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Aná lises do Julgámento

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Academic year: 2021

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Aná lises do

Julgámento

Minuto a Minuto

STF julga mensalão; 12º dia: Relator vota pela absolvição de Luiz

Gushi-ken

19h18 - Ayres Britto então declara a sessão encerrada.

19h17 – Barbosa explica o motivo que o fez escolher essa metodologia. “A meu ver se eu tivesse que ler 1,2 mil páginas ao final ninguém se lembraria de absolutamente na-da”.

19h16 – Marco Aurélio Mello fala sobre a petição. “Trouxe assuntos da maior valia para elucidar algumas questões”.

19h15 – Joaquim Barbosa diz que pode eventualmente mudar a sua opinião e o seu voto.

19h14 – Ayres Britto: “Voto do relator não é uma decisão, é uma proposta. A decisão é colegiada”.

19h12 – Ayres Britto esclarece por conta do pedido feito pela defesa de um indeferi-mento: “Há um equivoco, o procurador-geral não teve acesso ao voto do relator”. 19h10 – Marco Aurélio Mello: “Eu tinha certeza que ouviria o voto do revisor hoje”.

IREITO GV: Após o voto parcial do relator Joaquim

Bar-bosa, o presidente do Tribunal, Carlos Ayres Britto

de-bate petição dos advogados que questiona o

procedi-mento de votáção “fátiado”, ádotado pelos ministros na última

ses-são de julgamento.

19h08 – Ayres Britto pergunta como Barbosa continuará a sua leitura. Pelo capítulo 5, responde Barbosa. “É pela lógica”.

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19h07 – Barbosa: “Esta polêmica é inexistente a meu ver e não tem nenhuma razão de ser. Parece-me falta de assunto”.

19h06 – Lewandowski: “Quero me manifestar no sentido que embora entenda que o fatiamento ou a primeira separação para a leitura do voto a meu ver não está compa-tível com o regimento. Com relação à segunda, esta eu me ponho de acordo”.

19h03 – Ele cita outros julgamentos em que o STF atuou como está atuando neste jul-gamento. Um exemplo é o julgamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello. 19h01 – “Essa matéria eu tenho como vencida”.

19h00 – Ele passa a falar sobre a petição pedida pelos advogados. “O tema central é a continuidade de uma resignação quanto ao modo segmentado como estamos fazendo o julgamento na fase de coleta de votos”.

18h59 – Ayres Britto proclama o voto do relator. “Concluiu pela procedência da ação e pela improcedência do réu Luiz Gushiken”.

18h57 – Joaquim Barbosa: “Peculato envolve outras pessoas. No momento da conclu-são do voto de Vossa Senhoria, eu preciso voltar e revisitar”.

18h56 – Lewandowski pergunta em quantos peculatos ele condena Henrique Pizzolato. “Sem querer polêmica, apenas para meus esclarecimentos”.

18h55 – Ayres Britto pede que ele repita.

18h54 – Ele diz que fará a conclusão final do item três. “Condeno Henrique Pizzolato por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Condeno Marcos Valério, Cris-tiano Paz e Ramon Hollerbach pela prática em coautoria dos crimes peculato e corrup-ção passiva. Absolvo o réu Luiz Gushiken”.

18h53 – Ele diz que Luiz Gushiken foi liberado do processo pela Procuradoria. “Ne-nhuma prova corroborou que Gushiken se reuniu com Pizzolato ou qualquer outro réu. Assim concluo que não há prova e o absolvo”.

18h48 – Ele passa a falar sobre lavagem de dinheiro.

18h46 – “Concluo que os réus: Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz pra-ticaram o crime de corrupção ativa no valor de R$ 326 mil”. Barbosa diz ainda que Piz-zolato autorizou o envio dos recursos.

18h45 – “Os valores giraram em torno de R$ 10 milhões em benefício pessoal dos só-cios de Marcos Valério”.

18h41 – “Marcos Valério e seus sócios foram diretamente beneficiados por Henrique Pizzolato”.

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18h40 – “O dinheiro proveniente do PT é mero exaurimento do crime de corrupção passiva, que se consuma com o simples oferecimento da vantagem indevida”.

