NOÇÕES SOBRE BORRACHAS
(ou “Elastômeros”)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE MATERIAIS
Professor Carlos Henrique Scuracchio
LIVRO
ROCHA, E.C.; LOVISON, V.M.H.; PIEROZAN, N.J.
– Tecnologia de
Transformação dos Elastômeros. 2ed. São Leopoldo
-
RGS
CETEPO (Centro Tecnológico de Polímeros)
– SENAI, 2003. 348p.
ALGUNS SITES
www.borrachaatual.com.br
www.borracha.com.br
www.vulcanizar.com.br
http://lanxess.com.br/pt/pt/
www.nitriflex.com.br
www.borrachanatural.agr.br
www.rubberpedia.com
ESTATÍSTICA APROXIMADA SOBRE O CONSUMO
MUNDIAL DOS POLÍMEROS, DIVIDIDOS EM CLASSES
PLÁSTICOS:
71%
FIBRAS POLIMÉRICAS:
13 %
BORRACHAS:
16 %
61 %
TERMOPLÁSTICOS (86%)
52,5 % Termoplásticos Convencionais
2,0 % Especiais
6,5 % Termoplásticos de Engenharia
10 %
TERMOFIXOS (14%)
7 %
BORRACHA NATURAL (43,7)
9 %
BORRACHAS SINTÉTICAS (56,3%)
Produção
BORRACHAS OU ELASTÔMEROS
Borrachas
ou
Elastômeros
são
materiais
poliméricos que exibem elasticidade em longas
faixas de deformação, na temperatura ambiente.
As
Borrachas Tradicionais são Borrachas
Vulcanizadas
que possuem
poucas
ligações
cruzadas.
As
ligações
cruzadas
são
responsáveis
pelo
comportamento
elástico
Elastômeros
são
materiais
poliméricos
que
podem
experimentar
deformações elásticas grandes e reversíveis à temperatura ambiente,
possuindo como características a elasticidade, flexibilidade e tenacidade.
Propriedades
mecânicas
provenientes
das
ligações
inter
e
intramoleculares.
É um polímero amorfo, mas em alguns casos pode cristalizar sob ação de
altas deformações.
A T
gda borracha deve estar abaixo da temperatura ambiente!
T
grígido
fluido
Recordando…
Temperatura de transição vítrea (T
g) é a transição característica de
polímeros amorfos, no qual o material inicialmente no estado sólido
passa ao estado fluido devido ao aumento da mobilidade das
cadeias poliméricas.
As ligações cruzadas são ligações químicas primárias, do tipo
covalente, interligando diferentes cadeias poliméricas, de
forma a impedir o deslizamento de umas em relação às outras
cadeias com poucas ligações
cruzadas
: Borrachas Vulcanizadas
Tipo das cadeias poliméricas das
Borrachas Vulcanizadas
BORRACHAS TERMOPLÁSTICAS - TR
As
Borrachas
Termoplásticas
ou
Elastômeros
Termoplásticos
(como por exemplo, Copolímeros em
bloco SBS, SEBS e SIS, Elastômeros poliolefínicos e
o Elastômero comercial denominado Santoprene)
apresentam características elastoméricas mesmo não
sendo
vulcanizadas,
isto
é,
mesmo
sendo
Classificação das borrachas segundo suas fontes:
Borracha Natural:
Proveniente da seringueira (Hevea brasilienses)
Borracha Sintética
Como a estrutura química do polímero (excluindo-se aqui as ligações
cruzadas) irá influencias nas propriedades do composto de borracha?
Propriedades Mecânicas
Pouco dependente da estrutura química (exceto massa molar).
Exceção: borrachas com cadeia regular o suficiente podem cristalizar em altas deformações aumentando sua resistência. Ex.: borracha natural
Resistência a solventes
A polaridade da molécula irá determinar se a borracha tem resistência a solventes e óleos (inchamento)
Uso em baixas temperaturas
Depende do valor da Tg, que, por sua vez, depende da estrutura química
Envelhecimento
Presença de insaturações (ligações duplas) na cadeia principal tornam as borrachas mais susceptíveis à degradação por O2 e O3
Tipo de vulcanização
Somente moléculas com insaturações permitem cura com enxofre.
Viscoelasticidade
BORRACHAS OU ELASTÔMEROS
Existem muitos tipos de
Borrachas
.
