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GERONTOLOGIA & INTERGERACIONALIDADE

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Academic year: 2021

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(1)

GERONTOLOGIA &

INTERGERACIONALIDADE

(2)

AS RELAÇÕES

INTERGERACIONAIS NO

PASSADO E NO PRESENTE

(3)

4 SENTIDOS PARA O TERMO  

“GERAÇÃO”

COMO CONSTRUÇÃO 

SOCIAL

1) “Geração” termo usado para distinguir grupos de  pessoas nascidas em uma mesma época e que  vivenciaram os mesmos acontecimentos. Exemplos: a geração da Segunda Grande Guerra; a  turma de formandos de medicina de 1975; os “baby  boomers” dos anos 50; os “hippies” dos anos 60; os  “yuppies” dos anos 90, etc.

(4)

4 SENTIDOS PARA O 

TERMO  “GERAÇÃO”

2) o termo “geração” é derivado dos estudos das  relações familiares entre avós, pais e filhos e tem a  ver com a posição de cada familiar nesse universo. 3) como medida de tempo, representando o número  de anos entre a idade de pais e filhos. Medida  imprecisa do ponto de vista da duração de uma  geração pois pode variar de 10 a mais de 40 anos.

(5)

4 SENTIDOS PARA O 

TERMO  “GERAÇÃO”

4) o termo relaciona‐se às políticas sociais para as  distintas idades. As gerações são identificadas pela  situação escolar, participação no mercado de  trabalho, contribuições ao sistema de seguridade  social e benefícios que dele recebem. Todavia, hoje,  as idades próprias de estudo e trabalho tornaram‐ se muito menos claras. Há jovens que começam  cedo a trabalhar, há idosos ainda estudando.

(6)

A Construção Social 

das Gerações

O universo simbólico permite ordenar as diferentes  fases da biografia. Nas sociedades primitivas os ritos  de passagem representam esta função ordenadora. Ser  criança, ser adolescente, ser adulto, etc., cada uma  dessas fases biográficas é legitimada como um modo  de ser. Esta simbolização conduz a sentimentos de  segurança, participação, definição da identidade, de  quem sou e do que esperam de mim (hoje já não há

(7)

A Construção Social das Gerações

Na Idade Média não

havia uma noção clara de geração.

Na pintura, crianças representadas como adultos em miniatura

Evangeliário de Oto III Munique, século XI.

(8)

O

QUE HOJE PREVALECE NESSAS

RELAÇÕES?COOPERAÇÃO? CONFLITO? INDIFERENÇA? DISTANCIAMENTO?

O QUE OCORRE NA FAMÍLIA, NO

TRABALHO, NA ESCOLA, NO LAZER, NOS MOVIMENTOS SOCIAIS, NAS RUAS, NO

TRANSPORTE PÚBLICO?

COMO CONVIVIAM E 

CONVIVEM AS

GERAÇÕES NA SOCIEDADE 

ATUAL?

(9)

Construção das 

Gerações na 

Modernidade

9 Sec. XVIII: a “invenção” da infância com o 

surgimento das escolas.

9 Sec. XIX: Definição de adolescência e “criação”

da figura do aposentado.

9 Sec. XX: a “invenção” da Meia Idade e da 

Velhice. 

(10)

O Distanciamento das Gerações 

e o Atual Empobrecimento da 

Vida Comunitária

As relações humanas na sociedade 

atual: a fragilização dos laços afetivos e

a falta de confiança no outro.

Individualismo, isolamento, consumismo

e competição.

(11)

O Atual Distanciamento das  Gerações e o  Empobrecimento da Vida  Comunitária

Espaços Sociais Exclusivos

9 Crianças na escola

9 Adolescentes com suas turmas

9 Adultos jovens no mundo do trabalho

9 Idosos nos centros de  convivência, nas Faculdades 

abertas da Terceira Idade ou nas 

Instituições de  Longa Permanência.

(12)

Estereótipos, Preconceitos

e Discriminações nas Relações 

Sociais

A simplificação do que percebemos pode ser útil para  reagirmos a uma realidade repleta de estímulos.Todavia, reducionismos e avaliações apressadas  formam julgamentos distorcidos que resultam em  preconceitos e estereótipos de todos os tipos. Ex:  preconceito racial, de classe, de gênero e, no nosso  caso, o preconceito etário e os estereótipos de idade.

