JOÃO GABRIEL OLIVEIRA PINTO PAULO VINÍCIUS AIRES DIAS DA CUNHA
RAFAELA SANO MACHADO TATYELLE CARVALHO PIMENTEL THAIS XAVIER JUNQUEIRA DANTAS
THALLES ALVES DE CASTRO
IDENTIFICAR COMO OS CASAIS EM PERÍODO PRÉ-NUPCIAL PLANEJAM GERIR SUAS FINANÇAS
BRASÍLIA
2015
JOÃO GABRIEL OLIVEIRA PINTO PAULO VINÍCIUS AIRES DIAS DA CUNHA
RAFAELA SANO MACHADO TATYELLE CARVALHO PIMENTEL THAIS XAVIER JUNQUEIRA DANTAS
THALLES ALVES DE CASTRO
IDENTIFICAR COMO OS CASAIS EM PERÍODO PRÉ-NUPCIAL PLANEJAM GERIR SUAS FINANÇAS
Relatório final, apresentado na Universidade de Brasília, como parte do projeto desenvolvido na disciplina Projeto de Sistema de Produção 2.
BRASÍLIA
2015
1. INTRODUÇÃO ... 4
1.1 TEMA ... 5
1.2 PROBLEMA... 5
1.3 HIPÓTESES ... 5
1.4 OBJETIVOS ... 5
1.4.1 Objetivo Geral ... 5
1.4.2 Objetivos Específicos ... 5
1.5 JUSTIFICATIVA ... 5
2 REVISÃO DE LITERATURA ... 7
3 METODOLOGIA ... 10
3.1 RESULTADOS E ANÁLISE ... 13
3.2 CONHECIMENTO DA VIDA FINANCEIRA DO PARCEIRO ... 15
4 RECURSOS ... 34
5 CRONOGRAMA ... 34
6 CONCLUSÃO... 16
REFERÊNCIAS ... 38
APÊNDICES ... 38
ANEXO ... 39
1. INTRODUÇÃO
O tema dinheiro é um dos principais motivadores de conflitos entre casais. O ponto fundamental em relação ao dinheiro, na maioria das vezes, está no fato de ele gerar muito estresse e desentendimento, pelo motivo de muitos casais não dialogarem sobre este assunto antes do casamento, não conhecerem de fato os seus perfis financeiros, além da possibilidade de terem esses perfis diferentes e não terem conhecimento de suas dívidas pessoais.
Práticas como as de utilizar o cartão de crédito em excesso, entrar no cheque especial e não saber equilibrar as contas no fim do mês são fatos comuns no cotidiano de alguns brasileiros. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - (2010), está é a realidade de aproximadamente 85% das famílias brasileiras e aborda que, ao mesmo tempo em que o casamento aumenta a riqueza de uma pessoa, cerca de 93%, aproximadamente 38% dos casais brigam por motivo de dinheiro e cerca de 50% dos divórcios são provocados por questões financeiras.
De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz, 16,7% dos brasileiros casados declaram que a maneira como eles gastam o próprio dinheiro é motivo de briga dentro de casa. Os conflitos aumentam de percentual para 22,7% quando analisados somente os casais inadimplentes.
Ao analisar apenas os entrevistados que não estão com contas em atraso, o percentual cai para 10,7%.
Dessa forma, os especialistas defendem que falar sobre finanças desde o começo do namoro é o primeiro passo para o sucesso de um casal. O autor Cerbasi (2004) afirma que, se a partir dessas conversas, os casais perceberem que têm perfis financeiros diferentes, eles devem trabalhar para lidar da melhor forma um com o outro.
Sendo assim, este projeto tem como objetivo identificar como os casais que estão em período pré-nupcial, com a data do casamento civil marcada em até 2017, planejam gerir as suas finanças pessoais, tendo em vista que todos os problemas anteriormente citados estão relacionados com a falta de habilidade em lidar com o dinheiro ou falta da utilização de um planejamento financeiro.
1.1 TEMA
Esse projeto trata da identificação de como casais, em período pré- nupcial, planejam gerir suas finanças pessoais, explorando aspectos financeiros e comportamentais, contudo, focando no planejamento dos investimentos e controle orçamentário do casal. Os objetivos específicos serão listados mais adiante.
1.2 PROBLEMA
Vários são os questionamentos que poderiam levar a DXI – Consultoria a demandar estudos específicos quanto aos seus clientes. Entretanto, o problema de estudo foca na pergunta: os casais em período pré-nupcial fazem planejamento financeiro para a vida matrimonial?
1.3 HIPÓTESES
Levantou-se as seguintes hipóteses
H1: o tema dinheiro causa conflito na vida de 50% dos casais
H2: todos as pessoas em regime pré-nupcial possuem conhecimento sobre o regime de bens
1.4 OBJETIVOS
1.4.1 Objetivo Geral
O projeto tem como objetivo principal identificar como os casais em período pré-nupcial planejam gerir suas finanças pessoais.
1.4.2 Objetivos Específicos
Os objetivos específicos foram agrupados em cinco áreas de estudo:
Conhecimento da vida financeira do(a) parceiro(a): identificar se conversam sobre finanças pessoais e se esse assunto gere conflito; se conhecem o perfil do(a) parceiro(a); se têm conhecimentos de ganhos e de dívidas do(a) parceiro(a);
Regime de comunhão (pacto antenupcial): conhecem os tipos de regime de bens; decidiram qual será adotado;
Gerenciamento do orçamento doméstico: se utilizarão conta conjunta, como será feita a divisão das dívidas e como planejam manter o controle financeiro;
Dívidas: se possuem dívidas pessoais e em conjunto; se quitarão as dívidas em conjunto até a data do casamento;
Investimentos: se tem conhecimento; se investem e planejam investir em conjunto.
As informações básicas sobre os entrevistados não entrou como um objetivo específico do projeto, porém foram utilizadas para correlacionar as variáveis, como, por exemplo, escolaridade e conhecimento sobre investimentos.
1.5 JUSTIFICATIVA
Este trabalho foi demandado pela empresa DXI – Consultoria em Planejamento Financeiro, empresa que realiza reuniões com casais para definir quais são as prioridades de sua família.
De acordo com a pesquisa professora Orbuch (2012) da Universidade de Michigan, o dinheiro é o principal motivador de conflitos entre os casais. No estudo, 49% das pessoas divorciadas disseram que brigaram muito com seus parceiros por causa de perfis econômicos diferentes e de mentiras sobre os gastos. Outro motivo apontado era a tendência que os que ganham mais tinham de controlar o outro. Como consequência, seis em cada dez desses divorciados que começaram uma nova relação preferiram não juntar as finanças.
Desta maneira, a falta de diálogo entre o casal a respeito de gestão financeira acarreta dificuldades futuras de realizar sonhos grandiosos, como por exemplo, a compra de um imóvel ou uma viagem ao exterior.
O casamento pode facilitar ou dificultar a realização de desejos e projetos pessoais. Alguns casais conseguem, através de uma atuação em cooperação, somar inteligências, recorrem ao diálogo permanente e
conseguem trilhar um caminho de estabilidade financeira e sucesso.
