Análise de
Desempenho
Econômico-Financeiro
do Setor Farmacêutico
no Brasil
1998 a 2003
Romano, Luiz Affonso Neiva
Análise de desempenho econômico-financeiro do setor farmacêutico no Brasil: 1998 a 2003 / Luiz Affonso Neiva Romano, Marcos Alves Carneiro da Silva, Paulo Cesar Simões Azevedo. -- São Paulo: Febrafarma - Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica, 2005. -- (Estudos Febrafarma)
1. Desempenho - Avaliação 2. Indicadores econômicos - Brasil 3. Indústria farmacêutica - Brasil - Finanças I. Silva, Marcos Alves Carneiro da. II. Azevedo, Paulo Cesar Simões. III. Tílulo. IV. Série.
05-0138 CDD-338.4761510981
Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil: Indústria farmacêutica: Desempenho
econômico-financeiro: Análise: Economia 338.4761510981
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Introdução
5
Metodologia
7
1. Etapa I – Definição da Amostra
7
2. Etapa II – Modelagem Econômico-Financeira e Estatística7
3. Nomenclatura e Fórmulas8
Sumário e Conclusões
9
Análise Geral do Setor
11
1. Os Números do Setor – Comparativo 1998 x 2003
11
1.1 Balanço Patrimonial – Ativos11
A. Ativo Total11
B. Ativo Circulante11
1.2. Balanço Patrimonial – Passivos11
A. Passivo Circulante12
B. Passivo Exigível a Longo Prazo12
C. Patrimônio Líquido12
1.3. Demonstrativo de Resultados13
A. Receita Líquida13
B. Deduções da Receita Bruta13
C. Custos de Bens e Serviços Vendidos13
D. Resultado Bruto (Margem de Contribuição)15
E. Despesas Operacionais15
F. Resultado Não-Operacional16
G. Resultado Antes dos Impostos16
H. Resultado Após os Impostos sobre o Lucro Líquido17
Apêndice 1 – Glossário e Nomenclatura
20
Apêndice 2 – Relação de Empresas Participantes
22
Anexos – Tabelas
24
1. Análise Econômico-Financeira das Empresas do Setor Farmacêutico - Ativos e Passivos
24
2. Análise Econômico-Financeira das Empresas do Setor Farmacêutico - Demonstração de Resultados26
3. Indicadores Econômico-Financeiros
28
4. Análise Econômico-Financeira das EmpresasIntrodução
O PRESENTE trabalho tem por objeto a elaboração de estudo sobre o desem-penho do setor farmacêutico no período compreendido entre 1998 e 2003, por meio da análise de indicadores econômicos e financeiros realizada a partir dos balanços patrimoniais de 42 empresas do setor.
As informações foram prestadas pela Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), que reúne 15 entidades de classe representativas do setor.
O valor das vendas em 2003 alcançou o montante de R$ 16,9 bilhões (preço fábrica, sem impostos), segundo o Grupo dos Profissionais Executivos do Mercado Farmacêutico (Grupemef)1, distribuído pelos 551 laboratórios existentes no País.
O consolidado das 42 empresas analisadas neste estudo apresenta receita líquida de vendas no valor de R$ 13,1 bilhões (preço fábrica, sem impostos), representando 78% do total de vendas captadas pelo Grupemef, que retrata o desempenho da indústria farmacêutica.
1O Grupemef é um grupo sem fins lucrativos voltado exclusivamente ao desenvolvimento técnico e o
inter-câmbio de informações entre profissionais de marketing farmacêutico. É composto por 95 empresas associa-das, englobando laboratórios e empresas prestadoras de serviços da indústria farmacêutica.
Metodologia
PARA O DESENVOLVIMENTO dos trabalhos foram cumpridas as etapas apresentadas a seguir.
1. Etapa I – Definição da Amostra
A definição da quantidade de empresas pesquisadas buscou atender a dois critérios: obter um grupo que fosse representativo do setor, e cujas informações pudessem ser fornecidas pela Febrafarma.
As 42 empresas forneceram uma boa representatividade do setor, sob a ótica de receita líquida, representando 78% do total de vendas captadas pelo Grupemef, atendendo aos objetivos requeridos.
A partir dos balanços dessas empresas, as informações contábeis foram clas-sificadas segundo um modelo de Plano de Contas Padrão2.
2. Etapa II – Modelagem Econômico-Financeira e Estatística
Das informações padronizadas foram realizadas análises verticais e horizontais das séries levantadas, bem como se elaborou um conjunto de indicadores econômi-cos e financeiros. Esses indicadores foram classificados em três grupos: indicadores de liquidez, indicadores de estrutura de capital e indicadores econômicos.
Os indicadores utilizados em cada grupo foram os seguintes:
Indicadores de Liquidez:
• Liquidez geral; • Liquidez corrente; • Liquidez seca.
Indicadores de Estrutura de Capital:
• Grau de endividamento;
2O padrão adotado foi o do ITR, utilizado pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM) para a obtenção
• Grau de imobilização do patrimônio líquido; • Imobilização dos recursos de longo prazo.
Indicadores Econômicos:
• Margem líquida;
• Rentabilidade do capital próprio; • Retorno do capital empregado; • Giro do ativo.
Nos trabalhos desenvolvidos, foram identificadas e comentadas as médias dos resultados alcançados e a consolidação setorial, assim como as evoluções, comparações e análises de tendências.
As variações nominais foram comparadas com o IPA/FGV do período de 1998 a 2003, que foi de 132,5% (Coluna IPA no Ano, anexo II, Conjuntura Estatística – Conjuntura Econômica, julho 2004), para a obtenção da evolução real dos dados apurados.
O IPA foi adotado por refletir com mais exatidão a variação dos custos industriais.
3. Nomenclatura e Fórmulas
O Apêndice 1 apresenta, detalhadamente, as nomenclaturas e fórmulas utilizadas no estudo.
