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INTERNETUMNOVOPARADIGMANAEDUCAÇÃODEJOVENSEADULTOS

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

ESPECIALIZAÇÃO EM INTEGRAÇÃO DA EDUCAÇÃO

PROFISSIONAL À EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE DE

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

INTERNET: UM NOVO PARADIGMA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Josiane Coelho dos Passos

Orientador: Profª Ms Patrícia Souza Marchand

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FICHA CATALOGRÁFICA

___________________________________________________________________________ P289i Passos, Josiane Coelho dos

Internet: um novo paradigma na Educação de Jovens e Adultos / Josiane Coelho dos Passos ; orientadora Patrícia Souza Marchand. – Porto Alegre, 2009. 30 f. : il.

Trabalho de conclusão (Especialização) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação. Curso de Especialização em Educação Profissional integrada à Educação Básica na Modalidade Educação de Jovens e Adultos, 2009, Porto Alegre, BR-RS.

1. Educação. 2. Educação de Jovens e Adultos. 3. EJA. 4. Internet – Uso do computador – EJA. I. Marchand, Patrícia Souza. II. Título

CDU 374.7 _____________________________________________________________________________ CIP-Brasil. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação.

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INTERNET: UM NOVO PARADIGMA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Josiane Coelho dos Passos Orientadora: Profª Patrícia Souza Marchand

“Mudar o mundo é tão difícil, quanto possível, porque ensinar exige a convicção de que a mudança é possível.” Paulo Freire

RESUMO: Este artigo contém um estudo que propõe-se a refletir sobre a utilização de novas tecnologias na educação como uma ferramenta educativa, enfocando a utilização da internet

como pesquisa e apoio ao ensino. A pesquisa foi desenvolvida no primeiro semestre de 2009, com os alunos da Etapa VII da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlio Ströher. Apresenta resultados obtidos em uma pesquisa feita por meio de questionários e entrevistas aplicadas com alunos, que comprovam a importância do computador no processo de formação do aluno da EJA, bem como na sua qualificação profissional.

Palavras-chave: educação, jovens e adultos, computador, internet, educador.

A FERRAMENTA: INTERNET

Tornou-se senso comum dizer que a Internet mudou a vida das pessoas e é notório que não podemos duvidar disso. Essa gigantesca rede de computadores formada por inúmeras outras redes ao redor do mundo é mais do que um meio de comunicação ou informação é um novo jeito de viver.

A cada dia aumenta o número de pessoas utilizando a Internet, as quais, inicialmente, sentem-se inseguras, mas rapidamente superam o medo e tornam-se internautas assíduos e, muitas vezes, esta ferramenta passa a reger sua vida.

A Internet é considerada o meio de comunicação mais promissor desde a criação da televisão. Ela é uma imensa rede pública, a qual pode ser acessada por qualquer pessoa que tenha um computador e pelo menos uma linha telefônica discada.

A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo TCP/IP que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. Ela carrega uma ampla variedade de

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recursos e serviços, incluindo os documentos interligados por meio de “hiperligações” da World Wide Web, e a infra-estrutura para suportar correio eletrônico e serviços como comunicação instantânea e compartilhamento de arquivos. De acordo com o Geocities:

Internet – É uma gigantesca rede mundial de computadores, compostas de computadores que são interligados entre si. É como uma rodovia pela quais informações em formato de textos, imagens e sons trafegam em alta velocidade entre os computadores que estão conectados a esta rede. (http://br.geocities.com/mgaldinaguimaraes/Webfolio/glossario_ ead.htm)

Atualmente, a Internet é um importante veículo para realização de pesquisas, entretenimento, veiculação de notícias e comércio eletrônico. Além destas, a Internet possibilita a execução de uma série de outras tarefas que podem ser executadas em qualquer ambiente como fazer transações bancárias, compras, ouvir rádio, consultar órgãos públicos, comunicar-se com outras pessoas, etc.

Não há uma entidade que detenha seu controle, sua descentralização ameaça os grupos políticos e econômicos hegemônicos que tentam controlá-la, já que neste ambiente o cidadão é liberto para postar seu posicionamento, questionamentos e propagar suas angústias, além de oferecer serviços sem pedir permissão do Estado ou a setores econômicos tradicionais.

Neste contexto tecnológico que transcende as barreiras do imaginário, há uma barreira, a disparidade econômica da sociedade brasileira. Ainda, e mais do que nunca, é preciso pensar numa forma de democratizar o acesso a essa tecnologia.

A escola é um dos caminhos para a inclusão digital e o aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do PROEJA, urge por esse aprendizado, tendo em vista a demanda do mercado de trabalho. Buscamos entender de que forma a utilização da Internet como ferramenta de pesquisa e ensino pode ser incorporada nas práticas pedagógicas, de modo que o seu domínio favoreça o processo de aprendizagem dos alunos.