Entretanto, há igualmente situações que levam a momentos de conflito.
Sendo assim, este trabalho consiste em identificar como os casais em período pré-nupcial que residem em Brasília planejam gerir suas finanças pessoais.
2 REVISÃO DE LITERATURA
AMOSTRA
Para se aplicar um instrumento de levantamento de dados, precisa-se, de antemão, decidir em quais pessoas ele será aplicado. Devido à impossibilidade de realizar com todos, escolhe-se uma amostra desse grupo.
Existem dois grandes grupos nos quais os tipos de amostragem são normalmente classificados. O primeiro, chamado amostragem probabilística, baseia-se nas leis fundamentais da estatística, enquanto que o grupo de amostragem não-probabilística segue critérios definidos pelo próprio pesquisador. No segundo grupo, tem-se a amostra por acessibilidade/por conveniência que, como o nome diz, é a amostra definida de acordo com o que é acessível para os pesquisadores. Sendo essa última utilizada para este trabalho. (GIL, 2011)
Para se obter um número-meta, suponhamos que a amostra fosse na verdade uma amostra probabilística e aleatória simples para assim usarmos a seguinte fórmula:
n = Z2 . (p.q) . N e2. (N-1) + Z2. (p.q)
Sendo “Z” o intervalo de confiança igual a 95%, “p.q” o grau de homogeneidade de 50/50, “N” a população da pesquisa igual a, de acordo com o IBGE, 18.198 casamentos e “e” igual a margem de erro que é 5%. Dessa forma, encontrou-se o valor da amostra “n” igual a 96 casais.
Apesar de todo literatura relacionada à amostra e às melhores práticas para consegui-las, “nenhum plano de amostragem pode garantir que a amostra seja exatamente semelhante à população da qual foi extraída”. (STEVENSON, 1986, p. 158)
QUESTIONARIO
Segundo Parasuraman (1991), o questionário é um instrumento de coleta de informação, utilizado numa pesquisa ou Inquérito feito para gerar os dados necessários para se atingir os objetivos do projeto. Possibilita atingir grande número de pessoas de diversas localizações geográficas com baixo custo, permite o anonimato das respostas, não expõe os pesquisados à influência da pessoa do pesquisador e são fáceis de ministrar.
As questões podem ser de três tipos:
Abertas: exigem respostas subjetivas nas quais os entrevistados ficam livres para responder com suas próprias palavras.
Múltipla Escolha: apresentação de um rol de opções predefinidas das quais o entrevistado deve escolher uma ou mais opções, dependendo do modelo do questionário.
Dicotômica: são questões objetivas nas quais são apresentadas somente duas opções de resposta. São geralmente do tipo sim/não, conheço/desconheço, etc.
Existem três principais tipos de questionários: aberto, fechado e misto. O questionário do tipo aberto é aquele que utiliza questões de resposta aberta, no qual há maior subjetividade no preenchimento das indagações. O questionário do tipo fechado tem na sua construção questões de resposta fechada, permitindo obter respostas que possibilitam a comparação com outros instrumentos de recolha de dados. Este tipo de questionário facilita o tratamento e análise da informação, exigindo menos tempo. Por outro lado, podem ser mais suscetíveis a erros de preenchimento devido à falta de informações.
BANCO DE DADOS
De acordo com O’Brien (2007), Bancos de dados, ou database, são coleções de arquivos afins contendo dados que se relacionam de forma que crie um relacionamento lógico. Estes dados devem poder ser utilizadas por programas, por usuários diferentes. A vantagem essencial da utilização dos bancos de dados é a possibilidade de poder ser acessada por vários usuários, simultaneamente.
TESTE DE HIPÓTESE QUI-QUADRADO
Segundo Magalhães (2010), para se testar uma informação estatística é necessário estabelecer uma hipótese nula e uma alternativa, sendo ambas antagônicas e mutuamente excludentes. A hipótese nula H0 é uma hipótese estatística inicial tida como verdadeira até que provas estatísticas indiquem o contrário, ou seja, é usado para ver se alguma hipótese estabelecida inicialmente pode ser rejeitada ou não. A hipótese alternativa deve ser contrária, antagônica à hipótese nula. É comumente designada por H1 ou Há.
Grau de liberdade ( ): É o número de classes de resultados menos o número de informações da amostra que é necessário para o cálculo dos valores esperados em cada classe. Entretanto, se os dados estiverem tabelados, evidentemente, deve-se considerar apenas a área dos dados. O valor de GL é assim calculado:
GL = (número de linhas -1) x (número de colunas -1)
O Teste Qui Quadrado, simbolizado por X2, é um teste de hipóteses que se destina a encontrar um valor da dispersão para duas variáveis nominais, e avaliar a associação existente entre variáveis qualitativas. É um teste não paramétrico, ou seja, não depende de parâmetros populacionais, como média e variância. O princípio básico deste método é comparar as
possíveis divergências entre as frequências observadas e esperadas para um certo evento (MAHALHÃES, 2010).
O p-valor, ou nível descritivo, é a probabilidade de se obter uma estatística de teste igual ou mais extrema que aquela observada em uma amostra, sob a hipótese nula. Em testes de hipótese, pode-se rejeitar a hipótese nula caso o p-valor seja menor que 5% (0,05). Um p-valor pequeno significa que a probabilidade de obter um valor da estatística de teste como o observado é muito improvável, levando assim à rejeição da hipótese nula.
Contudo, um p-valor maior que 0,05 não rejeita a hipótese alternativa, apenas diz-se que não há dados suficientes para rejeitar a hipótese nula (MAGALHÃES, 2010).
3 METODOLOGIA
O projeto aplicou as metodologias: brainstorming, quando era necessário levantamento de ideias; pesquisa bibliográfica, para embasamento da teoria de finanças pessoais e de meios de levantamento e análise estatística de dados;
pesquisa de campo, onde foi utilizado o questionário como instrumento de coleta de dados, por ser o meio mais viável para o tamanho do universo que a pesquisa tem foco.
O questionário foi construído com foco no objetivo geral e alinhado com os objetivos específicos, onde cada objetivo era representado por um tópico. A construção de um questionário, segundo Aaker et al. (2001), é considerada uma “arte imperfeita”, porque não há procedimentos exatos que garantam que seus objetivos de medição sejam alcançados com boa qualidade. Porém, na tentativa de garantir que os objetivos fossem alcançados, foi seguido o passo a passo sugerido pelo mesmo autor, onde se deve:
Planejar o que vai ser mensurado (aplicação de brainstorming);
Formular as perguntas para obter as informações necessárias;
Definir o texto e a ordem das perguntas e o aspecto visual do questionário;
Testar o questionário, utilizando uma pequena amostra, em relação a omissões e ambiguidade;
Caso necessário, corrigir o problema e fazer novo pré-teste.
O planejamento foi feito a partir de uma sessão estruturada de brainstorming (Baxter, 2003), onde juntamente com os orientadores foram levantados os pontos mais importantes para o alcance dos objetivos.