(13)

AS RELAÇÕES MAIS DISCUTIDAS E  ESTUDADAS NA ATUALIDADEPais e Filhos (crianças e adolescentes)Avós e NetosTerceira e Quarta IdadeCuidadores e Idosos FragilizadosNo mundo corporativo:trabalhadores jovens e velhos (geração Baby  Boomer, gerações x, y e z)

(14)

AS NOVAS CONFIGURAÇÕES ETÁRIAS NA SOCIEDADE ATUAL E AS INDAGAÇÕES  SOBRE O FUTUROOs novos comportamentos das geraçõesUma nova imagem de idosoIdentidades culturais múltiplas (Internet)Mais liberdade de estilos de vidaUma crescente indiferenciação ou um “embaçamento” das idades?Uma reaproximação está a caminho?

(15)

OS CONTEXTOS SOCIAIS DO 

ENCONTRO DAS GERAÇÕES

TRABALHO

FAMÍLIA

ESCOLA

VOLUNTARIADO

COMUNIDADE

LAZER

(16)

OS CONTEXTOS SOCIAIS DO 

ENCONTRO DAS GERAÇÕES

NO MUNDO DO TRABALHOAinda que não tão intensa e obrigatoriamente as gerações se encontram no trabalhoGerações Baby Boomer, X, Y e ZConflitos entre novatos e veteranos: disputa por  salários, benefícios, cargos, poder, prestígio.Nas empresas familiares, disputa entre pais e filhos pela direção do negócio.

(17)

OS CONTEXTOS SOCIAIS DO 

ENCONTRO DAS GERAÇÕES

NA FAMÍLIA

Relações mais intensas e emocionais de conflito e  cooperação afetiva e financeira.Disputa por intimidade e autonomia.Pais e seus filhos crianças ou adolescentes.Filhos adultos maduros e seus pais idosos.Avós e Netos: uma relação especial: a “cumplicidade  dos oprimidos”. (S. Beauvoir)

(18)

OS CONTEXTOS SOCIAIS DO  ENCONTRO DAS GERAÇÕES NA ESCOLAMonitoria na casa do alunos carentes feita por  idosos e aposentados.Contação de estórias, de história (p.ex. da  comunidade) e depoimentos de vida.Recreação de avós e netos e pais e filhos no espaço  escolar aos finais de semana

(19)

OS CONTEXTOS SOCIAIS DO 

ENCONTRO DAS GERAÇÕES

NO TRABALHO VOLUNTÁRIO

Os EUA são pioneiros, os primeiros PIs são dos anos  70.Crianças e adolescentes cuidam de idosos  fragilizados financeiramente e em sua saúde física e  mental.Idosos saudáveis cuidam de crianças e adolescentes  carentes e em situação de risco.

(20)

OS CONTEXTOS SOCIAIS DO 

ENCONTRO DAS GERAÇÕES

NA CULTURA POPULAR

Encontro raro em tempos de globalização, 

consumismo e massificação.

Cultura popular x cultura de massas.

Transmissão de saberes nos ritos, na música, 

dança, culinária, remédios etc.

O respeito e a admiração pelos idosos por parte 

dos jovens.

(21)

OS CONTEXTOS SOCIAIS DO 

ENCONTRO DAS GERAÇÕES

NA COMUNIDADE

Ações promovidas por ONGs, entidades

culturais, associações de bairro etc.

Ex: Ação Griô do Minc e Inst. Kairós (MG)

Na Alemanha e Inglaterra, ações de comissões 

intergeracionais em prol da comunidade 

(gerações trabalhando “ombro a ombro”).

(22)

OS CONTEXTOS SOCIAIS DO 

ENCONTRO DAS GERAÇÕES

NO LAZER

Atividades lúdicas, prazerosas e de livre 

escolha que facilitam a integração

Oficinas culturais: promovem a troca de 

conhecimento e a formação de amizades.

O encontro no teatro, música, literatura, 

artes plásticas, esportes etc.

(23)

PENSAMENTO

"A vida para mim não é uma vela que se

apaga. É, antes, uma tocha esplêndida que

eu sustento em minhas mãos por um

momento e quero que arda com a máxima

claridade possível antes de passá‐la para as

gerações futuras"

(George Bernard Shaw)

(24)

REINAUGURAÇÃO

Carlos Drummond de Andrade

Nossa idade – velho ou moço - pouco importa. Importa é nos sentirmos vivos e alvoroçados Mais uma vez, e revestidos de beleza, a exata Beleza que vem dos gestos espontâneos e do Profundo instinto de subsistir enquanto coisas Em redor se derretem e somem como nuvens Errantes no universo estável.

