Regulamento Interno do
Agrupamento de
Escolas de Vila Viçosa
[Aprovado em 12 de Julho de 2013]
2013
Conselho Geral AGEVV
Índice
Capítulo I ... 5
DISPOSIÇÕES GERAIS ... 5
Capítulo II ... 7
ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO, DIREÇÃO E GESTÃO ... 7
SEÇÃOI–CONSELHOGERAL ... 7
SEÇÃOII-DIRETOR ... 11
SECÇÃOIII-CONSELHOPEDAGÓGICO ... 16
SECÇÃOIV–CONSELHOADMINISTARTIVO ... 20
Capítulo III ... 21
COORDENAÇÃO DE ESCOLA OU ESTABELECIMENTO DE EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR ... 21
Capítulo IV ... 22
ESTRUTURAS DE ORIENTAÇÃO EDUCATIVA E SUPERVISÃO ... 22
SECÇÃOI-DEPARTAMENTOSCURRICULARES ... 23
SECÇÃOII-CONSELHODEGRUPODISCIPLINAR ... 26
SECÇÃOIII–CONSELHODEESCOLA(ESTABELECIMENTODEPRIMEIROCICLO) EDEESTABELECIMENTO DEEDUCAÇÃOPRÉ–ESCOLAR ... 28
SECÇÃOIV–CONSELHODETURMA ... 29
SECÇÃOV–DIRETORDETURMA ... 31
SECÇÃOV–CONSELHODEDIRETORESDETURMA ... 35
SECÇÃOVI–OFERTAFORMATIVA ... 36
Capítulo V ... 37
Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF) ... 37
SECÇÃOI–SERVIÇODEAÇÃOSOCIALESCOLAR(SASE) ... 39
SECÇÃOII–SERVIÇOSESPECIALIZADOSDEEDUCAÇÃOESPECIAL... 42
SECÇÃOV–BIBLIOTECAESCOLAR ... 48
SUBSEÇÃOI–PROFESSORCOORDENADOR ... 49
SEÇÃOVI–EQUIPATEIP ... 51
SEÇÃOVII–SUPERVISORDAREDEEDOSPROGRAMASINFORMÁTICOS ... 52
SEÇÃOVII–CLUBESDEOCUPAÇÃODETEMPOSLIVRESE DEATIVIDADES ... 53
CAPÍTULO VI ... 55
Estruturas de apoio ao funcionamento da escola ... 55
SECÇÃO I–SERVIÇOSADMINISTRATIVOS ... 55
SECÇÃO II–PAPELARIAS ... 57
Secção III – REPROGRAFIAS ... 58
SECÇÃO IV–BUFETES ... 60
SECÇÃO V–REFEITÓRIOSECOZINHA ... 62
SECÇÃO VI–GABINETEMÉDICO/PRESTAÇÃODEPRIMEIROSSOCORROS ... 65
CAPÍTULO VII ... 67
O ESPAÇO ESCOLAR ... 67
SEÇÃOI–ACESSOECIRCULAÇÃONORECINTODAESCOLA ... 68
SEÇÃOII–ESPAÇOSPARAACTIVIDADESCURRICULARES ... 68
SECÇÃO III–INSTALAÇÕESESPECÍFICASDOAGRUPAMENTO ... 70
SEÇÃOIV–GIMNODESPORTIVOEESPAÇOSDESPORTIVOSDOAGRUPAMENTO ... 73
SEÇÃOV–ESPAÇOSDECONVÍVIODOAGRUPAMENTODEESCOLAS ... 74
SEÇÃOVI–SAÍDADOSRECINTOSESCOLARES ... 77
CAPÍTULO VIII ... 77
DIREITOS E DEVERES DA COMUNIDADE EDUCATIVA ... 77
SEÇÃOI–DIREITOSEDEVERESGERAIS ... 77
SECCÃOII–OALUNO ... 79
B–INSTRUMENTOSDEREGISTODOALUNO ... 89
D-DEVERDEASSIDUIDADE ... 91
SUBSECÇÃO I ... 100
MEDIDAS DE PROMOÇÃO DO SEUCESSO ESCOLAR ... 100
SUBSECÇÃOII ... 105
MEDIDASDISCIPLINARES ... 105
AORDEM DE SAÍDA DA SALA DE AULA ... 107
A-RECURSOS ... 117
B-SALVAGUARDA DA CONVIVÊNCIA ESCOLAR ... 118
SUBSECÇÃO III–COMPORTAMENTOMERITÓRIODOSALUNOS ... 119
SECÇÃO III–PESSOALDOCENTE ... 119
A-DIREITOSGERAISDOSPROFESSORES ... 120
B–DIREITOSESPECÍFICOS ... 121
SUBSECÇÃO I-AVALIAÇÃODOSDOCENTES ... 126
A-PRINCÍPIOS ORIENTADORES, NATUREZA E PERIODICIDADE ... 126
B-INTERVENIENTES NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO ... 129
C-PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ... 131
SECÇÃO IV-PESSOALNÃODOCENTE ... 136
A–DIREITOSGERAIS ... 137
B–DEVERESGERAIS ... 137
C–CATEGORIASDEPESSOALNÃODOCENTE( A REVER) ... 138
D-COMPETÊNCIASDOPESSOALNÃODOCENTE ... 139
A-NA ÁREA DE APOIO À ATIVIDADE PEDAGÓGICA: ... 143
B-NA ÁREA DE APOIO SOCIAL ESCOLAR: ... 144
C-NA ÁREA DE APOIO GERAL: ... 144
SECÇÃO V–PAISEENCARREGADOSDEEDUCAÇÃO ... 145
A-ASSOCIAÇÃODEPAISEENCARREGADOSDEEDUCAÇÃODEVILAVIÇOSA ... 151
A – MATRÍCULAS E RENOVAÇÃO DEMATRÍCULAS ... 154
B - CALENDÁRIO ESCOLAR ... 155
C - HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DAS ESCOLAS E DAS AULAS ... 155
D - CIRCUITOS DE COMUNICAÇÃO/INFORMAÇÃO ... 157
F- REGISTO DE ASSIDUIDADE DO PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE ... 158
G - JUSTIFICAÇÃO DE FALTAS ... 158
H- ATAS ... 159
I – REUNIÕES ... 160
J - ATENDIMENTO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO... 161
K - DIVULGAÇÃO E COMUNICAÇÃO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO FINAL DE PERÍODO ... 162
L - ACTIVIDADES NO EXTERIOR DO RECINTO ESCOLAR ... 162
M - APOIO ÀS SALAS DE AULA E ÁREAS DE CIRCULAÇÃO, RECREIO E LAZER ... 162
N - CEDÊNCIA DAS INSTALAÇÕES À COMUNIDADE ESCOLAR E LOCAL ... 163
O - VISITAS DE ESTUDO ... 164
P - CELEBRAÇÃO DE PROTOCOLOS OU DE CONTRATOS DE NATUREZA PEDAGÓGICA ... 167
Q - REQUISIÇÕES DE MATERIAIS ... 167
R – CACIFOS ... 167
CAPÍTULO XI –RELAÇÃO DO AGRUPAMENTO COM A COMUNIDADE ... 168
OUTRASENTIDADESDACOMUNIDADELOCAL ... 169
AUTARQUIA ... 169
A–NA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR ... 169
B-NO 1º E 2º CICLOS ... 169
CAPÍTULO XII –DISPOSIÇÕES FINAIS ... 171
REGULAMENTO INTERNO DO AGRUPAMENTO
DE ESCOLAS DE VILA VIÇOSA
Capítulo I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 1.º
Âmbito de aplicação
Este regulamento interno aplica-se a alunos, pessoal docente e não docente, pais e encarregados de educação, órgãos de administração, direção e gestão, serviços de apoio educativo, estruturas de orientação educativa e comunidade em geral do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa.
