• Nenhum resultado encontrado

Notas ao Balanço e Conta de Ganhos e Perdas

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Notas ao Balanço e Conta de Ganhos e Perdas"

Copied!
53
0
0

Texto

(1)

Notas ao Balanço e Conta de Ganhos e Perdas

As Notas cuja numeração se encontra ausente não são aplicáveis ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

1. Informações gerais

1.1. Domicílio e forma jurídica da empresa de seguros, o seu país de registo e o endereço da sede registada (e o local principal dos negócios, se diferente da sede registada).

A GROUPAMA SEGUROS DE VIDA, SA, foi constituída em 1991, sob a forma jurídica de sociedade anónima, com o objectivo de desenvolver a actividade do ramo vida em Portugal. A Companhia encontra-se registada em Portugal, tendo a sua sede na Avenida de Berna, 24-D, Lisboa.

1.2. Descrição da natureza do negócio da empresa de seguros e do ambiente externo em que opera.

A Companhia dedica-se ao exercício da actividade de seguros para o ramo vida, para o qual obteve a devida autorização do Instituto de Seguros de Portugal, sendo a sua actividade exercida essencialmente em Portugal.

O Mercado segurador:

Em 2008, o mercado segurador apresentou uma evolução positiva de 11,5%, tendo ultrapassado os 15 mil milhões de euros de volume de prémios, com uma quota do ramo Vida de 72% e dos ramos Não Vida apenas de 28%.

Este crescimento da actividade seguradora deve-se, exclusivamente, ao Ramo Vida sendo que os Ramos Não Vida decresceram, mantendo uma tendência de estagnação iniciada em 2006.

Valor Variação Quota

Vida 11.012 + 17,5% 72%

Não Vida 4.324 - 1,3% 28%

Total 15.336 + 11,5% 100%

O forte desenvolvimento do Ramo Vida nos últimos anos justifica que, nesta área, a actividade seguradora portuguesa tenha uma taxa de penetração moderada sobre o PIB, acima do nível médio europeu, o que não acontece nos Ramos Não Vida onde ainda temos um índice de equipamento deste tipo de seguros relativamente baixo.

• Me rc ado Se gura d or V ida

O valor total de prémios alcançado pelo mercado Vida em 2008 foi de 11 mil milhões de euros e apresentou um crescimento de 17,5%.

A forte evolução do Ramo Vida confirma a tendência de crescimento por patamares a que vimos assistindo desde há anos; esta evolução irregular justifica-se, essencialmente, pelas flutuações dos mercados financeiros (evolução de taxa de juro e comportamento das Bolsas) o que provoca fortes evoluções nas atitudes dos Clientes face aos produtos de investimento, bem como alteração na política de distribuição dos grandes líderes de bancassurance do mercado.

(2)

Estes números escondem porém situações bastante heterogéneas pois, se retirarmos os quatro líderes do mercado (grupos de bancassurance que pesam 78% e que cresceram 28%) o restante mercado apresenta um decrescimento significativo (-10,3%), e num conjunto de 24 Companhias a operar no mercado, metade está a decrescer ou em estagnação.

Esta evolução em 2008, com ritmos tão diferentes, revela a fortíssima concorrência existente no interior do mercado e sobretudo a forte concorrência com produtos bancários de curto prazo, que apresentaram, em 2008, taxas muito elevadas e permitiram aos Bancos captar fundos aos Clientes que deram preferência aos produtos de grande liquidez e de curto prazo.

A subida registada nalgumas companhias justifica-se também pela preocupação de aforro das famílias, na procura de produtos financeiros das Companhias de Seguros que, em grande parte, oferecem o refúgio ideal no contexto difícil da situação económica e financeira actual.

Do montante total de prémios, 56% refere-se a produtos de poupança e investimento, em grande parte prémios únicos, sujeitos à forte influência da actividade dos operadores de bancassurance que pesam mais de 80% do mercado Vida; este tipo de produtos teve em 2008 uma evolução muito significativa (+19%).

A forte subida do sector Vida deve-se, também e em grande parte, ao aumento significativo dos PPR’s (+44%), o que está certamente ligado à cada vez maior preocupação dos portugueses pelo futuro das suas reformas, o que tem sido bem aproveitado pelo sector segurador que continua a ser o principal operador na oferta de PPR’s em todo o sector financeiro nacional.

Os seguros ligados a fundos de investimento ressentiram-se das performances negativas das bolsas, tendo portanto o mercado sido dirigido, em parte, para produtos não ligados a fundos de investimentos, e portanto com garantia de capital e juros.

No seu conjunto, os produtos financeiros pesam 68% da actividade vida, o que revela o papel importantíssimo das Companhias Vida na recolha de poupanças, a médio e longo prazo, e consequente peso na gestão de activos financeiros na economia portuguesa.

A confirmar essa importância das Companhias Vida como gestores financeiros, salienta-se que o volume de provisões matemáticas do ramo Vida, em Dezembro 2008 já atingiam, o montante de 40 mil milhões de euros, com uma evolução positiva (+0,3%) e ao contrário de outros sectores financeiros em crise houve no mercado segurador uma manutenção dos valores em gestão, o que é um sinal positivo de estabilidade e segurança do sector segurador.

A carteira de seguros de Risco e Rendas cresceu também em 2008 a uma taxa interessante (+13%), muito superior à inflação.

2. Informação por segmentos

2.1. Indicação dos tipos de produtos e serviços incluídos em cada segmento de negócio relatado, referindo a composição de cada segmento geográfico relatado, quer principal quer secundário.

Um segmento de negócio é um conjunto de activos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio.

Um segmento geográfico é um conjunto de activos e operações localizados num ambiente económico específico, que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em outros ambientes económicos.

(3)

A Companhia considera como segmento principal o segmento de negócio. Relativamente a este segmento, efectuar-se-á o relato da informação por produto, dividindo entre produtos de poupança, previdência e reforma.

Os produtos de poupança são produtos que preenchem as necessidades de investimento dos tomadores de seguro. Por outro lado, os produtos de previdência, protegem o tomador de seguro contra os riscos de morte, invalidez, doença grave e outros. Todos os contratos incluídos neste último segmento garantem benefícios ao tomador de seguro. Os produtos de reforma destinam-se aos clientes que pretendam assegurar um complemento de reforma individual.

No que concerne ao segmento geográfico, todos os contratos são celebrados em Portugal pelo que existe apenas um segmento.

2.2. Relato por segmentos de negócio e por segmentos geográficos

Segmento principal - segmento de negócio 31 de Dezembro de 2008

Poupança Previdência Reforma Total

Prémios brutos emitidos 21.761.735 10.144.586 31.206.788 63.113.109

Prémios de resseguro cedido 0 -3.602.163 0 -3.602.163

Proveitos e ganhos de investimentos 9.840.418 1.589.894 6.946.925 18.377.237

Outras receitas / (despesas) 267.799 43.268 189.055 500.122

Ganhos 31.869.952 8.175.585 38.342.768 78.388.305

Custos com sinistros liquidos resseguro 46.329.086 4.822.539 36.700.535 87.852.160

Provisão matemética -18.729.322 -1.887.541 -2.263.986 -22.880.849

Participação nos resultados liquida de resseguro 158.853 3.568.783 976.719 4.704.355

Perdas de investimentos 3.680.901 615.007 2.687.230 6.983.138

Custos de exploração liquidos 2.110.582 35.886 1.698.992 3.845.460

Perdas 33.550.100 7.154.674 39.799.490 80.504.264

Resultado antes de Impostos -1.680.148 1.020.911 -1.456.722 -2.115.959

Imposto 517.179

Resultado líquido do Exercício -1.598.780

Segmento principal - segmento de negócio 31 de Dezembro de 2007

Poupança Previdência Reforma Total

Prémios brutos emitidos 25.749.663 10.884.996 28.514.626 65.149.285

Prémios de resseguro cedido 0 -3.252.859 0 -3.252.859

Proveitos e ganhos de investimentos 9.435.959 1.753.408 6.151.044 17.340.411

Outras receitas / (despesas) 275.541 51.202 179.617 506.360

Ganhos 35.461.163 9.436.747 34.845.287 79.743.197

Custos com sinistros liquidos resseguro 31.316.668 5.198.884 30.789.330 67.304.882