O questionário elaborado é estruturado não disfarçado, em que os participantes têm conhecimento do objetivo da pesquisa e foram utilizadas questões fechadas. Escolheu-se por questões fechadas do tipo dicotômica, onde o respondente podia escolher entre duas opções, por exemplo, “sim” ou
“não” e de múltipla escolha, onde havia a possibilidade de escolha de uma ou mais opções e em algumas questões também existia a possibilidade de
“outros”, a qual é uma sugestão dos autores Mattar (1996) e Boyd & Wetfall (1964). Esses tipos de questões têm as vantagens de rápido preenchimento, fácil tabulação e análise dos dados. (Mattar, 1996).
Foi avaliada a necessidade de todas as perguntas a clareza com que foram escritas e a ordem das questões. O questionário contém 20 questões e obedece a uma sequência lógica: inicia com perguntas simples e finaliza com perguntas mais complexas (Marconi; Lakatos, 1996).
Após a finalização do questionário, foram aplicados pré-testes e foram constatados alguns erros visuais e de formulação das questões. Os erros foram corrigidos, foi feito um novo pré-teste que obteve sucesso e, só então, iniciou- se a aplicação.
A aplicação foi feita por dupla de pesquisadores em cartórios, em Encontros de Preparação para a Vida Matrimonial (EPVM), oferecidos pela Arquidiocese de Brasília.
A amostra definida foi a citada anteriormente de 96 casais. A partir dos resultados dos questionários, foi montado um banco de dados com o software Excel® e, então. Foi feita uma sessão estruturada de brainstorming (Baxter, 2003) entre os pesquisadores e os orientadores para definição de quais correlações seriam mais interessantes para o alcance do o objetivo do projeto.
Para análise estatística do banco de dados foi decidido utilizar o software SAS® (Statistical Analysis Software) para verificação da frequência das respostas e verificação do teste de hipótese qui-quadrado.
Uma situação comum é termos observações de uma variável aleatória cuja distribuição na população é desconhecida. Nesse caso, uma das primeiras providências é tentar identificar o comportamento da variável com um modelo teórico. Em algumas situações, é possível incorporar informações de outras variáveis que descrevam fenômenos aleatórios similares e tenham distribuição conhecida. Dessa forma, teríamos um candidato a modelo e nosso problema seria estabelecer um procedimento para aceita-lo ou não. Existem, contudo, vários outros casos em que não se tem a menor ideia do comportamento da variável. Uma das maneiras iniciais de análise é construir um diagrama, com as frequências de ocorrências, nos moldes do histograma. Dessa representação gráfica, pode sair a sugestão de modelos adequados aos dados. Em qualquer caso, o modelo proposto pode ser testado através do chamado Teste de Aderência. Um desses testes usa a distribuição Qui-quadrado. (MAGALHÃES E LIMA 2010, p. 283)
O princípio básico deste método é comparar proporções, divergências entre as frequências para certo evento. Pode-se dizer que dois grupos se comportam de forma semelhante se as diferenças entre as frequências observadas e esperadas em cada categoria forem muito pequenas, próximas de zero. (BRACARENSE, 2012 , p. 240)
O Teste χ 2 mede a discrepância entre as frequências observadas (oj) e esperadas (ej), e é medido da seguinte forma:
As frequências esperadas são calculadas com base em uma hipótese H0.
Se, sob essa hipótese, o valor de χ 2 , calculado por meio de (1), for maior do que alguns valores críticos (tais como χ 2 0,95 ou χ 2 0,99 , que são os valores críticos para os níveis de significância 0,05 e 0,01, respectivamente), concluir-se-á que as frequências observadas diferem de modo significativo, das esperadas e rejeitar-se-á H0 ao nível de significância correspondente. No caso contrário, deve-ser-á aceitá-la ou, pelo menos,
não rejeitar. Esse processo é denominado teste de qui-quadrado da hipótese ou significância.(SCHAUM e SPIEGEL 2006, p. 304).
O nível de significância escolhido para a análise dos resultados foi de 0,05 então haverá significância (dependência) nos testes com ρ-value menores ou iguais a 0,05. E Obtendo um valor menor que 0,05, H0 será rejeitado e H1 será aceita.
H0: Não há associação entre as variáveis.
H1: Há associação entre as variáveis.
O teste de significância (p) chama a atenção para algumas restrições que podem inviabilizar o teste, como:
Não mais do que 25% das células podem ter frequências esperadas menores do que 5.
Nenhuma célula pode ser zero.
Cada pessoa deve ser computada uma única vez.
Ocorrendo essas restrições o SAS® automaticamente irá apontar tais problemas, e para não inviabilizar a pesquisa é possível agrupar os dados de forma a satisfazer as restrições.
Você pode estar se perguntando o porquê dessas restrições. Isso ocorre em razão de estarmos assumindo que as nossas amostras são provenientes de populações normais. Se o valor esperado de uma célula é muito pequeno, é pouco provável que estejamos retirando amostras de populações normais.
A nossa estatística não será confiável a menos que essas hipóteses estejam satisfeitas. (DANCEY E REIDY 2013 p. 291)
3.1 RESULTADOS E ANÁLISE
A amostra é constituída por 96 casais (96 homens e 96 mulheres), e quase 60% dos participantes estão entre 21 e 30 anos de idade. Nenhum deles possui filhos, assim como determinado no escopo do projeto, e os casais estão com o casamento civil marcado para até 2 anos.
Fonte: os autores, 2015.
Quanto à escolaridade, aproximadamente 60% possuem ensino superior completo ou até mesmo com pós-graduação, mestrado ou doutorado.
Oposto a isso, 4,17% da amostra tem o ensino fundamental incompleto, completo ou ensino médio incompleto.
Fonte: os autores, 2015.
Em relação à renda, 103 (53,65%) pessoas marcaram o intervalo entre 1 a 5 salários. Já os que possuem renda superior a 10 salários mínimos correspondem a 14,58% da amostra.
1
14
45
68
53
11 0
20 40 60 80
Menor de 18
18-20 21-25 26-30 31-40 41-50
Faixa etária
4,17%
16,15%
15,63%
35,94%
28,13%
Escolaridade
Ensino Fundamental ou Ensino Médio Incompleto Ensino Médio Completo
Ensino Superior Incompleto Ensino Superior Completo
Pós-graduação, mestrado ou doutorado
Fonte: os autores, 2015.
Utilizando o teste do qui-quadrado com a renda e a escolaridade, encontrou-se o p-valor menor que 0,0001, logo é possível refutar a hipótese nula. Desse modo, pode-se afirmar que a renda e a escolaridade estão relacionadas, o que dá suporte à crença do senso comum.
3.2 CONHECIMENTO DA VIDA FINANCEIRA DO PARCEIRO
No objetivo específico “conhecimento da vida financeira do parceiro”, a análise baseou-se em questões que definissem o grau de conhecimento dos cônjuges em relação ao comportamento financeiro do parceiro.
