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Consciência Linguística

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Academic year: 2021

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Consciência Linguística

Docente: Rosa Delgado

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Índice

Introdução... 3

Consciência Linguística ... 4

Consciência Fonológica ... 5

A importância do treino da consciência Fonológica ... 5

Tarefas para avaliar a consciência Fonológica ... 6

Níveis de consciência Fonológica ... 7

A importância da consciência fonológica para a aprendizagem da leitura ... 8

Unidades Fonológicas... 9

Jogos Fonológicos ... 11

Conclusão ... 18

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Introdução

Ao longo do presente trabalho, vamos explicar em que consiste a aquisição da linguagem tanto ao nível oral como escrito.

Mostrar o que se entente por consciência linguística e fonológica, o que é necessário para avaliar, os diferentes níveis, a importância desta para a aprendizagem da leitura, os jogos e as unidades fonológicas relevantes.

Vamos também abordar qual a importância dos jogos para as crianças e o que estes contribuem para o seu desenvolvimento.

Para finalizar vamos explicar a realização de um exercício que serve para treinar a consciência fonológica, este foi realizado com a colaboração de uma criança de sete anos enquanto os restantes exercícios ficcionamos os resultados visto não termos a possibilidade de estar em contacto com mais crianças.

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Consciência linguística

É um estádio intermédio entre o conhecimento intuitivo da língua e o

conhecimento explícito, caracterizado por alguma capacidade de distanciamento, reflexão e sistematização.

Entende-se por consciência linguística, a capacidade que exige a manipulação consciente da língua fora do contexto comunicativo e que é servida por processos

cognitivos de nível superior, nomeadamente a consciência e o controle do conhecimento. As capacidades infantis para pensar sobre as propriedades formais da língua (consciência linguística) começam a desenvolver-se, ainda que de forma rudimentar, no final dos anos pré-escolares. Para o desenvolvimento dessas capacidades é necessário que as crianças apresentem já um razoável domínio das estruturas da sua língua materna em situações de comunicação (vocabulário, sintaxe, articulação das palavras). À medida que progridem os conhecimentos sobre a língua materna, as crianças começam a tomar a língua como objecto de reflexão. As crianças são capazes de corrigir um verbo mal

conjugado ou inventar outras formas de completar lengalengas tradicionais recorrendo a palavras que apresentam a mesma terminação sonora.

Pode então dizer-se que crianças em idade pré-escolar detêm um conhecimento intuitivo da língua, caracterizado por alguma capacidade de distanciamento, reflexão e sistematização. As crianças centram-se sobretudo, no significado dos enunciados, activando processos de análise automáticos e inconscientes necessários à percepção e compreensão do discurso, não tendo, no decorrer dos mesmos, que atender nem manipular dimensões estruturais.

Por sua vez, o conhecimento explícito da língua é apenas adquirido através do ensino formal. Para ensinar gramática no 1º ciclo é necessário desenvolver a consciência linguística das crianças, e cabe ao professor proporcionar actividades.

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Consciência fonológica

A consciência fonológica é uma dimensão da consciência linguística.

É a capacidade de explicar, identificar e manipular unidades do oral. Ao pensarmos na palavra é através da capacidade que a criança tem de o isolar e a capacidade que tem de identificar as unidades fonológicas existentes no seu interior, ou seja, é como a expressão da sua consciência fonológica.

Podemos identificar vários exemplos:

 Ao isolar, as crianças revelam consciência silábica (fru-tas);

 Ao isolar unidades dentro da sílaba, revela consciência intrassilábica (fr-u-t-as);  Ao isolar sons da fala, revela consciência fonémica ou segmental (f-r-u-t-a-s).

Podemos verificar, que as crianças portuguesas como as crianças de diversas nacionalidades revelam baixo ou quase nulo desenvolvimento ao nível da consciência fonológica à entrada do ensino básico. Apesar da capacidade de manipular os sons da fala, parece determinar o processo de aprendizagem da leitura, onde também este ajuda para o desenvolvimento da consciência dos sons da fala, em que a consciência fonémica e a aprendizagem da leitura e da escrita são mutuamente dependentes.

