• Nenhum resultado encontrado

Mirella Martins de Castro Mariani (IC) e Luiz Renato Rodrigues Carreiro (Orientador) Apoio: PIBIC Mackenzie

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Mirella Martins de Castro Mariani (IC) e Luiz Renato Rodrigues Carreiro (Orientador) Apoio: PIBIC Mackenzie"

Copied!
21
0
0

Texto

(1)

AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA TRADICIONAL E COMPUTADORIZADA PARA CARACTERIZAÇÃO DA ATENÇÃO NOS DOMÍNIOS ESPACIAL E TEMPORAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME DE WILLIAMS- BEUREN

Mirella Martins de Castro Mariani (IC) e Luiz Renato Rodrigues Carreiro (Orientador) Apoio: PIBIC Mackenzie

Resumo

A Síndrome de Williams-Beuren (SWB) é causada por uma aneusomia segmentar devido à deleção hemizigótica de um gene contínuo no braço longo do cromossomo 7 (7q11.23). Em sua caracterização comportamental e cognitiva observam-se excessiva sociabilidade, preservação de habilidades de linguagem, déficits nas habilidades visoespacial com QI compatíveis com déficit intelectual de graus variados, além de alterações atencionais. Este trabalho teve como objetivo realizar uma avaliação neuropsicológica para caracterização do funcionamento atencional utilizando testes computadorizados para avaliação da atenção nos domínios espacial e temporal. Participaram deste estudo 22 estudantes com SWB, na faixa etária de 7 a 18 anos (11 sujeitos do sexo feminino e 11 do sexo masculino). O desempenho dos participantes foi analisado em testes de lápis e papel como os da escala Wechsler de inteligência (QI estimado), teste Wisconsin de classificação de cartas, testes de atenção concentrada e testes computadorizados que avaliam a orientação voluntária, automática a sustentação da atenção e o direcionamento temporal. Observou-se que os participantes demonstram valores do QI estimado compatíveis com classificações inferiores, repostas perseverativas mais frequentes demonstrando uma maior dificuldade em modificar e modular as estratégias cognitivas como resposta a alterações em contingências ambientais. Nos testes de computador observou-se lentificação dos TR, o que evidenciou a dispersão da atenção e foi demonstrado através das análises ANOVA e de Wilcoxon, realizadas com o grupo experimental e controle. Pode-se concluir que o grupo com SW se difere por apresentar maiores dificuldades em concentração e identificação de padrões de mudança, o que permitiu verificar sinais característicos de desatenção.

Palavras-chave: atenção; testes computadorizados; Síndrome de Willians

Abstract

The Williams-Beuren syndrome (WBS) is caused by a segmental aneusomia due to hemizygous deletion of a continuous gene on the long arm of chromosome 7 (7q11.23). It is possible to observe as Behavioral and cognitive characteristics excessive sociability, preservation of language skills, deficits in visuospatial abilities, varying degrees of intellectual impairment, and attention alterations. This work aims to perform a neuropsychological evaluation to characterize the attentional functioning using computerized tests to assess attention in spatial and temporal domains. The study included 22 students with WBS, aged 7-18 years (11 subjects were female and 11 male). The participants' performance was analyzed in paper and pencil tests as the Wechsler intelligence (estimated IQ), Wisconsin card sort test, and tests of focused attention in addition to computerized tests that evaluate voluntary and automatic orienting of attention, sustained attention and temporal orienting. It was observed that participants obtained estimated IQ values compatible with lower ranks, perseverative responses frequently demonstrating difficulty to module and to modify cognitive strategies in response

(2)

demonstrated dispersion of attention in comparison, using ANOVA and Wilcoxon tests, to control groups. It is possible to conclude that the SW group differs by having more difficulties in concentration and identification of patterns of change, demonstrating characteristic signs of inattention.

(3)

1- INTRODUÇÃO

A Síndrome de Williams (SW) é causada por uma aneusomia devido à deleção hemizigótica de um gene contínuo do cromossomo 7 (7q11.23). Os indivíduos com SW apresentam perfis típicos caracterizados por excessiva sociabilidade com preservação de habilidades de linguagem, mas também apresentam déficit intelectual leve a moderado e déficits de atenção e concentração. Compreendendo que a atenção é um processo cognitivo que tem importante papel na seleção das informações advindas do ambiente levando-as a serem processadas de modo eficiente pelo sistema nervoso.

A alteração na possibilidade de seleção adequada de informações do ambiente, seja nos aspectos voluntários ou automáticos, pode prejudicar o processamento eficaz dessas informações e acarretar dificuldades na adaptação do indivíduo ao meio que o cerca. Deste modo, descreve-se na síndrome de Williams certos prejuízos atencionais, caracterizando desatenção e hiperatividade. Neste sentido, estudos que caracterizem as perdas específicas dentro dos sinais de desatenção nos diferentes domínios (espacial, temporal, voluntários e automáticos) da atenção são necessários para poder caracterizar as perdas específicas nesta síndrome.

Assim, esse trabalho teve como objetivos avaliar a atenção e suas alterações nos diferentes domínios citados, comparando o desempenho de crianças e adolescentes com SW nos diferentes instrumentos (computadorizados e em lápis e papel) que avaliem a atenção

2-REFERENCIAL TEÓRICO

2.1- Síndrome de Williams-Beuren

A Síndrome de Williams (SW) é uma doença genética e neurocomportamental causada por uma deleção hemizigótica de múltiplos genes na região cromossômica 7q11.23 (DEUTSCH; ROSSE; SCHWARTZ, 2007, PANI, et. al., 2010, MERLA, et. al., 2010). Do ponto de vista clínico genético, a maioria dos indivíduos com SWB (99%) tem 1.5 Mb de deleção destacando-se nessa deleção o gene da elastina (SUGAYAMA, et. al., 2007) .

