Licenciamento de Uso. Este documento é propriedade intelectual 2002 do Centro de Computação da Unicamp e distribuído sob os seguintes termos:

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Licenciamento de Uso

Este documento é propriedade intelectual © 2002 do Centro de Computação da Unicamp e distribuído sob os seguintes termos:

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Nota do Autor

Este documento é uma “sistematização” de capítulos criados por mim, em conjunto com outros documentos de outras pessoas que desenvolveram ótimos materiais, dicas e artigos relacionados ao GNU/Linux, e que os disponibilizaram livremente. A lista destes documentos que tive como base para a criação deste treinamento, encontra-se no capítulo “Bibliografia”. Gostaria que esse documento fosse encarado como uma sistematização de documentos disponibilizados livremente e que serão utilizados com o propósito de realizar treinamentos de GNU/Linux para quem ainda não o conhece muito bem, mas que tem a curiosidade ou necessidade de aprender. Este documento é livre, e os fontes estão disponibilizados para download no site do Centro de Computação da Unicamp http://www.ccuec.unicamp.br.

Obrigado e bom proveito. Fabio da Silva Santos

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Índice

1. Introdução ao GNU/Linux...7 1.1 O que é GNU/Linux?...8 1.2 História...8 1.3 Algumas características...9 1.4 O GNU/Linux e as distribuições...11

1.5 Sou novo usuário GNU/Linux, qual distribuição devo usar?...13

1.6 Entendendo o Software Livre?...16

1.7 Patentes de Software...18

2. Instalação...19

2.1 Antes da Instalação...20

2.2 Instalação do Sistema Básico...20

2.3 Configuração do Sistema...45

3. Utilizando o sistema GNU/Linux...57

3.1 Os gerenciadores de janelas...58

3.2 Terminal Virtual (console)...61

3.3 Comandos básicos – nível 1...62

3.3.1 – ls...62 3.3.2 – mkdir...63 3.3.3 – rmdir...63 3.3.4 – rm...63 3.3.5 – cd...64 3.3.6 – pwd...64 3.3.7 – clear...65 3.3.8 – man...65 3.3.9 – apropos...65 4. Sistemas de Arquivos...67 4.1 Partições...68 4.2 Sistemas de Arquivos...68 4.2.1 – EXT2...69 4.2.2 – Journaling...69 4.2.3 – EXT3...69 4.2.4 – ReiserFS...70 4.2.5 – JFS...70 4.2.6 – XFS...70 4.2.7 – SWAP...70

4.2.8 – Qual Sistema de Arquivos devo Utilizar?...71

4.3 - Identificação de Discos e Partições...71

4.4 - Pontos de Montagem...72 5. Arquivos e Diretórios...73 5.1 – Arquivos...74 5.2 – Tipo de Arquivos...74 5.3 – Nomes de Arquivos...76 5.4 – Diretórios...76 5.5 – Estrutura de Diretórios...76 5.6 – Caminhos...84

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6. Utilizando o interpretador de comandos (shell)...85

6.1 – O interpretador de comandos...86

6.2 – Aviso de comando (prompt)...87

6.3 – Curingas (Wildcards)...87

6.4 – Direcionadores...90

6.5 – Alias...94

6.6 – Histórico dos comandos...94

6.7 – Editor de textos “vi”...95

6.8 – Comandos Básicos – nível 2...97

6.8.1 – history...97 6.8.2 – tee...97 6.8.3 – grep...98 6.8.4 – cat...98 6.8.5 – tac...100 6.8.6 – wc...100

6.8.7 – find (utilização básica)...101

6.8.8 – more...102

6.8.9 – less...103

6.8.10 – touch...104

6.8.11 – ln...105

7. Gerenciamento de Pacotes...107

7.1 – O que são pacotes?...108

7.2 – Os pacotes Debian...109

7.3 – Ferramentas de Gerenciamento de Pacotes...110

8. Aplicativos para GNU/linux...125

8.1 – Suítes de Escritórios...126 8.2 – Internet...126 8.3 – Multimídia...129 8.4 – Gráficos...131 8.5 – Desktop Publishing (DTP)...131 8.6 – Visualizadores de Imagem...132 8.7 – Emuladores...132 8.8 – Editores de Texto...133 8.9 – Desenvolvimento...133 8.10 – Terminais Gráficos...134

8.11 – Onde procurar softwares para GNU/Linux...135

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Capítulo 1

Introdução ao GNU/Linux

Introdução ao GNU/Linux

Neste capítulo o usuário compreenderá o que é o GNU/Linux, sua

história, características, noções sobre distribuições, e uma

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1.1

- O que é GNU/Linux?

Em uma definição mais abrangente do que é GNU/Linux, podemos dizer que é um sistema operacional de código-fonte aberto, e que é distribuído gratuitamente pela internet. Tecnicamente falando, o GNU/Linux é um kernel. O Termo Kernel (ou núcleo) propriamente refere-se ao sistema de software que representa a camada mais baixa de interface com o hardware, sendo o responsável por gerenciar os recursos do sistema computacional como um todo. É no kernel que estão definidas funções para operações com periféricos (mouse, impressora, disco, interface serial/interface paralela),

gerenciamento de memória, entre outros. Resumidamente, o kernel é um conjunto de programas que fornece aos programas de usuários (aplicativos), uma interface para utilizar os recursos do sistema.

Sistemas completos construídos em torno do kernel do GNU/Linux (mais conhecidos como “Distribuições GNU/Linux”) usam o sistema GNU que oferece uma shell (interpretador de comandos, como o bash), utilitários (por exemplo, o whoami, que mostra quem é o usuário autenticado no momento, o find, comando para pesquisar arquivos em uma hierarquia de diretórios), bibliotecas (glibc), compiladores (compilador C GCC), editores de texto (Emacs), e outros tipo de ferramentas. Por essa razão, Richard M. Stallman, criador do Projeto GNU, pede aos usuários que se refiram ao sistema como

GNU/Linux. Além do sistema GNU, um Sistema GNU/Linux completo pode conter outros

softwares como o XOrg ou XFree86 (servidores gráficos), Apache (servidor web) , PostgreSQL e MySQL (banco de dados), KDE e GNOME (gerenciadores de janelas), Mozilla FireFox (navegador web), Mozilla Thunderbird e Evolution (leitores de e-mails), entre outros softwares livres (e as vezes não-livres) desenvolvidos por indivíduos e grupos ao redor do mundo.

1.2

- História

O kernel do GNU/Linux foi originalmente desenvolvido como passatempo por Linus Torvalds, um estudante de computação da Universidade de Helsinki, na Finlândia. Sua inspiração foi uma pequena versão do Unix desenvolvida por Andrew Tannenbaun chamado Minix. Ele queria um sistema operacional que fosse semelhante ao Unix, com todas as suas funcionalidades e , ainda, que pudesse utilizá-lo num PC. A partir dessa idéia, Linus começou a trabalhar nesse que seria o futuro kernel do sistema operacional que hoje é chamado de GNU/Linux. Isso tudo aconteceu em meados de 1991, e em 5 de outubro deste mesmo ano, a seguinte mensagem circulou na UseNet:

“...Como eu mencionei há um mês, estou trabalhando em uma versão free de um sistema semelhante ao Minix para computadores AT-386. Ele já alcançou o estágio de ser usável (embora possa não ser dependendo do que você fazer), e pretendo distribuir o código-fonte. É apenas a versão 0.02, mas já consegui rodar nele o BASH, GCC, GNU-make, GNU-sed, compress, etc.”

