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ETA-PPC Canto 2014- I

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Academic year: 2021

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E

TECNOLÓGICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES

ESCOLA TÉCNICA DE ARTES

PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO TÉCNICO EM CANTO – ENSINO SUBSEQUENTE

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I . IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

IES Universidade Federal de Alagoas

Unidade de Ensino Escola Técnica de Artes/ICHCA Nome do Curso Curso Técnico em Canto

Modalidade Presencial

Grande Área Artes/Música 80300006 Área específica Canto 80303048

Título ofertado Técnico em Canto Portaria de reconhecimento

Turno Diurno – Vespertino

Regime Acadêmico Semestral Carga Horária Total 905 h

Duração mínima 4 semestres letivos (dois anos) Duração máxima 6 semestres letivos (três anos)

Semanas letivas 15 semanas (mínimo) – 17 semanas (máximo) Vagas Práticas Interpretativas: Canto: 12 vagas

Perfil O Técnico em Canto deve apresentar condições e habilidades vocais para a sua prática musical, possuindo assim condições técnicas suficientes para desempenhar o seu papel de musicista com capacidade para ingressar no mercado de trabalho.

Campo de atuação Canto - Cantor solista (música de câmara, cantata, oratório), integrante de grupos corais e/ou corais líricos (teatro de ópera) e/ou trabalho com técnica vocal além da possibilidade de ingressos em grupos de música popular ou musicais (teatro).

Equipe de Formulação e formatação do Projeto

Prof. Msc. Nilton da Silva Souza, Profa. Claudiana Rose Melo Ferreira Almeida; Profa. Esp. Miran de Melo Abs; Prof. Msc. Mario Luiz Marochi Junior, Prof. Dr. José Eduardo Rolim de Moura Xavier da Silva, Prof. Ms. Fagner Magrinelli Rocha, Msc.Thiago José Andrade Nascimento – TAE.

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SUMÁRIO

I Identificação do Curso...4

1 Introdução...5

2 Justificativa e Objetivos do Curso...8

2.1 Justificativa...8

2.2 Objetivos...10

3 . Requisitos e formas de acesso...10

4 Perfil profissional de conclusão...11

5 Organização Curricular...12

5.1 Estrutura geral do Curso...12

5.2 Curso Básico de Canto...14

5.3 Ordenamento Curricular do Curso Básico...15

5.4 Áreas...16 5.5 Canto Erudito...17 5.6 Canto Popular...18 5.7 Desenho Curricular...20 5.7.1 Ordenamento Curricular...20 5.8 Canto Erudito...20 5.9 Canto Popular...21 5.10 Disciplinas Eletivas...23 5.11 Canto Erudito...23 5.12 Canto Popular...23 5.13 Pré-requisitos...24 5.14 Equivalência...25

6 Critérios de aproveitamento de conhecimentos e experiências anteriores...26

7 Critérios e procedimentos de Avaliação...28

7.1 Atividades complementares...30

8 Biblioteca, instalações e Equipamentos...31

9 Perfil do Pessoal Docente e Técnico...31

10 Certificados e Diplomas a serem emitidos...32

11 Demanda projetada...32

Referências Anexos: Ementário, Horário, Parecer Técnico, Ata TABELA I...15 TABELA II...16 TABELA III...16 TABELA IV...17 TABELA V...17 TABELA VI...17 TABELA VII...17 TABELA VIII...18 TABELA IX...18 TABELA X...18 TABELA XI...20 TABELA XII...21 TABELA XIII...21 TABELA XIV...21 TABELA XV...21

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TABELA XVI...22 TABELA XVII...22 TABELA XVIII...23 TABELA XIX...23 TABELA XX...23 TABELA XXI...24 TABELA XXII...25 TABELA XXIII...32

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1. Introdução

É sabido que o desenvolvimento econômico, cultural e científico usa da

Educação como alicerce para a sua consecução, pois, de outro modo, não se permite o desenvolvimento social de uma nação. O Brasil, Colônia até a primeira década do século XIX, vivia sob um severo regime de proibições que incluía a restrição desde o livre comércio até a abertura de escolas e universidades. Com a vinda Família Real Portuguesa, em 1808, as barreiras comerciais e industriais foram caindo e um decreto de 1º de Abril deste ano D. João revogava um alvará de 1795 que proibia a fabricação de qualquer produto no país. Desse modo, para que houvesse indústrias e consequentemente um comércio vigoroso, seria necessário que escolas especializadas fossem fundadas, dando o Brasil os primeiros passos para a formação profissional de seus nativos. O ensino profissionalizante no país, antes proibido e improvável, teve o seu início efetivo a partir de 1808 e segundo Gomes (2007, p. 217) “D. João mudou isso ao criar uma escola superior de Medicina, outra de técnicas agrícolas, um laboratório de estudos e análises químicas e a Academia Real Militar, cujas funções incluíam o ensino de Engenharia Civil e Mineração.”

Ainda sob o reinado de D. João VI, foi fundada a Escola de Belas Artes, depois Academia Imperial de Belas Artes em 1816 e sob o reinado de D. Pedro I, em 1827, foram criadas as faculdades de Olinda e São Paulo e reformuladas as escolas de Medicina em 1830 (SCHWARCZ, 1999). Já sob a Regência em 1838, foi fundado, sob a inspiração do Instituit Historique da França, o Instituto Histórico Brasileiro que congregava a elite intelectual do país. Sob o Reinado de D. Pedro II, em 1861, “foi organizado, por Decreto Real [Imperial], o ‘Instituto Comercial do Rio de Janeiro’, cujos diplomados tinham preferência no preenchimento de cargos públicos das Secretarias de Estado” (Parecer CNE/CEB n. 16/99, in Educação Profissional e Tecnológica: Legislação Básica, 2005, p. 22). Tanto nas décadas anteriores como posteriores, ainda sob o governo de D. Pedro II, foram criados vários institutos e escolas voltados para o ensino principalmente de menores abandonados com a intenção de, depois do aprendizado das primeiras letras, serem encaminhados às oficinas públicas e particulares (Idem, ibidem).

Do período imperial para os primeiros anos do período republicano, mudou a sistemática de assistência aos menores para um ensino voltado para a preparação profissional de operários. Para tal, nos anos 30 do século XX, o Conselho Nacional de

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Educação apontou para uma reforma educacional que perdurou até os anos 40 e a Constituição de 1937 veio dar um alento e nova luz para as escolas vocacionais e foram tratadas como dever de Estado. Nos anos 50, permitiu-se a equivalência dos estudos acadêmicos e profissionalizantes o que tornava o ingressante, antes estudante de cursos profissionais, um acadêmico em níveis superiores. Contudo a plena equivalência entre os cursos do mesmo nível, “sem necessidade de exames e provas de conhecimento” (Id., ibid., p, 25) ocorreu quando da criação da primeira Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1961.

Tendo em mente que após o ensino médio todo ensino se torna educação profissional, a Lei Federal n. 9.394/96 (a atual LDB) confirma o ensino médio como etapa da solidez da educação básica, confirmando ainda, de certa forma, o ensino técnico, tecnológico e sequencial por campo de saber.

Em Alagoas, Estado que ainda carece de maior vigor na área do ensino técnico numa maior amplitude de áreas do conhecimento, a criação da Escola Técnica de Artes aprovada pelo CONSUNI/UFAL, através da resolução 65/2006, de seis de novembro de 2006, vem saldar uma dívida histórica com sua população. Estado esse “também vocacionado para as Artes, Alagoas encravada no nordeste brasileiro, sem muitas promessas para intelectuais e artistas” (LAGES in SOARES, 1999, p. 9) vê na criação da Escola Técnica a possibilidade de reavaliar e tentar reverter esse quadro verdadeiro, embora passível de correção. A Escola Técnica de Artes vem se juntar aos cursos de Graduação em Música, Teatro e Dança e outras linguagens artísticas que vierem a ser criadas na Universidade no intuito de servir não apenas de ponto de referência para a formação pura e simplesmente profissionalizante.

O Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Canto: Ensino Subsequente foi criado objetivando a formação profissional de técnico cantor observando a amplitude de seu campo de atuação de acordo com o Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos do MEC (Resolução CNE/CEB nº 4 de 6 de Junho de 2012) na tentativa de preencher as lacunas que os cursos superiores da UFAL deixam em relação à real carência existente no mercado de trabalho alagoano. Mesmo entendendo que o Conservatório de Música em Alagoas contribuiu para o ensino formal de música, os ingressantes nos cursos oficiais nunca apresentaram um nível de excelência. Além do que não existiram escolas especializadas no Estado, embora a presença de professores atuantes em instituições privadas, as chamadas Escolas de Música “com média de 4 a 10 professores, que

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ensinam, quase sempre, violão, guitarra ou teclado” (ARECIPPO, 1999, p. 21), de fato supriram, de certo modo, tal carência.

Com o funcionamento do Conservatório Brasileiro de Música entre os anos 1956 e 1973: Departamento de Alagoas, graças à iniciativa privada da Professora Venúzia de Barros Melo, algo pode ser feito pelo ensino regular da música no Estado, mas ainda não contemplava um leque mais amplo da população. Durante os seus dezenove anos de funcionamento, o Conservatório atendeu a pouco mais de trezentos alunos. Ademais a instituição, sendo privada, embora recebesse doações de emendas parlamentares, permaneceu sendo um patrimônio da família de D. Venúzia, sem qualquer chance de ter se tornado um órgão governamental, não por sua falta de iniciativa, mas por falta de interesse ou força política tanto por parte do governo estadual quanto pela Universidade, através do Reitor Nabuco Lopes.

Tendo o Conservatório encerrado as suas atividades, no início da década de 80 do século XX, uma instituição a ele semelhante veio suprir a carência de quase uma década após o fechamento deste, o Centro de Belas Artes ligado à antiga Fundação Teatro Deodoro. Atendendo à demanda do ensino da música, funcionou nos fundos do próprio teatro e depois no anexo do Seminário Provincial Nossa Senhora da Assunção, em Maceió. Fechou as suas portas para reabrir como instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura. Atualmente merecendo maior atenção, atende a poucos cursos. De fato, as instituições que mais continuada e permanentemente formam músicos no sentido de dar conhecimento teórico e técnico sem, no entanto, lhes dar diploma são as bandas civis. Com a criação da Escola Técnica de Artes/UFAL, outra realidade se descortina no sentido de resgatar os ideais do Conservatório Brasileiro de Música: Departamento de Alagoas e do Centro de Belas Artes, vindo a compor com os ideais de grandes musicistas alagoanos como Manuel Tertuliano dos Santos, Benedicto Raymundo da Silva, João Ulysses Moreira, Manoel Leandro Simplício (Manduca), Manoel Capitulino de Castro (Passinha), Mário Marroquim, Hilda Calheiros Teixeira, Marina Galvão Calheiros, Bráulio Moreira Pimentel, Lauro Augusto do Carmo, Nelson Souza, Maria Augusta Monteiro, Lisete Henriques Lyra, Venúzia de Barros Mélo, Joel Bello Soares, Benedito José da Fonseca, Selma Teixeira Britto e tantos outros mestres dedicados ao ensino da Música no Estado.

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2. Justificativa e Objetivos do Curso

2.1 Justificativa

Este projeto propõe uma revisão ao PCC aprovado em 2010 que vigorou nos anos

de 2011 e 2012 e sua continuidade em até 2014 (com sua provável extinção caso não haja alunos remanescentes no fluxo individual), quando ainda neste ano este Projeto entrará em vigor. Este Projeto surgiu da necessidade de adequação ao já existente “Projeto de Elaboração e Implantação do Curso de Formação do Ator- em nível de 2º Grau”, frente às diretrizes pedagógicas da atualidade, da nova LDB e dos PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais, assim como, para que se efetuasse o seu cadastramento no CNCT – Cadastramento Nacional de Cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, tendo o referido curso sido aprovado em 11/12/1998, através da Portaria Ministerial nº 99, publicada no Diário Oficial da União no dia 16/12/1998 e incorporado à Escola Técnica de Artes, aprovada pelo CONSUNI através da resolução número 65/2006, de 06 de novembro de 2006.

A Educação Profissional Técnica de nível médio pode ser desenvolvida de três formas: 1 - integrada, 2 - concomitante ou 3 - subsequente (ao ensino médio), pois segundo o Inciso III do § 1º do Artigo 4º, esta ultima forma será “oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino médio”. Esta alternativa prevista no Decreto nº 2.208/97 como “sequencial” teve a sua denominação alterada pelo decreto nº 5.154/2004 (Parecer CNE/CEB N. 39/2004).

O PPC Técnico em Canto terá oferta Subsequente, sendo esta forma justificada como oferta deste Projeto Pedagógico tendo em vista as suas peculiaridades explicitadas pelo imediato supracitado decreto e comentado pelo Parecer CNE/CEB n. 39/2004, e por ter o sentido de se transformar em habilitação profissional de técnico de nível médio, já que a educação profissional compreende também “etapas [que] objetivam apenas propiciar adequadas condições para um melhor proveito nos estudos subsequentes de uma ou de mais habilitações profissionais” (Parecer CNE/CEB n. 16/99).

O Curso Técnico em Canto vem, de certo modo, sanar uma lacuna na oferta de formação técnica em Música com habilitação específica. Mas não apenas isso, o Curso

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Técnico viabiliza o processo de criação artística no Estado e sua produção cultural formando novos performers para a atuação no campo de trabalho.

Como sinônimos no campo de atuação profissional do Músico Intérprete: Cantor segundo o Conselho Brasileiro de Ocupações, sob o código único 2627-05, este Projeto Pedagógico vem somar esforços no sentido de propiciar à sociedade alagoana duas vertentes na área de atuação Músico Intérprete: Cantor, executante de música para um público, segundo o CBO.

Este Projeto Pedagógico, em consonância com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos – MEC (2012) e com os anseios da sociedade em vistas ao mercado de trabalho amplia, num só Projeto, as possibilidades de itinerário formativo ao ingressante na unicidade de um Projeto Pedagógico centrado na atuação profissional Músico Intérprete: Cantor. Este Projeto se apresenta disposto em duas vertentes com base num tronco comum de formação acadêmica.

Por outro lado, faz-se misterque o Curso Técnico em Canto tenha como referência básica de planejamento curricular “o perfil do profissional que se deseja formar, considerando-se o contexto da estrutura ocupacional da área [ ...e] que não [haverá] dissociação entre teoria e prática” (Parecer CNE/CEB n. 16/99). Essa indissociação faculta a este Projeto Pedagógico a liberdade de reconhecer que existe, como o que foi exposto sobre a realidade da educação musical em Alagoas, a necessidade de atender a uma demanda considerável de músicos amadores que tiveram uma educação descontinuada e não regular, mas que atuam no mercado de trabalho das mais diferentes maneiras. Assim, músicos que tem as suas atividades profissionais nas apresentações individuais em ambientes comerciais, coros de talhe erudito ou semi-erudito ou nas bandas de música popular poderão se credenciar tendo concluído o curso ora oferecido por este Projeto Pedagógico nas modalidades de Formação Inicial e Continuada (FIC), Técnico e/ou Tecnológico.

É necessário pensar e construir normas que regulem a educação inclusiva em programas e políticas para os discentes. Nesse aspecto, consideramos o Programa de Ações Afirmativas - PAAF, da Universidade Federal de Alagoas – UFAL pertinentes à constituição ética multicultural de nossa sociedade, assegurando que a expansão programada seja realizada com garantia de qualidade acadêmica, seja na introdução de conteúdos programáticos, tanto prático como teórico, da dialogicidade entre formas diferenciadas de produção de conhecimento, que são a acadêmica e a popular.