O diagnóstico é realizado inicialmente durante a infância a partir de dismorfismos faciais e doenças cardiovasculares (ROSSI; MORETTI-FERREIRA; GIACHETI, 2006, HERREROS; ASCURRA; FRANCO, 2007). Entretanto, a confirmação diagnóstica é feita pelo estudo citogenético FISH (Fluoescent in situ hybridization) ou pelo estudo de marcadores polimórficos, ambos os métodos para detectar a microdeleção de 7q, pois o amplo espectro do fenótipo clínico pode mascarar o quadro clínico, especialmente no primeiro ano de vida (SUGAYAMA et al., 2007). Sua incidência é de 1:20.000 até 1:50.000 nascidos vivos e e

(4)

prevalência entre 1:7.500 até 1:20.000 nascidos vivos com baixa recorrência familiar (MEYER-LINDENBERG; MERVIS; BERMAN, 2006, ROSSI et al., 2006, ROSSI; MORETTI-FERREIRA; GIACHETI, 2007, SUGAYAMA et al., 2007, SCHUBERT, 2009, HOBART, et. al., 2010).

O elevado número de estudos sobre as alterações de comportamento na SWB se deve ao fato da mesma ser reconhecida como modelo de investigação para compreender as relações existentes entre alterações genéticas e manifestações cognitivas e comportamentais presentes no fenótipo (MARTENS; WILSON; REUTENS, 2008, SUGAYAMA et al., 2007, ROSSI et al., 2007). Associado aos avanços dentro da biologia molecular justifica-se também a realização de investigações que descrevam de maneira sistemática aspectos do fenótipo comportamental para direcionar uma avaliação diagnóstica comportamental e neuropsicológica que permitam programar uma intervenção adequada. Como dito acima o uso da SWB como modelo para o estudo da relação entre os genes e o fenótipo tem derivado alguns alvos de pesquisa. Um destes alvos é o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e, neste sentido, pesquisadores têm documentado a elevada incidência do transtorno nesta síndrome. Por exemplo, Leyfer e colaboradores (2006) encontraram que 64,7% do total da sua amostra estudada preenchiam os critérios clínicos para o transtorno segundo o DSM-IV.

Do ponto de vista cognitivo prevalece na SW uma não uniformidade, por exemplo, habilidades cognitivas preservadas e outras deficitárias. Dentre as preservadas encontram-se a capacidade de expressão verbal, as habilidades musicais e bons deencontram-sempenhos em tarefas viso perceptuais. Dentre as habilidades deficitárias encontram-se as de tipo visoespacial, QI compatíveis com déficit intelectual de graus variados (leve, moderado ou grave), déficit de atenção e concentração, dentre outras (GARCÍA-NONELL, 2003, WIGAL; WIGAL, 2007). Outros aspectos que caracterizam o fenótipo da síndrome e que também podem interferir na compreensão da expressão de sinais de desatenção e hiperatividade são comorbidades psiquiátricas como Transtorno Generalizado de Ansiedade e Transtorno Fóbico (SUGAYAMA et al., 2007, ROSSI et al., 2007).

2.2 - Atenção

A atenção seletiva possibilita o direcionamento de recursos de processamentos a eventos no tempo ou no espaço, seja por meio de um controle voluntário (top-down) ou automático (bottom-up) (HOPFINGER; BUONOCORE; MANGUN, 2000, POSNER; RAICHLE, 1997). Desse modo, para que as informações do ambiente possam ser tratadas de maneira adequada é necessário que haja um processo de seleção, que privilegie o processamento de algumas delas em detrimento de outras, impedindo processamentos excessivos pelo

(5)

sistema nervoso (DESIMONE; DUNCAN, 1995, KNUDSEN, 2007, PASHLER, 1998, STEINMAN; STEINMAN, 1998).

A orientação voluntária ocorre intencionalmente por meio de um controle descendente, por exemplo, quando um indivíduo voluntariamente focaliza sua atenção em uma determinada área do campo visual. Nesse caso, o desvio atencional é chamado de endógeno, ou intrínseco. Na orientação automática da atenção, ocorre a captura reflexa de recursos de processamento por estímulos ocorridos no ambiente. Nesse caso, um estímulo visual pode capturar a atenção de maneira involuntária ou ascendente (bottom-up). Esse tipo de desvio de atenção é denominado exógeno, ou extrínseco (POSNER; RAICHLE, 1997, KNUDSEN, 2007, ARAÚJO; CARREIRO, 2009). Deste modo, é possível compreender que a orientação da atenção, em nossa vida diária, reflita uma competição entre objetivos internos e demandas externas (BERGER; HENIK; RAFAL, 2005).

A busca por métodos possíveis de se estudar a atenção e suas alterações é um tópico vasto na literatura neurocientífica. Muitos estudos têm demonstrado que a medida do tempo de reação manual (TR) a um estímulo sensorial constitui uma medida quantificável para compreensão dos mecanismos envolvidos no processamento da informação visual (CARREIRO; HADDAD; BALDO, 2011, CARREIRO; HADDAD; BALDO, 2003, GAWRYSZEWSKI; CARREIRO, 1998). Nesse tipo de estudo, são dadas tarefas para os participantes e mede-se o tempo gasto para sua realização. Assim, o estudo da velocidade de detecção, identificação ou reconhecimento de estímulos visuais, por meio da medida do TR, pode contribuir para a compreensão de como o sistema nervoso seleciona informações relevantes presentes no meio ambiente (POSNER; RAICHLE, 1997).

A avaliação dos custos e benefícios da orientação da atenção foi estudada por Posner e colaboradores (POSNER, 1978, POSNER; RAICHLE, 1997) e replicado em muitos estudos recentes (KNUDSEN, 2007, KLEIN, 2009). Em tais estudos, a posição de aparecimento do alvo era indicada por uma seta posicionada sob um ponto de fixação. Foi observado que quando a seta indicava corretamente a posição de aparecimento do alvo o TR era menor do que quando não havia indicação, ou quando havia indicação incorreta. De acordo com Posner (1978) as diferenças observadas entre os TR dessas diferentes condições deveriam ser causadas por mecanismos centrais envolvidos com a expectativa da ocorrência do alvo em certa posição do espaço.