Para chegarmos à consciência fonológica infantil deve-se começar por treinar a consciência silábica, pois todas as crianças a têm naturalmente na fase do desenvolvimento avançado no momento da entrada para o ensino básico, onde em seguida se segue o treino da consciência intrassilábica e da consciência fonémica.

A consciência fonológica pode manifestar-se de forma implícita (jogos com os sons das palavras) e de forma explícita (análise dos respectivos sons e das suas estruturas).

A importância do treino da consciência fonológica

Quanto mais treinada for a capacidade cognitiva, mais elevado é o grau de sucesso para cada aluno, pois a prática educacional terapêutica e científica, extrai-se recorrendo a uma conclusão.

Esta pode ser a dificuldade da aprendizagem da leitura e da escrita que poderá estar associada a um fraco desempenho nas tarefas que evocam a consciência fonológica. Para a prevenção do insucesso na leitura e na escrita, este é um trabalho que deve ser feito desde muito cedo à população infantil, nas escolas. A sistematização e a consistência são

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os aspectos que formam a palavra-chave da metodologia da estimulação da oralidade e também da consciência fonológica, onde as crianças desenvolvem a sua própria língua.

Tarefas para avaliar a consciência fonológica:

Para avaliar a consciência fonológica são utilizados vários tipos de tarefas, tais como:

 Tarefas de contagem, onde o educador/ professor pede às crianças que contem as sílabas ou os fonemas de palavras que foram ditas oralmente (exemplo: palavra Portugal);

 Tarefas de classificação, onde o educador/ professor pede às crianças que

classifiquem um conjunto de palavras, com um suporte figurativo segundo critérios silábicos ou fonémicos (exemplo: temos três palavras como “saco”, “flor” e “sapo”, agora tenta avaliar quais são as palavras que começam com o mesmo “bocadinho”);

 Tarefas de segmentação, onde o educador/ professor pede às crianças que dividam palavras em sílabas ou fonemas (exemplo: dividir a palavra “sol” em “bocadinhos”);

 Tarefas de síntese ou reconstrução, onde o educador/ professor pede às crianças, que a partir de um conjunto de sílabas ou fonemas que são ditos oralmente, descubram de que palavra se trata (exemplo: ao dizer uma palavra aos bocados Por/tu/gal a criança deve adivinhas qual foi a palavra que foi dita);

 Tarefas de manipulação, o educador/ professor pede às crianças que omitam, acrescentem ou troquem de posição uma sílaba ou um fonema de diversas palavras (exemplo: a criança deve dizer ao professor o primeiro bocado da palavra

“joaninha” e em seguida dizer o que fica na restante palavra sem esse bocado).

Sendo assim a consciência fonológica sofre uma evolução, indo da sensibilidade a segmentos maiores da fala como as palavras ou as sílabas para a sensibilidade aos componentes fonémicos das palavras.

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Em suma, nível do ponto de vista do desenvolvimento, a sensibilidade fonológica evolui no sentido da apreensão de segmentos fonológicos sucessivamente mais pequenos.

Níveis de Consciência Fonológica

A educadora ou professora lê uma história às crianças com animais onde entram a girafa Gina, o burro Bonifácio, a joaninha Josefina, a vaca Belinda e o javali Belisário. Depois da leitura, a professora propõe às crianças vários jogos de sons com os nomes das personagens.

a) Diz, uma a uma, e com alguns segundos de intervalo, as sílabas que compõem o nome do burro e da joaninha e propõe às crianças que descubram o nome do animal que está a dizer.

b) Propõe Às crianças que dividam os nomes “Gina e Belinda” em sílabas.

c) Diz vários pares de nomes (“Belinda e Belisário”; “Josefina e Bonifácio”; “Josefina e Gina”) e pede às crianças para indicarem se começam ou não pelo mesmo som.

d) Propõe às crianças que dividam a palavra “Burro” em sílabas. Propõe-lhes que digam a primeira sílaba e de seguida digam a palavra, omitindo essa sílaba.

Todas as crianças realizam com sucesso as tarefas a) e b), no entanto, na tarefa de divisão de sílabas a educadora ajuda uma das crianças, para repetir com ela, devagarinho, as sílabas do nome Josefina e contando-as depois.

Na tarefa c) a maior parte das crianças consegue dizer que “Belinda e Belisário” começam pelo mesmo bocadinho e que “Josefina e Bonifácio” não. No entanto, a decisão sobre o par “Josefina e Gina” coloca muitas dúvidas à maior parte das crianças e só uma delas afirma categoricamente que sim.