Provisão matemética -1.582.334 -841.772 809.213 -1.614.893

Participação nos resultados liquida de resseguro 937.304 3.051.259 1.631.840 5.620.403

Perdas de investimentos 2.777.016 144.748 507.784 3.429.548

Custos de exploração liquidos 295.444 3.742.885 234.061 4.272.390

Perdas 33.744.098 11.296.004 33.972.228 79.012.330

Resultado antes de Impostos 1.717.065 -1.859.257 873.059 730.867

Imposto -125.289

Resultado líquido do Exercício 605.578

(4)

Segmento secundário – segmento geográfico

Tal como referido em 2.1 acima, todos os contratos são celebrados em Portugal pelo que existe apenas um segmento geográfico.

3. Base de preparação das demonstrações financeiras e das políticas contabilísticas

3.1. Descrição da(s) base(s) de mensuração usada(s) na preparação das demonstrações financeiras e das políticas contabilísticas, aplicáveis aos diversos activos, passivos e rubricas de capital próprio, relevantes para uma compreensão das demonstrações financeiras.

Até 31 de Dezembro de 2007, inclusive, as demonstrações financeiras da Companhia foram preparadas com base nos livros e registos contabilísticos da Companhia, mantidos de acordo com os princípios definidos no Plano de Contas para as Empresas de Seguros, publicado no Diário da República n.º 127/94, IIº Suplemento, 3ª Série, de 1 de Junho de 1994, e com base na Norma n.º 14/95-R e outras normas específicas emanadas pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

No âmbito do disposto no Plano de Contas para as Empresas de Seguros, aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de Abril, com as alterações introduzidas pela Norma n.º 20/2007-R de 31 de Dezembro, a Companhia adoptou na preparação destas demonstrações financeiras as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC, ou IFRS), nos termos do Artigo 3.º do Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, com excepção da IFRS 4 em que apenas são adoptados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.

Transição para as IFRS

Na preparação das demonstrações financeiras reportadas a 31 de Dezembro de 2008 e na determinação dos ajustamentos de transição, a Companhia decidiu adoptar as regras de transição estabelecidas no IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das Normas de Relato Financeiro, nomeadamente no que se refere à preparação de informação comparativa e à aplicação retrospectiva dos IFRS.

Assim, os valores comparativos apresentados para o ano de 2007 incluem os ajustamentos de transição de forma a reflectir as alterações introduzidas pela aplicação das IFRS, nomeadamente, a valorização de determinados investimentos ao justo valor e a amortização do prémio/desconto de aquisição dos títulos de rendimento fixo pelo método da taxa efectiva, tal como enunciado pelo IAS 39 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.

Ver nota 35 com reconciliação do capital próprio decorrente dos ajustamentos de transição para o novo PCES, de base IFRS.

(5)

Bases de mensuração:

• Demonstrações Financeiras expressas em Euros;

• Demonstrações Financeiras preparadas de acordo com o principio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao justo valor, nomeadamente activos financeiros ao justo valor através de resultados e disponíveis para venda;

• A preparação de demonstrações financeiras requer que a Companhia efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos. Alterações em tais pressupostos ou diferenças destes face à realidade poderão ter impactos sobre as actuais estimativas e julgamentos. As áreas que envolvem um maior nível de julgamento ou complexidade ou onde são utilizados pressupostos e estimativas significativos na preparação das demonstrações financeiras consolidadas encontram-se analisadas na Nota 3.3.

Políticas contabilísticas:

As principais políticas contabilísticas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras são as seguintes:

a) Princípio da especialização de exercícios

Os custos e os proveitos são contabilizados no exercício a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.

Uma vez que os prémios de seguro directo são reconhecidos como proveitos na data do processamento ou renovação da respectiva apólice e os sinistros são registados aquando da participação, a Companhia realiza no final de cada exercício determinadas especializações contabilísticas de custos e proveitos, como segue:

(i) Provisão matemática

As provisões matemáticas do Ramo Vida têm como objectivo registar o valor actual das responsabilidades futuras da Companhia, relativamente às apólices emitidas, e são calculadas mediante tabelas e fórmulas plenamente enquadradas no normativo do ISP. As provisões matemáticas são Zillmerizadas e o respectivo efeito é abatido às mesmas. Em 31 de Dezembro de 2008 o montante da Zillmerização ascendia a 396.894 euros (2007: 444.672 euros).

(ii) Provisão para sinistros

A provisão para sinistros corresponde ao valor previsível dos encargos com sinistros ainda não regularizados ou já regularizados mas ainda não liquidados no final do exercício.

Esta provisão foi determinada como segue:

• a partir da análise dos sinistros pendentes no final do exercício e da consequente estimativa da responsabilidade existente nessa data; e

• pela provisão fundamentada em bases estatísticas sobre o valor dos custos com sinistros do exercício, exceptuando vencimentos e resgates, por forma a fazer face à responsabilidade com sinistros declarados após o fecho do exercício (IBNR).

(iii) Provisão para participação nos resultados

(6)

Provisão para participação nos resultados a atribuir:

Corresponde ao valor existente no Fundo para Dotações Futuras na data de transição, corrigido dos ajustamentos decorrentes da nova classificação dos investimentos e respectiva valorização (em conformidade com o definido no novo PCES).

Provisão para participação nos resultados atribuída:

Corresponde aos montantes atribuídos aos tomadores de seguro ou aos beneficiários dos contratos, a título de participação nos resultados, e que ainda não tenham sido distribuídos. (iv) Provisões técnicas de resseguro cedido

As provisões técnicas de resseguro cedido são determinadas através da aplicação dos critérios acima descritos para o seguro directo, tendo em atenção as percentagens de cessão, bem como outras cláusulas existentes nos tratados em vigor.

(v) Comissões de mediação

As comissões de mediação são representadas pela remuneração contratualmente atribuída aos mediadores pela angariação de contratos de seguro e de investimento. As comissões contratadas são registadas como custos no momento de emissão dos respectivos prémios ou renovação das respectivas apólices.

b) Ajustamentos de recibos por cobrar e para créditos de cobrança duvidosa

Os ajustamentos de recibos por cobrar têm por objectivo reduzir o montante dos prémios em cobrança ao seu valor estimado de realização. O cálculo destes ajustamentos é efectuado com base nos valores dos prémios por cobrar, aplicando os critérios definidos pelo ISP.

Os ajustamentos para créditos de cobrança duvidosa destinam-se a reduzir o montante dos saldos a receber resultantes de operações de seguro directo, de resseguro ou outras, à excepção dos recibos por cobrar, ao seu valor provável de realização, sendo calculada em função da antiguidade dos referidos saldos, de acordo com o normativo definido pelo ISP.

c) Instrumentos financeiros (i) Classificação

A Companhia classifica os seus activos financeiros no momento da sua aquisição considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias:

Activos financeiros detidos para negociação

Aqueles adquiridos com o objectivo principal de gerarem valias no curto prazo. Activos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas

Esta categoria inclui os derivados embutidos, designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor com as variações subsequentes reconhecidas em resultados.

Activos financeiros disponíveis para venda

(7)

Os activos disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que (i) a Companhia tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias anteriormente referidas.