Ao serem perguntados sobre o fato de conhecerem a renda mensal de seu parceiro, a maioria das pessoas afirmam ter conhecimento representando 94,27% (174) da amostra e apenas 5,73% (18) deles afirmam o contrário. Ao correlacionar com a questão 8 (“vocês dialogam sobre suas finanças pessoais?”) encontramos um p-valor menor que 0,0001. Então, a hipótese nula é rejeitada, existindo uma correlação entre elas. Ao todo, 88,54% (170) das pessoas possuem conhecimento a respeito da renda mensal do seu parceiro e dialogam a respeito de suas finanças pessoais, enquanto apenas 5,72% (11) afirmam dialogar e não sabem a renda. Ainda, 3,64% (7) não dialogam e não sabem a renda e 2,08% (4) não dialogam, mas sabem a renda mensal do parceiro. Por tanto, podemos afirmar que quando as pessoas dialogam, elas possuem conhecimento a respeito da renda mensal de seu parceiro. Porém,
53,65%
31,77%
14,58%
Renda
1-5 salários mínimos 6-10 salários mínimos mais de 10 salários mínimos
como a amostra de alguns desses valores é pequena, o teste do qui-quadrado pode não oferecer um resultado válido.
Já quando foram indagados a respeito do dialogo que mantem com seu parceiro a respeito de suas finanças pessoais, grande parte dos voluntários afirma dialogar com seu futuro cônjuge totalizando 94,27% (181) da amostra, e apenas 5,73% (11) deles dizem o contrário. Ao relaciona-la com as questões 8.1 (conflito), 15.2 (conhecimento a respeito de dívidas), 20 (conversa sobre investimentos), 20.1 (frequência de investimento) e 20.2 (porcentagem investida) obtivemos um p-valor maior que 0,05, não havendo evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula.
E ao relaciona-la com a questão 11 (regime de comunhão), foi possível observar que a maioria das pessoas que afirmam dialogar com seus parceiros escolheu o regime de comunhão parcial (66,85%), enquanto que no universo dos casais que afirmam não conversar, 36,36% deles assinalaram a opção nunca foi conversado. Ao realizar o teste do qui-quadrado, obtivemos p-valor igual à 0,0054. O que mostra uma relação entre as questões, embora com a amostra pequena em algumas das células, possa ser que o teste do qui- quadrado também não ofereça um resultado válido.
Segundo Cerbasi (2004), na falta ou excesso de dinheiro, a falta de dialogo irá levar os casais a entrarem em conflito, uma hora ou outra. Porém, nesta pergunta, ao contrário do esperado, aferimos que 71,88% (138) das pessoas afirmam que finanças pessoais não geram conflito em seu relacionamento, enquanto apenas 28,11% (54) afirmam que gera.
Ainda segundo Cerbasi (2004), uma pessoa poupadora é uma pessoa que entende a necessidade de guardar e por isso não se importa em cortar os gastos a fim de conquistar sua independência com o máximo de dinheiro possível, mas também é criticada pela sua falta de abertura a novas experiências e valorização excessiva de seu capital. Os gastadores se preocupam em viver bem hoje e não se preocupam com o amanhã. Os descontrolados não possuem controle financeiro, são indisciplinados. Os desligados, embora gastem menos do que ganham, não sabem quanto e nem se vai sobrar. E por fim, os financistas, que estão sempre economizando, mas não sempre para poupar e sim para investir e poder comprar pagando menos.
Apenas 4,69% (9) da amostra, afirmaram não saber em qual perfil financeiro seu cônjuge se enquadra. Do restante da amostra, foi possível aferir que: a maioria dos cônjuges foi enquadrado no perfil de poupador (43,35%), seguido por gastador (25,29%), desligado e financista (10,94%) e por fim, descontrolado (6,25%).
Cerbasi (2004) realiza um casamento de perfis individuais e os separa em três principais perfis de casais:
Casal “a todo vapor”: casais que quando se casam já possuem conhecimento sobre planejamento financeiro e já possuem investimentos próprios. Possuem uma vida financeira integrada e quando se casam poucas mudanças ocorrem em seu planejamento, há apenas uma adequação para novas perspectivas e objetivos.
Casal “um puxando o outro”: são casais que apenas um dos cônjuges possui maior habilidade financeira, e acaba sendo o responsável pelas finanças do casal. Se o outro cônjuge cooperar e participar na construção dos objetivos e na disciplina para segui-los, o casal tem chance de alcançar o sucesso financeiro
Casal “um tropeçando no outro”: São casais sem habilidade financeira. E que mais cedo ou mais tarde tenderão a ter problemas financeiros, constituindo um grupo com risco ao conflito e potencial divórcio.
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
40,00%
45,00%
50,00%
Poupador Desligado Gastador Financista Descontrolado
Ao realizarmos o casamento entre os perfis dos casais, obtivemos proporções bem próximas. 29,17% dos casais estão “a todo vapor”, 32,29% se encontram em “um puxando o outro” e a maioria deles, 38,54%, estão classificados em “um tropeçando no outro”. Os casamentos entre perfis seguiram a seguinte tabela:
Perfil 1 Perfil 2 = Casamento
Poupador Gastador Um tropeçando no outro Poupador Descontrolado Um puxando o outro Poupador Desligado Um puxando o outro Poupador Financista A todo vapor
Gastador Descontrolado Um tropeçando no outro Gastador Desligado Um puxando o outro Gastador Financista Um puxando o outro Descontrolado Desligado Um tropeçando no outro Descontrolado Financista Um tropeçando no outro Desligado Financista Um puxando o outro
Poupador Poupador A todo vapor
Gastador Gastador Um tropeçando no outro Descontrolado Descontrolado Um tropeçando no outro Desligado Desligado Um puxando o outro Financista Financista A todo vapor
Fonte: Os autores (2015)
3.3 PACTO ANTENUPCIAL
Quanto ao pacto antenupcial, grande maioria, 85% da amostra, respondeu que possui conhecimento sobre os tipos de regime de bens entre cônjuges. Dentre os tipos, o mais comum com uma frequência de 124 respostas foi o regime de comunhão parcial, o que de fato é o mais popular no contexto brasileiro de acordo Cerbasi (2004). Por outro lado, o regime de participação de aquestos, que mantém separados os patrimônios próprios e comunica-se o do casal, teve nenhuma resposta. Quase 22% da amostra, 42 pessoas, nunca conversaram sobre com seus parceiros ou ainda não foi definido. Um dado interessante a ser observado é que 82 pessoas optaram pelo mesmo regime de comunhão.
3.4 GERENCIAMENTO DO ORÇAMENTO DOMÉSTICO
Na composição do objetivo principal, um dos objetivos específicos tem como meta estudar a forma como os casais planejam gerir o orçamento doméstico. Contido nesse objetivo, foram elaboradas 3 questões específicas.
Qual a opção de contas bancárias o casal adotará após o casamento.