(25)

REINAUGURAÇÃO

Carlos Drummond de Andrade

Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos olhos Gulosos a um sol diferente que nos acorda para os descobrimentos.

Esta é a magia do tempo.

Esta é a colheita particular que se exprime no Cálido abraço e no beijo comungante, no

Acreditar na vida e na doação de vivê-la em Perpétua criação.

(26)

A fragilização dos laços 

afetivos

“O que torna tão difícil suportar na sociedade de  massas não é o número de pessoas que ela  abrange, ou pelo menos não é este o fator  fundamental; antes, é o fato de que o mundo entre  elas perdeu a força de mantê‐las juntas, de  relacioná‐las umas às outras” A Condição Humana – Hannah Arendt

(27)

A continuidade da vida e da construção do mundo

O mundo comum é aquilo que adentramos ao nascer e que deixamos para trás quando morremos.

Transcende a duração de nossa vida tanto no passado quanto no futuro: preexistia à nossa

chegada e sobreviverá à nossa breve permanência. É isto o que temos em comum não só com aqueles que vivem conosco, mas também com aqueles que aqui estiveram antes e aqueles que virão depois de nós.

(28)

A continuidade da vida e da construção do mundo

Mas esse mundo comum só pode sobreviver ao

advento e à partida das gerações na medida em que tem uma presença pública. É o caráter público da esfera pública que é capaz de absorver e dar brilho através dos séculos a tudo o que os homens venham a preservar da ruína natural do tempo.

(29)

PENSAMENTO

Uma sociedade boa para todas as idades é

aquela que não permite que as diferenças se 

(30)

COEDUCAÇÃO 

CONCEITO

A coeducação é um processo de educação

recíproca que ocorre na informalidade das

relações pessoais no dia a dia da família, do

trabalho, da escola e das demais dimensões

do cotidiano, inclusive no compartilhamento

das atividades de lazer. Pressupões trocas

de conhecimentos e de experiências de vida.

(31)

COEDUCAÇÃO ENTRE 

GERAÇÕES

O que há

de específico nessa coeducação?

Que tipos de conhecimentos são trocados?

O que os mais velhos ensinam aos mais jovens?

O que os mais jovens ensinam aos mais velhos?

E o que podem ensinar juntos?

(32)

O que os Velhos

ensinam aos Jovens?

9 A TRANSMISSÃO DA MEMÓRIA CULTURAL: 

história da família, valores morais e saberes 

práticos. Desalienação cultural e política dos 

jovens.

9 A EDUCAÇÃO PARA VELHICE E A MORTE: através 

de reais modelos de comportamento de como 

enfrentar as perdas do envelhecimento.

(33)

O que os Jovens 

ensinam aos Velhos?

9 EDUCAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS: o  conhecimento e a manipulação de computadores e  produtos eletrônicos e a navegação na Internet. 9 EDUCAÇÃO PARA OS NOVOS TEMPOS: atitudes mais  compreensivas, tolerantes e liberais frente a  questões de caráter moral.

(34)

COEDUCAÇÃO ENTRE 

GERAÇÕES

Jovens e mais velhos: o que essas Gerações podem ensinar juntas? E a quem? Podem ensinar o valor da amizade e da solidariedade a toda a sociedade!

(35)

O CAMPO INTERGERACIONAL

:

POLÍTICAS, PROGRAMAS E 

PESQUISAS

(36)

CAMPO INTERGERACIONAL

CONCEITO

Conjunto de conhecimentos (teorias, 

pesquisas e práticas) e de ações (políticas 

públicas e programas intergeracionais) 

encaminhados de modo a aproveitar de modo 

benéfico o potencial da intergeracionalidade 

(encontro de intercâmbio entre pessoas e 

grupos de diferentes gerações).

(Mariano Sánchez e Juan Sáez)

(37)

O Contexto das Ações 

Intergeracionais

Fazem parte de iniciativas que visam a reflexão e a intervenção frente às questões suscitadas pelas diferenças entre as pessoas, buscando uma aproximação das mesmas, na perspectiva de dissolução dos preconceitos, estranhamentos e hostilidades e da construção de relações solidárias. Ex: de diferenças de gênero, etnias, religiosa e etária, entre outras.

