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DA ATUAÇÂO DO COMITE DE GESTÃO DE RISCO DE CRÉDITO

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Academic year: 2021

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Manual

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Introdução

O presente manual tem como finalidade instruir os executivos e profissionais da Multinvest Capital quanto as Práticas e Procedimentos Internos adotadas para nortear as atividades fins e meio da organização.

Em conformidade a Política de Controle de Risco de Ativos Sob Gestão, esse Manual vem disciplinar e dispor sobre os atividade de controle do risco de credito, em estrito cumprimento a exigência legal e, em particular, contida no artigo 7º, inciso III da Instrução CVM N º 306/99 e suas atualizações.

As práticas e procedimentos de Gestão de Risco de Credito instituídos neste Manual tem o proposito incorporar as melhores práticas e princípios internacionais subjacentes ao enquadramento aos atos normativos que se encontram em vigor e definir os termos de atuação voltados para promoção da gestão controlada dos riscos de credito dos ativos e modalidades operacionais disponíveis no mercado financeiro de sorte a contar com métodos de atuação com o proposito de garantir a integridade da Multinvest Capital e do patrimônio dos seus clientes.

Não há intenção das normas aqui definidas serem uma obra acabada e nem tem a pretensão de esgotar o universo de procedimentos e instrumentos de gestão de risco de credito, em razão da própria dinâmica das normas legais e regulamentares da atividade de intermediação financeira e de investimentos no mercado financeiro, como também não se destina a disciplinar nenhuma atividade de mercado, mas sim os procedimentos internos da Multinvest Capital no que concernem diretamente ao controle contínuo das formas de prestação dos serviços sujeitos à regulação.

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CONCEITO

Gestão de Risco de Credito são as praticas e os procedimentos internos que moldam o processo administrativo adotado para avaliação da capacidade dos emissores de ativos ou das contrapartes das modalidades operacionais de cumprirem com as suas obrigações de pagar tanto o principal como os respectivos juros de suas dívidas.

As praticas e procedimentos postulados neste manual estão em consonância a atual complexidade das operações sujeitas a risco de credito. Eventuais modalidades de operações não atendidas ou que por algum motivo não se enquadre neste manual deverão ser analisadas sempre sob a égide da boa ética, do bom senso e dos melhores esforços com respeito ao exame do risco de credito e a verificação da adequação aos melhores procedimentos e controles, com o proposito da preservação dos valores monetários transacionados entre as partes.

DA DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA

As atividades de Gestão de Risco de Credito serão coordenadas pelo Comitê de Crédito aquém compete:

- Definir e aprovar as praticas e procedimentos de Gestão e Risco de Credito - Promover as alterações e atualizações das praticas e procedimentos da

Gestão de Risco de Credito;

- Estipular os limites de exposição adequados ao proposito de cada ativo ou modalidade operacional ao processo de asset alocation;

- Deliberar, com base nas analises, o risco de cada ativo;

- Determinar limites de credito para tomadores e contrapartes; e - Manter a guarda dos relatórios de analise de risco de credito.

DA ATUAÇÂO DO COMITE DE GESTÃO DE RISCO DE CRÉDITO

O Comitê de Credito, formado pelo menos por dois membros do Comitê Executivo da Multinvest Capital, se reúne semanalmente e mensalmente para deliberar sobre os ativos e modalidades operacionais analisados, anualmente para revisar as politicas e estratégias utilizadas para o gerenciamento de risco de crédito e para reavaliar as rotinas e procedimentos para identificar,

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DA ANÁLISE DO RISCO DE CREDITO

A análise do risco de crédito é uma atividade desenvolvida em conjunto ou separadamente pelas áreas de Pesquisa e de Analise da Multinvest Capital, A análise do risco dos ativos e das modalidades operacionais, obrigatoriamente realizada por profissional qualificado, efetuará:

I. O exame econômico financeiro do ativo ou no que couber da contraparte da modalidade operacional ;

II. O exame do fluxo de caixa que comprove capacidade de pagamento das operações por parte do emissor do ativo ou no que couber da contraparte da modalidade operacional;

III. O exame das relações de endividamento;

IV. A classificação e recomendação das operações sujeitas ao risco de crédito, com base em critérios consistentes e passiveis de verificação.