Antes de escolher
a(s) borracha(s)
adequada(s) deve-se conhecer os
requisitos da aplicação final. Para
auxiliar nesta escolha, pela ASTM, as
borrachas são classificadas em
três
BORRACHAS OU ELASTÔMEROS
1.Utilização geral (R):
para serviços onde não é
necessária
a
resistência
específica
à
ação
de
hidrocarbonetos (derivados de petróleo).
Exemplos:
borracha natural (NR); poliisopreno (IR);
copolímero butadieno-estireno (SBR); polibutadieno
(BR); butílica (IIR); bromobutílica (BIIR); clorobutílica
(CIIR); elastômero etileno-propileno (EPR); elastômero
etileno-propileno-monômero
diênico
(EPDM);
Principal
constituinte da
borracha natural
Características da NR:
- Resiliência,
- elasticidade,
- flexibilidade,
- cristalinidade em grandes alongações,
- baixa histerese,
- baixa taxa de amortecimento,
-propriedades isolantes de eletricidade
- impermeabilidade para líquidos e gases
- boa resistêcia mecânica,
- boa resistência à laceração,
- boa processabilidade,
- suscetível à oxidação.
As propriedades da borracha têm forte dependência do grau de
vulcanização da mesma.
Propriedades físicas da NR
Tg ~ -60°C
Peso específico à 20
C: 0,934;
Calor de combustão a volume constante: 44,16 KJ/g;
Calor específico à 20
C: 0,502;
Índice de refração à 20
C: de 1,5215 a 1,5238 (borracha natural
purificada com acetona após extração);
Absorbância luminosa: de 2250A a 3100A.
Segmentação do Mercado em 2011
BORRACHA NATURAL - NR
Pneus e
Bandas
75%
Artefatos Leves
25%
Polibutadieno, BR
•T
g~ -90º C
•Adequada para uso em baixas
temperaturas
•Boa resistência a abrasão
•Alta resiliência
Três tipos de isômeros:
•Seqüenciamento aleatório de
isômeros
•Normalmente a quantidade de vinil
é baixa (até 10%). Altas
quantidades aumentam a Tg e cristalinidade
•Quantidade de cis e trans depende
do tipo de polimerização. (ex.: Ziegler Natta: alta quantidade de cis)
•Alta quantidade de cis aumenta a
resistência a verde e ao
rasgamento no produto curado.
É o segundo elastômero sintético mais consumido
Segmentação do Mercado em 2011
BR
Pneus e Bandas
75%
Calçados
3%
Artefatos Técnicos
3%
Autopeças
1%
Modificação de Plásticos
18%
Copolímero aleatório de estireno e
butadieno, SBR
•A quantidade relativa de butadieno é
uma característica da borracha que terá influência em suas propriedades.
•Comercialmente, é comum a
quantidade de cerca de 23% de estireno.
•Tg ~ -55º C
•Principais tipos comerciais:
polimerização em emulsão (radical livre) e em solução (aniônica)
•Excelente resistência à abrasão,
comparado à NR
Principais utilizações: pneus, solados
Segmentação do Mercado em 2011
SBR
Pneus e Bandas
74%
Calçados
13%
Artefatos Técnicos
6%
Autopeças
5%
Adesivos e selantes
1%
Alimentos
1%
Copolímero Etileno Propileno, EPR
Copolímero
aleatório
de etileno e
propileno, normalmente nas
proporção entre 50% e 75% de etileno
Tg ≈ -60º C
Não contém insaturações, alta resistência a degradação e envelhecimento
Não pode ser curado com enxofre (normalmente é curado por peróxidos)
C H
2C H
2C H
2C H
C H
3Terpolímero
Etileno-Propileno-Monômero Dieno, EPDM
Mesma estrutura que o EPR porém com uma pequena quantidade de insaturações fora da cadeia principal.
A insaturação permite a cura com enxofre, sem afetar muito a resistência ao envelhecimento
Segmentação do Mercado em 2011
EPDM
Automotivo
37%
Fios e Cabos
9%
Construção Civil
14%
Peças Técnicas
10%
Óleo Lubrificante
9%
Outros
2%
Modificação de Plásticos
19%
Elastômeros Termoplásticos –
TR s ou TPEs
São polímeros que têm propriedades mecânicas típicas de elastômeros, porém com características térmicas de termoplásticos (fundem ou amolecem quando aquecidos, voltam a se tornar “sólidos” quando resfriados.