Sumário e Conclusões
AS RECEITAS LÍQUIDAS apresentaram uma variação nominal no período 1998-2003 de 55% contra um IPA de 132,5%, representando uma perda real do faturamento de 33,33%. Isto é, para que as receitas líquidas de 2003 possam ser comparadas, em valores atualizados, às registradas em 1998, há necessidade de um aumento de faturamento da ordem de 50%.
A margem de contribuição (Resultado Bruto) caiu de aproximadamente 55% em 1998 para 44% em 2003, o que significa uma redução de 20%, confirmando que, no geral, a evolução dos preços não acompanhou a dos custos das vendas.
A evolução econômico-financeira do setor no período está plenamente retratada pela análise dos indicadores apresentados a seguir, elaborados a par-tir dos balanços das empresas pesquisadas.
Discriminação
Indicadores Financeiros
Liquidez Geral
Grau de Endividamento
Grau de Imobilização do Patr. Líquido
Indicadores Econômicos
Margem Líquida
Rentabilidade do Capital Próprio Retorno do Capital Empregado Giro do Ativo
Os indicadores mostram uma piora na situação financeira e no desempe-nho econômico das empresas pesquisadas, com um forte aumento do grau de endividamento e queda expressiva da margem líquida. A liquidez e os demais indicadores foram também negativamente afetados.
Índice de Evolução Real 1998 2003
IPA Nominal 100 232 IPA 100 100 IPCA Nominal 100 153 IPCA 100 100 1998 1,69 54,4% 47,9% 9,6% 18,8% 7,2% 1,26 2003 1,18 122,3% 59,0% 0,5% 1,2% -4,7% 1,15 Variação % -30,2 44,0 7,5 -91,7 -85,2 -197,7 -8,7
Índice de Evolução Real 1998 2003
Dólar Nominal 100 243
Receita Líquida 100 155
Custos de Bens e/ou Serviços Vendidos 100 191
Resultado Bruto 100 126
Despesas Gerais e Administrativas 100 180
Despesas com Vendas 100 158
Despesas Financeiras 100 181
Resultado Operacional 100 28
Lucro/Prejuízo do Exercício 100 8
Ativo Total 100 171
Ativo Circulante 100 181
Ativo Realizável a Longo Prazo 100 232
Ativo Permanente 100 148
É importante observar que, apesar da perda de margem de contribuição, o setor conseguiu evitar uma degradação ainda maior no resultado líquido, que foi reduzido em 92%, por ter mantido sob controle o crescimento das despesas com vendas (maior parcela que perfaz 75% de todas as Despesas/Receitas Operacionais) no mesmo nível do baixo crescimento da receita bruta (58% x 59%), mas que implicou redução do nível de emprego da ordem de 2.000 tra-balhadores, ou -3,9% da força de trabalho3.
A defasagem entre os reajustes de preços e o aumento nos custos de bens e serviços vendidos, a regulamentação do mercado, a intensa dependência de insumos importados com variações cambiais descompassadas e não repassadas integralmente aos preços são fatores que podem ter contribuído para o desem-penho do setor.
Análise Geral do Setor
1. Os Números do Setor – Comparativos 1998 x 2003 1.1. Balanço Patrimonial – Ativos
A. Ativo Total
Registrou um crescimento nominal de 71% contra um IPA de 132,5%. Entre os grupos que compõem o Ativo Total merecem destaque os seguintes:
• Disponibilidades: expansão de 94%; • Créditos: expansão de 80%;
• Duplicatas a Receber: expansão de 72%; • Estoques: expansão de 71%;
• Outros Créditos: expansão de 106%;
• Outros Realizáveis a Longo Prazo: expansão de 365%.
Os seguintes grupos apresentaram retração significativa ou pequena expan-são nominal na composição do Ativo Total:
• Créditos com Partes Relacionadas: expansão de 8%; • Investimentos: retração de 21%;
• Ativo Imobilizado: expansão de 46%.
B. Ativo Circulante
Registrou um crescimento nominal de 81% contra um IPA de 132,5% (51,5% abaixo do IPA, ou decréscimo real de 22,15%).
Estruturalmente foram registradas oscilações expressivas nos seguintes grupos: • Demais Contas a Receber: de 0% para 2%;
• Outros Créditos Realizáveis a Longo Prazo: de 2% para 6%;
• Imobilizado: de 31% para 27%, apesar do investimento total de R$ 1,1 bilhões no período de 1998 a 2003 (1,53% do faturamento bruto do período); • Diferido: de 1% para 5%.
1.2. Balanço Patrimonial – Passivos
Acusa um crescimento nominal de 71% contra um IPA de 132,5%, caben-do destacar o crescimento desproporcional caben-do Passivo Circulante, que assinala
um aumento de 152% nominais (contra um IPA de 132,5%), expansão real das obrigações com terceiros de 8,4% (o Ativo Circulante acusou um decréscimo real de 22,15%). Entre os grupos que compõem o Passivo, registraram maior taxa de crescimento:
A. Passivo Circulante
• Empréstimos e Financiamentos: 416%; • Fornecedores: 169%;
• Impostos, Taxas e Contribuições: 93%; • Dívidas com Partes Relacionadas: 668%.
Estruturalmente, apresentaram aumento significativo: • Empréstimos e Financiamentos: de 3% para 10%; • Fornecedores: de 8% para 12%;
• Partes Relacionadas: de 1% para 5%.
B. Passivo Exigível a Longo Prazo
Expansão geral de 202%, contra IPA de 132,5%. • Empréstimos e Financiamentos: 177%;
• Provisões: 483%; • Outros: 453%;
• Impostos e Contribuições: 615%; • Demais Contas a Pagar: 263%.
Estruturalmente, apresentaram expansão expressiva: • Empréstimos e Financiamentos: de 6% para 9%; • Provisões: de 1% para 4%;
• Outros: de 1% para 3%;
• Impostos, Taxas e Contribuições: de 1% para 2%; • Demais Contas a Pagar a LP: de 0% para 1%.
