor saiu vitorioso sobre o exército do Faraó em 597 a.C.. Esta derrota selou definitivamente o destino de Jerusalém e o da nação. Apesar das muitas oportunidades para a nação se

arrepender, reformar, ser reavivada, Judá recusou.  

Como Igreja, fomos constituídos para proclamar uma mensagem ao mundo, a qual ninguém mais está a proclamar. Isto é, em muitos aspetos, muito similar ao que Judá devia fazer. Que lições podemos e devemos aprender com os erros cometidos por esta nação?

 

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Os Anos de Escuridão

Quinta, 15 de Outubro.

O que aconteceu a Israel e a Jerusalém depois de rejeitarem a mensagem de Deus? Jer. 39:8 e 9.

 

De tudo quanto Deus os advertira que lhes iria acontecer foi

exatamente o que lhes sucedeu. Por muito que não quisessem crer nos avisos, certamente acreditaram neles após todas as coisas terem tido lugar. Quem é que não teve já, a um nível pessoal, uma experiência parecida? Somos avisados pelo Senhor para não fazermos determinada coisa, caso contrário algo acontecerá, mas nós fazemo-la sob qualquer circunstância, e, sem falhar, aquilo que nos foi dito que iria acontecer ocorre de facto.

 

Que mensagem se encontra em Jeremias 23:2-8? Que esperança foi dada então ao povo?

 

Numa perspetiva humana, tudo parecia perdido: a nação estava em ruínas, o templo fora destruído, os governantes encontravam-se no Exílio e detidos como cativos, e a cidade de Jerusalém era um montão de pedras. A nação judaica e o povo judeu deviam naquela altura ter desaparecido da História, tal como acontecera a muitas outras nações que tinham passado pela experiência por que estes acabavam de

passar.

O Senhor, porém, tinha outros planos e, nos versículos acima

mencionados (e em muitos outros), deu-lhes a esperança de que nem tudo estava perdido, mas que permaneceria um remanescente que

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regressaria e, por meio desses, seriam cumpridas as promessas. Isto é, no meio de todos os avisos de condenação e destruição, os profetas trouxeram também ao povo a sua única esperança.

“Os negros anos de destruição e morte que assinalaram o fim do reino de Judá, teriam desesperado o coração mais resoluto, se não fosse o encorajamento das predições proféticas dos mensageiros de Deus. Por intermédio de Jeremias em Jerusalém, de Daniel na corte de Babilónia, de Ezequiel junto às margens do rio Quebar, o Senhor, com

misericórdia, tornou claro o Seu eterno propósito, e deu a certeza da Sua vontade de cumprir para com o Seu povo escolhido as promessas registadas nos escritos de Moisés. Aquilo que tinha prometido fazer pelos que se mostrassem fiéis para com Ele realizar-se-ia certamente. A ‘palavra de Deus … permanece para sempre’. I Ped. 1:23.” – Ellen G.

White, Profetas e Reis, p. 309, ed. P. SerVir.  

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Sexta, 16 de Outubro.

ESTUDO ADICIONAL: “Nos últimos anos da apostasia de Judá, as exortações dos profetas foram aparentemente de pouco valor. E

quando os exércitos dos Caldeus foram pela terceira e última vez sitiar Jerusalém, a esperança abandonou os corações. Jeremias predisse uma ruína total. E foi em virtude da sua insistência para que se rendessem que acabou por ser posto na prisão. Mas Deus não deixou o fiel

remanescente, que ainda estava na cidade, num desespero sem solução. Mesmo quando Jeremias era mantido sob vigilância severa

pelos que repeliam as suas mensagens, recebeu novas revelações sobre a disposição do Céu para perdoar e salvar – revelações que têm sido uma infalível fonte de conforto para a Igreja de Deus nos dias que correm.” – Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 310, ed. P. SerVir.

Repare na expressão “a disposição do Céu para perdoar e salvar”. Pense em todos os meios que já nos foram revelados relativamente à

“disposição do Céu” para perdoar e salvar. Afinal, só a Cruz, por si mesma, bastaria para nos falar acerca dessa disposição. Temos a Palavra de Deus, que nos revela o Plano da Salvação. Foi-nos dado o Espírito de Profecia, uma dádiva maravilhosa. Quais são algumas outras formas que nos revelam a “disposição do Céu para perdoar e salvar”?  

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO:  

“E disseram a Jeremias, o profeta: Caia a nossa súplica diante de ti, e roga por nós ao Senhor, teu Deus, por todo este resto; porque de muitos restamos uns poucos, como veem os teus olhos” (Jer. 42:2). O que é que este versículo, e aquilo que lemos em Jeremias 23:3,

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têm a dizer acerca do tema do remanescente em Jeremias?