Vantagens:
Desvantagens
Facilidade e baixo custo de
processamento
Baixa resistência química e térmica
Maior possibilidade de reciclagem
Custo relativamente alto
Grande faixa de propriedades
mecânicas possíveis
Dificuldade de se incorporar alta
quantidade de carga de baixo custo, tal
como negro de fumo
Baixa ou quase nenhuma quantidade
de aditivos precisam ser incorporados
Compression set maior que de
elastômeros vulcanizados
Segmentação do Mercado em 2011
TR
Modificação de
Asfalto 21%
Calçados
29%
Modificação de
Polímeros 4%
Outros
1%
Adesivos
42%
2.
Resistentes a solventes (S):
para serviços
onde é necessária a resistência específica à
ação dos derivados de petróleo.
Exemplos:
policloropreno
(CR);
borrachas
nitrílicas (NBR), borrachas de polissulfetos (T);
elastômeros de poliuretano (tipo poliéster - EU
e tipo poliéster - AU).
Borracha Nitrílica, NBR
Copolímero aleatório butadieno-acrilonitrila
Propriedades altamente dependentes da porcentagem de acrilonitrila: geralmente entre 18% e 50%
Alta quantidade de acrilonitrila
Menor resiliência, menor inchamento em solventes, menor permeabilidade a gases, aumento da resistência
térmica e mecânica.
Principais utilizações: retentores, válvulas, mangueiras, etc. (quando
necessário contato com óleo)
HNBR (NBR hidrogenada) diminuição da quantidade de insaturações maior resistência a intempéries
Segmentação do Mercado em 2011
NBR
Automotivo
77%
Pneus e Bandas
1%
Adesivos
1%
Modificação de
Plásticos 1%
Artefatos Técnicos
16%
Calçados
4%
3.
Resistentes ao calor (T):
para serviços onde é
necessária a resistência específica à exposição
prolongada em temperaturas altas e/ou solventes.
Exemplos:
elastômeros
de
silicone
(MQ);
polietileno
clorado
(CM);
polietileno
clorossulfonado
(CSM);
borrachas
fluoradas
(CFM).
Elastômeros de Silicone, Q
Vários Tipos S i C H3 O C H3 S i C H3 O S i C H3 O C H C H2MQ
PMQ
VMQ
Mais comum: poli(dimetil siloxano)Tg = -127º C
Larga faixa de temperaturas de
uso
Alta resistência à degradação
Alta biocompatibilidade
Cura através de peróxidos
S i C H3 O S i C H2 C H2 S i O S i O O C H3
Principais usos: material de implantes,
retentores, vedação.
Policloropreno ou Polietileno Clorado,
CR
Tg ~ -50º C
Estrutura polar: boa resistência ao
inchamento por hidrocarbonetos, aderência
a materiais polares/metálicos
Excelente resistência a intempéries, baixa
flamabilidade, baixa permeabilidade,
resistência a trincas por flexão.
Principais utilizações: mangueiras, recobrimento de fios, roupas de
mergulho.
Polietileno Cloro Sulfonado,
CSM
Obtido através da modificação química do polietileno
Alta polaridade, baixo inchamento em hidrocarbonetos
Cadeia saturada, alta resistência ao envelhecimento
Grupo SO
2facilita a cura por peróxido
Principais utilizações: mangueiras, recobrimento de fios,
correias.
Borrachas Fluoradas, FKM
Copolímero ou terpolímero
Monômeros:
Borrachas especiais para utilização em altas temperaturas (acima de 200º C) e alta resistência química.
DESEMPENHO TÉRMICO DA
Processos para obtenção do produto de borracha
(caso geral)
Classificação dosPrincipais aditivos
empregados nas formulações elastoméricas
Sistemas
de
vulcanização
(enxofre,
aceleradores,
peróxidos, etc)
Sistemas de ativação (óxido de zinco e ácido esteárico)
Sistemas de proteção - antidegradantes (antioxidantes,
antiozonantes, estabilizantes à luz ultravioleta)
Sistemas
de
processamento
(plastificantes,
óleos
de
extensão, auxiliares de processamento)
Sistemas
de
cargas
(cargas
de
reforço,
cargas
de
enchimento)
Exemplo típico de uma formulação:
Unidade comumente usada: phr (per hundred of rubber)
Diferente de porcentagem!!!