Portanto, este artigo propõe-se a refletir sobre a utilização de novas tecnologias na educação como uma ferramenta educativa, enfocando a Internet como sendo uma ferramenta de pesquisa e apoio a ensino.

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INTERNET NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Vivemos a multiplicação de publicações, especialmente em ciência e tecnologia. As unidades de informação não são capazes de possuir todo conhecimento disponível, nos mais variados suportes, mesmo em uma área específica. Há necessidade de colocar informação ao alcance de qualquer pessoa, quando e onde for necessário. Os indivíduos necessitam informações recentes, precisas e em tempo cada vez mais curto.

Atualmente, o grande avanço nas áreas de telecomunicações e informática tem possibilitado um maior desenvolvimento das redes e sistemas. Com o desenvolvimento da telemática, que favoreceu o crescimento e diversidade das tecnologias de informação, é possível e cada vez mais barato transmitir textos, imagens e sons em grande volume e com rapidez, ou seja, temos a oportunidade efetiva e eficaz de trocar informações. E as redes e sistemas, usando recursos dessas inovações tecnológicas, podem dinamizar a recuperação de informações.

Ao abordarmos sobre recuperação de informação, via redes, devemos abordar um dos fenômenos marcantes do final do milênio, que é o surgimento da rede mundial Internet, que é um símbolo, na área da informação, do que a tecnologia tem de mais avançado. A Internet, em termos de sistema de informação, provê acesso imediato a uma quantidade gigantesca de informações científicas, educacionais, culturais e de lazer, em tempo real e de forma direta.

A Internet pode ser considerada uma tecnologia de inteligência, ao lado da escrita e da imprensa, porém com um arrebatamento libertador ainda maior por possuir recursos altamente elaborados na recuperação e transmissão da informação. Além disso, os recursos informacionais disponíveis na rede são novas ferramentas, no sentido de abrir novas possibilidades cognitivas e intelectuais que extrapolam aquelas oferecidas por documentos em papel, leitura linear.

O novo paradigma da educação é aprender a aprender; adquirir habilidade para obter, utilizar e gerar nova informação. Os sistemas de informação, em especial a escola, tornam-se extremamente importantes, uma vez que podem contribuir para a sua democratização, ou seja, facilitar e

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aumentar o seu acesso e, mais ainda, contribuir para a informação recebida pelos estudantes, transformando-se em conhecimento, melhorando assim a qualidade de vida dos cidadãos.

Assim, nesta pesquisa busco verificar de que maneira a Internet auxilia no processo de formação do aluno da EJA.

Esta pesquisa tem como participantes alunos da Etapa VII da Educação de Jovens e Adultos - EJA da Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlio Ströher, localizada no bairro Paraíso, em Sapucaia do Sul.

O bairro em que está localizada a escola é próximo ao centro da cidade, este tem uma característica peculiar que é a disparidade econômica. A escola Júlio Ströher vizinha com moradores de um loteamento nobre de um lado e de outro, com habitantes populares.

A Educação de Jovens (EJA) ocorre no turno da noite e recebe alunos de classe média baixa e baixa. A Etapa VII atende 33 alunos, com idade entre 16 e 52 anos. A escola tem ótima estrutura física.

Questionando estes alunos sobre os motivos que os levaram à escola, predomina as suas expectativas de conseguir um emprego melhor. Também foram motivados pela vontade de entender melhor o conhecimento científico, o qual é abordado na escola. Já para os adolescentes, o maior desafio é a reconstrução de um vínculo positivo com a escola. De acordo com uma observação inclusa nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997, p. 25):

Se a aprendizagem for uma experiência de sucesso o aluno constrói uma representação de si mesmo como alguém capaz. Se, ao contrário, for uma experiência de fracasso, o ato de aprender tenderá a se transformar em ameaça, e a ousadia necessária se transformará em medo, para o qual a defesa possível é manifestação de desinteresse.

Em ambos os casos, é necessário que o educador colabore na reconstrução da imagem da escola, das aprendizagens escolares e de si próprio. Esse novo olhar positivo à escola perpassa pela inclusão das expectativas, gostos e modos característicos da idade dos alunos no projeto pedagógico do professor.

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Os professores da EJA costumam incorporar a cultura e a realidade dos alunos como conteúdo e ponto de partida para as aulas, pois sabem que a escola é um espaço propício para a educação da cidadania.

BUSCANDO UM NOVO PARADIGMA NA EJA

Um terço da população brasileira vive na pobreza absoluta e tem baixos níveis de escolaridade, sem acesso à educação, ao trabalho, à renda, à moradia, ao transporte e à informação. Nesse quadro de desigualdade social se insere a exclusão digital.

