• Nenhum resultado encontrado

elaine da silva gomes

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "elaine da silva gomes"

Copied!
23
0
0

Texto

(1)

Parques de diversão: um estudo de caso do Playcenter, SP

Amusement parks: a case study of Playcenter, SP

Elaine da Silva Gomes [email protected] Orientador: Marco Antônio Misael Serafin

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo analisar o parque de diversões Playcenter como opção de lazer e atrativo turístico da cidade de São Paulo. O empreendimento pode ser visto com um exemplo de sobrevivência no mercado de lazer e entretenimento. Para isso, foi necessária a descrição e análise da infraestrutura, equipamentos, instalações e serviços, através de pesquisa bibliográfica e documental, além do levantamento de dados com entrevistas quantitativas para identificar perfil demográfico e sócio-econômico dos visitantes, suas necessidades e nível de satisfação, quanto ao empreendimento. Para aprimoramento da experiência de visitação e das condições de uso do parque, foram feitas algumas sugestões.

Palavras-chave: Lazer, turismo, parque de diversão, Playcenter

ABSTRACT: This article aims to analyze the amusement park Playcenter as an option for leisure and tourist attraction of the city of Sao Paulo. The project can be seen with an example of survival in the market for leisure and entertainment. Therefore, it was necessary to describe and analyze the infrastructure, equipment, facilities and services, through bibliographical and documentary research and a survey interviews with quantitative data to identify demographic and socio-economic visitors, their needs and level satisfaction, and the enterprise. To improve the visitor

(2)

1. Introdução

Segundo a Embratur (1998), os parques temáticos, ou de diversão, fixos são empreendimentos que utilizam temas diferenciados na ambientação física de suas atrações e têm como objetivo mercadológico o estímulo da atividade turística.

De acordo com Bruno e Franzini (apud ANSARAH, 1999):

[...] os parques de diversões sempre estiveram ligados à indústria do entretenimento. Contudo, o alto grau de desenvolvimento tecnológico atingido por eles nas últimas décadas os transformou em centros de atração turística, capazes de atrair até mesmo fluxos internacionais.

Com o propósito de tornar-se o pioneiro na área de entretenimento temático na América Latina, o Playcenter foi o primeiro empreendimento de grande porte voltado para o lazer a ser instalado no país. O parque oferece, além de diversão, atrações inovadoras, eventos diferenciados e diversos serviços de apoio ao visitante, permanecendo no mercado há 39 anos (PLAYCENTER, 2012).

Desta forma, tentando contribuir com o desenvolvimento do turismo e do lazer na cidade de São Paulo, este trabalho propõe-se a estudar a realidade do Playcenter como parque de diversões. Busca-se obter informações sobre o nicho de mercado turístico que, segundo Bruno e Frazini (apud ANSARAH, 1999), mobiliza milhões em investimentos, atrai multidões de vários pontos do país e gera muitos empregos diretos ou indiretos.

Na condição de um estudo de caso, trata-se de um projeto descritivo abrangente, no qual se realizou um levantamento de dados com entrevistas quantitativas e pessoais a cem visitantes no atrativo, em duas visitas (a fim de filtrar os visitantes motivados pelo lazer). Efetuou-se também pesquisa bibliográfica e documental, análise de campo sistêmica e estruturada e coletas de informações via e-mail com a Sra. Anne Matsubara, assistente de marketing do empreendimento.

2. Lazer e parques de diversões

Para grande parte da população, o significado de lazer é muito associado a atividades recreativas (MARCELLINO, 2006, p.13). Entretanto, o conceito de lazer é mais amplo, como define sociólogo francês Joffre Dumazedier (2001, p. 34):

(3)

[...] um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais.

Segundo Grazia (apud DUMAZEDIER, 1999, p. 26), o tempo fora do trabalho é tão antigo quanto o próprio trabalho, porém o lazer possui traços específicos, característicos da civilização nascida da Revolução Industrial. Neste contexto, Dumazedier (2001), o lazer pode ter três funções, frequentemente interligadas: descanso, divertimento e desenvolvimento. As atividades de lazer, por sua vez, são classificadas em físicas, manuais, intelectuais, artísticas e sociais.

À necessidade de se ter um tempo livre das obrigações para o lazer cresce junto com a urbanização e industrialização e mesmo quando a prática de lazer é limitada pela falta de tempo, dinheiro ou recursos sua necessidade se torna mais urgente, nos dias de hoje o lazer funda uma nova moral de felicidade (DUMAZEDIER, 2001, p.25).

As opções de lazer que apresentam maior demanda são as que oferecem o máximo de diversão e realização em menor espaço de tempo (ZUCHI; BARLETO, 2002), sendo o que se propõem os parques de diversões.

Os parques de diversões são partes integrantes do setor turístico mundial. Para a Embratur (1998), parques temáticos, ou de diversão, fixos são empreedimentos que utilizam temas diferenciados na ambientação física de suas atrações e têm como objetivo mercadológico o estímulo da atividade turística.

O parque de diversões é uma parte sólida da experiência nacional como divertimento para as massas, e tem sido muitas coisas para pessoas diferentes - fuga, fantasia, ilusão, drama, teatro, espetáculo; uma zona segura de divertimento, sede do absurdo e libertação dos hábitos, normas e regras do dia-a-dia.

O perigoso, [...] o erótico, o hilário e o estranho convidam o participante a um mundo de faz-de-conta, [...], de modo tradicional e futurista (NYE, 1981 apud SALOMÃO, 2000, p.60).

(4)

inaugurado em 27 de julho de 1973, como o maior parque de diversões fixo urbano do Brasil, seguindo os mesmos conceitos dos pioneiros no segmento, a Europa e os Estados Unidos (PLAYCENTER, 2012).