Artigo 2.º
Princípios gerais
1. O agrupamento de escolas deve criar as condições necessárias ao desenvolvimento do processo educativo, zelando pelo pleno exercício dos direitos e deveres da Comunidade Educativa.
2. Ao agrupamento de escolas cabe também a adoção de medidas que promovam a assiduidade e o efetivo cumprimento da escolaridade obrigatória, prevenindo situações de insucesso e abandono.
3. Deve ser assegurada uma intervenção junto da família tendente a uma plena integração do aluno na Comunidade Educativa.
4. O agrupamento de escolas reger-se-á pelos seguintes princípios:
a) Defesa dos valores nacionais, num contexto de solidariedade com gerações passadas e futuras;
b) Liberdade de aprender e ensinar, no respeito pela pluralidade de doutrinas e métodos;
c) Democraticidade na organização e participação de todos os interessados no processo educativo e na vida do agrupamento de escolas;
d) Iniciativa própria na regulamentação do funcionamento e atividades do agrupamento de escolas;
e) Inserção do agrupamento de escolas no desenvolvimento conjunto de projetos educativos e culturais em resposta às solicitações do meio.
5. Cabe ainda ao agrupamento de escolas solicitar a colaboração de outros parceiros e entidades, designadamente de natureza social.
6. O agrupamento de escolas deve promover medidas adequadas para resolução de problemas, sempre que o aluno se encontre em situação de perigo no que diz respeito à sua saúde, segurança ou educação, podendo solicitar a cooperação das autoridades administrativas e entidades públicas e particulares competentes.
Artigo 3.º
Constituição do Agrupamento
1. Criação
Ao abrigo do artigo 6.º e atento o disposto no artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, tendo presentes os princípios e as determinações constantes na Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2010, de 14 de junho, e na sequência da publicação do Despacho n.º 5634 – F/2012, de 26 de abril, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 82, de 26 de abril, contribuindo assim para o processo de consolidação da reorganização da rede escolar pública o Ministério da Educação e Ciência e permitindo o adequado planeamento da rede de agrupamentos na área de jurisdição desta Direção Regional de Educação, proferiu S. Exª o Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, despacho datado de 28 de junho de 2012, através do qual criou a unidade orgânica designada Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, com sede na Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro.
2. Constituição:
O agrupamento de escolas, designado por AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA VIÇOSA, é de tipo vertical, sendo a respetiva sede a Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro – freguesia de Conceição.
Além da escola sede, inclui ainda:
a) Jardim de Infância de Bencatel – freguesia de Bencatel; b) Jardim de Infância de Pardais – freguesia de Pardais; c) Jardim de Infância de S. Romão – freguesia de Ciladas; d) Jardim de Infância de Vila Viçosa – freguesia de Conceição; e) Escola EB 1 de Bencatel – freguesia de Bencatel;
f) Escola EB 1 de S. Romão – freguesia de Ciladas;
g) Escola EB 1 do Carrascal em Vila Viçosa – freguesia de Conceição; h) Escola EB 1 do Castelo em Vila Viçosa – freguesia de Conceição;
i) Escola EB 2 D. João IV em Vila Viçosa – freguesia de Conceição.
Capítulo II
ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO, DIREÇÃO E GESTÃO
SEÇÃOI–CONSELHOGERAL
Artigo 4º
Conselho Geral
O Conselho Geral é o órgão de direção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da atividade do Agrupamento, assegurando a participação e representação da comunidade educativa;
Artigo 5º
Composição
O conselho geral é constituído por 17 elementos, sendo: a) Seis representantes do pessoal docente;
b) Três representantes dos Pais e Encarregados de Educação;
c) Dois representantes do Pessoal não Docente; (sendo aconselhável um dos representantes pertencer aos Serviços da Administração Escolar);
d) Dois representantes da Comunidade (Centro de Saúde e O Calipolense); e) Dois representantes da Autarquia;
f) Dois representantes dos alunos.
Artigo 6º
Competências
1. Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei, ao conselho geral compete: a) Eleger o respetivo presidente, de entre os seus membros, à exceção dos representantes dos
b) Eleger o diretor, nos termos dos artigos 21.º a 23º do referido decreto-lei n.º 75/2008, de 22 de abril com as alterações introduzidas pelo decreto-Lei n.º 137/2012 de 2 de julho;
c) Aprovar o projeto educativo e acompanhar e avaliar a sua execução; d) Aprovar o regulamento interno do agrupamento;
e) Aprovar os planos anual e plurianual de atividades;
f) Apreciar os relatórios periódicos e aprovar o relatório final de execução do plano anual de atividades;
g) Aprovar as propostas de contratos de autonomia;
h) Definir as linhas orientadoras para a elaboração do orçamento;
i) Definir as linhas orientadoras do planeamento e execução, pelo diretor, das atividades no domínio da ação social escolar;
j) Aprovar o relatório de contas de gerência;
k) Apreciar os resultados do processo de autoavaliação;
l) Pronunciar-se sobre os critérios de organização dos horários e da constituição de turmas; m) Acompanhar a ação dos demais órgãos de administração e gestão;
n) Promover o relacionamento com a comunidade educativa;
o) Definir os critérios para a participação do agrupamento em atividades pedagógicas, científicas, culturais e desportivas.
p) Dirigir recomendações aos restantes órgãos, tendo em vista o desenvolvimento do projeto educativo e o cumprimento do plano anual de atividades;
q) Participar, nos termos definidos em diploma próprio, no processo de avaliação do desempenho do diretor;
r) Decidir os recursos que lhe são dirigidos; s) Aprovar o mapa de férias do diretor.
Artigo 7º
Designação dos Representantes
1. Os representantes do pessoal docente são eleitos por todos os docentes e formadores em exercício de funções no agrupamento de escolas.
2. Os representantes dos alunos e do pessoal não docente, no conselho geral, são eleitos separadamente pelos respetivos corpos.
3. Os representantes dos pais e encarregados de educação são eleitos em assembleia geral de pais e encarregados de educação do agrupamento, sob proposta das respetivas organizações representativas e, na falta das mesmas, deverão os representantes ser eleitos em reuniões de
pais, devendo a lista de três elementos incluir obrigatoriamente um representante do 3º ciclo e um outro do secundário.
4. Os representantes do município são designados pela câmara municipal, podendo esta delegar tal competência nas juntas de freguesia.
5. Os representantes da comunidade local, quando se trate de representantes de instituições ou organizações, são indicados pelas mesmas respeitando o número de elementos estabelecido neste Regulamento.