Nessa questão o casal deveria responder se adotaria conta corrente individual (a), ou conta conjunta (b), ambas(c), e consideramos também a resposta “não
38,54%
32,29%
29,17%
Casamento de perfis
Um tropeçando no outro Um puxando o outro A todo vapor
foi discutido” (d). Dentre a amostra de 192 questionários a maior frequência observada foi a opção “a” com 43,2%, seguida da “d” com 22,9% e em terceiro
“b” com 19,3%.
Fonte os autores:2015
Muitos autores defendem que os casais mantenham uma conta conjunta, pois assim terão acesso a mais benefícios oferecidos pelo banco, acesso a investimentos melhores e pagarão menos taxas bancárias. CERBASI (2004) dá a dica: “As contas bancárias devem ser agrupadas aos poucos, para que vocês tenham tempo de se organizar na nova situação. Lembrem-se de que muitas mudanças simultâneas geram pilhas de documentos e contratos novos”. Ele ainda vê casos onde contas separadas são válidas, por exemplo, quando ambos os cônjuges recebem seus salários de bancos diferentes. A fim de verificar possíveis relações essa questão foi correlacionada a partir de teste qui-quadrado com a questão 8, que aborda se os casais dialogam sobre suas finanças pessoais. O p-valor encontrado foi 0,0285, portanto tem-se evidências para rejeitar a hipótese nula e adotar a hipótese alternativa, logo as duas questões são correlacionadas.
Em relação à divisão do orçamento doméstico, 40,63% dos casais da amostra deste estudo optou por cada um contribuir proporcionalmente ao seu
43,23%
19,27%
14,58%
22,92%
Opção de contas bancárias após o casamento
Conta corrente individual Conta conjunta
Conta corrente indivudal e conta conjunta Não foi discutido
salário e 32,81% realizarão a divisão do orçamento doméstico dividindo igualmente o valor total das despesas do casal. Relacionando-se a renda da amostra total com a forma de como será feita a divisão do orçamento doméstico, pode-se afirmar que:
Independente da renda pessoal, contribuir com as despesas domésticas do casal de forma proporcional é a forma de divisão de orçamento doméstico mais escolhido, pois 40,63% marcaram esta opção;
A alternativa de somente um arcar com as despesas foi a alternativa menos escolhida da amostra, pois apenas 3,65% marcaram esta opção;
O p-valor da correlação é igual a 0,4332. Como este valor é significativamente maior que 0,05, não há evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula.
Fonte: Os autores (2015)
Relacionando o diálogo com o modo de divisão do orçamento doméstico, constatou-se que há correlação entre essas duas questões, pois o p-valor é igual a 0,0241, ou seja, como é menor que 0,05, rejeita-se a hipótese nula. Foi constatado que 40,09% dos casais que dialogam planejam contribuir proporcionalmente ao seu salário na divisão do orçamento doméstico. A opção de somente um arcar com as despesas foi a menos escolhida, e foi igual a 3,87% da amostra.
Em relação à forma de realizar o controle financeiro, 56,25% dos casais planejam manter este controle através de planilha, e este foi o método mais escolhido. O segundo item mais escolhido apresenta que, cerca de
33%
40%
4%
23%
Divisão do orçamento doméstico
Será dividido igualmente Será dividido proporcionalmente Somente um arcará com as desepesas Aleatóriamente
22,40% da amostra, ainda não discutiu com o seu parceiro sobre como realizar o controle financeiro. Ao correlacionar essa questão com o diálogo constatou- se que estes itens podem ser correlacionados, pois o p-valor é igual a 0,0012, rejeita-se a hipótese nula a adota-se a hipótese alternativa.
Fonte: Os autores (2015)
3.5 DÍVIDAS
Um dos objetivos específicos consiste na composição de dívidas dos casais, juntos ou separados. Para a análise de tal objetivo, serão apresentados a seguir os resultados que foram obtidos neste trabalho com relação a essas questões específicas.
A primeira questão deste tópico (questão 15) questiona se os entrevistados possuem alguma dívida pessoal e, da amostra total, 74% (142) responderam que possuem dívidas pessoais e 26% (50) responderam que não possuem.
Figura 1. Entrevistados que possuem dívidas pessoais
108
32
9
24 20
43
0 20 40 60 80 100 120
Fonte: Os autores (2015)
Essa questão, ao ser relacionada com a questão 18 (você faz investimentos?), foi revelada uma frequência inesperada, pois apesar de 142 possuírem dívidas, 67% (95) responderam fazer investimentos, porém o p-valor dessas duas questões é igual a 0,9074, ou seja, como este valor é maior que 0,05, não há evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula.
A questão 15.1, que consiste em assinalar as opções que compõem as dívidas pessoais, foca em distinguir a natureza das dívidas pessoais dos cônjuges. A dívida em cartão de crédito constitui a maioria das dívidas pessoais, com 48% (92), e financiamento de carro (30,2% - 44) e imóveis (25,5% - 49), respectivamente, em segundo e terceiro lugares. A figura abaixo representa estes valores:
Figura 2. Dívidas dos entrevistados
Sim 74%
Não 26%
ENTREVISTADOS QUE POSSUEM DÍVIDAS PESSOAIS
92
44
11
49 58
9
19
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
DÍVIDAS DOS ENTREVISTADOS
Fonte: Os autores (2015)
Foi questionado na questão 15.2 se o futuro cônjuge do(a) voluntário(a) tem conhecimento a respeito de suas dívidas, e 89,58% (172) responderam que sim.
Figura 3. Conhecimento das dívidas
Fonte: Os autores (2015)
Na questão 16, que questiona se o casal possui alguma dívida em conjunto, os resultados constataram que 89,58% (86) casais possuem dívidas em conjunto.
Relacionando-se esta questão com a Questão 16.1, que se trata de as dívidas do casal estarem quitadas ou não até a data do casamento civil, pode- se dizer que há correlação entre essas questões, pois o p-valor é menor que 0,0001. Sobre os casais que possuem dívidas em conjunto, 82,29% (79) terão suas dívidas quitadas até a data do casamento civil, como apresenta a figura abaixo.
Figura 4. Casais que terão dívidas quitadas até o casamento 90%
10%
CONHECIMENTO DAS DÍVIDAS
Sim Não
Fonte: Os autores (2015)
A Questão 16.2 consiste nas opções que compõem as dívidas do casal, e a maioria das dívidas, 30,73%, é composta por imóvel, a segunda opção mais frequente, 29,10%, foi a de outros tipos de dívidas além das apresentadas nas alternativas, conforme apresenta a figura abaixo.
Figura 5. Dívidas dos casais
Fonte: Os autores (2015)
Outra análise que foi realizada, é a relação entre a questão 9.1, que questiona qual o perfil financeiro que o(a) cônjuge do(a) entrevistado(a) se enquadra, perfis estes que podem ser: poupador, desligado, gastador, financista e descontrolado, e essa questão foi comparada à questão 15, que
18%
82%
Casais que terão dívidas quitadas até o casamento
Não Sim
87 87
86
94
82
76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96
Dívidas dos casais
questiona se o(a) entrevistado(a) tem dívidas pessoais. Assim, é verificado se, de acordo com a amostra da pesquisa, há possibilidade de o perfil ter relação com possuir ou não dívidas. O p-valor do teste qui-quadrado entre a relação dos perfis financeiros das mulheres e se elas possuem ou não dívidas foi igual a 0,4652, e o p-valor desde mesmo teste em relação aos perfis financeiros dos homens e se eles possuem ou não dívidas pessoais é igual a 0,2307. Ou seja, pode-se afirmar que, em ambos os casos, não há evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula.