O parque de diversões está localizado na Marginal Tietê, entre as pontes do Limão e da Casa Verde, uma das principais via de acesso à cidade de São Paulo. O acesso é feito pela Rua José Gomes Falcão, nº 20, no bairro Barra Funda. A localização do parque é considerada estratégica na cidade, devido à proximidade ao Terminal Rodoviário da Barra Funda e facilidade no acesso para as linhas do Metrô, CPTM1 e Ônibus.

Figura 1 – Mapa de localização do parque de diversões Playcenter Fonte: http://www.playcenter.com.br

As primeiras atividades do parque iniciaram em 1971, num terreno em frente ao Parque do Ibirapuera, uma importante área da cidade de São Paulo. Porém, com o sucesso do empreendimento surgiu a necessidade de expansão, e em 1973, ocorreu a transferência para o terreno em que o parque está localizado atualmente. O Playcenter consolidou-se como uma opção de lazer e diversão, chegando a receber visitantes de todas as regiões do Brasil e inclusive de países vizinhos, tornando-se ícone no nicho do entretenimento nacional. Em 1987, o

1

(5)

empreendimento atingiu o posto de maior parque de diversões da América do Sul. (PLAYCENTER, 2012).

3.2.Estrutura física

O Playcenter dispõe de ambulatório médico, auditório, sanitários adaptados aos portadores de necessidades especiais, sanitário familiar para que os pais acompanhem seus filhos, berçário/fraldário, guarda-volumes, lojas Playcenter e sala VIP para professores e organizadores de excursões e o SAV – local e serviço de atendimento ao visitante. Além de caixas eletrônicos: Banco 24h e Banco Bradesco (PLAYCENTER, 2012).

3.2.1 Atrações

São 31 atrações divididas em três categorias: Radical “para curtir com a galera”, Emoção “para curtir com toda a família” e Infantil, incluindo as áreas dedicadas aos jogos eletrônicos (PLAYCENTER,2012).

3.2.1.1 Radical "para curtir com a galera"2

. São 8 (oito) atrações dedicadas ao público jovem:

 Cataclisma - A atração é composta por dois pêndulos que fazem movimentos em 360 graus, atingindo uma altura máxima de 20 metros.

 Double Shock - Duas gôndolas com 16 assentos cada, que produzem movimentos oscilatórios em sentido horário e anti-horário, atingindo 12 metros de altura.

 Evolution - Dez gôndolas que formam um círculo suspenso por um eixo

metálico, giram 360 graus, chegando a 20 metros de altura.

 Looping Star - Montanha-russa mais antiga do parque com a altura de 20

(6)

 SkyCoaster - Simulador de vôo que mistura as sensações de salto de

paraquedas de com voo de asa-delta, atinge 60 metros de altura. Atração paga à parte.

 Turbo Drop - Torre de 60 metros de altura em formato elevador com quatro

divisórias com 3 cadeiras cada. O brinquedo atinge o topo em 17 segundos, permanece estático por seis segundos e depois, despenca em dois segundos, causando uma queda brusca.

 Tsunami - São dois pêndulos ligados a uma gôndola com a capacidade para

26 pessoas que efetua giros de 360 graus.

 Wave Swinger - Em formato de um chapéu mexicano, possui cadeiras em

forma de balanços, sua decoração tem um estilo retro. A atração destaca-se no período da noite, devido à quantidade de luzes coloridas, tornando-a uma das mais bonitas do parque.

3.2.1.2 Emoção "para curtir com toda a família”3.

São 12 (doze) atrações dedicadas à família:

 Arena elástica - Uma área com mais de 10 camas elásticas. Atração paga à parte.

 Auto pista - Uma pista com 20 carros que se confrontam, a atração também é conhecida como “Bate-bate”.

 Barca Viking - Em formato de uma embarcação, a atração balança em 180

graus e tem capacidade para 40 pessoas.

 Castelo dos Horrores - Simulando um castelo medieval, atração é composta

por diversos cenários, onde personagens de terror interagem com os visitantes.

 Crazy House - Casa maluca estilizada que gira 360 graus e possui efeitos de

luzes, fumaça e água. Crianças com menos de 0,80m devem estar acompanhadas por um adulto responsável.

 Galeria de jogos - Jogos de habilidades. Atração paga à parte.

3 Informações obtidas em observações in loco realizadas pela autora e levantamentos de

(7)

 Magic Motion - Cinema simulador em formato de um globo de metal, suas

poltronas reproduzem os movimentos do filme projetado em uma tela de 11 metros.

 Maquiagem 3D - Maquiagem cinematográficas. Atração paga à parte.

 Polvo - A atração reproduz o formato de um polvo e em seus tentáculos estão fixadas gôndolas giratórias. Cada gondôla suporta dois visitantes.

 Splash - Atração aquática com botes estilizados como troncos de madeiras e capacidade para cinco pessoas, levam os visitantes a um passeio por uma correnteza artificial com diversas curvas e quedas, sendo que a maior atinge a altura de oito metros. Crianças com menos de 0,90m devem estar acompanhadas por um adulto responsável.

 Tatoo mania - Tatuagem em henna com variados modelos. Atração paga à

parte.

 Waimea - A atração em formado de embarcação tem capacidade para 20

pessoas atinge uma altura máxima de 15 metros, levantando uma grande onda. O nome dessa atração é uma homenagem a maior onda do Havaí.

3.2.1.3 Infantil4

.

São 11 (onze) atrações dedicadas às crianças:

 Animal World - Atração destinada às crianças menores. O brinquedo é composto por réplicas de personagens do imaginário infantil, que realizam movimentos como um carrossel.

 Barca pirata - Réplica da Barca Viking, dedicada ao público infantil. Crianças com menos de 0,80m devem estar acompanhadas por um adulto responsável.