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Este Projeto Pedagógico de Curso atenderá ao novo cenário do Canto e ao que rege a Lei Federal nº 10.639/03, de 09 de janeiro que regula as ações com possibilidades pedagógicas voltadas para história da África e dos afros descendentes no currículo escolar, assim como a criação da Lei 11.645/2003 afro-indígena que estabeleceu a obrigatoriedade desta temática nas Escolas Públicas e Privadas de todos os Estados Brasileiros.

Não é demais afirmar que o Curso Técnico em Canto da Escola Técnica de Artes/UFAL poderá contextualizar-se como parceiro do Curso de Graduação em Música da Universidade Federal de Alagoas no sentido de que venha a ser um campo de aprimoramento para os alunos do Estágio Supervisionado Obrigatório, segundo seus PPC’s e mediante acordos bilaterais.

Por outro lado, o Curso Técnico em Canto estará abrigado sob uma Coordenação única na área da Música, cumprindo esta Coordenação com seus direitos e deveres contidos no Regimento da Escola Técnica de Artes..

2.2 Objetivos

Formar musicistas por meio de processos teórico-práticos e de construção artística;

Oferecer aos egressos subsídios para a atuação profissional como musicista, propondo situações de aprendizagem significativa que lhes permitam desenvolver competências artísticas, culturais e profissionais para integrar, intervir e atuar na realidade sócio-econômica, política e cultural da sociedade contemporânea;

Promover processos de produção artística acompanhados de análise crítica, intervindo qualitativamente na cultura do tempo presente;

Oferecer campo de formação profissional técnica aos estudantes que terminaram o Ensino Médio, especificamente na modalidade Pós-Médio;

3.

Requisitos e forma de acesso

Para se matricular no Curso Técnico em Canto da ETA/UFAL, como

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Apresentar comprovação e/ou certificado de conclusão e histórico escolar do Ensino Médio ou comprovar ter prestado o ENEM com fins de certificação de conclusão do ensino médio segundo o art. 38 da LEI nº 9.394/96 respaldado pelas Portarias MEC nº 10 de 20 de maio de 2012 e INEP nº 144 de 24 de maio de 2012.

Ser aprovado em exame de seleção, através de Edital-UFAL, por meio de um teste específico de que constam prova de Teoria e Percepção Musical (solfejo e ditado rítmico e melódico) e prova prática específica de Canto;

No ato da inscrição optar por uma das habilitações dos PPC’s na área da Música apresentados pela ETA/UFAL: Canto, de acordo com a oferta de vagas anunciadas em Edital de Seleção de novos alunos publicada em conformidade com a Coordenação do Curso Técnico em Música e a Direção de Ensino da ETA/UFAL

A Escola Técnica de Artes segue as diretrizes firmadas pela Universidade Federal de Alagoas no que tange ao Programa de Ações Afirmativas que se refere ao acesso e permanência de alunos autodeclarados negros, pardos e indígenas de que trata a Lei 12.711/2012.

4.

Perfil profissional de conclusão

A formação técnica habilitará ao egresso, quando da sua conclusão de curso, trabalhar como cantor. Sendo um profissional da Música deverá, ao final do curso estar apto para desenvolver o espírito crítico sobre os processos de criação na área e refletir sobre o seu papel na sociedade.

Atendendo às normatizações do Conselho Brasileiro de Ocupações, o egresso deverá, ao final do curso, demonstrar competências para o vocabulário e os sinais musicais, além de acompanhar a legislação sobre o campo musical e manter-se atualizado sobre os direitos e deveres inerentes à ocupação, entre outras. Para o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos – MEC (2012) o egresso deverá, entre outras atividades, apresentar-se como performer em recitais, óperas, espetáculos tetrais, shows, entre outras. Isso requer um Projeto Pedagógico mais amplo no que diz respeito ao seu itinerário formativo e este Projeto propicia ao ingressante este perfil.

Com sua formação deverá ser capaz de aliar teorias e práticas musicais, interagindo de forma ordenada com os demais musicistas de seu grupo ou outros. Deverá

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desenvolver marcado interesse pelos fenômenos sócio-culturais além de demonstrar a intenção em ampliar e atualizar seus conhecimentos no campo da Música e áreas afins, avizinhando-se da Dança e do Teatro como forma de consubstanciar projetos mais ousados no campo das Artes, como o teatro musicado ou o balé e mesmo as manifestações de cultura popular. É necessário que esteja preparado para produzir conhecimentos relativos à Música na área da performance, exercitando-se em diversas formações vocais, instrumentais ou vocais-instrumentais, incorporando e repassando elementos técnicos e estéticos com autonomia. Deverá possuir o domínio do conhecimento teórico e técnico suficiente para possibilitar e viabilizar a prática da Música em suas mais variadas formas e estilos, erudita, popular ou mesmo folclórica. O profissional formado deverá ser capaz de articular uma identidade própria como intérprete musical – o musicista, cujo perfil está sujeito à composição pessoal de técnicas e conceitos de/sobre o campo da interpretação artística bem como à apropriação e à transformação destes valores do conhecimento artístico.

A definição técnica, estética e ideológica deste perfil baseia-se, sobretudo, no respeito ao direito e aos deveres éticos do musicista, marcados pela busca constante da emancipação e autonomia de um perfil pessoal de intérprete no território conceitual das artes no mundo contemporâneo.

O Curso Técnico em Canto intenta buscar um perfil de excelência por meio da atuação de um corpo docente preparado e diversificado, de disciplinas que abranjam todos os aspectos da uma formação artística e técnica além de instalações e material permanente (instrumentos, salas, aparelhos de som/vídeo, etc) que permitam o desenvolvimento do profissional.

O Curso Técnico em Canto da ETA/UFAL atende a turmas pequenas nas suas especificidades porque este Curso necessita de um atendimento individualizado em algumas disciplinas, mormente as específicas da voz, enquanto seguidor de um padrão internacional e solidificado da práxis do ensino do Canto.

5.Organização Curricular

5.1 Estrutura geral do curso

O Curso Técnico em Canto oferecido pela Escola Técnica de Artes da UFAL na

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letivos sequenciais e interdependentes contendo em cada um deles disciplinas específicas para a qual o curso se destina, visando a formação técnica do musicista para o exercício de sua profissão. Segundo o Quadro Anexo à Resolução CNE/CEB Nº4/99, a área das Artes possui uma carga horária mínima de 800 horas. Assim, este Projeto Pedagógico está respaldado em Legislação pertinente à Educação Básica, Técnica e Tecnológica.

Orientado pelo Conselho Brasileiro de Ocupações – CBO, este Projeto Pedagógico de Curso, também em consonância com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do MEC (2012), apresenta duas vertentes combinatórias que, segundo o CBO nas suas Características do Trabalho voltadas ao Músico Intérprete: Cantor, aqui se combinam nas duas modalidades, erudita e popular, facultando ao ingressante se especializar em uma delas. Assim, este Projeto Pedagógico de Curso está em acordo com a conceituação do CBO que se reflete no CNCT-MEC, ao propor, de certo modo pela descrição Cantor Erudito e Cantor Popular uma formação mais ampla e conceitual no que concerne ao perfil profissional do egresso do Curso Técnico em Canto. No entanto, observa-se que essa amplitude conceitual se adéqua com precisão quando as especificidades do Canto Erudito e Popular são distinguidas por disciplinas próprias e características de cada vertente.

Este Projeto Pedagógico de Curso propõe que o candidato ao Curso Técnico em Canto da Escola Técnica de Artes, no ato de sua inscrição, opte por um das vertentes, Erudita ou Popular, estes não tomados como habilitações, mas como proposições opcionais do candidato ao Curso de Canto, partindo de um tronco formativo de disciplinas necessárias e comuns. Tais proposições representam, então, uma maior abertura de opções em relação ao mercado de trabalho local, carente, sobretudo, do ensino da vertente popular dentro da Academia.