A exclusão digital de indivíduos não se refere a um fenômeno simples, não se limita ao universo daqueles que têm versus ao daqueles que não têm acesso a computador e Internet, dos incluídos e dos excluídos; Polaridade real, mas que por vezes mascara os múltiplos aspectos da exclusão digital.

O número de pessoas que possui computador na sua residência com ou sem acesso à Internet é uma medida primitiva demais para medir a exclusão digital. Por que:

 o tempo disponível e a qualidade do acesso afetam decisivamente o uso da Internet;

 as tecnologias da informação e comunicação são muito dinâmicas e obrigam a uma atualização constante de hardware e software e dos sistemas de acesso, que, para não ficarem obsoletos, exigem um investimento regular por parte do usuário;

 o potencial de utilização depende da capacidade de leitura e de interpretação da informação por parte do usuário (no caso da Internet) e de sua rede social (no caso do e-mail).

Sabemos que é necessário transformar a cidadania digital em política pública, mas é preciso, primeiramente, reconhecer que a exclusão digital amplia a miséria e dificulta o desenvolvimento humano.

É preciso, também, que o mercado inclua na era da informação, grupos sociais menos privilegiados. Para isso, é condição essencial a participação do Estado neste processo.

O analfabeto digital sente-se despreparado para interagir no desenvolvimento do país. Sem inclusão digital, como uma decisiva política

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pública, os programas de governo acabam privilegiando o atendimento das elites econômicas, ampliando assim, as dificuldades.

Através da Internet o cidadão tem acesso aos serviços públicos, à informação e, o controle da implementação das políticas públicas serão otimizados, porém é primordial que o cidadão esteja inserido neste novo mundo, dominando a tecnologia com habilidade e segurança.

São os processos de capacitação social que buscam evitar que as tecnologias da informação aprofundem as desigualdades socioeconômicas que contribuirão para a inclusão digital aos cidadãos. Evidentemente que o primeiro passo para a inclusão digital é assegurar o acesso ao computador, à Internet e à linguagem básica da sociedade da informação.

As políticas de universalização do acesso à Internet nos países em desenvolvimento serão uma quimera se não estiverem associadas a outras políticas sociais, em particular as da formação escolar.

O valor efetivo da informação depende da capacidade dos usuários de interpretá-la. Informação só existe em forma de conhecimento, e conhecimento depende de um longo processo de socialização e de práticas que criam a capacidade analítica de transformar a informação em conhecimento. Portanto, confrontar a exclusão digital supõe enfrentar a reconstrução da imagem da escola.

Não podemos esquecer que a luta pela inclusão digital é uma luta contra o tempo. As novas tecnologias da informação aumentam a desigualdade social, de forma que a universalização do acesso não é mais do que a luta por renivelar as condições de acesso ao mercado de trabalho.

As exigências da economia e os novos empregos obrigam que o trabalhador domine o computador. A adaptação dos professores a este novo instrumento é um longo processo que não pode ser dissociado da melhoria geral da formação profissional. O desenvolvimento de softwares adequados, a readaptação do sistema pedagógico e o desenvolvimento de disciplinas de ensino crítico do uso da telemática serão necessários.

Até que este quadro consiga ser adaptado, o papel dos Laboratórios de Informática Educativa deve ser de introduzir os alunos no uso destes instrumentos, capacitando-os para o conhecimento de programas básicos, de

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forma a facilitar a futura inserção no mercado de trabalho e motivá-los para o uso das novas tecnologias.

O aluno da EJA procura encontrar na escola o aprendizado necessário para dominar as novas tecnologias, pois a grande maioria destes precisa adequar-se as exigências do mercado de trabalho. Dessa forma, é preciso integrar a aquisição deste aprendizado técnico com a do aprendizado científico, como prevê o documento base do PROEJA:

(...)a integração da Educação Profissional/formação inicial e continuada com o ensino fundamental na modalidade Educação de Jovens e adultos visa contribuir para a melhoria das condições de inserção social, econômica, política e cultural dos jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental. Assim, essa nova possibilidade educativa considera as especificidades do mundo do trabalho, mas não se restringe a elas.(MEC, 2000, p. 20)

É obrigação do Estado oportunizar à população adulta de satisfazer seu direito à educação com qualidade, o que permeia proporcionar-lhes a utilização das novas tecnologias na escola, pois não há limites de idade para aprender e os indivíduos sempre podem ampliar sua formação.

A Educação de Jovens e Adultos – EJA pertence a um contexto da educação permanente, por isso devem ter participação critica e efetiva na modernização cultural e tecnológica da sociedade em que se insere. Neste sentido, a educação de jovens e adultos favorece o desenvolvimento integral do indivíduo e sua adequada incorporação à sociedade como uma pessoa consciente, critica e responsável de suas atuações (FREIRE, 1996).

O artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da educação de 1996 incentiva todas as modalidades de ensino à distância e continuada, em todos os níveis de ensino. A utilização integrada de todas as mídias eletrônicas e impressas pode ajudar-nos a criar todas as modalidades de curso necessárias para dar um salto qualitativo na educação continuada, na formação permanente de educadores, na reeducação dos desempregados.

A Internet pode ser considerada um excelente recurso a favor da educação, principalmente se o educador valer-se das inquietações do educando para orientá-lo para a construção do seu conhecimento, assim, este

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tornar-se-á sujeito do processo e saberá recorrer a tecnologia para apoiar seus estudos e sanar suas dúvidas.

Para José Manuel Moran “Conhecer é integrar a informação no nosso referencial, no nosso paradigma, apropriando-a, tornando-a significativa para nós. O conhecimento não se passa, o conhecimento se cria, constrói-se” (1997, p. 10).

Uma vez sistematizadas como conhecimento, as “novas” informações passam também a ser disponibilizadas para que outros indivíduos possam beneficiar-se igualmente, formando um ciclo que repetirá-se indefinidamente, no qual informação gera conhecimento que, por sua vez, gera informação, sucessivamente, desenvolvendo assim, no indivíduo uma crescente capacidade de interação com os outros e com novos conhecimentos cada vez mais complexos.

Sendo assim, ensinar com a Internet será uma revolução, se mudarmos a prática de ensino. A tecnologia computacional se constitui em um catalizador para a mudança (SANDHOLTZ AT ALL, 1997, p.58), mas, o elemento fundamental para uma contribuição significativa do computador ao processo ensino e aprendizagem é o professor, o qual precisa assumir uma abordagem educacional.

Para que ocorra, de fato, a mudança, é preciso que o professor crie situações de aprendizagem que promova a construção dos conhecimentos pelos alunos, para isso é importante atentar para um planejamento que propicie a socialização das descobertas dos alunos, como orienta Pierre Lévy:

É preciso que o espaço e o tempo dedicado a pesquisa escolar sejam multiplicados pela difusão em comum, pela troca, pela discussão, e pela síntese final, para que todos depreendem dela conhecimento sob diversos ângulos. (LEVY, 2004, p. 33)

Os benefícios do uso das redes eletrônicas estão diretamente relacionados às novas formas de aprendizado em que a interação, o acesso ilimitado às informações que podem-se transformar em conhecimento, a questão interdisciplinar e colaborativa, somam-se na tentativa de redimensionar os modelos educacionais.

As redes eletrônicas estão estabelecendo novas formas de comunicação e de interação onde a troca de idéias grupais, essencialmente

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interativa, não leva em consideração as distâncias físicas e temporais. A grande vantagem é que as redes trabalham com grande volume de armazenamento de dados e transportam grandes quantidades de informação em qualquer tempo e espaço e em diferentes formatos.

O que por outro lado, há algumas desvantagens, como a situação percebida por quem navega, sendo que as horas de consulta passam e, no fim das contas muitos sites interessantes foram visitados, mas foram percorridos apenas “por alto”, sem que nada além das belas imagens e das homepages interessantes tenha sido acrescentado.

Ensinar utilizando a Internet requer atenção do professor. Diante de tantas possibilidades de busca, a própria navegação se torna mais sedutora do que o necessário trabalho de interpretação. Os alunos tendem a dispersar-se diante de tantas conexões possíveis, de endereços dentro de outros endereços, de imagens e textos que se sucedem ininterruptamente; Tendem a acumular muitos textos, lugares, idéias, que ficam gravados, impressos, anotados; Colocam os dados em seqüência mais do que em confronto; Copiam os endereços, os artigos uns ao lado dos outros, sem a devida triagem.

É preciso que o fascínio inicial vá dando lugar a um interesse efetivo pelo material que se consegue na rede, que leve ao crescimento pessoal e cultural, ao invés de ficar apenas no nível da mera curiosidade. Para isso, será imprescindível que estejam bem definidos os caminhos possíveis a tomar, assim como os objetivos que se pretendem alcançar com os projetos realizados.

A internet, além de conduzir-nos a uma crescente homogeneização da cultura, é ainda um canal de construção do conhecimento a partir da transformação das informações pelos alunos e professores, ela apresenta uma concepção socializadora da informação.

Muitas vezes o educando encontra assuntos novos, diferentes dos buscados e que também lhe desperta interesse, porém o educador não pode negar esse conhecimento ao aluno, ele deve dar um espaço de tempo restrito ao aluno, para que este, em seguida, volte para o assunto da aula.

Tendo em vista as dimensões positivas e alguns problemas abordados, é preciso entender a etapas, pelas quais passa o aluno até que tenha o

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domínio efetivo da tecnologia, depreendidas a partir da leitura de Moran

(MORAN, 1997, p.11):

 1ª Etapa: Deslumbramento, de curiosidade, de fascínio diante de tantas possibilidades novas;

 2ª Etapa: Domínio da tecnologia, de escolha das preferências;

 3ª Etapa: Enxergar os defeitos, os problemas, as dificuldades de

conexão, as repetições, a demora.