 

É muito fácil, na nossa perspetiva, olhar para trás, para a história sagrada, e ver todas as faltas, todos os falhanços e todas as

deficiências espirituais do povo de Deus da Antiguidade. E devemos fazê-lo, porque nos foi dito que estas histórias foram escritas para nosso exemplo (I Cor. 10:11). O que é triste é que muitas daquelas pessoas naquele tempo, e nos seus próprios contexto e cultura, pensavam que estavam a fazer o que era certo, que estavam muito bem com o Senhor. Que aviso isto nos deve fazer sobre quão cegos podemos ser quanto ao nosso verdadeiro estado espiritual? Quais são algumas maneiras de podermos perceber exatamente qual é a nossa verdadeira condição espiritual? Por que razão devemos

manter a Cruz no centro desse processo? O que nos aconteceria, se não a mantivéssemos no centro da nossa vida espiritual?

 

Ano Bíblico: Marcos 7-9.

Comentários de EGW: Leitura Adicional

Ajudai as almas que naufragam, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pp. 353 e 354; Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, pp. 176-185.

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Moderador

Textos-Chave: II Crónicas 34:1 e 2; Jeremias 22:11 e 12, 18 e 19; 29:1 e 2; II Crónicas 36:11-14; Jeremias 23:3.

 

Com o Estudo desta Lição, o Membro da Unidade de Ação Vai:

Aprender: A rever a trágica história dos últimos reis de Judá e a forma como, depois da morte de Josias – o último rei bom –, as coisas foram de mal a pior.

Sentir: Um pouco da total frustração que Jeremias (e Deus) deve ter sentido, quando estes últimos reis desrespeitaram continuadamente as advertências de Deus.

Fazer: Procurar ser parte do remanescente de Deus, do qual Jeremias profetizou no seu tempo, e que está também profetizado para os tempos do fim.

 

Esboço da Aprendizagem:

I. Aprender: Lições da História.

A. Que razão levou a tão acentuado contraste entre Josias e os últimos quatro reis de Judá? O que foi que Josias fez de bem, e o que foi que os outros fizeram de errado?

B. Zedequias tentou permanecer neutro entre o Egito e a Babilónia. Haverá destes momentos na vida, em que devemos tentar jogar pelo seguro com ambas as partes? Explique a sua resposta.

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A. Como reagimos quando as coisas parecem ir de mal a pior na nossa vida?

B. Devemos insistir em partilhar Cristo com os outros à nossa volta, mesmo quando eles sistematicamente nos ridicularizam?

III. Fazer: Ser Parte do Remanescente de Deus.

A. Deus preservou um remanescente no tempo de Jeremias. Como pode alguém ser parte do remanescente de Deus nos nossos dias?

B. Como nos sentimos sendo parte da última Igreja remanescente da História?

 

Sumário:

Há um nítido contraste entre o último rei bom, Josias, e os últimos

quatro reis maus de Judá. Manobras políticas, idolatria e injustiça social levaram à destruição de Jerusalém, em 587/6 a.C.. No entanto, Deus prometeu preservar um remanescente, uma mensagem de esperança a nós dirigida nestes tempos do fim.

 

        CICLO DA APRENDIZAGEM  

1º PASSO – MOTIVAR!  

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Conceito-Chave para Crescimento Espiritual: Há um momento em que Deus atua e em que nós colhemos os frutos das escolhas erradas, acumuladas ao longo de períodos de tempo. A destruição de Judá e de Jerusalém por Nabucodonosor, rei de Babilónia, é um bom caso

ilustrativo daquilo que acontece, se sistematicamente ignoramos as mensagens de advertência que Deus nos envia.

 

Só para o Dinamizador: Nabucodonosor, rei de Babilónia, veio três vezes a Jerusalém: a primeira em 605 a.C., quando levou reféns, entre outros, Daniel e os seus amigos; a segunda vez, em 598/7 a.C., depois de Jeoiaquim se ter rebelado contra Babilónia e ter formado uma aliança com o Egito. Nabucodonosor cercou Jerusalém, mas Jeoiaquim morreu antes de os Babilónios conquistarem a cidade. O seu filho Joaquim, que lhe sucedeu, governou apenas três meses e foi então levado para

Babilónia por Nabucodonosor, que, nessa altura, instalou o último rei de Judá, Zedequias. E uma vez mais repete-se o cenário: Zedequias

estabeleceu uma aliança com o Egito (Jer. 37:6-10; 38:14-28) contra Babilónia, e Nabucodonosor marchou contra Judá e destruiu todas as cidades ao longo do caminho (Jer. 34:7), cercando finalmente a cidade de Jerusalém. Só que desta vez a sua paciência tinha-se esgotado. Destruiu completamente a cidade e o templo, cuja destruição é

graficamente descrita no Salmo 74:1-8. A análise a fazer na Unidade de Ação deve abordar a tragédia das repetidas más decisões dos

governantes de Jerusalém e passar, depois, para o aspeto pessoal da frequência com que nós próprios nos temos rebelado contra Deus.  