 Carrossel de cavalinhos - A atração possui réplicas de cavalos que simulam um cortejo através de movimentos girátorios. Essa atração é a mais antiga do parque, faz parte do empreendimento deste sua inauguração. Crianças com menos de 1,00m devem estar acompanhadas por um adulto responsável.

(8)

 Convoy Race - Mini-caminhões que transportam as crianças em um percurso médio cheio de cenários com diversas paisagens. Altura mínima permitida do brinquedo é de 1,00m para crianças acompanhadas por um adulto responsável.  Emergency 911 - O brinquedo reproduz um cortejo com mini-veículos de emergência, tais como, ambulâncias e carros de bombeiros.

 Fire Chief - Réplica do Double Shock, dedicada ao público infantil. A atração tem o formato estilizado de um carro de bombeiros. Crianças com menos de 0,80m devem estar acompanhadas por um adulto responsável.

 Frog Hopper - Réplica do Turbo Drop, a atração atinge seis metros de altura com capacidade para seis visitantes.

 Jumbo - Atração tem formato estilizado de um elefante e executa os mesmos movimentos de um de carrossel. Altura mínima permitida da atração é de 0,80m para crianças acompanhadas por um adulto responsável.

 Mini pista - Réplica do Auto Pista, exclusivo para o público infantil.

 Parede de escalada - Parede preparada com ganchos e cordas, onde o objetivo é chegar ao topo.

 Rio Grande - A atração é semelhante ao Convoy Race, também passa por cenários temáticos, porém os visitantes são transportados em um trem.

 Samba Baloon - O brinquedo possui oito balões que reproduzem o mesmo movimentos giratório de um carrossel.

Em relação à acessibilidade, o parque dispõe de um atendimento diferenciado aos portadores de necessidades especiais (permanente, temporária ou gestante), existem algumas normas de segurança que visam o conforto e a inclusão do visitante. A utilização do brinquedo depende do grau da condição especial do visitante e a sua adaptação às travas das atrações.

Na entrada do parque, o portador de necessidades especiais são direcionados ao SAV, onde recebem uma orientação de segurança. Todas as atrações possuem placas com informações importantes para a utilização do equipamento, tais como idade, altura permitida e restrições (PLAYCENTER, 2012).

(9)

3.3.Serviços5

No período de férias, o parque funciona de quarta a domingo das 11h às 19h. Nos meses seguintes, devido o agendamento de excursões, o parque fica aberto ao público em geral, somente nos sábados, domingos e feriados das 11h às 19h.

Além de fornecer diversão ao público em geral, o parque trabalha com diferentes formatos de eventos que podem ser abertos ou fechados ao público. O parque tornou-se um grande atrativo para realização de eventos corporativos, devido o ambiente ser propício à integração social dos funcionários e familiares, são mais de 1500 empresas conveniadas. O parque é utilizado para palestras, workshops, seminários e festas comemorativas, o que representa 30% de todos os eventos realizados no parque. Já, 7% dos eventos que acontecem no parque são realizadas por emissoras de rádios, que geralmente, trazem shows e festas temáticas, um exemplo de sucesso é o evento “Energia na veia”, organizado anualmente pela Rádio Energia 97 de São Paulo. Porém, o número mais expressivo fica com os eventos religiosos organizados por igrejas, em torno de 40% de todos que são realizados no parque (FOLHA DO TURISMO, 2011). Dos eventos religiosos, as igrejas evangélicas são as que mais utilizam o parque, porém a igreja católica promove a maior festa do segmento, a “Summer Beats”, que atrai anualmente cerca de 10 mil visitantes (OLIVEIRA, 2008).

O Playcenter também organiza eventos próprios, como o “Intercollege”, festa de integração dos colégios do estado de São Paulo e o “Gay Day Experience”, festa que antecede a “Parada Gay” da capital paulista, porém o maior e mais tradicional evento do parque é o "Noites do terror", que já está em sua 25ª edição e recebe cerca 500 mil pessoas entre agosto e outubro, o que representa um terço do público total do empreendimento ao longo do ano. (PLAYCENTER, 2012).

Para comodidade e facilidade na utilização das atrações, todos os equipamentos possuem um operador e monitores que orientam os visitantes e conferem as travas de segurança.

(10)

O parque conta com um serviço de atendimento ao visitante (SAV), onde também está estalado o setor de achados e perdidos.

Em toda estrutura do parque, são 10 (dez) pontos fixos de alimentação, sendo que 5 (cinco) deles estão localizados em uma ampla praça de alimentação com capacidade para mais de 1.000 pessoas. O parque mantém parceria de venda exclusiva dos produtos das marcas Coca-cola e Nestlé.

No empreendimento, existem 2 (duas) lojas e 6 (seis) pontos de vendas de suvenires com mais de 500 itens exclusivos com as logomarcas do parque e das atrações.

O parque oferece traslado gratuito aos usuários. O trajeto é realizado entre o terminal Barra Funda e Playcenter, das 10h00 às 15h00 e das 17h30 min até o último visitante. O ônibus aguarda os visitantes na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, ao lado do Memorial da América Latina. O traslado não é realizado em dias de excursões pré-agendadas.

O ingresso que dá acesso o parque é chamado de “Passaporte da Alegria”. O valor é alterado de acordo com a temporada. No período de férias, a tarifa aplicada para o adulto é de R$ 49,90, já o passaporte infantil custa R$ 32,00 (válido para crianças de 3 à 10 anos, com apresentação de documento identificação original). Aniversariante tem desconto, paga R$ 32,00, esse valor aplicado somente na semana do aniversário e mediante apresentação de documento pessoal de identificação. Para ter apenas o acesso ao parque, sem a utilização das atrações, o passaporte custa R$ 47,90, caso o visitante altere sua opção, deverá pagar R$ 10,00 por atração. O visitante que utilizar a identificação de estudante e/ou de professor da rede pública de ensino, o passaporte custará R$ 23,95, e devido já incluir o desconto de 50%, esse ingresso permite apenas o acesso ao parque, para utilizar os brinquedos, o visitante paga R$ 5,00 por atração.