A tabela abaixo apresenta os perfis financeiros das mulheres que os seus cônjuges assinalaram no questionário da pesquisa e se elas possuem dívidas ou não:
Perfil Financeiro Possuem dívidas Não possuem dívidas
Poupador 31 13
Desligado 8 3
Gastador 17 7
Financista 6 2
Descontrolado 9 0
Abaixo, constam os perfis financeiros dos homens, de acordo com as respostas de suas noivas, e se estes possuem ou não dívidas.
Perfil Financeiro Possuem dívidas Não possuem dívidas
Poupador 29 16
Desligado 7 3
Gastador 22 3
Financista 11 2
Descontrolado 2 1
De acordo com a análise desses dados, sugere-se que as mulheres com perfil financeiro poupadora, desligada e descontroladas têm mais dívidas que os homens, e que os homens com perfil financeiro gastador e financista têm mais dívidas que as mulheres.
3.6 INVESTIMENTOS
O objetivo específico sobre investimento pretende identificar se os(as) voluntários(as) têm conhecimento em investimentos, se fazem, como fazem, se pretendem fazer conjuntamente e, se sim, como investirão.
Na questão de conhecimento sobre investimentos foi analisado que 75% (144) afirmam possuir e que 25% (48) afirmam não possuir conhecimento.
Porém, dessas 144, 75,69% (109) tinham conhecimento e faziam investimentos e 24,31% (35) tinham conhecimento e não fazem investimentos. O resultado foi um p-valor de 0.0001 que rejeita a hipótese nula e indica que há correlação entre as variáveis de conhecimento e realização de investimentos.
Figura 1. Conhecimento sobre Figura 2. Conhecimento e aplicação Investimentos. em investimentos.
Fonte: Os autores (2015)
Optou-se verificar se existia o conflito do respondente afirmar ter conhecimento e ao mesmo tempo utilizar apenas a poupança como meio de aplicação. Com isso, constatou-se que 44,44% (64) das pessoas que afirmam ter conhecimento fazem investimento apenas em poupança. O p-valor foi de 0.7369, então não há evidencias suficientes para rejeitar a hipótese nula e afirmar se há ou não correlação.
75%
25%
Conhecimento sobre investimentos
Sim
Não 76%
24%
Tem conhecimento e faz
investimentos?
Sim Não
A questão de aplicação em investimentos verificou-se que 66,67%
(128) fazem investimentos e 33,33% (64) não. As opções usadas pelos entrevistados são poupança (69,27%), imóveis (17,19%), previdência complementar (15,10%), CDB/RDB (6,77%), tesouro direto e ações (4,69%) e outros (6,77%). As frequências de investimentos mais utilizadas são mensalmente e quando sobra, ambas com 46,35%. A opção de porcentagem investida mais escolhida (83,33%) é de 0 a 25% da renda do entrevistado.
Figura 3. Possibilidades de investimentos já usadas ou em uso.
Fonte: Os autores (2015)
Com o intuito de verificar a relação entre a aplicação e o nível de escolaridade, a hipótese nula o p-valor foi de 0.4872, o que não rejeita a hipótese nula e não permite dizer se existe ou não correlação. Por não haver uma distribuição homogênea de respostas entres os níveis de escolaridade, a porcentagem entre os que investem e não investem, foi calculada com referência à quantidade de respostas de cada grupo nível de escolaridade.
Com isso, o grupo de entrevistados com pós-graduação, mestrado ou doutorado foi o grupo com o maior percentual de investidores (75,93%) e o maior de não investidores foi o grupo com ensino médio completo (41,94%).
Figura 4. Realização de investimentos por nível de escolaridade.
69,27%
17,19% 15,10%
6,77% 4,69% 4,69% 6,77%
Investimentos utilizados
Fonte: Os autores (2015)
Além disso, foi feito a relação do tipo de investimento com o nível de escolaridade. A hipótese não foi rejeitada em nenhuma relação, então, não há evidências suficientes para afirmar que existe correlação entre o(s) tipo(s) de investimento escolhido com a escolaridade do entrevistado.
Foi feita a relação entre a aplicação e a renda do entrevistado, onde o p-valor encontrado foi de 0.2125, o que mostra que não há evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula. Da mesma forma utilizada para analisar realização de investimento por escolaridade, foi feito para realização de investimento e faixa de renda mensal. Percebe-se que o grupo das pessoas que tem o salário maior que 10 salários mínimos é o de maior percentual de investidores e o que possui renda entre 1 e 5 salários mínimos o de maior percentual de não investidores.
Ao fazer a análise entre tipo de investimento e renda do entrevistado, a hipótese nula foi rejeitada, indicando existência de correlação, na relação com investimento em CDB/RDB (p-valor = 0,0025), em ações (p-valor = 0,0089), em imóveis (p-valor = 0,0166) e previdência complementar (p-valor = 0,0021).
62,50% 58,06% 66,67% 63,77%
75,93%
Médio Incompleto
Médio Completo
Superior Incompleto
Superio Completo
Pós-graduação, Mestrado ou
Doutorado
Investimentos por nível de
escolaridade
Figura 5. Opções de investimento por renda mensal
Fonte: Os autores (2015)
Foi analisado se os investimentos das pessoas que declaram realiza- los tende a crescer, diminuir ou não variar. Foi visto que para 64,84% o valor de investimento tende a crescer, para 20,31% o valor tende diminuir e para 14,84% o valor não variará.
Figura 6. Tendência de crescimento do valor de investimento.
Fonte: Os autores (2015)
Poupança CBD/RDB Tesouro
Direto Ações Imóveis
Previdênc ia Complem
entar
Outros
1 a 5 69,90% 2,91% 1,94% 0,97% 10,68% 6,80% 5,83%
5 a 10 67,21% 6,56% 6,56% 6,56% 21,31% 26,23% 4,92%
> 10 71,43% 21,43% 10,71% 14,29% 32,14% 21,43% 14,29%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
Opções de investimento por renda mensal
65%
20%
15%
Tendência de crescimento do valor de investimento
Crescer Diminuir Não variar
Na questão referente a seguros foi visto que dos 196 entrevistados, 32,29% (62) não possuem nenhum tipo de seguro e 68,37% (134) possuem seguros sendo esses: 19,79% (38) seguro de vida, 47,40% (91) seguro de automóvel, 28,65% (55) possuem seguro de saúde; 13,54% (26) possuem seguro imóvel e 0,52% (1) possui outro tipo seguro.