Por outro lado, a ocorrência de um estímulo não informativo e inesperado na periferia do campo visual causa a diminuição dos TR a alvos subsequentes que ocorram na mesma posição, caso o intervalo entre eles seja de até 150 ms. Com intervalos maiores (de 200 a 1500 ms), ocorre um efeito oposto de lentificação dos TR. Posner e Cohen (1984)

(6)

chamaram o primeiro efeito de Facilitação Precoce e o segundo de Inibição de Retorno (IR). Para eles, esta facilitação era causada pela atração automática da atenção para a posição onde a pista ocorreu, e a lentificação dos TR, por outro lado, é explicada como uma dificuldade do sistema atencional em retornar a posições previamente estimuladas. Tal mecanismo teria uma utilidade no aumento da eficiência de comportamentos exploratórios (KLEIN, 2000).

Além dos estudos que buscam compreender a orientação espacial da atenção, Nobre (2001), retomando uma discussão já presente na literatura, demonstrou que é possível orientar a atenção seletivamente para diferentes intervalos no tempo, melhorando a preparação para execução de respostas. Desse modo o conhecimento sobre o momento no tempo em que um evento ocorrerá pode orientar o desempenho de indivíduos, já que nosso mundo é temporalmente dinâmico. Doherty e colaboradores (2005) demonstraram efeitos sinérgicos quando a atenção é orientada no tempo e no espaço, demonstrando interações desses sistemas. Nobre, Correa e Coull (2007) descrevem que a experiência antecipa eventos relevantes para obtenção dos objetivos de uma tarefa, influenciando o estado motivacional do indivíduo e ajustando, de acordo com ele, aspectos da percepção e ação. Com base nisso é possível compreender a importância do direcionamento atencional no tempo para organizar a interação e adaptação do indivíduo ao meio.

Vários trabalhos têm buscado desenvolver instrumentos computadorizados para avaliar alterações atencionais. Coutinho, Mattos e Araujo (2007) compararam o desempenho dos tipos de TDAH em tarefas de seletividade, sustentação e atenção alternada, considerando tempo de reação, número de erros em teste computadorizado de atenção visual (TAVIS-III). Em outro artigo, (COUTINHO et al. 2007) buscam correlacionar alterações em testes de atenção sustentada, concentrada e alternada com grupos de crianças e adolescentes com e sem TDA/H. O teste de Performance Contínua de Connors (EPSTEIN et al., 2003, CONNERS et al., 2003) é um instrumento computadorizado que se propõe a avaliar alguns dos mecanismos envolvidos na função da atenção-concentração. O teste avalia os erros e o tempo de reação nas várias fases do teste (MIRANDA et al., 2007). Mesmo a literatura apresentando alguns estudos sobre instrumentos computadorizados para avaliação da atenção, tais instrumentos ainda não contemplam ainda alguns aspectos como a orientação automática ou direcionamento temporal e especialmente m grupos de sujeitos com desenvolvimento atípico como na SW.

Neste sentido, perguntas como as que se seguem são necessárias e poderão contribuir de modo efetivo para orientar modos de avaliação e procedimentos de intervenção adequados à Síndrome de Williams: (1) Quais as características da avaliação da atenção em crianças e adolescentes com SWB? (2) Quais as correlações entre tais avaliações e testes

(7)

computadorizados que avaliam aspectos temporais e espaciais, tanto no domínio voluntário quanto automático da atenção? A partir desta problemática serão formulados os objetivos do projeto.

2- OBJETIVOS 2.1- Geral

Este projeto teve por objetivos fazer uma avaliação neuropsicológica para caracterização do funcionamento atencional utilizando testes computadorizados e de lápis e papel para avaliação da atenção nos domínios espacial e temporal em indivíduos com síndrome de Williams-Beuren.

2.1- Específicos

1. Avaliar a capacidade intelectual (utilizando o WISC-III), controle executivo (utilizando o Wisconsin), a atenção concentrada (AC e TECON) e difusa (TEDIF) dos participantes, utilizando instrumentos tradicionais em papel e lápis.

2. Analisar o desempenho dos participantes em testes computadorizados de atenção que avaliam a orientação voluntária, automática o direcionamento temporal e a sustentação da atenção.

3. Comparar os resultados dos instrumentos computadorizados com os resultados dos testes tradicionais em papel e lápis.

4. Comparar os resultados dos instrumentos em função dos grupos experimental (com Síndrome de Williams) e controle (com desenvolvimento típico).

3- MÉTODO 3.1- Participantes

Participaram deste estudo 22 sujeitos com Síndrome de Williams-Beuren (SW), na faixa etária de 07 anos e 5 meses a 18 anos e 3 meses, com diagnóstico clínico e citogenético-molecular de SWB confirmado pelas técnicas de hibridação in situ por fluorescência (FISH). Os participantes foram rastreados na Associação Brasileira de Síndrome de Williams-Beuren. Onze sujeitos eram do sexo feminino e onze sujeitos do sexo masculino. Todos estavam matriculados em escolas, sendo que 12 (54,6%) frequentavam o ensino regular na rede pública, 05 (22,7%) em escola particular, e os outros 05 (22,7%) na escola de educação especial.

(8)

Tabela 1. Descrição da amostra (sexo, idade em anos e meses, série e tipo de escola).