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Esta mensagem era assinada por Linus Torvalds, e ninguém adivinharia que ela estaria marcando o início de um movimento que, em menos de 10 anos, já superava trinta milhões de seguidores, e que hoje se tornou um dos sistemas operacionais mais utilizados no mundo em servidores (e agora a caminho do mundos dos desktops!), graças ao seu sistema colaborativo de desenvolvimento, de ajuda aos usuários, e de divulgação por parte dos adeptos de um sistema operacional livre, que aos poucos põe fim ao monópolio tecnológico imposto por grandes empresas de software, principalmente pela Microsoft (líder no mercado de sistemas operacionais para desktops), que oprime o desenvolvimento do conhecimento tecnológico de países “emergentes” como Brasil, que dá um grande exemplo adontando preferencialmente as soluções em software livre com apoio do governo federal, como mostra o projeto de lei do Senado Número 330, DE 2003, Altera a redação do art. 45 da Lei número 8.666:

“5o. Somente será realizada licitação ou contratação direta, com base no inciso II do art. 24, para aquisição de programas de informática quando a autoridade competente acolher, em despacho motivado, parecer técnico que conclua pela ausência de programas abertos gratuitos, capazes de suprir adequadamente as necessidade da Administração.”

Portanto, adotar preferencialmente soluções livres é dar um voto de confiança para que todas as pessoas possam ter a oportunidade e a opção de participarem da inclusão digital, a qual corre em grande velocidade mundo a fora, e no caso do Brasil, com software livre, sendo através de empresas, escolas, telecentros, e qualquer instituição que necessite de recursos de informática para auxiliar em seus serviços rotineiros.

1.3

- Algumas Características

Neste item estão descritas algumas das muitas características do GNU/Linux, as quais são muito vantajosas em relação à outros sistemas operacionais:

✔ É livre e desenvolvido voluntariamente por programadores experientes, hackers e contribuidores espalhados ao redor do mundo, que tem como objetivo, a contribuição para a melhoria e crescimento deste sistema operacional;

✔ Não é requerida uma licença para uso. O GNU/Linux é licenciado de acordo com os termos da GPL (GNU Public Licence);

✔ Não precisa de um processador potente para funcionar. O sistema roda bem em computadores 386SX 25MHz com 4MB de RAM (sem rodar o sistema X, que é recomendado 8MB de RAM), sendo um 386SX com 2MB de RAM e 40MB de disco rígido para uma instalação básica e funcional;

✔ Por ser um sistema operacional de código aberto, você pode ver o que código-fonte faz e adaptá-lo as suas necessidades ou de sua empresa. Esta característica é uma segurança a mais para empresas e outros que não querem ter seus dados roubados

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(você não sabe o que um sistema operacional sem código-fonte aberto faz na realidade enquanto está processando um programa);

✔ Multitarefa e multiusuário;

✔ Convive sem nenhum conflito com outros sistemas operacionais (DOS, Microsoft Windows, OS/2, etc), no mesmo computador;

✔ Acessa corretamente discos formatados pelo DOS, Microsoft Windows, Novell, OS/2, NTFS, MAC, SunOS, Amiga, etc;

✔ Os sistemas de arquivos que podem ser usados com o GNU/Linux como EXT2, EXT3, ReiserFS, etc, organizam os arquivos de forma inteligente evitando fragmentação e fazendo um poderoso sistema para aplicações exigentes e gravações intensivas;

✔ Roda aplicações Microsoft Windows através do WINE;

✔ Não há a necessidade de reiniciar o sistema após modificar a configuração de qualquer periférico ou parâmetro de rede. Somente é necessário reiniciar o sistema no caso de uma instalação interna de um novo periférico ou falha em algum hardware (queima do processador, placa-mãe, etc.);

✔ Modularização – O GNU/Linux somente carrega para a memória o que é usado durante o processamento, liberando totalmente a memória assim que o programa ou dispositivo é finalizado;

✔ Devido a modularização, os drivers dos periféricos e recursos do sistema podem ser carregados e removidos completamente da memória RAM a qualquer momento;

✔ Os drivers (módulos) ocupam pouco espaço quando carregados na memória RAM (cerca de 6KB para a placa de rede NE2000, por exemplo);

✔ Consultores técnicos especializados no suporte ao sistema espalhados por todo o mundo;

✔ Na parte dos desktops, possui gerenciadores de janelas amigáveis e que já podem se considerar alternativa ao Microsoft Windows, como por exemplo o KDE, GNOME e XPDE;

✔ Possui uma porção significativa de aplicativos para os mais diversos fins para usuários mais leigos, como por exemplo, aplicativos de escritórios, navegadores web e leitores de e-mail;

Analisando algumas das características do sistema GNU/Linux, podemos concluir que ele já está maduro e estável para ser utilizado no mercado e em instituições de pesquisas de diversos seguimentos, como já acontece nos dias de hoje, tendo como parceiros e incentivadores, grandes empresas como IBM e Novell, além de instituições de ensino superior como por exemplo a Unicamp e UNIVATES, e órgãos governamentais como a Prefeitura de Monique na Alemanha, Metrô de São Paulo,

os Governos do Estado do Paraná e do Rio Grande do Sul (os quais são os maiores

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1.4

- O GNU/Linux e as Distribuições

Logo que Linus Torvalds passou a disponibilizar o GNU/Linux, ele apenas disponibilizava o kernel com alguns comandos básicos. O próprio usuário devia arrumar os outros programas, compilá-los e configurá-los. Até para um hacker isto não é nada fácil.

Para nos poupar deste trabalho de montar um sistema do zero, como faziam os pioneiros, temos hoje as distribuições, que nada mais são do que grandes pacotes de software que trazem instaladores, documentações e outras facilidades, que poupam o usuário de tarefas mais espinhosas de instalação e configuração do sistema.

Embora seja possível desenvolver sua própria distribuição GNU/Linux do zero, compilando o Kernel e adicionando um a um os programas desejados, é muito mais simples colocar um CD na bandeja, responder a algumas perguntas e se deparar com um sistema configurado, pronto para usar.

Entre as distribuições mais conhecidas, estão: SuSe, Conectiva/Mandriva, Fedora, Gentoo, Debian, Slackware, Kurumin e Knoppix. As diferenças básicas entre elas estão em como são organizados e pré-configurados os aplicativos, instaladores e ferramentas de configuração disponibilizadas para auxiliar na administração do sistema GNU/Linux. Outras diferenças entre as distribuições estão nos seus sistemas de empacotamento, que podem ser o RPM, DEB ou TGZ, em alguns casos a estrutura de diretórios, que normalmente seguem o padrão LSB (Linux Standard Base) que usa o FHS (Filesystem Hierarchy Standard), e a versão da biblioteca básica, glibc (biblioteca que contém as funcões básicas para o funcionamento do sistema operacional GNU/Linux). Uma ilustração de como são compostas as distrubuições encontra-se na figura 1.1.

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1.5

- Sou novo usuário GNU/Linux, qual

distribuição devo usar?