Investimentos a deter até à maturidade

São os activos financeiros sobre os quais exista a intenção e a capacidade de detenção até à maturidade, apresentando uma maturidade e fluxos de caixa fixos ou determináveis. Em caso de venda antecipada, a classe considera-se contaminada e todos os activos da classe têm de ser reclassificados para a classe, disponíveis para venda.

(ii) Reconhecimento, mensuração inicial e desreconhecimento

Aquisições e alienações: (i) activos financeiros ao justo valor através dos resultados, (ii) activos financeiros disponíveis para venda e (iii) investimentos a deter até à maturidade, são reconhecidos na data da negociação (“trade date”), ou seja, na data em que a Companhia se compromete a adquirir ou alienar o activo. Os activos financeiros referidos acima são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção, excepto nos casos de activos financeiros ao justo valor através de resultados, caso em que estes custos de transacção são directamente registados em resultados.

Os activos financeiros são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais da Companhia ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) a Companhia tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a Companhia tenha transferido o controlo sobre os activos.

(iii) Mensuração subsequente

Após o seu reconhecimento inicial, os activos financeiros detidos para negociação e os activos financeiros ao justo valor com reconhecimento em ganhos e perdas são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em ganhos e perdas.

Os investimentos detidos para venda são igualmente registados ao justo valor sendo, no entanto, as respectivas variações reconhecidas em reservas, na parte que pertence ao accionista, até que os investimentos sejam desreconhecidos, ou seja identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais, registados em reservas é transferido para resultados. No caso dos produtos com participação nos resultados, as variações do justo valor são reconhecidas inicialmente em reservas (capital próprio) e posteriormente transferidas para a conta de participação nos resultados a atribuir.

Ainda relativamente aos activos monetários disponíveis para venda, o ajustamento ao valor de balanço compreende a separação entre (i) as amortizações segundo a taxa efectiva, (ii) as variações cambiais (no caso de denominação em moeda estrangeira) – ambas por contrapartida de resultados e (iii) as variações no justo valor (excepto risco cambial) – conforme descrito acima.

Os investimentos a deter até à maturidade são mensurados em balanço ao custo amortizado, de acordo com o método da taxa efectiva, com as amortizações (juros, valores incrementais e prémios e descontos) a serem registados na conta de ganhos e perdas.

(8)

O justo valor dos activos financeiros cotados é o seu preço de compra corrente (“bid-price”). Na ausência de cotação, a Companhia estima o justo valor utilizando (i) metodologias de avaliação, tais como a utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado, técnicas de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções parametrizados de modo a reflectir as particularidades e circunstâncias do instrumento, e (ii) pressupostos de avaliação baseados em informações de mercado.

Os instrumentos financeiros para os quais não é possível mensurar com fiabilidade o justo valor e as acções não cotadas são registados ao custo de aquisição.

(iv) Imparidade

A Companhia avalia, regularmente, se existe evidência objectiva de que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, apresenta sinais de imparidade. Para os activos financeiros que apresentam sinais de imparidade, é determinado o respectivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas por contrapartida da conta de ganhos e perdas.

A Companhia considera que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, se encontra em imparidade, após o reconhecimento inicial, de acordo com regras estabelecidas pelo Grupo, sempre que:

(

i) para os títulos de rendimento variável cotados:

• A cotação em bolsa dos últimos 6 meses foi permanentemente inferior a 80% do valor de custo; ou

• se na data de fecho a cotação é inferior a 70% do preço de custo.

Estes rácios podem ser ajustados em função da volatilidade média dos mercados nos últimos 6 meses da forma seguinte:

 Permanecem inalterados se a volatilidade for inferior a 15%;

 São respectivamente de 75% e 65% se a volatilidade estiver entre 15% (inclusive) e 20% (exclusive);

 São respectivamente de 70% e 60% se a volatilidade estiver entre 20% (inclusive) e 25% (exclusive);

 São respectivamente de 65% e 55% se a volatilidade estiver entre 25% (inclusive) e 40% (exclusive);

 São respectivamente de 60% e 50% se a volatilidade for igual ou superior a 40%.

• Se cumprir ambas as condições, é registada uma imparidade igual à situação mais penalizadora.

(ii) para os títulos de rendimento fixo e para títulos não cotados:

• Existência de um evento (ou eventos) que tenha impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, que possa ser estimado com razoabilidade.

Quando existe evidência de imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada em reservas, deduzida de qualquer perda de imparidade no activo anteriormente reconhecida em resultados, é transferida para a conta de ganhos e perdas. Notas ao balanço e conta de ganhos e perdas em 31/12/2008 | Página 8 de 53

(9)

Relativamente aos títulos de rendimento variável, a imparidade terá que ser reforçada, sempre que a perda potencial em reservas aumente.

No caso dos títulos de rendimento fixo, se num período subsequente o montante da perda potencial diminui, a perda de imparidade anteriormente reconhecida é revertida por contrapartida de resultados do exercício até à reposição do custo de aquisição, sempre que o aumento for objectivamente relacionado com um evento ocorrido após o reconhecimento da perda de imparidade.

d) Outros Instrumentos financeiros – derivados embutidos

Os instrumentos financeiros com derivados embutidos são reconhecidos inicialmente ao justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período.

O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e na ausência de cotação (inexistência de mercado activo) é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação disponibilizadas por entidades especializadas, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade.

e) Activos fixos tangíveis e intangíveis (i) Activos fixos tangíveis

Os activos tangíveis da Companhia estão contabilizados ao custo histórico de aquisição, sendo as amortizações calculadas segundo o método de quotas constantes, para aquisições até 31 de Dezembro de 2007, e por duodécimos para aquisições posteriores a essa data, de forma a que os bens estejam totalmente reintegrados no fim da vida útil estimada, tendo em conta as seguintes taxas anuais:

Equipamento administrativo 10% a 12,50%

Máquinas e ferramentas 20%

Equipamento informático - Computadores 25% Equipamento informático - Programas 33%

Instalações interiores 10%

Material de transporte 25%

Outro equipamento 10% a 12,5%

Os custos subsequentes com os activos tangíveis são reconhecidos apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Companhia. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

(10)

(ii) Activos intangíveis

Estes bens intangíveis estão contabilizados ao respectivo custo histórico de aquisição e as suas amortizações são calculadas tendo por base o período em que se estima que tais bens vão produzir benefícios económicos para a Companhia, através da aplicação do método de quotas constantes, para aquisições até 31 de Dezembro de 2007, e por duodécimos para aquisições posteriores a essa data, com base nas seguinte taxas anuais que reflectem, de forma razoável, a vida útil estimadas dos bens:

Taxa anual

Despesas em edifícios arrendados 10%

Trespasses 20%

(iii) Imparidade de activos não financeiros

Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade, de acordo com a IAS 36, é estimado o seu valor recuperável, sendo reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na conta de ganhos e perdas para os activos registados ao custo.

f) Imposto sobre o rendimento

Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com items que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de investimentos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem.

Os impostos correntes são os que se esperam que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a taxa de imposto aprovada ou substancialmente aprovada em cada jurisdição.

Os impostos diferidos são calculados sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço em cada jurisdição e que se espera virem a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem.

Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, com excepção das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que não afectem quer o lucro contabilístico quer o fiscal e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias, na medida em que provavelmente não serão revertidas no futuro.

Os impostos diferidos activos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis, apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as referidas diferenças.

(11)

g) Responsabilidades por férias e subsídios de férias

Este passivo corresponde a cerca de dois meses de remunerações e respectivos encargos, baseados nos valores do exercício, e destinam-se a reconhecer as responsabilidades legais existentes no final de cada período perante os empregados, pelos serviços prestados até aquela data, a pagar posteriormente.

h) Benefícios aos empregados

Nos termos do estabelecido no Contrato Colectivo dos Trabalhadores de Seguros, a Companhia assumiu a responsabilidade de pagar aos seus empregados pensões de reforma por velhice e por invalidez, encontrando-se essa responsabilidade integralmente coberta e financiada, em 31 de Dezembro de 2008, pelo Fundo de Pensões.