6. Não havendo legislação contrária, os representantes dos docentes beneficiarão de uma hora de redução na sua componente não letiva. Caso o Presidente do Conselho Geral seja docente este beneficiará de mais uma hora de redução.
Artigo 8º
Funcionamento
1. O conselho geral funcionará de acordo com o estipulado do artigo 17º do Decreto-Lei 75/2008 e ainda com o regimento interno elaborado pelo próprio órgão.
2. O conselho geral constituirá duas comissões: 2.1 A comissão permanente;
2.2 A comissão eleitoral.
Artigo 9º
Eleições
1. Os representantes referidos na alínea a), c) e f) do art.º 5 candidatam-se à eleição apresentando-se em listas separadas.
2. As listas devem conter a indicação dos candidatos a membros efetivos, em número igual ao dos respetivos representantes no conselho geral, bem como dos candidatos a membros suplentes.
3. As listas do pessoal docente devem assegurar a representação dos diferentes níveis e ciclos de ensino, conforme o estipulado no ponto 2, do artigo 17ª desde Regulamento.
4. As listas serão entregues ao diretor, até 15 dias antes do dia das eleições que depois de as rubricar as fará afixar nos locais mencionados na convocatória da assembleia eleitoral. 5. O processo eleitoral realiza-se por sufrágio direto, secreto e presencial.
6. No caso de eleitores, que ao momento, revelem incapacidade física ou outra, devidamente comprovada, para exercerem o seu direito de voto em conformidade com a alínea anterior, poderão fazê-lo através de carta registada, até ao dia fixado no respetivo regulamento eleitoral, contendo no seu interior um envelope com o voto expresso.
7. As convocatórias mencionam as normas práticas do processo eleitoral, locais de afixação das listas dos candidatos, hora e local de escrutínio sendo afixadas nos locais habituais e colocadas na página do agrupamento de escolas.
8. O pessoal docente e não docente reúnem em separado, em data prévia à realização das eleições, para escolha das mesas eleitorais, as quais serão constituídas por um presidente e dois secretários eleitos individualmente.
9. As urnas mantêm-se abertas durante oito horas, a menos que tenham votado todos os eleitores inscritos nos cadernos eleitorais.
10. A abertura das urnas é efetuada perante a respetiva mesa eleitoral, lavrando-se ata, a qual será assinada pelos componentes da mesa.
11. A conversão dos votos das listas em mandatos faz-se de acordo com o método de representação proporcional da média mais alta de Hondt.
Artigo 10º
Homologação
1. As atas das assembleias eleitorais serão entregues ao presidente do conselho geral cessante, salvo impedimento legal, para homologação e posse.
2. No caso de existir impedimento legal a homologação será efetuada pela maioria de votos do conselho geral cessante em reunião convocada para o efeito.
Artigo 11º
Mandato
Entrada em funções e duração:
1. Os membros eleitos assumem os mandatos após homologação dos respetivos processos eleitorais tomando posse na 1ª reunião a realizar;
2. Os representantes da Autarquia, referidos no ponto 4 do artigo 12º deste regulamento, assumem o mandato após comunicação escrita da entidade que o designa e após tomada de posse do respetivo órgão
3. A cooptação dos membros referidos no ponto 5 do artigo 7º deste regulamento será feita na primeira reunião do conselho geral.
4. O mandato dos membros do conselho geral tem a duração de quatro anos
5. O mandato dos representantes dos pais e encarregados de educação será de igual período ao estabelecido no ponto anterior, excepto se perderem a qualidade que determinou a respectiva eleição ou designação.
6. O mandato dos alunos tem a duração de dois anos, excepto se perderem a qualidade que determinou a respectiva eleição ou designação.
7. Sempre que exista perda de mandato as vagas são preenchidas conforme o estabelecido no ponto 4 do artigo 16º do Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Abril, com as alterações introduzidas pelo Decreto- Lei nº 137/2012 de 2 de Julho.
Artigo 12º
Calendário eleitoral
O calendário do processo eleitoral é fixado em regulamento eleitoral a elaborar pela respetiva comissão de eleições, a designar pelo conselho geral de entre os seus pares.
SEÇÃOII-DIRETOR
Artigo 13º
Diretor
O diretor é o órgão de administração e gestão do agrupamento de escolas nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial.
Artigo 14º
Subdiretor e adjuntos do diretor
1. O diretor é coadjuvado no exercício das suas funções por um subdiretor e por um a três adjuntos.
2. O número de adjuntos do diretor é fixado em função da dimensão dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas e da complexidade e diversidade da sua oferta educativa, nomeadamente dos níveis e ciclos de ensino e das tipologias de cursos que leciona.
3. Os critérios de fixação do número de adjuntos do diretor são estabelecidos por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.
Artigo 15º
Competências
1 — Compete ao diretor submeter à aprovação do conselho geral o projeto educativo elaborado pelo conselho pedagógico.
2 — Ouvido o conselho pedagógico, compete também ao diretor: a) Elaborar e submeter à aprovação do conselho geral:
i) As alterações ao regulamento interno; ii) Os planos anual e plurianual de atividades; iii) O relatório anual de atividades;
iv) As propostas de celebração de contratos de autonomia;
b) Aprovar o plano de formação e de atualização do pessoal docente e não docente, ouvido também, no último caso, o município.
3 — No ato de apresentação ao conselho geral, o diretor faz acompanhar os documentos referidos na alínea a) do número anterior dos pareceres do conselho pedagógico.
4 — Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei ou regulamento interno, no plano da gestão pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial, compete ao diretor, em especial:
a) Definir o regime de funcionamento do agrupamento de escolas ou escola não agrupada;
b) Elaborar o projeto de orçamento, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo conselho geral;
c) Superintender na constituição de turmas e na elaboração de horários; d) Distribuir o serviço docente e não docente;
e) Designar os coordenadores de escola ou estabelecimento de educação pré -escolar;
f) Propor os candidatos ao cargo de coordenador de departamento curricular nos termos definidos no n.º 5 do artigo 43.º e designar os diretores de turma;
g) Planear e assegurar a execução das atividades no domínio da ação social escolar, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo conselho geral;
h) Gerir as instalações, espaços e equipamentos, bem como os outros recursos educativos;
i) Estabelecer protocolos e celebrar acordos de cooperação ou de associação com outras escolas e instituições de formação, autarquias e coletividades, em conformidade com os critérios definidos pelo conselho geral nos termos da alínea o) do n.º 1 do artigo 13.º;
j) Proceder à seleção e recrutamento do pessoal docente, nos termos dos regimes legais aplicáveis;
k) Assegurar as condições necessárias à realização da avaliação do desempenho do pessoal docente e não docente, nos termos da legislação aplicável;
l) Dirigir superiormente os serviços administrativos, técnicos e técnico -pedagógicos. m) Nomear o Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família;
5 — Compete ainda ao diretor: a) Representar a escola;
b) Exercer o poder hierárquico em relação ao pessoal docente e não docente;
c) Exercer o poder disciplinar em relação aos alunos nos termos da legislação aplicável; d) Intervir nos termos da lei no processo de avaliação de desempenho do pessoal docente; e) Proceder à avaliação de desempenho do pessoal não docente;
6 — O diretor exerce ainda as competências que lhe forem delegadas pela administração educativa e pela câmara municipal.
