IDEIAS
Repensando Brasília,
a capital do futuro
William de Carvalho
(*)U
ma das mais i m p o r t a n t e s co n seq ü ên cia s políticas resultantes do reingresso do País numa nova atm osfera de liberdade foi a constatação da neces sidade de se proceder a uma p r o fu n d a - análise crítica sobre o governo, com o entidade legitim am ente organi zada para prestação de serviços vi sando ao bem-estar geral da p opula ção.
Enquanto não se processa tal aná lise e, a partir das suas evidências, se
introduzem m udanças capazes de conciliar a A dm inistração com a Política, os ideais da N ova R epúbli ca correm riscos de distorções estru turais, que com prom etem seriam en te os resultados que toda a nação es pera e anseia.
C onsistente com essas preocupa ções, o G overnador José A parecido de Oliveira acaba de instituir um vi goroso programa de m udanças no aparato institucional, adm inistrati vo e gerencial do G overno do Distri to Federal, o qual, sem incorrer em radicalismos, deverá questionar ver ticalmente a organização, os progra mas, os resultados e as form as de com portam ento da adm inistração pública no Distrito Federal, procu rando conter e corrigir a sua voca ção para crescer e ocupar espaços, no mais das vezes, m uito além da sua capacidade técnica e das pró
prias aspirações da população, desabitua da a participar, opi nar e avaliar seus g o vernantes.
Contudo, a tarefa que se coloca atual mente para o G D F ,- com o adem ais para todo o serviço público brasileiro, é m uito mais com plexa do que aquilo que vem sendo- zurrado, já há alguns anos no Brasil, sob o título de reforma administrativa.
De tato, os acanhados sucessos acumulados com as muitas reform as do passado (federais, estaduais e municipais) fazem pouca justiça à criatividade dos muitos especialistas que as conceberam e conduziram e sugerem, por isso m esm o, que o des crédito autom ático que a expressão “ reforma adm inistrativa” vem pro vocando deve ser posto à conta da impropriedade de arrolar sob esse nome expectativas de m udanças, que erroneam ente focalizam o
administrativo d o G overno, ao in vés de atentarem para questões insti tucionais e doutrinárias que formam o caráter d o Estado M oderno.
A questão, portanto, não é resga tar o nom e, ou fazer um exercício de etimologia buscando n ovo rótulo (m odernização a d m in istra tiv a ? ), mas formular objetivos de m udança que contem plem o essencial, o subs tantivo, as finalidades do governo, a partir de um entendim ento adequa do das forças políticas e culturais
'S o c ió lo g o , S e c re tá rio da R e fo rm a A d m in istrativa do G overno do D istrito F ed eral
que formam as novas aspirações na cionais, dando conteúdo ao serviço público.
Governo e Adm inistração: As suas gram áticas de comunicação política
O GDF pretende ousar orientan do o seu programa de m udanças pa ra áreas que, pelo m enos con ven cio nalmente, ainda não freqüentaram a
agenda dos reform adores do serviço público brasileiro.
Com essa vocação, o esforço de “ re form a” estará vinculado ao papel
da administração pública no proces so de desenvolvim ento, devendo, conseqüentem ente, se subordinar a propósitos inspirados diretam ente nas características dos problem as do Distrito Federal e só secundaria mente em medidas de racionalidade
interna dos seus serviços burocráti cos.
Para entender o papel da adm inis tração pública no DF é necessário colocá-lo no contexto brasileiro e, a partir daí, estudá-lo com o parte in tegrante de um grande sistem a na cion al, com o qual m antém contínua interface. P or isso, é m is ter que se entendam as linguagens políticas, que veiculam a com unica ção entre G overno e A dm inistração
para se atuar sobre esses processos. O Brasil, desde Jacques Lambert e Inácio Rangel, é visto de uma pers pectiva dual, m utuam ente excluden- te, que pode ser explicada a partir do entendimento de quatro gram áti cas, assim propostas por Edson N u nes:
•Clientelismo;
•U niversalism o de procedim entos; •Corporativism o; e
O clientelism o com o posição política e sociológica está na mais pura tradição colonial do País, pois, dcsdc os prim órdios da colonização, o “ jeitinho” , o com padrio, o filho- tismo, o paternalism o, a atividade predatória estão vincados no fundo de uma parte da cultura brasileira.