A tarefa d) também se revela bastante difícil para as crianças, chegando uma delas a afirmar que tirando o primeiro bocadinho da palavra burro, se ficaria apenas com as orelhas do burro.

Esta descrição permite-nos analisar as várias dimensões da consciência fonológica e as competências das crianças em idade pré-escolar. Estas crianças demonstram um sucesso nas tarefas de síntese, tarefas de silábicas, análise, detecção de sílabas comuns em

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diferentes palavras e alguma dificuldade na supressão da unidade silábica e nalguns fonemas de entidades abstractas e co-articulados.

A importância da consciência fonológica para a aprendizagem da leitura

A aprendizagem da leitura e da escrita exige das crianças que elas desenvolvam conceitos sobre o código escrito enquanto um sistema que representa unidades da linguagem oral.

Podemos ver então, que nos códigos alfabéticos as letras representam os segmentos fonéticos, o que permitir aos indivíduos, através de um número limitado de letras, possam representar por escrito todas as palavras da língua em questão. Assim, o domínio do código alfabético obriga, não apenas à compreensão do que a linguagem escrita representa unidades da linguagem oral, mas também à apreensão de que as unidades codificadas são exactamente os fonemas.

Podemos identificar que a natureza das relações entre a linguagem oral e a linguagem escrita faz com que a sensibilidade infantil às estruturas sonoras das palavras se revele como uma competência importante na aquisição da leitura e da escrita, desenvolvendo assim a sua consciência. A consciência fonológica é assim, um papel chave no desenvolvimento de competências de literacia.

As crianças ao focarem a sua atenção nos segmentos sonoros das palavras, durante a educação pré-escolar, facilitam assim o processo formal da aprendizagem da leitura.

A relação entre a consciência fonológica e a aprendizagem da leitura parece ser uma relação recíproca e interactiva. Esta relação, tem subjacente uma ideia de que é necessário o mínimo de capacidades de reflexão sobre o oral para que a criança consiga apreender a lógica inerente ao processo de codificação da linguagem escrita e a aquisição da mesma que vai aprofundar o desenvolvimento de novas competências fonológicas. Ou seja, podemos concluir que as capacidades infantis de análise das palavras, unidades silábicas, intrassilábica e a detecção de fonemas iniciais comuns em diferentes palavras, facilitam o processo de aprendizagem da leitura e da escrita. A consciência explícita é uma consequência do próprio processo de aprendizagem da leitura.

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Toda esta relação pode assim ocorrer mesmo antes da entrada para a escola, através das tentativas de escrita que todas as crianças costumam fazer, favorecendo assim o desenvolvimento da consciência fonológica. O contacto das crianças com textos escritos e os pais e educadores como mediadores determinam a forma como estas concebem o código escrito e a qualidade das suas escritas inventadas. As escritas inventadas permitem à criança desenvolver competências de análise oral, na medida que as actividades da escrita induzem práticas de reflexão linguística.

Podemos ver então, que a relação que existe entre a escrita inventada e a consciência fonológica é de natureza interactiva, ou seja, as competências infantis de análise do oral vão influenciar a abordagem analítica das palavras no decurso das tentativas da escrita pela criança, consequentemente o exercício de tentar escrever irá conduzir ao treino de operações de análise das palavras.

Unidades fonológicas

Apresentamos de seguida as unidades fonológicas relevantes para o treino da consciência fonológico, para isso para a promoção do desenvolvimento da consciência fonológica, é necessário ter em conta três tipos de unidades relevantes: as sílabas, os constituintes silábicos e os sons da fala. Terapeutas da fala, investigadores e professores distinguem, o Ataque, a rima, o núcleo e a coda como constituintes da estrutura interna da sílaba.