7 — O diretor pode delegar e subdelegar no subdiretor, nos adjuntos ou nos coordenadores de escola ou de estabelecimento de educação pré -escolar as competências referidas nos números anteriores, com exceção da prevista da alínea d) do n.º 5.
8 — Nas suas faltas e impedimentos, o diretor é substituído pelo subdiretor.
Artigo 16º
Recrutamento
1. O diretor é eleito pelo conselho geral.
2. Para recrutamento do diretor, desenvolve-se um procedimento concursal, prévio à eleição, nos termos do art.º 22.º do Decreto-Lei nº75/2008 de 22 de Abril Com as alterações introduzidas pelo Decreto- Lei nº 137/2012 de 2 de Julho que será desenvolvido pela comissão permanente.
Artigo 17º
Candidatura e avaliação das candidaturas
1. As candidaturas devem cumprir o estatuído no artigo 22º-A do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de Abril com as alterações introduzidas pelo Decreto- Lei nº 137/2012 de 2 de Julho;
2. As Candidaturas do pessoal docente devem integrar obrigatoriamente um docente da educação pré -escolar e um docente do 1.º ciclo do ensino básico;
3. As candidaturas são apreciadas pela comissão permanente do conselho geral sendo os métodos utilizados para a avaliação das mesmas aprovados em regulamento eleitoral a aprovar pelo conselho geral, sob proposta da sua comissão permanente, conforme artigo 22º-A do Decreto-Lei 75/2008 de 22 de 22º-Abril com as alterações introduzidas pelo Decreto- Lei nº 137/2012.
Artigo 18º
Eleição
1. O conselho geral procede à discussão e apreciação do relatório referido no artigo anterior, podendo na sequência dessa apreciação decidir proceder à audição dos candidatos;
2. Após a discussão e apreciação do relatório e a eventual audição dos candidatos, o conselho geral procede à eleição do diretor, considerando se eleito o candidato que obtenha maioria absoluta dos votos dos membros do conselho geral em efetividade de funções;
3. No caso de nenhum candidato sair vencedor, nos termos do número anterior, o conselho geral reúne novamente, no prazo máximo de cinco dias úteis, para proceder a novo escrutínio, ao qual são apenas admitidos os dois candidatos mais votados na primeira eleição e sendo considerado eleito aquele que obtiver maior número de votos, desde que respeitado o quórum legal e regulamentarmente exigido para que o conselho geral possa deliberar.
4. O resultado da eleição do diretor é homologado pelo diretor-geral da administração escolar nos 10 dias úteis posteriores à sua comunicação pelo presidente do conselho geral.
Artigo 19º
Mandato
1. O diretor toma posse perante o conselho geral nos 30 dias subsequentes à homologação pelo diretor-geral da administração escolar
2. O diretor designa o subdiretor e os seus adjuntos no prazo máximo de 30 dias após a sua tomada de posse;
3. O subdiretor e os adjuntos do diretor tomam posse nos 30 dias subsequentes à sua designação pelo diretor.
4. O mandato do diretor tem a duração de quatro anos. 5. O mandato do diretor pode cessar:
a) No final do ano escolar, quando assim for deliberado por mais de dois terços dos membros do conselho geral em efetividade de funções, em caso de manifesta desadequação da respetiva gestão, fundada em factos provados e informações, devidamente fundamentadas, apresentados por qualquer membro do conselho geral;
b) A todo o momento, por despacho fundamentado do diretor-geral da administração escolar, na sequência de processo disciplinar que tenha concluído pela aplicação de sanção disciplinar; c) A requerimento do interessado dirigido ao diretor-geral de administração educativa, com a d) antecedência mínima de 45 dias, fundamentado em motivos devidamente justificados;
e) A todo o momento, por despacho fundamentado do membro do governo responsável pela área da educação na sequência de processo de avaliação externa ou de inspeção educativa que comprovem manifesto prejuízo para o serviço público ou manifesta degradação ou perturbação da gestão do agrupamento.
1. O subdiretor e os adjuntos podem ser exonerados a todo o tempo por decisão fundamentada do diretor.
Artigo 20º
Assessoria da direção
1. Para apoio à atividade do diretor e mediante proposta deste, o conselho geral pode autorizar a constituição de assessorias técnico-pedagógicas, para as quais são designados docentes em exercício de funções no agrupamento de escolas ou escola não agrupada.
2. Os critérios para a constituição e dotação das assessorias referidas no número anterior são definidos por despacho do membro do governo responsável pela área da educação, em função da população escolar e do tipo e regime de funcionamento do agrupamento de escolas ou escola não agrupada.
SECÇÃOIII-CONSELHOPEDAGÓGICO
Artigo 21º
Conselho Pedagógico
1. O conselho pedagógico é o órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa da escola nomeadamente nos domínios pedagógico didático, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente.
Artigo 22º
Composição
1. O conselho pedagógico do agrupamento de escolas é constituído pelos seguintes elementos: a) O diretor;
b) O coordenador de departamento de línguas;
c) O coordenador de departamento ciências sociais e humanas;
d) O coordenador de departamento matemática e ciências experimentais; e) O coordenador de departamento de expressões;
f) O coordenador de departamento do pré-escolar; g) O coordenador de departamento do 1.º ciclo; h) O coordenador dos diretores de turma do 2.º ciclo; i) O coordenador dos diretores de turma do 3.º ciclo; j) O coordenador dos diretores de turma do secundário; k) O coordenador dos cursos profissionais;
l) Um representante dos coordenadores de projetos/clubes; m) Um representante da comissão de auto avaliação.
n)
O coordenador do projeto TEIP;o) O professor bibliotecário coordenador; p) O coordenador da educação especial.
q) O representante do serviço de psicologia e orientação;
2. O coordenador dos projetos/clubes é eleito de entre os responsáveis pelos projetos e clubes em reunião convocada para o efeito pelo diretor;
3. O representante dos cursos profissionais será eleito de entre todos os coordenadores de cursos profissionais.
4. O representante do serviço de psicologia e orientação será indicado pelo responsável do gabinete de psicologia e orientação.