Nas análises do risco de crédito será utilizada a seguinte metodologia:

I. coleta de informações pelo analista junto à empresa a ser avaliada; II. realização de pesquisa referente à informações públicas sobre a

empresa e o setor no qual atua;

III. realização de levantamento concernente às informações de caráter financeiro (certidões, cadastros, etc.);

IV. avaliação da emissão do título e/ou valor mobiliário emitido pela empresa;

V. avaliação de operações estruturadas no que tange aos aspectos referentes aos agentes fiduciários, às avaliações independentes; aos contratos de recebíveis dados como garantia, dentre outros;

VI. simulação de condições extremas que podem alterar de forma considerável e repentina a capacidade de pagamento.

VII. reavaliação semestral das análises de risco de crédito para aqueles emissores cujos títulos e/ou valores mobiliários fizerem parte das carteiras dos fundos.

DAS OPERAÇÕES E OS RISCOS DE CRÉDITO ASSOCIADOS 1. Operações de Títulos Públicos

São operações de compra de títulos emitidos pelo Governo, tais como: LFT, LTN, NTN-B. O risco de credito está associado a capacidade do

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Tesouro Nacional em honrar com pagamento das rentabilidades contratadas e do principal

2. Operação com Títulos Privados

São operações de compra de títulos emitidos por instituições financeiras, tais como: CDB, LF, LCI, LCA, e não financeiras, tais como: debentures e CCB, que acarretam risco atrelado à capacidade do emissor do titulo instituição financeira ou não financeira em honrar com o pagamento das rentabilidades contratas e do principal.

3. Operações com Ações

As operações com ações são realizadas através da BOVESPA ou SOMA, por meio de corretora. O risco de credito está atrelado à capacidade da corretora e/ou BOVESPA/SOMA utilizada para efetuar a operação em honrar com a liquidação da operação.

4. Operação com Opções BOVESPA/BM&F

As operações com opções na BOVESPA ou na BM&F são realizadas por meio de corretora. O risco de credito está atrelado à capacidade da corretora e/ou clearing utilizada para efetuar a operação em honrar com a liquidação da operação.

5. Operações a Termo

As operações a termo na BOVESPA são realizadas por meio de corretora. O risco de credito está atrelado à capacidade da corretora e/ou clearing utilizada para efetuar a operação em honrar com a liquidação da operação.

6. Operações de Futuro

As operações de futuro na BM&F são realizadas por meio de corretora. O risco de credito está atrelado à capacidade da corretora e/ou clearing utilizada para efetuar a operação em honrar com os ajustes que são feitos diariamente e a liquidação da operação.

7. Operações de Swap

As operações de Swap são realizadas por meio de corretora. O risco de credito está atrelado à capacidade da corretora e/ou clearing utilizada para efetuar a operação em honrar com os ajustes que são feitos diariamente e a liquidação da operação.

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9. Operações com compra de cota de fundos.

As operações de compra de cota de fundo o risco de credito está atrelado aos títulos e modalidades operacionais que compõe a carteira do fundo.

DA GUARDA DA DOCUMENTAÇÃO

Os documentos e relatórios produzidos nas analise de risco de credito, atas de reuniões, manuais desenvolvidos para orientação, assim como todas as informações relacionadas às perdas associadas ao risco de credito (data, montante, motivo, medidas adotadas para recuperação, etc.) deverão ser mantidas em arquivo digital em diretório especifico sob a responsabilidade do Comitê de Gestão de Risco de Credito.

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Os títulos emitidos pelo Governo brasileiro, por serem considerados de baixíssimo risco de credito, estão dispensados de analise de risco de credito. Os títulos emitidos por outros governos que não o brasileiro necessariamente em decorrência do emissor está localizado em outro país, serão sempre objeto de analise de risco de credito do emissor.

Os membros do Comitê de Gestão de Risco de Credito e os analistas e colaboradores envolvidos nos processos de analise de risco de credito deverão observar os padrões de conduta ética fixados no Manual de Conduta Ética e Melhores Praticas.

Referências

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