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MINISTÉRIO DO INTERIOR
FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI
MEMO N9 OW- /73/SA Brasília, 25 de julho de 1.973 Da : SUPERINTENDÊNCIA ADMINISTRATIVA
: ASSESSORIA DE SEGURANÇA E INFORMAÇÕES Assunto : encaminhamento (faz)
CONFIDENCIAL
Senhor Chefe,
• Em anexo, encaminho a V.Sa. recortes dos "O Estado de São Paulo" e "Correio Braziliense", de 24 do corrente, onde consta a afirmativa de que "a Presidência da FUNAI não per mitiria a queima indiscriminada das plantações de maconha dos índios Guajajara" e outras inverdades.
Na realidade, o que foi dito aos jornalistas é que a FUNAI estava apurando devidamente os fatos e que qual quer decisão só poderia ser tomada após o recebimento dos rela tórios da 6a.DR e do DPF. Foi-lhes também dito aue o ingresso em área indígena não havia sido ilegal, pois o mesmo fora soli citado pelo Delegado da 6a.DR.
Conclue-se ter havido intencão em gerar á rea de atrito entre a FUNAI e o DPF. Essa intencão foi desman
• chada mediante entendimento com o DPF, sendo os fatos devidamen te esclarecidos.
Atenciosamente,
alc lu.0.24~///
ISMARTH DE ARAUJO OLIVEIRA
Superintendente Administrativo
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frFUNAI EXI. LICA
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INDIO PLANTA MACONHA
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s•upos sem que se inça um_-',tudo Cientifico sobre a nia- rorio• disse ontem e general ismart de Oliveira. Coor•
\....tienador de Operoçães do Amazónia.
.Reafirmou enéetanto o propósito de a presidência do órgão apoiar a aeris5o do chefe do Delegaria ao Maranhão sr. João Moreira, ae chornor a Policia reviera!
poro, segundo ire coibir os abusas, especialmente e gs alaçõo 1,10 COMO,a do rva COM risrlizadov doi rea.ão
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Nas cS:erts indidepos- disse- o geleia:ido ever„', o Poder de poiir ia e tem ceron- dode ouro eal riu me da Fundi
Apanho, e crua lises interessa e deixam no lugar sempre alguma coo,. em, troca
A Presidência do Tuoni ontirnsdo tombem o ato- as, de pidios T.dcaransés e civilizodes localizados às margens do rodovia Culoba- Soolorern do foram consulta- dos oi,ersos delegados regionais e chefes de postos -nus me a momento nado se ..sbe de concreto sobre o suocslo ataque ocorrido no
• sernano na alma do Pai- M.2 do Xingu.
Informou finalmente o oenerai Isniart de Caveira que base de atração de Pol- tubo no tronsomozónica .oi
1 42 1 P /.i
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. . relatcrios do 'doi,. e do delegado do Maranhão_
RESPEITO A CULTURA
Segundo o general lsrport de Oliveira o conservo de r.lcoraS lôr/SCS neloS não tern a conotação negativa que existe entre es ci viiizados Seu uss é ccoricm nos cerimiginvoos relegiosos e proibido serio intente, no cultora tribal o que rido o coorgerodrir de CO
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ATVA, não se pode admitir. pois teria consegue irros oltarnente negativos tos releçges entre maios Puna: e sie mesmo os c.ilizodos.
O Estrstii•o do lodo crua de- , ere ser agrou acre. bre•
:emente. admite a perda de Melo com ointearnsgodo mdio na SOCierrarle irias deSue que resperodos seus podrgies eu1rc-e,s aue envolve unia sér.e de ali-
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viciados ate mesmo o uso de plantes toxicas nos cultos e festas.
Seadmitirmos a tn- terferépcio de estranhos no vida cintarei qe grupos tribos- estaremos sionie imposse nO-q_e ee, nrs, narnbucc os . fase adiantada de integração- reol,orn Pah, ó perio- dicamente em festa. com durcrçOo r motes só poro from-rens e•n que orlo é pei :-.•eSençO.
elereee•.-u. so F-. -.c -/ se
festo- disse- e cs indiss são proibidos até mesmo de comentados .
O que o Esmoi insiste em evitar a introdução de consumo de bebidas al- cóolicos entre os ind,os. O bronco que estiver envolvido
"um tipo de transação deste ovi.uiti rigorosa
ATAQUES
Os indlos Porakona no Tronsansozóruce continuam a
TRAFICANTES F.
C, Deportansento de Pol Federal riivutocie felegroir.6 vr-km, mformondo. que foi ao presos e autuadas pelos suas
• reçpot.cis ao Ceara.