Sujeito Sexo Idade Série Escola

01 F 7a 5m 1ª Pública 02 M 7a 9m 1ª Particular 03 F 8a 0m 1ª Pública 04 M 9a1 m 1ª Pública 05 M 16a3m 1ª Pública 06 M 8a 1m 2ª Pública 07 M 9a2m 2ª Pública 08 M 12a10m 2ª Pública 09 F 17a10m 2ª Pública 10 M 9a9m 3ª Pública 11 F 10a10m 3ª Particular 12 F 14 a 0m 3ª Particular 13 F 11a2m 4ª Particular 14 F 14a2m 4ª Particular 15 M 12a11m 5ª Pública 16 M 15 a 0m 6ª Pública 17 M 16a10m 6ª Pública/Particular 18 F 8a10m EE Especial 19 F 11 a 0m EE Especial 20 F 13a7m EE Especial 21 M 17a11m EE Especial 22 F 18a3m EE Especial 3.2- Instrumentos

3.2.1-Testes em lápis e papel

Para fazer a caracterização da amostra em relação ao desenvolvimento intelectual foram aplicados os subtestes cubos e vocabulário, da Escala de Inteligência Wechsler (WECHSLER, 2002) visando-se a obtenção do QI estimado. O teste Wisconsin (HEATON et al., 2004), foi utilizado para avaliação de habilidades de raciocínio abstrato e estratégias cognitivas como resposta a alterações em contingências ambientais.

Os testes de Atenção Concentrada (AC) e Bateria Geral de Funções Mentais (BGFM), também foram utilizados. O teste AC segundo Cambraia (2003) tem como objetivo avaliar a capacidade de manter a atenção concentrada no trabalho que realiza durante um período determinado. A BGFM é um conjunto de instrumentos que tem por finalidade investigar, avaliar, classificar e padronizar funções cognitivas representadas basicamente pelos sistemas atentivos, memória e raciocínio lógico. No teste TECON, segundo Tonglet (2002), a tarefa consiste em procurar as figuras-modelo no meio de figuras distratoras e tem como finalidade investigar, avaliar e mensurar a atenção concentrada com um maior nível de complexidade e sob maior pressão do tempo. O teste TEDIF, segundo Tonglet (2002), consiste em identificarem ordem crescente figuras identificadas com números de 1 à 50, trabalhando o mais rápido possível, com um tempo total de quatro minutos. Ao final de cada minuto identifica-se o número ao qual se chegou.

(9)

3.2.2-Testes computadorizados

Foram construídos quatro experimentos para avaliar a capacidade de orientação da atenção no tempo e no espaço, utilizando pistas centrais e periféricas. Diferentes subaspectos da orientação da atenção foram avaliados com o objetivo de conhecer características específicas (direcionamento, sustentação e reorientação da atenção, tanto no tempo quanto no espaço) e como estão alteradas nos grupos experimentais. Nestes testes foram registrados e avaliados os TR a estímulos visuais (quadrados) apresentados em diferentes posições espaciais ou intervalos temporais com diferentes níveis de previsibilidade.

Para coleta de dados cada sujeito se recostou em uma cadeira para sua distância até a tela permaneceu por volta de 57 cm. As rotinas computacionais foram elaboradas por meio de um programa específico chamado “E-prime” (SCHNEIDER; ESCHMAN; ZUCCOLOTTO, 2002a e 2002b). A cada sequência experimental, o sujeito teve que fixar o olhar numa cruz (PF); orientar a atenção para uma posição ou intervalo temporal, e responder o mais rapidamente possível ao alvo pressionando uma tecla com o dedo indicador. Cada experimento foi composto por duas sessões com duração total de aproximadamente 10 minutos para cada experimento.

3.2.2.1- Experimento de sustentação da atenção

Inicialmente foi apresentado um ponto de fixação (PF) no centro da tela do computador. Após 700 ms o ponto que era inicialmente branco mudava de cor para azul, indicando que o alvo (um quadrado de 0,3 graus sobreposto ao ponto central) virá em um dentre 12 possíveis intervalos temporais: 100; 400; 700; 1000; 1300; 1600; 1900; 2200; 2500; 2800; 3100 e 3400 ms. Cada sujeito foi instruído a fixar o olhar no PF (Figura 1), esperar a ocorrência do alvo e responder o mais rapidamente possível pressionando uma tecla medindo-se, assim, o TR em milissegundos.

Figura 1: Sequência temporal da apresentação dos estímulos no experimento

computadorizado de sustentação da atenção.

(10)

3.2.2.2- Experimento de orientação (espacial) voluntária da atenção

Inicialmente foi apresentado o ponto de fixação no centro da tela do computador e após um intervalo aleatório (de 800 a 1800 ms), foi apresentada uma pista, uma seta que indica o lado esquerdo ou direito, e após 300 ou 800 ms o alvo, um quadrado preenchido de 0,3º de lado, ao qual o participante deveria responder pressionando uma tecla (Figura 2). Havia 2 situações nas quais pista e alvo estarão correlacionados. Na situação 1, válida, o alvo aparecia no local indicado pela pista; na situação 2, inválida o alvo aparecia no local oposto ao indicado pela pista. Os participantes foram instruídos a fixar o olhar no PF; orientar a atenção para o lado indicado pela pista, e responder ao alvo, pressionando uma tecla com o dedo indicador, registrando-se assim o tempo de reação (TR) em ms.

Figura 2: Sequência temporal da apresentação dos estímulos no experimento computadorizado de orientação voluntária da atenção.

3.2.2.3- Experimentos de orientação (espacial) automática da atenção

Inicialmente, na tela do computador, foi apresentado o PF e após 700 ms, um primeiro estímulo (quadrado não preenchido). Após um intervalo de 100 ou 800 ms foi apresentado o alvo (quadrado preenchido de 0,3º de lado) (Figura 3). Havia duas condições entre pista e alvo. O alvo poderia aparecer na mesma posição do primeiro estímulo (condição ipsolateral) ou na posição oposta a do primeiro estímulo (condição contralateral). Os participantes foram instruídos a fixar o olhar no PF; ignorar o primeiro estímulo e responder ao alvo pressionando uma tecla com o dedo indicador, registrando-se assim o TR em ms.

(11)

Figura 3: Sequência temporal da apresentação dos estímulos no experimento computadorizado de orientação (espacial) automática da atenção.