Calcular a fração em peso do negro de fumo (carbon black) na formulação
acima.
Nas composições com Borrachas Vulcanizadas a
principal carga reforçante é o
negro de fumo
(“carbon black”), que pode ser usualmente
empregada em concentrações variando entre 20 e
50% em massa. A qualidade da composição
dependerá do tipo de negro de fumo, da sua
concentração, da sua distribuição e da sua
dispersão.
Para concentrações em torno de 2%, o
negro de
fumo
é
o
principal
pigmento
preto
das
composições poliméricas em geral.
Representação esquemática da distribuição e da
dispersão de cargas particuladas e de outros
Negro de Fumo (Carbon Black)
Material consistindo basicamente de carbono elementar na forma de
partículas esféricas coalescidas em agregados de tamanho coloidal, e
obtido pela combustão incompleta ou decomposição térmica de
hidrocarbonetos.
Estrutura química semelhante ao grafite, porém com muitos mais
defeitos
Carga mais importante e utilizada em elastômeros
Material altamente poroso e com altíssima área superficial
O tamanho da partícula individual de negro de fumo varia de 20 a
centenas de nm, dependendo do tipo
O tamanho dos aglomerados pode ter de 100 nm até alguns μm.
É usado tanto como reforço como para redução dos custos (mais
Agregados do Negro de Fumo
Agregados e partículas de negro de fumo têm escala de tamanho na ordem de nanômetros
Estrutura da Superfície da Partícula do Negro de
Fumo
As partículas de grafite são formadas pelo empilhamento de folhas (onionlike) com estrutura semelhante ao grafite.
Estrutura da Química do Negro de Fumo
Obs.: A figura somente exemplifica as funções químicas possíveis. A
quantidade de anéis aromático é muito maior na prática.
Negros de Fumo de Alta e Baixa Estrutura
A estrutura é medida pela
capacidade de absorção de óleo
(Oil Absortion Number, OAN)
Agregados podem ter entre 30
e 200 partículas de NF
Devido à pequena dimensão de suas partículas e de sua estrutura extremamente ramificada, o negro de fumo tem um volume efetivo muito maior que o agregado por si
só.
Ancoragem das moléculas do elastômero!!!
Partículas primárias (esferas) encontram-se sempre unidas a
estruturas de aglomerados, porém o seu tamanho é de grande importância por definir a razão superfície/volume da carga
Tamanho de partícula pequena
Grande área superficial
Maior volume efetivo
Maior quantidade de moléculas ancoradas e maior o reforço
A área superficial é a principal
característica do negro de fumo e é
medida por ensaios de adsorção
(nitrogênio (N
2SA), iodo ou brometo
Sílicas
Sílica, conforme encontrada na natureza e sem tratamento não confere reforço ao elastômero; pelo contrário, há perda em muitas propriedades mecânicas.
Para haver reforço efetivo, usa-se agente de acoplagem para aumentar a interação da sílica
com o polímero => silanos
Benefícios do uso de sílica com compatibilizante:
•Resultados semelhantes aos do negro de fumo em propriedades mecânicas •Menor aquecimento viscoso em rodagem (menor histerese mecânico)
Características das sílicas mais
comuns utilizadas em elastômeros:
-Obtidas por precipitação ou processo pirogênico (fumed silica)-Constituídas de óxido de silício amorfo -Área superficial de 20 a 300 m2/g
- Grau de hidratação depende da quantidade de silanol (Si-O-H) na superfície (alta
hidratação pode influenciar negativamente a interação com a borracha)
-Acidez superficial pode influenciar a cura por peróxido mas tem pouca influência na
vulcanização com enxofre.
Mais cara que o negro de
fumo!!!
Polímeros
Borracha natural -NR, SBR, PB, ...
Cargas
Sílica, Negro de fumo
CaCO
3, caulim, ...
Plastificantes
Óleos de extensão
Ativadores
ZnO, ácido esteárico
Banbury
Misturador aberto
Temperatura:~140
oC
Temperatura:~ 50
oC
Possibilidade de Mistura dos constituintes – em duas fases
Aceleradores
MBT, MBTS, TMTD, ...