5. Poderão participar nas reuniões outros elementos, cujos esclarecimentos sejam considerados importantes para a discussão e aprovação de assuntos incluídos na ordem de trabalhos, sem direito a voto a convite do Diretor ou por sugestão dos membros do Conselho Pedagógico, em especial quando a ordem de trabalhos verse sobre as matérias previstas nas alíneas a), b), e), f), j) e k) do artigo 23º, podem participar, representantes do pessoal não docente, dos pais e encarregados de educação e dos alunos
Artigo 23º
Competências
1. Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei, ao conselho pedagógico compete:
a) Elaborar a proposta de projeto educativo a submeter pelo diretor ao conselho geral;
b) Apresentar propostas para a elaboração do regulamento interno e dos planos anual e plurianual de atividade e emitir parecer sobre os respetivos projetos;
c) Emitir parecer sobre as propostas de celebração de contratos de autonomia; d) Elaborar e aprovar o plano de formação e de atualização do pessoal docente;
e) Definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos;
f) Propor aos órgãos competentes a criação de áreas disciplinares ou disciplinas de conteúdo regional e local, bem como as respetivas estruturas programáticas;
g) Definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e complementos educativos e das modalidades especiais de educação escolar;
h) Adotar os manuais escolares, ouvidos os departamentos curriculares;
i) Propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, no âmbito da escola em articulação com instituições ou estabelecimentos do ensino superior vocacionados para a formação e a investigação;
j) Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e cultural;
k) Definir os critérios gerais a que deve obedecer a elaboração dos horários;
l) Definir os requisitos para a contratação de pessoal docente e não docente, de acordo com o disposto na legislação aplicável;
m) Propor mecanismos de avaliação dos desempenhos organizacionais e dos docentes, bem como da aprendizagem dos alunos, credíveis e orientados para a melhoria da qualidade do serviço de educação prestado e dos resultados das aprendizagens;
n) Participar, nos termos regulamentados em diploma próprio, no processo de avaliação do desempenho do pessoal docente.
o) Proceder ao acompanhamento e avaliação da execução das suas deliberações e recomendações.
Artigo 24º
Funcionamento
1. O conselho pedagógico reúne, ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente, por iniciativa do respetivo presidente, por requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou sempre que um pedido de parecer da conselho geral ou diretor o justifique.
2. O secretário do conselho pedagógico, até ao quinto dia útil, após a realização da reunião, procederá à sistematização das decisões mais importantes. Após a anuência do presidente deste órgão, serão afixadas em expositor próprio na sala de professores da escola e enviadas aos professores via Internet.
Artigo 25º
Regime de Funcionamento do Plenário e das Secções
O conselho pedagógico funciona em plenário e por secções podendo no seu regimento definir a possibilidade de funcionar uma comissão permanente.
Artigo 26º
Secção de Formação
É obrigatória a existência de uma secção de formação, sempre que se verifique a existência de ―Formação em Serviço‖ no agrupamento de escolas.
1.
Composição
:b) O coordenador de departamento e outros professores que acompanhem a formação em serviço, convidados pelo conselho pedagógico;
c) A secção de formação é convocada pelo presidente do conselho pedagógico, com uma antecedência mínima de 72 horas, através de convocatória afixada na sala de professores.
2. Competências:
a) Apresentar ao conselho pedagógico as propostas de projetos de formação de professores e de ações de formação;
b) Proceder ao acompanhamento do processo de formação; c) Acompanhar a formação dos estagiários.
Artigo 27º
Secção de Avaliação do Pessoal Docente
1. A Secção é constituída por cinco elementos:
2. O presidente do conselho pedagógico, que coordena, mais quatro membros do mesmo conselho, eleitos de entre os seus pares.
3. Compete à secção de Avaliação do Pessoal Docente:
a) Garantir o rigor do sistema de avaliação, designadamente através da emissão de diretivas para a sua aplicação;
b) Validar as avaliações de Excelente, Muito Bom e Insuficiente;
c) Proceder à avaliação do desempenho nos casos de ausência de avaliador e propor as medidas de acompanhamento e correção do desempenho insuficiente;
d) Emitir parecer vinculativo sobre as reclamações do avaliado.
Artigo 28º
Outras Secções
1. Poder-se-ão formar outras secções no âmbito do conselho pedagógico, quando este órgão achar conveniente, de forma a responder cabalmente às suas competências.
2. Estas secções terão como atribuições elaborar propostas a apresentar ao plenário a fim de serem apreciadas e aprovadas.
3. Serão constituídas por membros do conselho pedagógico, podendo ser abertas a elementos não pertencentes a este órgão se assim for decidido em reunião do conselho.
4. Nestas secções todos os membros têm direito a voto e os membros que não pertencem ao conselho pedagógico poderão estar presentes nas reuniões do conselho pedagógico, se para tal forem solicitados, mas sem direito a voto.
Artigo 29º
Mandato
1. O mandato dos representantes ao conselho pedagógico é de quatro anos letivos.
SECÇÃOIV–CONSELHOADMINISTARTIVO
Artigo 30º
Conselho Administrativo
O conselho administrativo é o órgão deliberativo em matéria administrativo-financeiro da escola, nos termos da legislação em vigor.
Artigo 31º
Composição
O conselho administrativo tem a seguinte composição: a) O diretor, que preside;
b) O subdiretor ou um dos adjuntos do diretor, por ele designado para o efeito; c) O chefe dos serviços de administração escolar, ou quem o substitua.
Artigo 32º
Competências
Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei, compete ao conselho administrativo:
a) Aprovar o projeto de orçamento anual, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo conselho geral;
b) Elaborar o relatório de contas de gerência;
c) Autorizar a realização de despesas e o respetivo pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a legalidade da gestão financeira;
d) Zelar pela atualização do cadastro patrimonial.
Artigo 33º
Funcionamento
O conselho administrativo reúne ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que o presidente o convoque, por sua iniciativa ou a requerimento de qualquer dos restantes membros.
Capítulo III
COORDENAÇÃO DE ESCOLA OU ESTABELECIMENTO DE EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR
Artigo 34.º
Coordenador/Representante
1. A coordenação de cada estabelecimento de educação pré-escolar ou de escola integrada no agrupamento é assegurada por um coordenador.
2. Nos estabelecimentos de educação pré-escolar e escolas que tenham menos de três docentes em exercício efetivo de funções, não há lugar à designação de coordenador, mas de um representante de estabelecimento.
3. Na escola sede do agrupamento não há lugar à designação de coordenador
4. O coordenador é designado pelo diretor, de entre os professores em exercício efetivo de funções na escola ou no estabelecimento de educação pré-escolar.
5. O mandato do coordenador de estabelecimento tem a duração de quatro anos e cessa com o mandato do diretor.
6. O coordenador de estabelecimento pode ser exonerado a todo o tempo por despacho fundamentado do diretor.
Artigo 35.º
Competências dos coordenadores/representantes
Compete ao coordenador/representante de escola ou estabelecimento de educação pré-escolar: a) Coordenar as atividades educativas, em articulação com o diretor;
b) Analisar as propostas dos educadores/professores titulares de turma e transmiti-las, através do coordenado de departamento, ao conselho pedagógico;
c) Propor e planificar formas de atuação junto dos pais e encarregados de educação; d) Promover a interação entre a escola e a comunidade
e) Cumprir e fazer cumprir as decisões do diretor e exercer as competências que por esta lhe forem delegadas;
f) Transmitir as informações relativas a pessoal docente e não docente e aos alunos;
g) Promover e incentivar a participação dos pais e encarregados de educação, dos interesses locais e da autarquia nas atividades educativas.
Capítulo IV
ESTRUTURAS DE ORIENTAÇÃO EDUCATIVA E SUPERVISÃO
Artigo 36º
1. As estruturas de orientação educativa colaboram com o conselho pedagógico e com o diretor procurando assegurar o acompanhamento eficaz do percurso escolar dos alunos e reforçar a articulação curricular numa perspetiva multidisciplinar;
2. São consideradas estruturas de orientação educativa os departamentos curriculares, conselhos de grupo, conselhos de diretores de turma, os conselhos de turma/curso coordenação dos cursos profissionais e equipas pedagógicas dos cursos de educação e formação.