3.2.2.4- Experimentos de orientação temporal da atenção por probabilidade

Inicialmente era apresentado um PF no centro tela do computador, após 700 ms o PF que era branco mudará de cor para azul, indicando que o alvo (quadrado de 0,3º de lado sobreposto ao PF) viria em um determinado intervalo de tempo. Em cada um de dois blocos havia maior probabilidade de o alvo aparecer em um dos dois intervalos. No bloco de maior probabilidade (70%) do alvo aparecer após um intervalo de 400 ms, ele poderia aparecer também com menor probabilidade (15% para cada) após 100 ou 700 ms. No bloco de maior probabilidade (70%) do alvo aparecer após um intervalo de 1000 ms, ele poderia aparecer também com menor probabilidade (15% para cada) após 700 ou 1300 ms (Figura 4). Os participantes foram instruídos a fixar o olhar PF, orientar a atenção para o intervalo temporal mais recorrente, e responder ao alvo, pressionando uma tecla com o dedo indicador, registrando-se assim o tempo de reação (TR) em ms.

(12)

Figura 5: Sequência temporal da apresentação dos estímulos no experimento de orientação temporal da atenção (Probabilidade). 3.3- Procedimentos

Este estudo obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, da Universidade Presbiteriana Mackenzie (CEP/UPM nº 1231/04/2010 e CAAE nº 0040.0.272.000-10), sendo respeitados todos os procedimentos para coleta dos dados e divulgação dos resultados. Inicialmente os responsáveis pelos participantes foram contatados e convidados a participar do estudo. Cada sujeito compareceu um dia no qual os procedimentos de coleta de dados ocorreram.

4-RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise dos dados se deu mediante comparação com as padronizações específicas presentes na literatura e, quando necessário, foram utilizados grupos controle compostos por sujeitos com desenvolvimento típico. Foram realizadas análises de variância (ANOVAS), para comparação das médias, e análises de correlação para se verificar o padrão de interação dos fatores. Os procedimentos específicos de análise serão descritos juntamente com a apresentação dos resultados no item a seguir.

4.1- Instrumentos em lápis e papel 4.1.1-QI estimado

Observa-se que os participantes que compuseram a amostra demonstram valores do QI estimado compatível com classificações inferiores, que caracterizam uma deficiência

(13)

intelectual (QI médio = 64,4; DP = 12,7). Tais resultados estão de acordo com dados da literatura (BELLUGI et al., 2000, SCHMITH et al., 2001, STROMME et al., 2002) que identificam nessa população déficits intelectuais desse tipo.

4.1.2- Teste Wisconsin de Classificação de Cartas

As variáveis analisadas foram: acertos, erros e respostas perseverativas. Nos acertos e erros, o grupo SW apresentou significante diferença em relação ao grupo controle, sendo o último mais eficaz na tarefa (em média 42 acertos e 27 erros versus 27 e 37, respectivamente). As repostas perseverativas se destacaram como distintas entre os grupos (SW = 37 e controle = 18), mostrando que o grupo com SW apresenta uma maior dificuldade em modificar e modular as estratégias cognitivas como resposta a alterações em contingências ambientais. Conclui-se que o grupo com SW se difere por apresentar mais dificuldades em concentração e identificação de padrões de mudança. Esses dados estão de acordo com dados da literatura (MENGHINI et al., 2010).

4.1.3- Teste de Atenção por cancelamento (AC, TECON, TEDIF)

Após a aplicação dos testes de atenção, estabeleceu-se para cada sujeito o número de pontos obtidos, acertos, erros e omissões, conforme o manual. Para a análise dos resultados, utilizou-se como controle 21 crianças com sinais de déficit de atenção, uma vez que tal característica é predominante também em crianças com SW. Como resultado do teste AC, as crianças com SW tiveram desempenho inferior (-11 pontos) quando comparadas ao grupo controle (23 pontos). Em relação ao TECON I, a média do grupo SW foi inferior (-2 pontos) ao controle (46 pontos). A mesma discrepância foi notada no TECON III, grupo SW com 4 pontos e grupo controle 58 pontos, sendo que apenas 17 conseguiram realizar testes de atenção concentrada. Em relação aos testes de atenção difusa, TEDIF I, as crianças com SW tiveram uma média de 9 pontos, e as do controle 22. A mesma discrepância foi vista no TEDIF III, grupo SW, média de 5 pontos e controle 17, entretanto apenas 11 crianças realizaram testes de atenção difusa. Tais resultados permitem verificar sinais característicos de desatenção nas crianças do Grupo SW (RHODES et al., 2011). 4.2- Instrumentos de Avaliação Computadorizada da Atenção

No caso dos testes computadorizados foram realizadas ANOVAS para comparar o desempenho dos participantes em cada um dos fatores dos testes. Além disso foi feita uma análise de Wilcoxon para comparar o grupo de participantes com SW com o padrão observados de sujeitos com desenvolvimento típico.

(14)

4.2.1- Experimentos de sustentação da atenção

O resultado observado no experimento demonstrou entre os grupos experimental e controle nos intervalos 1000, 1600, 2200, 2500, 2800, 3100 e 3400, indicando que à medida que aumenta o intervalo temporal entre o primeiro e segundo estímulos, o TR diminui de modo diferente para os dois grupos.

Intervalo T Z P 100 58,3 0,3 0,773 400 33,3 0,9 0,386 700 25,0 1,4 0,149 1000 16,7 2,0 0,043 1300 25,0 1,4 0,149 1600 0,0 3,2 0,001 1900 25,0 1,4 0,149 2200 0,0 3,2 0,001 2500 16,7 2,0 0,043 2800 0,0 3,2 0,001 3100 16,7 2,0 0,043 3400 8,3 2,6 0,009

Gráfico 1: TR (ms) em função do Intervalo Pista-Alvo no Experimento da Sustentação da Atenção.