(38)

Diferença, Desigualdade e 

Preconceito Etário

Geralmente somos intolerantes com as diferenças entre as pessoas, desde as pequenas e irrelevantes como o penteado ou o jeito de andar até importantes como suas crenças e valores ou, no nosso caso, com a idade do outro. Ao mesmo tempo, somos assustadoramente tolerantes com as desigualdades entre os seres humanos, considerando‐as “naturais”. Não deveríamos agir a ser de modo inverso?

(39)

PENSAMENTO

Uma sociedade boa para todas as idades é

aquela que não permite que as diferenças 

(40)

A contribuição das Políticas de  Integração do Idoso às Ações IntergeracionaisA integração do idoso às demais gerações como um  direito social:ONU e OMS: Envelhecimento Ativo, Uma Sociedade  para Todas as Idades e Projeto Cidade Amiga do  IdosoPolítica Nacional do Idoso (1994)Estatuto do Idoso (2003).

(41)

Pesquisas 

Intergeracionais no Brasil

Tipos de Investigação Científica Mais Comuns 1) Estudos sobre as relações (familiares ou não consanguíneas  em outros espaços sociais como os de lazer, trabalho e na  comunidade) 2) Estudos sobre representação recíproca envolvendo atitudes  positivas e preconceitos (o que os velhos pensam sobre os  jovens e o inverso) Em geral, estudos qualitativos transversais envolvendo entrevistas e observações de atividades em pequenas

(42)

Pesquisas Intergeracionais no 

Brasil

Relação intergeracional mais presente nas pesquisas e nos programas institucionais:  1) Avós e Netos no contexto familiar e 2) Idosos e Crianças (sem laço de parentesco) em situação de lazer e de educação não formal, oficinas culturais.

(43)

Políticas, Programas e Pesquisas 

Intergeracionais

Outras relações que são objeto de

investigação ou de ações institucionais

Idosos e adolescentes 

Crianças e Adolescentes

Terceira e Quarta Idade (cuidado e cuidador, 

em geral mulher cuidadora, filha ou esposa).

(44)

PROGRAMAS 

INTERGERACIONAIS

CONCEITO “PIs são meios, estratégias, oportunidades e formas de criação de espaços de encontro, sensibilização e promoção do apoio social, intercâmbio recíproco, intencional, comprometido e voluntário de recursos, aprendizagens, idéias e valores  para a produção de laços afetivos, mudanças e benefícios individuais, familiares e comunitários que permitam a construção de sociedades mais justas, integradas e solidárias”

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Histórico e Características dos 

Programas Intergeracionais

Anos 70 – EUA – Trabalhos voluntários recíprocos  entre velhos e crianças

Anos 90 – Europa – Cultura, lazer e ações  comunitárias

Anos 90 – América Latina – Cultura e lazer.

1993 – Brasil – “Projeto Era uma vez...”

2003 – Brasil – Programa “SESC Gerações”.

(46)

POLÍTICAS E PROGRAMAS  INTERGERACIONAIS NO BRASIL Carências e Dificuldades InstitucionaisAusência de Políticas Específicas de governoInsuficiente Aporte Financeiro a ProjetosPouca Sensibilidade dos GestoresInadequação de EquipamentosSobrecarga de tarefas em outras áreas de atuaçãoReduzido número de funcionáriosInsuficiente Capacitação dos Profissionais

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Objetivos dos Programas 

Intergeracionais

Combate ao preconceito etário

Desenvolvimento de laços afetivos

(48)

Exemplos de Práticas  Intergeracionais Estrangeiras Intergenerational Learning in Organisations (IGLOO) http://www.iglooproject.eu Para enfrentar as dificuldades de emprego para os jovens  na Europa e para entrosar jovens e velhos trabalhadores,  esse programa tem criado modelos de aprendizagem  baseado na troca de conhecimentos entre as novas e as  velhas gerações de empresas parceiras da Alemanha,  Áustria, Itália, Letônia e Espanha.

(49)

Exemplos de Práticas  Intergeracionais Estrangeiras Generaciones que viven juntas Proyecto Vivir e Convivir www.caixacatalunya.es/viureiconviure Jovens imigrantes que estudam na Espanha, através de convênios entre 34 universidades e 27 municípios, encontram oportunidade de moradia na residência de idosos solitários. Há uma troca de benefícios afetivos, financeiros, de ajuda mútua e de experiências de vida.