Não deve-se perder de vista que a mola propulsora para a construção do conhecimento é que o aluno seja capaz de fazer a leitura do mundo com autonomia. Uma prática pedagógica na Educação de Jovens e Adultos que faça uso do computador, mais especificamente da Internet, em vez de memorizar informação, ensina o aluno a buscá-la e usá-la. Essa tecnologia deve propiciar as condições aos estudantes exercitarem a capacidade de procurar e selecionar informação, resolver problemas e aprender independentemente, para que ele seja, de fato, protagonista de sua história.

Moran acredita que, através da navegação na Internet, o aluno adquire bom senso, gosto estético e intuição:

Bom senso para não deter-se, diante de tantas possibilidades, em todas elas, sabendo selecionar, em rápidas comparações, as mais importantes. A intuição é um radar que vamos desenvolvendo ao "clicar" o mouse nos links que nos levarão mais perto do que procuramos. A intuição nos leva a aprender por tentativa, acerto e erro. Às vezes, passaremos bastante tempo sem achar algo importante e, de repetente, se estivermos atentos, conseguiremos um artigo fundamental, uma página esclarecedora. O gosto estético nos ajuda a reconhecer e a apreciar páginas elaboradas com cuidado, com bom gosto, com integração de imagem e texto. Principalmente para os alunos, o estético é uma qualidade fundamental de atração. Uma página bem apresentada, com recursos atraentes, é imediatamente selecionada, pesquisada.(MORAN, 1997, p.12)

Moran (1997) acredita que, através da navegação na Internet, o aluno adquire bom senso, gosto estético e intuição. Bom senso para, diante de tantas possibilidades, saber selecionar, em rápidas comparações, o que é mais interessante. O gosto estético ajuda a reconhecer e apreciar sites bem elaborados, que integram texto, imagem e som. Intuição leva a aprender por

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erros e acertos, por conexões não lineares e através dos hipertextos, textos interconectados.

Em virtude dos fatos mencionados, acreditamos que o Laboratório de Informática Educativa ganhará cada vez mais importância à proporção que avançamos para a sociedade da informação. Este laboratório funciona então como um núcleo central do sistema escolar, que organiza e fornece a informação nos mais variados suportes, tais como a informação viva, impressa, audiovisual e digital, formando um elo de ligação da escola com o mundo exterior.

A escola deve tornar a Internet uma tecnologia de uso coletivo, multiplicar e otimizar seu uso como recurso educacional para o seu corpo docente e discente.

A Internet deve ser usada como mais um instrumento educacional, aliada a tantos outros recursos que a escola possui. Dentre suas aplicações educacionais, destaca-se como instrumento de divulgação, de comunicação e de pesquisa, no apoio ao processo de ensino e de aprendizagem.

Como canal de divulgação, a Internet funciona para divulgação institucional ou particular. A instituição escola pode usar a rede para disseminar sua filosofia, atividades administrativas e pedagógicas. Os próprios professores e alunos também podem ter suas home pages pessoais,divulgando suas produções mais significativas. Isso funciona como incentivo à produção, uma vez que esta não irá ficar nos armários da escola, podendo assim ser útil para outras comunidades escolares. E, tudo isso, sem depender de autorização de emissoras, jornais ou conselhos editoriais. Outro fator positivo é que ao produzir textos e imagem, os professores e alunos esforçam-se para comunicar melhor suas idéias, para produzir um trabalho bem elaborado, aumentando assim o padrão de exigência de suas produções.

A comunicação através da Internet pode ocorrer entre professores e alunos, entre professores e entre alunos de uma mesma escola, ou envolvendo outras instituições de ensino, até de outras cidades e países. Um grande número de recursos informacionais está disponível na Internet, esses serviços podem servir tanto como subsídios à pesquisa, quanto como canais de comunicação, por exemplo: correio eletrônico, listas de discussão, fóruns eletrônicos, conferência em linha, comunicação instantânea, etc. Atualmente,

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uma das formas de comunicação na Internet mais utilizadas pela comunidade escolar é o correio eletrônico, o qual pode ser usado para solucionar dúvidas, fornecer orientações adicionais, etc. Possibilitando, assim, a interação entre professores e alunos fora do ambiente da sala de aula.

A escola, através da Internet como meio de comunicação, pode oferecer a sua comunidade os seguintes serviços: assinar lista de discussões para os professores da escola de acordo com a sua área de especialidade, usar o correio eletrônico como caixa postal coletiva, contribuindo para a permuta de informações, como também utilizar as conferências em linha para comunidade escolar. A Internet, em termos de recursos informacionais provê acesso imediato a uma quantidade gigantesca de informações científicas, culturais e artísticas, ampliando assim as possibilidades de pesquisa dos estudantes.