Para identificarmos uma sílaba é necessária a presença de uma vogal em que os restantes elementos (consoantes e semivogais) se organizam em torno da mesma, segundo os princípios universais. A distribuição das vogais, consoantes e semivogais não é aleatória dentro da sílaba e a sua organização hierárquica segue um determinado esquema que define que na sílaba existe uma divisão em ataque (Domina uma ou duas consoantes à esquerda da vogal e existem três tipos de ataques, o simples, vazio e o ramificado) e em Rima (é o constituinte silábico que incorpora o Núcleo e a Coda. A sua existência justifica-se pelo facto de haver, nas várias línguas do mundo, uma relação fonológica mais forte entre os sons da Coda e os do Núcleo do que entre os do Ataque e os do Núcleo. Existem rimas ramificadas e não ramificadas.).

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As Vogais e Semivogais

As vogais (14 no português) e as semi-vogais (4 no português) são caracterizadas articulatoriamente como sendo produzidas com saída livre do ar através da cavidade oral, podendo ser vogais orais ou nasais e semi-vogais orais ou nasais.

Vogais e semi-vogais podem ser caracterizadas por altura arredondamento, sendo adiantadas ou recuadas. Os termos alto, médio e baixo remete para a altura do dorso da língua. Os termos adiantado e recuado remetem para a localização do ponto de articulação na cavidade oral. Os termos arredondado e não arredondado referem a projecção ou não dos lábios. Duas outras propriedades que permitem distinguir vogais e semi-vogais são designadas pelos termos oral e nasal.

As Consoantes:

As consoantes correspondem a uma saída do ar total ou parcialmente obstruída na cavidade oral e são caracterizadas pelo ponto de articulação, pelo modo de articulação e pelo vozeamento.

Quanto ao modo de articulação, as consoantes caracterizam-se pelas seguintes propriedades:

Oclusivas (Obstrução total à passagem do ar na cavidade oral); Fricativas (Saída do ar em fricção entre os articuladores);

Nasais (Obstrução total na cavidade oral com fluxo de ar atravessando as cavidades orais e nasais);

Laterais (Fluxo de ar libertado pelas zonas laterais do dorso da língua); Vibrantes (Movimento vibratório de um articulador).

Quanto ao ponto de articulação, as consoantes podem ser:

 Bilabiais (Intervenção de ambos os lábios);

 Labiodentais (Intervenção do lábio inferior e dos dentes do maxilar superior);  Dentais (Ápice da língua junto da zona posterior dos dentes do maxilar superior);  Alveolares (Ápice da língua junto dos alvéolos);

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 Palatais (Dorso da língua junto do palato duro);  Velares (Raiz da língua junto do véu palatino);  Uvulares (Movimento uvular).

Jogos Fonológicos:

Normalmente as crianças apreciam os jogos que trabalham a consciência fonológica, exactamente pelo seu carácter lúdico.

Estas actividades podem ser combinadas com outras actividades no âmbito da linguagem oral e escrita devendo ser sempre desenvolvidas dentro de um espírito lúdico para que as crianças fiquem mais interessadas. Portanto, os jogos e actividades que se deve implementar poderão mobilizar palavras associadas aos temas que estão a ser tratados na sala, ou a histórias e lengalengas lidas.

Na organização destas actividades deverão ser considerados os seguintes princípios orientadores:

 No nível pré-escolar os jogos a desenvolver devem iniciar-se por unidades fonológicas, como as sílabas ou rimas;

 As palavras utilizadas nesses jogos devem ter estruturas silábicas simples, ou seja, sílabas com uma estrutura (consoante/vogal) como em cavalo, bola, etc.

 As unidades sonoras podem ser modeladas pelo educador/professor e reproduzidas pelas crianças quando esta apresentar maiores dificuldades. Por exemplo se uma criança tem dificuldades em detectar as sílabas iniciais comuns das palavras “fada” e “faca”.

A educadora deverá pedir à criança para repetir a palavra “fada” muito devagar e quando esta pronunciar a primeira sílaba, levá-la assinalar o que acabou de dizer. Deve de seguida repetir o procedimento para a segunda palavra. Assim a criança consegue rapidamente tomar consciência de que as sílabas das duas palavras são idênticas.

 Devem trabalhar diversas actividades que contemplem as dimensões de segmentação, síntese, supressão e detecção de sílabas comuns em palavras.

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Alguns exemplos:

1. Nome da actividade “Partir as palavras”

Objectivos Desenvolver a capacidade de dividir as palavras em sílabas. Materiais Ficha de trabalho.

Ano de escolaridade 1.º e 2.º anos; educação pré-escolar.