4.2.2- Experimentos de orientação (espacial) voluntária da atenção

Como resultado da ANOVA que comparou os fatores validade da pista e intervalo observou-se que os TR para a condição de orientação válida são menores que os TR para a condição de orientação inválida (p=0,05), ou seja, quando o alvo aparece no local indicado o TR é menor do que quando ele aparece no local oposto ao indicado. Tais resultados são condizentes com a literatura (BEAR; CONNORS; PARADISO, 2002, ARAÚJO; CARREIRO, 2009, POSNER; RAICHLE, 1997), demonstrando que a pista leva o observador a deslocar sua atenção para o lado que ela aponta.

ANOVA Wilcoxon Efeito F P INV/VAL 0,135 0,719 300/800 4,604 0,050* INV/VAL*300/800 0,915 0,355 Condição N T Z P Válida 300 15 17 2,44 0,015 Válida 800 15 19 2,33 0,020 Inválida 300 15 51 0,51 0,609 Inválida 800 15 53 0,40 0,691

Gráfico 2: Tempo de reação (ms) em função do Fator “Validade da Pista” no Experimento de Orientação Voluntária da Atenção. Observam-se TR menores na condição válida em comparação à condição inválida.

(15)

4.2.3- Experimentos de orientação (espacial) automática da atenção

Como resultado observou-se diferença significativa na relação Pista-Alvo (Gráfico 3). Pode-se verificar que os TR para a condição em que pista e alvo vêm na mesma posição (Condição Ipsolateral) são menores que os TR para a condição na qual pista e alvo vêm em lados opostos (Condição Contralateral). Tais resultados podem ser explicados pela captura automática da atenção que ocorre pela apresentação inesperada e abrupta de um estímulo na periferia do campo visual (POSNER; COHEN, 1984).

Wilcoxon Condição N T Z P Ipso 100 13 24 1,50 0,133 Ipso 800 13 14 2,20 0,028 Contra 100 13 24 1,50 0,133 Contra 800 13 10 2,48 0,013

Gráfico 3: Tempo de Reação (ms) em para o grupo SW e controle para condição Ipsolateral e Contralateral.

4.2.4- Experimentos de orientação temporal da atenção (probabilidade)

Foi feita uma ANOVA para comparar as diferenças entre os intervalos pista-alvo dos dois blocos de teste utilizados para o grupo com SW. Observou-se diferença significativa (F(2,22)=9,4027, p=0,00112) para o bloco 1 com intervalos de 100; 400 e 700 ms e também para o bloco 2 (F(2,22)=7,8688, p=0,00264) com intervalos de 700, 1000 e 1300 ms. Verifica-se no bloco 1 uma diminuição dos TR em função do aumento do intervalo pista-alvo, já no bloco 2, no qual há intervalos maiores, observa-se um aumento dos TR para os maiores intervalos. No caso do primeiro bloco, maiores intervalos possibilitam mais tempo para alocar a atenção e responder ao alvo, mas quando esses intervalos são maiores, como no caso do bloco 2, há maior chance de dispersão da atenção o pode explicar os aumentos no TR desse bloco (RHODES et al., 2011).

Foi feita também uma análise de Wilcoxon para comparar o grupo de SW com o controle. Observa-se como demonstrado no Gráfico 4, diferenças significativas entre os grupos, especialmente para os intervalos 400 e 1000 ms.

(16)

Wilcoxon Condição N T Z P 100 12 50,00 -0,29 0,773 400 12 8,33 2,60 0,009 700 12 33,33 0,87 0,386 700 12 50,00 -0,29 0,773 1000 12 8,33 2,60 0,009 1300 12 33,33 0,87 0,386

Gráfico 4: Tempo de Reação (ms) em função da relação pista alvo para os grupos SW e controle.

5-CONCLUSÕES

Neste estudo buscou-se fazer uma avaliação neuropsicológica centrada na análise do processo atencional de crianças com Síndrome de Willians Beuren, utilizando-se testes de lápis e papel e testes computadorizados para avaliação da atenção. Entretanto, antes da exposição das conclusões, algumas considerações sobre as limitações do estudo devem ser feitas. Como estudos iniciais e exploratórios sobre a aplicação desses tipos de testes computadorizados em crianças com Síndrome de Willians participaram sujeitos com grande discrepância de idade e que estudam em escolas particular, especiais e públicas, o que pode dificultar a generalização de resultados verificados para esta população.

Observou-se como resultado nos testes aplicados em lápis e papel que a avaliação de habilidades intelectuais apresentou valores do QI estimado compatível com classificações inferiores, que caracterizam uma deficiência intelectual de leve à moderada. Estando desta maneira os dados encontrados de acordo com os observados na literatura.

No Teste Wisconsin de Classificação de Cartas verificou-se uma maior dificuldade do grupo com SW em modificar e modular as estratégias cognitivas como resposta a alterações em contingências ambientais. Assim, foi possível observar que o grupo com SW se difere do grupo controle por apresentar maiores dificuldades em concentração e identificação de padrões de mudança. Em seguida os testes de Atenção por Cancelamento permitiram verificar sinais característicos de desatenção nas crianças do Grupo SW.

Outro resultado que condiz com a literatura é observado no experimento de orientação voluntária, no qual o fator “Validade da Pista” interfere no tempo de reação dos sujeitos, e isto é observado também para as crianças da faixa etária estudada. Portanto, quando a

(17)

condição era válida o tempo de reação era menor do que na situação inválida. Assim, concluímos que quando se sabe aonde um alvo tem maior provável de aparecer nós movemos nossa atenção para lá e reagimos de maneira mais rápida.

No caso do experimento de orientação automática, o fator “intervalos Pista-Alvo” demonstra que em intervalos maiores o TR é menor do que em intervalos menores, pois o participante pode recrutar recursos de resposta, aumentando sua expectativa sobre o surgimento do alvo. Igualmente, é possível observar que o TR em que a pista e alvo vêm na mesma posição (Condição Ipsolateral) são menores do que o TR em que a pista e o alvo vêm em lados opostos (condição Contralateral). Esse fato pode ser compreendido por uma orientação automática da atenção para o local de ocorrência prévia da pista. Entretanto, com um aumento da escolaridade há uma diminuição do TR entre as duas condições (Ipsolateral e Contralateral). Tal fato pode ser atribuído a uma maturação do sistema atencional, mediante a qual efeitos mais complexos de exploração do ambiente se tornam mais eficazes.