Os números demonstram o agravamento da dependência de capitais de ter-ceiros para financiamento das operações do setor, como conseqüência natural da perda gradativa de rentabilidade no período compreendido entre 1998 e 2003.
C. Patrimônio Líquido
132,5%), ou seja, decréscimo real do capital próprio de 48,8% na compara-ção entre 1998 e 2003, reflexo da reducompara-ção gradativa do lucro líquido no período, passando de 10% (1998) para 0% (2003). Os grupos que regis-traram as maiores oscilações foram:
• Capital Realizado: 92%; • Reservas de Capital: 42%; • Reservas de Reavaliação: 161%; • Reservas de Lucros: -27%; • Lucros/Prejuízos Acumulados: -113%. 1.3. Demonstrativo de Resultados
Os grupos de contas que compõem o Demonstrativo de Resultados do setor farmacêutico e merecem destaque são os seguintes:
A. Receita Líquida
A renda líquida nominal cresceu 55% contra 132,5% de variação do IPA, ou seja, uma diferença de 77,5 p.p. abaixo, resultando numa retração real de 33,3% (contra um crescimento geral da indústria de 10,78% no período, conforme Conjuntura Econômica – FGV – junho de 2004). O PIB cresceu 8,2% nos últi-mos cinco anos4.
B. Deduções da Receita Bruta
As deduções da receita bruta passaram de 26,18% para 27,88% do fatura-mento bruto. A variação nominal no período foi de 70% contra um IPA de 132,5% (variação real negativa de 26,9%). O peso do PIS/Cofins passou de 2% do faturamento bruto em 1998 para 3% em 2003, refletindo o aumento da alíquota do Cofins.
C. Custos de Bens e Serviços Vendidos
Apresentaram aumento acentuado no período de 1998-2003, passando de 45% para 56% da receita líquida. O peso dos custos de bens e serviços vendidos foi crescente ano a ano, conforme pode ser observado na tabela e no gráfico apresentados a seguir, demonstrando, claramente, o reflexo nos preços da política setorial praticada nos últimos anos.
Peso dos Custos de Bens e Serviços Vendidos Ano % 1998 45% 1999 49% 2000 51% 2001 54% 2002 54% 2003 56%
Peso dos Custos de Bens e Serviços Vendidos (%)
O faturamento líquido apresentou variação acumulada anual abaixo do IPA no período de 1999 a 2003. Essa variação pode ser visualizada no gráfico apre-sentado a seguir.
Variação Percentual do Faturamento Líquido em Relação ao IPA
Ano Faturamento Líquido IPA Acumulado
1999 22,00% 28,90% 2000 21,00% 44,45% 2001 31,00% 61,59% 2002 42,00% 118,81% 2003 55,00% 132,50% 1998 1999 2000 2001 2002 2003 45% 49% 51% 54% 54% 56%
Variação do Faturamento Líquido (%)
No período, as vendas, analisadas sob a ótica do faturamento líquido, regis-traram redução real de 33,3%, muito abaixo do aumento dos custos, que apre-sentou redução real de apenas 17,8%, comparados ao IPA.
D. Resultado Bruto (margem de contribuição)
A margem de contribuição dos produtos vendidos registrou acentuada queda no período de 1998 a 2003, quando passou de 55% para 44%, afetando de forma definitiva o resultado das empresas do setor farmacêutico. A variação nominal do Resultado Bruto no período foi de 26% contra um IPA de 132,5%, o que na práti-ca significou uma redução real de 45,8% (em valores nominais, 85%).
E. Despesas Operacionais
O grupo de despesas apresentou um crescimento nominal de 58% (o fatu-ramento líquido cresceu apenas 55%) contra um IPA de 132,5%, exprimindo, na prática, uma redução real de 32,04%.
Apresentaram crescimento nominal abaixo do IPA os seguintes grupos de despesas: • Com Vendas: 58%; • Gerais e Administrativas: 80%; • Financeiras: 81%; • Equivalência Patrimonial: -131%. 1999 2000 2001 2002 2003 28,9 22 44,45 61,59 31 118,81 42 132,5 55 IPA Variação 21
Os aumentos significativos das Receitas Financeiras (238%) e Outras Receitas Operacionais (187%) influenciaram o resultado líquido das Despesas Operacionais.
Estruturalmente as seguintes rubricas apresentaram variações consideráveis: • Receitas Financeiras: de 1% em 1998 para 2% em 2003;
• Despesas Financeiras: de 4% em 1998 (tendo chegado a 10% em 2002) para 5% em 2003;
• Outras Receitas Operacionais: de 1% em 1998 para 2% em 2003;
• Resultado da Equivalência Patrimonial: de 1% positivo para 0,15% negativos.
F. Resultado Não-Operacional
Estruturalmente passou de -0,09% em 1998 para -0,49% em 2003.
G. Resultado Antes dos Impostos
Registrou uma acentuada queda, passando de 13% do faturamento líquido em 1998 para 2% em 2003, podendo ser observada no gráfico a seguir.
Resultado Antes dos Impostos
Período Percentual 1998 13% 1999 10% 2000 3% 2001 0% 2002 -4% 2003 2%
Resultado Antes dos Impostos (%) 13% 10% 3% -4% 2% 0% 1998 1999 2000 2001 2002 2003
O Resultado Antes dos Impostos em 2003 sofreu expressiva redução, partindo de um resultado de 13% em 1998 para um resultado de apenas 2% da receita líquida em 2003. Em termos nominais o Resultado Antes dos Impostos sofreu uma redução de 77%, com significativa queda de 90,1% quando comparada com a correção do IPA no período, de 132,5%.
H. Resultado Após os Impostos sobre o Lucro Líquido
O resultado líquido sofreu uma expressiva redução, partindo de um lucro de 10% em 1998 para um lucro de apenas 0,47% da receita líquida em 2003. Em termos nominais, o lucro líquido sofreu uma redução de 92,4%, com queda robusta de 224,5%, quando comparado com a correção pelo IPA do período, de 132,5%.