Idosos com mais de 60 anos e crianças com 2 anos e 11 meses não pagam o passaporte.

A compra ou reserva dos ingressos também podem ser feitas através do site, porém é necessária 24 horas de antecedência e o pagamento pode ser feito por cartão de débito e/ou crédito (Visa e Mastercard) em até 3 (três) vezes. Em caso de reserva,

(11)

também é possível efetuar o pagamento com dinheiro ou cheque à vista, direto na bilheteria do parque.

Para o uso do estacionamento é necessário efetuar o pagamento no valor de R$ 25,00, já para alugar um carrinho de bebê o preço é de R$ 20,00 e o guarda-volumes pode ser utilizado por R$18,00.

3.4.Estrutura organizacional

O empresário boliviano Sr. Marcelo Gutglas6, fundador do parque, teve a GP Investiments7 como sócia até 2003. Hoje, o parque de diversões segue sob comando exclusivo de Gutglas, onde ocupa o cargo de presidência, tendo como diretor geral o Sr. Roger Ely (enteado de Gutglas), o único parente ligado ao empreendimento.

O parque mantém parcerias com as empresas RC Serv, especializada em segurança e WR Produções, ícone em eventos artísticos. A empresa de segurança fornece mão-de-obra terceirizada para atuar em diversas ocasiões, desde orientação ao público a ações práticas em situações de risco ou emergência, já a empresa de eventos efetua a seleção e preparo dos artistas que participam dos eventos realizados pelo parque.

Atualmente, o Playcenter possui mais de 400 funcionários fixos, porém para o evento “Noites do Terror” são contratados 300 colaboradores temporários.

Nos últimos anos, Gutglas investiu mais de 20 milhões de reais no grupo, que também conta com 15 (quinze) pequenos parques instalados em shoppings centers, os chamados Playlands que junto ao Playcenter faturam mais de 100 milhões reais por ano (COSCARELLI, 2011). Somente no estado de São Paulo, são 11 (onze) parques indoors, sendo que 7 (sete) estão localizados nos principais shoppings da capital paulistana, são eles: Aricanduva, Center Norte, Eldorado, Interlagos, Plaza Sul, Tatuapé e West Plaza. Na Grande ABC, são 3 (três) parques que atendem a região e estão instalados nos shoppings Metrópole em São Bernardo do Campo,

(12)

está no Shopping União Osasco, e é considerado o maior Playland do grupo. O empreendimento também possui 4 (quatro) parques instalados em outros estados nos shoppings Iguatemi em Salvador (BA), Total em Porto Alegre (RS), Floripa em Florianópolis (SC) e no Shopping Campo Grande (MS) (PLAYLAND, 2012).

No início do parque foram investidos 1,2 milhão de dólares e o empreendimento tornou-se ícone de diversão da cidade de São Paulo, chegou a receber quase 2 milhões de visitantes por ano, mas nos anos 90, o parque passou por momentos complicados, sofreu uma grande crise financeira e quase encerrou suas atividades (COSCARELLI, 2011).

Se antes, a principal dificuldade enfrentada pelo parque era de cunho financeiro, hoje, a segurança está no topo da lista das preocupações de seus gestores.

O parque possui um histórico de acidentes, sendo que os mais recentes ocorreram em setembro de 2010, na montanha russa “Looping Star”, os carros do equipamento chocaram-se por mal funcionamento dos freios, deixando 16 feridos, e em menos de um ano, em abril de 2011, devido problemas nas travas de segurança da atração “Double Shock”, 8 visitantes ficaram gravemente feridos (SALLES, 2011).

Segundo Marcelo Gutglas8, fundador do parque em entrevista à revista Veja, todos os dias a equipe de manutenção composta por engenheiros eletrônicos efetua testes para liberação dos brinquedos aos operadores. Mensalmente ou semestralmente, de acordo com a orientação ou sugestão do fabricante de cada equipamento, são realizadas conferências com laudos detalhados. Uma empresa terceirizada formada por engenheiros credenciados no CREA9, especialista no segmento de segurança efetua uma vistoria pelo parque semestralmente. E a cada dois anos, é feita uma auditoria por uma companhia de projeção internacional no segmento, que faz parte do comitê de segurança da International Association of Amusement Parks and Attractions (IAAPA), maior associação mundial de parques de diversões. A auditoria é feita com o foco na segurança, capacidade de operação dos equipamentos e procedimentos utilizados pelos operadores.

8

Guglas, Marcelo. Dono e fundador do parque de diversões Playcenter. Entrevista concedida a revista Veja no dia 13/04/2011. Disponível em <http://www.vejasp.abril.com.br/tag/veja-entrevistas>.

9

(13)

Após os últimos acidentes, o parque auxiliou na criação das normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 15926:2011, que estabelecem medidas de segurança dos usuários e dos profissionais que efetuam a montagem e operações de equipamentos em parques no geral.

O Playcenter também sofre com alguns fatores negativos do setor, como a sazonalidade, as mudanças climáticas, a necessidade de ter um extenso capital de giro, os altos custos com compras e/ou manutenções de equipamentos e atrações, além do aumento nas contratações de mão-de-obra fixa e temporária, em casos de eventos, além da concorrência com outros meios de lazer, tais como, shoppings, cinemas, shows, entre outros.

3.5. Demanda atual

O Playcenter recebe anualmente cerca de 1,5 milhões de visitantes. Durante toda sua história foram mais de 66 milhões de pessoas, entre famílias e jovens (PLAYCENTER, 2012).