Segundo Kuhlthau (1994, p.57), a pesquisa deve ser considerada um processo de descoberta, de investigação da realidade, de busca de soluções, se revelando num complexo e construtivo processo de aprendizagem que envolve toda a pessoa. Porém, no sistema escolar, em contraposição a essa teoria, o processo de pesquisa sempre foi considerado um dos grandes problemas. A principal causa para essa realidade é que a pesquisa escolar se limita a simples cópia de verbetes de enciclopédias, e não a um processo de descoberta, de procura de informações.

O uso na Internet como subsídio à pesquisa, no processo ensino e aprendizagem, é considerado como nova ferramenta cognitiva, no sentido de que oferece uma infinidade de recursos informacionais, acrescentando aos já disponíveis no acervo das bibliotecas. Além do que, a Internet se mostra adequada ao ritmo dos estudantes, pois estes possuem raciocínio fragmentado, isto é, mudam de foco com intensa rapidez, e também porque os jovens e adultos querem ser condutores de sua aprendizagem, ou seja, querem adquirir habilidades e conhecimentos por meio de suas próprias descobertas.

Uma das características do trabalho escolar é sua organização em disciplinas, com conteúdos estanques, segmentados e desarticulados entre si. O uso da Internet, em um projeto de pesquisa, torna viável o trabalho interdisciplinar, pois a linguagem informacional perpassa o conteúdo de diversas disciplinas. Outro resultado positivo é o de intensificar a participação

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do trabalho em grupo, a comunicação e a interação entre a comunidade escolar. “O aluno desenvolve a aprendizagem cooperativa, a pesquisa em grupo, a troca de resultados. A interação bem sucedida aumenta a aprendizagem” (Moran, 1997, p.14).

A última década foi marcada por intensas mudanças nas tecnologias de informação e, diante dessa realidade, a escola tem a responsabilidade de proporcionar ao seu corpo docente e discente o domínio das tecnologias. Torna-se necessário completar a informação contida nos livros didáticos com sons, música, fotografias e animação, os quais podem ser encontrados, manipulados e reconstituídos na Internet. A comunidade escolar deve saber utilizar a tecnologia e, para isso, tem que conhecer seu funcionamento, problemas, defeitos, limites, etc.

Para desenvolver um projeto de pesquisa tendo como instrumento principal a Internet, o professor deve estar consciente de que estará conduzindo um processo dinâmico de busca de informações constituído de fases, onde nem sempre os alunos caminham de maneira uniforme e que envolve o intelecto e também a emoção. Sendo assim, esse primeiro contato com uma nova experiência de pesquisa escolar, envolvendo tecnologia, pode provocar inibição nos alunos e criar uma situação de incerteza quanto aos resultados esperados.

O professor deve deixar bem claro, para os alunos, os objetivos que espera que os mesmos alcancem e as fases que percorrerão no processo da pesquisa. É fundamental uma aula introdutória sobre a Rede Mundial de Computadores, uma vez que pode ocorrer de os alunos não estarem familiarizados com a mesma, principalmente com o uso para fins educacionais.

Antes de iniciar a pesquisa dirigida, é interessante que o aluno se familiarize com a procura de informações nos programas de busca e também com o serviço de correio eletrônico. Em um processo de pesquisa na Internet, dependendo do nível escolar dos alunos, é aconselhável que os mesmos selecionem o tópico de interesse dentro do tema a ser trabalhado.

É interessante despertar nos alunos a necessidade de salvar nas pen-drives ou nos disquetes ou ainda, gravar em cds os endereços, artigos e imagens, assim como também acrescentar comentários sobre o que está sendo relevante para o tema trabalhado. As descobertas devem ser

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socializadas, discutidas e comparadas com os resultados dos outros grupos. Além de serem complementadas com as explicações dos professores em sala de aula e enriquecidas com pesquisa em documentos tradicionais como livros, revistas e jornais.

O uso da Internet como instrumento educacional requer do professor o papel de mediador do processo de aprendizagem. Este deve acompanhar, incentivar, sugerir, questionar e aprender junto com os alunos.

“Ensinar utilizando a Internet pressupõe uma atitude do professor diferente do convencional. O professor não é o “informador”, o que centraliza a informação. A informação está em inúmeros bancos de dados, revistas, livros e endereços de todo o mundo” (Moran, 1997, p. 16).

Nas palavras de Moran, percebe-se o importante papel do profissional que leciona no laboratório de informática das escolas em um processo de pesquisa, uma vez que este deverá atuar em parceria com os professores titulares das disciplinas, como consultores e conselheiros do sistema de auto aprendizado.

ANALISANDO OS DADOS COLETADOS

Com o objetivo de verificar a utilização da Internet como ferramenta pedagógica na EJA, foi aplicado entrevistas e questionários formulados previamente, com alunos da Etapa VII da Educação de Jovens e Adultos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlio Ströher.