Este Projeto Pedagógico mantém uma unidade de disciplinas que vêm dotar de saberes e práticas pedagógicas “o processo de formação dos músicos e intérpretes [...] bastante heterogêneo” (CBO), principalmente aquela do músico popular. Segundo se depreende das conceituações do CBO a respeito do Músico Intérprete: Cantor, não apenas no que diz respeito aos locais de formação do cantor popular, mas, também, quanto à forma empírica da qual normalmente tal profissional se utiliza, faz-se necessário que se dê uma formação tão específica a esse Músico Intérprete quanto àquela dada ao Músico Intérprete: Cantor Erudito.

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A partir dessas conceituações, este Projeto Pedagógico denomina como vertente formativa as especificidades Cantor Erudito e Cantor Popular, distinguindo-as apenas e a partir das disciplinas formativas específicas, sobre base comum às duas vertentes, porque consumada ao longo da história como formativas para que o egresso apresente suas potencialidades enquanto Músico Intérprete: Cantor. Assim, tal itinerário formativo comum serve de referencial teórico, técnico e prático para as vertentes erudita ou popular sendo que cada um deles disporá de disciplinas específicas de formação. O Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Canto apresenta disciplinas com pré-requisitos. Neste caso deverão ser observadas as particularidades relativas à questão de reprovação em disciplinas. O aluno fora do fluxo padrão poderá cursar as disciplinas do semestre seguinte que não possuem pré-requisito e terá 1 (um) ano além do tempo regular do curso para concluí-lo.

Além das disciplinas como pré-requisitos, este Projeto institui a oferta de disciplinas eletivas como formativas do itinerário de aprendizado do aluno, preconizado no inciso XIV do Artigo 6º dos Princípios Norteadores (Capítulo II) da resolução CNE/CEB Nº 6 de 20 de Setembro de 2012 que preconiza a “flexibilidade na construção de itinerários formativos diversificados e flexibilizados, segundo interesses dos sujeitos e possibilidades das instituições educacionais, nos termos dos respectivos projetos”. Assim, às disciplinas eletivas, juntam-se outras atividades complementares como participação em congressos, seminários, palestras, cursos, mesas redondas, atividades artísticas e participação em grêmios e representações estudantis.

Será ofertado um Curso Básico em Canto com caráter formativo à comunidade, sem, necessariamente ser pré-requisito para a entrada de alunos no Curso Técnico em Canto. O Curso terá oferta de direcionada tanto aos alunos concluintes do Ensino Médio quanto aqueles que já o concluíram. O curso terá carga horária de 120 horas e sua oferta estará condicionada às necessidades de iniciação musical em nível básico.

5.2 Curso Básico em Canto

O Curso Básico de Canto foi criado visando o preenchimento de uma enorme lacuna na formação musical em Alagoas por não haver ensino regular de música em escolas de nível básico. Essa lacuna tem significado, em termos educacionais, uma falha que interfere no resultado final da formação do músico performer, pois os alunos que

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ingressam nos cursos técnicos de música não têm iniciação musical necessária que sirva de base à sua formação técnica.

O Curso Básico em Canto fará parte deste Projeto Pedagógico, justificando-se pela necessidade da oferta de um curso regular em modelo modular, que possibilite aos interessados em aprender as técnicas básicas do canto voltadas para a respiração e a impostação da voz, condições favoráveis ao seu desenvolvimento musical.

O Curso Básico em Canto ofertará vagas regularmente, a cada primeiro semestre letivo, de acordo com a oferta acadêmica da UFAL. O número de vagas ofertado está condicionado à quantidade de professores de música da Escola e ao atendimento às metas de ensino estabelecidas em acordo entre a Direção de Ensino e a Coordenação do Curso Técnico de Música da ETA.

O Curso Básico em Canto não terá caráter preparatório para os Cursos Técnicos e/ou Cursos de Graduação em Música por sua especificidade voltada à clientela oriunda dos anos iniciais do Ensino Médio, em termos de ensino concomitante. No entanto o nível de excelência que se busca para o curso certamente proporcionará o surgimento de indivíduos melhormente capacitados, já que está moldado como Formação Inicial e Continuada.

O Curso Básico em Canto terá como Objetivo Geral fornecer formação musical em nível básico. Como Objetivos Específicos: promover a iniciação musical em nível básico; desenvolver competências para a execução de instrumentos musicais a regência e do canto; e capacitar em nível de Formação Inicial e Continuada.

5.3 Ordenamento Curricular do Curso Básico

TABELA I

Modulo I – 60h

Curso Disc. – Tronco Comum CH Disc. – Tronco Específico CH Total

Básico de Canto Teoria Musical

30h

Técnica Vocal 30h 60h

Modulo II – 60h

Curso Disc. – Tronco Comum CH Disc. – Tronco Específico CH Total

Básico de Canto Solfejo e Percepção

Musical 30h

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Carga Horária Total dos Módulos

Modulo I 60h

120h

Modulo II 60h

As disciplinas de tronco comum do Curso Básico serão ofertadas em atendimento aos Cursos Técnicos da área de música da Escola Técnica de Artes enquanto que a de tronco específico apenas atendendo à especificidade do Curso.

Não será excluída a possibilidade de criação de seminários, cursos ou oficinas de extensão com projetos específicos que poderão ser desenvolvidos durante parte ou em todo o ano letivo, não necessariamente visando a preparação para o ingresso no Curso Técnico em Canto.

5.4 Áreas

Para que os objetivos sejam alcançados no Curso Técnico em Canto será apresentada a seguinte estrutura: as disciplinas serão ofertadas em três aspectos inter-relacionados e indissolúveis: o da teoria, o da técnica e o da prática.

A estrutura didática do Curso será composta por três áreas, com a distribuição das disciplinas em cada uma dessas áreas formando o tronco comum para as vertentes erudita e popular:

ÁREA TEÓRICA – É constituída pelas disciplinas: Fisiologia da Voz; História da Música; Linguagem e Estruturação Cultural 1 e 2; Teoria e Percepção Musical 1, 2, 3; Ética, Legislação e Produção Cultural.

TABELA II

Na disciplina Fisiologia da Voz será estudado o conhecimento da fisiologia da voz humana com especial enfoque nos Efetores Respiratórios, Fonatórios, Ressonatórios e Articulatórios.

Na disciplina História da Música será apreciada a História Universal da Música desde a Antiguidade até o século XX.

Na disciplina LEM 1 e 2 serão vistos os conhecimentos teóricos da música. Princípios básicos. Sistema Musical. Estudos de contraponto, harmonia, forma e estrutura musical.

Na disciplina Teoria e Percepção Musical 1 a 3 serão estudadas a percepção de agrupamentos sonoros e as noções de intervalos, acordes e modos baseados no sistema tonal. Percepção rítmica, solfejo e ditado.

Na disciplina Ética e Legislação e Produção Cultural será estudada Estudo da Legislação sobre Arte e sobre as vertentes artísticas; músico; as questões da ética

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profissional e a Produção Cultural.

ÁREA TÉCNICA – É constituída pelas disciplinas: Editoração de Partituras 1. TABELA III

Na disciplina Editoração de Partituras 1 serão estudadas as técnicas de editoração de partituras a partir de softwares computacionais modernos.

ÁREA PRÁTICA – É constituída pelas disciplinas: Prática de Conjunto 1 e 2 e Teclado Complementar 1.

TABELA IV

Na disciplina Prática de Conjunto 1 e 2 será vista como ação para o desenvolvimento das habilidades de leitura de partitura e improvisação em duos, trios, quartetos, quintetos, etc nas diversas formações.

Na disciplina Teclado Complementar 1 serão desenvolvidos os elementos básicos da execução pianística. Ampliação e aprofundamento da técnica. Noções básica de acompanhamento. Conhecimento e interpretação de obras do repertório barroco.

5.5 . Canto Erudito - Para a vertente do Canto Erudito, a estrutura didática se apresenta, na sua especificidade, da seguinte forma:

ÁREA TEÓRICA – Música Brasileira. TABELA V

Na disciplina Música Brasileira dar-se-á o estudo da música erudita brasileira. Obras e compositores brasileiros. Caracterização a partir dos períodos e das influências. Distinção entre popular e erudito. Estudos dos usos e funções da música no contexto social.

