• Nenhum resultado encontrado

Arq Bras Endocrinol Metab vol.51 número6

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Arq Bras Endocrinol Metab vol.51 número6"

Copied!
2
0
0

Texto

(1)

898 Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/6

H

Á UM NÚMERO CRESCENTE de indivíduos diabéticos em todo o mundo, principalmente nos países em desenvolvimento (1). Estima-se que cerca de 90% desEstima-ses indivíduos Estima-sejam portadores de diabetes mellitus (DM) do tipo 2.

O bom controle glicêmico no indivíduo portador de DM tipo 2 pressupõe dieta adequada e atividade física regular, porém, quando o pa-ciente não responde adequadamente ao tratamento não medicamentoso, é necessário o uso de agentes anti-diabéticos orais, geralmente em politera-pia. Atualmente, há no mercado disponibilidade variada desses agentes, os quais atuam através de diferentes mecanismos: aumento da secreção de in-sulina, redução da produção hepática de glicose, retardo na absorção de carboidratos e/ou aumento da sensibilidade à insulina.

O grupo de anti-diabéticos orais conhecido há mais tempo, e ainda um dos mais prescritos, é o composto pelas sulfoniluréias, secretagogos de insulina de ação hipoglicemiante prolongada durante todo o dia, promovendo queda de 1,5 a 2,0% na hemoglobina glicada (2).

A glimepirida é a sulfoniluréia mais recentemente aprovada para uso terapêutico. É administrada uma vez ao dia, em doses variando de 1 a 8 mg. Sua absorção é rápida, atingindo efeito hipoglicemiante máximo em 2 a 3 horas, mas ainda evidente após 24 horas (3).

Nesta edição dos ABE&M, Borges e cols. (4) comparam a biodis-ponibilidade de duas formulações de glimepirida em voluntários sadios, concluindo que as mesmas são bioequivalentes de acordo com o grau e a extensão de sua absorção (4). O estudo é bem desenhado, tendo como diferencial a participação de indivíduos de ambos os sexos, já que estudos semelhantes, com participação de voluntárias do sexo feminino, não são freqüentemente encontrados na literatura.

No entanto, é importante salientar que, apesar de se adequar à legis-lação vigente em nosso país, que define a equivalência entre dois produtos quando estudados sob um mesmo desenho experimental, os resultados não implicam em equivalência irrestrita, pois deixam de considerar intercor-rências que interferem na biodisponibilidade das formulações. Nesse caso, por exemplo, deveriam ter sido feitas comparações de bioequivalência após alimentação, utilizando dietas com quantidades variáveis de gordura (5).

De qualquer forma, estudos com esse propósito são úteis no sentido de oferecer novas opções de qualidade e a custo mais acessível para um grupo de indivíduos que costumeiramente faz uso crônico de várias drogas.

REFERÊNCIAS

1. Wild S, Roglic G, Green A, Sicree R, King H. Global prevalence of diabetes. Estimates for the year 2000 and projections for 2030. Diabetes Care 2004;27:1047-53. 2. Lebovitz HE. Insulin secretagogues: old and new. Diabetes Rev 1999;7:139-53. 3. Langtry HD, Balfour JA. Glimepiride: a review of its use in the management of type 2

diabetes. Drugs 1998;55:563-84.

editorial

A Glimepirida e os Testes de Bioequivalência

MARCIOFALEIROSVENDRAMINI

Médico Assistente do Serviço de Endocrinologia, Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP); Mestre em Endocrinologia, Universidade Federal de São Paulo

(2)

Glimepirida e Testes de Bioequivalência

Vendramini

4. Borges NCC, Taveira YDA, Mazucheli JA, Haddad AL, Astigarraga REB, Moreno RA. Estudo comparativo da biodisponibilidade relativa de duas formulações de glimepirida em voluntários sadios de ambos os sexos após administração de uma dose única de um comprimido de 4 mg. Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/6:950-955. 5. Marcourakis T, Sertié JAA, Carvalho MF, Zanini AC, Oga S.

Noções básicas de farmacologia. In: Lopes AC. Tratado de clínica médica. 1ª edição. São Paulo: Roca, 2006. pp. 324-78.

Endereço para correspondência:

Marcio Faleiros Vendramini

Laboratório de Endocrinologia Molecular

Disciplina de Endocrinologia, Departamento de Medicina Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP/EPM Rua Pedro de Toledo 781, 12º andar

04039-032 São Paulo, SP

Referências

Documentos relacionados

Médica Assistente da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP)

* Study carried out in the Pulmonary Function Laboratory of the Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – HSPE-SP, São Paulo Hospital for State Civil Servants – São

Mestre em Psiquiatria pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, do Hospital do Servidor Público (São Paulo, SP, Brasil); psicanalista; membro da seção

Eles en- contraram uma maior prevalência de osteoporose, na coluna lombar e no colo do fêmur, nas mulheres com peso normal quando comparadas àquelas com obesidade, assim

6.4.1 A classificação final será obtida pela soma das 3 (três) notas: Prova de Conteúdo, Análise da Proposta de Tese e Análise do Curriculum Vitae. 6.4.2 A classificação final

Representados: Alusa Engenharia (atualmente denominada Alumini Engenharia S.A.); Carioca Christiani Nielsen Engenharia S.A.; Construções e Comércio Camargo Corrêa

Conclui-se então que a paisagem geográfica do nordeste e do Recife são pontos chaves para a execução do movimento Udigrudi e suas territorialidades musicais, sendo intencionais

Carol Sonenreich sucedeu a Clóvis Martins na Chefia do Serviço de Psiquiatria do Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira”, HSPE-FMO, São Paulo,