O plano de pensões existente na Companhia corresponde a um plano de benefícios definidos, uma vez que define os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais factores como sejam a idade, anos de serviço e retribuição.

A Companhia contabiliza os ganhos e perdas actuariais de acordo com o método do SORIE, ou seja, os ganhos e perdas actuariais de cada ano são reconhecidos em rubrica específica do capital próprio.

i) Provisões

São reconhecidas provisões quando (i) a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou construtiva, (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação.

j) Reconhecimento de juros e dividendos

Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares utilizando o método da taxa efectiva. Os juros dos activos financeiros ao justo valor através dos resultados são também incluídos na rubrica de juros e proveitos similares.

A taxa de juro efectiva é a taxa que desconta os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um período mais curto, para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro.

Relativamente aos rendimentos de instrumentos de capital (dividendos) são reconhecidos quando recebidos.

k) Reporte por segmentos Ver nota 2.

l) Caixa e equivalentes de caixa

Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, prontamente convertíveis em dinheiro e com risco reduzido de alteração de valor onde se incluem a caixa e as disponibilidades em instituições de crédito.

(12)

m) Terrenos e edifícios Ver nota 9.

n) Contratos de seguro e contratos de investimento – classificação

A Companhia, em conformidade com o previsto na IFRS 4, tem os seus contratos classificados como: (i) Contratos de seguro:

Contratos segundo o qual a seguradora aceita um risco de seguro significativo do segurado, aceitando compensar este no caso de um acontecimento futuro incerto especificado o afectar de forma adversa. Este tipo de contrato cai no âmbito da IFRS 4 (seguros de vida puros);

ii) Contratos de investimento:

Contratos que envolvem exclusivamente risco financeiro. Estes contratos podem ainda ser diferenciados entre contratos puramente financeiros e aqueles que possuem uma característica de participação discricionária. Se os contratos de investimento forem puros cairão no âmbito da IAS 39 (é o caso dos produtos unit-linked comercializados pela Companhia), enquanto os contratos com a característica de participação discricionária se inserem na IFRS 4 (Produtos de capitalização com participação nos resultados).

o) Transacções em moeda estrangeira

As conversões para euros das transacções em moeda estrangeira são efectuadas ao câmbio em vigor na data em que ocorrem.

Os valores dos activos expressos em moeda de países não participantes na União Económica Europeia (UEM) são convertidos para euros utilizando o último câmbio de referência indicado pelo Banco de Portugal.

As diferenças de câmbio entre as taxas em vigor na data da contratação e as vigentes na data de balanço, são contabilizadas na conta de ganhos e perdas do exercício.

3.2. Descrição da natureza, impacto e justificação das alterações nas políticas contabilísticas.

Não ocorreram alteração de políticas contabilísticas em 2008 face a 2007 (após conversão para novo plano de contas). Ver os principais impactos resultantes da transição em 3.4.

3.3. Descrição das principais estimativas contabilísticas e julgamentos relevantes utilizados na elaboração das demonstrações financeiras, com indicação dos principais pressupostos relativos aos exercícios seguintes, e outras principais fontes de incerteza das estimativas à data do balanço, que apresentem um risco significativo de provocar um ajustamento material nas quantias escrituradas de activos e passivos durante os próximos exercícios financeiros.

As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos, são analisadas como segue:

(13)

a) Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda

A Companhia determina que existe imparidade nos seus activos disponíveis para venda quando existe uma desvalorização prolongada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização prolongada ou de valor significativo requer julgamento. No julgamento efectuado, a Companhia avalia entre outros factores, a volatilidade normal dos preços das acções. Adicionalmente, as avaliações são obtidas através de preços de mercado ou de modelos de avaliação os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor.

Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas, poderá resultar num nível diferente de perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados da Companhia.

b) Pensões e outros benefícios a empregados

A determinação das responsabilidades por pensões de reforma requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, rentabilidade estimada dos investimentos e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões.

Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados.

c) Provisões técnicas e passivos financeiros relativos a contratos de seguro e de investimento, respectivamente.

Ver Nota 4.1.b).

3.4. Alterações relevantes relativamente ao exercício anterior, designadamente na fase de transição para o novo regime contabilístico.

Ver quadro com alterações no capital próprio da Companhia, introduzidas pela conversão para o novo plano de contas, na Nota 35.

A Companhia efectuou a conversão para o novo plano de contas em 01 de Janeiro de 2007, de forma a ter valores comparativos, de base IFRS, em 2008, data da primeira apresentação obrigatória das contas em conformidade com o novo plano. Após a conversão para o novo plano de contas, não ocorreram quaisquer alterações da política contabilística.

Abaixo, identificamos algumas áreas em que a adopção das IFRS, tal como adoptadas pelo ISP, assumiu um maior impacto:

• Mensuração das carteiras de investimento ao valor de mercado (no anterior plano de contas as obrigações eram valorizadas pelo método do custo amortizado linear);

• Tratamento do “Fundo para dotações futuras”; • Mensuração da imparidade;

• Mensuração de terrenos e edifícios;

• Mensuração da responsabilidade associada ao plano de pensões; • Contabilização de impostos diferidos;

• Classificação de contratos (seguros versus investimento);

(Ver quadro com alterações no capital próprio da Companhia, introduzidas pela conversão para o novo plano de contas, na Nota 35).

(14)

4. Natureza e extensão das rubricas e dos riscos resultantes de contratos de seguro e activos de resseguro

4.1. Prestação de informação que permita identificar e explicar as quantias indicadas nas demonstrações financeiras resultantes de contratos de seguro, incluindo, nomeadamente:

a) Informação acerca das políticas contabilísticas adoptadas relativamente a contratos de seguro e a activos, passivos, rendimentos e custos ou gastos relacionados;

Ver descrição no ponto 3.1

b) Processo usado para determinar os pressupostos que têm maior efeito na mensuração dessas quantias, incluindo um resumo das principais hipóteses consideradas no cálculo da provisão matemática relativa ao seguro de vida e ao seguro de acidentes de trabalho (quantificação de todos os pressupostos quando praticável);

PROVISÕES MATEMÁTICAS

- Provisões Matemáticas Aniversárias:

As Provisões Matemáticas Aniversárias são calculadas contrato a contrato e de acordo com o método actuarial prospectivo, correspondendo este ao valor actual das responsabilidades da Companhia de Seguros deduzido do valor actual dos prémios futuros.

Considerando o princípio da suficiência da provisão para encargos futuros, os encargos de gestão continuam a estar previstos nas Provisões Matemáticas calculadas a prémio de inventário.

Provisões Matemáticas referentes a 31.12. n:

Produtos Clássicos (Vida Inteira; Rendas; Temporários; Mistos; etc.)

O cálculo é efectuado por interpolação linear das provisões matemáticas aniversárias, considerando que os contratos em média são efectuados a meio do ano, deduzidas do valor correspondente ao fraccionamento do prémio de inventário não recebido no exercício e dos custos de aquisição não amortizados, para as apólices emitidas a partir de 01.01.1984.

Produtos de Capitalização, Reforma e Operações de Capitalização

O cálculo é efectuado, considerando o tempo decorrido no exercício em relação a cada contrato (pro-rata temporis).

Produtos Ligados a Fundos de Investimento

O cálculo é efectuado, considerando o número e o valor da unidade de participação, à data do cálculo, por “Fundo” e por apólice.

Coberturas Complementares

O cálculo é efectuado considerando que os contratos em média são efectuados a meio do ano. A Provisão Matemática de Inventário dos contratos de produtos financeiros, corresponde à conta poupança adquirida à data de 31.12.n, calculada depois da incorporação da participação nos resultados e acrescida da provisão para encargos futuros de gestão.