A entrevista era constituída por cinco perguntas descritivas e, o questionário, por sete questões de escolha alternativa, sendo que duas destas, exigiam que os alunos dissertassem sobre o por quê de suas escolhas.

Achamos esta escola com um ambiente propício para este estudo, pois os alunos seguidamente queixam-se de não usufruir o Laboratório de Informática da escola e de não terem a oportunidade de aprender a manusear o computador, o que posteriormente será abordado.

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A escola possui um Laboratório de Informática Educativa, mais especificamente um Tele Centro, o qual possui dez computadores equipados com Linux, internet, webcam e impressora, são computadores novos doados pelo Ministério da Educação.

A professora atende quatro noites, sendo das dezessete às dezoito horas para a comunidade e das dezoito às vinte e uma horas aos alunos, estes por agendamento do professor. O período letivo é das dezoito horas e trinta minutos às vinte e duas horas.

Foram entrevistados 10 alunos, cada um participou do processo individualmente. Já os questionários foram aplicados nos 10 alunos em sala-de-aula.

As perguntas foram elaboradas com a finalidade de verificar de que forma a Internet auxilia no processo de formação do aluno da EJA.

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A partir do resultado comum, à maior parte das pessoas que foram aplicados os questionários, observamos algumas dimensões positivas e algumas negativas na opinião dos alunos jovens e adultos de acordo com a etapa de aprendizagem da tecnologia Internet, conforme o enfoque de Moran:

Com a utilização da Internet, aumenta a motivação dos alunos pela pesquisa. Essa motivação é a primeira etapa abordada por Moran, ela está ligada à curiosidade pelas possibilidades, à modernidade que representa a Internet.

O que explica o fascínio pela facilidade e rapidez com que os alunos conseguem fazer suas pesquisas escolares, indicada na pesquisa pela votação positiva unânime às perguntas abaixo relacionadas e representadas pelos gráficos:

6. Vocês acham importante a Internet para a sua formação escolar?Por quê?

100 0

sim não

7. O manuseio desta ferramenta contribui para a sua capacitação profissional e para o mercado de trabalho?

100 0

sim não

Para a primeira pergunta as respostas foram do tipo: “Por que o mundo gira em torno da internet”; “Por que hoje é muito importante ter curso e entender que o computador já faz parte da nossa vida”; “Por que é fundamental

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para o trabalho”; “Consigo pesquisar sobre matérias e trabalhos com mais precisão e rapidez do que os livros”.

A segunda etapa do aprendizado da internet, segundo Moran, é a etapa do domínio da tecnologia, de escolha das preferências, na qual encontramos poucos alunos (apenas 30%) que responderam sentir-se preparados para o uso do computador, como podemos observar no gráfico: 4. Você sente-se preparado para o uso do computador?

70 30

sim não

Embora 70% tenham respondido que sentem-se preparados, na justificativa, fica notório que apenas 40% dominam a tecnologia. Os demais alegam necessitar fazer um curso de informática ou uma ajuda para conseguirem utilizar o computador.

O que fica melhor ilustrado na pergunta seguinte: 5. Qual ferramenta que você utiliza no computador?

I 90 10 10 10 internet office paint outra

OBS: uma pessoa marcou todas e outra nenhuma.

Como podemos observar, apenas um aluno marcou todas as alternativas (Internet, Paint, Office e outra) e nove alunos disseram utilizar apenas a Internet.

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Desconhecimento, que é justificado pelas respostas às perguntas iniciais do questionário:

1. Você conhece o Laboratório de Informática Educativa da escola?

60 40

sim não

2. Quantas vezes você utilizou este Laboratório de Informática?

40% 10% 50% 0% nunca uma vez poucas vezes várias vezes

3. Qual outro lugar que você tem acesso ao computador?

50 10 30 0 10 casa parentes lan house outro

não tem acesso

Nestas perguntas, percebemos que esses alunos embora possuam as máquinas, não a usufruem, sendo que apenas 60% conhecem o Laboratório de Informática Educativa de sua escola, 40% nunca o utilizou e somente 50% tem acesso ao computador em casa, como mostram os gráficos. Para haver a inclusão digital, é preciso criar programas de ensino no manuseio do computador a partir de suas operações mais simples como ligá-lo e desligá-lo.

Percebemos a importância dada pelos alunos à internet como apoio aos estudos e, em contra partida, a gritante falta de acesso enfrentada pela maioria deles. Como saída, os jovens buscam nas Lan Houses a possibilidade

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de integrar-se aos benefícios trazidos pela tecnologia, os quais são fomentados pela sociedade.

