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REVISTA MEIO AMBIENTE - CEPEV

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1 Luciana Aparecida Kastchuk Ribas, fone: 41-9639-0400, e mail: [email protected]

2 Maria Angelica Nunes da Silva, fone: 41-9906-1520, e mail: [email protected]

3 Suely de Oliveira,fone: 41-8839-4627, e mail: [email protected]

REVISTA MEIO AMBIENTE - CEPEV

RECICLAGEM DE RESIDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

Luciana Aparecida Kastchuk Ribas ¹;Maria Angélica Nunes da Silva¹; Suely de Oliveira¹

RESUMO: O presente artigo vem abordar um tema não muito falado nos meios de comunicação, e também não tão fiscalizados por órgãos governamentais, mas que é de suma importância para a diminuição da poluição que propicia a procriação de animais transmissores de doenças, contaminação solo e água até a diminuição da extração de pedras, minério de ferro e outras matérias-primas utilizadas na construção civil. Sustentabilidade na área de resíduos de construção civil através da reciclagem evitando crescimento no volume de aterros clandestinos, e a aplicação dos 3Rs redução, reciclagem e reuso para retorno a cadeia produtiva.

PALAVRAS CHAVE: Segregação. Reciclagem. Construção Civil. Economia

INTRODUÇÃO

Desde 2002 a sociedade vem exigindo formas sustentáveis para o tratamento dos resíduos de construção civil. A partir deste período empresas foram desenvolvendo tecnologias para tratar adequadamente os resíduos. Muitas vezes os resíduos que chegam aos recicladores na sua maioria vem contaminados exigindo mão de obra para triagem, encarecendo o processo de reciclagem e o custo. Em razão das mudanças climáticas, da escassez dos recursos naturais e, considerando que o setor de construção civil em pleno crescimento gera por ano mais de 100 milhões de toneladas de resíduos, esta matéria vem sendo regulada em leis específicas que tratam do tema, porem não fiscalizadas.

A necessidade do gerenciamento de resíduos da construção civil vem se consolid ando como uma prática conceituada de desenvolvimento sustentável, na forma de reduzir, reutilizar e reciclar resíduos e devem ser práticas fundamentais a serem

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implementadas nos canteiros de obras. Partindo-se da concepção da cultura humana constata-se pouca ou nenhuma preocupação com a questão ambiental.

Vários aspectos devem ser considerados quando analisamos a limitação da implantação de programas de reciclagem de resíduos no Brasil, como: aspectos sociais, econômicos, político-legais, técnicos e de gestão (COSTA et al. 2007).

O que implica no avanço dos programas de reciclagem de resíduos são questões

culturais, é necessária uma consciência maior que vem com a base na educação, pois somente assim teremos um conceito mais responsável, adotando uma visão com atitudes mais sustentável.

Segundo Chung e Lo (2003), os resíduos de construção e demolição (RCD), representam, de 20 a 30% do fluxo de resíduos sólidos gerados pelas cidades dos países desenvolvidos, sendo que muitas vezes este valor pode chegar a mais de 50% do total de resíduos sólidos produzidos. Nas cidades brasileiras de médio e grande porte, segundo Pinto (1999), os resíduos provenientes de construções e demolições

representam de 40 a 70% da massa total dos resíduos sólidos urbanos (COSTA et al, 2007).

A prática da reciclagem dos resíduos oriundos da construção civil é muito importante para a sustentabilidade da nossa sociedade porque ela está diretamente relacionada com atenuação do impacto ambiental gerado pelo setor e redução de custos de gerenciamento do resíduo. A construção civil tem um grande potencial de utilização dos resíduos, uma vez que ela chega a consumir até 75% de recursos naturais (JOHN, 2000; LEVY, 1997; PINTO, 1999).

Observa-se a relevância do tema da pesquisa e o seu enquadramento na construção sustentável, que tem como base o uso consciente dos recursos naturais e sua gestão ambiental. E como o objetivo deste projeto é relatar o processo de reciclagem dos resíduos de construção civil bem como propor que a Usipar detentora de maior gama de recebimentos de entulhos executar ações de orientação e práticas de educação ambiental junto a associação dos caçambeiros.

A sensibilização do gerador através da associação dos caçambeiros por meio da busca deste serviço de coleta, orientando o gerador de quais os resíduos podem ser dispostos na caçamba, através de informação telefônica no momento da contratação e na

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entrega da caçamba por meio de um check list onde o gerador informará o que será descartado na caçamba, promovendo assim praticas adequadas e sustentáveis para o descarte.