ÁREA TÉCNICA – Dicção para o Canto: Italiano; Literatura do Canto Lírico. TABELA VI

Na disciplina Dicção para o Canto : Italiano será apresentado o estudo progressivo e sistemático da dicção para o canto erudito da língua italiana. Particularidades sonoras. Símbolos fonéticos e sua escrita.

Na disciplina Literatura do Canto Lírico será estudado o repertório básico e essencial da música vocal erudita.

ÁREA PRÁTICA – Canto 1, 2, 3 e 4; Música de Câmara 1 e 2; Teclado Complementar 1 e 2; Recital de Graduação.

TABELA VII

Na disciplina Canto 1 a 4 serão apresentados, por gradação de aprendizado,(1) os estudos iniciais sobre a respiração e a vocalização: voz e canto. O uso do diafragma,

(18)

exercícios respiratórios, (1, 2 e 3) vocais além das árias antigas italianas e da canção Brasileira. (4) Ária de ópera ou oratório em italiano, francês ou alemão.

Na disciplina Música de Câmara 1 e 2 será praticado o repertório camerístico com diferentes conjuntos vocais e/ou instrumentais.

Na disciplina Teclado Complementar 1 e 2 serão desenvolvidos os elementos básicos da execução pianística. Ampliação e aprofundamento da técnica. Noções básica de acompanhamento. Conhecimento e interpretação de obras do repertório barroco. Na disciplina Recital de Graduação será praticado o repertório desenvolvido ao longo da formação.

5.6 . Canto Popular - Para a vertente do Canto Popular, a estrutura didática se apresenta, na sua especificidade, da seguinte forma:

ÁREA TEÓRICA – Música Popular 1 e 2. TABELA VIII

Na disciplina Música Popular 1 será estudada a Música Popular Brasileira e sua história; autores e intérpretes.

Na disciplina Música Popular 2 será estudada a Música Popular Internacional e sua história; autores e intérpretes.

ÁREA TÉCNICA – Voz e Dicção; Literatura do Canto Popular. TABELA IX

Na disciplina Voz e Dicção serão estudados os fundamentos da produção vocal; Sistema ressonantal; Estruturas articulatórias; Relações entre voz e fala.

Na disciplina Literatura do Canto Popular será estudado o repertório básico e essencial da música popular.

ÁREA PRÁTICA – Canto Popular 1, 2, 3 e 4; Teclado Complementar 1; Instrumento Complementar; Estúdio; Performance.

TABELA X

Na disciplina Canto Popular 1 serão apresentados por gradação (1 2, 3 e 4) o canto popular brasileiro. Noções de estilo e de repertório.

Na disciplina Teclado Complementar 1 serão desenvolvidos os elementos básicos da execução pianística. Ampliação e aprofundamento da técnica. Noções básica de acompanhamento. Conhecimento e interpretação de obras do repertório barroco.

Na disciplina Instrumento Complementar será estudado o repertório básico e essencial da música popular.

Na disciplina Estúdio será praticado o Canto Popular em Estúdio de gravação. Na disciplina Performance o aluno será levado à preparação para o palco no que concerne à maquiagem, à postura cênica, ao figurino e à mise-en-secène.

(19)

As disciplinas que se interrelacionam e se lhes são dadas as flexibilizações necessárias com cada um das vertentes são, mormente, as que são da base comum. Na área teórica são Fisiologia da Voz, História da Música, Linguagem e Estruturação Musical 1 e 2, Teoria e Percepção Musical 1, 2, 3, Ética, Legislação e Produção Cultural. Na área técnica, a disciplina Editoração de Partitura e na área prática, Teclado Complementar 1 e Prática de Conjunto 1 e 2.

Quanto ao planejamento global do Curso, o objetivo principal é que o egresso passe ao longo dos quatro semestres por um processo gradual de conhecimento e desenvolvimento da História e da Teoria da Música aliadas às técnicas específicas do Canto. Em cada semestre, cada conteúdo será organizado em termos de favorecer o conhecimento gradual da arte musical, com objetivos gerais e específicos, consideradas as disciplinas em particular e o conjunto interdisciplinar.

Dessa forma o Projeto Pedagógico do Curso pretende um melhor desenvolvimento do processo de ensino, em cujas sucessivas etapas serão estabelecidos pressupostos para a avaliação das fases de desenvolvimento de cada semestre, buscando novos desafios por meio da adequação do Projeto Pedagógico aos concertos, recitais e outras formas de apresentação pública às necessidades detectadas. Com isso, a escolha de peças musicais deixa de ser casual, passando a obedecer a critérios específicos que visem a estimular o aluno, fazendo-o avançar progressivamente. Por outro lado, esse sistema de trabalho em colaboração com outras áreas do conhecimento humano, mormente as artísticas, permitirão um aprofundamento do estudo organizado tematicamente, tendo como consequência um estreitamento da relação pedagógica entre as disciplinas regulares e as etapas de interpretação nas apresentações públicas.

Em cada semestre deverá ser apresentado um produto final em forma de recital, concerto público ou outra forma de apresentação com as mais diversas formações em solos, duos, trios, etc. O último semestre letivo será dedicado à preparação do recital de conclusão de curso, devendo o formando apresentar as habilidades explicitadas nos objetivos deste Projeto Pedagógico, sendo este recital o produto final do repertório estudado durante todo o curso e deve priorizar a apresentação individual e a

performance do aluno concluinte.

Este Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Canto apresenta uma vocação voltada à prática em 72% nas suas disciplinas (distribuição entre teoria, técnica e prática) em todas as disciplinas dispostas ao longo dos quatro semestres regulares.

(20)

Em consonância com a Lei 10.639/2003 que institui a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, a disciplina História da Música Brasileira contempla em seu currículo a temática abordada pela legislação. Da mesma forma, o repertório específico de Canto apresenta características musicais referentes à cultura em questão.

5.7 . Desenho Curricular 5.7.1. Ordenamento Curricular 5.8 . Canto Erudito TABELA XI 1o SEMESTRE DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H

Formação Teórica Teoria e Percepção Musical 1 50% 50% 30 h

Historia da Música 60% 40% 30 h

Fisiologia da Voz 80% 20% 30h

Formação Técnica

Dicção para o Canto: Italiano 20% 80% 30 h

Formação Prática Canto 1 10% 90% 60 h

Prática de Conjunto 1 10% 90% 30 h

Teclado Complementar 1 10% 90% 30 h Carga horária total no

semestre

35% 65% 240 h 2o

SEMESTRE

DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H

Formação Teórica Teoria e Percepção Musical 2 50% 50% 30 h

Música Brasileira 60% 40% 30 h Linguagem e Estruturação Musical 1 50% 50% 30 h Formação Técnica Editoração de Partituras 1 10% 90% 30 h

Formação Prática Canto 2 10% 90% 60h

Teclado Complementar 2 10% 90% 30h

Prática de Conjunto 2 10% 90% 30 h

Carga horária total no semestre

28% 72% 240 h 3o

SEMESTRE

DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H

Formação Teórica Teoria e Percepção Musical 3 50% 50% 30 h Literatura e Estruturação

Musical 2

50% 50% 30 h

Formação Técnica

Literatura do Canto Erudito 30% 70% 30 h

Formação Prática Canto 3 10% 90% 60h

Música de Câmara 1 10% 90% 30h Carga horária total no

semestre

(21)

4o

SEMESTRE

DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H

Formação Teórica Ética, Legislação e Produção Cultural

50% 50% 45h

Formação Prática Música de Câmara 2 10% 90% 30h

Canto 4 10% 90% 60h

Recital de Graduação 10% 90% 30h

Carga horária total no semestre

20% 80% 165 h CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO 825h % t= percentual teórico; % p = percentual prático