Na verdade, durou m uito pouco a suposição de que o “ coron elism o” tivesse uma base estritam ente rural, pois que, m odernam ente, depois da explosão da urbanização sem indus trialização, ele corporificou-se per feitamente nas regiões m etropolita nas, tom ando uma nítida feição ur bana e suburbana.
O contraponto do Brasil clien- telístico é o universalismo de proce dim entos, cuja gramática está na base do Estado M oderno, tendo c o mo paradigmas os sistemas repre s e n ta tiv o s e u r o p e u e n o r te - americano, em que despontam o mérito e a com petência, tendo de um lado o político m oderno e, de outro, a burocracia.
O Dasp, a partir de 1938, guiou o seu esforço de m odernização da ad ministração pública por m eio de
processos reform istas, que deveriam teoricamente culm inar com a im plantação do Estado M oderno — weberiano, m eritório, im parcial... — m uito sem elhante, no julgam ento de Lawrence Grahan, ao em preendi mento de Pedro, o G randí, em m o dernizar o estado czarista.
Esse sistema de m udanças sob a inspiração do universalism o de pro cedim entos se orientou, contudo, como estratégia de contestação ao clientelismo, resultando que a rede- m ocratização de 1945 buscasse erra dicar “ valores e conquistas daspia- nas” , ao invés de separar o jo io do trigo. A ótica d o universalism o pre tendido pelo Dasp só enfocava o político com o um perturbador, re duzindo, em conseqüência, a rique za do universo político a um cliente lismo predatório, que m uito contri buiu para a destruição do aparelho parcialmente organizado do Estado, deixando de fora som ente as buro cracias mais rapidam ente institucio nalizadas, com o a das Forças A rm a das, do ltam araty e do M inistério da
Fazenda.
Contudo, o Brasil não se esgota nessa bipolaridade, porque há o u tras forças muito expressivas de for mulação e de contestação do
pensa-Para entender o papel
da administração do
DF é necessário
colocá-la no contexto
brasileiro e, a partir
daí,estudá-la como
parte integrante de um
grande sistema nacional,
com o qual mantém
contínua interface. É
preciso entender as
linguagens políticas
para atuar sobre os
processos internos.
mento político, expressas no corp o rativismo m oderno, inspirado dire tamente na “ Carta dei L avoro” de Mussolini, aclim atada no Brasil des de a Revolução de 30, através de Fe derações da Indústria e do C om ér cio, tanto quanto em sindicatos, c o mo o dos m etalúrgicos, cujos proce dim entos incorporam um rico filão
ao cenário político e adm inistrativo do País.
Finalmente, há uma outra verten te representada pela noção de insu- lam ento tecnocrático e que traduz um “ m odus operandi” , pelo qual determinadas áreas do E stado fo gem do clientelism o e devem ser ge ridas com com petência gerencial, in dependentemente da filiação parti dária.
Segundo essa ótica, áreas de co m petência com o a Diretoria de C âm bio do Banco do Brasil, a Receita Federal, a Com panhia Siderúrgica Nacional, a Embrapa, a CPRM e outras não podem ser geridas de acordo com um m odelo clientelísti- co “ tout court” , sob pena de invia bilizar políticas substantivas do Es tado.
Em síntese, para se entender, re formar e administrar o Brasil m o derno, aí incluída a Capital do Futu ro, é necessário com por um “ espe ranto” , que permeie as quatro gra máticas sugeridas por Edson N unes e numa artística alquim ia política faça nascer delas o Estado M oderno Brasileiro.