SECÇÃOI-DEPARTAMENTOSCURRICULARES
Artigo 37º
Princípios Gerais
Os departamentos curriculares constituem a estrutura de apoio ao conselho pedagógico, a quem incumbe especialmente o desenvolvimento de medidas que reforcem a articulação interdisciplinar na aplicação de planos de estudo.
Artigo 38º
Composição
1. Os departamentos curriculares são 6 e integram os professores que no respetivo ano letivo lecionam as seguintes disciplinas: (Decreto-Lei 200/2007 de 22 de Maio- Anexo 1).
1.1 Departamento do Pré-escolar:
a) código – 100 1.2Departamento do 1.º Ciclo
a) código – 1101.3 Departamento de Línguas:
a) código – 200 b) código – 210 c) código – 220 d) código – 300 e) código – 320 f) código – 330 g) código – 3501.4 Departamento de Ciências Sociais e Humanas:
a) código – 200 b) código – 290 c) código – 400 d) código – 410 e) código – 420 f) código – 430
1.5 Departamento de Matemática e Ciências Experimentais:
a) código – 230 b) código – 500 c) código – 510 d) código – 520 e) código – 5501.6 Departamento de Expressões:
a) código – 240 b) código – 250 c) código – 260 d) código – 530 e) código – 600 f) código – 620 g) código – 910Artigo 39.º
Competências
1. Cada departamento curricular tem como objetivo o reforço curricular e da interdisciplinaridade, competindo-lhe:
a) Colaborar com o conselho pedagógico na construção do projeto educativo do agrupamento de escolas;
b) Elaborar o plano anual de atividades do departamento que leve à concretização do projeto educativo;
c) Colaborar com o conselho pedagógico na identificação de necessidades de formação, elaboração e execução do plano de formação dos professores da escola;
d) Desenvolver, em conjugação com os serviços de psicologia e orientação, medidas nos domínios da orientação, acompanhamento e avaliação dos alunos, visando contribuir para o sucesso educativo;
e) Fomentar a partilha de experiências e recursos de formação, tendo em vista o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores;
f) Colaborar na inventariação das necessidades em equipamentos e material didático, assim como promover a interdisciplinaridade, e o intercâmbio de recursos pedagógicos e materiais entre departamentos;
g) Coordenar a planificação das atividades pedagógico/didáticas relativas aos programas das disciplinas, das atividades letivas e não letivas;
h) Promover e participar na produção de materiais e no apoio à atividade letiva;
i) Definir critérios para a atribuição de serviço docente e para gestão de espaços e equipamentos;
j) Colaborar na definição de competências essenciais, bem como na elaboração de provas e matrizes dos exames de equivalência à frequência e dos exames a nível de escola equivalentes a exames nacionais, no quadro do sistema de avaliação dos ensinos básico e secundário;
Artigo 40.º
Funcionamento
1. O departamento reunirá ordinariamente duas vezes por período e, extraordinariamente, sempre que se torne necessário, por iniciativa do respetivo coordenador, por solicitação do diretor ou a pedido de dois terços dos seus membros.
2. O departamento deverá elaborar um regimento de funcionamento, que terá a vigência de um mandato coincidente com o mandato do diretor.
Artigo 41.º
Coordenador do Departamento Curricular
1. Cada departamento curricular é coordenado por um coordenador que será sempre um professor, de acordo com o estipulado no artigo 44º do Dec. Lei 137/2012 de 2 de julho. 2. Ao coordenador de departamento curricular serão atribuídos quatro tempos da componente
letiva ou não letiva para exercer a coordenação pedagógicae para as funções de coordenador avaliador beneficiará da atribuição do número horas definidas nos termos da legislação em vigor.
Substituir pela nova legislação
3. O coordenador de departamento é eleito pelo respetivo departamento, de entre uma lista de três docentes, propostos pelo diretor para o exercício do cargo.
Artigo 42.º
Competências do Coordenador de Departamento Curricular
1. Compete ao coordenador de departamento curricular:
a) Coordenar a atuação pedagógica dos professores do departamento curricular;
b) Estimular a criação de condições que favoreçam o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores;
c) Coordenar a planificação das atividades pedagógicas e promover a troca de experiências e a cooperação entre os professores;
d) Estimular a cooperação com outras escolas da região no que se refere à partilha de recursos e à dinamização de projetos de inovação pedagógica;
e) Representar o departamento no conselho pedagógico e noutras as atividades para que seja solicitado;
f) Representar o departamento, atuando como interlocutor entre este e outros órgãos;
g) Convocar as reuniões ordinárias, inscrevendo na convocatória a respetiva ordem de trabalhos;
h) Elaborar um relatório anual da atividade do departamento.
SECÇÃOII-CONSELHODEGRUPODISCIPLINAR
Artigo 43º
Organização
1. Para os efeitos considerados necessários os professores das diversas disciplinas dos 2º e 3.º ciclos e secundário podem organizar-se em conselhos de grupo disciplinar.
2. Os professores dos grupos 200, 210 e 220 formam apenas uma sub-coordenação no 2º ciclo. 3. Será criado o cargo de subcoordenador de grupo apenas nos grupos de recrutamento onde
não exista coordenador.
4. Os docentes dos 1º e 2º anos do 1º ciclo formarão uma sub-cordenação; 5. Os docentes dos 3º e 4º anos do 1º ciclo formarão uma sub-cordenação;
6. O subcoordenador de grupo terá direito às seguintes reduções na componente não letiva: mais de 10 elementos, 3 tempos de 50 minutos;
de 3 a 10 elementos, 2 tempos de 50 minutos; menos de três elementos, 1 tempo de 50 minutos.
7. O subcoordenador de grupo é nomeado pelo diretor e o mandato terá a duração de quatro anos.
8. O subcoordenador de grupo cumprirá a função de assessor do coordenador de departamento, tendo por missão coordenar as atividades dos professores que lecionam a disciplina, nos termos das competências específicas do conselho de grupo disciplinar.
9. O conselho de grupo reunirá ordinariamente uma vez por período e extraordinariamente sempre que o subcoordenador ou dois terços dos seus membros o convoquem.
10. O conselho de grupo disciplinar deve elaborar um regimento de funcionamento.
Artigo 44.º
Competências
1. Compete ao conselho de grupo disciplinar:
a) Colaborar com o coordenador do departamento na construção do projeto educativo do agrupamento de escolas;
b) Planificar as atividades específicas do grupo e colaborar na planificação das atividades do agrupamento de escolas;
c) Elaborar os critérios de avaliação da disciplina;
d) Refletir sobre os problemas relacionados com a avaliação dos alunos;
e) Proceder à análise crítica dos programas e de qualquer outra documentação proveniente dos serviços centrais;
f) Realizar o levantamento do material didático e bibliográfico ao dispor dos respetivos docentes e discentes;
g) Inventariar as necessidades da disciplina, do grupo ou especialidade e informar o coordenador do departamento;
h) Elaborar o inventário dos bens adstritos ao respetivo grupo.