REFERENCIAL TEÓRICO

Preocupado com a grande geração de resíduos pela área da construção civil, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) emitiu a resolução n.º 307, de 5 de julho de 2002, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Segundo o texto da resolução, “os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final”.

A Lei n.º 12.305, de 2 de agosto de 2010, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, reforçando as diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos sólidos, como os da construção civil. Afinal, os entulhos podem gerar riscos sanitários, ambientais e econômicos e com a reciclagem os ganhos são inúmeros. Desde a redução da utilização de áreas públicas destinadas ao depósito desses entulhos ou o descarte em áreas irregulares que propiciam a procriação de animais transmissores de doenças, até a diminuição da extração de pedras, minério de ferro e outras matérias-primas utilizadas na construção civil.

Baseando-se na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que define como resíduos da construção civil aqueles gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civis incluídas os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis é uma das legislações que norteiam o setor além da Resolução CONAMA 307/2002 que classifica os entulhos em:

Classe A - resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação, de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem, de reparos de edificações - componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc), argamassa e concreto, de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meio-fios);

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Classe B - resíduos recicláveis para outras destinações, como plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras;

Classe C - resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, como os produtos oriundos do gesso;

Classe D - resíduos perigosos, tais como tintas, solventes, óleos, e aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde provenientes de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais etc, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde.

Para os resíduos de construção civil a maior dificuldade está em separar no resíduo na fonte geradora onde pela falta de gerenciamento destes resíduos e a falha em não classificá-los, muita empresa opta em descartar em locais inadequados, causando impacto para o meio ambiente.

A Portaria da SMMA n.º 07/2008 instituiu o Relatório de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a ser apresentado pelas empreiteiras e construtoras no momento da conclusão das obras através do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil – PGRCC sendo os mesmos responsáveis pelo seu gerenciamento e a correta destinação final.

Devido à extensão para a fiscalização deste setor onde não há controle na destinação final do lixo da construção civil esse entulho que é retirado das obras acaba sendo descartado de forma clandestina em terrenos baldios, nas margens dos rios e nas periferias dos grandes centros urbanos gerando impactos ambientais como: assoreamento de rios e proliferação de vetores de doenças, além de levar séculos para que se decomponham, e nem se dão conta do problema que estão causando a eles mesmos e a futuras gerações. Sendo que estes entulhos destinados de forma incorreta geram impactos não só da poluição mas também quanto a sua extração na natureza da fonte do material que é finita. Para isto iremos desenvolver uma campanha junto à associação dos caçambeiros para sensibilizar o gerador na segregação dos resíduos antes

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de dispor a caçamba para acondicionamento e consequentemente descarte na usinas de reciclagens licenciadas.

O entulho coletado nas obras é composto por diferentes tipos de materiais como: argamassa, areia, cerâmicas, concreto, madeira, metais, papel, pedras, asfalto, tintas, solventes, gesso, plástico, borracha, matéria orgânica e embalagens diversas tudo misturado. Apenas 90% deste lixo da construção civil pode ser reciclado, reutilizado e transformado nos chamados "agregados", muito semelhantes aos originais. Porem a carga tributaria desta cadeia de reciclagem ainda é muito alta e desanima qualquer investimento, paga-se 19% de ICMS quanto que o produto extraído da rocha natural paga-se 6%, tirando a conclusão segundo Maia que “é mais barato criar um impacto ambiental”

Outro fator ainda mencionado é que o produto proveniente de resíduo de construção civil é associado à baixa qualidade porem não é verdade, ele possui a mesma qualidade do natural mesmo porque o processo para produzi-lo é o mesmo utilizado no processo da matéria prima virgem. O subproduto desta reciclagem é recomendado para obras não estruturais, como parqueamento de prédios, blocos de concreto, meio fio e pisos.

É incontestável o atual crescimento da indústria de Construção Civil, e segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a projeção para suprir o déficit habitacional brasileiro indica que, no período entre 2010 e 2022, seria necessária a construção de 23,49 milhões de novas unidades. Assim, o mercado traz consigo diversas oportunidades e, também, o desafio que o seu desenvolvimento se dê de forma sustentável.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê que, na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Este procedimento somente será possível com a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS, onde será efetuado um diagnóstico dos resíduos sólidos gerados indicando a origem, o volume e a

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característica do resíduo, elencando todos os responsáveis por cada etapa do gerenciamento, com procedimentos operacionais sob a responsabilidade de cada gerador, identificando as soluções consorciadas com outros geradores. Deverão constar também ações preventivas e corretivas no caso de situações de gerenciamento incorreto ou acidentes. Somente com o PGRS poderemos prever em seu planejamento ações mitigadoras para riscos de passivos ambientais que consequentemente diminui o lucro do empreendimento, ficando o gerador responsável quanto a destinação final adequado dos resíduos.