Comentários Finais
OS ÍNDICES APRESENTADOS permitem concluir que houve visível descapi-talização do setor farmacêutico, com resultados decrescentes verificados no período de regulamentação de preços da indústria, decorrentes de preços de venda defasados em relação aos elevados custos e reduzidas margens de con-tribuição (insuficientes para pagar as DGAs5).
Para administrar essa situação as empresas farmacêuticas experimentaram sensível aumento do endividamento com fornecedores, partes relacionadas, ban-cos e governos (impostos), mesclando as dívidas no curto e longo prazos (o Passivo Circulante cresceu, no período de 1998 a 2003, 8,4% reais acima do IPA). Uma eficiente gestão do superávit de caixa gerado com as ações acima, aliada ao fato de ter ocorrido uma variação negativa do câmbio entre 2002-2003, resultando em custo financeiro líquido de 2,41% do faturamento líquido (juros de 9,34% sobre o total de Empréstimos, Fornecedores, Impostos e Partes Relacionadas), e o controle rígido das despesas com vendas, gerais e adminis-trativas, atenuaram os reflexos negativos no resultado global.
Analisando o comportamento da margem bruta da indústria, pode-se con-cluir que os preços médios de venda nos últimos cinco anos – período no qual a indústria ficou submetida ao controle de preços – não obtiveram reajustes necessários para comportar os aumentos ocorridos nos custos.
Considerando a margem bruta de 1998 como padrão, por corresponder ao ano em que a indústria esteve sob um regime de liberdade na gestão de seus preços de venda, verifica-se progressiva perda de resultado bruto até 2003, equivalendo no acumulado desses cinco anos a 39,3% da receita líquida média de um ano, como demonstrado a seguir:
• Faturamento Líquido de 1999 a 2003: R$ 45.630,4 milhões. • Faturamento Anual Médio do Período: R$ 9.126,0 milhões. • Margem Bruta Real no Período: R$ 21.506,7 milhões. • Margem Bruta Base 1998: R$ 25.096,7 milhões.
• Perda de Margem Bruta no Período: R$ 3.590,0 milhões (39,3% do fatu-ramento anual médio).
Nas planilhas anexas, são encontrados todos os dados do setor, de forma analítica, demonstrando as estruturas patrimonial e de apuração de resultados do setor farmacêutico, bem como a representação gráfica dos mesmos, além de um quadro demonstrativo da variação cambial (dólar americano) nominal versus o câmbio real (deflacionado pelo IPA).
Avaliações de Índices através de Padrões
OS ÍNDICES PADRÃO utilizados foram os apurados pelo Professor Dante Matarazzo, e estão disponíveis no CD-ROM anexo à publicação Análise
Financeira de Balanços – 6ª edição – Editora Atlas. O trabalho resultou do
agru-pamento em ramos de atividade de 5.657 balanços, e adotou a metodologia estatística. Os índices são apresentados no trabalho em “decis”6e os utilizados no presente trabalho representam as medianas dos setores indicados.
Os índices dos setores Indústrias em Geral e Alimentícios foram extraí-dos diretamente das tabelas apresentadas pelo referido autor (médias das medianas).
O próprio autor recomenda que cada empresa compare os índices padrão com os seus índices, individualmente (item 2 – Avaliação de Índices através de Padrões – pág. 198).
Por não ser o escopo do presente trabalho, não apresentamos a tabela com-pleta de “decis”, comparando tão somente os balanços, individualmente e do setor às medianas.
Apêndice 1
Glossário e Nomenclatura
Indicadores Fórmula
Indicadores de Liquidez
Liquidez Geral LG = (AC+RLP)/(PC+ELP)
Liquidez Corrente LC = AC/PC
Liquidez Seca LS = (AC-EST)/PC
Estrutura de Capital
Grau de Endividamento GE = CT/PL Grau de Imobilização do
Patrimônio Líquido GI = (API/PL) Imobilização dos Recursos
de Longo Prazo IRL = (AP/PL + ELP)
Indicadores Econômicos
Margem Líquida ML = (LL/RL)
Rentabilidade do Capital Próprio RC = (LL/PL)
Retorno do Capital Empregado RCE = [(LL+DF)/AT]
Nomenclatura
AC Ativo Corrente
AT Ativo Total
CT Capitais de Terceiros DF Despesas Financeiras ELP Exigível a Longo Prazo
EST Estoque
GA Giro do Ativo
AP Ativo Permanente
API Ativo Permanente Imobilizado
LB Lucro Bruto LC Liquidez Corrente LG Liquidez Geral LL Lucro Líquido LO Lucro Operacional LS Liquidez Seca PC Passivo Circulante