SECÇÃO III – CONSELHO DE ESCOLA (ESTABELECIMENTO DE PRIMEIRO CICLO) E DE ESTABELECIMENTODEEDUCAÇÃOPRÉ–ESCOLAR
Artigo 45º
Constituição
1 Constituem os conselhos de escola e de estabelecimento de educação pré-escolar todos os professores /educadores titulares de turma de cada estabelecimento de ensino.
2 Quem preside aos conselhos indicados no ponto um são os coordenadores e/ou representantes de estabelecimento.
Artigo 46º
Competências
1. Articular as atividades dos professores/educadores que compõem o conselho de Estabelecimento, com vista à colaboração entre docentes e com os departamentos curriculares 2. Planificar e desenvolver plano de estabelecimento a integrar no plano anual de atividades, 3. Proceder à reflexão e avaliação do plano anual de atividades do estabelecimento;
4. Promover ações que estimulem o envolvimento dos pais e encarregados de educação no percurso escolar dos alunos.
Artigo 47 º
Reuniões
1. O conselho de escola e de estabelecimento de educação pré-escolar reúne ordinariamente, uma vez por mês, e extraordinariamente sempre que razões de ordem pedagógica, disciplinar ou de interesse para o estabelecimento o exijam;
2. O conselho de escola e de estabelecimento de educação pré-escolar é convocado pelo coordenador/representante de estabelecimento, por sua iniciativa, ou pelo diretor.
SECÇÃOIV–CONSELHODETURMA
Artigo 48º
Princípios gerais
1. O conselho de turma é a estrutura de orientação educativa responsável pela organização das atividades da turma e pelo acompanhamento e avaliação dos alunos.
2. É da responsabilidade do conselho de turma o acompanhamento e a avaliação das atividades a desenvolver com os alunos que, no ensino básico, deve ser objeto de um plano de trabalho da turma (PTT), o qual deve integrar estratégias de diferenciação pedagógica e de adequação curricular para a turma destinadas a promover a melhoria das condições de aprendizagem e a articulação escola – família.
Artigo 49º
Constituição
1. O conselho de turma é constituído pelos professores da turma e, em situações julgadas pertinentes e previstas na lei, por técnicos dos serviços especializados de educação especial, psicólogo e por dois representantes dos pais e encarregados de educação e pelo representante dos alunos.
Artigo 50.º
Competências
Compete ao conselho de turma:
5. Articular as atividades dos professores que compõem o conselho de turma, com vista à interdisciplinaridade, em colaboração com os departamentos curriculares.
6. Detetar dificuldades e outras necessidades dos alunos em colaboração com os serviços especializados de apoio educativo e o psicólogo.
7. Elaborar, no ensino básico, o plano de trabalho de turma, o qual deve integrar estratégias de diferenciação pedagógica e de adequação curricular para o contexto da sala de aula.
8. Planificar e desenvolver, no ensino básico, iniciativas no âmbito do plano de trabalho de turma (PTT).
9. Comunicar ao diretor os casos disciplinares cuja gravidade entenda que excedem a sua competência.
10. Proceder à avaliação dos alunos nos termos da legislação em vigor, garantindo a correta operacionalização dos critérios de avaliação que constituem referenciais comuns no Agrupamento para cada ciclo e disciplina.
11. Promover ações que estimulem o envolvimento dos pais e encarregados de educação no percurso escolar dos alunos.
Artigo 51º
Reuniões
3. O conselho de turma reúne, ordinariamente, no princípio do ano letivo, no final de cada período e, sempre que razões de ordem pedagógica, disciplinar ou de interesse para a turma o exijam, de acordo com o estipulado em conselho pedagógico.
4. O conselho de turma é convocado pelo diretor, por sua iniciativa, a pedido do diretor de turma, ou a pedido de dois terços dos seus membros.
5. Quando o conselho de turma reúna para efeitos de avaliação, apenas participam os membros docentes e, se necessário, técnicos dos serviços especializados de educação especial e psicólogo;
6. Quando o conselho de turma se reunir por questões de natureza disciplinar é presidido pelo diretor ou por quem as suas vezes fizer , podendo ser convocado também o professor tutor, quando exista e não seja professor da turma..
7. Nas situações de falta do diretor de turma, deve o diretor nomear, de entre os docentes da turma, um substituto.
8. As reuniões de conselho de turma são secretariadas por um outro docente deste conselho, que é para esse efeito nomeado pelo diretor.
9. Nas situações de falta do secretário, pode o diretor de turma nomear, de entre os docentes da turma, um substituto.
10. Sempre que haja reuniões de conselho de turma coincidentes, o professor de educação moral e religiosa católica apresentará um calendário das reuniões onde irá estar presente e entregá-lo-á ao diretor para aprovação. Nas atas das reuniões onde o professor estiver ausente deve referir-se este ponto do regulamento interno. O professor não assinará essas atas.
SECÇÃOV–DIRETORDETURMA
Artigo 52º
Finalidade
1. O diretor designa um diretor de turma de entre os professores da mesma para coordenar o plano de trabalho a desenvolver com os alunos em cada turma, o qual deve integrar estratégias de diferenciação pedagógica e de adequação curricular, destinadas a promover a melhoria das condições de aprendizagem e a articulação escola-família.
Artigo 53º
Princípios
1. A designação do diretor de turma deve ter em conta a competência pedagógica e relacional do docente, bem como seguintes critérios:
a) Ser preferencialmente um professor profissionalizado; b) Lecionar preferencialmente a totalidade dos alunos da turma.
1. Sem prejuízo do disposto na alínea a) do número anterior, deverá ser nomeado diretor de Turma o professor que no ano anterior exerceu tais funções na turma a que pertenceram os alunos.
2. O número máximo de direções de turma a atribuir a um professor, e título excecional, é de duas.
3. O diretor de turma beneficiará de uma redução da componente letiva de dois blocos de cinquenta minutos e, caso a turma integre alunos com necessidades educativas especiais, essa redução será acrescida de bloco de cinquenta minutos a retirar da componente não letiva. 4. As horas de redução referidas no número anterior são marcadas no horário do diretor de
turma sendo uma para atendimento de pais e encarregados de educação, devendo ser registadas.
5. Caso o diretor de turma se encontre impedido de exercer as suas funções por um período superior a dez dias úteis, é nomeado outro professor da turma, sendo-lhe atribuídos os mesmos direitos e obrigações.