Para o transporte dos resíduos de construção civil deve tomar cuidado para que o resíduo esteja devidamente acondicionado, inclusive para trajeto em vias públicas. Caso danos sejam ocasionados pela contaminação decorrente de acidente rodoviário, a responsabilidade cai para o gerador do resíduo. Devendo o gerador verificar a licença perante órgão Ambiental do terceiro que fará o descarte será efetivamente realizado, pois caso descarte do resíduo for irregular, poderá o gerador também responder solidariamente por danos gerados em razão de contaminação da área.

Se o resíduo não for adequadamente armazenado, transportado, tratado ou descartado, a responsabilidade do gerador poderá ser apurada cumulativamente nas esferas civil, administrativa e penal. No âmbito civil, através de ação civil pública, podem os entes devidamente legitimados, exigir a reparação dos danos materiais e morais gerados ao meio ambiente ou mesmo às pessoas afetadas pelo ocorrido. A responsabilidade é prevista em Lei Federal nº 9605/98 que se aplica a pessoa física, jurídica onde suas penalidades poderão ser decididas por pagamento em dinheiro, Compensação Ambiental, desconsideração da personalidade Jurídica e Pena Capital onde avalia-se os danos que por ventura vierem a causar ao Meio Ambiente..Com a implantação do PGRS entende-se a possibilidade dos resíduos serem reciclados dentro da própria obra segundo a classificação do Conama 307/2002 além de obter um maior controle sobre a geração do resíduo.

Em Curitiba o decreto n.º 1.068/2004 determina regras onde as construtoras são obrigadas a apresentar projetos de gerenciamento de resíduos dos empreendimentos a serem construídos, em Curitiba, com área superior a 600 metros quadrados. Essa será

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uma das exigências para a emissão do alvará de construção pela Secretaria Municipal de Urbanismo. Curitiba é uma dos primeiros municípios brasileiros a tornar obrigatória a apresentação do Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil para emitir o alvará de novos empreendimentos. A comprovação Serpa por meio de MTR´s (Manifesto para Transporte de Resíduos), onde é obrigatório constar a origem do resíduo, quantidade, suas características e destinação final. “No relatório deverá constar, ainda, a forma de acondicionamento e triagem dos resíduos e eventuais reaproveitamentos dentro da própria obra”.

Muitas construtoras são resistentes em programar a gestão de resíduos pois está relacionada à falsa idéia de aumento nos custos, alegando dificuldade na segregação pela falta de espaço nos canteiros de obras um dos motivos seria pela falta de fiscalização por parte dos órgão ambientais.

Realmente precisamos plantar ideias por uma questão de consciência ecológica, pela preocupação com a quantidade de entulho gerados destinados a aterros sanitários e clandestinos e aperfeiçoar técnicas nos processos de reaproveitamento do resíduo de construção civil reduzindo consequentemente a quantidade de resíduo gerado na obra bem como a redução no aspecto financeiro da obra, teriam aí duas atitudes positivas no âmbito financeiro e Ambiental.

Deveremos introduzir na educação ambiental a premissa que faz parte dos

compromissos ambientais previstos na Agenda 21, no seu capítulo 21 com os 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar, constituindo-se como uma premissa básica para a gestão

responsável dos resíduos, que parte do menor para o maior impacto ambiental, ou seja, primeiro evitar a geração de resíduos; se não for possível, pensar na sua reutilização e, posteriormente, na reciclagem.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada foi através pesquisa via internet, legislações, jornais, revistas, visita na unidade Usipar para explicar o projeto e solicitar autorização para o uso das informações da empresa como fonte de informação e processo da atividade.

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Foi elaborado um questionário com questões pertinentes ao processo prático da reciclagem, para que auxiliasse no desenvolvimento do projeto, esclarecimentos via e-mails e contatos telefônicos.