(15)

c) Informação acerca das metodologias de cálculo das estimativas dos montantes a atribuir aos tomadores de seguros ou beneficiários e dos montantes efectivamente atribuídos como participação nos resultados (quantificação de todos os pressupostos quando praticável);

PROVISÃO PARA PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS

Os critérios utilizados no cálculo da Participação nos Resultados das modalidades que a prevêem, assim como o método de atribuição e distribuição, estão de conformidade com o estabelecido no plano de participação nos resultados das respectivas modalidades em vigor na Companhia, não se tendo verificado alterações nem em relação ao aprovado pelo Instituto de Seguros de Portugal aquando da sua autorização ou comunicação, nem aos cálculos efectuados em 2007.

A Companhia continua a dar cumprimento ao previsto no seu Plano de Participação nos Resultados. O montante da Provisão para Participação nos Resultados corresponde à soma das provisões para participação nos resultados, dos vários “Fundos Autónomos” constituídos à data de 31.12.2008.

d) Efeito de alterações nos pressupostos usados para mensurar activos e passivos por contrato de seguro, mostrando separadamente o efeito de cada alteração que tenha um efeito material nas demonstrações financeiras;

As taxas técnicas de juro utilizadas no cálculo das Provisões Matemáticas foram as que ao longo dos anos se adoptaram no cálculo dos respectivos prémios e foram fixadas de acordo com a regulamentação em vigor na época, com excepção das carteiras de rendas, em que se tem vindo, ao longo dos últimos anos, a recomendar uma atenção especial, quer à tábua de mortalidade quer à taxa técnica de juro garantida.

A Companhia face a esta recomendação tem vindo a tomar algumas medidas, em relação aos riscos de mortalidade e de taxa técnica de juro elevada, da sua carteira de rendas. Assim, em 2008 a Companhia adoptou a taxa técnica de juro de 2,5% em 75% da sua carteira de rendas, tendo os restantes 25% sido calculados à taxa de 3% e tábuas de mortalidade mais prudentes. As Provisões Matemáticas destas carteiras, à data de 31.12.2008, foram calculadas com as tábuas de mortalidade TV 73/77 e TV 88/90.

(16)

Tábuas de Mortalidade e Taxas Técnicas:

INDIVIDUAL

Em vigor em 31.12.2008 Utilizadas no cálculo das Provisões Matemáticas Carteira < 01.01.1984 I AF 4% AF 4% II RF 4% RF 4% III RF 3,25% RF 3,25% IV PM 46/49 3,5% PM 46/49 3,5% V PM 60/64 3,5% PM 60/64 3,5% Carteira > 01.01.1984 I PM 60/64 4% PM 60/64 4% II PF 60/64 e TV 73/77 4% PF 60/64 e TV 73/77 4% III PF 60/64 6 e 4% TV 73/77 3% III TV 73/77 3,5% e 4% TV 73/77 3% III TV 73/77 3,5% TV 88/90 2,5% IV TD 88/90 4% TD 88/90 4% II TV 73/77 3% TV 73/77 3% II TV 73/77 0% TV 73/77 0% II TV 73/77 2,5% TV 73/77 2,5% III TPRV 2,5% TPRV 2,5% III TV 88/90 3% TV 88/90 3% COLECTIVOS I PM 60/64 4% PM 60/64 4% III PF 60/64 6 e 4% TV 88/90 2,5% III PF 60/64 6% TV 88/90 2,5% II TV 73/77 4% TV 73/77 4% II TV 73/77 3% TV 73/77 3% III TV 73/77 3,5% TV 88/90 2,5%

OPER. CAPITALIZAÇÃO Taxa Técnica de Juro de 4,2% a 5,6%

I – Seguros em caso de morte e mistos II – Seguros em caso de vida

III – Seguros de rendas IV – Seguros em caso de morte V – Seguros mistos

e) Reconciliações de alterações nos passivos resultantes de contratos de seguro, nos activos resultantes de contratos de resseguro e nos custos de aquisição diferidos relacionados, incluindo:

i. Com relação à provisão para sinistros: explicitação dos reajustamentos (correcções apresentados que se assumam relevantes (Anexo 2) e discriminação dos custos com sinistros (Anexo3);

Ver Anexos 2 e 3.

ii. Descrição, com relação à provisão para participação nos resultados, dos movimentos efectuados:

(17)

Prov. Part. Atribuida

Prov. Part. A

Atribuir Total P.R. Atribuida Inc.Prov.

Matem. Part. Res.

Atribuir sub-total Pagamentos P.R. (Anul.) Total Saidas 31.12.2008 atribuida a atribuir SEGURO INDIVIDUAL

CARTEIRA ANTIGA 33.192 33.192 25 0 0 33.217 0 0 0 33.217 33.217 0

CARTEIRA NOVA 452.763 452.763 138.149 0 0 590.911 434.040 0 434.040 156.871 156.871 0

RENDA C/FUNDO AUT. 41.655 41.655 0 0 0 41.655 0 0 0 41.655 41.655 0

RECORD 492.446 58.238 550.684 0 0 -58.238 492.446 0 0 0 492.446 492.446 0 RECORD PPR 520.978 520.978 0 -70.997 0 449.981 0 0 0 449.981 449.981 0 GANCAPI PPR 657.402 657.402 0 0 0 657.402 0 0 0 657.402 657.402 0 GANCAPI 278.344 278.344 0 0 0 278.344 0 0 0 278.344 278.344 0 RVI / RTI / RR 98 34.559 34.559 0 0 0 34.559 0 0 0 34.559 34.559 0 RECORD XXI 258 258 9.374 -7.511 0 2.121 0 0 0 2.121 2.121 0 VIVACAPI XXI 0 0 131.830 -131.830 0 0 0 0 0 0 0 0 VIVAPPR/E XXI 0 0 696.263 -696.263 0 0 0 0 0 0 0 0 VIVAPPR/E SEGURO 0 0 168.905 -127.599 0 41.305 0 0 0 41.305 41.305 0 VIVAPOUPANÇA 42 42 17.650 -17.692 0 0 0 0 0 0 0 0 Sub-total 2.511.639 58.238 2.569.877 1.162.194 -1.051.891 -58.238 2.621.942 434.040 0 434.040 2.187.901 2.187.901 0 SEGURO GRUPO T.A.R. 3.853.069 3.853.069 3.485.329 0 7.338.398 2.984.056 2.479 2.986.535 4.351.863 4.351.863 0 CARTEIRA NOVA 507.381 83.009 590.390 0 0 18.540 608.930 21.718 0 21.718 587.212 485.663 101.549 RECOGAN 679.207 679.207 0 0 0 679.207 0 0 0 679.207 679.207 0 RENDAGAN 257.418 257.418 0 0 0 257.418 0 0 0 257.418 257.418 0 RECOGAN XXI 0 0 111.551 -111.551 0 0 0 0 0 0 0 0

RVI / RTI C/FUNDO AUT. 53.386 53.386 0 0 0 53.386 0 0 0 53.386 53.386 0

Sub-total 5.350.460 83.009 5.433.470 3.596.881 -111.551 18.540 8.937.338 3.005.774 2.479 3.008.253 5.929.085 5.827.536 101.549

Total 7.862.099 141.248 8.003.347 4.759.074 -1.163.443 -39.699 11.559.280 3.439.814 2.479 3.442.293 8.116.987 8.015.438 101.549

saldo inicial SALDO FINAL

4.2. Prestação de informação que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos específicos de seguros, nomeadamente:

a) Objectivos, políticas e processos de gestão dos riscos resultantes de contratos de seguro e os métodos usados para gerir esses riscos, incluindo uma descrição do processo de aceitação, avaliação, monitorização e controlo desses riscos;

As empresas de seguros assumem riscos através dos contratos de seguros, os quais classificamos na categoria do Risco Específico de Seguros.