Este é o grande problema em existir várias distribuições, qual usar? O primeiro passo é pesquisar discussões em fóruns e sites sobre GNU/Linux e pedir auxílio. Depois analisar a pesquisa. Porém, tome cuidado, pois normalmente o usuário fica desapontado com a primeira distribuição escolhida. Por isso, é bom escolher a distribuição que mais tenha afinidade com você, e para que isso ocorra, deve-se experimentar várias distribuições e escolher aquela que mais lhe agradou. O problema é que o usuário não vai querer instalar várias distribuições para achar aquela que fará sentir-se confortável, pois é muito trabalho, e o usuário novo teria dificuldade. Para estas pessoas a indicação é procurar por distribuições de mais fácil manipulação (considerando que varia pelo gosto da pessoa). Abaixo encontram-se descrições mais detalhada das distribuições mais conhecidas:

SuSe : Distribuição alemã, adquirida pela americana Novell, que vem se destacando pelo seu grande crescimento no mercado corporativo, sendo a distribuição que mais cresce atualmente nesse setor. O SuSE Linux sempre se destacou por ter o melhor suporte a hardware dentre as distribuições existentes, isso graças à inclusão de drivers não-livres (gratuitos ou pagos) com seu sistema operacional. O SuSE possui uma ferramenta muito versátil, o YAST, através da qual é possível configurar todo o sistema, além de gerenciar os programas instalados, tudo ao alcance do mouse. A união dessa facilidade como ótimo suporte comercial vem fazendo do SuSE uma das melhores alternativas para grandes empresas, que não podem abrir mão de suporte técnico especializado e sempre à mão.

Red Hat :Lançada oficialmente em novembro de 1994, a Red Hat foi a empresa pioneira no ramo de GNU/Linux, tornando-se rapidamente a maior empresa do mundo a trabalhar exclusivamente com o sistema operacional livre. Ainda hoje, a Red Hat é a distribuição mais utilizada no mundo, e muitas outras distribuições famosas como SuSe e Mandriva são derivadas dela. Pioneira no uso de ferramentas para configuração e manutenção do sistema, o Red Hat foi e ainda é usado principalmente em servidores, a contragosto de muitos que dizem que seu desempenho não é lá dos melhores, apesar da extrema facilidade do gerenciamento do sistema, fornecida pelas ferramentas incluídas na distribuição. No atual modelo de negócios, a Red Hat está desenvolvendo somente soluções para empresas, através de distribuições fechadas, não disponíveis para download.

Fedora : Quando a Red Hat decidiu mudar seu modelo de negócios e trabalhar apenas com soluções para o mercado corporativo, deixou de disponibilizar a sua distribuição para download sob uma licença de Software Livre. Isso causou uma certa revolta na comunidade, que alegava que a Red Hat a estava traindo. Temendo retaliação e boicote, a Red Hat decidiu criar uma versão livre de seu

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sistema operacional, voltado para o desktop, e disponibilizá-la abertamente para download. Chamado Fedora, o projeto alcançou um grande sucesso, e atualmente é utilizado por um número expressivo de usuários ao redor do mundo. Por possuir as mesmas ferramentas do Red Hat, a migração dos usuários aconteceu de forma tranquila e nem um pouco traumática. O Fedora é mantido pela comunidade, e gerenciado pela Red Hat. Atualmente ele está na versão Core 4.

Conectiva (Mandriva) : A primeira distribuição GNU/Linux nacional criada em 1995. Baseada no Red Hat, o Conectiva Linux destacou-se graças ao ótimo suporte ao hardware omumente usado no Brasil e aos seus programadores que desenvolveram diversas ferramentas utilizadas posteriormente por muitas distribuições, como o gerenciador de pacotes Synaptic e o APT for RPM, uma adaptação do APT do Debian para sistemas baseados no Red Hat. A Conectiva tornou-se rapidamente a maior empresa de Linux da América Latina, tendo sido recentemente adquirida pela francesa MandrakeLinux, tornando-se a distribuição Mandriva. A Conectiva sempre disponibilizou os seus produtos sob a licença GPL, exceto as versões para empresas do seu sistema operacional. ✔ Mandrake (Mandriva) : Distribuição francesa baseada no Red Hat, que com o

tempo tomou características próprias e assumiu um sucesso que tornou a Mandrakelinux a maior empresa do ramo de Linux na Europa. O principal trunfo do Mandrake é a facilidade de uso. Tudo é simples de fazer, desde a instalação do sistema até a sua configuração, instalação de novos itens de hardware e gerenciamento dos programas instalados. Suporta vários idiomas, incluindo o português brasileiro, e possui muitos serviços para usuários, como o Mandrake Club, onde o membro recebe as últimas atualizações sobre segurança, softwares, e outros, de forma rápida e automatizada. Recentemente, a Mandrakelinux comprou a brasileira Conectiva, tornando-se também a maior empresa do ramo de Linux da América Latina, e lançando a nova distribuição, o Mandriva.

Slackware : Mais antiga das distribuições, criada em abril de 1993 pelo irlandês, Patrick Volkerding, o Slackware é uma distribuição tradicionalista, voltada para usuários que conhecem o sistema e sabem o que estão fazendo. O objetivo de Patrick é fornecer um ambiente mais parecido possível com um sistema UNIX padrão, mantendo a simplicidade e oferecendo total controle para o administrador. Além disso, o Slackware é a única distribuição que não aplica patches (pacotes de correção e modificações) nos seus pacotes, ficando essa tarefa a cargo do usuário, se assim achar necessário. O melhor uso do Slackware é em servidores dedicados, geralmente estáticos no sentido de não requererem atualizações constantes de software, e onde o sistema seja administrado por uma pessoa apenas, que sabe muito bem o que está fazendo. O Slackware tem a fama de ser uma distribuição difícil e sem muitos recursos. É comum os iniciantes enfrentaram problemas com a configuração do servidor gráfico.

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Debian : O Debian foi criado por Ian Murdock em 1993, inicialmente patrocinado pelo projeto GNU da Free Software Fundation. Hoje, os projetistas do Debian entendem-no como um descendente direto do Projeto GNU. O Debian atualmente inclui mais de 8250 pacotes de software, facilmente instaláveis através de uma ferramenta chamada APT. Esses pacotes são em sua maioria softwares livres disponibilizados sob a licença GPL. Alguns deles não são livres, mas ainda assim gratuitos. Você pode encontrar uma lista e descrições dos pacotes atualmente disponíveis no Debian em qualquer um dos seus sites mirrors (espelhos). Um diferencial do Debian sobre as demais distribuições é que ele é o único sistema que não é mantido, supervisionado ou patrocinado por alguém ou alguma organização. Todo o sistema, incluindo suas ferramentas e os pacotes que utiliza são mantidos por diversos desenvolvedores ao redor do mundo. Mas nem por isso o processo de desenvolvimento do Debian é desorganizado, muito pelo contrário, é um dos processos mais organizados que se conhece. As pessoas que se candidatam a serem mantenedores do sistema passam por testes dificílimos, ficam um longo período em experiência e, se aprovados, têm de assinar um termo de responsabilidade onde se comprometem a garantir a continuidade do sistema operacional, zelando pela qualidade e segurança de tudo o que passar por suas mãos. Prega-se que o Debian é a distribuição mais testada do mundo, e isso é de fato verdade. O processo de inclusão de um recurso no sistema ou um pacote no repositório é muito rígido, o que garante uma confiabilidade total na integridade e segurança do sistema.

Gentoo : Criado por Daniel Robins, o Gentoo é uma distribuição que pode ser definida como um “Linux From Scratch automatizado”. A instalação é feita segundo os mesmo princípios de uma instalação de GNU/Linux a partir do zero, com todos os pacotes sendo compilados um a um, incluindo o kernel. A diferença é que o Gentoo permite automatizar essas tarefas, através de um sistema de gerenciamento de pacotes, o Portage, que busca e baixa o pacote da Internet, compila-o e instala-o automaticamente, de acordo com as configurações feitas pelo usuário. O Gentoo possui arquivos de configuração próprios que definem as opções que devem ser utilizadas pelo compilador, de forma a otimizar os pacotes para uso na máquina local. Quando bem configurado, o Portage acaba produzindo um sistema onde o desempenho é o ponto mais marcante. Outro ponto de destaque o Gentoo é a rica documentação disponível em seu site oficial. Mesmo usuário de outras distribuições podem se beneficiar de documentos que tratam de assuntos fundamentais como particionamento, formatação e sistema de arquivos, muitos desses documentos já traduzidos pela comunidade brasileira do Gentoo.