Com o intuito de conhecer o perfil demográfico e sócio-econômico dos visitantes, suas necessidades e níveis de satisfação em relação visita, foram realizados uma pesquisa quantitativa aos frequentadores do parque. Nos dias, 11 de novembro e 30 de dezembro, foram aplicados 100 questionários, constando 14 perguntas fechadas. A pesquisa foi feita na saída do parque, pois a aplicação da mesma não foi autorizada pelos gestores. Para garantia dos dados da pesquisa, o nível de significância foi de 0,05 com um erro amostral de 10%, níveis compatíveis com a margem de erro aceitável em Ciências Humanas.

Os dados obtidos em relação às características da amostra indicam que 57% são do sexo masculino e 43% do sexo feminino, dentro da amostra pode-se dizer que não houve uma diferença importante quanto ao gênero dos usuários.

Com referência à idade, notou-se que a maioria dos entrevistados (43%) tem entre 11 e 17 anos, seguidos de 18 a 25 (29%), 26 a 35 (14%), 0 a 10 (12%) e acima de

(14)

A origem dos frequentadores do parque está concentrada na capital de São Paulo (local onde o parque está estabelecido) com 51% do total, seguido da Grande São Paulo com 36%, interior de São Paulo com 10%, outros estados com 2% e outros paises com 1%. Resultado que comprova facilidade de acesso ao parque.

Em relação à renda familiar, as pesquisas mostraram que a categoria com maior percentual ficou entre os que possuem a renda de 2 a 3 salários mínimos com 43%, já os que tem renda familiar de 4 a 5 salários mínimos ficaram com 38%, seguido da faixa de 6 a 7 sálarios com 6%, nenhum visitante se enquadrou nas categorias de até 1 salário mínimo e acima de 8 salários mínimos e 13% dos pesquisados não sabiam informar a renda familiar. Comparando os dados obtidos na pesquisa, a renda dos visitantes está dentro da média nacional divulgada pelo IBGE que é de 1 e 3 salários mínimos (IBGE, 2012).

A maioria dos visitantes do Playcenter vai ao parque na companhia de amigos. São 44% do total. A segunda alternativa mais citada, também com um percentual significativo, foi excursão com 25%, seguido de 18% família e 11% casais sem filhos. Apenas 2% visitam o parque sozinho e a opção outros não foi assinalada. Esses dados comprovam que os visitantes utilizam o parque para a socialização. O meio de transporte mais utilizado para chegar ao atrativo foi o metrô com 27% de freqüência, os trens registraram 23% de utilização, 22% dos entrevistados utilizaram ônibus de excursão, 16% ônibus urbano e 12% veículo próprio. O resultado comprova que a maioria dos frequentadores utiliza transportes públicos, provavelmente, devido o fácil acesso ao terminal Barra Funda e a gratuidade no translado oferecido pelo parque.

Dos entrevistados, 37% souberam da existência do parque através de parentes ou amigos, destacando a importância da divulgação boca a boca. Esse tipo de indicação acompanha a opinião do informante garantindo total confiabilidade de mercado. Outros 19% souberam através da escola/faculdade, seguido de internet com 14%, promoções e visitas anteriores ambos com 10% e TV/Rádio visualização do espaço com 5%. É interessante destacar que as alternativas agências de viagens, guias impressos, jornais e revistas não foram citadas. Este resultado demonstra que apesar do parque estar incluído como atrativo turístico em um dos

(15)

principais roteiros da cidade, o projeto “Vá de metrô”, a conexão do parque com o setor de turismo ainda carece de aprimoramento.

Com relação ao número de visitas ao local, apenas 8% estavam visitando pela primeira vez, os outros 92% informaram que visitam o parque com frequência, sendo que, 27% relataram já ter ido ao parque mais de 10 vezes, o que demonstra que o parque é um atrativo de grande apelo motivacional.

A maioria dos entrevistados, 43% considera o parque como importante enquanto atrativo turístico e opção de lazer da cidade de São Paulo, seguido de 33% como muito importante, 30% regular e nenhum entrevistado assinalou a opção sem importância. Devido à tradição do parque é perceptível o respeito dos entrevistados pelo atrativo, inserindo-o como objeto de destaque dentro da cidade de São Paulo. Questionados sobre a infraestrutura geral do parque, 57% dos visitantes a consideraram boa, seguido de 24% regular, 19% ótimo, sendo que nenhum dos entrevistados assinalou a opção péssima.

De acordo com os motivos que levaram a visita ao parque, 62% dos visitantes afirmaram estar totalmente satisfeitos, 38% disseram estar parcialmente satisfeitos e nenhum entrevistado assinalou a opção insatisfeito.

Quando perguntados sobre a possibilidade de voltar ao parque, a maioria dos entrevistados (90%) respondeu que certamente, apenas 10% responderam que talvez e nenhum visitante assinalou as opções não sei se voltarei ou não voltarei. A tabela 1 apresenta a avaliação dos visitantes entrevistados sobre espaços e serviços, com notas um para péssimo até cinco, ótimo.

(16)

Fonte: Pesquisa e tabela realizadas pela autora.

A facilidade de acesso é considerada pela maioria dos entrevistados, 62%, como boa, seguido de 21% que escolheram a opção ótima. Apenas 19% dos visitantes consideram o acesso ao parque como regular. De fato, levando-se em consideração as facilidades de transportes públicos existentes na região. Como já explicado anteriormente, o Playcenter, está localizado próximo á Estação Barra Funda, que dá acesso a ônibus, linhas de metrô e trem da cidade.

Com relação ao estacionamento do parque, 48% o consideram bom e 14% o define como ótimo. Do total, 26% dos entrevistados responderam regular e os outros 12% ruim, sendo que a opção péssima não foi assinalada. O estacionamento foi avaliado pelo público em geral, uma vez que os frequentadores passam por ele para ter acesso ao parque.