A Usipar Usina de Recicláveis Sólidos do Paraná, é uma unidade de Reciclagem de Construção Civil, foi inaugurada em abril de 2011, localizada em Almirante Tamandaré, a usina atua na reciclagem de materiais de construção civil, recebendo materiais de Curitiba e Região Metropolitana, a usina ocupa uma área de 54 mil metros quadrados e teve um investimento inicial de R$ 7 milhões de reais.

Atuando fortemente na reciclagem de resíduos classe A, com características de caliça das obras de construção civil, restos cerâmicos, concreto e argamassa. Os materiais são separados e classificados, após trituração transformam-se de matéria-prima e são novamente comercializados.

A composição dos materiais de construção civil é, areia, cerâmica, concretos, madeira, argamassa, metais, tijolos, plásticos, pedras, tintas, sua composição química está vinculada à composição de casa um de seus constituintes. No entanto a maior fração de sua massa é formada por material não mineral (madeira, papel, plásticos, metais e matéria orgânica).

A usina recebe cerca de 5.000m³ de material por mês, processa 3.000m³ e comercializa 2.500m³. Nas cargas recebidas cerca de 39% são compostos por rejeito, desses 10% são passiveis de reciclagem que são encaminhados para unidades especificas, como papel, plásticos, metal e madeira, os outros 29% são descartados em aterros devidamente licenciados.

Visando a redução no volume de rejeito a Usipar incentiva a segregação por parte das construtoras em seus canteiros de obras e veem aprimorando desde o início o processo interno, de maneira a aumentarmos a gama de materiais passíveis de reciclagem. A usina conta com cerca de 30 colaboradores atuando no recebimento, classificação e trituração da matéria-prima que pode ser reutilizada na construção civil com preço de 25% mais baixo no mercado.

O material processado pode ser utilizado em bases asfálticas, pisos em todas as fases da obra exceto aplicação estrutural. Uma forma sustentável que visa redução da extração de recursos naturais, preservando o meio ambiente. (Usipar 2014)

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PROCESSO DE RECICLAGEM

Todo material a ser reciclado é depositado em área de triagem onde são selecionados os materiais que não poderão ser processados na usina, tais como papel, ferro, madeira, vidro, entre outros. Após previamente separados o material resultante passará pelo processo de reciclagem.

Esses rejeitos (pedra, terra, restos de concreto) são levados por caminhão ou pás carregadeiras até um alimentador vibratório que alimentará mecanicamente um britador que fará a redução destes materiais a tamanhos compatíveis a sua utilização.

O resultado dessa britagem é recolhido por um transportador de correia que levará o produto até uma peneira vibratória onde se realizará a separação dos materiais que podem chegar a cinco subprodutos: bica corrida, pedra 1, pedra 2, pedrisco e pó. (3R Ambiental)

Além da reciclagem, os grandes geradores também dispõem os entulhos em aterros de resíduos da construção civil licenciados para este fim. Segundo dados de 2010, citados no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Curitiba, são geradas cerca de 2,4 mil toneladas de resíduos da construção civil por dia na capital paranaense, correspondente a aproximadamente 65% do montante gerado no município. Hoje Curitiba e Região Metropolitana contam com seis unidades de reciclagem para resíduos de construção civil, um mercado bastante aquecido e em constante expansão, também os aterros para construção civil que são licenciados conforme a necessidade e a finalidade para aquele local. Ainda assim infelizmente existem inúmeras áreas onde são dispostos os materiais de maneira incorreta, como terrenos baldios, ruas de pouco acesso, encostas de rios, áreas para plantio.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

A metodologia utilizada foi apresentada a Usipar onde obtivemos resultados positivos e negativos.

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Positivos – Foi levantado problemas na qualidade dos resíduos recebidos, pois estavam recepcionando resíduos com muito rejeito, bastante contaminados e com pouco aproveitamento para reciclagem. A metodologia apresentada foi em uma ação junto aos Associação dos Caçambeiros para executar ações de palestras Educacionais sobre a correta orientação junto ao gerador, envolvendo sua correta classificação e acondicionamento do resíduo na caçamba, onde desta forma teria uma condição maior de ser reutilizado, reciclado. A indicação para o não cumprimento deste procedimento pelo gerador acarretaria num custo mais alto para o descarte final correto. Esta é a única forma de alterar a consciência do gerador “ o bolso” caso contrário ele simplesmente diz não ser problema dele. Orientamos a Usipar a entregar um panfleto explicativo para que o caçambeiro entregue a cada gerador atendido orientações para o correto descarte viabilizando uma reciclagem mais sustentável.