TABELA XII

PERCENTUAIS AO LONGO DOS SEMESTRES NA VERTENTE DO CANTO ERUDITO

% TEÓRICO % PRÁTICO 1º SEMESTRE 35% 65% 2º SEMESTRE 28% 72% 3º SEMESTRE 30% 70% 4º SEMESTRE 20% 80% TOTAL NO CURSO 28% 72% TABELA XIII DIMENSÕES ÁREA TEÓRICA 285 h ÁRE TÉCNICA 90 h ÁREA PRÁTICA 450 h TOTAL 825 h TABELA XIV 5.9 . Canto Popular TABELA XV 1o SEMESTRE DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H

Formação Teoria e Percepção Musical 1 50% 50% 30 h CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO

1 º SEMESTRE 240 h

2o SEMESTRE 240 h

3º SEMESTRE 180 h

4º SEMESTRE 165 h

TOTAL 825 h

CARGA HORÁRIA DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES 80 h

(22)

Teórica Historia da Música 60% 40% 30 h Fisiologia da Voz 80% 20% 30h Formação Técnica Voz e Dicção 20% 80% 30 h Formação Prática Canto Popular 1 10% 90% 60 h Prática de Conjunto 1 10% 90% 30 h Teclado Complementar 1 10% 90% 30 h Carga horária total no

semestre 35% 65% 240 h 2o SEMESTRE DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H Formação Teórica

Teoria e Percepção Musical 2 50% 50% 30 h

Música Popular 1 60% 40% 30 h Linguagem e Estruturação Musical 1 50% 50% 30 h Formação Técnica Editoração de Partituras 1 10% 90% 30 h Formação Prática Canto Popular 2 10% 90% 60h Instrumento Complementar 10% 90% 30h Prática de Conjunto 2 10% 90% 30 h Carga horária total no

semestre 28% 72% 240 h 3o SEMESTRE DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H Formação Teórica

Teoria e Percepção Musical 3 50% 50% 30 h Literatura e Estruturação Musical 2 50% 50% 30 h Música Popular 2 30% 70% 30 h Formação Técnica

Literatura do Canto Popular 10% 90% 30 h Formação

Prática

Canto Popular 3 10% 90% 60h

Carga horária total no semestre 30% 70% 180h 4o SEMESTRE DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H Formação Teórica

Ética, Legislação e Produção Cultural 50% 50% 45h Formação Prática Canto Popular 4 10% 90% 60h Estúdio 10% 90% 30h Performance 10% 90% 30h

Carga horária total no semestre

20% 80% 165 h CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO 825h % t= percentual teórico; % p = percentual prático

TABELA XVI

PERCENTUAIS AO LONGO DOS SEMESTRES NA VERTENTE DO CANTO POPULAR

% TEÓRICO % PRÁTICO

1º SEMESTRE 35% 65%

(23)

3º SEMESTRE 30% 70% 4º SEMESTRE 20% 80% TOTAL NO CURSO 28% 72% TABELA XVII DIMENSÕES ÁREA TEÓRICA 315 h ÁRE TÉCNICA 90 h ÁREA PRÁTICA 420 h TOTAL 825 h TABELA XVIII 5.10. Disciplinas Eletivas

A oferta de disciplinas eletivas será realizada a cada semestre de acordo com as demandas de formação. Será obrigatório ao aluno o cumprimento de disciplinas eletivas.

5.11 .Canto Erudito

TABELA XIX

OFERTA DE DISCIPLINAS ELETIVAS

DIMENSÕES DISCIPLINAS C H

Formação Teórica Apreciação Musical 30 h

Formação Técnica Editoração de Partituras 2 30 h

Metodologia do Estudo do Canto 30h Dicção para o Canto: Alemão 30h Dicção para o Canto: Francês 30h

Voz e Dicção 30h

Literatura do Canto Popular 30 h Formação Prática Consciência Corporal e

Exploração do Movimento

30 h

Instrumento Complementar 30h

Teclado Complementar 3 30h

CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO

1 º SEMESTRE 240 h

2o SEMESTRE 240 h

3º SEMESTRE 180 h

4º SEMESTRE 165 h

TOTAL 825h

CARGA HORÁRIA DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES 80 h

(24)

5.12 . Canto Popular TABELA XX

OFERTA DE DISCIPLINAS ELETIVAS

DIMENSÕES DISCIPLINAS C H

Formação Teórica Música Brasileira 30 h

Apreciação Musical 30 h

Formação Técnica Literatura do Canto Erudito 30 h

Editoração de Partituras 2 30 h Metodologia do Estudo do Canto 30h Dicção para o Canto: Alemão 30h Dicção para o Canto: Francês 30h Formação Prática Consciência Corporal e

Exploração do Movimento 30 h Teclado Complementar 1 30 h Teclado Complementar 2 30 h Teclado Complementar 3 30h 5.12 Pré-requisitos

Serão ofertadas disciplinas do Ordenamento Curricular enquanto disciplinas pré-requisito. O aluno, uma vez reprovado em disciplina que seja pré-requisito, ingressa em fluxo individual sob a tutoria do professor da disciplina. A tutoria em questão será ofertada pela coordenação de curso em acordo com o professor da disciplina.

TABELA XXI Canto

DISCIPLINA PRÉ-REQUISITO

GERAL

Teoria e Percepção Musical 4 Teoria e Percepção Musical 3 Teoria e Percepção Musical 3 Teoria e Percepção Musical 2 Teoria e Percepção Musical 2 Teoria e Percepção Musical 1

Linguagem e Estruturação Musical 2 Linguagem e Estruturação Musical 1 Linguagem e Estruturação Musical 1 Teoria e Percepção Musical 1

Prática de Conjunto 2 Prática de Conjunto 1 CANTO ERUDITO

(25)

Recital de Graduação Canto 3, 2, 1

Canto 4 Canto 3

Canto 3 Canto 2

Canto 2 Canto 1

Música de Câmara 2 Música de Câmara 1

Teclado Complementar 2 Teclado Complementar 1 CANTO POPULAR

Canto Popular 4 Canto Popular 3

Canto Popular 3 Canto Popular 2

Canto Popular 2 Canto Popular 1

Música Popular 1 Música Popular 2

5.14 . Equivalência TABELA XXII CÓD DISCIPLINA C H CÓD DISCIPLINA C H Percepção Musical 1 30 CTC001 Teoria e Percepção

Musical 1

30 Percepção Musical 2 30 CTC008 Teoria e Percepção

Musical 2

30 Percepção Musical 3 30 CTC016 Teoria e Percepção

Musical 3 30 --- --- --- Teoria e Percepção Musical 4 30 Literatura e Estruturação Musical 1 30 CTC011 Literatura e Estruturação Musical 1 30 Literatura e Estruturação Musical 2 30 CTC017 Literatura e Estruturação Musical 2 30

História da Música 30 CTC002 Historia da Música 30 Música Brasileira 30 CTC010 Música Brasileira 30 Editoração de Partituras

1

30 CTC004 Tecnologia Musical 30 Dicção para o Canto:

Italiano

30 CTC006 Dicção para o Canto 1

30 --- --- ---- CTC009 Dicção para o Canto

2

30

Canto 1 60 CTC007 Canto 1 45

(26)

Canto 3 60 CTC019 Canto 3 45

Canto 4 60 CTC025 Canto 4 45

Recital de Graduação 30 --- --- --- --- --- ---- CTC021 Performance 1 30 --- --- ---- CTC026 Performance 2 30 Prática de Conjunto 1 30 CTC020 Canto Coral 30 Prática de Conjunto 2 30 --- --- --- Música de Câmara 1 30 CTC014 Música de Câmara 30 Música de Câmara 1 30 --- --- --- Fisiologia da Voz 30 CTC003 Fisiologia da Voz 30 Literatura do Canto Erudito 30 CTC018 Literatura do Canto 30 Literatura do Canto Popular 30 --- --- --- Editoração de Partitura 1 30 CTC004 Tecnologia Musical 30 Ética, Legislação e Produção Cultural 30 CTC023 Ética, Legislação e Produção Musical 30 Canto Popular1 60 --- --- --- Canto Popular2 60 --- --- --- Canto Popular 3 60 --- --- --- Canto Popular 4 60 --- --- --- Teclado Complementar 1 30 --- --- --- Teclado Complementar 2 30 --- --- --- Literatura do Canto Erudito 30 --- --- --- Literatura do Canto Popular 30 --- --- --- Música Popular 1 30 --- --- --- Música Popular 2 30 --- --- --- Estúdio 30 --- --- --- Performance 30 --- --- ---