O ambiente externo do Playcenter é considerado regular por 53% dos visitantes. Dentre os entrevistados, 39% avaliaram como bom e 8% como ruim. Apesar da área externa do parque ser bastante ampla e existir demarcações para as filas dos guinches de informações, bilheterias e entrada, o resultado da pesquisa se deve a desorganização feita pelos próprios visitantes do parque, que utilizam o espaço para socialização, tornando-o um ambiente aglomerado, devido à proximidade com o estacionamento.

A maioria dos entrevistados (44%) avalia o ambiente interno como bom e 12% com ótimo. Dentre os visitantes, 38% o consideram regular e apenas 6% dos visitantes

(17)

entrevistados no parque, avaliaram o ambiente interno como ruim. Apesar de o parque ter diminuído bastante nos últimos anos, o mesmo continua com o ambiente lúdico e agradável.

A opinião sobre a sinalização externa ficou bastante dividida. Dentre os entrevistados, 52% a consideram regular e 11% ruim. Em seguida, destaca-se o conceito bom com 32% e ótimo 5%. Provavelmente, os frequentadores mais prejudicados são os que utilizam veículo próprio para chegar ao parque, pois a região sofre uma carência de placas atualizadas que indiquem a proximidade do atrativo.

A sinalização interna foi considerada boa por 51% dos entrevistados, seguido 31% que avaliaram como regular e 11% ótimo. Apenas 7% o consideram como ruim. Verificou-se na visita in loco que realmente as placas internas são bem localizadas e explicativas. Existem placas com informações e instruções importantes para a boa utilização do equipamento em todas as atrações, porém foi observado que a mesma não conta com tradução para o inglês e/ou espanhol.

Dos entrevistados 31%, consideram a segurança externa boa, mas 52% avaliam como regular e 17% ruim. Devido à região onde o parque está localizado ser predominada por empresas, a falta de segurança aos pedestres é grande, levando-se em consideração as oblevando-servações in loco feitas pela autora, em nenhum momento foi identificado à presença da polícia na região, apenas de alguns seguranças do próprio parque supervisionando a entrada.

Já segurança interna do parque é bem vista por seus frequentadores, 43% consideram o parque e seus equipamentos seguros, classificando-o como bom e 13% como ótimo, porém existem aqueles que o definem como regular (25%) e ruim (19%), essa desconfiança provavelmente se dá após a divulgação feita pela mídia dos últimos acidentes, apesar das mudanças realizadas pela administração, além de seguranças e bombeiros à disposição dos frequentadores, algumas pessoas ainda tem algum tipo de receio em relação a segurança do parque.

(18)

se dão devido à falta de um estudo para a melhoria nas adaptações de infra-estrutura voltada aos portadores de necessidades especiais e as restrições dos mesmos na utilização das atrações mais radicais.

As atrações do parque foram muito bem avaliadas. 50% dos entrevistados responderam bom e 18% muito bom. Dos entrevistados, 32% consideram o parque regular, sendo que as opções ruim e péssima não foram assinaladas. Este resultado demonstra que a maioria dos visitantes está satisfeita com as atrações e serviços do parque em geral.

Em relação ao atendimento feito pelos funcionários do parque, a maioria dos entrevistados, 48%, o considerou bom e 9% ótimo, porém 44% dos freqüentadores assinalaram a opção regular. Resultado que comprova a necessidade de capacitação dos funcionários para que haja um aumento na qualidade do atendimento.

Sobre os preços praticados no parque, 44% dos entrevistados responderam regular, 31% ruim e 6% péssimo. Apenas 19% responderam bom. O valor é considerado alto, levando em conta o tempo que os frequentadores passam nas filas das atrações.

O horário de funcionamento foi considerado por 47% dos entrevistados como regular, seguido de 29% que o consideram ruim e 24% que assinalaram a opção bom. Normalmente, o parque abre por volta das 10hs, porém as filas são abertas apenas às 11hs e o encerramento das atividades é feito às 19hs. O frequentador fica um tempo ocioso até o início das atividades.

Dos entrevistados, 56% acham que a limpeza do atrativo é boa, seguido de 31% que a consideram como ótima, provavelmente devido à equipe de manutenção estar espalhada por todo espaço do parque e dentro do possível tentam realizar a limpeza de forma imediata, existem ainda cestos de lixo de coleta seletiva próximos a cada atração. Porém, há aqueles, quase 13% que consideram a limpeza regular, talvez pelo fato de que alguns usuários do parque não têm a conscientização e responsabilidade com a manutenção do mesmo.

Os sanitários do parque foram considerados como regular por 45% dos entrevistados e 4% ruim. Em contrapartida, 43% os consideraram bons e 8% ótimo.

(19)

Através das visitas in loco, verificou-se que os mesmos são limpos constantemente e abastecidos de papel higiênico e sabonete. Existem banheiros convencionais e familiares para que os pais acompanhem os filhos, além todos serem adaptados com rampas e acessórios para portadores de necessidades especiais.

Em relação à infra-estrutura geral do parque, 57% dos frequentadores avaliaram como boa, seguido 24% que a consideram regular e 19% a acham ótima. De forma geral, o parque foi bem avaliado pelos entrevistados e apesar de constantes mudanças, o público ainda se identifica com o local.

A maioria dos visitantes (62%) afirmou estar totalmente satisfeitos com a visita. Dos entrevistados, 38% disseram estar parcialmente satisfeitos e a opção insatisfeito não foi assinalada. No contexto, o público do parque sai satisfeito com visita devido à diversidade das atrações e a qualidade dos serviços prestados.

Quando questionados sobre a possibilidade de voltar ao parque, a maioria dos entrevistados (90%) respondeu que certamente voltarão e os outros 10% disseram que talvez voltem.