18h39 – “Enquanto Pizzolato alega que fez um favor a Valério encaminhando uma en-comenda em nome do PT, Valério afirma ter enviado dinheiro a Pizzolato a pedido de Delúbio. Somado ao fato de que Pizzolato usou de intermediário de sua confiança para receber o dinheiro tira qualquer verossimilhança a qualquer argumento da defesa”. 18h36 – Marcos Valério não confirmou a versão de Pizzolato.

18h36 – Barbosa fala sobre um depoimento de Marcos Valério que cita um emprésti-mo de R$ 18 mil de Pizzolato. “Em depoimento ele diz que os valores eram voltados ao PT”.

18h33 – Ele passa a falar sobre as práticas narradas em depoimento para os saques. 18h28 – “O conluio entre os sócios também se comprova com a contabilidade das em-presas”.

18h26 – “Cristiano Paz detinha o controle exatamente através da gráfica. A ordem de pagamento foi efetuada em fevereiro, anterior à data em que o senhor Cristiano Paz se desligou da Graffiti”.

Estadão: Barbosa tem predisposição para condenar, diz defesa.

18h25 – “Foi dessa forma que os recursos mantidos pelo BB no fundo Visanet foram movimentados pelos sócios de Marcos Valério em seu benefício privado e outras pes-soas indicadas por Delúbio Soares. Está assim confirmada a atuação criminosa median-te mecanismos de lavagem de dinheiro distribuíram os recursos”.

18h20 – Ele diz que o grupo passou a fazer retiradas e aplicações financeiras com o dinheiro do BB.

18h20 – “Além de a DNA ter destinado os recursos para um CDB, a empresa realizou outras aplicações financeiras com o dinheiro do Banco do Brasil”.

18h19 – Barbosa diz que em outubro, outra aplicação serviu de garantia para emprés-timos e afirma que os recursos passaram pela Bônus-Banval para então seguir aos par-lamentares.

18h14 – Ele passa a falar sobre os resgates feitos pela DNA dias depois dos valores saí-rem do Banco do Brasil.

18h14 – Barbosa diz que as aplicações serviram para dissimular os ganhos aos sócios: Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz.

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18h12 – Em maio de 2003, em cumprimento a nota técnica assinada por Pizzolato, a DNA recebeu R$ 23 milhões. “Os R$ 23 milhões pertenciam na verdade ao BB e foram aplicados em um fundo financeiro rendendo juros aos sócios. Dois dias depois serviu para garantir um empréstimo no próprio Banco do Brasil”.

18h10 – “Exames comprovam que a DNA falsificou documentos para receber o dinhei-ro enviado do fundo Visanet”.

18h08 – Barbosa diz que Pizzolato violou um regimento do fundo Visanet para enviar o dinheiro à DNA, que por sua vez não prestou conta tendo em vista a omissão de Pizzo-lato.

18h07 – “Também comprova o coluio entre Pizzolato e a DNA Propaganda o depósito de R$ 23 milhões deu-se logo depois do contrato da agência com o banco e sem a prestação do serviço”.

18h05 – “A sistemática era conhecida e praticada por outros escalões”.

Estadão: Dinheiro público abasteceu valerioduto, diz Barbosa.

18h02 – Barbosa lê depoimento no qual se menciona que a campanha do Banco do Brasil e da Visa Eletron não tinha sido e não seria veiculada. “As notas fiscais frias da DNA que estavam sendo destruídas eram para justificar o gasto”.

17h59 – “Auditores analisaram as atribuições específicas de Pizzolato e concluíram que o acusado era o responsável pelas ilicitudes”.

17h57 – Ele diz que alguns depoimentos também mostraram a atuação de Pizzolato no envio de dinheiro a Marcos Valério.

17h55 – “A posse deve ser entendida em acepção abrangente”.

17h52 – “A atuação de Henrique Pizzolato era necessária para que a DNA recebesse o valor. As transferências realizadas pelo réu não tinha exercício de controle”.

17h50 – Como afirmou na denúncia o procurador-geral, Pizzolato só não assinou a se-gunda nota técnica no valor de R$ 5 milhões quando foi substituído por Claudio Vas-concelos.