Figura 7. Tipos de seguro
Fonte: Os autores (2015)
Foi feita então a análise da relação entre escolaridade e cada tipo de seguro que o entrevistado possui e quem não possui nenhum tipo. A hipótese nula foi rejeitada, comprovando a existência de correlação na relação com seguro de automóvel (p-valor = 0,0028) e na relação com não possuir nenhum tipo de seguro (p-valor = 0,0003). Vale ressaltar que o grupo com maior número de adeptos é o de pessoas com superior completo.
28,36%
67,91%
41,04%
19,40%
0,75%
Seguro de Vida Seguro de Automóvel
Seguro de Saúde
Seguro de Imóvel
Outros
Seguros
Fonte: Os autores (2015)
Relacionou-se da mesma forma seguros com renda. A hipótese nula foi rejeitada para os quatro tipos de seguro listados no questionário (vida, automóvel, saúde com p-valor = 0,0001; imóvel com p-valor = 0,0031) e para a opção de não possuir nenhum tipo de seguro (p-valor = 0,0001). Conclui-se que há correlação entre a variável renda e a variável de seguros. Destaca-se que o grupo com renda na faixa entre 5 e 10 salários mínimos é o com maior número de adeptos a seguros.
Fonte: Os autores (2015) 0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
Seguros por escolaridade
Médio Incompleto Médio Completo Superior Incompleto Superior Completo Pós-graduação. Mestrado ou Doutorado
Seguro de Vida
Seguro de Automóvel
Seguro de Saúde
Seguro de
Imóvel Outros
1 a 5 9,71% 31,07% 13,59% 5,83% 0,00%
5 a 10 37,70% 60,66% 47,54% 21,31% 0,00%
> 10 17,86% 78,57% 42,86% 25,00% 3,57%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
90,00%
Seguros por renda
Com o intuito de analisar o planejamento de investimentos após o casamento, observou-se que dos 192 entrevistados, 65,63% (126) afirmam ter dialogado com o futuro cônjuge sobre investimentos e 34,38% (66) não. Sendo que a escolha de frequência de investimento mais escolhida é mensalente (47,40%) e as opções de investimento escolhidas são poupança (62%), imóveis (31,77%), tesouro direto (16,15%), CDB/RDB (8,33%), ações (7,81%) e outros (4,69%).
Fonte: Os autores (2015)
Vale ressaltar que os itens sobre quais investimentos o entrevistado faz, quais seguros possui e quais opções de investimentos pretende utilizar após o casamento são itens que há opção de escolha de mais de uma opção.
3.7 REVISÃO DA HIPÓTESE
A hipóteses 1, se o tema dinheiro causa conflito na vida de 50% dos casais, pode ser rejeitada baseando-se nos dados colhidos, pois apenas 28,13% (54) das pessoas responderam positivamente ao fato do dinheiro causar conflito na relação.
A segunda hipótese partia do pressuposto que todas as pessoas da amostra teriam conhecimento sobre os regimes de bens pelo fato do
62,00%
31,77%
8,33%
16,15%
7,81%
4,69%
Poupança Imóveis CDB/RDB Tesouro direto
Ações Outros
Planejam de investir em conjunto
casamento já estar próximo. No entanto, 14,06% (27) da amostra respondeu que não possui conhecimento sobre regimes de bens mesmo já tendo o casamento marcado. Tal dado rejeita a hipótese 2.
4 RECURSOS
Para a realização do projeto será utilizado os seguintes recursos:
a. Recursos Humanos: Os membros do grupo do projeto, professores da disciplina de PSP 2 para orientar durante o projeto, o responsável pela DXI – Consultoria para auxiliar e esclarecer dúvidas durante o projeto.
b. Recursos Materiais: Computadores, notebooks e/ou outros aparelhos que sejam capazes de acessar programas como: Microsoft Word, Microsoft Excel, Power Point, Gantt e SAS. Salas para a realização de eventuais reuniões e meios de comunicação para que a equipe possa trocar informações durante todo o projeto.
c. Recursos Financeiros: Não haverá o uso significativo de recursos financeiros para a execução do projeto, visto que a equipe de projeto já possui os recursos necessários para a realização do projeto.
5 CRONOGRAMA
O cronograma de atividades foi feito no software Gantt Project com base no prazo de elaboração do projeto dado pelos professores e nas datas estabelecidas de acordo com a disponibilidade da equipe e dos agentes externos relacionados ao projeto.
Figura 6 - Cronograma do projeto
Figura 7 - Linha do Tempo do Projeto
6 CONCLUSÃO
Partindo dos dados coletados e analisados, conclui-se que os casais participantes da amostra são jovens (aproximadamente 60% entre 21 e 30 anos) e pouco mais da metade possui renda entre 1 a 5 salários mínimos. Um dado interessante foi que 64,07% das pessoas tem ensino superior completo.
Partindo desse panorama da amostra foi possível inferir algumas tendências de como os casais planejam lidar com a vida financeira.
No que tange ao diálogo, os dados sugerem que uma pequena parcela dos casais tem conflitos financeiros, pois 94,27% deles conversam sobre suas finanças e apenas 71,88% não brigam quando isso acontece. No entanto, não foi possível descobrir se essas duas variáveis estão correlacionadas ou não.
Além disso, cerca de 95% das pessoas afirmaram conhecer o perfil do parceiro e combinando os perfis dos noivos, observou-se que 38,54% dos casais da amostra podem ser classificados como “um tropeçando no outro”, tal dado levanta a importância desses casais terem uma ajuda externa para lidar com as finanças.
Quanto ao pacto antenupcial, observa-se que 14,06% das pessoas marcaram a data do casamento sem ter conhecimentoo mínimo conhecimento acerca dos regimes de bens possíveis no ordenamento jurídico brasileiro. Além disso, 14 casais, os parceiros optaram por regimes diferentes. Tais dados sugerem que eles nunca dialogaram sobre o assunto, o que pode gerar um conflito quando tiverem que fazer suas opções.
A respeito da decisão sobre como gerenciar o orçamento doméstico foi possível aferir que 44,20% dos casais terão apenas conta-corrente individual e que 19,30% deles se quer conversou sobre qual tipo de contas adotarão. Sobre a divisão de orçamento doméstico,registra-se que 40,63% dos casais optou por contribuir proporcionalmente e 32,81% dividirão o valor das despesas igualmente. Ainda, foi possível aferir que existe uma correlação entre os casais dialogarem e suas opções a respeito de contas bancárias e divisão do orçamento.
Segundo dados da amostra, aproximadamente 75% possuem dívidas individuais e 60% possuem dívidas em conjunto. No âmbito das dívidas
individuais, cartão de crédito e financiamento de automóvel somam juntos 78,2% da natureza das dívidas dos voluntários. E para os que contraíram dívidas em conjunto, 60% ainda não terão quitado-as no ato do casamento.
Por fim, foi possível verificar que 75% dos cônjuges afirmam ter conhecimento sobre investimento embora, deste universo, 24,31% não fazem nenhum tipo de investimento. E apesar de afirmarem possuir conhecimento, grande parte dos que tem conhecimento e fazem investimento, o fazem apenas em poupança. Logo após a poupança (69,72%), imóveis (17,19%) e previdência complementar (15,10%) são os mais utilizados. Ainda sobre investimentos, foi possível aferir que o grupo de escolaridade que mais faz investimentos são os pós graduados.