Descrição da actividade: O professor apresenta a primeira imagem (abelha) da ficha de

trabalho exemplificada em seguida.

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Os alunos, oralmente, identificam e contam as sílabas da palavra (três). Depois, pintam os três primeiros círculos alinhados por baixo da imagem da abelha (da esquerda para a direita).

Repete-se o procedimento para as restantes imagens/palavras (maçã, cão).

Procedimento da ficha

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2.

A consciência de que as palavras são construídas a partir da junção alinhada de unidades menores facilita a aprendizagem da escrita e da leitura.

Nome da actividade “Silabinha”

Objectivos Desenvolver a capacidade de juntar as sílabas para formar palavras.

Materiais 1 fantoche

Ano de escolaridade 1.º e 2.º ano

Descrição da actividade: O professor cria uma história à volta de uma personagem “a

silabinha” que produz as palavras sempre de forma silabada (numa primeira frase, é o professor que assume as produções desta personagem); as crianças têm de juntar as sílabas para adivinhar o que a personagem está a dizer.

Professor: Já sei que gostas muito de ouvir histórias, Silabinha: Que histórias já conheces?

Silabinha: Ca-pu-chi-nho Ver-me-lho Crianças: Capuchinho Vermelho! Professor: E…?

Silabinha: Ga-to das Bo-tas; Cin-de-re-la; Crianças: Gato das Botas, Cinderela

As crianças continuam a entrevista à “Silabinha”, tendo sempre de juntar as sílabas para poder reproduzir, em voz alta, as palavras do fantoche. (Após alguns dias de familiarização com a personagem) uma criança assume o papel de “Silabinha” (manuseando o fantoche e silabando todas as produções); os restantes colegas têm de traduzir as intervenções da Silabinha, pois o professor não consegue perceber nada do que ela diz!

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3.

Nesta actividade, propõe-se uma forma de introduzir o treino desta competência, levando a criança a identificar a sílaba onde ouve um determinado som. Propõe-se ainda que este exercício vise, inicialmente, a identificação de sons mais salientes em termos perceptivos (fricativos, líquidos, nasais) e só depois se trabalhe os sons menos proeminentes (oclusivos).

Nome da actividade “Em busca do som”

Objectivos Desenvolver as capacidades de (i) isolar um determinado som na palavra (ii) identificar a sílaba onde esse som se insere.

Materiais Ficha de trabalho; lápis de cor. Ano de escolaridade 1.º e 2.º ano.

Descrição da actividade: Resolução de ficha de trabalho exemplificada em seguida.

Etapa inicial

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As crianças identificam as palavras representadas pelo primeiro par de imagens (sapo, laço) e verificam que ambas têm duas sílabas, cada uma associada a um dos dois círculos desenhados ao lado.

Relembrando a onomatopeia da cobra (sssssss), o professor pede aos alunos que identifiquem a sílaba onde está o som (s) em cada palavra, pintando o círculo correspondente (como o exemplo que está na ficha).

Observações: À semelhança do exemplo dado acima, as crianças poderão pintar

o círculo com a cor associada ao vozeamento do som (azul para os sons não vozeados - que não tremem; vermelho para os vozeados – que tremem).

Uma vez que as crianças sentem maior facilidade na percepção dos sons mais contínuos (fricativas, líquidas), sugere-se que as primeiras fichas elaboradas foquem apenas estas classes de sons e só numa fase posterior se trabalhem os sons da classe das oclusivas (segundo par de palavras na ficha exemplificada acima – som “b” em banana/cebola).

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Conclusão

Com este trabalho ficámos a perceber melhor a importância da consciência fonológica e linguística nos dias de hoje.

Permitiu-nos perceber como é importante elaborarmos alguns exercícios, para que desta forma aprender como trabalhar o treino da consciência fonológica com uma criança e perceber o nível fonológico da/s criança/s.

Estas actividades poderiam ter sido implementadas a mais crianças de forma a poder existir uma comparação mais realista.

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Bibliografia

 II Treino da consciência fonológica (Fotocopias fornecidas pela Docente).

 Secção 3, Brincar com a língua: desenvolver a consciência linguística (Fotocopias

fornecidas pela Docente).

 Consciência fonológica e aprendizagem da leitura (Fotocopias fornecidas pela

Referências

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