Os riscos específicos de seguros são os riscos inerentes à comercialização de contratos de

seguro, associados ao desenho de produtos e respectiva tarifação, ao processo de subscrição e de provisionamento das responsabilidades e à gestão dos sinistros e do resseguro. São aplicáveis a todos os ramos de actividade e podem subdividir-se em diferentes sub-riscos:

• Risco de Desenho dos Produtos: risco de a empresa de seguros assumir exposições de risco decorrentes de características dos produtos não antecipadas na fase de desenho e de definição do preço do contrato.

• Risco de Prémios: relacionado com sinistros a ocorrer no futuro, em apólices actualmente em vigor, e cujos prémios já foram cobrados ou estão fixados. O risco é o de os prémios cobrados ou já fixados poderem vir a revelar-se insuficientes para a cobertura de todas as obrigações futuras resultantes desses contratos (subtarifação).

• Risco de Subscrição: risco de exposição a perdas financeiras relacionadas com a selecção e aprovação dos riscos a segurar.

• Risco de Provisionamento: é o risco de as provisões para sinistros constituídas se venham a revelar insuficientes para fazer face aos custos com sinistros já ocorridos.

(18)

• Risco de Sinistralidade: é o risco de que possam ocorrer mais sinistros do que o esperado, ou de que alguns sinistros tenham custos muito superiores ao esperado, resultando em perdas inesperadas. • Risco de Retenção: é o risco de uma maior retenção de riscos (menor protecção de resseguro) poder gerar perdas devido à ocorrência de eventos catastróficos ou a uma sinistralidade mais elevada.

O Risco Específico de Seguros tem origem na definição da estratégia da Empresa

A estratégia da empresa é revista cada 3 anos sob coordenação de um consultor externo, no qual participam as várias Direcções da Companhia.

No capítulo da definição dos objectivos anuais para a Companhia, a Groupama orçamenta o volume de prémios, provisões de sinistros, gastos gerais, e outros por forma a obter o Resultado do Exercício. Para formalizar o Risco Específico de Seguros a abordagem adoptada pela Companhia, foi processual, no sentido, em que para avaliar qualitativamente a nossa exposição a este risco, foram mapeados os processos de negócio seguintes:

1. Processo de desenho de produtos e tarifação; 2. Processo revisão actuarial de produtos;

3. Processo de aceitação e avaliação do risco; 4. Processo de Gestão de Sinistros

5. Processo de cedência ao ressegurador.

1. Os produtos antes de serem lançados são discutidos entre a Administração e as várias Direcções.

Os preços são testados antes do lançamento de produtos financeiros através de profit tests. No que concerne aos novos produtos de risco, pela experiência obtida dos produtos já existentes e pela análise dos vários indicadores, tais como, a taxa de sinistralidade em relação aos prémios, a tarifa é idêntica aos antigos.

2. A revisão actuarial é efectuada anualmente e formalizada no relatório do actuário responsável o qual certifica a adequacidade do cálculo das Provisões Técnicas e a metodologia utilizada; 3. Para mitigar o risco de subscrição seguimos à risca a selecção médica;

4. No que concerne ao provisionamento, calculamos a Provisão Matemática considerando uma tábua de mortalidade e taxa técnica prudentes. É de referir que para as rendas, calculamos uma provisão matemática adicional (ver nota 4.1.d).

5. A Groupama transfere parte do risco para os resseguradores, por forma a limitar a exposição. A Direcção Técnica é responsável por avaliar e gerir este risco, bem como partilhar com outras direcções a responsabilidade da avaliação e gestão do Risco ALM (Asset Liability Management).

Importa referir, que o risco de longevidade na Groupama não é considerado crítico, pois as Provisões Matemáticas das Rendas representam apenas 5% do total das Provisões.

4.3. Prestação de informação quantitativa e qualitativa acerca do risco de mercado, risco de crédito, risco de liquidez e risco operacional. A informação qualitativa deve incluir, nomeadamente, a exposição ao risco e a origem dos riscos, objectivos, políticas e procedimentos de gestão de riscos e os métodos utilizados para mensurar os riscos, assim como, alterações face ao período anterior.

(19)

Num sentido lato, todos os riscos a que a Companhia está exposta são financeiros, por se poderem traduzir em perdas económicas e numa deterioração nos níveis de solvência. No entanto, existe um conjunto de riscos directamente relacionados com a gestão financeira da Companhia, abrangendo as funções investimento, financiamento e a gestão integrada dos activos e passivos financeiros, e não directamente relacionados com a gestão dos contratos de seguro ou dos sinistros, e incluem, entre outros, os riscos de mercado, de crédito e de liquidez.

O risco financeiro chave que uma Seguradora está exposta corresponde a potencial incapacidade desta não cumprir com as suas responsabilidades, ou seja, os rendimentos gerados pelos activos não conseguirem cobrir as obrigações decorrentes dos contratos de seguros.

De forma a minimizar os riscos e optimizar a gestão Activo/Passivo, é realizado anualmente um estudo ALM (Asset Liability Management), em colaboração com as equipas da casa-mãe em Paris. Este estudo tem como objectivo mitigar vários riscos (risco de crédito, risco de taxa de juro) assim como assegurar as margens financeiras.

No final de Dezembro de 2008, a repartição dos activos da Companhia, incluindo os juros decorridos, em milhares de euros, era a seguinte:

31/12/08

KEUR Valor de mercado %

Activos AFS Trading HFT/ Outros Total AFS Trading HFT/ Outros Total Taxa rendimento Fixa 280.080 19.920 0 300.000 89,2% 35,0% 0,0% 78,5%

Obrigações taxa fixa 261.007 16.374 0 277.381 83,1% 28,8% 0,0% 72,6%

Obrigações taxa variavel 19.073 3.546 0 22.619 6,1% 6,2% 0,0% 5,9%

Taxa rendimento Variavel 33.954 36.939 0 70.893 10,8% 65,0% 0,0% 18,5% Up's obrigações 0 591 0 591 0,0% 1,0% 0,0% 0,2% Acções 7.276 0 0 7.276 2,3% 0,0% 0,0% 1,9% Up's Acções 21.217 6.870 0 28.087 6,8% 12,1% 0,0% 7,3% Up's Imóveis 5.461 0 0 5.461 1,7% 0,0% 0,0% 1,4% Up's Cash 0 30.127 0 30.127 0,0% 53,0% 0,0% 7,9% Derivados 0 -649 0 -649 0,0% -1,1% 0,0% -0,2% Imóveis 0 0 11.227 11.227 0,0% 0,0% 100,0% 3,0% Total 314.034 56.859 11.227 382.120 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%

(20)

A Companhia identifica como riscos financeiros os seguintes riscos:

Risco de crédito

O Risco de Crédito resulta da possibilidade de ocorrência de perdas financeiras decorrentes do incumprimento do cliente ou contraparte relativamente às obrigações contratuais. O risco de crédito está essencialmente presente na carteira de investimentos (no entanto, as dívidas a receber resultantes de cobranças e resseguro também estão expostos a risco de crédito).

É efectuada uma gestão permanente das carteiras de títulos e existe uma interacção grande entre a Direcção Financeira e os gestores dos activos financeiros. Esta abordagem é complementada pela introdução de melhorias contínuas tanto no plano das metodologias e ferramentas de avaliação e controlo dos riscos, como ao nível dos procedimentos e circuitos de decisão.

No final de Dezembro de 2008, a exposição ao mercado obrigacionista era de 300,5 milhões de euros (investimento directo e investimento em unidades de participação em fundos de obrigações). O investimento em obrigações de dívida pública representava 22,3% (66,9 milhões de euros).