6-REFERÊNCIAS

ARAÚJO, R. R.; CARREIRO, L. R. R. Orientação voluntária da atenção e indicadores de desatenção e hiperatividade em adultos. Avaliação Psicológica. São Paulo, v. 8, n. 3, p. 325-336, 2009.

BEAR, M. F.; CONNORS, B.W; PARADISO, M. A. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.

BELLUGI, U.; LICHTENBERGER, L.; JONES, W.; LAI, Z. ST GEORGE, M. The neurocognitive profile of Williams syndrome: a complex pattern of strengths and weaknesses. Journal of Cognitive Neuroscience. v. 12, p.7–29, 2000.

BERGER, A.; HENIK, A.; RAFAL, R. Competition between endogenous and exogenous orienting of visual attention. Journal of Experimental Psychology: General, v. 134, n. 2, p. 207–221, 2005.

CAMBRAIA, S. V. Teste AC (Atenção concentrada). Editora Vetor, 2003, 3a ed.

CARREIRO, L. R. R.; HADDAD J. R. H.; BALDO, M. V. The modulation of simple reaction time by the spatial probability of a visual stimulus. Brazilian Journal of Medical and Biological Research, v. 36, p. 907-911, 2003.

CARREIRO, L. R. R.; HADDAD JR., H.; BALDO, M. V C.. Effects of intensity and positional predictability of a visual stimulus on simple reaction time. Neuroscience Letters (Print), v.

(18)

CONNERS, C .K.; EPSTEIN, J. N.; ANGOLD, A.; KLARIC, J. Continuous performance test performance in a normative epidemiological sample. J. Abnorm Child Psychol, v. 31, n. 5, p. 555-62, 2003.

COUTINHO, G.; MATTOS, P.; ARAÚJO, C.; DUCHESNE, M. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade: contribuição diagnóstica de avaliação computadorizada de atenção visual. Rev. psiquiatr. Clín., v. 34, n. 5, p. 215-222, 2007.

DESIMONE, R.; DUNCAN, J. Neural mechanisms of selective visual attention. Ann Rev of Neurosci, v.18, p.193-222, 1995.

DEUTSCH, S. I; ROSSE, R. B; SCHWARTZ, B. L. Williams Syndrome: A Genetic Deletion Disorder Presenting Clues to the Biology of Sociability and Clinical Challenges of Hypersociability. CNS Spectr, v.12, n. 12, p. 903-7, 2007.

DOHERTY, J. R.; RAO, A.; MESULAM, M. M.; NOBRE, A. C. Synergistic effect of combined temporal and spatial expectations on visual attention. J Neurosci., v. 25, n. 36, p. 8259-66, 2005.

EPSTEIN, J. N., ERKANLI, A., CONNERS, C. K., KLARIC, J., COSTELLO, J. E., ANGOLD, A. Relations between Continuous Performance Test performance measures and ADHD behaviors. J Abnorm Child Psychol, v. 31, n. 5, p. 543-54, 2003.

GARCÍA-NONELL, C.; RIGAU-RATERA, E.; ARTIGAS-PALLARÉS, J.; GARCÍA-SÁNCHEZ, C.; ESTÉVEZ-GONZÁLEZ, A. Síndrome de Williams: memoria, funciones visuoespaciales y funciones visuoconstructivas. Rev Neurol, v. 37, n. 9, p. 828-830, 2003.

GAWRYSZEWSKI, L. G.; CARREIRO, L. R. R. Mecanismos facilitatórios e inibitórios envolvidos com a orientação da atenção visual. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 50, p. 27-42, 1998.

HEATON, R. K; CHELUNE, G. J; TALLEY, J. L; KAY, G. G; CURTISS, G. Teste Winconsin de classificação de cartas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004. 346 p.

HERREROS, M; ASCURRA, M; FRANCO, R. El Síndrome de Williams-Reporte de tres casos. Mem. Inst. Investig. Cienc. Salud., v. 5, n. 1, p. 45-49, 2007.

HOBART, H. H; MORRIS, C. A.; MERVIS, C. B; PANI, A. M; KISTLER, D. J, et al. Inversion of the Williams syndrome region is a common polymorphism found more frequently in parents of children with Williams syndrome. Am J Med Genet C Semin Med Genet., 154C: 200–228, 2010.

HOPFINGER, J. B.; BUONOCORE, M. H.; MANGUN, G. R. The neural mechanisms of topdown attentional control. Nature neuroscience, v. 3, n. 3, p. 284-291, 2000.

(19)

KLEIN, R. M. Inhibition of return. Trends in Cognitive Science, v. 4, p. 138-147, 2000. KLEIN, R. On the control of attention. Canadian Journal of Experimental Psychology, v. 63, n. 3, p. 240-252, 2009.

KNUDSEN, E. I. Fundamental components of attention. Annu Rev Neurosci., v. 30, p. 57-78, 2007.

LEYFER, O. T.; WOODRUFF-BORDEN, J.; KLEIN-TASMAN, B. J.; FRICKE, J.S.; MERVIS, C. B. Prevalence of psychiatric disorders in 4 to 16-year-olds with Williams syndrome. American Journal of Medical Genetics Part B (Neuropsychiatric Genetics), 141B, 615– 622. 2006.

MARTENS, M. A.; WILSON, S. J.; REUTENS, D. C. Williams syndrome: a critical review of the cognitive, behavioral, and neuroanatomical phenotype. Journal of Child Psychology and Psychiatry, v. 49, n. 6, p. 576–608, 2008.

