TÍTULO: A CONSTRUÇÃO DO IDEAL SANATORIAL EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS NO INÍCIO DO SÉCULO XX
TÍTULO:
CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:
SUBÁREA: HISTÓRIA SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): STEFAN ARTUR GERZOSCHKOWITZ PINHEIRO AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): VALÉRIA REGINA ZANETTI ORIENTADOR(ES):
COLABORADOR(ES): PROFª DRª MARIA APARECIDA PAPALI COLABORADOR(ES):
A CONSTRUÇÃO DO IDEAL SANATORIAL EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS NO INÍCIO DO SÉCULO XX1
RESUMO
A tuberculose, antes representada de forma romantizada nos poemas do inicio do século XIX, passa a representar uma ameaça à ordem social, notavelmente no momento da acessão do capitalismo e do projeto econômico liberal, estabelecendo assim, uma nova dinâmica urbana baseada na segregação e isolamento da “classe perigosa” nos sanatórios para tratamento da tuberculose. Este trabalho tem como objetivo destacar as discussões sobre a construção do ideal de cidade sanatorial para São José dos Campos, de forma a entender como o ar da cidade era visto como curativo, mesmo com estudos especializados comprovando o contrário e como a representação social da tuberculose trabalhou na construção de um pensamento contrário ao ideal sanatorial para São José dos Campos, que começa a ser pensado após 1920. Destaca a importância dos almanaques como fonte de pesquisa histórica. Para tanto, serão utilizadas análise de práticas discursivas do Almanaque de São José dos Campos do ano de 1922 como fonte primária principal.
INTRODUÇÃO
A cidade de São José dos Campos, localizada a leste da capital do estado de São Paulo, no Médio Vale do Paraíba, possui uma área de 1.102 km2, sendo 294 km2 correspondentes ao perímetro urbano. Dados do último censo do IBGE mostram que em 2010, o município possuía 629.921 habitantes, sendo 98% relativos à população urbana. Na última década, o município apresentou um crescimento econômico semelhante ao ocorrido nos anos de 1970, quando passou a figurar entre as maiores cidades do País.
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Esta pesquisa faz parte do Projeto “Memória da fase sanatorial em São José dos Campos e Campos do Jordão/SP (1920-1960)”, desenvolvido pela Profa Dra Valéria Zanetti, com patrocínio da Fapesp, Processo 2014/11849-0.
Mapa 1: Região Administrativa de São José dos Campos Fonte: http://www.igc.sp.gov.br/
Desde a década de 1970 o município de São José dos Campos tem se configurado como um polo científico e tecnológico formador de mão de obra especializada, o que viabilizou a instalação de empresas nacionais de base tecnológica nos ramos aeroespacial, bélico, eletrônico, automobilístico, farmacêutico e de telecomunicações, com destaque para a Embraer, General Motors, Johnsons & Johnsons, Avibras (São José em Dados, 2012).
O processo de industrialização fez com que São José experimentasse intenso crescimento demográfico, que acelerou a sua urbanização. O setor industrial de São José dos Campos tem se caracterizado diversificado e em ampliação, destacando-se no cenário nacional por apredestacando-sentar três fortes destacando-segmentos de empresas e respectivas cadeias produtivas: o automotivo, o petrolífero e o aeroespacial. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de 2011, colocam São José dos Campos em terceiro lugar no ranking de exportação no estado e em sétimo no país (Idem)
Essa cidade, próspera no presente, viveu um passado cheio de dificuldades, que nada a diferenciava das cidades mortas do vale do Paraíba, decadentes com a crise do café. Ao contrário das cidades vizinhas, como Jacareí e Taubaté, São José dos Campos não colheu os frutos da produção cafeeira no período escravista. Na segunda metade do século XIX enquanto os municípios do entorno se destacavam pela produção cafeeira, São José registrava uma baixa produção com uma discreta parcela de sua população voltada à agricultura. Segundo a pesquisadora Valéria Zanetti (2012:49), “apesar das dificuldades de produção, o café, em termos joseenses, ainda era a atividade que rendia maior dividendo”.
As discussões políticas em São José dos Campos no final do século XIX e início do XX giravam em torno de saídas que melhorassem a situação econômica da cidade. Nesse momento, em meio à busca por alternativas, surgem rumores sobre a propriedade curativa do ar da pobre cidade valeparaibana (LESSA apud ZANETTI, 2012), o que atraiu a atenção de pessoas acometidas pela tuberculose, doença responsável por boa parcela da causa mortis na época. Sustentada pela climatoterapia, indicada como medida terapêutica para tratamento da tuberculose, a vida da cidade passou a se reanimar.