Entendemos que no gerador residencial esta ação seja mais difícil por não existir nenhuma legislação que venha a punir o descarte incorreto e por isto esta conscientização seria necessária que despertasse uma atitude Ecológica sustentável. Na indústria pouco acontece, pois a prática desta atitude correta é para atendimento à Legislação que obriga o setor, mas mesmo assim existem casos onde ocorre descartes incorretos, e isto somente acontece por não ocorrer frequentemente a fiscalização.

Outro fator positivo seria a eficiência logística uma vez que a mesma caçamba que entrega o resíduo para reciclagem carrega com a matéria prima reciclada com retorno a obra.

Negativo: Não executamos a ação indicada na Associação dos Caçambeiros pois a Usipar já tentou efetuar ações desta forma e não foram aceitas pela Associação devido a maior demanda atendida ser para residências, onde não existe obrigação por meio de Legislações em comprovar onde foram destinados os resíduos gerados. A melhor forma de conscientizar o ser humano não será pelo amor e sim pela dor como diz um ditado popular.

A palestra daria em longo prazo um retorno positivo quanto aos impactos ambientais, sociais e econômicos causados pelos Resíduos de Construção Civil/demolição, porem a necessidade da existência de políticas públicas, legislação, fiscalização, incentivos fiscais, políticos que possam incentivar a redução da geração de

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resíduos, avaliando o impacto gerado e fornecimento de subsídios ao setor da construção civil, para que esses possam realizar um gerenciamento eficiente voltado para a uma postura ambientalmente correta.

Deveriam ter incentivos fiscais tanto para pessoa física como jurídica para dar prioridade na utilização de materiais agregados reciclados para a execução de uma obra. Legalmente exigir responsabilidade do gerador pessoa física, agravando aumento nos custos para disposição em aterros havendo uma redução no impacto ambiental causado

e criando forçadamente uma consciência ecológica.

CONCLUSÃO

Com o desenvolvimento da pesquisa, comprovou-se que hoje a maneira mais sustentável para os resíduos de construção civil é a reciclagem, embora ainda existam maneiras irregulares de descarte dos resíduos, a reciclagem esta sendo cada vez mais aderida.

A legislação e os projetos de incentivos estão em evolução, exigindo do gerador do transportador e receptor uma responsabilidade maior quanto ao tratamento dos materiais, desde o canteiro de obras até o resultado final que é o material processado pronto para comercialização.

As vantagens são inúmeras, com o processo de gestão de resíduos e reciclagem há uma redução na extração de recursos naturais, redução de custos para o descarte, reaproveitamento do material até mesmo dentro do canteiro de obras, evita o descarte em aterros industriais, organização nos canteiros de obras, podendo até mesmo evitar um acidente de trabalho, e também o beneficiamento do material agregado voltar ao mercado.

Mesmo sendo um projeto barato, sustentável e rentável, exigindo uma área pequena e pouca mão de obra, ainda assim encontramos poucas opções de recicladores para o processamento dos resíduos de construção civil, hoje contamos com seis unidades, um dos grandes empecilhos é a quantidade de rejeito que acompanha a carga, dificultando a triagem e encarecendo o processo, uma vez que o receptor é responsável pela destinação

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em locais licenciados para os rejeitos, preferindo assim a prática pelo aterro, onde geralmente são triados resíduos da classe D, outra dificuldade é o tempo que leva para licenciar uma unidade para reciclagem de construção civil.

Quanto maior for à procura dos gerados como construtoras, incorporadoras, residências, transportadores para descarte nas unidades de reciclagem, maior será a viabilidade do empreendimento, maior será a segregação dos materiais, havendo uma mudança cultural para o descarte dos resíduos de construção civil. Exigindo que a legislação seja aplicada a cada unidade geradora, produzindo um volume maior de material reciclado e também um consumo maior para estes matériais, fechando assim o ciclo, e aplicando o reuso.

Apesar de apresentarmos um Check-list para Usipar na tentativa de uma campanha de conscientização para redução dos rejeitos por parte dos gerdores, não houve interesse na aplicação do check-list, pois a Usipar recebe na maior parte resíduos de construtoras e de indústria, que já se adequaram as exigências das normas, sendo assim o volume de rejeito é tolerável. O check list deveria ser aplicado para a Associação dos Caçambeiros que também não possui interesse uma vez que o valor cobrado do gerador já inclui o pagamento do descarte de rejeito que possa estar na caçamba.