17h50 – “A omissão de Henrique Pizzolato fez com que a agência usasse os recursos da Visanet. Os depósitos eram realizados diretamente para a conta da agência sem a ne-cessidade de decisões colegiadas do BB”.

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17h46 – Barbosa diz que os peritos concluíram que “entre essas fraudes houve adulte-ração de documentos, falsificação de assinaturas de servidores públicos e emissão de dezena de notas fiscais falsas”.

17h41 – Barbosa lê o laudo que diz que “os valores eram depositados em contas da DNA e depois eram transferidos para contas do Banco do Brasil. A partir daí eram efe-tuados os pagamentos aos fornecedores”.

17h40 – “O assunto só veio à tona depois de o STF decretar quebra de sigilo das em-presas de Marcos Valério”.

17h40 – “A DNA nem mesmo registrou em sua contabilidade essas notas frias”.

17h39 – Barbosa diz que a DNA emitiu notas fiscais que a perícia concluiu serem falsas e sem as especificações aos serviços correspondentes.

17h36 – Ele passa a falar sobre valores e depósitos da DNA, do fundo Visanet, do Ban-co do Brasil e da SPM&B.

17h32 – “O senhor Pizzolato informou na CPI dos Correios que recebia algumas recla-mações porque alguns fornecedores estavam recebendo atrasado”.

17h28 – Ele diz que recebeu uma petição dos advogados e que vai comentar o final. 17h27 - Ayres Britto retoma a sessão.

16h29 – Barbosa propõe a pausa e Ayres Britto interrompe a sessão.

16h25 – “Vários são os motivos pelos quais não poderia haver o repasse do Banco do Brasil para a DNA Propaganda. O contrato entre banco e agência não previam o repas-se dos recursos. As transferências feitas antecipadamente (quarepas-se R$ 74 milhões) repas-sem que a agência tivesse prestado serviços. As notas emitidas também não detalhavam os serviços prestados”, diz o ministro.

16h23 – “Pizzolato foi quem escolheu repassar os recursos milionários à DNA, que es-tava sob sua supervisão direta, e com cujo principal representante, Marcos Valério, mantinha reuniões. Com isso, o réu era a autoridade máxima a comandar as transfe-rências à DNA Propaganda.”.

16h21 – “As normas tantas vezes invocadas pelo réu para alegar que ele não tinha competência para fazer os repasses foram frontalmente violadas pelo réu, como cons-tatou a auditoria do Banco do Brasil”, diz Barbosa.

16h19 – Segundo a auditoria interna do banco, Pizzolato repassou o dinheiro à DNA sem a autorização dos comitês competentes dentro do Banco do Brasil. Para Barbosa, “os auditores constataram que o réu violou as regras da instituição ao determinar os

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repasses antecipados da ordem de R$ 73 milhões às contas controladas pela DNA sa-bendo que não o havia previsão contratual para fazê-lo”.

16h18 – O contrato entre o banco e a agência não fazia qualquer alusão à Visanet. 16h16 – Para Barbosa, “as informações são cristalinas. A Visanet só enviou dinheiro à DNA após autorização do Banco do Brasil”. “Portanto, quem pagou a DNA foi o Banco do Brasil. A Visanet foi mera passadora dos recursos, que pertenciam ao Banco do Bra-sil”.

16h14 - Segundo as regras do Visanet, cabe a cada banco decidir como usar o dinheiro e contratar os prestadores de serviço de publicidade, propaganda e marketing, lembra Barbosa. Não há intermediários nesse processo – o Banco do Brasil negociou direta-mente com a DNA. ”As empresas do fundo Visanet nunca tiveram nenhum vínculo com a DNA. A Visanet efetuou pagamentos à DNA no valor de R$ 91 milhões mediante solicitação do Banco do Brasil”, lembra Barbosa, citando documentos do próprio fun-do.

16h10 – “O Banco do Brasil, como acionista do Visanet, era proprietário de 32,3% do fundo. A própria Visanet só repassou recursos à DNA Propaganda porque assim de-terminou o banco”, diz Barbosa, argumentando que o desvio de recursos do fundo também caracteriza crime.