IRL Imobilização dos Recursos de Longo Prazo
PL Patrimônio Líquido
PT Passivo Total
RC Rentabilidade do Capital Próprio ou Patrimônio Líquido
RL Receita Líquida
RLP Realizável a Longo Prazo
Apêndice 2
Relação das Empresas Participantes
Nome da Empresa
1. Abbott Laboratórios do Brasil Ltda
2. Knoll Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda (incorporado pelo Abbott)
3. Aché Laboratórios Farmacêuticos S/A 4. Asta Médica Ltda (incorporado pelo Aché) 5. Alcon Laboratórios do Brasil Ltda
6. Allergan Produtos Farmacêuticos Ltda 7. Apsen Farmacêutica S/A
8. Astrazeneca do Brasil Ltda 9. Aventis Pharma Ltda
10. Hoechst Marion Roussel S/A
(fusão resultando na Aventis Pharma Ltda) 11. Rhodia Farma Ltda
(fusão resultando na Aventis Pharma Ltda) 12. Barrenne Indústria Farmacêutica Ltda 13. Bayer S/A
14. Biosintética Farmacêutica Ltda
15. Bristol-Myers Squibb Farmacêutica Ltda
16. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda 17. Eli Lilly do Brasil Ltda
19. Farmasa – Laboratório Americano de Farmacoterapia S/A 20. FQM Farmoquímica S/A
21. Geyer Medicamentos S/A
22. Indústria Química e Farmacêutica Schering-Plough S/A 23. Infan Indústria Química Farmacêutica Nacional S/A (Hebron) 24. Kley Hertz S/A – Indústria e Comércio
25. Laboratórios B. Braun S/A 26. Laboratórios Pfizer Ltda
27. Laboratórios Sevier do Brasil Ltda 28. Laboratórios Stiefel Ltda
29. Medapi Farmacêutica Ltda (ex-Laob Bioquímicos Ltda) 30. Medley S/A Indústria Farmacêutica
31. Mepha – Investigação, Desenvolvimento e Fabricação Farmacêutica Ltda
32. Novartis Biociências S/A
33. Procter & Gamble do Brasil S/A
34. Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S/A 35. Relthy Laboratórios Ltda
36. Sanofi-Synthelabo Ltda
37. Schering do Brasil Química e Farmacêutica Ltda 38. Serono Produtos Farmacêuticos Ltda
39. Solvay Farma Ltda (ex-Laboratórios Sintofarma S/A) 40. União Química Farmacêutica Nacional S/A
41. Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda 42. Zodiac Produtos Farmacêuticos S/A
Discriminação Ativo Total Ativo Circulante Disponibilidades Créditos Duplicatas a Receber Demais Contas a Receber Sociedades Ligadas Estoques
Outros
Ativo Realizável a Longo Prazo Créditos com Partes Relacionadas Outros Ativo Permanente Investimentos Imobilizado Diferido Passivo Total Passivo Circulante Empréstimos e Financiamentos Debêntures Fornecedores
Impostos, Taxas e Contribuições Dividendos a Pagar
Provisões
Dívidas com Partes Relacionadas Outros
Passivo Exigível a Longo Prazo Empréstimos e Financiamentos Debêntures
Provisões
Dívidas com Partes Relacionadas Outros
Impostos e Contribuições Dividendos a Pagar Demais Contas a Pagar
Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido
Capital Social Realizado Reservas de Capital Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros Lucros/Prejuízos Acumulados R$ 000 5.398.722 2.850.442 247.428 1.184.559 1.172.107 10.755 31.243 1.106.865 282.044 357.021 232.634 124.387 2.191.259 456.132 1.674.347 60.780 5.398.722 1.341.562 173.789 -407.007 159.885 60.908 218.115 55.703 266.155 559.427 300.854 2.607 61.166 141.308 53.492 28.835 -24.657 -3.497.734 1.853.435 304.897 88.520 103.761 1.147.121 AV* 100% 53% 5% 22% 22% 0% 1% 21% 5% 7% 4% 2% 41% 8% 31% 1% 100% 25% 3% 0% 8% 3% 1% 4% 1% 5% 10% 6% 0% 1% 3% 1% 1% 0% 0% 0% 65% 34% 6% 2% 2% 21% AH** 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 0% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 0% 100% 0% 100% 100% 100% 100% 100% 100% R$ 000 7.027.755 4.083.735 324.842 1.656.775 1.643.911 17.776 54.361 1.628.440 414.405 349.415 178.758 170.658 2.594.605 571.955 1.947.410 75.240 7.027.754 2.421.015 398.144 -938.928 199.489 79.649 268.610 234.206 301.989 818.409 427.481 3.290 103.416 159.172 125.050 35.197 -89.853 -3.788.331 1.957.586 312.629 125.265 147.564 1.245.287 AV* 100% 58% 5% 24% 23% 0% 1% 23% 6% 5% 3% 2% 37% 8% 28% 1% 100% 34% 6% 0% 13% 3% 1% 4% 3% 4% 12% 6% 0% 1% 2% 2% 1% 0% 1% 0% 54% 28% 4% 2% 2% 18% AH** 30% 43% 31% 40% 40% 65% 74% 47% 47% -2% -23% 37% 18% 25% 16% 24% 30% 80% 129% 0% 131% 25% 31% 23% 320% 13% 46% 42% 26% 69% 13% 134% 22% 0% 264% 0% 8% 6% 3% 42% 42% 9% R$ 000 6.907.576 3.771.853 206.151 1.755.652 1.626.220 62.489 66.943 1.483.000 327.050 500.296 277.060 223.236 2.635.427 569.736 1.963.094 102.597 6.907.576 2.573.029 682.585 -874.737 202.196 89.470 192.607 261.832 269.602 957.272 447.693 4.023 130.708 219.741 155.107 64.242 -90.865 -3.377.275 1.874.795 280.413 112.602 110.619 998.846 1998 1999 2000