(50)

Exemplos de Práticas  Intergeracionais Estrangeiras

Experimento

Reutilização inovadora e sustentável de terrenos de edifícios desocupados em Berlim para fins sociais, culturais e ecológicos. “Experimento” representa uma rede de centenas projetos inovadores que se estendem desde a cooperação intergeracional e ecológica até o acolhimento de jovens em centros culturais e de

(51)

Exemplos de Práticas  Intergeracionais Estrangeiras

Projeto Grassmoor

Projeto de cultivo intergeracional / Inglaterra

Crianças, jovens e idosos se organizam para aproveitar os espaços livres para plantarem frutas, hortaliças e legumes tanto para uso doméstico quanto para os refeitórios escolares. orientações para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis e exercícios físicos. Houve diminuição da delinquência.

(52)

Exemplos de Práticas  Intergeracionais Estrangeiras Magic Me – Connecting Generations http://www.magicme.co.uk Programa baseado em atividades culturais, de lazer e de arte promovidas por artistas treinados para conectar pessoas. Reúne principalmente crianças muçulmanas e idosos judeus de Londres Portanto, além da intergeracionalidade, há uma aproximação étnica muito interessante.

(53)

Experiências Intergeracionais  Brasileiras 

1977 – Oficina de brinquedos artesanais dadas por idosos a  crianças – Sesc Consolação – SESC SP

1980 – Projeto “Contadores de histórias” teatro de bonecos  e máscaras de idosos para crianças – Sesc Ribeirão Preto – SESC SP1993 – Projeto “Era Uma Vez” contação de histórias de  idosos para crianças (literatura) Sesc Depto. Nacional2003 – Programa SESC Gerações – SESC SP.

(54)

Experiências Intergeracionais  Brasileiras  Instituto Kairós – MG Desde 2002 – Ação que “ressuscitou” a comunidade de Macacos (Belo Horizonte) valorizando os idosos em suas experiências de vida (ervas medicinais, artesanato, cantos, construção artesanal de casas etc). Ação que valoriza a transmissão cultural dos idosos às crianças.

(55)

Experiências Intergeracionais  Brasileiras  2004 – “O amor na terceira idade e o amor na  adolescência” Sesc Pompéia – SP Oficina de vídeo documentário que reuniu idosos e adolescentes. Cada grupo etário criou um vídeo relatando como via o amor entre pessoas da outra geração. Propiciou uma rica reflexão, desfazendo estereótipos e preconceitos recíprocos. Mérito: a escolha do tema.

(56)

Experiências Intergeracionais  Brasileiras  2005 – Oficina de Moda SESC Pompéia SP Atividade que reuniu idosas e adolescentes mulheres. O processo envolveu a confecção das roupas, momento em que as jovens aprenderam com as idosas, e o desfile. Mas, o ganho mais importante foi obtido com as conversas sobre o  jovem e o corpo velho. Lembremos que tanto para os idosos qto para os adolescentes o corpo pode ser fonte de preocupação por suas mudanças. O mérito foi também a escolha do tema.

(57)

Como planejar e executar 

programas intergeracionais

Intencionalidade x Espontaneismo

Uma ação, um projeto, um programa é sempre intencional. Surge de uma percepção de uma necessidade de um profissional e/ou de uma instituição. Pressupõem a intenção de alcançar determinados objetivos. Deixar ao sabor do acaso o encontro das gerações em espaços institucionais, além de tornar mais raras as interações, não permite avaliá‐las com

(58)

Como planejar e executar 

programas 

intergeracionais

Qual a diferença entre um grupo e um agrupamento? E Qual a diferença entre ação multigeracional e ação intergeracional? A ação multigeracional não cria grupos, só grupamentos, ajuntamentos, e aí a interação dos participantes é fraca ou inexistente. É o que

chamamos de “atividades para todas as idades ou públicos”, isso não é trabalho intergeracional.

(59)

Como planejar e executar 

programas intergeracionais

Como conduzir processos intergeracionais? 

Estimulando as interações e incentivando o

estabelecimento de relações afetivas e

produtivas entre os participantes do grupo

na busca de objetivos comuns.