A repartição da componente obrigacionista por rating era a seguinte:

AAA; 22,5% AA; 21,6% A; 39,4% BBB; 14,4% <BBB; 0,7% NR; 1,3%

Fonte: S&P, Moody’s e Fitch

Em 2008, no âmbito do projecto QIS 4 (projecto europeu Solvência II), foram realizadas simulações com o objectivo de determinar o risco de crédito da componente obrigacionista da carteira. Usando a fórmula do CEIOPS, no final de 2007, o risco de crédito representava 13,8% do total dos riscos.

A taxa de cobertura (sem ter em conta o aumento de capital de 17,5 milhões de euros efectuado em 2008) era de 109%.

No final de 2008, foram alvo de resseguro 53,0% dos capitais seguros em caso de morte. Os resseguradores tinham um rating A.

Risco de taxa de juro

As operações da Companhia encontram-se sujeitas ao risco de flutuações nas taxas de juro na medida em que os activos geradores de juros (incluindo os investimentos) e os passivos geradores de juros apresentam maturidades desfasadas no tempo ou de diferentes montantes.

Notas ao balanço e conta de ganhos e perdas em 31/12/2008 | Página 20 de 53

% VM AAA 22,5% 67 525 AA 21,6% 65 060 A 39,4% 118 481 BBB 14,4% 43 398 <BBB 0,7% 2 079 NR 1,3% 4 048 Total 100,0% 300 591

(21)

O seu controlo é assegurado por uma monitorização permanente do Departamento Financeiro e Actuarial.

No final de 2008, o montante investido em obrigações representava 76% do total dos activos da companhia ou seja 300,5 milhões de euros. A duração média (sensibilidade de McCaulay) era de 4,3 anos. De acordo com este indicador, um aumento das taxas de juro sem risco de 1% provocaria uma descida do valor de mercado dos produtos sensíveis à taxa de 12,5 milhões euros. Por outro lado, uma redução das taxas no mesmo montante teria um impacto positivo sobre o valor de mercado de 13,4 milhões.

Usando a fórmula do CEIOPS para o QIS 4, no fim de 2007, o risco de taxa de juro representava 24,7% do total dos riscos.

Risco Cambial

Não Aplicável

Risco de Liquidez

O Risco de Liquidez advém da incapacidade potencial de financiar o activo satisfazendo as responsabilidades exigidas nas datas devidas e da existência de potenciais dificuldades de liquidação de posições em carteira sem incorrer em perdas exageradas.

A gestão da liquidez tem como objectivo manter um nível satisfatório de disponibilidades para fazer face às suas necessidades financeiras no curto, médio e longo prazo.

As simulações realizadas com base nos valores de 30/09/08 (simulações a dez anos, tendo sido incluído o valor de produção nova) mostraram que o valor dos prémios futuros, adicionado dos cupões e reembolsos das obrigações é suficiente para pagar custos e prestações sem existir necessidade de vender activos.

Risco de Mercado

O Risco de Mercado representa genericamente a eventual perda resultante de uma alteração adversa do valor de um instrumento financeiro como consequência da variação de taxas de juro, taxas de câmbio e preços de acções.

(22)

No final de 2008, o montante investido em acções e unidades de participação em fundos de acções representava 9,0% do valor total dos activos. O montante investido em imóveis e unidades de participação em fundos imobiliários era de 4,0%.

O portfolio de acções classificado como Disponível para Venda (Available for Sale) apresentava menos valias latentes de 9,4 milhões de euros (valor bruto de imparidade), o que teve um impacto na reserva de reavaliação de -6,4 milhões de euros (valor líquido da imparidade).

Considerando uma linearidade entre o desempenho das acções e dos índices accionistas de referência, seria necessário um aumento de 22,5% do mercado de acções para anular o impacto na reserva.

Usando a fórmula do CEIOPS para o QIS 4, no fim de 2007: - o risco accionista representava 26,4% do total dos riscos - o risco imobiliário representava 5,5% do total dos riscos.

Risco Operacional

O Risco Operacional, traduz-se genericamente, na eventualidade de perdas resultantes da inadequação ou falha nos procedimentos internos, pessoas, sistemas ou eventos externos. Está associado a eventos como fraudes, falhas de sistemas, e ao não cumprimento de normas e regras estabelecidas. Inclui ainda, por exemplo, o risco resultante de falhas no governo da sociedade, nos sistemas, nos contratos de prestação de serviços em outsourcing e no plano de continuidade do negócio.

A Groupama, por questões práticas decidiu abordar este risco por subriscos. Apresentamos de seguida os que para nós são mais relevantes:

 Risco de Fraude Interna;  Risco de Fraude Externa;

 Risco de Branqueamento de Capitais;

 Risco de não má conduta profissional perante o cliente;  Risco de falha dos sistemas.

Quando os procedimentos falham, os riscos operacionais podem resultar em risco legal (não cumprimento das obrigações legais), risco financeiro, ou até mesmo risco de reputacão.

Para gerir o Risco Operacional a Groupama definiu os processos operacionais significativos sugerindo melhorias, tais como a eliminação de actividades redundantes, segregação de funções, controlo de acessos, responsabilização e motivação dos colaboradores, entre outros, com o objectivo de tornar os processos mais eficazes através do aumento de confiança pelo sistema de controlo interno e consequente mitigação do risco operacional.

Como actualmente não dispomos de meios apropriados para registar quantitativamente os eventos que resultam em perdas financeiras, a nossa quantificação para o risco operacional será o resultado obtido no QIS 4.

Usando a fórmula do CEIOPS para o QIS 4, no final de 2007 o risco operacional representava 3,3 % do total dos riscos.

(23)

4.5. Prestação de informação qualitativa relativamente à adequação dos prémios e à adequação das provisões.

Adequação e suficiência dos prémios

As tarifas comercializadas pela Companhia, quer nos Seguros de Vida ligados ou não ligados a Fundos de Investimento, são calculadas de acordo com os formulários apresentados nas respectivas “Notas Técnicas” e de acordo com as Tábuas de Mortalidade e Taxas Técnicas de Juros, indicadas no Relatório da Actuária Responsável.

O Projecto de Contabilidade Analítica, sendo um projecto em constante evolução, entrou em 2008 na sua fase de conclusão, não tendo sido ainda possível realizar a análise da adequação e suficiência dos encargos aos custos reais da Companhia.

Adequação e suficiência das provisões técnicas

Ver Nota 4.1. d)

4.6. Informação qualitativa e quantitativa acerca dos rácios de sinistralidade, rácios de despesas, rácios combinados de sinistros e despesas e rácio operacional (resultante da consideração dos rendimentos obtidos com investimentos afectos aos vários segmentos), calculados sem dedução do resseguro cedido. O rácio de sinistralidade é obtido dividindo os custos com sinistros pelos prémios brutos emitidos.

O rácio de sinistralidade atingiu em 2008 o valor de 139% (2007: 104%), devido essencialmente ao peso dos resgates dos produtos financeiros, conforme se pode concluir pelo quadro abaixo:

Sinistros por tipo / Total de sinistros:

Valor %

Capitais por morte ou invalidez 6.750.557 7,60%

Vencimentos 2.781.068 3,13%

Resgates 76.746.206 86,39%

Rendas 2.558.850 2,88%

Total 88.836.681 100,00%

O rácio de sinistralidade do resseguro cedido é obtido dividindo os custos com sinistros de resseguro pelos prémios cedidos, tendo atingido em 2008 o valor de 27,33% (2007: 30,56%).