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus que permitiu que tudo acontecesse nessa trajetória.

À instituição, ao corpo docente, administração e direção que abriram as portas para novos conhecimentos e que nos recebeu com todo o respeito.

A todos os professores que nos proporcionaram o conhecimento, em especial ao professor Rafael no auxilio do desenvolvimento deste artigo e ao Prof. Adimar nas orientações referente às Legislações mencionadas neste artigo, onde utilizaram de simplicidade, humildade e conhecimento para dedicação de seu tempo a todos nós.

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REFERENCIAS: 3R AMBIENTAL.

Disponível em: http://www.3r-ambiental.com.br. Acessado em: 21/05/2014

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS. Resíduos da Construção Civil vão ter destino adequado no Paraná.

Disponível em: http://www.aen.pr.gov.br. Acessado em: 30/04/2014

GAZETA DO POVO. Resíduo de obras: problema ou solução?

Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/imobiliario/conteudo.phtml. Acessado

em: 02/04/2014

GLOBO ECOLOGIA. Coleta e Reciclagem de Entulhos.

Disponível em: http://www.redeglobo.com/globoecologia/noticia/2012/08. Acesso em:

13/05/2014

O ECO. O Caminho Desconhecido do Entulho.

Disponível em: http://www.oeco.org.br/reportagens/28111. Acessado em 21/05/2014

PINTO, T.P. Metodologia para a Gestão Diferenciada de Resíduos Sólidos da Construção Uurbana. São Paulo, 1999. 189p.

Tese (Doutorado) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo.

RESOLUÇÃO nº 307, de 05 de julho de 2002 , publicada no DOU nº 136, de 17/07/2002, págs. 95-96 .Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.

RESOLUÇÃO nº 448, de 18 de janeiro de 2012, publicada no DOU Nº 14, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 .Altera os arts. 2º, 4º, 5º, 6º, 8º, 9º, 10 e 11 da Resolução nº 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente- CONAMA.

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RESOLUÇÃO CONAMA nº 348, de 16 de agosto de 2004 , publicada no DOU no 158, de 17 de agosto de 2004, Seção 1, página 70. Altera a Resolução no 307/02 (altera o inciso IV do art. 3o) Altera a Resolução CONAMA no 307, de 5 de julho de 2002,incluindo o amianto na classe de resíduos perigosos.

RESOLUÇÃO nº 431,de 24de maio de 2011, Publicada no DOU nº 99, de 25/05/2011, pág. 123. Altera o art. 3o da Resolução no 307/ 2002. Altera o art. 3o da Resolução no 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA, estabelecendo nova classificação para o gesso.

REVISTA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL CORPORATIVO. Usipar Transformando entulho em construção civil em novos produtos.

Ano 5 – Edição 24, pg. 6 – 17,17,18,19,20.

REVISTA SINAL VERDE. Destinação Adequada de Resíduos da Construção Civil deve ser Comprovada.

Rodrigues Rasca – 2º Edição, 04/12/2013 – pg. 6

REVISTA VISÃO JURÍDICA. Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos na Construção Civil.

Disponível em:

http://www.revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leisjurisprudencia/81. Acessado em: 13/05/2014

SINDUSCON – Sindicato da Indústria da Construção Civil.

(15)

1 Luciana Aparecida Kastchuk Ribas, fone: 41-9639-0400, e mail: [email protected]

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3 Suely de Oliveira,fone: 41-8839-4627, e mail: [email protected]

FIGURAS

Figura 1 Material in natura

Fonte: Carlos Alberto - Usipar (2011)

Figura 2: Material reciclado.

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1 Luciana Aparecida Kastchuk Ribas, fone: 41-9639-0400, e mail: [email protected]

2 Maria Angelica Nunes da Silva, fone: 41-9906-1520, e mail: [email protected]

3 Suely de Oliveira,fone: 41-8839-4627, e mail: [email protected] Figura 3 - Triturador

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1 Luciana Aparecida Kastchuk Ribas, fone: 41-9639-0400, e mail: [email protected]

2 Maria Angelica Nunes da Silva, fone: 41-9906-1520, e mail: [email protected]

3 Suely de Oliveira,fone: 41-8839-4627, e mail: [email protected] Figura 4 – Materiais Misturados

Fonte: Athos – Aterro Athos Araucária/PR (2014)

Figura 5 – Materiais Contaminados

Referências

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