3.6.Promoção e distribuição

O departamento de marketing é responsável por desenvolver o material promocional impresso e a distribuição é feita pelo departamento comercial aos pontos de vendas. O parque possui um website institucional e contas nas principais redes sociais, que são atualizadas diariamente pelo Departamento de Marketing, gerenciado pela Srª. Michelle Costa (informação pessoal) 10.

A assessoria de imprensa do parque é feita pela empresa CDN - Comunicação Corporativa, comandada pelo Sr. Denílson Oliveira, responsável pela inserção de informações do parque em guias, revistas e jornais. (PLAYCENTER, 2012).

Hoje, a equipe comercial que também efetua a distribuição de material e estimula as vendas do Playcenter é gerenciada pelo Sr. Eduardo Oliveira, que comanda 4 gestores de canal e 50 distribuidores que atendem a grande São Paulo e interior do

(20)

“Juniores”. São 328 pontos de vendas em 116 cidades do estado de São Paulo e 143 em 83 bairros da cidade de São Paulo. Além de existir 59 pontos de vendas divididos nos estados do Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (PLAYCENTER, 2012).

4. Os novos planos do parque

Após o resultado de algumas pesquisas realizadas pelo parque, identificando a carência de espaços lúdicos voltados às crianças na cidade de São Paulo e a vontade antiga de seu fundador em resgatar o conceito “fantasia” ao atrativo, no dia 19 de março de 2012, a assessoria de imprensa do Playcenter anunciou o encerramento de suas atividades para a construção de um novo empreendimento, um parque menor, porém com conceito inovador, voltado à família. O Playcenter fechará no dia 29 de julho de 2012 e a inauguração do novo estabelecimento está prevista para julho de 2013. A administração do parque pretende investir cerca de 40 milhões de reais no novo projeto, que deverá receber 4.500 visitantes por dia (ORSOLINI; FREIRE, 2012).

5. Conclusão

A maioria dos frequentadores entrevistados considera o Playcenter como uma importante opção de lazer e atrativo turístico da cidade de São Paulo. O parque pode ser considerado como um exemplo de sobrevivência no setor e através deste estudo é possível perceber que após 39 anos entre sucessos e fracassos, consolidou-se como a maior opção de lazer e diversão da cidade de São Paulo. Basta verificar o número de visitantes que o parque recebe diariamente, cerca de 12mil.

O parque agrega fatores positivos à cidade, além de ser uma opção de lazer e diversão a mais aos turistas que a visita, também promove desenvolvimento econômico e social da região onde está localizado, gera arrecadação de impostos e a aumenta o fluxo de geração empregos.

(21)

A partir da descrição de seus equipamentos/espaços, verifica-se que o parque se preocupa em proporcionar novidades ao seu público, e esse tipo ação gera crescimento ao atrativo capaz de atrair visitantes de várias localidades, estimulando a atividade turística na cidade.

Neste aspecto, constata-se que parque de diversões está atendendo a expectativa de seus visitantes. O padrão de qualidade adotado pela administração e a renovação das atrações garantem a operação e funcionamento contínuo do parque. Foi possível observar que mesmo com a mudança de foco, o novo projeto deve manter a tradição que possui em grandes eventos, pois gera um bom capital e agrega no desenvolvimento turístico da cidade.

A administração do Playcenter tem sido prudente no sentido de contratar empresas especializadas, tanto nas áreas de eventos, o que demonstra profissionalismo, quanto para o quesito segurança, além se manter dentro das normas técnicas da ABNT, visando melhoria continua na segurança dos usuários e dos profissionais envolvidos com a montagem de equipamentos e operações gerais do parque.

Para o novo empreendimento, será necessário um estudo mais amplo, visando melhorias na adaptação aos portadores de necessidades especiais. Apesar de todo o esforço feito pelo parque, a acessibilidade existente no local não foi bem avaliada pelos seus frequentadores.

Em relação ao atendimento feito pelos funcionários do parque, uma considerável porcentagem dos entrevistados, afirmaram ser regular, apontando a necessidade de um padrão de excelência em serviços e uma maior capacitação dos funcionários para que haja um aumento na qualidade dos serviços prestados. Um atendimento de boa qualidade assegura a satisfação do visitante e aumenta as chances de recomendações do atrativo e de retorno ao parque.

No que se refere ao grau de satisfação e necessidades dos visitantes, a pesquisa aponta que os serviços de apoio e as instalações, no geral, atendem às expectativas dos visitantes.

(22)

Referências

ANSARAH, Marília G. dos Reis. (org.). Turismo: segmentação de mercado. São Paulo: Futura, 1999.

COSCARELLI, Crislaine. Ele não se abate. Revista Istoé Dinheiro, São Paulo, ed.672, ago. 2010.

DE PAULA, Maria das Graças R., SOZA, Maria Cristina L. Parques temáticos – Hopi Hari, um estudo de caso. Turismo & Pesquisa, Araçatuba, v.3, n.3, p.122-137, ago.2006.

DUMAZEDIER, Joffre. Sociologia empírica do lazer. São Paulo: Perspectiva: Sesc, 1999. DUMAZEDIER, Joffre. Lazer e cultura popular. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2001. EMBRATUR, Estudo econômico-financeiro dos meios de hospedagem e parques temáticos no Brasil, Brasília, 1998.

FOLHA DO TURISMO. Disponível em

<http://www.mercadoeeventos.com.br/site/moticias/view/37899>. Acesso em: 25 de Maio de 2012.

GP INVESTMENTS. Website institucional. Disponível em <http://www.gp.com.br>. Acesso em: 08 de Maio de 2012.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 18 de junho. 2012.

MARCELLINO, Marcelo Carvalho. Lazer e Humanização. 2. ed. Coleção Fazer Lazer. Campinas: Papirus, 1995.