Knoppix : Distribuição criada por Laus Knooper que oferece a possibilidade de rodar o sistema a partir do CD-ROM. O Knoppix é muito popular, sendo muito utilizado para demonstrações do GNU/Linux, uma vez que pode-se rodar um sistema completo, repleto de aplicativos, a partir de um CD, sem necessidade de instalação.

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Kurumin : Distribuição nacional criada por Carlos Eduardo Morimoto. O Kurumin é baseado no Knoppix, tendo sobre esse a vantagem de ser adaptado à realidade do usuário brasileiro, com ferramentas de instalação de hardwares muito comuns no Brasil, como modems e outros dispositivos. Por ser baseado no Knoppix, o Kurumin também roda a partir do CD, e pode ser rapidamente instalado no computador.

Debian-BR-CDD : Este projeto é uma iniciativa da comunidade brasileira Debian-BR para adaptar a distribuição Debian à realidade do usuário brasileiro. Seu grande apelo está na facilidade de instalação e no belo aspecto visual. O Debian-BR-CDD 1.0 pre5 utiliza o GNOME como gerenciador de janelas padrão, inclui uma excelente documentação para o usuário iniciante e um link para abrir o canal de IRC #debian-br-cdd, onde é possível tirar dúvidas e relatar bugs diretamente para os desenvolvedores do sistema.

Muriqui Linux : Esse projeto é mantido e desenvolvido pelo Instituto Doctum de Educação e Tecnologia. Trata-se de uma distribuição baseada no Debian (um tipo de CDD, Custom Debian Distribution), com o diferencial de estar completamente traduzido para o português brasileiro, e pelo fato de ele vir com o instalador Anaconda, o mesmo usado em distribuições como o Red Hat e o Fedora. Isso o torna um sistema Debian muito fácil de instalar. O nome da distribuição foi baseada no nome de um macaco, considerado o maior da américa latina, que só existe em alguns poucos lugares do Brasil. É uma distribuição nova, mas que pode se tornar sucesso em um futuro próximo.

Ubuntu : Desenvolvido na África do Sul, o Ubuntu tem feito muito sucesso desde o seu lançamento, graças às suas ferramentas que tornam muito prático o uso do sistema, e também pelo seu visual caprichado, utilizando X.org como servidor gráfico padrão.

1.6

- Entendendo o Software Livre

“Software Livre” é uma questão de liberdade, não de preço. Para entender o conceito, deve-se pensar em “liberdade de expressão”, e não em “almoço grátis”. “Software Livre” refere-se a liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários de software:

✔ A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (Liberdade número 0 – zero);

✔ A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (Liberdade número 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

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✔ A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo (Liberdade número 2);

✔ A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (Liberdade número 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

Um programa é software livre se os usuários tem todas estas liberdades. Portanto, você deve ser livre para redistribuir cópias, seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição, para qualquer um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas significa (entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar pela permissão. Você deve também ter a liberdade de fazer modificações e usá-las privativamente no seu trabalho ou lazer, sem nem mesmo mencionar que elas existem. Se você publicar as modificações, você não deve ser obrigado a avisar a ninguém em particular, ou de nenhum modo em especial.

“Software Livre” não significa “não-comercial”. Um programa livre deve estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, e distribuição comercial. O desenvolvimento comercial de software livre não é incomum; tais softwares livres comerciais são muito importantes. Portanto, você pode ter pago para receber cópias de software livres, ou você pode ter obtidos cópias sem nenhum custo. Mas independentemente de como você obteve a sua cópias, você sempre tem a liberdade de copiar e modificar o software, ou mesmo vender cópias, VOCÊ É LIVRE PARA ISSO.

“Softwares livres“ distribuídos pelo licença GPL (GNU Public Licence) seguem um conceito conhecido como Copyleft, um trocadilho com o termo Copyright, que traduzindo literalmente significa “deixamos copiar”, que é o que garante a liberdade dos usuários de modificarem e distribuírem sua modificações. Ou seja, um software livre sem Copyleft pode ser tornado proprietário por um usuário. Já um software protegido por uma licença que ofereça Copyleft deverá, se distribuído, ser distribuído sob a mesma licença, ou seja, repassando seus direitos. Em todo caso, não é necessário redistribuir um software livre modificado.

O movimento do “Software Livre” foi criado em 1984 por Richard Stallman, um pesquisador do MIT (Massachusetts Insitute Technology), que não era a favor de grandes empresas de software imporem restrições aos usuários com o uso do contrato de licenças de software. Desde então, criou o projeto GNU (GNU is not UNIX), fundando a Free Software Foundation (FSF).

A licença mais conhecida no mundo do software livre é a GPL (GNU Public Licence), que é uma das licenças que garantem todas essas liberdades listadas e comentadas acima, porém, existem outros tipos de licenças de software que são semelhantes, mas não iguais à GPL, como por exemplo a BSD, Creative Commons, entre outras.

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1.7

- Patentes de Software

Outro motivo importante que justifica a adoção do Software Livre são as chamadas patentes de software. Imagine que uma empresa patenteasse o duplo-clique, por exemplo, e passasse a exigir que qualquer um que utilizasse esse recurso em seus softwares tivessem que pagar por isso. E se tudo o que for criado na área de software for patenteado, e tivemos que pagar para utilizar esses recursos, como poderá haver desenvolvimento, no futuro? Somente as grandes companhias poderão desenvolver software, e eles terão de ser pagos.

Imagine que terrível seria se todos os programas que você utiliza em seu computador lhe custassem alguns dólares. Isso tornaria os programas mais caros que o próprio computador, o que inibiria a aquisição de computadores pelos menos favorecidos. O que acontece então é a estagnação total, e o domínio do conhecimento pelas grandes companhias.

Existe uma grande movimentação por parte dos Estados Unidos para que o seu sistema de patentes seja implementado nos outros países. Recentemente, isso aconteceu na União Européia, a contragosto de muitos. No Brasil e outros países da América Latina tal sistema de patentes não existe, o que nos assegura uma certa liberdade no uso de tecnologias de software patenteadas pelas empresas americanas. Entretanto, é preciso ter consciência da importância de não impôr qualquer sistema de proteção ao direito intelectual que venha a inibir a disseminação do conhecimento e o desenvolvimento tecnológico, o que nos deixaria à mercê da vontade das grandes companhias americanas, que não estão nem um pouco interessadas no desenvolvimento tecnológico e na disseminação do conhecimento, mas tão somente em encher os bolsos às custas de usuários sem acesso à informação, escravos de seus programas fechados e seus Service Packs.

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Capítulo 2

Instalação do GNU/Linux

Instalação do GNU/Linux

Neste capítulo o usuário compreenderá como é organizada uma

instalação do GNU/Linux independente da sua distribuição, e o

que é necessário saber antes e durante a instalação para se ter

uma sistema enxuto e funcional.