Debate Introdutório: Durante uma grande parte da história do Velho Testamento, Láquis foi a segunda cidade mais importante, depois de Jerusalém. Encontrava-se rodeada de vinhedos e ficava sobranceira a

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um dos vales que davam acesso a Jerusalém, vindo do lado sul de Judá (e do Egito). A arqueologia tem fornecido pormenores singulares dos últimos dias do reino de Judá, quando Nabucodonosor marchou sobre Jerusalém e ordenou que esta fosse destruída. Em 1935, John Starkey escavou a camada referente à destruição causada pelos exércitos de Nabucodonosor em Jerusalém, e, no meio das ruínas e do entulho que cobria o chão de uma sala, numa casa da guarda, num dos portões monumentais que davam acesso à cidade, foi encontrado um elevado número de pedaços de cerâmica com inscrições, os quais vieram a ficar conhecidos como as Cartas de Láquis. Estas descrevem de maneira dramática os momentos finais do Reino do Sul, à medida que

Nabucodonosor ia destruindo sistematicamente todas as cidades

importantes até que só Jerusalém ficou. Na Carta IV lemos: “E possa [o meu senhor] saber que nos mantemos vigilantes aguardando os sinais de fogo de Láquis.” A carta foi, possivelmente, remetida de Jerusalém por uma sentinela que estava freneticamente à espera de um sinal de vida vindo de Láquis, o qual seria comunicado por sinais de fogo

durante a noite. É provável que nunca tenha havido resposta a esta carta, pois ela foi encontrada no meio de camadas de cinzas, vasos de armazenamento quebrados e setas babilónicas. Deus estava a executar o castigo sobre Judá e Jerusalém, com o seu templo a ser destruído de seguida. Como entendemos que um Deus amoroso possa ter enviado os Babilónios para condenarem o Seu povo?

 

2º PASSO – ANALISAR!  

Só para o Dinamizador: É surpreendente o contraste entre o último rei bom de Judá e os quatro reis maus que lhe sucederam. A grande

interrogação é: como foi possível a Judá, num tão curto espaço de

tempo, cair de reformas religiosas e da leitura da Lei, em 621 a.C., sob a governação de Josias (ver II Crónicas 34), para as profundezas da

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Zedequias, os quais selaram o destino de Judá e motivaram o castigo divino executado pelos Babilónios?

 

COMENTÁRIO BÍBLICO  

Há uma série de importantes conceitos teológicos que percorrem a lição desta semana: o julgamento divino, a rebelião humana e o

remanescente de Deus.  

I. De Josias até ao Julgamento

(Recapitule com a Unidade de Ação II Crónicas 34:30-33; Daniel 1:2.)

 

As reformas religiosas de Josias foram motivadas pela descoberta casual da Lei durante as obras de renovação do templo, em 621 a.C., cinco

anos depois de Jeremias ter sido chamado para ser profeta. O “Livro da Lei” (II Cró. 34:15) é um termo que pode referir-se aos cinco livros de Moisés, o Pentateuco; mas o termo torah é um conceito mais alargado do que a mera referência aos Dez Mandamentos. A torah é, aliás, a

história dos atos de graça da parte de Deus na esfera humana, os quais são comunicados por meio de história e de instrução (ver Salmos 1; 19; 119). Daí que a leitura do “Livro da Lei” tenha trazido a Josias uma

dolorosa constatação de que Judá estava muitíssimo afastado daquilo que Deus tencionava que a nação fosse, e de que o julgamento se encontrava iminente.

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reformas introduzidas por Josias e só foi executado no tempo dos seus sucessores (ver II Cró. 34:23-28). Quando Nabucodonosor veio pela primeira vez a Jerusalém, em 605 a.C., o livro de Daniel descreve a sua conquista como um ato de julgamento da parte de Deus: “E o Senhor entregou nas suas mãos a Joaquim, rei de Judá” (Dan. 1:2). Segundo a perspetiva bíblica, Deus estava ativamente envolvido na execução do julgamento sobre Judá, usando os Babilónios como instrumentos da Sua ira.

 

Pense Nisto: Há muita gente que se sente desconfortável com a ideia de Deus Se encontrar ativamente envolvido na execução do julgamento. De que maneira pode compreender-se isso e integrar essa ideia na

imagem de um Deus amoroso?  

II. Rebelião Reincidente

(Recapitule com a Unidade de Ação Jeremias 22:1-19.)  