Por esse m otivo é absolutam ente necessário buscar o político em cada uma das quatro gram áticas e achar os estadistas poliglotas, que as tra
duzam segundo os altos interesses nacionais. E, assim , será certam ente possível superar o trem endo passivo social e despontar, nesse final de sé culo, com o a primeira civilização dos trópicos.
OS PR O BLEM A S DA E N G E N H A R IA SO C IA L
Considerada sua condição de sub sistema no cenário nacional, form a do por gram áticas contraditórias, mas m utuam ente dependentes para o êxito de qualquer projeto político, Brasília é, atualm ente, uma das mais importantes capitais do País e entre as primeiras do m undo com o concepção arquitetônica, expressa com rara m onum entalidade, con si deradas todas as experiências já ten tadas pelo hom em .
C ontudo, a Brasília desse final de década de 80 constitui um enorm e desafio social, on d e já eé difícil hie rarquizar problem as, tanto pelo v o lume e gravidade das dem andas re primidas, quanto pela necessidade de recuperar o tem po disperso com preocupações secundárias.
Em recente pronunciam ento pe rante o Senado Federal, o G overna dor José A parecido de Oliveira tra çou os problemas da adm inistração
pública no Distrito Federal:
Os problemas são m últiplos e vão desde a segurança pública e as d oen ças do solo, com o a proliferação de
erosões, até o oneroso e an tiecon ô mico serviço de transporte coletivo. Os problemas de saúde pública, dc educação, com déficits de qualida de, de quantidade e distorções ap o n tam o descaso com que se deixou an dar nos últim os anos, à obra dos
pioneiros. O exem plo está nos cri mes de apropriações de áreas do Distrito Federal pelos condom ínios fraudulentos e nos abusos de apro priação de áreas públicas, perm iti dos por governos que tudo permi tiam, inclusive a violência contra o cidadão.
Cidade planejada para viver em conforto e folga de serviços públicos com apenas 500 mil habitantes, no ano 2000, já abriga mais de I m ilhão e 600 mil pessoas. A s nossas proje ções indicam que chegarem os ao fim do século com m ais de 3 m ilhões de habitantes, mas a O N U nos adverte, através de seus órgãos técnicos de que a força de atração migratória
nos fará chegar ao espantoso núm e ro de 4 m ilhões. Trata-se, portanto, de providenciar, em m enos de 14 anos, uma estrutura urbana dez ve zes igual ou m aior do que o Plano Piloto inicialm ente idealizado. É nesta escala de explosão pop u lacio nal que deveríam os estar atuando desde a década de 70” .
Para colocar os problem as do GDF em perspectiva de solução, é preciso também não perder de vista três outras im portantes circunstân cias.
Primeira, o entendim ento das muitas im plicações da situação g eo gráfica de Brasília no centro do Bra sil, com todas as conotações geoeco- nômicas e geopolíticas, que essa condição im põe à reform ulação da administração pública, que hospeda os Poderes da República.
É m andatório, por isso, conhecer e discutir, de form a com petente e abrangente, a questão da vocação do Distrito Federal com o espaço político e social, aclarando questões centrais, com o a atual com petência do setor privado que m ovim enta a economia regional, os grupos e c o munidades organizadas, as carac terísticas da nova Federação, que re sultará da Constituinte com novos papéis, encargos e recursos para os “ federados” .
Segunda, é necessário resolver a questão estratégica do uso do solo, como vetor econôm ico e social que na verdade constitui a principal fo n te de dem anda sobre o G D F , c o n si derando o fato de a C apital, então planejada para algumas centenas de habitantes, ter rapidam ente ultra passado essa escala otim ista do pas sado.
O uso do so lo é o ponto de en con tro e de choque do ‘‘poder de polícia” e do “ poder de p rop u lsão” do GDF, co m o uma espécie de pre feitura de grande porte, que deve d i s c i p l i n a r e s s a s r e l a ç õ e s , considerando-as com o matriz da atuação do governo organizado sob a forma de planos, programas etc — incidentes tanto sobre o m eio de vi da e o transporte, quanto sobre a atividade econôm ica, que aí se as sentam, gerando dem anda de servi ços para a A dm inistração.