Setores ligados à prestação de serviços hospitalares passaram a dar o tom da economia da cidade, que teve sua paisagem urbana modificada e constituída por sanatórios, hospitais, pensões e repúblicas para atender a enorme demanda de tuberculosos que buscavam a cidade para tratamento. Essa característica que o município vai adquirindo no início do século XX, atrelada à política de interiorização e desconcentração dos problemas da metrópole empreendida por Getulio Vargas na década de 1930, fez do município de São José dos Campos uma importante Estância Climática do Estado de São Paulo.
Uma análise profunda do Almanach de São José dos Campos para o ano de 1922, repleto de propaganda de estabelecimentos, produtos e personalidades do município (Figura 1), nos permite perceber as formas e recursos que foram utilizados para a propagação da ideia que passaria a mover a vida e economia da cidade, a de que “o ar da cidade curava”.
Figura 1: Capa do Almanach de São José dos Campos para 1922. Fonte: Acervo Pró-Memória São José dos Campos/Laboratório de Pesquisa e
Para análise do contexto histórico de uma cidade, os almanaques são de extrema importância. Segundo Maria Coleta Oliveira,
os Almanaques se propõe a informar sobre as características da vida social e econômica das localidades registrando, muitas vezes com indisfarçável tom ufanista, o cotidiano das cidades do interior paulista. Ao lado de apontar o que de novo acontecia no município, faz parte do estilo dessas publicações um inventário de quem é quem no cenário social e econômico das localidades, arrolando os nomes dos titulares de negócios, instituições e apontando os responsáveis por empreendimentos, de natureza privada ou coletiva, que marcaram a vida local em dado momento (in: MEYER, 2001:23). Os Almanaques apresentam um panorama das diversas atividades realizadas na cidade possibilitando, por meio de uma análise crítica, um entendimento do cotidiano da cidade além de nos aproximarmos das transformações sociais e urbanas que ocorreram nas cidades do interior paulista no final do século XIX (in: MEYER, 2001). Dessa forma, a análise do conteúdo dos Almanach de São José dos Campos para 1922 é de suma importância para a compreendermos como se deu a constituição do ideal sanatorial joseense.
OBJETIVOS:
Procura-se analisar como se deu a constituição do ideal sanatorial joseense, procurando entender como foi construída a ideia das condições terapêuticas do clima, a despeito de estudos de institutos especializados não comprovarem tal hipótese. Destacando a importância dos almanaques como fonte de pesquisa histórica, pretende-se mostrar que os Almanaques da cidade de São Jose dos Campos (1905, 1922, 1924, 1935) cumpriram o papel de difundir as condições apropriadas da cidade para atendimento de doentes da tuberculose.
METODOLOGIA
O estudo se insere no campo da História social, com ênfase no domínio da história cultural. Utilizou-se da análise das práticas discursivas para o entendimento de como as ideias são criadas, tendo o Almanaque de São José dos Campos para o ano de 1922, como fonte primária principal.
DESENVOLVIMENTO
O almanaque, ao primeiro olhar, parece ser um impresso simples, ilustrado com imagens e figuras. Um olhar meticuloso permite-nos perceber que as imagens e
textos, aparentemente despretensiosos, estão, na verdade, impregnados de significados, cheios de sentidos, e carregados de valores. Mais que informar, ambiciona que o leitor penetre num universo diferenciado que mais se nos oferece à análise.
Encontra-se, em BOLLÈME (1986), a que veio os almanaques:
Ilustrado com signos, figuras, imagens, o Almanaque dirige-se aos analfabetos e a quem lê pouco. Reúne e oferece um saber para todos: astronômico, com os eclipses e a fase da lua; religioso e social, com as festas e especialmente as festas dos santos que dão lugar aos aniversários no seio das famílias; científico e técnico, com conselhos sobre os trabalhos agrícolas, a medicina, a higiene; histórico com as cronologias, os grandes personagens, os acontecimentos históricos ou anedóticos; utilitário, com a indicação das feiras, das chegadas e partidas dos correios; literário, com anedotas, fábulas, contos; e finalmente astrológico. Na sua forma popular interessa sobretudo ao pastor e ao camponês (Bollème, 1986).
É a esse público que foram destinadas as edições dos almanaques de São José dos Campos. Os discursos contidos no Almanach de São José dos Campos para 1922 nos apresentam a ideia de que a cidade estava bem situada regionalmente e que mesmo sem um cultivo prospero de café, possuía uma rica estrutura natural (ZANETTI, 2008). Domiciano Pereira apresenta São José dos Campos como
um meio cheio de vida (...) A terra, como qualquer ser vivente, é uma machina transformadora e exige como qualquer outra machina viva e motora, a força e combustível", embora reconheça o autor que "o adubo e o amanho do solo são elementos indispensáveis à sua fertilidade (Almanaque de 1922: 14).