(60)

Como planejar e executar 

programas intergeracionais 

O QUE É IMPORTANTE LEVAR EM CONTA? 9 Interesses e objetivos comuns 9 Atividades prazerosas 9 Respeito às diferenças pessoais 9 Atitude solidária e generosa 9 Relações duradouras p/ formação de vínculos de amizade. 9 Relações igualitárias, sem dominação.  9 Iniciativa principalmente dos mais velhos (pois 9 são mais experientes). 9 Capacitação da instituição e do profissional para conduzir o  processo intergeracional.

(61)

Como planejar e executar 

programas intergeracionais

Atividade Meio e Atividade Fim

SEMPRE

nos programas intergeracionais

a atividade fim

é o desenvolvimento das

relações.

As atividades meio

é que vão variar

(voluntariado, lazer, cultura, política etc). No

caso do lazer (música, teatro etc etc).

(62)

Como planejar e executar 

programas intergeracionais

Cuidados na contração de terceirizados

Nem sempre um bom especialista na

“atividade meio”

(teatro, música, literatura,

artesanato etc) possui qualificação para a

“atividade fim”

(no caso das PIs, a

condução de dinâmicas integrativas e

observação das relações).

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Níveis de interação grupal Nível 1 – Grupo Multigeracional tão somente a presença das diversas Gerações em um mesmo espaço. A interação é mínima. Os olhares se convergem para alguém que comanda a atividade (monitor, professor, palestrante, artista etc). Neste caso, é uma

atividade multigeracional ou plurigeracional. Ex: uma palestra ou uma sessão de vídeo ou mesmo um curso. É pouco, mas pode ser um primeiro

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Níveis de interação grupal Nível 2 – Grupo Intergeracional Atividades em que há ação de uma geração sobre outra. Ex podemos imaginar cursos ou oficinas  Com os mais diversos conteúdos em que adultos ensinam crianças (oficinas de “contação” de histórias ou de confecção de brinquedos). Ou atividades em que adolescentes ensinam  a idosos a manipular computadores e a navegar na Internet.

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Níveis de interação grupal Nível 3 – Grupo Intergeracional Interações mais intensas e complexas, com a trocas de conhecimentos práticos e teóricos e sobretudo de experiências vividas. Processos mais longos de criação coletiva em que a coeducação e o sentimento solidário são mais prováveis. Cursos e oficinas longos.

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A articulação da equipe

A intergeracionalidade é um tema transversal que permeia todas as áreas da programação de uma instituição. Portanto, o trabalho intergeracional necessita de uma articulação dos profissionais das áreas comuns à atividade. Ex teatro de idosos e adolescente requer diálogo entre o profissional de teatro, o de idoso e o de adolescente. 

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O valor da solidariedade e da 

coeducação entre gerações como fator 

de desenvolvimento e emancipação 

individual e da sociedade como um todo.

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Dúvidas e Perguntas Mais Frequentes 1. Como convidar as pessoas p/ a atividade? 2. Da equipe quem mais devo envolver? 3. Devo explicar a intenção da atividade? 4. Devo preparar separada/e cada grupo etário? 5. Devo apresentar uma proposta acabada? 6. Até com quantas gerações devo trabalhar? 7. Qual a duração ideal da atividade? 8. Qual a periodicidade ideal? 9. Que tipo de atividade é mais apropriada? 10. Qual o foco principal a relação ou a atividade?

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Princípios para iniciar programa intergeracionalEstabelecer com clareza os objetivos Atrair entidades parceiras (trabalho em rede)Obter apoio interno e preparar a equipeEnvolver os participantes no planejamento.Preparar antecipadamente os participantesConhecer as necessidades dos participantesPropor temas e tarefas de interesse de todosManter número proporcional entre as geraçõesEscolher atividades e dinâmicas interativasGarantir acompanhamento total do processo.

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Como e porque avaliar 

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O que significa avaliar?

1. Significa atribuir um valor, uma qualidade, um  mérito. 2. É diferente de descrever o que aconteceu. 3. É diferente de dar opinião. Opinar todos sabem,  avaliar, não. 4. Uma boa avaliação exige critérios bem  claros e  fundamentados. Sem “achismos”.

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Como e porque avaliar 

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Por que avaliar PIs?

1. Para saber de sua real necessidade. 2. Para saber se “funcionou”, isto é, o quanto atingiu  seus objetivos (em nada, em parte, totalmente). 3. Para considerar se deve ser mantido e, nesse caso,  se alterado ou não, onde e de que maneira.