MARCELLINO, Nelson Carvalho. Estudos do lazer uma introdução. 4. ed. Campinas: Autores Associados, 2006.

NYE, Russel B. Eight ways of looking at an amusement park. In: SALOMÃO, Marcelo. Parques de diversões no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 2000.

OLIVEIRA, Eduardo. Pilares do planejamento de vendas do Playcenter. In: Agência Pórthia, 2008. Disponível em <http://www.biinternacional.com.br/aluno/eduardo>. Acesso em: 18 de Junho de 2012.

ORSOLINI, Márcio, FREIRE Rafael. O fim da montanha-russa do Playcenter. Revista Istoé Dinheiro, São Paulo, ed. 755, 2012.

PLAYCENTER. Website institucional. Disponível em <http://www.playcenter.com.br>. Acesso em: 25 de Maio de 2012.

PLAYLAND. Website institucional. Disponível em <http://www.playland.com.br>. Acesso em: 18 de Junho de 2012.

SALLES, Daniel. Playcenter sofre com histórico de acidentes. In: Revista Veja São Paulo, abril, 2011. Disponível em <http://www.vejasp.abril.com/materia/playcenter-acidentes>. Acesso em: 25 de Maio de 2012.

ZUCHI, Paula; BARLETO, Juliana. Lazer, entretenimento e desenvolvimento: parques temáticos. In: Revista Turismo, 2002. Disponível em <http://www.revistaturismo.com.br/artigos/parquestematicos.html>. Acesso em: 19 de Junho de 2012.

(23)

Anexo 1 – Pesquisa para análise do perfil dos frequentadores do Playcenter.

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo Pesquisador(a):__________________________________

Dia:___/___/___ Hora:_____________

Pesquisa destinada ao Trabalho de Conclusão do Curso de Turismo do IFSP, sobre o parque de diversões: Playcenter – S.P PERFIL DO ENTREVISTADO: 1 - SEXO: ( ) Masculino ( ) Feminino 2 - IDADE DO VISITANTE: a) 0 – 10 b) 11 – 17 c) 18 – 25 d) 26 – 35 e) Acima de 35 3 - REGIÃO DO ENTREVISTADO: a) São Paulo (Capital)

b) Grande São Paulo c) Interior de São Paulo d) Outros estados e) Outros países 4 - RENDA FAMILIAR: a) Não sabe

b) Até 1 Salário mínimo c) De 2 a 3 Salários mínimos d) De 4 a 5 Salários mínimos e) De 6 a 7 Salários mínimos f) Acima de 8 Salários mínimos 5 – COM QUEM VEIO AO PARQUE: a) Sozinho

b) Casal sem filhos c) Amigos d) Família e) Excursão

g) Outros: ______________________________________ 6 - QUAL FOI O MEIO DE TRANSPORTE UTILIZADO PARA CHEGAR AO PARQUE?

a) Veiculo próprio b) Táxi c) Metrô d) Trem e) Ônibus urbano f) Ônibus de excursão g) Outro: _______________________________________ 7 – QUAL A FONTE DE INFORMAÇÃO QUE INFLUENCIOU SUA VISITA AO PARQUE:

a) Tv/Rádio b) Jornais g) Parentes/Amigos h) Agências de Turismo i) Guias impressos j) Visualização do espaço l) Já o visitei anteriormente m) Outros. Especifique: ___________________________ 8 - NÚMERO DE VISITAS AO PLAYCENTER: ________ 9 – VOCÊ COSTUMA VISITAR OUTROS PARQUES: a) Não

b) Sim. Quais? __________________________________ 10 - VOCÊ CONSIDERA O PLAYCENTER, ENQUANTO ATRATIVO TURÍSTICO/OPÇÃO DE LAZER DA CIDADE DE SÃO PAULO: a) Muito importante b) Importante c) Regular d) Sem importância 11 - DE 1 A 5, AVALIE OS EQUIPAMENTOS DISPONÍVEIS NO PARQUE, SENDO 1 PÉSSIMO; 2 RUIM; 3 REGULAR; 4 BOM E 5 ÓTIMO.

Itens 1 2 3 4 5 Facilidade de acesso Estacionamento Ambiente externo Ambiente interno Sinalização externa Sinalização interna Segurança externa Segurança interna Acesso para deficientes Atrações Atendimento Preço Horários Limpeza Sanitários

12 - COMO VOCÊ AVALIA A INFRA-ESTRUTURA GERAL DO PLAYCENTER? a) Ótimo b) Boa c) Regular d) Ruim e) Péssima

13 – DE ACORDO COM OS MOTIVOS QUE O LEVAM A VISITAR O PARQUE, VOCÊ AFIRMA ESTAR:

a)Totalmente satisfeito b) Parcialmente satisfeito c) Insatisfeito

Referências

Documentos relacionados

nesta nossa modesta obra O sonho e os sonhos analisa- mos o sono e sua importância para o corpo e sobretudo para a alma que, nas horas de repouso da matéria, liberta-se parcialmente

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

3.3 o Município tem caminhão da coleta seletiva, sendo orientado a providenciar a contratação direta da associação para o recolhimento dos resíduos recicláveis,

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam

Neste estudo foram estipulados os seguintes objec- tivos: (a) identifi car as dimensões do desenvolvimento vocacional (convicção vocacional, cooperação vocacio- nal,

5 “A Teoria Pura do Direito é uma teoria do Direito positivo – do Direito positivo em geral, não de uma ordem jurídica especial” (KELSEN, Teoria pura do direito, p..

Para preparar a pimenta branca, as espigas são colhidas quando os frutos apresentam a coloração amarelada ou vermelha. As espigas são colocadas em sacos de plástico trançado sem

• Analisar como são implementadas as estratégias de marketing na Universidade Luterana do Brasil - Ulbra; • Verificar como é utilizado o esporte nas estratégias de marketing da