Segundo ZANETTI (2008), “São José dos Campos aparecia como a cidade que prometia crescimento invejável” (ZANETTI, 2008:52). Paralelamente aos discursos legitimadores da prosperidade das terras joseenses, encontramos uma série de textos propagandistas de médicos e clínicas especializadas no tratamento de doenças respiratórias. Os anúncios enfatizavam a conduta profissional e moral dos médicos. Como, por exemplo, na descrição saudosista ao Dr. João Guilhermino, que segundo MONTEIRO (1922) “dignificou a medicina como os que mais a tenham
honrado, fazendo um verdadeiro apostolado de caridade de sua excelsa profissão (MONTEIRO, 1922:71)”
Nesse momento podemos encontrar, dentro da incansável busca pela saída da crise, os idealizadores de uma São José dos Campos Sanatorial inflamados pelas teorias europeias contemporâneas. ZANETTI (2008) apresenta que no contexto europeu, a França contava com Gustave Le Bon, criador da Psicologia social, que discutia o papel das mídias na criação do consentimento. A partir dai, amparados por todo referencial teórico, os políticos joseenses encontram uma saída para influenciar e conseguir apoio da população na construção do projeto sanatorial. A mídia se torna indispensável para a aceitação de um modelo sanatorial para São José dos Campos. A representação social da tuberculose e do tuberculoso se torna um grande problema para a realização do projeto sanatorial.
No início do século XIX, a tuberculose causa certo encantamento devido a forma que o romantismo apresentava. Nesse momento, a tuberculose é utilizada pelos literários como uma expressão de desilusão com a vida social, ROSEMBERG (1999) afirma que podemos encontrar figuras de destaque não somente na literatura, evidencia que nas principais enciclopédias podemos encontrar a presença de “16 reis e imperadores, duas rainhas, 53 com titulagem de nobreza, 101 escritores, 110 poetas, 40 cientistas, 8 filósofos, 16 músicos, 9 pintores e 9 santos católicos” (ROSEMBERG, 1999:7). O pensamento romântico do século XIX redefiniu também os padrões estéticos. O estado tuberculoso reforçou a beleza e a sensualidade feminina (BERTOLLI FILHO, 2001):
A tez pálida, os olhos lacrimejantes, as faces rosadas e a rouquidão da voz davam destaque aos corpos lânguidos, à alvura dos dentes e à tonalidade dos cabelos, tornando os „anjos tísicos‟ modelos da estética feminina cultuada pelos românticos, sendo que as mulheres que correspondessem a este perfil eram situadas como objetos máximos dos desejos masculinos (BERTOLLI FILHO, 2001:46).
A partir da segunda metade do século XIX, a representação social da tuberculose e do tuberculoso tem sua mais significativa transformação. É durante a consolidação do capitalismo que a representação da doença deixa o romantismo de lado e passa a assumir um caráter preconceituoso e pejorativo em relação a representação do
doente. Nesse momento a tuberculose passa a ser relacionada à cortesã e ao boêmio, significando o rompimento com os padrões sociais da época. A burguesia passa a valorizar a saúde do corpo social com a intenção de manter sua hegemonia por meio de seu projeto econômico liberal, passando a realizar mudanças significativas no espaço urbano com a intenção de embeleza-lo e torna-lo salubre, facilitando assim a realização de seus ideais capitalistas. Nesse período, se inicia uma luta contra a tuberculose e o tuberculoso. SONTAG (2007) nos apresenta que no início do século XIX, quando se indicava que o melhor tratamento para a tuberculose era um clima melhor, os inúmeros destinos indicados para o possível tratamento da doença representavam a rejeição da cidade. BERTOLLI FILHO (2001) evidencia que:
Se a Inglaterra foi o berço da concepção segundo a qual a doença poderia ser limitada por meio da atuação dos dispensários, o modelo germânico chamou mais a atenção, já que o governo alemão dirigiu desde 1892 a instalação de uma rede sanatorial, custeada pelos fundos criados pelos trabalhadores.