5. Passivos por contratos de investimento

Indicação, por modalidade e tipo de contratos de seguro e operações classificados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento, de:

Em 31 de Dezembro de 2008, a Companhia tinha registado no seu Passivo os seguintes montantes relativos a produtos de capitalização com taxa fixa garantida, os quais segundo a IFRS 4 são contabilizados como contratos de investimento:

(24)

a) Quantia escriturada no início e fim do período;

PRODUTO GARANTIDA TAXA EMISSÃO DATA DE VENCIMENTO DATA DE MONTANTE

período Inicio

Fim de período

GANINVEST 2001 5,6% 01/08/2001 01/08/2009 3.771.515 3.953.073 GANINVEST 2002 4,85% 15/02/2002 15/02/2010 3.878.546 3.736.270 EUROFIX 1º SÉRIE - 8 ANOS 4,4% 01/11/2007 01/11/2015 921.654 5.942.140 EUROFIX 1º SÉRIE - 5 ANOS 4,20% 01/11/2007 01/11/2012 44.307 94.054

OUTROS VENCIDOS 90.797 80.344

TOTAL 8.706.819 13.805.881 b) Montantes pagos;

PRODUTO RESGATES VENCIMENTOS TOTAL

GANINVEST 2001 28.079 0 28.079

GANINVEST 2002 319.800 0 319.800

EUROFIX 1º SÉRIE - 8 ANOS 136.868 0 136.868

EUROFIX 1º SÉRIE - 5 ANOS 0 0 0

OUTROS VENCIDOS 0 10.453 10.453

TOTAL 484.747 10.453 495.200

c) Rendimentos e gastos incluídos na conta de ganhos e perdas;

PRODUTO Remuneração mediação garantida TOTAL Taxa

GANINVEST 2001 0 209.638 209.638

GANINVEST 2002 0 177.524 177.524

EUROFIX 1º SÉRIE - 8 ANOS 5.888 204.821 210.709

EUROFIX 1º SÉRIE - 5 ANOS 358 3.676 4.034

OUTROS VENCIDOS 0 0 0

TOTAL 6.246 595.659 601.905

6. Instrumentos financeiros (que não sejam contratos de investimento)

Rubricas de balanço

6.1. Inventário de participações e instrumentos financeiros, de acordo com o modelo apresentado no Anexo 1.

Ver Anexo 1.

(25)

6.4. Prestação de informação acerca de reclassificações, incluindo o impacto e a razão da reclassificação. De acordo com o especificado na nota explicativa sobre as políticas contabilísticas seguidas pela Companhia, não procedemos à reclassificação dos instrumentos financeiros.

Justo Valor

6.11. Descrição relativa ao apuramento do justo valor, designadamente:

a) Dos métodos e, quando for usado um método de avaliação, dos pressupostos aplicados na determinação do justo valor de cada classe de activos financeiros e de passivos financeiros;

Activos financeiros

O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e quando na ausência de cotação (inexistência de mercado activo) é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação disponibilizadas por entidades especializadas, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade.

Para dois dos títulos cotados na carteira da Companhia (Deutsche Bank AG London e SG Acceptance 02/20), foi utilizado o Marked to Model como método de determinação do justo valor tal como abaixo descrito.

A avaliação do título é efectuada a partir da curva OAT (taxas do Estado francês). O resultado é ponderado com a probabilidade de incumprimento da contraparte (por exemplo, no caso da Société Générale, o mercado dos CDS (Credit Default Swap ) antecipou uma probabilidade de incumprimento de 3% a um horizonte de 1,5 anos). A valorização do custo da cobertura é efectuada sobre a base de um CDS de maturidade e de nominal, idênticos à operação. Os pressupostos usados são as taxas de mercado e os spread de crédito do emissor obtidos na Bloomberg. O preço final é a soma dos dois elementos.

O modelo usado foi um derivado de um modelo de CDS que foi validado pela AMF francesa (Autorité des Marchés Financiers). Para isso, testes comparativos foram realizados com base em diferentes origens (Bloomberg, Reech, contrapartes, Sophis, etc). Foi acrescentada unicamente a valorização do principal e do risco de contraparte, usando os dados do mercado (CDS).

Passivos financeiros

Os passivos financeiros que se encontram valorizados ao justo valor nas demonstrações financeiras da Companhia dizem respeito a investimentos cujo risco é suportado pelo tomador de seguro. O método de determinação do justo valor encontra-se já acima descrito (Activos Financeiros).

6.12. Para as classes de activos financeiros e de passivos financeiros não valorizados a justo valor:

a) Nos casos em que não podem ser mensurados com fiabilidade, indicação da sua não divulgação, referindo a causa;

A Companhia tem na sua carteira de activos os títulos Salvor e Sociedade Franco-Portuguesa Comunicação, os quais se encontram valorizadas de acordo com a IAS 39 ao valor de aquisição (280.595 euros), atendendo a que os mesmos não se encontram cotados no mercado de capitais.

(26)

b) Descrição dos instrumentos financeiros e das quantias escrituradas, bem como uma explicação da razão pela qual o seu justo valor não pôde ser mensurado com fiabilidade;

Ver alínea a).

c) Informação sobre o mercado existente para esses instrumentos e indicação sobre se e como a empresa de seguros pretende alienar os instrumentos financeiros;

A Companhia não pretende alienar este título a curto prazo.

Natureza e extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros

6.16. Prestação de informação qualitativa que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros, nomeadamente:

a) Exposição ao risco e a origem dos riscos e quaisquer alterações referentes ao período; Ver Nota 4.3.

b) Objectivos, políticas e procedimentos de gestão de risco, os métodos usados para gerir esses riscos e quaisquer alterações referentes ao período.

Ver Nota 4.3.

6.17. Prestação de informação quantitativa que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros por cada tipo de risco.

Ver Nota 4.3.

8. Caixa e equivalentes e depósitos à ordem

8.1. Descrição dos componentes de caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem, e reconciliação das quantias incluídas na demonstração de fluxos de caixa com os itens equivalentes relatados no balanço.

2008 2007

Numerário 80.925 125.709

Depósitos bancários imediatos mobilizáveis 32.920.803 7.323.083

Equivalentes a caixa

Outras disponibilidades (a)

Disponibilidades constantes do balanço 33.001.728 7.448.792

9. Terrenos e edifícios

9.1. Identificação do modelo de valorização aplicado.

O modelo de valorização utilizado para os terrenos e edifícios de uso próprio é o Modelo do Custo enquanto que para os terrenos e edifícios de rendimento é utilizado o Modelo do Justo Valor.

9.2. Descrição dos critérios utilizados para distinguir terrenos e edifícios de rendimento de terrenos e edifícios de uso próprio.

Referências

Documentos relacionados

O MNDH entende que o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) dá um passo à frente no sentido de o Estado brasileiro assumir direitos humanos em sua

As rubricas residuais do capítulo Aquisição de Bens e Serviços Correntes (Outros Bens Duradouros, Outros Bens Não Duradouros e Outros Serviços) são as mais representativas

O texto colocado nessa atividade foi muito bem recebido pela maioria dos alunos, trazendo assim com esse recurso a interação dos alunos com o conteúdo abordado em

Fernandes MARQUES, MARCOS Antonio Alves, MARIZA Guimarães Pinto, Roberto ANTUNES da Silva, UMBERTO Riente, YRAPOAN Santos Machado, ARMANDO de Almeida Faria, Hélio

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Natal, Brasil. Disponível

Evitar o uso de fórmula para PT e NÃO usar fórmula a base de aminoácidos (Neocate®) e não usar fórmula na primeira semana de alimentação.. Aditivo de leite

Ela não pode usar, com essa finalidade punitiva, um ato que não tem finalidade punitiva , ela não pode exonerar, por exemplo, ainda que seja um funcionário em comissão, que

O Cromatografo Gasoso Agilent 6850 e alguns sistemas da Empresa SRI e para Processo de outras marcas usam colunas com suporte de 5 polegadas... Colunas