Anexos – Tabelas
Análise Econômico-Financeira das Empresas do Setor Farmacêutico
AV* 100% 55% 3% 25% 24% 1% 1% 21% 5% 7% 4% 3% 38% 8% 28% 1% 100% 37% 10% 0% 13% 3% 1% 3% 4% 4% 14% 6% 0% 2% 3% 2% 1% 0% 1% 0% 49% 27% 4% 2% 2% 14% AH** 28% 32% -17% 48% 39% 481% 114% 34% 16% 40% 19% 79% 20% 25% 17% 69% 28% 92% 293% 0% 115% 26% 47% -12% 370% 1% 71% 49% 54% 114% 56% 190% 123% 0% 269% 0% -3% 1% -8% 27% 7% -13% R$ 000 8.226.831 4.419.461 273.699 2.026.707 1.893.906 62.445 70.356 1.737.050 382.005 692.578 275.255 417.323 3.114.792 579.895 2.199.894 335.003 8.226.831 2.709.751 696.331 -946.551 161.641 63.854 158.557 286.759 396.058 1.540.135 864.971 -215.126 249.171 210.867 106.411 -104.456 -3.976.945 2.551.729 302.419 215.197 109.158 798.442 AV* 100% 54% 3% 25% 23% 1% 1% 21% 5% 8% 3% 5% 38% 7% 27% 4% 100% 33% 8% 0% 12% 2% 1% 2% 3% 5% 19% 11% 0% 3% 3% 3% 1% 0% 1% 0% 48% 31% 4% 3% 1% 10% AH** 52% 55% 11% 71% 62% 481% 125% 57% 35% 94% 18% 236% 42% 27% 31% 451% 52% 102% 301% 0% 133% 1% 5% -27% 415% 49% 175% 188% -100% 252% 76% 294% 269% 0% 324% 0% 14% 38% -1% 143% 5% -30% R$ 000 9.192.490 5.100.953 543.578 1.976.560 1.818.398 81.463 77.093 2.027.078 553.343 911.463 330.533 580.930 3.180.074 539.245 2.460.933 179.896 9.192.490 3.263.798 988.968 -1.111.083 186.782 35.269 202.119 260.093 479.484 2.150.249 1.299.623 -268.866 341.601 240.159 129.480 -110.679 -3.778.443 3.159.487 284.341 237.776 60.226 36.613 AV* 100% 55% 6% 22% 20% 1% 1% 22% 6% 10% 4% 6% 35% 6% 27% 2% 100% 36% 11% 0% 12% 2% 0% 2% 3% 5% 23% 14% 0% 3% 4% 3% 1% 0% 1% 0% 41% 34% 3% 3% 1% 0% AH** 70% 79% 120% 67% 55% 657% 147% 83% 96% 155% 42% 367% 45% 18% 47% 196% 70% 143% 469% 0% 173% 17% -42% -7% 367% 80% 284% 332% -100% 340% 142% 349% 349% 0% 349% 0% 8% 70% -7% 169% -42% -97% 2000 2001 2002 R$ 000 9.233.046 5.152.676 478.780 2.133.191 2.016.730 140.406 45.389 1.890.885 580.486 828.050 250.180 577.871 3.252.320 360.904 2.449.059 442.358 9.233.046 3.387.352 897.548 -1.096.056 308.744 80.252 242.825 427.557 334.370 1.692.117 832.172 -356.618 207.590 295.738 206.223 -89.515 -4.153.576 3.561.180 433.013 230.683 76.099 (147.400) AV* 100% 56% 5% 23% 22% 2% 0% 20% 6% 9% 3% 6% 35% 4% 27% 5% 100% 37% 10% 0% 12% 3% 1% 3% 5% 4% 18% 9% 0% 4% 2% 3% 2% 0% 1% 0% 45% 39% 5% 2% 1% -2% AH** 71% 81% 94% 80% 72% 1205% 45% 71% 106% 132% 8% 365% 48% -21% 46% 628% 71% 152% 416% 0% 169% 93% 32% 11% 668% 26% 202% 177% -100% 483% 47% 453% 615% 0% 263% 0% 19% 92% 42% 161% -27% -113% 2003
Discriminação
Receita Bruta e/ou Vendas de Serviços Deduções de Receita Bruta Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços
Custos de Bens e/ou Serviços Vendidos Resultado Bruto Despesas/Receitas Operacionais Com Vendas Gerais e Administrativas Financeiras Receitas Financeiras Despesas Financeiras Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais Resultado da Equivalência Patrimonial Resultado Operacional Resultado Não-Operacional Receitas Despesas Resultado Antes Tributação/Participações Provisão para IR e Contribuição Social Lucro/Prejuízo do Exercício R$ 000 9.212.068 (2.411.935) 6.800.133 (3.087.898) 3.712.235 (2.794.978) (2.109.383) (459.640) (198.383) 66.259 (264.642) 58.561 (136.975) 50.843 917.257 (6.430) 46.084 (52.514) 910.828 (255.332) 655.496 AV* 0% 0% 100% -45% 55% -41% -31% -7% -3% 1% -4% 1% -2% 1% 13% 0% 1% -1% 13% -4% 10% AH** 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% R$ 000 11.304.978 (2.982.188) 8.322.790 (4.042.105) 4.280.684 (3.401.509) (2.463.068) (557.192) (252.203) 357.633 (609.836) 48.039 (213.509) 36.424 879.176 (58.358) 62.515 (120.873) 820.818 (250.819) 569.999 AV* 0% 0% 100% -49% 51% -41% -30% -7% -3% 4% -7% 1% -3% 0% 11% -1% 1% -1% 10% -3% 7% AH** 23% 24% 22% 31% 15% 22% 17% 21% 27% 440% 130% -18% 56% -28% -4% 808% 36% 130% -10% -2% -13% R$ 000 11.369.625 (3.174.349) 8.195.276 (4.184.874) 4.010.402 (3.719.223) (2.611.429) (747.314) (357.266) 80.778 (438.044) 140.674 (144.437) 549 291.179 (49.166) 39.058 (88.224) 242.013 (115.737) 126.276 1998 1999 2000