MENGHINI, D.; ADDONA, F.; COSTANZO, F.; VICARI, S. Executive functions in individuals with Williams syndrome. J Intellect Disabil Res.; v. 54, n. 5, p. 418-32, 2010.

MERLA, G.; BRUNETTI-PIERRI, N; MICALE, L; FUSCO, C. Copy number variants at Williams-Beuren syndrome 7q11.23 region. Hum Genet., v. 128, p. 3-26, 2010

MEYER-LINDENBERG, G. A.; MERVIS, C. B.; BERMAN, K. F. Neural mechanisms in Williams syndrome: a unique window to genetic influences on cognition and behaviour. Nat Rev Neurosci, v. 7, n. 5, p.380-393, 2006.

MIRANDA, M. C.; SINNES, E. G.; POMPEIA, S.; BUENO; O. F. A. A Comparative Study of Performance in the Conners, Continuous Performance Test Between Brazilian and North American Children. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 11, p. 588-598, 2007.

NOBRE, A. N. Orienting attention to instans in time. Neuropsychologia, v. 39, p. 1317-1328. 2001.

NOBRE, A.; CORREA, A.; COULL, J. The hazards of time. Curr Opin Neurobiol., v. 17, n. 4, p. 465-70, 2007.

PASHLER, H. E. The psychology of attention. Cambridge, MA: MIT Press, 1998.

PANI, A. M.; HOBART, H. H.; MORRIS, C. A.; MERVIS, C. B.; BRAY-WARD, P. Genome Rearrangements Detected by SNP Microarrays in Individuals with Intellectual Disability Referred with Possible Williams Syndrome. PLoS 2010, ONE, v. 5, n. 8 e 12349. doi:10.1371/journal.pone.0012349

(20)

POSNER, M. I.; COHEN, Y. Components of visual orienting. In Bouma, H.; Bouwhuis, G.G (eds.) Attention and Performance X, New Jersey: Erlbaun, Hillsdale, p. 531-556, 1984. POSNER, M.I.; RAICHLE, M.E. Images of mind. New York: Scient American Library, 1997. RHODES, S.M.; RIBY, D. M.; MATTHEWS, K.; COGHILL, D.R. Attention-deficit/hyperactivity disorder and Williams syndrome: shared behavioral and neuropsychological profiles (RESUMO). J Clin Exp Neuropsychol., v. 33, n. 1, p. 147-56, 2011.

ROSSI, N. F.; MORETTI-FERREIRA, D.; GIACHETI, C. M. Genética e linguagem na Síndrome de Williams-Beuren: uma condição neuro-cognitiva peculiar. Pró-Fono, v. 18, n. 3, p. 331-338, 2006.

ROSSI, N. F.; MORETTI-FERREIRA, D.; GIACHETI, C. M. Perfil comunicativo de indivíduos com a Síndrome de Williams-Beuren. Rev da Soc Bras de Fonoaudiologia, v. 12, n. 1, p. 01-09, 2007.

SCHMITT, E.; EÇIEZ. S; WARSOFSKY, I. S. Corpus callosum morphology of Williams syndrome: relation to genetics and behaviour. Dev Med Child Neurol; 43: 155-9, 2001. SCHNEIDER, W.; ESCHMAN, A.; ZUCCOLOTTO, A. E-Prime User’s Guide. Pittsburgh: Psychology Software Tools Inc. 2002a.

SCHNEIDER, W.; ESCHMAN, A.; ZUCCOLOTTO, A. E-Prime Reference Guide. Pittsburgh: Psychology Software Tools Inc. 2002b.

SCHUBERT, C. The genomic basis of the Williams-Beuren syndrome. Cell Mol Life Sci v. 66, p. 1178-1197, 2009.

STEINMAN, S. B.; STEINMAN, B. A. Vision and attention. I: Current models of visual attention. Optom Vis Sci, v. 75, p. 146-155, 1998.

STROME, P., BJORNSTAD, P.G., & RAMSTAD, K. Prevalence estimation of Williams syndrome. Journal of Child Neurology; 17, 269–271, 2002.

SUGAYAMA, S. M. M., LEONE, C., CHAUFFAILLE, M. L. L. F., OKAY, T. S., KIM, C. A. Williams Syndrome: development of a new scoring system for clinical diagnosis. Clinic, v. 62, n. 2, p. 159-166, 2007.

TONGLET, E.C. Bateria geral de funções mentais. Teste de atenção difusa. Editora Vetor. 2002.

WIGAL, S.B.; WIGAL, T. L. Special considerations in diagnosing and treating attention-deficit/hyperactivity disorder. CNS Spectr, v. 12, n. 6, Suppl 9, p.1-14, 2007.

(21)

Referências

Documentos relacionados

Serpentine, alstonine et sempervirine, medicaments inhibant specifiquement les cellules cancéreuses et tumorales.. The African species of Strychnos.Part.II .The

In an attempt to data mine TFs that are potentially involved in cell wall biosynthesis in sugarcane, we built a co-expression network using the R-package WGCNA (Langfelder and

O objetivo de nosso estudo foi avaliar a incidência de eventos cardiovasculares fatais e não fatais em pacientes com doença coronariana em tratamento com estatinas anos

Se você vai para o mundo da fantasia e não está consciente de que está lá, você está se alienando da realidade (fugindo da realidade), você não está no aqui e

Em todas as vezes, nossos olhos devem ser fixados, não em uma promessa apenas, mas sobre Ele, o único fundamento da nossa esperança, e em e através de quem sozinho todas as

Diante disso, pretendemos avaliar a relação entre a expressão de Ki67 ao diagnóstico do carcinoma de mama com a expressão de receptores hormonais e a resposta clínica e

O Código Civil acrescentou para os cônjuges, além desses deveres, os de fidelidade recíproca e de vida em comum, no domicílio conjugal (art. 1.566), que não

• A Revolução Industrial corresponde ao processo de industrialização que teve início na segunda metade do.. século XVIII no