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2.1

Antes da Instalação

A instalação de um sistema GNU/Linux não é uma tarefa difícil como muitos usuários pensam, ela é apenas um processo mais detalhado e customizável do que, por exemplo, a instalação de um sistema Microsoft Windows. Para que este procedimento seja bem sucedido, é indicado seguir algumas dicas básicas:

1. Antes da instalação, verifique se existe outro sistema operacional instalado na máquina;

2. Caso exista outro sistema operacional (normalmente o Microsoft Windows) que esteja ocupando o espaço disponível em disco, é necessário fazer um redimensionamento para que o GNU/Linux possa ser instalado;

3. Faça um backup de todos os seus arquivos mais importantes e execute a ferramenta de desfragmentação de discos antes de realizar o redimensionamento (Apenas no caso de existir outro sistema operacional na máquina);

4. Mesmo que os instaladores possuam o recurso de detecção automática de hardware, sempre tenha em mãos a listagem de hardware da sua máquina (monitor, placa de vídeo, placa de rede, placa de fax modem, disco rígido SCSI, etc.), pois nem todos os instaladores possuem um abrangente banco de dados de drivers;

5. Dê preferência à instalação via boot no CD-ROM, que é a mais comum e a mais simples disponível até o momento;

6. Em muitos casos, a máquina está localizada dentro de uma rede interna, então peça ao administrador da rede as seguintes informações:

✔ Endereço IP da máquina; ✔ Nome da máquina; ✔ Gateway;

✔ Servidores de Nomes (DNS); ✔ domínio;

7. Tenha em mãos os cd's da sua distribuição GNU/Linux (Pode-se instalar um sistema através da rede, NFS, FTP ou HTTP, com um boot pelo disquete ou mesmo pelo CD);

2.2

Instalação do Sistema Básico

Independente de existirem diversas distribuições, que possuem seus próprios sistemas de instalação, cada qual com suas características individuais, o processo de instalação do GNU/Linux, no geral, segue um padrão, o qual pode-se resumir da seguinte forma:

(21)

Normalmente uma instalação de GNU/Linux possui estas características, porém, como existem diversas distribuições com seus próprios instaladores, algumas destas etapas podem não existir, podem fazer parte de outro item do instalador, ou mesmo podem ser executadas sem aparecerem visualmente para o usuário.

A distribuição utilizada como base para o curso é o Debian GNU/Linux 3.1, ou Debian “Sarge”. Esta distribuição é desenvolvida e atualizada através do esforço de voluntários espalhados ao redor do mundo, seguindo o estilo de desenvolvimento GNU/Linux. Por este motivo, foi adotada como a distribuição oficial do projeto GNU. Apesar da sua instalação ser inteiramente em modo texto, pode-se instalar um sistema completo com uma enorme facilidade e rapidez. Sua instalação é dividida nas seguintes etapas:

Tipo de instalação (modo texto, gráfico, expert, etc.)

Detecção de hardware

Seleção do idioma

Seleção do layout do teclado

Seleção e configuração do mouse

Perfis de instalação

Configurar rede

Particionamento de disco

Instalação de pacotes

Configurar o modo gráfico

Monitor

Placa de vídeo

Nº de cores / resolução

Configuração do fuso horário

Configuração de usuários e senhas

Configuração do gerenciador de inicialização

(bootloader)

Disco de inicialização

Finalização da instalação

(22)

A partir de agora, vamos detalhar o processo de instalação do Debian GNU/Linux 3.1 “Sarge”, passo-a-passo, com apresentação das telas que fazem parte do instalador. Lembrando que as opções selecionadas fazem parte dos exemplos deste curso.

Tipo de instalação (linux26, expert, etc.)

Seleção do idioma

Seleção do layout do teclado

Detectar e montar CD-ROM

Carregar componentes do instalador

Detectar hardware de rede

Configurar rede

Detectar discos e outros hardwares

Particionar disco

Instalar Sistema Básico

Instalar o GRUB em um disco rígido

Configuração do fuso horário

Configurar usuários e senhas

Configurar o APT (repositório de pacotes)

Seleção dos perfis de instalação

Configurar o modo gráfico

Monitor

Placa de vídeo

Nº de cores / resolução

Configurar o EXIM

Finalização da Configuração e da Instalação

Inicialização do Modo Gráfico

(23)

Tipo de instalação (linux26, expert, etc.)

A figura 2.2.1 mostra a tela de apresentação do instalador, logo após a inicialização do computador pela mídia de instalação do Debian GNU/Linux Sarge. Esta pode ser adquirida em um dos mirrors oficiais, que encontram-se espalhados pelo mundo, e listados em http://www.debian.org/CD/http-ftp/ . Precisa-se apenas do CD 1 para realizar uma instalação funcional e enxuta.

Figura 2.2.1 – Primeira tela de apresentação do instalador.

Pressionando a tecla F1, podemos visualizar um menu com diversar informações sobre a instalação e sobre o Projeto Debian GNU/Linux. Utilize o método de instalação “linux26” (figura 2.2.2).

(24)

Figura 2.2.2 – Menu de opções do instalador.

Seleção do Idioma

Nesta etapa, faz-se a seleção do idioma usado no processo de instalação (figura 2.2.3). Selecione a opção “Portuguese (Brazil) - Português do Brasil”.

(25)

Seleção do layout do teclado

Escolha o layout do teclado que você está usando (figura 2.2.4). O instalador te oferece a opção mais comum, baseada na sua escolha do idioma, mas obviamente, você pode mudar se desejar. Selecione a opção “Português Brasileiro (layout ABNT2)”.

Figura 2.2.4 – Escolha do layout do teclado.

Detectar e montar CD-ROM

O instalador executa a detecção do CD-ROM (figura 2.2.5) para poder carregar na memória os componentes necessários ao seu funcionamento (figuras 2.2.6 e figura 2.2.7).

(26)

Figura 2.2.6 – Lendo os componentes do instalador no CD-ROM.

Figura 2.2.7 – Carregando na memória os componentes do instalador.

Configurar Rede

A detecção do hardware de rede é feita automáticamente (figura 2.2.8), e se a máquina faz parte de uma rede, o instalador tenta realizar a configuração automática via DHCP (figura 2.2.9). Caso contrário, será exibida uma mensagem de erro (figura 2.2.10) e o menu de opções da configuração de rede. Selecione a opção “Configurar a Rede Manualmente” (figura 2.2.11).

(27)

Figura 2.2.9 – Configuração de rede via DHCP.

Figura 2.2.10 – Mensagem de erro exibida por não achar nenhum servidor DHCP.

(28)

As informações de rede como endereço IP (figura 2.2.12), máscara de rede (figura 2.2.13), gateway (figura 2.2.14), servidores de nomes, ou DNS (figura 2.2.15), nome da máquina (figura 2.2.16) e domínio da rede(figura 2.2.17), serão necessárias nesta etapa da instalação.

Figura 2.2.12 – Endereço IP.

Figura 2.2.13 – Máscara de Rede.

(29)

Figura 2.2.15 – Servidores de Nomes, ou DNS.

Figura 2.2.16 – Nome da Máquina.

(30)

Detectar Discos e outros Hardwares

Nesta etapa é feita a detecção dos disco e outros hardwares relacionados (figura 2.2.18).

Figura 2.2.18 – Detecção de de discos e outros hardware relacionados.

Particionar Discos

Após realizar a detecção automática dos discos, o instalador inicializa o particionador (figura 2.2.19) e exibe um menu onde é listado todos discos detectados (figura 2.2.20). Selecione a opção “Editar manualmente a tabela de particões”.

Figura 2.2.19 – Iniciando o particionador.

(31)

Como neste custo já existem partições configuradas, formatadas e montadas, você irá inicialmente removê-las para aprender como realizar o processo de particionamento de discos. Selecione a primeira partição (swap)(figura 2.2.21), e na próxima tela (figura 2.2.22), selecione a opção “Remover a partição”.