Finalmente, Brasília, com o foi colocado por Tancredo N eves, é “ u- ma cidade cassada” , pois não exer cita autonom ia política para selecio
nar suas leis e demais soluções for mais, que são da com petência con s titucional do Senado Federal.
Por força dessa circunstância, o GDF adota, por exem plo, todos os acertos e desacertos da adm inistra ção de pessoal que é praticada pelo Dasp, m uito embora tenha acum u lado evidências de que tal orienta ção não atende os interesses do g o verno local.
Do m esm o m odo, a lei orgânica do DF, a 4545, é de 1964, tendo si do idealizada para uma prefeitura
de porte m édio e inspirada dentro do melhor m odelo da época, que co locava nas entidades de
administra-Muitos fracassos na
administração pública
devem-se à falta de
informações e controle
adequados. O êxito nesse
campo é mais ou
menos impossível
quando a sua atividade
não é organizada,
planificada e
controlada de maneira
bastante racional. Os
dirigentes nem sempre
delegam autonomia
.
çâo indireta tod o o repertório de atuação do serviço público, onde a concepção e im plem entação de pro gramas de trabalho seguem a orien tação da eficiência setorial, tendo produzido os desequilíbrios e dis funções hoje de pleno conhecim ento público.
PREM ISSAS DE M U D A N Ç A S PA R A O G D F
O “ quadro clín ico” da adm inis tração pública no G D F, com cenário-objetivo de m udanças, é bastante sem elhante ao do panora ma nacional, nos três níveis de g o verno, m ostrando, de um lado, as questões de com portam ento, com distorções longam ente arraigadas no próprio caráter nacional; de o u tro, os problem as de organização, decisão e funcionam ento, resultan tes do esgotam ento e exaustão das soluções form ais vigentes; finalm en
te, as grandes áreas de form alism o e muitos equívocos, conseqüentes da falta de criatividade e inovação na gestão do serviço público.
N o primeiro caso, é importante registrar a falta de credibilidade que acompanha, com raríssimas exce ções, os planos e decisões do G over no; a falta do senso de m issão e de
compromisso com resultados; a abulia da grande massa de servido res, acom odada pela ausência de co branças e de exigências; a predom i nância das soluções paternalistas in- centivadoras da ineficiência etc.
N o segundo caso, é visível o m o numental volum e de atos form ais com força prescritiva sobre pessoal; o baixo nível de atuação operacio nal, denunciando o despreparo de
um número significativam ente gran de de servidores; a padronização de
soluções estruturais abrigando ou revelando quase nenhum a relação entre recursos disponíveis e finalida des; o desinteresse pela noção de custos, gerando uma m ultiplicidade de meios e form as de desperdício e paralelismos etc.
Finalmente, com o agregado das situações anteriores, há problemas crônicos, com o a grande distância entre o que se discute, o que se deci de e o que se faz; o visível equívoco ao se investir em treinam ento na presunção de resolver problem as de recrutamento e seleção de pessoal; o uso muito freqüente da expansão da estrutura adm inistrativa para resol ver problemas de m elhoria salarial; etc.
O ca m in h o pretendido pela recém-criada Secretaria Extraordi nária para a Reform a A dm inistrati va do G overno do D istrito Federal, para o encam inham ento dessas questões, segue direções que deve rão propiciar, certam ente, resulta dos m uito mais significativos para a população. O próprio G overnador resumiu, em três p ontos, as prem is sas básicas de uma burocracia m o dernizada, com o a que pretende pa ra o Distrito Federal:
• transparência do governo à fis calização do p ovo, form ada no dcL bate perm anente e na consideração de todas as críticas e denúncias;
• reativação da econom ia com a transferência prioritária de recursos orçam entários para onde se con cen tram os maiores bolsões de pobreza e a b a n d o n o ;e
• restauração do verdadeiro princípio de autoridade, que não se com praz scom seus erros, nem se cristaliza na om issão.