Análise Econômico-Financeira das empresas do Setor Farmacêutico
AV* 0% 0% 100% -51% 49% -45% -32% -9% -4% 1% -5% 2% -2% 0% 4% -1% 0% -1% 3% -1% 2% AH** 23% 32% 21% 36% 8% 33% 24% 63% 80% 22% 66% 140% 5% -99% -68% 665% -15% 68% -73% -55% -81% R$ 000 12.083.457 (3.195.824) 8.887.633 (4.817.868) 4.069.765 (3.999.334) (2.678.903) (775.655) (433.439) 97.004 (530.443) 66.538 (158.822) (19.053) 70.431 (69.616) 74.369 (143.985) 815 (67.892) (67.077) AV* 0% 0% 100% -54% 46% -45% -30% -9% -5% 1% -6% 1% -2% 0% 1% -1% 1% -2% 0% -1% -1% AH** 31% 33% 31% 56% 10% 43% 27% 69% 118% 46% 100% 14% 16% -137% -92% 983% 61% 174% -100% -73% -110% R$ 000 13.067.556 (3.416.495) 9.651.061 (5.170.018) 4.481.043 (4.804.989) (2.785.296) (1.138.411) (763.747) 226.603 (990.350) 91.506 (138.151) (70.890) (323.946) (96.303) 134.512 (230.815) (420.249) (36.646) (456.895) AV* 0% 0% 100% -54% 46% -50% -29% -12% -8% 2% -10% 1% -1% -1% -3% -1% 1% -2% -4% 0% -5% AH** 42% 42% 42% 67% 21% 72% 32% 148% 285% 242% 274% 56% 1% -239% -135% 1398% 192% 340% -146% -86% -170% 2000 2001 2002 R$ 000 14.661.910 (4.088.262) 10.573.648 (5.908.847) 4.664.800 (4.404.159) (3.332.831) (825.635) (254.945) 224.116 (479.061) 168.253 (143.408) (15.593) 260.641 (51.822) 38.943 (90.765) 208.819 (159.183) 49.636 AV* 0% 0% 100% -56% 44% -42% -32% -8% -2% 2% -5% 2% -1% 0% 2% 0% 0% -1% 2% -2% 0% AH** 59% 70% 55% 91% 26% 58% 58% 80% 29% 238% 81% 187% 5% -131% -72% 706% -15% 73% -77% -38% -92% 2003
Discriminação
Indicadores Financeiros Liquidez Geral
Liquidez Geral - Indústrias em Geral Liquidez Geral - Indústrias Alimentícias Liquidez Geral Padrão
Liquidez Corrente
Liquidez Corrente - Indústrias em Geral Liquidez Corrente - Indústrias Alimentícias Liquidez Corrente Padrão
Liquidez Seca
Liquidez Seca - Indústrias em Geral Liquidez Seca - Indústrias Alimentícias Liquidez Seca Padrão
Grau de Endividamento
Grau de Endividamento - Indústrias em Geral Grau de Endividamento - Indústrias Alimentícias Grau de Endividamento Padrão
Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido Grau Imob. Patrim. Líquido - Indústrias em Geral Grau Imob. Patrim. Líquido - Indústrias Alimentícias Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido Padrão Imobilização dos Recursos de Longo Prazo
Imobilização dos Recursos de Longo Prazo - Indústrias em Geral Imobilização dos Recursos de Longo Prazo - Indústrias Alimentícias Imobilização dos Recursos de Longo Prazo Padrão
Indicadores Econômicos Margem Líquida
Margem Líquida - Indústrias em Geral Margem Líquida - Indústrias Alimentícias Margem Líquida Padrão
Rentabilidade do Capital Próprio
Rentabilidade Capital Próprio - Indústrias em Geral Rentabilidade Capital Próprio - Indústrias Alimentícias Rentabilidade do Capital Próprio Padrão
Retorno do Capital Empregado
Retorno Capital Empregado - Indústrias em Geral Retorno Capital Empregado - Indústrias Alimentícias Retorno do Capital Empregado Padrão
Giro do Ativo
Giro do Ativo - Indústrias em Geral Giro do Ativo - Indústrias Alimentícias Giro do Ativo Padrão
Margem de Contribuição IPCA - Acumulado IPA - Acumulado Variação US$ - Nominal Câmbio Real (Cesta de Moedas)
Legenda LG LG - IG LG - IA Padrão LC LC - IG LC - IA Padrão LS LS - IG LS - IA Padrão GE GE - IG GE - IA Padrão GI GI - IG GI - IA Padrão IRL IRL - IG IRL - IA Padrão ML ML - IG ML - IA Padrão RC RC - IG RC - IA Padrão RCE RCE - IG RCE - IA Padrão GA GA - IG GA - IA Padrão MC IPCA IPA US$ Cesta Moedas Indicadores Econômico-Financeiros