Agentes de vulcanização
Enxofre, Doadores de
Misturador interno de rotores - BANBURY
(capacidade em litros)
EXEMPLO DE UMA FORMULAÇÃO COM BORRACHA EPDM
Rolete para impressora
phr
(parts hundred rubber)
Elastômero EPDM KELTAN 5508 100,0
Óxido de zinco 5,0
Ácido esteárico 1,0
Auxiliar de Processamento 3,0
Sílica 40,0
Carbonato de cálcio 20,0
Negro de fumo HAF N-326 7,5
Óléo de extensão parafínico 40,0
Enxofre 1,0
Dissulfeto de benzotiazila (MBTS) 1,0
Dissulfeto de tetrametiltiurã (TMTD) 0,6
Dibutilditiocarbamato de zinco (ZBDC) 2,0
Antioxidante primário 1,5
CURA E VULCANIZAÇÃO
Cura:
processo químico pelo qual são formadas ligações químicas primárias entre as cadeias do elastômero (ligações cruzadas ou crosslinks), conferindo ao mesmo propriedades de recuperação da deformação aplicada e diminuição de suaplasticidade. Geralmente ocorre a alta temperatura.
Curva Reométrica de Cura
Estudos cinéticos de cura são efetuados utilizando-se reômetros especialmente desenhados para borrachas.
Fonte: ASTM D2084
Curva de vulcanização
padrão, obtida em Reômetro
de Torque, cone e placa,
Monsanto
Agentes de Cura
Enxofre e doadores de
enxofre
Peróxidos
Resinas
Óxido metálico
Enxofre
Agente de cura mais antigo e ainda, de longe o mais usado.
Utilizado pela primeira vez por Charles Goodyear em 1839.
A utilização somente de enxofre e temperatura, sem aceleradores ou
ativadores, torna a vulcanização muito lenta.
5 horas para 8 phr de enxofre a 140º C
Vulcanização sem sistema de aceleração não tem importância comercial.
(sistema de aceleração pode reduzir este tempo para alguns minutos somente)
Além do grande tempo para formação das ligações cruzadas,
estas ligações são em sua maioria polissulfídicas, que não
ACELERADORES
Compostos orgânicos usados para:controlar o tempo de indução (importante para a conformação no processamento) aumentar a taxa de vulcanização, uma vez completado o tempo de indução.
controlar o estado de cura (densidade e tipo de ligações cruzadas no final da cura)
São utilizados individualmente ou como uma mistura de dois ou mais tipos. Existem dezenas de aceleradores disponíveis no mercado, cada um com
características diferentes.
A resposta da borracha a um determinado acelerador vai depender, em grande
medida, da quantidade de ligações duplas disponíveis para a reação de reticulação.
Ex.: NR, BR = 100% de meros com insaturações SBR = 75% de meros com insaturações
NBR = 50% - 75 % de meros com insaturações EPDM = 5% de meros com insaturações
Ativadores
Podem ser orgânicos ou inorgânicos e podem ser necessários para que os
aceleradores tenham seu desempenho máximo.
Inorgânicos:
Óxido de Zinco é o acelerador mais importante, mas outros óxidos
metálicos (tais como óxido de magnésio ou de chumbo) também podem
ser usados.
Orgânicos:
Ácidos graxos, tal como o ácido esteárico, aminas, uréias, guanidinas,
etc.
A grande maioria das formulações usa uma combinação de ácido
esteárico e óxido de zinco. O ácido esteárico, além do papel de ativador,
também ajuda a aumentar a solubilidade do ZnO no elastômero,
aumentando sua eficiência.