Jeoiaquim e Zedequias rebelaram-se ambos repetidamente contra Nabucodonosor, o agente de Deus para o julgamento, ao formarem alianças com o Egito, depois de quebrarem o juramento de lealdade que tinham feito aos Babilónios. Estas manobras políticas, porém, só

ilustravam a contínua rebelião daqueles reis contra Deus.

É interessante estudar os sinais dessa sua rebelião. Havia injustiça social por meio da opressão sobre os necessitados e por meio da exploração dos pobres, enquanto os ricos viviam luxuosamente. Existia também idolatria por meio da instituição de ritos pagãos no templo. É

interessante notar que estas foram as duas principais áreas de rebelião – injustiça social e idolatria – que os profetas do Velho Testamento

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repetiram, vez após vez. Estes dois pecados acabaram por levar ao Exílio.

 

Pense Nisto: Que importância têm na vida do Cristão, nos dias de hoje, a justiça e o envolvimento sociais? E o que dizer da idolatria moderna? Em que aspetos são ainda estas duas áreas representativas da rebelião da Humanidade contra Deus na atualidade?

 

III. O Remanescente

(Recapitule com a Unidade de Ação Jeremias 23:1-8.)  

Mesmo quando, depois de séculos de graça prolongada e de avisos proféticos, Deus executa os Seus juízos, Ele mistura-os com uma mensagem de graça e de esperança. Esta é a mensagem do

remanescente, um tema recorrente que percorre os livros da Bíblia. Desde o Dilúvio até à última Igreja da História, sempre houve um remanescente.

Em nítido contraste com o tema do remanescente, a metáfora dos pastores iníquos, em Jeremias 23:1-4, demonstra até que ponto a liderança de Judá se tinha afastado do ideal de Deus. Em vez de pastorearem, eles “dispersavam” o rebanho, indicando que o Exílio iminente viria em resultado do seu abuso de poder.

É muito interessante que o segundo verbo, no versículo 2, que está traduzido por “dispersastes”, tem a conotação de “levar alguém a

desviar-se” ou de “desencaminhar alguém religiosamente”, sendo usado no mesmo sentido em Deuteronómio 13:13. Contudo, no versículo 3, há uma admirável inversão de julgamento para Salvação, quando Deus,

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como divino Pastor, recolherá e guardará um remanescente e o fará “voltar aos seus apriscos”. Depois do regresso do Exílio, o remanescente Israel será dirigido por uma nova forma de governo, o Rei-Pastor, o

“renovo justo”. Esta maravilhosa promessa messiânica tem o seu

cumprimento escatológico em Jesus (note-se nos versículos 5 e 7 o sinal escatológico “eis que vêm dias”), que guiará a Sua Igreja remanescente em segurança, ao longo dos tempos do fim. O remanescente está

centrado em Cristo.  

Pense Nisto: Que características tem o remanescente bíblico? De que maneira podem refletir-se essas características na nossa vida

moderna?  

3º PASSO – PRATICAR!  

Só para o Dinamizador: A rebelião contra Deus (frequentemente expressa em mau comportamento ético e em idolatria) continua a ser tanto uma triste realidade no século XXI como o foi no tempo de

Jeremias, apesar de os juízos de Deus não serem tão tangíveis e

imediatos como foram nos tempos bíblicos. É importante contextualizar estas questões com a Unidade de Ação, de modo a que se tornem

aplicáveis à nossa vida. Contudo, a mensagem de esperança do remanescente precisa de se manter primordial na mente dos membros.

 

Perguntas para Reflexão/Aplicação:  

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1. De que modo são os sinais da rebelião de Judá (má conduta ética e idolatria) refletidos na nossa cultura e na nossa sociedade?

2. Que significado tem para nós pertencer ao remanescente de Deus – a última Igreja da História?

 

4º PASSO – APLICAR!  

Só para o Dinamizador: Uma grande parte da mensagem profética do Velho Testamento denuncia a injustiça social, e a má conduta ética serve frequentemente de barómetro da verdadeira espiritualidade. A

atividade da Unidade de Ação deve dar uma oportunidade para que os membros apreciem e desenvolvam o trabalho missionário.

 

Atividades da Unidade de Ação:

Enquanto Unidade, pensem num projeto de trabalho missionário social que vá ao encontro das necessidades dos grupos socialmente

vulneráveis mencionados por Jeremias: pobres, necessitados, viúvos, estrangeiros e órfãos. Podem acrescentar-se com facilidade outros a esta lista (por exemplo, mães solteiras, presos, toxicodependentes, etc.). O ideal seria que este não fosse um projeto isolado, mas algo que se tornasse parte das atividades regulares da  Unidade de Ação.

Relatem as vossas atividades ao resto da igreja e animem outras

Unidades de Ação a aceitarem desafios semelhantes. Estejam atentos à forma como este tipo de trabalho missionário tem influência no

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