Figura 2.2.21 – Selecione a primeira partição para remoção.

(32)

O particionador irá atualizar a tabela de partições da máquina (figura 2.2.23), e depois voltará novamente ao menu onde estão listadas todas as partições configuradas no(s) respectivo(s) disco(s) (figura 2.2.24). Repita a operação anterior com a segunda partição (reiserfs), selecionando-a, e na próxima tela, escolhendo a opção “Remover a partição” (figura 2.2.25).

Figura 2.2.23 – Atualizando a tabela de partições.

(33)

Figura 2.2.25 – Selecione a opção “Remover a partição”.

Novamente é apresentado o menu do particionador, com a tabela de partições sem nenhuma configuração. Nesta instalação será utilizado um esquema de particionamento básico, indicado para iniciantes. Siga as orientações enumeradas para criar as partições. Cada item contém a referência das telas exibidas durante o particionamento para que o usuário possa localizar-se durante a execução dos procedimentos.

1. Selecione a área do disco que contenha espaço livre para criar as partições (figura 2.2.26):

(34)

2. Primeiramente, cria-se uma partição de SWAP (Área de troca) para o sistema. Selecione a opção “Criar uma nova partição” (figura 2.2.27):

Figura 2.2.27 – Criar uma partição de SWAP.

3. Coloque neste campo o valor “128 MB“ (Entre os valores “128” e “MB” coloque

um espaço em branco) (figura 2.2.28):

(35)

4. Selecione a opção “Primária” (figura 2.2.29):

Figura 2.2.29 – Tipo de partição.

5. Selecione a opção “Início” (figura 2.2.30):

(36)

6. Selecione o item “Usar como” para selecionar o tipo de sistema de arquivos

para esta partição (figura 2.2.31):

Figura 2.2.31 – Informações sobre a partição.

7. Para a criação de uma partição de SWAP, seleciona-se a opção “Área de Troca” (figura 2.2.32):

(37)

8. Nesta etapa, o instalador exibe a configuração da partição recém-criada.

Selecione a opção “Finalizar a configuração da partição” para confirmar a criação da partição de SWAP (figura 2.2.33):

Figura 2.2.33 – Confirmação da criação da partição de SWAP.

9. O instalador volta a exibir o menu do particionador, com a nova partição de SWAP sendo exibida. Agora cria-se a partição principal, o qual será instalado o sistema operacional. Novamente selecione a área do disco que contenha espaço livre para criar as partições (figura 2.2.34):

(38)

10. Selecione a opção “Criar uma nova partição” (figura 2.2.35):

Figura 2.2.35 – Criar uma nova partição.

11. Coloque neste campo o valor “5 GB“ (Entre os valores “5” e “GB” coloque um espaço em branco) (figura 2.2.36):

(39)

12. Selecione a opção “Primária” (figura 2.2.37):

Figura 2.2.37 – Tipo de partição.

13. Selecione a opção “Início” (figura 2.2.38):

(40)

14. Selecione o item “Usar como” para selecionar o tipo de sistema de arquivos

para esta partição (figura 2.2.39):

Figura 2.2.39 - Informações sobre a partição.

15. Para a nossa partição principal, selecione o item “sistema de arquivo com journaling ReiserFS” (figura 2.2.40):

(41)

16. Escolhido o tipo de sistemas de arquivos, selecione o item “Flag

Inicializável”, (figura 2.2.41) para tornar a nossa partição inicializável (“ligado”):

Figura 2.2.41– Tornar a partição principal inicializável

17. Após estas configurações, Selecione a opção “Finalizar a configuração da partição” (figura 2.2.42):

(42)

18. Será exibida a configuração da sua tabela de partições (figura 2.2.43).

Selecione a opção “Finalizar o particionamento e gravar as mudanças no disco”:

Figura 2.2.43 – Finalizar o particionamento.

19. Confirme a gravação da tabela de partições, selecionando a opção “Sim” (Figura 2.2.44):

(43)

20. Após a confirmação anterior, o instalador irá formatar as partições recém-criadas (figura 2.2.45):

Figura 2.2.45 – Formatando as partições.

Instalação do Sistema Básico

A instalação do sistema básico é feita logo após a formatação das partições (figura 2.2.46):

Figura 2.2.46 – Instalação do sistema básico.

Terminada a instalação do sistema básico, o instalador pede a confirmação para instalar o gerenciador de inicialização GRUB (figura 2.2.47):

(44)

21. Executa-se a instalação do GRUB na MBR (figura 2.2.48):

Figura 2.2.48 – Executando a instalação do GRUB.

Agora o instalador realiza as últimas configurações desta primeira etapa (figura 2.2.49), e exibe uma mensagem notificando a finalização da instalação (figura 2.2.50). O CD será ejetado da bandeja e o computador será reinicializado para a próxima etapa que é a configuração do sistema

Figura 2.2.49 – Finalizando a instalação.

(45)

2.3

- Configuração do Sistema

A configuração do sistema GNU/Linux é iniciada após a instalação do sistema básico (figura 2.3.2). Agora será feita as configurações mais específicas do sistema, e a instalação de pacotes de acordo com o uso da máquina. Mesmo que na mesma máquina exista outro sistema operacional instalado, o novo gerenciador de inicialização será o GRUB, e a sua interface padrão tem a configuração como a da figura 2.3.1:

Figura 2.3.1 – Tela inicial do GRUB.

(46)

Configuração do Fuso

Selecione a configuração de fuso horário para o seu computador (figuras 2.3.3 e 2.3.4):

Figura 2.3.3 – Selecionando o fuso horário.

(47)

Configurar usuário e senha

Nesta parte da configuração, serão configuradas as informações dos usuários que normalmente utilizam a máquina. Basicamente, têm-se dois usuário no sistema, o usuário para tarefas administrativas, o “root”, e um usuário para utilização geral, o qual daremos o nome de “curso”. Para o usuário administrativo (root), a configuração pede a sua senha (figura 2.3.5) e a confirmação para esta senha (figura 2.3.6):

Figura 2.3.5 – Senha para usuário administrativo.

(48)

Para o usuário de utilização geral (curso), a configuração pede o seu nome completo (figura 2.3.7), seu username (figura 2.3.8), sua senha (figura 2.3.9) e a confirmação para esta senha (figuras 2.3.10):

Figura 2.3.7 – Nome completo do usuário de utilização geral.

Figura 2.3.8 – Username para o usuário de utilização geral.

(49)

Figura 2.3.10 – Confirmação da senha para o usuário de utilização geral.

Configurar repositório de pacotes (APT)

Deve-se escolher o método que o APT (A ferramenta de gerenciamento de pacotes do Debian GNU/Linux) deverá utilizar para acessar o repositório de pacotes Debian. É possível instalar estes pacotes através de um CD-ROM, FTP, HTTP, ou diretamente do sistema de arquivos. Utilize a opção “cdrom” (figura 2.3.11) para o repositório de pacotes, o qual será examinado e preparado (figura 2.3.12) para selecionar os perfis de instalação.

(50)

Figura 2.3.12 – Examinando e preparando as informações do repositório.