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Como e porque avaliar 

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Como avaliar PIs?

A partir de diversos indicadores como 

observações e depoimentos dos 

planejadores, gestores, monitores e 

participantes, verificar se os objetivos 

propostos para as atividades foram atingidos 

em parte ou na totalidade ou não foram 

atingidos e porque.

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Como e porque avaliar 

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Tipos de avaliação de PIs

1. Avaliação Proativa: é feita no planejamento. O PI é necessário? Por quê? Levantamento de necessidades.  Ex. Para atenuar a solidão de idosos de ILPI é melhor  aproximá‐los de crianças ou de outros idosos? 2. Avaliação Esclarecedora: quais são os objetivos. Eles  são coerentes com as atividades desenvolvidas?

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Como e porque avaliar 

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Tipos de avaliação de PIs (cont.)

3. Avaliação Participativa: quando um avaliador externo (consultor) trabalha junto aos realizadores  do programa, fornecendo subsídios para a avaliação  do programa. 4. Avaliação de Processo: como caminha o programa? É uma avaliação periódica, por etapas. Importante  em programas longos. 5. Avaliação de Impacto: quais foram os resultados  intencionais e não intencionais?

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Como e porque avaliar 

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O que há de específico na avaliação de PIs? A RELAÇÃO entre os participantes, por isso é INTERgeracional. Devemos avaliar a qualidade dessa relação. É espontânea ou forçada? É amistosa ou hostil? Há preconceitos de um lado ou de outro? Quais? Como se manifestam? Como a relação está evoluindo? Onde queremos

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Como e porque avaliar 

programas intergeracionais

Tópicos para um Roteiro de Observação 1. Momento do convite e das inscrições 2. Momento da preparação dos grupos etários 3. Condições físicas do local de encontro 4. Comportamento grupal na atividade 5. Comportamento do grupo fora da atividade 6. Relação do grupo com o técnico contratado 7. Relação do grupo com o técnico do SESC 8. Relação do técnico do SESC e o contratado. 9. Observar esquemas de conflito e cooperação

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Tipos de Programas

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TIPOS DE PROGRAMAS  INTERGERACIONAIS

Quanto à direção do serviço prestado

1. Adultos prestam serviços a crianças e jovens (como  tutores, monitores, cuidadores etc). 2. Crianças e jovens prestam serviço a idosos (fazem  visitas, acompanham, cuidam etc). 3. Adultos, crianças e jovens servem a comunidade  (projetos de meio ambiente, problemas sociais etc). (Sánchez y Díaz, 2005)

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TIPOS DE PROGRAMAS  INTERGERACIONAIS Quanto ao nível de interação (A) Nível 1 – Justaposição: grupos intergeracionais frequentam mesmo espaço (contatos esporádicos) Nível 2 – Intersecção: alguma interação (ex. visita de crianças e jovens a instituições de idosos). Nível 3 – Agrupamento: gerações se juntam (grupos ou  pares) para atividades diversas. Nível 4 – Convivência: forte interação e decisões conjuntas (Ex. centros intergeracionais). MacCallum et al. (2006)

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TIPOS DE PROGRAMAS  INTERGERACIONAIS Quanto ao nível de interação (B) 1) Aprender sobre a outra geração 2) Ver outra geração, mas à distância 3) Os grupos se encontram, mas só uma vez 4) Atividades periódicas, anuais 5) Programas piloto com encontros regulares 6) Programas intergeracionais continuados 7) Espaços comunitários intergeracionais

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TIPOS DE PROGRAMAS  INTERGERACIONAIS

Quanto ao nível de interação (C)

Nível 1 – Grupo Multigeracional: apenas

compartilham o mesmo espaço, sem interação.

Nível 2 – Grupo Intergeracional Unívoco: há interação,  mas pouca reciprocidade.

Nível 3 – Grupo Intergeracional Biunívoco: as interações  são intensas, há reciprocidade.

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TIPOS DE PROGRAMAS  INTERGERACIONAIS

Quanto à área em que se centram

Educação e desenvolvimento de habilidadesDesenvolvimento emocional e social de jovensPromoção de apreciação e consciência culturalCentrados em distintas artesFocados no desenvolvimento comunitárioVoltados para a melhoria da saúdeDirigidos ao apoio a famílias (Sánchez, Kaplan, Sáez, 2010)

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