16h06 – Segundo Barbosa, Pizzolato se apropriou da verba do Fundo Visanet. Assim, cometeu peculato, o que desmonta o argumento da defesa, “tendo em vista que o réu, no caso, detinha o poder de dispor dos recursos”. “Os recursos do Visanet eram de propriedade do Banco do Brasil”, diz o ministro.

16h03 - O crime consumou-se mediante a autorização de Pizzolato para a transferên-cia dos recursos. Segundo a defesa, os recursos são privados e ainda assim não esta-vam em posse do réu. Mas Barbosa diz que mesmo que os recursos sejam privados, o crime de peculato não está descaracterizado. “Se o agente público desviou dinheiro, está configurado o peculato, independentemente da natureza pública ou particular do dinheiro”, diz Barbosa.

15h59 – Segundo a denúncia, Pizzolato desviou entre 2003 e 2004, R$ 73,8 milhões oriundos do Fundo Visanet. Constituído com recursos do Banco do Brasil, o valor foi desviado em vantagem dos sócios publicitários.

15h57 – O cheque, assinado por Cristiano Paz, entregue diretamente em mãos a Pizzo-lato. O saque foi justificado pela DNA como pagamento a fornecedores.

15h56 – Barbosa passa ao último subitem do item três, que trata do Fundo Visanet – o pagamento de R$ 3 mil reais a Pizzolato.

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15h55 – “Conclui-se que Cristiano e Ramon participaram da atividade criminosa de desvios de recursos públicos correspondentes aos bônus de volume pagos à DNA Pro-paganda por terceiros prestadores de serviços para o Banco do Brasil com o intuito de obter vantagens ilícitas em detrimento do órgão estatal.”.

15h54 – “Os acusados sequer tinham capacidade financeira para tomar empréstimos de valores tão elevados. Isso é mais uma evidência que se soma a todas as demais que os acusados se envolveram nos esquemas de recursos públicos”, diz Barbosa.

15h50 – As agências simularam empréstimos bancários junto ao Banco Rural e ao BMG, o que constitui uma etapa importante no processo de lavagem dos discursos desviados do Banco do Brasil.

15h49 – Hollerbach e Paz não desempenhavam apenas funções internas, como alegam as defesas. Eles comprovadamente contataram agentes públicos, diz Barbosa.

15h48 - Barbosa, porém, cita os depoimentos e laudos que comprovam a relação entre as agências dos três sócios, o que desmonta o argumento da defesa de que Paz não sabia do esquema ou que tinha qualquer relação os atos que configuram crime.

15h43 – A defesa de Paz negou sua participação no esquema e diz que ele se desligou da agência. Mas Barbosa lembra que os réus não estão sendo acusados só por partici-parem da DNA. “Tanto que outros dois sócios nem sequer foram acusados da prática de qualquer desvio”, diz o ministro.

15h40 – Pizzolato manteve reuniões – em torno de dez – com Marcos Valério, o que reforça a tese de que o ex-diretor do banco sabia do teor do contrato.

15h39 – Uma vez mais, Barbosa diz que Pizzolato, mesmo ciente de todas as irregulari-dades, sabia do contrato e omitiu-se da fiscalização, permitindo que a agência se apro-priasse dos R$ 2,9 milhões referentes às bonificações, num período que vai de março de 2003 a junho de 2005.

15h38 – Houve prorrogação indevida dos contratos, segundo a Controladoria-Geral da União, diz Barbosa.

15h35 – Barbosa cita as razões enumeradas pela Controladoria-Geral da União que fizeram com que a DNA fosse rejeitada na auditoria realizada pelo Banco do Brasil. Falta de profissionais, serviços entregues fora do prazo, ausência de pesquisas, materi-al inadequado e problemas organizacionais são materi-algumas das razões.

15h32 - Em suma, diz Barbosa, “a apropriação de recursos da DNA foi perpetrada por omissão de Pizzolato, cuja ação foi comprovadamente dolosa.”.

15h28 – Segundo o TCU: “É de função do diretor de marketing administrar e supervisi-onar as ações relativas ao Banco”. Portanto, não dá pra supor que ele não sabia da

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fragilidade do processo. Já que lhe cabia a administração dessas atividades, deve recair sobre ele, responsabilidade sobre o que é imputado, segundo Barbosa.

15h24 – Para Barbosa, está claro que Pizzolato sabia do processo e o omitiu.