Mas foi somente no século XIX que a tuberculose ocupou lugar de destaque na sociedade brasileira, ao contaminar grande parte da classe trabalhadora que se aglomerava nos cortiços pelas grandes capitais estaduais, que no início do século XX estavam aderindo ao sistema econômico capitalista. ZANETTI (2008) afirma que:
Com os trabalhos do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) e com a ação da Inspetoria de Profilaxia da Tuberculose, criados em 1920, passava-se a adotar medidas profiláticas, assim como a notificação da doença, o isolamento e a desinfecção (ZANETTI, 2008:29)
No Almanach de São José dos Campos para 1922, contém um texto produzido por Elisiário de Mello Bonilla que “inicia uma discussão sobre a ciência e a fé enunciada a partir da teoria da crítica da razão prática de Kant” (ZANETTI, 2008:54).
Figura 2: A Fraqueza da incredulidade: Elisário Bonilha Fonte: Acervo Pró-Memória São José dos Campos
Bonilha, cirurgião dentista, tem um pé na ciência e outro na religião. A fé, no seu texto, extrapola as potencialidades da ciência. Esta, no seu olhar, apesar de pródiga, não consegue responder às grandes questões da humanidade. A frase “A ciência nada explica da obra maravilhosa da criação” e “A ciência não repele a fé”, questões discutidas com referencia a grandes nomes da filosofia (Kant) e da psicologia social (Eugene Bolene) nos faz refletir se realmente os almanaques eram destinados a um público pouco versado em teorias.
O certo é que esse texto suscita discussões e nos faz entrever que, entre imagens e ilustrações, o discurso esboça novos contornos para o município.
RESULTADOS
O estudo nos permitiu perceber como se deu a constituição do ideal sanatorial joseense e entender como foi construída a ideia de que o ar da cidade era propício para o tratamento da tuberculose. Destacou-se, também, a importância dos almanaques como fonte de pesquisa histórica, notadamente os Almanaques da cidade de São Jose dos Campos (1905, 1922, 1924, 1935) que cumpriram o papel de difundir as condições apropriadas da cidade para atendimento de doentes da tuberculose e tirar a cidade do marasmo pelo qual passava com a crise do café no início do século XX.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os almanaques cumpriram no início do século XX, o mesmo papel que as grandes revistas cumprem hoje. Se hoje as revistas cobrem o país, chegando aos povoados mais distantes, o almanaque teve o mesmo papel no âmbito regional. Nos almanaques impressos no Vale do Paraíba Paulista na primeira metade do século XX, encontramos diversas propagandas relacionadas a comerciantes e figuras importantes de outras cidades do Vale do Paraíba, por exemplo, Jacareí e Taubaté. Sua linguagem acessível e suas ilustrações eram de fácil entendimento para a população joseense que, em grande parte, era rural e com pouco ou nenhum estudo.
No caso dos tuberculosos, os almanaques impressos em São José dos Campos, podem ter contribuído efetivamente para a instalação desses doentes na cidade. Na época, o trânsito dos tuberculosos entre a capital e o interior era feito muitas vezes de trem. Ao chegar a São José dos Campos para descansar e retomar a viagem para Campos do Jordão no dia seguinte, muitos se deparavam com os almanaques da cidade, que continham diversas propagandas relacionadas às propriedades curativas do ar, além de propagandas de médicos, pensões e medicamentos milagrosos que prometiam a cura da tuberculose e de outras moléstias pulmonares. Os abastados seguiam viagem em direção à estância climática de Campos do Jordão, polo de tratamento da tuberculose oficialmente instituído pelo governo do estado de São Paulo em 1920, localizada em região de alta altitude. Já a população de baixos recursos acabava ficando pelo caminho, na pobre, mas acolhedora cidade de São José dos Campos. Estes que ficam atraem outros e a história da estância climática de São José dos Campos, em região de média altitude, vai ganhando força, a ponto do governo do estado oficializar a sua condição em 1935, apesar das precárias condições higiênicas do município.
FONTES CONSULTADAS
BERTOLLI FILHO, Claudio. História social da tuberculose e do tuberculoso:
1900-1950. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2001.
BOLLÈME, G. O povo por escrito. São Paulo: Martins Fontes, 1986.
MEYER, Marlyse (org.). Do almanak aos almanaques. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
MONTEIRO, Napoleão. Almanach de São José dos Campos para 1922.
ROSEMBERG, José. Tuberculose - Aspectos históricos, realidades, seu
romantismo e transculturação. Bol. Pneumol. Sanit., Rio de Janeiro , v. 7,n. 2,
dez. 1999 Disponível em
<http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103 460X1999000200002&lng=pt&nrm=iso>. acesso em 10 ago. 2015.
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, Prefeitura Municipal de. São José em Dados. 2012. SONTAG, Susan. Doença como metáfora/AIDS e suas metáforas. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
ZANETTI, Valéria. Cidade e identidade: São José dos Campos, do peito e dos
ares. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em História Social, Pontifícia