Seleção dos Perfis de Instalação

Nesta etapa a seleção de perfis é requerida pela configuração do sistema. Como visto, existem perfis para os mais variados usos para serem instalados (figura 2.3.13). Selecione as opções “Ambiente Desktop” e “Servidor Web”, as quais serão suficientes para as tarefas propostas:

(51)

Configurar o modo gráfico

Logo após a instalação dos pacotes dos perfis selecionados, o instalador inicia a configuração do modo gráfico. Como indicado no início do capítulo, tenha em mãos as informações de hardware relacionados ao modo gráfico (monitor, placa de vídeo, etc.) e selecione-o no menu de opções. Primeiramente, será pedido o modelo da sua placa de vídeo. No nosso caso, selecione “i810” (figura 2.3.14). A detecção automática do mouse (figura 2.3.15) e do monitor (2.3.16) serão, respectivamente, pedidos em seguida:

Figura 2.3.14 – Selecionando a placa de vídeo.

(52)

Figura 2.3.16 – Detectar o monitor.

Se o seu monitor for do tipo LCD, selecione a opção abaixo (figura 2.3.17):

Figura 2.3.17 – Se o seu monitor dor do tipo LCD, selecione esta opção.

A mensagem exibida na figura 2.3.18 informa os tipo de opções que o instalador disponibiliza para a configuração do seu monitor. Na figura 2.3.19 estas opção são exibidas. A opção “Medium” será utilizada nesta instalação, porém, se você for um usuário mais avançado ou seu monitor precise de configurações mais aprofundadas, escolha a opção “Advanced”. No caso de ser um usuário muito iniciante, escolha a opção “Simple”:

(53)

Figura 2.3.18 – Informações iniciais para configurar o monitor.

Figura 2.3.19 – Selecione a opção “Medium”.

Na figura 2.3.20, o instalador exibe o menu de opções para configurar o modo de exibição do seu monitor. Neste caso selecione a opção “800x600 @ 60Hz”, que é a resolução do monitor que está sendo utilizado. Porém, no caso de realizar a instalação do Debian GNU/Linux em outra máquina, selecione a opção que mais adequada para o seu monitor.

(54)
(55)

Configurar o servidor de mensagens

A última parte da instalação é a configuração do EXIM, o MTA (servidor de emails padrão do Debian). Se você pretende usar o sendmail ou o postfix, selecione a opção “sem configuração no momento” (figura 2.3.21) e não configure o EXIM. Selecione esta opção, pois neste momento este recurso não será utilizado.

Figura 2.3.21 – Sem configuração para o EXIM no momento.

Mesmo o instalador pedindo a confirmação para configurar o servidor de mensagens (figura 2.3.22), selecione a opção “Sim”. Na próxima tela, o instalador pergunta para qual conta de usuário as mensagens serão postadas (figura 2.3.23). Como não configuramos o servidor de mensagens, selecione “Ok”, para então ser exibida a tela que finaliza a instalação do nosso sistema Debian GNU/Linux (figura 2.3.24).

(56)

Figura 2.3.23 – Selecione a opção “Ok”, pois o EXIM não foi configurado.

Figura 2.3.24 – Fim da instalação do Debian GNU/Linux

Pronto! Agora o seu sistema Debian GNU/Linux está instalado. O servidor gráfico será inicializado e uma tela para a autenticação aparece para o uso do gerenciador de janelas. Utilize a conta de usuário recém-criada, e bom uso!

(57)

Capítulo 3

Utilizando o GNU/Linux

Utilizando o GNU/Linux

Neste capítulo o usuário acessa e utiliza pela primeira vez o

GNU/Linux, aprende o que é um gerenciador de janelas, e utiliza

os recursos mais básico do sistema.

(58)

3.1

- Os gerenciadores de janelas

O gerenciador de janelas é o programa que controla a aparência da aplicação. Ele atua entre o servidor X (servidor gráfico) e a aplicação (figura 3.1.1) .

Figura 3.1.1 – Ilustração do esquema de atuação dos aplicativos gráficos.

No universo do software livre, existem vários tipos de gerenciadores de janelas disponíveis, que entre os mais conhecidos, podem-se citar:

KDE : K Desktop Environment, ou simplesmente KDE, é um ambiente gráfico muito difundido no mundo GNU/Linux, pois apresenta um conjunto de aplicativos consistentes para usuários e programadores, além de uma aparência agradável e modo de operação bastante familiar. Além do gerenciador de janelas, fazem parte do projeto KDE inúmeros aplicativos para gerenciamento de arquivos, controle de dispositivos, acesso à compartilhamentos de rede, gerenciamento do sistema, acesso a Internet, além da suíte de escritório KOffice, o pacote KDevelop para desenvolvimento de aplicativos gráficos, o editor de páginas para a Internet Quanta, e muito mais. O KDE utiliza a biblioteca gráfica QT, mantida pelos desenvolvedores do KDE e muito utilizada para a construção de interfaces

(59)

gráficas para aplicativos. Um dos pontos contra para o KDE é o seu elevado consumo de recursos de sistema, principalmente de memória RAM, o que o torna inutilizável em máquina que não tenha pelo menos 128 MB de memória disponível.

GNOME : O GNOME, assim como o KDE, é constituído por um gerenciador de

janelas, e diversos aplicativos para o usuário, como gerenciador de arquivos, navegador de Internet, aplicativos para gerenciamento e configuração do sistema, navegação pela rede, jogos, etc. Além de aplicativos para desenvolvimento de aplicações. O GNOME utiliza a biblioteca gráfica GTK+, muito utilizada por outros aplicativos, como o GIMP e o editor de páginas para a Internet Bluefish. Uma grande vantagem do GNOME sobre outros gerenciadores de janelas é o seu sistema de atualização dinâmica das configurações, que permite que qualquer configuração entre em vigor imediatamente à sua seleção, sem a necessidade de clicar em um botão "Aplicar" ou de reinicar o ambiente gráfico, como acontece na maioria dos gerenciadores de janelas, incluindo o KDE.

Enlightenment : O Enlightenment é um super gerenciador de janelas altamente personalizável, bonito e com muitos efeitos visuais. O projeto Enlightenment produz, além do ambiente gráfico, diversas bibliotecas gráficas, como Imlib, FNLib e Imlib2, que são hoje utilizadas por muitos programas, inclusive outros ambientes gráficos, como o fluxbox.

Blackbox : O Blackbox é um gerenciador de janelas minimalista, muito leve e pequeno. Ao contrário de outros gerenciadores de janelas mais poderosos, ele não inclui nenhum outro aplicativo, motivo pelo qual ele é tão pequeno (alguns poucos KB). Sua configuração é toda feita através da edição de arquivos de texto, o que não é nem um pouco prático, mas tem lá as suas vantagens. Graças à sua velocidade, o Blackbox é muito apreciado por usuários avançados, que não gostam de dispender processamento e memória para rodar um ambiente com o KDE, GNOME ou Enlightenment. O Blackbox, quando em conjunto com outros pequenos mini-aplicativos, torna-se um gerenciador de janelas muito bonito.

Fluxbox : Baseado no Blackbox, o Fluxbox contém mais recursos que aquele, como suavizador de fontes e suporte nativo a transparências, sem deixar de ser igualmente leve e simples. O Fluxbox é muito apreciado entre seus usuários, graças à perfeita união entre beleza e leveza deste excelente gerenciador de janelas. O suporte a ícones no desktop é fornecido por programas externos. Outro recurso muito interessante é o suporte aos chamados docks, popularizados no WindowMaker.

Windowmaker : Criado pelo brasileiro Alfredo Kojima, é um gerenciador de janelas que, ao contrário do KDE e GNOME, que se assemelham as interfaces do Microsoft Windows, tem uma proposta bastante diferente. O objetivo principal

(60)

que é gerenciar abertura e manipulação de janelas acontece de forma muito rápida e eficiente. O consumo de memória é bem pequeno. Ele ainda possui uma facilidade de possuir atalhos para programas, sem prejudicar o consumo de memória do computador.