Voz e Dicção 30 CTC005 Voz e Dicção 30

Instrumento Complementar 1 30 --- --- --- Instrumento Complementar 2 30 --- --- --- --- --- ---- CTC015 Expressão Corporal 30 --- --- ---- CTC024 Metodologia do Estudo do Canto 30 --- --- ---- CTC012 Acústica da Voz 30

(27)

Será considerado apto a ingressar no Curso Técnico em Canto todo o aluno que comprovar por meio de teste específico ou outros instrumentos avaliativos, conhecimentos musicais compatíveis com as exigências de acesso. Todo aquele interessado em ingressar no Curso Técnico em Canto deverá ser submetido a um teste de conhecimentos musicais segundo Edital publicado pela Escola Técnica de Artes. Uma vez aprovado, o aluno que apresentar histórico, certificado ou currículo de Curso Técnico em Canto ou curso similar na área com carga horária igual ou superior àquela exigida para o Curso Técnico em Canto terá avaliada a dispensa de disciplinas compatíveis, uma vez que cursadas nos últimos cinco anos. A dispensa de disciplina poderá ser solicitada por meio de equivalência/aproveitamento de estudo ou através de teste de proficiência.

Para o aproveitamento de conhecimento e experiências anteriores, a ETA seguirá os seguintes critérios de aproveitamento:

Os candidatos com experiência na área poderão ser dispensados da(s) disciplina(s) total, ou parcialmente da carga horária total do curso, após análise do histórico escolar, currículo ou experiências adquiridas. No entanto há de se observar o que regula a Lei 9.394/1996 no seu Artigo 41— e confirmada pelo mesmo Artigo da Lei 11.741/2008 — que diz que “o conhecimento adquirido na educação profissional e tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos.”

O candidato ao aproveitamento de conhecimento e experiências anteriores deverá comprovar seu conhecimento musical por meio de teste(s) específico(s) ou outros instrumentos avaliativos;

Será aprovado na(s) disciplina(s) requerida(s) para aproveitamento de conhecimento e experiências anteriores o candidato que obtiver média 7,0 (sete inteiros);

Será dispensado da(s) disciplina(s) por haver comprovado o seu conhecimento e/ou experiência e aprovado enquanto egresso podendo concluir o curso.

(28)

Será apresentado um repertório para a disciplina Canto pelo respectivo professor da área com antecedência ao teste a ser marcado pela Coordenação do Curso e publicado em Edital da UFAL;

Os pontos das provas específicas serão publicados no Edital de convocação ao teste específico;

Os testes, tanto teóricos quanto práticos de Canto serão apreciados e julgados pelo professor da disciplina e/ou uma comissão composta de três professores, a critério da Coordenação do Curso em concordância com o professor de cada disciplina.

Serão apresentados os conteúdos de outras disciplinas com vistas a aproveitamento de estudo de acordo com o entendimento da Coordenação do Curso e o grupo de professores colegiados com vistas a atender a supracitada Lei 11.741/2008.

7. Critérios e procedimentos de Avaliação

A verificação de aprendizagem compreenderá a frequência e aproveitamento nos estudos, os quais deverão ser atingidos conjuntamente. Será obrigatória a frequência às atividades correspondentes a cada disciplina, ficando nela reprovado o aluno que não comparecer, no mínimo, a 75% (setenta e cinco por cento) das mesmas. A avaliação do rendimento escolar será feita através de:

a) Avaliação bimestral (AB) será em número de 2 (dois) por semestre; b) Prova de reavaliação semestral;

c) Prova final (PF), quando for o caso. Avaliação Bimestral (AB)

A nota de cada bimestre AB será o resultado de mais de um instrumento de avaliação, envolvendo provas escritas e/ou práticas, além de outras opções como: provas orais, seminários, projetos, etc., a critério do professor.

Em cada bimestre, o aluno que tiver perdido um ou mais dos instrumentos de avaliação previstos terá sua nota na AB específica através da média calculada do total dos pontos obtidos pelo número de avaliações programadas e efetivada pela disciplina.

(29)

Reavaliação

Em cada disciplina, o aluno que alcançar nota inferior a 7,0 (sete) em uma das duas AB’s terá direito, no final do semestre letivo, de ser reavaliado naquela em que obteve a menor pontuação, prevalecendo, neste caso a nota da Reavaliação.

Nota Final das Avaliações Bimestrais (NF)

Será a média aritmética, apurada até centésimos, das notas obtidas nas 2 (duas) AB’s. - Será considerado APROVADO, livre da Prova Final (PF), o aluno que alcançar NF igual ou superior a 7,00 (sete);

- Estará automaticamente REPROVADO o aluno cuja NF for inferior a 5,00 (cinco). Prova Final (PF)

O aluno que obtiver NF igual ou superior a 5,00 (cinco) e inferior a 7,00 (sete) prestará Prova Final.

Média Final (MF)

A Média Final é a média ponderada da Nota Final (NF) com peso 6 (seis) e da nota da Prova Final (PF) com peso 4 (quatro), calculada pela expressão:

(NF x 6) + PF x 4)

MF = --- 10

O aluno com MF < 5,5 estará REPROVADO

A nota mínima da Prova Final (PF) para aprovação é dada por: 5.5 - (NF x 6)

PF --- 4

Segunda Chamada

Terá direito a uma Segunda Chamada o aluno que, não tendo comparecido à Prova Final (PF), comprove impedimento legal ou motivo de doença, devendo requerê-la, por si ou por procurador legalmente constituído, na secretaria do departamento que oferta a disciplina, no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas após a realização da Prova Final (PF) a que não compareceu.

A Prova Final (PF) em segunda chamada realizar-se-á até 5 (cinco) dias após a Prova Final (PF) da primeira chamada e serão adotados os mesmos critérios utilizados na primeira.

(30)

Aprovação por Matéria

Serão aprovados os alunos que obtiverem, no mínimo, 75% (setenta e cinco por cento) de freqüência às atividades didáticas e alcançarem, alternativamente:

- Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais (AB’s) igual ou superior a 7,00 (sete);

- Media igual ou superior a 5,5 (cinco inteiros e cinco décimos). Aprovação por Série

O Colegiado de Curso poderá realizar o ajuste por notas, do aluno que não atingir 5,5 na média final em matéria específica, evitando a sua reprovação na série. Para isso, tomará como base o coeficiente global no semestre, devendo o aluno atender as seguintes condições para o seu benefício:

a) Este deverá se manter em 7,0 no semestre;

b) O aluno não deverá ter nota inferior a 4,5 em quaisquer das disciplinas que não sejam do eixo profissionalizante;

c) O aluno não deverá ter nota inferior a 5,5 em quaisquer das disciplinas que sejam do eixo profissionalizante;

Atendendo as condições acima, o aluno poderá requerer ao Colegiado de Curso a transferência de pontos de uma disciplina para outra a fim de atingir a nota mínima exigida para a aprovação da disciplina isoladamente (média 5,5), desde que represente o seu avanço na série sem deixar alguma disciplina em dependência.

7.1 . Atividades Complementares

Atendendo à Resolução Nº 56/95 – CEPE-UFAL, de 18 de Julho de 1995 e em consonância com ao inciso XIV do Artigo 6º dos Princípios Norteadores (Capítulo II) da resolução CNE/CEB Nº 6 de 20 de Setembro de 2012 que preconiza a “flexibilidade na construção de itinerários formativos diversificados e flexibilizados, segundo interesses dos sujeitos e possibilidades das instituições educacionais, nos termos dos respectivos projetos”, o Conselho Diretor da Escola Técnica de Artes normatiza a Parte Flexível das Atividades Complementares.