Essas diretrizes, ao m esm o tem po que dotam a adm inistração pública de cam inhos e finalidades, dando* lhe densidade específica em termos de transparência, prioridade social e responsabilidade política, excluem áreas de com portam ento dem orada mente presentes no “ n eg ó cio ” da reform a.
A ssim , não mais se justifica a rei teração do discurso algo m onótono pela simetria das preocupações tec- nocráticas, que focalizam m udanças de desenho de organogram as, for mas e m ecanism os de vinculação de em presas, superaquecem as expecta tivas do público interno e externo e creditam ao passado quase tod os os desacertos da m áquina adm inistrati va.
D o m esm o m od o, estão sob eja mente superados, tanto o discurso de m obilização, quanto os planos de trabalho, associados com propósi tos de reform ular toda a máquina adm inistrativa governam ental, sem conceder-lhe qualquer valor em ter mos de experiência acum ulada, ni velando todos os problem as e todos os setores do governo e praticando um autêntico alinham ento cultural e m etod ológico.
Nesse particular, parece não ser m uito realista colocar o debate da reforma com o reflexo do tam anho da estrutura do serviço público, da população de servidores, das neces sidades de con ten ção de gastos pú blicos, etc, m esm o porque esses são problem as gerenciais do dia-a-dia, que podem ser conduzidos ou recon duzidos com algum a determ inação de autoridade, dispensando os ónus dos program as de reform a adm inis trativa.
N ão restam dúvidas de que o ideário a que se deve subordinar as reform as é bastante diferente, por que as verdadeiras questões que cor- porificam o projeto político da N o va República se referem primeira mente às relações d o governo com a sociedade, as quais, depois de c o n venientem ente dim ensionadas, ser virão de parâm etro orientador para a organização dos instrum entos de ação institucional, ou seja, a buro cracia do serviço público.
A reform a adm inistrativa co lo c a da nessa ótica e a serviço do novo projeto p olítico brasileiro tem tudo
Clientelismo predatório
contribuiu para destruir
o aparelho organizado
parcialmente no Estado,
deixando de fora apenas
as burocracias mais
rapidamente
institucionalizadas,
como a do Itamaraty,
das Forças Armadas e
do Ministério da
Fazenda. Certas áreas
fogem desse quadro e
são bem gerenciadas.
a ver com a C onstituinte, porque ela deve guindar-se a uma agenda que busque respostas para questões, c o mo:
•C om p etên cias do setor público e do setor privado na dinam ização da econom ia;
•P artição de encargos, recursos e responsabilidades entre os diferen tes níveis de governo, aí incluído o DF;
•D em arcação de áreas de resulta dos inegociáveis entre clientelism o e tecnoburocracia;
• D escentralização, desregulam en- tação e desestatização que favore çam a criatividade, a liberdade e a iniciativa privada;
•P ap el da sociedade civil organi zada na alocação de recursos fiscais e na gestão de program as setoriais.
O programa de trabalho idealiza do pelo G D F procura, com o è claro, absorver todas as perplexidades que resultam claras das colocações feitas anteriorm ente, ligando-se, por isso m esm o, a um grande sistem a de re sultados, que favoreça a m anuten ção de um “ contrato p sico ló g ico ” com a p opulação, pelo qual ela, por meio de seus vários segm entos, pos sa efetivam ente se situar com o cen tro das preocupações do governo, o qual, sem qualquer alquim ia, m ila gre ou m ágica, procurará, nos lim i tes da sua eficiência, consolidar políticas que propiciem o m áxim o possível:
• Restaurar a credibilidade do ser viço público e do servidor pela serie dade, com petência e confiabilidade do seu en volvim en to com as tarefas do desenvolvim ento social e e c o n ô m ico do Distrito Federal;
•A um entar a eficácia das ações do G D F na prestação dos serviços da sua responsabilidade, em termos de expansão da oferta, redução e controle de custos, m elhor aprovei tam ento da força de trabalho dis ponível e sensível m elhoria da quali dade dos resultados;
•Subordinar a estrutura e o fun cionam ento das unidades adm inis trativas a objetivos relevantes para a população, mensuráveis por proces sos e critérios inteligíveis, fidedignos e transparentes; e
•A d otar ações corretivas que con duzam à sim plificação processual, ao autom atism o na concessão de d i reitos e im plem entação dos deveres de cidadãos e servidores, descom pli- cando a vida das pessoas que depen dam do G D F .