Esses alunos mais jovens, que frequentam Lan Houses, já desenvolveram a intuição e a flexibilidade mental adquirida através do acerto e erro na descoberta de informações. Eles estão na terceira etapa, defendida por Moran, na qual começam a enxergar os problemas como, a demora apontada nas entrevistas: “Muitas coisas ruim de achar, demora. Não tenho computador em casa, vou na Lan House”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No estudo, verificou-se que, embora a internet seja uma tecnologia que não faça parte do cotidiano dos jovens e adultos, sua apropriação é requerida por estes alunos, já que eles depreendem do contexto social a necessidade, principalmente, para o mercado de trabalho.

O manuseio do computador pode fornecer incremento significativo, tanto no acesso, quanto na construção de novos conhecimentos, contribuindo, dessa forma, para a superação de situações de desigualdade social, provenientes da divisão digital, a qual levam à baixa auto-estima em relação ao domínio da máquina e, consequentemente, acarretando o medo de manuseá-la.

Para que seu uso no processo de ensino e aprendizagem seja bem sucedido, são necessários engajamentos dos professores e da equipe pedagógica da escola, aliados a um bom nível de conhecimento sobre a utilização dos diferentes recursos da informática na educação.

Sem o engajamento e a preparação dos profissionais da educação, os computadores escolares continuarão sendo mais uma tentativa de inovação sem êxito.

(22)

REFERÊNCIAS BIBLOGRÁFICAS

BOVO, Vanilda Galvão. O uso do computador na educação de jovens e adultos. Rev. PEC, Curutiba, v.2, n.1, p. 105-112, jul. 2001-julh.2002.

BRASIL, MEC. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Resolução CNE/CEB, nº 1, de 5 de julho de 2000. Brasília: MEC, 2000.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

_____. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GARCIA, Paulo Sérgio. A Internet como nova mídia na educação. Disponível em: http://geocities.com/Athens/Delphi/2361/index.html.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 2007.

LAMPERT, Ernâni. Tecnologia x educação: a face oculta da Internet. In: O ensino sob o olhar dos educadores. Pelotas: Seiva, 2003.

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência – o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 2004, 13ª edição.

LÉVY, Pierre. A virtualização do texto. In: O que é virtual? São Paulo: Editora 34, 1996.

MARTINI, Renato. Inclusão digital & inclusão social. Vol. 1 nº 1 , 2005. MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa Social – teoria, método e criatividade. Petrópolis: vozes, 1994.

MORAN, José Manuel. Como utilizar a Internet na educação. Ci. Inf. ,

Brasilia, v. 26, n. 2, maio 1997. Disponível em:

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010019651997000200 006&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 27 nov. 2008.

MOZART, Linhares da Silva. Novas tecnologias - Educação e sociedade na era da informação. Belo Horizonte: Ed. Autêntica, 2001. .

Oliveira, Maria Marly de. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: vozes, 2007.

SANDHOLTZ, J. H. ET all. Ensinando com a tecnologia; Criando salas de aulas centradas nos alunos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

SORI, Fernando. Exclusão Digital: problemas conceituais, evidências empíricas e políticas públicas. Luís Eduardo Guedes – orientador TCC. TEIXEIRA, Adriano. Internet e democratização do conhecimento: repensando o processo de exclusão social. Porto Alegre: CINTED-UFRGS, 2003, v. 1Nº 1 Fevereiro.

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APÊNDICE

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

Questionário

Escola:_______________________ Etapa:___Idade:_________Sexo:______

Tendo em vista o uso da Informática na sua escola. Marque um x na resposta que você mais se identifica:

1. Você conhece o Laboratório de Informática Educativa da sua escola?

2. Quantas vezes você utilizou este Laboratório de Informática?

3. Qual outro lugar que você tem acesso ao computador?

Qual?__________________ Sim

Não

Nunca Poucasvezes

Uma vez Várias vezes

Casa Lan House

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4. Você sente-se preparado para o uso do computador? Por quê?

_______________________________________________________________ _______________________________________________________________

5. Qual ferramenta você utiliza no computador?

Qual:__________________

6. Você acha importante a Internet para a sua formação escolar? Por quê?

_______________________________________________________________ _______________________________________________________________

7. O manuseio desta ferramenta contribui para sua capacitação profissional e para o mercado de trabalho?

Sim Não Internet Paint Office Outra Sim Não Sim Não

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FACULDADE DE EDUCAÇÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

Entrevista

Escola_______________________________________ Etapa:_________________________

1) Você utiliza a Internet como apoio aos seus estudos?

_______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________

2) De que forma você utiliza a internet para ajudar-lhe em seus estudos? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________

3) Se você não utiliza a Internet, qual é o inconveniente que lhe afasta desta ferramenta?

_______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________

4) Para você, quais os benefícios trazidos com a utilização da Internet para a pesquisa?

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_______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________

5) E, quais são os problemas enfrentados ao fazer pesquisa on-line? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________

Referências

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