Artigo 54º
Competências
1. Compete ao diretor de turma, no desempenho das suas funções: a) Presidir ao respetivo conselho de turma.
b) Desenvolver ações que promovam e facilitem a correta integração dos alunos na vida escolar; c) Promover um acompanhamento individualizado dos alunos, divulgando junto dos professores
da turma a informação necessária à adequada orientação educativa dos alunos;
d) Garantir aos professores da turma a existência de meios e documentos de trabalho e a orientação necessária ao nível do conhecimento da turma;
e) Garantir uma informação atualizada junto dos pais e encarregados de educação acerca da integração dos alunos na comunidade escolar, do aproveitamento escolar, das faltas a aulas e outras atividades escolares, facilitando a orientação e acompanhamento dos alunos por parte dos seus encarregados de educação, fomentando a sua participação;
f) Sugerir à direção da escola a mobilização e coordenação dos recursos educativos existentes com vista a desencadear respostas adequadas às necessidades dos alunos;
g) Assegurar a participação dos professores, pais e alunos na aplicação de medidas de apoio educativo decorrentes de situações de insucesso;
h) Coordenar o processo de avaliação formativa e sumativa, garantindo o seu carácter globalizante e integrador;
i) Dar cumprimento às decisões dos órgãos pedagógicos do agrupamento de escolas;
j) Reunir com os alunos sempre que necessário, por sua iniciativa, a pedido do delegado de turma ou da maioria dos alunos;
k) Receber individualmente os pais e encarregados de educação em dia e hora para tal fim indicados, sem prejuízo de outras diligências que junto destes se tornem necessárias.
l) Elaborar e pôr em execução, em colaboração com o conselho de turma, o plano de trabalho de turma (no caso do ensino básico), os programas educativos individuais, os currículos específicos individuais para alunos com necessidades educativas especiais.
m) Garantir a operacionalização da disciplina de oferta complementar (no caso do ensino básico).
Artigo 55º
Atividades do Diretor de Turma
Para garantir a concretização das funções, o diretor de turma deverá realizar todo um conjunto de funções que envolvam os alunos, os professores da turma e os encarregados de educação, tendo em vista a:
1.Relação diretor de turma / alunos:
a) Conhecer o passado escolar dos alunos;
b) Conhecer os alunos individualmente, bem como a forma como se organizam na turma para melhor compreender e acompanhar o seu desenvolvimento intelectual e socio-afetivo;
c) Identificar os alunos com dificuldades e que exigem um acompanhamento especial e participar na elaboração de um programa de apoio: no âmbito da ação social escolar, ou no domínio pedagógico e/ou psicológico;
d) Preparar um atendimento especial aos alunos que mudaram de escola envolvendo os professores e os colegas da turma;
e) Analisar os problemas de inadaptação de alunos e apresentar propostas de solução; f) Identificar necessidades, interesses e hábitos de trabalho;
g) Apoiar o desenvolvimento de iniciativas e projetos que respondam aos interesses dos alunos e que favoreçam a integração escolar, familiar e social;
h) Preparar e organizar assembleias de turma quando surjam problemas entre alunos, ou alunos e professores, de forma a resolver os conflitos e a favorecer o desenvolvimento pessoal e social dos alunos. Desenvolver a consciência cívica dos alunos através de atividades de participação na vida da escola;
i) Promover o debate e a análise de questões nas áreas da cidadania, educação ética e moral, educação para a saúde e para a sexualidade, educação ambiental e consciência europeia e global, nomeadamente através da gestão da disciplina de oferta complementar.
j) Sensibilizar os alunos para a importância do delegado e subdelegado de turma e organizar a sua eleição;
k) Desenvolver estratégias que contribuam para o trabalho em equipa, a cooperação e solidariedade.
2. Relação diretor de turma / professores da turma:
a) Fornecer aos professores da turma as informações necessárias sobre os alunos e suas famílias;
b) Caracterizar a turma, no início do ano, a partir dos dados recolhidos na ficha biográfica do aluno e de outros meios de informação;
c) Discutir e definir com os professores estratégias de ensino-aprendizagem tendo em conta as características da turma;
d) Promover o trabalho de equipa entre os professores quer ao nível do desenvolvimento de projetos, quer na resolução de conflitos e problemas;
e) Recolher/fornecer informações sobre a assiduidade, comportamento e aproveitamento dos alunos;
f) Analisar com os professores os problemas dos alunos tais como dificuldades de integração bem como as questões que surjam no relacionamento entre alunos ou alunos e professores; g) Coordenar as relações interpessoais e intergrupais dos professores entre si e dos professores e
alunos;
h) Estimular e colaborar em atividades que promovam a relação escola-meio; i) Participar na elaboração das propostas de apoio pedagógico aos alunos;
j) Propor e discutir com os professores formas de atuação que favoreçam o diálogo entre a escola e os pais.
3. Relação diretor de turma / encarregados de educação:
a) Informar os encarregados de educação das regras de funcionamento da escola, do regulamento interno e da legislação em vigor;
b) Informar os encarregados de educação sobre o funcionamento das estruturas de apoio existentes na escola e no SASE;
c) Comunicar o dia e a hora de atendimento;
d) Fornecer aos pais, com regularidade, informações sobre a assiduidade, comportamento e aproveitamento escolar dos alunos;
e) Refletir com os pais sobre o acompanhamento dos seus educandos;
f) Propor e planificar com os encarregados de educação formas de atuação que permitam uma relação mais estreita entre a família e a escola;
g) Definir estratégias específicas que possibilitem uma aproximação aos encarregados de educação que raramente ou nunca contactam com a escola.
h) Informar os encarregados de educação da razão ou razões da diferença entre as aulas dadas e previstas.
SECÇÃOV–CONSELHODEDIRETORESDETURMA
Artigo 56º
1.O conselho de diretores de turma é a estrutura de orientação e supervisão educativa que assegura a organização, o acompanhamento e a avaliação das atividades a desenvolver com os alunos e com os encarregados de educação, no âmbito de tudo o que envolve o processo de ensino e de aprendizagem
Artigo 57º
Constituição
Existem três conselhos de diretores de turma:
a) Conselho de diretores de turma do 2º ciclo do ensino básico b) Conselho de diretores de turma do 3º ciclo do ensino básico; c) Conselho de diretores de turma do secundário.
Artigo 58º
Composição
O conselho dos diretores de turma é constituído por todos os diretores de turmas do respetivo ciclo e presidido por um coordenador a nomear pelo diretor.
Artigo 59º
Reuniões Conjuntas
Artigo 60º
Competências do coordenador dos diretores de turma
1. Promover a execução das orientações do conselho pedagógico, visando a formação dos professores e a realização de ações que estimulem a interdisciplinaridade;
2. Analisar as propostas dos conselhos de turma e transmiti-las, através do coordenador, ao conselho pedagógico;
3. Propor e planificar formas de atuação junto dos pais e encarregados de educação; 4. Promover a interação entre a escola e a comunidade.
SECÇÃOVI–OFERTAFORMATIVA
Artigo 61º
Cursos
1. A Escola promove, sempre que existirem condições e tendo em conta as caraterísticas da população escolar, cursos nas diferentes modalidades, de acordo com a lei:
a) Cursos de ensino vocacional, b) Cursos profissionais;
c) Cursos noturnos;
d) Cursos de Educação e Formação (CEF)
e) Cursos de educação formação de adultos (EFA)
2. As ofertas previstas no número anterior não prejudicam a existência de percursos curriculares alternativos;
3. Tanto para os cursos vocacionais, cursos profissionais, cursos noturnos, CEF`S, EFA´S e outros, em que nos termos da legislação em vigor seja exigido, será nomeado um júri das provas finais;
4. Na constituição dos júris das PAP`s deve existir a possibilidade de uma personalidade de reconhecido mérito na área da formação profissional ou dos setores de atividade afins ao curso poder substituir o representante das Associações Sindicais dos setores de atividades afins;
5. Sempre que a escola tenha necessidade de nomear um professor para o júri das provas finais dos diferentes cursos deve designar um professor que já tenha lecionado a esses cursos.