Serão computadas 10% (80h) da Carga Horária mínima (800 h) com relação às atividades complementares como parte flexível, de acordo com o Parágrafo 2º do item II do Artigo 3º da Resolução Nº 56/97 – CEPE/UFAL, de 18 de Julho de 1995.

(31)

De acordo com o Inciso II do Artigo 3º da supracitada Resolução, “poderão ser consideradas como atividades da parte flexível: Disciplinas por quaisquer cursos da UFAL ou por outras instituições reconhecidas, Extensão, Pesquisa, seminários, simpósios, congressos, conferências (dentro e fora da UFAL), Núcleos Temáticos, Monitoria, iniciação Científica, participação de encontros nacionais de estudantes e administração de entidades estudantis, dentre outras.”

A Coordenação do Curso juntamente com os professores da área e a Direção da Escola Técnica de Arte proporão à comunidade cursos e outras atividades de extensão aliadas às pesquisas realizadas na ETA. Tais atividades comporão uma parte do conjunto de ações juntamente com as disciplinas eletivas propostas pelo próprio Curso consumando o que propõe a resolução Nº 56/97 – CEPE/UFAL no seu Artigo 3º.

8. Biblioteca, Instalações e Equipamentos

Desde a criação da Escola Técnica de Artes, o SETEC/MEC tem enviado material permanente e orçamento para a construção de salas de aulas. O Curso Técnico em Canto já conta com instalações próprias e também, a princípio, com o material e espaço onde atualmente funcionam os Cursos de Graduação em Teatro, Dança e Música. Desta forma, o Curso Técnico em Canto ocupará os espaços aproveitando numa parceria os horários livres da Graduação e a Graduação poderá contar com os espaços e material da Escola Técnica de Artes, quando solicitados.

Como espaço físico disponível para as atividades do Curso Técnico em Canto podem ser elencados: 3 salas estudo; 2 salas de Teoria Musical; 1 sala de vídeo; 2 mini-auditórios; 1 auditório; 1 laboratório de informática; 2 salas de ensaio; 1 laboratório de música (teclado); 1 Biblioteca Setorial que dispõe atualmente de cerca de 1.600 volumes compreendidos entre livros de Teoria, História da Música e Canto.

9. Perfil do Pessoal Docente e Técnico

Os Cursos Técnicos na área da Música da ETA/UFAL conta com corpo docente composto de: 1 (um) Docente para Canto e História da Música; 1 (um) Docente para

(32)

Piano e Teoria da Música; 1 (um) Docente para Percepção Musical, Teoria da Música e Educação Musical; 1 (um) docente de Violoncelo, Percepção Musical e Teoria da Música; 1 (um) professor cedido em tempo integral oriundo da graduação para a área de Canto e Técnica Vocal; 1(um) Regente; 1(um) Técnico em Som; e 1(um) Técnico em Assuntos Educacionais.

Além desses profissionais na fase inicial da implantação do Curso Técnico em Canto, o Curso poderá contar com a participação de professores disponibilizados e/ou remanejados total ou parcialmente dos Cursos de Graduação em Música, Teatro e Dança e de outros que vierem a ser solicitados (ou criados). Contudo, para dar prosseguimento regular do Curso, novos professores deverão ser contratados com base nas duplas de professores para o Curso Técnico em Canto.

10. Certificados e diplomas a serem emitidos

Segundo o Parecer CNE/CEB No. 39/2004, “para a obtenção do diploma de Técnico de nível médio, nos termos do parágrafo único do Artigo 7º do Decreto No. 5.154/2004, o aluno deverá concluir os seus estudos de Educação Profissional Técnica de nível médio e do Ensino Médio.” Após o cumprimento regular de dois anos, tendo sido aprovado em todos os semestres e/ou cumprido o período de integralização, o aluno estará apto a receber o Diploma de Profissional Técnico em Canto expedido pelo DRCA/Universidade Federal de Alagoas dentro da conformidade da Lei e dos Estatutos dessa Universidade. Curso autorizado por Portaria Ministerial nº 99, publicada no Diário Oficial da União no dia 16/12/1998.

11. Demanda Projetada TABELA XXIII

2014 Implantação e início do PPC do Curso

Técnico de Canto

(33)

REFERÊNCIAS

Academia Nacional de Música. Revista. Vol X. Rio de Janeiro: 1999.

ARECIPPO, Leonardo Stefano Ferreira Diegues. O Conservatório Brasileiro de Música – Depto de Alagoas: seu processo de encerramento. Monografia de Especialização em Metodologia de Ensino Superior. UFAL, 1999.

CHALITA, Solange Berard Lages in SOARES, Joel Bello. Alagoas e seus músicos. Brasília: Thesaurus, 1999. p 9 a 11.

Conselho Brasileiro de Ocupações, 2002.

GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.

KIEFER, Bruno. História da Música Brasileira. Porto Alegre: Movimento, 1982. Lei 9.394/2004.

Lei 11.741/2008.

Parecer CNE/CEB n. 16/99, in Educação Profissional e Tecnológica: Legislação Básica, 2005.

Parecer CNE/CEB n. 39/2004 In Educação Profissional e Tecnológica: Legislação Básica, 2005.

Parecer CNE/CEB n. 16/99 In Educação Profissional e Tecnológica: Legislação Básica, 2005.

Resolução CNE/99 In Educação Profissional e Tecnológica: Legislação Básica, 2005. Resolução CNE/CEB n. 1 de 21 de Janeiro de 2004. In Educação Profissional e Tecnológica: Legislação Básica, 2005.

Resolução n.1 de 3 de Fevereiro de 2005 Resolução CNE/CEB n. 04/99

Resolução CNE/CEB n. 6 de 20 de Setembro de 2012

SCHWARCZ, Lília Moritz. As barbas do Imperador. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

(34)

ANEXO I

Ementas das Disciplinas Obrigatórias comuns às vertentes Erudita e Popular

IDENTIFICAÇÃO

Nome da Disciplina: Editoração de Partituras 1 Código C.H.

Ementa: Estudo das técnicas de editoração de partituras a partir de

softwares computacionais modernos.

30 h

Objetivo Geral:

Desenvolver a habilidade técnica de editorar partituras.

Objetivos Específicos:

Conhecer softwares de editoração musical;

Editorar partitura nos mais diversos graus de dificuldade técnica;

Conteúdos:

O computador: softwares de editoração musical A editoração: planejamento e organização

Ferramentas de editoração: estudo básico e avançado Recursos dos softwares

Metodologia:

Trabalho de editoração e conhecimento técnico das ferramentas de alguns softwares. Uso de computador como ferramenta para a editoração de partituras.

Avaliação:

Exercícios, Provas práticas e teóricas.

Referencias:

MACHADO, André Campos. Encore 4.5.4 1°Ed. São Paulo. Érica. 2003. MACHADO, André Campos. Finale 2003. São Paulo. Érica. 2003.

ZUBEN, Paulo. Música e tecnologia: o som e seus novos instrumentos. São Paulo. Vitale. 2004

IDENTIFICAÇÃO

Nome da Disciplina: Ética, Legislação e Produção Cultural Código C.H. Ementa: Estudo da Legislação sobre Arte e sobre as vertentes artísticas;

músico; as questões da ética profissional e a Produção Cultural .

45 h

Objetivo Geral:

Proporcionar ferramentas para o reconhecimento do artista e do produtos cultural enquanto agente de inserção no mundo do trabalho.

Objetivos Específicos:

Fornecer subsídios aos alunos quanto seu papel como formador de opinião e sua participação no universo da política cultural.

Estudar como escrever um projeto cultural pensando nos personagens do processo: o artista, o público, o patrocinador, o governo, o produtor e os colaboradores.

Referências

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