Processamento de Borrachas
Processos mais importantes
Moldagem por compressão
Injeção
Extrusão
Calandragem
Vulcanizadas
(Conformação - dar o formato
desejado aos produtos)
Importante:
Enquanto para termoplásticos o molde necessita ser resfriado, no caso de elastômeros vulcanizados é necessário o aquecimento do molde
Principal produto fabricado com
Borrachas Vulcanizadas
(corresponde a aproximadamente 65%
do consumo de todos os produtos
fabricados com Borrachas)
Formulação Clássica para Pneus
Polímeros
60%
Pó preto ou
Negro de Fumo
30%
Aceleradores 0,5%
Ativadores 3%
Enxofre 1,5%
Antioxidantes 1,5%
Auxiliares de processo 3,5%
VIDEOS SOBRE FABRICAÇÃO DE PNEUS
http://www.youtube.com/watch?v=K474RYse9P8
http://www.youtube.com/watch?v=ySnqQEJP6P4
http://www.michelinag.com/Innovating/Tire-manufacturing
CARCAÇA: parte resistente do pneu; deve resistir a pressão, peso e choques;
compõem-se de lonas de poliéster, nylon ou aço; a carcaça retém o ar sob pressão
que suporta o peso total do veículo; os pneus radiais possuem ainda as cintas que
complementam sua resistência;
TALÕES: constituem-se internamente de arames de aço de grande resistência,
tendo por finalidade manter o pneu fixado ao aro da roda;
PAREDE LATERAL OU FLANCO: são as laterais da carcaça; são revestidos por
uma mistura de borracha com alto grau de flexibilidade e alta resistência à fadiga;
CINTAS (LONAS):
compreende o feixe de cintas (lonas estabilizadoras) que são
dimensionadas para suportar cargas em movimento; sua função é garantir a área de
contato necessária entre o pneu e o solo;
BANDA DE RODAGEM:
é a parte do pneu que fica em contato direto com o solo;
seus desenhos possuem partes cheias chamadas de biscoitos ou blocos e partes
vazias conhecidas como sulcos, e devem oferecer aderência, tração, estabilidade e
segurança ao veículo.
OMBRO: é o apoio do pneu nas curvas e manobras.
NERVURA CENTRAL: proporciona um contato "circunferencial" do pneu com o
solo.
Moldagem por compressão com características
dependentes do processo de fabricação do pneu
Destinação de pneus inservíveis no Brasil,1999-2005
Combustível
alternativo 37,7%
Compactação
de solo 2,1%
Laminação
24,5%
Granulado para asfalto
0,4%
Artefatos
27,5%
Granulado para exportação
Processos de reticulação
SISTEMA DE LAVAGEM VULCANIZAÇÃO POR BANHO DE SAL ALIMENTAÇÃO A FRIO SOB VÁCUO
Processos de reticulação
Vulcanização horizontal contínua
Aplicações – moldagem por
compressão
GRUPO TOTAL GRUPO HUTCHINSON
Exemplos de outros produtos com borrachas
ANÉIS O-RING – GUARDA PÓ – PASSA FIO
JUNTA – VEDAÇÃO DE RADIADOR – DIAFRAGMA
HBA – Produtos - Canaleta + Pestana
Exemplos de Outros Produtos
Pestana + 3ª Luz Polo Sedan Canaleta -Polo Sedan
CANALETA + PESTANA
Canaleta + 3ª Luz Golf Canaleta + 3ª Luz FoxCoxins e Buchas
Trailing link
inner
Rear Diff
Mount
Ecosport
4 x 4
Peugeot
206
Ford KA
Clio
HBA – Produtos - Extrema
Exemplos de Outros Produtos
HBA – Gol 4P
GOL 4P
377.823.723-C 377.823.723-D Vedação Caixa D’água 377.971.295-B Vedação Caixa de Fusíveis 373.837.477 / 478 373.839.477 / 478 Pestanas Flocadas Ext. (Diant./Tras.) 373.837.439/440 373.839.439/440 Canaleta Flocada Dianteira 377.827.705.999 Guarnição Porta-Malas 5X3.853.705 5X3.853.706 Perfis Extrudados E/D (Capa) 377.845.525-A Moldura Interna Tampa Traseira 373.839.343 Canaleta do Trilho (Dianteira) 377.837.763 Calço do Pára-Choque 373.837.481/482 373.839.481/482 Pestana Flocada Inter. (Tras./Diant.) 373.839.433 Canaleta do Trilho (Traseira) 373.839.439 / 373.839.440 Canaleta Flocada + Quarta Luz 373.833.721.033/999 Guarn.Portas (Diant./Tras.)HBA – Fox 4P 5Z4.839.475 5Z4.839.476 Canaletas Flocadas Traseiras +
Quarta Luz 5Z4-837.439/440 999Canaletas Flocadas
Dianteiras
5Z4-831 / 833.721 999
Guarnições de Portas - Dianteiras / Traseiras.
5Z4-837.477/478 999
Pestanas Flocadas Externas Dianteiras
HBA – Peugeot 206 5P