A explicitação dessas diretrizes re clam a a form ulação de estratégias adequadas e que contem plem , dis tintam ente, aspectos sociais e técni cos das m udanças, transform ando- os em pontos de ap oio para os pro pósitos pretendidos.
A ssim , no casos da “ reform a” com o processo de m udança social, a estratégia de base se subordinará à idéia de que as m udanças a serem in troduzidas representam conquistas de um novo tem po e não um sim ples desejo de criticar e punir o passado.
Com esse p rop ósito, serão obser vadas as seguintes linhas de ação es tratégica, dentre outras:
•V alorização da reform a, com o processo de identificação e d esco berta dos valores e virtudes d o servi ço público, com o classe social traba lhadora e responsável; e
•J u stifica çã o e divulgação das d e cisões tom adas c a tom ar, de form a sim ples, direta e con vin cen te, de m odo a evitar incertezas e insegu ranças no seio d o funcionalism o e da população usuária d os serviços.
Já
110
caso da reform a com o pro cesso de revisão de solu ções for mais, a estratégia de base terá com o m arco de sustentação a dem onstra ção do seu grau de atualização m e tod ológica, m ediante a ad oção de procedim entos con sisten tes e co m patíveis com os problem as que d e vem ser resolvidos.Com esse p rop ósito, serão obser vadas as seguintes linhas de ação es tratégica, dentre outras:
• A reform a obedecerá a um plano global, que escalone e integre etapas e propósitos parciais num esquem a coeso, que abranja ordenadam ente
a variedade de problem as a resolver e que permita a execução gradual dos trabalhos, segundo sua im por tância relativa para o conjunto;
•O gradualism o traduzirá priori dades capazes de distinguir a im por tância do problem a a ser resolvido e também produzir visibilidade e co n fiança pelos acertos iniciais d o pro grama: e
•O programa de ação corretiva
A reforma do GDF
está sendo conduzida
ã base do consenso e da
participação de
todas as lideranças
envolvidas. A nova
Secretaria não quer
Impor seus métodos,
mas discute a filosofia
adotada e as sugestões
para alcançar sua
praticidade, sem
pro vocar rupturas
.
propiciará a abertura dos trabalhos á mais am pla participação dos inte ressados, m ediante o fornecim ento sistem ático de inform ações, pelos m eios adequados, diretam ente a grupos e clientelas legitim am ente li gadas aos problem as.
A o tornar explícitas as premissas e paradigm as que estruturam o pro grama de trabalho pretendido pelo G D F, cum pre-se a finalidade de dotá-lo de uma clara definição filo sófica, indicando, tam bém , os lim i tes da sua viabilidade com o esforço m uito consciente, “ pé no c h ã o ” , de mudança social, Que certam ente nàooperarâ m ilagres “ da noite para o d ia ” .
De outro lado, e dentro do espíri to que anim a a atual A dm inistração — Brasília, Capital de T od os — a larefa de revitalizar institucional- m ente a adm inistração pública do DF está aberta á colaboração de to dos, com a única restrição de não se reeditarem aqui, os m uitos eq u ívo cos convencionais nesse tipo de em preendim ento e já m uito cataloga dos, mas com a vantagem extra de se ter alta tolerância para o com eti mento de “ erros genuinam ente n o v o s” .