1998 1,69 0,79 0,92 1,14 2,12 0,97 1,12 1,29 1,30 0,57 0,67 0,82 54,3% 54,3% 70,8% 136,0% 47,9% 100,0% 103,3% 77,0% 54,0% 85,3% 85,3% 66,0% 9,6% 1,5% 1,3% 3,1% 18,7% -1,3% 0,3% 14,0% 7,2% 0,2% 1,3% 4,1% 1,26 0,60 1,03 1,26 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1999 1,37 0,79 0,92 1,14 1,69 0,97 1,12 1,29 1,01 0,57 0,67 0,82 85,5% 54,3% 70,8% 136,0% 51,4% 100,0% 103,3% 77,0% 56,3% 85,3% 85,3% 66,0% 6,8% 1,5% 1,3% 3,1% 15,0% -1,3% 0,3% 14,0% -0,6% 0,2% 1,3% 4,1% 1,18 0,60 1,03 1,26 1,15 1,09 1,29 1,53 1,03 2000 1,21 0,79 0,92 1,14 1,47 0,97 1,12 1,29 0,89 0,57 0,67 0,82 104,5% 54,3% 70,8% 136,0% 58,1% 100,0% 103,3% 77,0% 60,8% 85,3% 85,3% 66,0% 1,5% 1,5% 1,3% 3,1% 3,7% -1,3% 0,3% 14,0% -4,5% 0,2% 1,3% 4,1% 1,19 0,60 1,03 1,26 1,08 1,15 1,44 1,63 0,86 2001 1,20 0,79 0,92 1,14 1,63 0,97 1,12 1,29 0,99 0,57 0,67 0,82 106,9% 54,3% 70,8% 136,0% 55,3% 100,0% 103,3% 77,0% 56,5% 85,3% 85,3% 66,0% -0,8% 1,5% 1,3% 3,1% -1,7% -1,3% 0,3% 14,0% -7,3% 0,2% 1,3% 4,1% 1,08 0,60 1,03 1,26 1,10 1,24 1,62 1,96 0,95 2002 1,11 0,79 0,92 1,14 1,56 0,97 1,12 1,29 0,94 0,57 0,67 0,82 143,3% 54,3% 70,8% 136,0% 65,1% 100,0% 103,3% 77,0% 53,6% 85,3% 85,3% 66,0% -4,7% 1,5% 1,3% 3,1% -12,1% -1,3% 0,3% 14,0% -15,7% 0,2% 1,3% 4,1% 1,05 0,60 1,03 1,26 1,21 1,40 2,19 3,01 1,06 2003 1,18 0,79 0,92 1,14 1,52 0,97 1,12 1,29 0,96 0,57 0,67 0,82 122,3% 54,3% 70,8% 136,0% 59,0% 100,0% 103,3% 77,0% 55,6% 85,3% 85,3% 66,0% 0,5% 1,5% 1,3% 3,1% 1,2% -1,3% 0,3% 14,0% -4,7% 0,2% 1,3% 4,1% 1,15 0,60 1,03 1,26 1,26 1,53 2,33 2,43 0,93 Resumo do Setor
Liquidez Geral 2,00 1,50 1,00 0,50 LG LG - IG LG - IA Padrão 1998 1,69 0,79 0,92 1,14 1999 1,37 0,79 0,92 1,14 2000 1,21 0,79 0,92 1,14 2001 1,20 0,79 0,92 1,14 2002 1,11 0,79 0,92 1,14 2003 1,18 0,79 0,92 1,14 Liquidez Corrente 2,00 1,50 1,00 0,50 LC LC - IG LC - IA Padrão 1998 2,12 0,97 1,12 1,29 1999 1,69 0,97 1,12 1,29 2000 1,47 0,97 1,12 1,29 2001 1,63 0,97 1,12 1,29 2002 1,56 0,97 1,12 1,29 2003 1,52 0,97 1,12 1,29 2,50
Liquidez Seca 1,50 1,00 0,50 LS LS - IG LS - IA Padrão 1998 1,30 0,57 0,67 0,82 1999 1,01 0,57 0,67 0,82 2000 0,89 0,57 0,67 0,82 2001 0,99 0,57 0,67 0,82 2002 0,94 0,57 0,67 0,82 2003 0,96 0,57 0,67 0,82 Grau de Endividamento 0,0% GE GE - IG GE - IA Padrão 1998 54,3% 54,3% 70,8% 136,0% 1999 85,5% 54,3% 70,8% 136,0% 2000 104,5% 54,3% 70,8% 136,0% 2001 106,9% 54,3% 70,8% 136,0% 2002 143,3% 54,3% 70,8% 136,0% 2003 122,3% 54,3% 70,8% 136,0% 60,0% 40,0% 20,0% 80,0% 140,0% 120,0% 100,0% 160,0%
Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido 0,0% GI GI - IG GI - IA Padrão 1998 47,9% 100,0% 103,3% 77,0% 1999 51,4% 100,0% 103,3% 77,0% 2000 58,1% 100,0% 103,3% 77,0% 2001 55,3% 100,0% 103,3% 77,0% 2002 65,1% 100,0% 103,3% 77,0% 2003 59,0% 100,0% 103,3% 77,0% 60,0% 40,0% 20,0% 80,0% 120,0% 100,0%
Imobilização dos Recursos de Longo Prazo
0,0% IRL IRL - IG IRL - IA Padrão 1998 54,0% 85,3% 85,3% 66,0% 1999 56,3% 85,3% 85,3% 66,0% 2000 60,8% 85,3% 85,3% 66,0% 2001 56,5% 85,3% 85,3% 66,0% 2002 53,6% 85,3% 85,3% 66,0% 2003 55,6% 85,3% 85,3% 66,0% 60,0% 40,0% 20,0% 80,0% 100,0%
Margem Líquida -10,0% ML ML - IG ML - IA Padrão 1998 9,6% 1,5% 1,3% 3,1% 1999 6,8% 1,5% 1,3% 3,1% 2000 1,5% 1,5% 1,3% 3,1% 2001 -0,8% 1,5% 1,3% 3,1% 2002 -4,7% 1,5% 1,3% 3,1% 2003 0,5% 1,5% 1,3% 3,1% 5,0% 0,0% -5,0% 10,0% 15,0%
Rentabilidade do Capital Próprio
-20,0% RC RC - IG RC - IA Padrão 1998 18,7% -1,3% 0,3% 14,0% 1999 15,0% -1,3% 0,3% 14,0% 2000 3,7% -1,3% 0,3% 14,0% 2001 -1,7% -1,3% 0,3% 14,0% 2002 -12,1% -1,3% 0,3% 14,0% 2003 1,2% -1,3% 0,3% 14,0% 10,0% 0,0% -10,0% 20,0% 30,0%
Retorno do Capital Empregado -20,0% RCE RCE - IG RCE - IA Padrão 1998 7,2% 0,2% 1,3% 4,1% 1999 -0,6% 0,2% 1,3% 4,1% 2000 -4,5% 0,2% 1,3% 4,1% 2001 -7,3% 0,2% 1,3% 4,1% 2002 -15,7% 0,2% 1,3% 4,1% 2003 -4,7% 0,2% 1,3% 4,1% -5,0% -10,0% -15,0% 0,0% 5,0% 10,0% Giro do Ativo -GA GA - IG GA - IA Padrão 1998 1,26 0,60 1,03 1,26 1999 1,18 0,60 1,03 1,26 2000 1,19 0,60 1,03 1,26 2001 1,08 0,60 1,03 1,26 2002 1,05 0,60 1,03 1,26 2003 1,15 0,60 1,03 1,26 1,00 0,50
IPCA e IPA Acumulados x Margem de Contribuição -MC IPA IPCA 1998 1,00 1,00 1,00 1999 1,15 1,29 1,09 2000 1,08 1,44 1,15 2001 1,10 1,62 1,24 2002 1,21 2,19 1,40 2003 1,26 2,33 1,53 1,00 0,50 1,50 2,00 2,50
Comparativo Variação US$ Nominal x Câmbio Real (Cesta de Moedas)
-US$ Cesta Moedas 1998 1,00 1,00 1999 1,53 1,03 2000 1,63 0,86 2001 1,96 0,95 2002 3,01 1,06 2003 2,43 0,93 1,20 0,60 1,80 2,40 3,00 3,60