REFERÊNCIAS
CERBASI, Gustavo. Casais inteligentes enriquecem juntos. ed 2. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2014.
CERBASI, Gustavo. Os Segredos dos casais inteligentes. ed 1. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2012.
SILVESTRE, Marcos. Investimentos à Prova de Crise. ed.1. São Paulo:
Editora Lua de Papel, 2011.
TOLEDO, Elaine. Saiba Para Gastar Menos. ed. 2. São Paulo: Editora Alaude, 2012.
SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO – SPC. 17% dos Casais Têm Brigas Frequentes Quando o Assunto é Dinheiro, Revela SPC Brasil.
Disponível em: <https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/noticia/530- 17doscasaistembrigasfrequentesquandooassuntoedinheirorevelaspcbrasil>.
Acessado em 19/05/2015.
RODRIGUES, William C. Metodologia científica. Disponível em:
<http://unisc.br/portal/upload/com_arquivo/metodologia_cientifica.pdf>.
Acessado em: 19/05/2015.
VIEIRA, Afonso V.; TIBOLA, Fernando. Pesquisa qualitativa em marketing e suas variações: trilhas para pesquisas futuras. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 65552005000200002>. Acessado em: 19/05/2015.
FONSECA, João J. S. Metodologia da pesquisa científica. Disponível em <
http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo-2012-
1/1SF/Sandra/apostilaMetodologia.pdf>. Acessado em: 19/05/2015.
CARNEVALLI, José A.; MIGUEL, Paulo A. C. Desenvolvimento da Pesquisa de Campo, Amostra e Questionário Para Realização de um Estudo Tipo Survey Sobre a Aplicação do QFD no Brasil. Disponível em:
<http://etecagricoladeiguape.com.br/projetousp/Biblioteca/ENEGEP2001_TR21 _0672.pdf>.
Acessado em: 19/05/2015.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4 ed.. São Paulo:
Atlas, 2011.
STEVENSON, Willian J. Estatística aplicada à administração. São Paulo:
Harbra, 1981.
O’BRIEN, James e MARAKAS, George M., Administração de Sistemas de Informação Uma Introdução, 13° Edição, São Paulo: McGraW-Hill, 2007.
PARASURAMAN, A. Marketing research. 2. ed. Addison Wesley Publishing Company, 1991.
MAGALHÃES, Marcos Nascimento e LIMA, Antonio Carlos Pedroso de. Noções de Probabilidade e Estatística. Editora: Edusp. ano: 2010; 7ª edição
ANEXO
Anexo 1 – Resultados resumidos do tratamento de dados feito pelo SAS
RESULTADOS DO QUIQUADRADO
Questões p-valor H
04. Escolaridade
5. Renda 0.0001 Rejeita
18. Investimento 0.4872 Não suficiente
18.1 Poupança 0.8165 Não suficiente
18.1 CDB/RDB 0.2477 Não suficiente
18.1 Tesouro direto 0.2678 Não suficiente
18.1 Ações 0.258 Não suficiente
18.1 Imóveis 0.2537 Não suficiente
18.1 Previdência Complementar 0.3133 Não suficiente
18.1 Outros 0.7967 Não suficiente
18.4 Tendência de variação do valor 0.6974 Não suficiente
19 Seguro de vida 0.2669 Não suficiente
19 Seguro de automóvel 0.0028 Rejeita
19 Seguro saúde 0.0994 Não suficiente
19 Seguro de imóvel 0.0644 Não suficiente
19 Outros 0.774 Não suficiente
19 Não possui nenhum tipo 0.0003 Rejeita
5. Renda pessoal
13 Divisão do orçamento doméstico 0.4332 Não suficiente
15 Dívida pessoal 0.9267 Não suficiente
18 Faz investimentos 0.2125 Não suficiente
18.1 Poupança 0.904 Não suficiente
18.1 CDB/RDB 0.025 Rejeita
18.1 Tesouro direto 0.1058 Não suficiente
18.1 Ações 0.0089 Rejeita
18.1 Imóveis 0.0166 Rejeita
18.1 Previdência Complementar 0.0021 Rejeita
18.1 Outros 0.2251 Não suficiente
18.3 Porcentagem da renda investida 0.746 Não suficiente
19 Seguro de vida 0.0001 Rejeita
19 Seguro de automóvel 0.0001 Rejeita
19 Seguro saúde 0.0001 Rejeita
19 Seguro de imóvel 0.0031 Rejeita
19 Outros 0.0527 Não suficiente
19 Não possui nenhum tipo 0.0001 Rejeita
8. Diálogo sobre finanças
7. Conhece a renda do parceiro 0.0001 Rejeita
8.1 Conflito por causa de dinheiro 0.1481 Não suficiente
11. Regime de comunhão 0.0054 Rejeita
12. Contas bancárias 0.0285 Rejeita
13. Divisão do orçamento doméstico 0.0241 Rejeita
14. Planilha 0.0012 Rejeita
14. Aplicativo 0.1266 Não suficiente
14. Consultoria financeira 0.4487 Não suficiente
14. Extrato bancário 0.1967 Não suficiente
14. Não fará 0.0594 Não suficiente
14. Não foi discutido 0.0007 Rejeita
15.2 Conhecimento das dívidas do cônjuge 0.3852 Não suficiente
20. Investimentos após casado 0.1469 Não suficiente
20.1 Frequência do investimento futuro 0.3004 Não suficiente
20.2 Renda que será investida do casal 0.8532 Não suficiente
9.1 Perfil financeiro
15. Se possui dívidas 0.3484 Não suficiente
18. Se faz investimento 0.4482 Não suficiente
15. Se possui dívida
18. Se faz investimento 0.9074 Não suficiente
15.2 Conhecimento das dívidas do parceiro
15.1 Cartão de crédito 0.454 Não suficiente
15.1 Empréstimo 0.3735 Não suficiente
15.1 Cheque especial 0.8821 Não suficiente
15.1 Imóvel 0.2542 Não suficiente
15.1 Carro 0.592 Não suficiente
15.1 Eletrodomésticos 0.2947 Não suficiente
15.1 Outros 0.4193 Não suficiente
16 O casal possui dívida
16.1 Dívidas quitadas até a data do casamento civil 0.0001 Rejeita
17 Conhecimento sobre investimentos
18.1 Poupança 0.7369 Não suficiente
18 Se faz investimentos
17. Conhece sobre investimentos 0.0001 Rejeita
18.4 Tendência do valor investido 0.0005 Rejeita
19 Seguro de vida 0.5219 Não suficiente
19 Seguro de automóvel 0.0106 Rejeita
19 Seguro saúde 0.032 Rejeita
19 Seguro de imóvel 0.1009 Não suficiente
19 Outros 0.1562 Não suficiente
19 Não possui nenhum tipo 0.9131 Não suficiente