Paro Minas Gerais e Distrito Federal. rias dois ultimas M verias traficantes que confessaram ter adquirido nsaccriha ria aldeio indigerto dos Guoicriaros ern Borro do COrrin no Maranhão.
Sern farei- referencio aos nomes dos implicados, diz a Montagem dirigido ao DPF, cioci voo seção no Maranhão ntou diligências des- 1inocias o OOMJr rol delito, Na cidade de Porco do Carda. diz o relegramo, uma equipe de ostentes foi ao delegado al local que canf.rmae o mastronde, inclusive, una delicia por tal motivo.
Os federais foram então no posta indrgerso e sabor- tororn ao seu chefe que fornecessem um guio. no que f oram atendidos. Uma diligência foi feito nos aldeias dos Guonoros. Constatou-se stoe gol, forem _mancados.
ecentemente, antes de r lieooda dos agentes. ten- de pus ou maconha.
Ad.da assim, apeser da no- ticio ler.se espalhado ceai- domenie entre os aldeias.
i orca, local'zcoos e apreendi- grui nas 12 elde.as Geo- 'ciaras 60 quilos cio semente ge maconha que se oves- 1, ,,C,On e plantio, Durante CS
usros foram ooreendidoS, oindo, ia prensados e prontos para O venda, cor.; pacotes go erva
KANELAS COLABORAM
.Diz airado o telegrama. ave se constatou realmente que liovia troco de maconha por roupas, rádios de pilho, te-
▪ es. sapatos, lenis, etc.
A rfelnen,l, dali para a aldeia dos Konelo, guando estes prometeram oorodir cs robeludos- que fossem procurei maconha.
com a ,.„ cz e4- L. L.,_ • ,
DR-1. cie, p. 3/4
Terça-feira, 24 de julho de 1973
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BRASILIA í Sucursal) — A :--Presidencia da FUNAI não vai permitir a queima indiscri- minada das plantações de - maconha dos indios Guaiajará ou de quaisquer. .outros grupos sem que se faça um estudo cientifico sobre a mate:ia — disse ontem o general Ismart de Oliveira, coordenador de operações da Arnazonia.
Reafirmou, ! entretanto, o proposito da presidencia da or- gão de apoiar a decisão do chefe da delegacia do Mara- nhão, sr. João Moreira, de chamar a Policia Federal para, segundo ele. coibir os
• abusos, especialmente era relação ao comercio da erva com civilizados da região.
Nas areas indigenas — dis- se— o delegado exerce o poder de policia e tem autoridade pard, em nome da FUNAI.
requisitar forças policiais ou estaduais para ajudá-lo. A palavra final do general Ban- deira de Melo, presidente dc orgão. só será dada após a leitura dos relatados da policia ao delegado do Maranhão.
RESPEITO A CULTURA Segundo o general Ismart de Oliveira, o consumo de plantas toxicas pelos indios não tem a conotação negativa que tem entre os civilizados.
Seu uso é comum nas ceri- monias religiosas e proibi-lo seria interferir na cultura tribal, o que, segundo o coar-
tivas nas relações FUNAI e até com zados.
O Estatuto do Indio, que deverá ser aprovado, breve- mente, admite a perda da tutela com a sua integração na sociedade nnr'n--,}
que respeitados seus padrões ' culturais, o que envolve urna série de atividaJos. até mesmo o uso de plantas toxicas nos cultos e festas.
"Se admitirmos a inter- ferenc:a cie eal.r.mhcs-, ra -‘- da
coltmal es-
tai- rnos eC,á7;wo,s•
um impasse, porque, em Per- nambuco, os tubiio, — em fase adiantada de integração — realizam periodicamente urna festa, com duração de três meses, só para homens, em que não é permitida a presença de estranhos nem mesmo de elementos da FUNAI. Nunca se soube o que se passa nesta festa — disse — e os indios são proibidos até mesmo de co- menta-lá.
O que a FUNAI insiste é em evitar a introdução de con- sumo de bebidas ale.00licas en- tre os indios. O branco qué es- tiver envolvido nesta tran- sação sofrerá uma rigorosa
punição.
CONFESSAM Traficantes de maconha presos e autuados no Ceará, Pará. Distrito Federal e Minas Gerais. nos ultimos meses, confessaram ter adquirido a erva que portavam em aldeias dos guajajarás. em Barra do Corda, no Maranhão. o que informou, ontem. a Delegacia Regional do DPF, em relatorio que encaminhou à direção cen- tral do orgão em Brasilia.
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