Terras para a agricultura e
inovações técnicas
Expansão das áreas de cultivo
Inovações técnicas
Uso da charrua
Adoção do sistema trienal
Utilização do cavalo
As pessoas passaram a se
alimentar melhor.
Crescimento da população
Revigoramento do comércio e das
cidades
Outro meio de vida –
comércio, artesanato.
Feiras
1.
As cidades medievais
1.
Em torno das feiras, ao redor
dos castelos (burgo).
2.
Conseguiram a liberdade
Carta de
franquia
Revoltas
DIREITO DE COMUNA
Os séculos de crise (2° fase)
Crise agrícola e fome
- As terras de boa qualidade tinham
se tornado raras devido à expansão
agrícola, e a ocupação de solos
menos férteis pela agricultura
resultou
em
queda
da
produtividade.
Os séculos de crise
A ampliação de áreas agricultáveis
era dificultada por muitos nobres
feudais, que resistiam à derrubada
das florestas para fins agrícolas,
pois elas eram o ambiente natural
para a caça e fonte de produtos
como madeira, mel e cera.
Os séculos de crise
Em várias regiões europeias,
houve também perdas de
colheita, provocadas por fatores
climáticos, guerras, técnicas
inadequadas de cultivo etc.
Chama-se cruzada a qualquer um dos
movimentos
militares,
de
caráter
parcialmente cristão, que partiram da
Europa Ocidental e cujo objetivo era
colocar a Terra Santa (nome pelo qual os
cristãos denominavam a Palestina) e a
cidade de Jerusalém sob a soberania dos
cristãos. Estes movimentos
estenderam-se entre os séculos XI e XIII, época em
que a Palestina estava sob controle dos
turcos muçulmanos.
O domínio dos turcos seljúcidas sobre a
Terra Santa terá sido percebido pelos
cristãos do Ocidente como uma ameaça e
uma forma de repressão sobre os
peregrinos e os cristãos do Oriente. Em
1095, no concílio de Clermont, o papa
Urbano II exorta a multidão a libertar a
Terra Santa e a colocar Jerusalém de
novo sob soberania cristã, apresentando
a expedição militar que propõe como
uma forma de penitência.
A
multidão
presente
aceita
entusiasticamente o desafio e logo
parte em direcção ao Oriente, tendo
consigo uma cruz vermelha sobre as
suas roupas (daí terem recebido o
nome
de
"cruzados").
Assim
começavam as cruzadas.
MOTIVOS
IGREJA NOBRES MERCADORES COMUNS Pacificar a EuropaReconquista da Terra Santa
Salvação dar um sentido religioso a sua existência
Terras e outras riquezas Aumento do comércio
Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096) foi
um acontecimento extra-oficial que consistiu em um movimento popular que bem caracteriza o misticismo da época e começou antes da Primeira Cruzada oficial. O monge Pedro, o Eremita, graças a suas pregações comoventes, conseguiu reunir uma multidão. Entre os guerreiros, havia uma multidão de mulheres, velhos e crianças.
Foi chamada também de Cruzada dos Nobres ou dos
Cavaleiros. Ao pregar e prometer a salvação a todos os que morressem em combate contra os pagãos (leia-se, muçulmanos) em 1095, o Papa Urbano II estava a criar um novo ciclo. É certo que a ideia não era totalmente nova: parece que já no século IX se declarara que os guerreiros mortos em combate contra os muçulmanos na Sicília mereciam a salvação. Mas desta vez a salvação não era prometida numa situação excepcional.
A Cruzada das Crianças, é um misto de
fantasia e fatos. A lenda baseia-se em duas movimentações separadas com origem na França e na Alemanha, no ano de 1212. Esta cruzada teria ocorrido entre a Terceira e a Quarta Cruzada e seria um movimento extra-oficial, baseado na crença que apenas as almas puras (no caso as crianças) poderiam libertar Jerusalém. Foi um desastre, pois a maioria das crianças morreram no caminho, de fome ou de frio.
As que sobreviveram foram
vendidas como escravas pelos
turcos no Norte da África. Alguns
chegaram somente até a Itália,
outros se dispersaram, e houve
aqueles que foram sequestrados e
escravizados pelos muçulmanos.
Se por um lado aprofundaram a
hostilidade entre o cristianismo e o Islã,
por outro estimularam os contatos
econômicos e culturais para benefício
permanente da civilização europeia. O
comércio entre a Europa e a Ásia Menor
aumentou consideravelmente e a Europa
conheceu novos produtos, em especial, o
açúcar e o algodão.
Os contatos culturais que se
estabeleceram entre a Europa e o
Oriente tiveram um efeito
estimulante no conhecimento
ocidental e, até certo ponto,
prepararam o caminho para o
Renascimento.
Empobrecimento dos senhores feudais, que
tiveram suas economias arrasadas pelo elevado custo das guerras.
Fortalecimento do poder real, à medida
que os senhores feudais perdiam suas forças;
“reabertura” do mar Mediterrâneo e
consequente desenvolvimento do intercâmbio comercial entre Europa e Oriente;
Ampliação do universo cultural europeu,
promovida pelo contato com os povos orientais.
A peste negra ficou conhecida na história
como uma doença responsável por uma das mais trágicas epidemias que assolaram o mundo Ocidental. Chegando pela Península Itálica, em 1348, essa doença afligiu tanto o corpo, quanto o imaginário de populações inteiras que sentiam a mudança dos tempos por meio de uma manifestação física. Assim como a Aids, a peste negra foi considerada por muitos um castigo divino contra os hábitos pecaminosos da sociedade.
A Peste Negra foi uma epidemia que atingiu a
Europa, a China, o Oriente Médio e outras regiões do Mundo durante o século XIV (1347-1350), matando um terço da população da Europa e proporções provavelmente semelhantes nas outras regiões. A peste não só dizimou a população como largamente destruiu a civilização europeia da baixa Idade Média, da construção das catedrais e do feudalismo, que foi substituída pela bastante diferente civilização das Descobertas e do Renascimento, logo que a população voltou a crescer.
Durante o período de revolução que causou,
instituições milenares como a Igreja Católica foram questionadas, novas formas de religião místicas e de pensar prosperaram e minorias inocentes como os leprosos e os judeus foram perseguidas e acusadas de serem a causa da peste.
Os cidadãos que tinham a doença eram obrigados a
sair das cidades por 40 dias para provar que não estavam doentes. Algumas ordens religiosas recolhiam estas pessoas e as tratavam enquanto estavam isoladas e não podiam se aproximar de pessoas que não tinham a doença.
A filosofia da Idade Média, foi
desenvolvida em escritos em que, a
despeito de terem sido produzidos
por pensadores cristãos, entre os
quais se incluíam diversos padres da
Igreja Católica, havia a separação
entre os âmbitos filosófico e
religioso.
Na Europa medieval, o teatro foi
utilizado como importante veículo de
divulgação dos dogmas da Igreja. Nessa
época, a música religiosa desenvolveu-se,
principalmente, nos mosteiros da Igreja
Católica, tendo a palavra cantada
definido o ritmo melódico, como se
verifica no canto gregoriano.
Presença central no filme de
Bergman
citado
no
primeiro
fragmento do texto, as Cruzadas
podem
ser
definidas
como
movimento de expansão da Europa
feudal em crise e, como tal,
desprovida de motivação religiosa e
de sentido social.