Existem outras dezenas de tipos de gerenciadores de janelas, como o Twm, Icewm, Xfce, AfterStep, entre outros. A escolha do seu gerenciador de janelas é pessoal, depende muito do gosto de cada pessoa e dos recursos que deseja utilizar. Como mencionado, o gerenciador de janelas padrão do Debian GNU/Linux é o GNOME (figura 3.1.2). Ele não é apenas um simples gerenciador de janelas, e sim, um desktop completo, com diversos aplicativos de diferentes tipos disponíveis para a sua utilização (figura 3.1.3). Através do gerenciador de pacotes APT e Synapitc (versão gráfica do APT), podemos instalar e atualizar facilmente os aplicativos disponíveis, aumentando o número de ferramentas para o seu desktop.

(61)

Figura 3.1.3 – Menu dos aplicativos disponíveis.

3.2

- Terminal Virtual (console)

Terminal (ou console) é o teclado e a tela conectados em seu computador. O GNU/Linux faz uso de sua característica multi-usuária usando terminais virtuais. Um terminal virtual é uma segunda sessão de trabalho completamente independente de outras, que pode ser acessada no computador local ou remotamente, através de aplicativos de acesso remoto como o SSH, telnet, rlogin, etc.

No GNU/Linux em modo texto, você pode acessar outros terminais virtuais segurando a tecla ALT e pressionando F1 a F6. Cada tecla de função corresponde a um número de terminal do 1 ao 6 (o sétimo é usado por padrão pelo modo gráfico). O GNU/Linux possui mais de 63 terminais virtuais, mas apenas 6 estão disponíveis inicialmente por motivos de economia de memória RAM. Se você estiver usando o modo gráfico, você deve segurar as teclas CTRL+ALT enquanto pressiona uma das teclas de F1 a F6.

(62)

Para um administrador de sistemas, esta ferramenta é fundamental, pois muitas tarefas são feitas no modo texto, alterando arquivos de configuração, executando comandos manualmente, verificando os processos que estão carregados na memória, entre outros. Para executar um terminal virtual à partir do GNOME, clique no ícone que é indicado pela figura 3.1.4.

Figura 3.1.4 – ícone do terminal virtual

3.3

- Comandos básicos – nível 1

Neste item serão listados os comandos básicos para que você comece a interagir com o interpretador de comandos bash.

3.3.1

- ls

:

lista conteúdos de diretórios.

Sintaxe:

$ ls <opções>

Opções:

- l : escreve no formato de colunas simples.

- i : procede a saída para o arquivo pelo seu número serial (inode).- R : lista os diretórios encontrados recursivamente.

- h : mostra o tamanho dos arquivos em KB, MB, GB.- a : lista todos os arquivos inclusive os ocultos.

- F : insere um caracter após arquivos executáveis ('*'), diretórios ('/'), sockets ('=') e pipe ('|'). Seu uso é útil para identificar de forma fácil tipos de arquivos nas listagens de diretórios.

Exemplo:

$ ls /

bin cdrom etc initrd lib mnt proc sbin sys usr vmlinuz boot dev home initrd.img media opt root srv tmp var

     

Ícone para executar o terminal virtual

(63)

3.3.2 - mkdir : cria diretórios.

Sintaxe:

$ mkdir <opções> <diretório>

Opções:

- p : cria toda a estrutura de diretórios passada como parâmetro.--verbose : imprime uma mensagem para cada diretório criado. Exemplo:

$ mkdir teste

3.3.3 - rmdir : remove diretórios vazios.

Sintaxe:

$ rmdir <opções> <diretório>

Opções:

- p : remove a estrutura de diretórios passadas como parâmetro, porém, o último diretório passado como parâmetro deve estar vazio.

-- verbose : imprime uma mensagem para cada diretório apagado. Exemplo:

$ rmdir teste

3.3.4 - rm : além de remover diretórios e estrutura de diretórios, tem como função

principal remover arquivos.

Sintaxe:

(64)

Opções:

- i : pergunta antes de remover, esta é ativada por padrão.- v : mostra os arquivos/diretórios na medida que são removidos

- r : usado para remover arquivos em sub-diretórios. Esta opção também pode ser usada para remover sub-diretórios.

- f : remove os arquivos sem perguntar. Exemplo:

$ rm arquivo.txt

$ rm -r teste2

3.3.5 - cd : muda o diretório de trabalho atual. Caso não seja especificado nenhum

diretório, muda para o diretório pessoal do usuário.

Sintaxe:

$ cd <diretório>

Exemplo:

$ cd teste2

3.3.6 - pwd : mostra o nome e caminho do diretório atual.

Sintaxe:

$ pwd

Exemplo:

$ pwd

(65)

3.3.7 - clear : limpa o conteúdo do terminal e posiciona o cursos no início da tela.

Sintaxe:

$ clear

3.3.8 - man : este comando exibe as páginas de manual do comando ou programa

passado como parâmetro. Elas trazem uma descrição básica desta comando ou programa e detalhes sobre o funcionamento de uma determinada opção. Uma página de manual é visualizada na forma de texto único com rolagem vertical. Também documenta parâmetros usados em alguns arquivos de configuração.

Sintaxe:

$ man <comando ou programa>

Opções de navegação:

q : sai da página de manual.

f ou PageDown : rola 25 linhas abaixo • w ou PageUp : rola 25 linhas acima

k ou seta para cima : rola uma linha acima.e ou seta para baixo : rola uma linha abaixo.p ou g : Início da página.

h : ajuda sobre as opções da página de manual.

s : salva a página de manual em formato texto no arquivo especificado. Exemplo:

$ man bash

3.3.9 - apropos : procura por comandos através da descrição. É útil quando precisamos

fazer alguma coisa mas não sabemos qual comando usar. Ele faz sua pesquisa nas páginas de manual existentes no sistema e lista os comandos/programas que atendem a consulta.

Sintaxe:

(66)

Exemplo:

$ apropos bash

bash (1) - GNU Bourne-Again Shell

bash-builtins (7) - bash built-in commands, see bash(1) bashbug (1) - report a bug in bash

builtins (7) - bash built-in commands, see bash(1) checkbashisms (1) - check for bashisms in /bin/sh scripts

gst-complete-0.8 (1) - do bash completion for gst-launch command-lines

ispellconfig (8) - Bash script to select a new ispell default dictionary. rbash (1) - restricted bash, see bash(1)

update-ispell-dictionary (8) - Bash script to select a new ispell default dictionary.

Além dos comandos man e apropos, você pode conseguir mais informações sobre os comandos ou programas através dos comandos info e help. Outra maneira de conseguir informações mais rápidas sobre os parâmetros que o comando suporta é utilizando o parâmetro –-help.

Exemplo:

$ mkdir --help

Usage: mkdir [OPTION] DIRECTORY...

Create the DIRECTORY(ies), if they do not already exist.

Argumentos obrigatórios para opções longas também o são para opções curtas -m, --mode=MODE set permission mode (as in chmod), not rwxrwxrwx - umask -p, --parents no error if existing, make parent directories as needed -v, --verbose print a message for each created directory

--help display this help and exit

--version output version information and exit Comunicar `bugs' para <bug-coreutils@gnu.org>.

(67)

Capítulo 4

Sistema de Arquivos

Sistema de Arquivos

Neste capítulo o usuário compreenderá as noções teóricas de

como funcionam as partições e os sistema de arquivos

Imagem

Referências

temas relacionados :