IREITO GV: Ao analisar a conduta do réu Henrique

Piz-zolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil,

Joa-quim Barbosa rejeitou a tese de abolitio criminis

susci-tada por alguns defensores. Abolitio criminis é a mudança

legisla-tiva que passa a considerar lícita uma conduta que antes era

le-galmente definida como criminosa. O crime de sedução, por

exem-plo, deixou de existir após a Lei 11.106/2009, que revogou o artigo

216 do Código Penal de 1940. Houve, portanto, abolitio

crimi-nis nesse caso. Alguns defensores sustentaram que a Lei

12.232/2012, que teria autorizado a retenção de vantagens

nego-ciadas pela agência de publicidade junto a seus fornecedores. Diz a

lei, em seu árt. 19: “Párá fins de interpretação da legislação de

re-gência, valores correspondentes ao desconto-padrão de agência

pela concepção, execução e distribuição de propaganda, por ordem

e conta de clientes anunciantes, constituem receita da agência de

publicidáde”. O relátor, ministro Joáquim Bárbosá, rejeitou está

te-se, em razão de, em seu entender, haver expressa previsão

contra-tual de que os bônus de volume pertenciam ao Banco do Brasil.

Tratar-se-iam, portanto, de recursos públicos indisponíveis para a

agência.

15h22 – Pizzolato disse que apenas cumpriu ordens de Luiz Gushiken e do presidente do Banco do Brasil na época, tentando passar a responsabilidade a terceiros.

15h21 – “A omissão caracteriza crime. Pizzolato não exerceu sua função de garantir o cumprimento das normas. Ao contrário: por dois anos, permitiu o desvio de valores.”.

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15h19 – “Na qualidade de garantidor e único signatário, Pizzolato garantiu a bonifica-ção da DNA Propaganda em detrimento ao órgão público”, o que configura peculato, de acordo com Barbosa.

15h17 – Barbosa lembra que era responsabilidade de Pizzolato fiscalizar o contrato e garantir que os serviços fossem prestados de acordo com os procedimentos do Banco. Cabia a ele, portanto, garantir a legalidade de tudo. “Fica evidente que o acusado de-veria ter impedido a apropriação de valores pela DNA”. No contrato há clausulas di-zendo que a diretoria do banco é quem deveria supervisionar os serviços.

15h15 – Barbosa lembra que Pizzolato recebeu cheque em nome da DNA, o que ocor-reu no curso da execução do contrato. Pezzolato disse que o dinheiro deveria ser en-tregue a alguém do PT a pedido de Valério, segundo disseram-lhe por telefone. O ex-diretor do Banco do Brasil, portanto, tinha relações com Valério. Ele era o único com poderes para assinar o contrato com a DNA.

15h12 – Segundo Barbosa, a defesa tentou criar uma confusão em torno dos termos bônus e bonificação. Mas o contrato dispõe claramente que qualquer bonificação deve ser repassada ao banco, o que não aconteceu. Não importa o nome ou a vantagem, sempre deve haver repasse, de acordo com o ministro.

15h11 – Barbosa lembra que no laudo não há menção de repasse da DNA ao Banco do Brasil, como deveria ter ocorrido. “Portanto, nenhuma vantagem foi repassada”. 15h09 – Barbosa explica como ocorria: o Banco do Brasil contratava a DNA, que repas-sava o valor às subcontratadas após retirar seu valor de bonificação. Depois, as notas fiscais eram emitidas com o valor integral, sem os descontos efetuados pela DNA após executados os serviços das subcontratadas.

15h07 – “Como se vê, está devidamente comprovado que a DNA Propaganda se apro-priou de bônus que deveriam ter sido devolvidos de acordo com o contrato devido à natureza pública do processo”.

15h06 – Barbosa diz que o argumento da defesa trata de “um tema completamente distinto”, já que trataria de serviços não relacionados ao Banco do Brasil.

15h04 – “Todos os descontos que a DNA é acusada de ter se apropriado foram conce-didos ao Banco do Brasil”.

15h03 – “No Brasil, o que é público não se transforma em privado por transição do particular. Se a verba é pública e se destina a determinado serviço, e se o contratante cobre menos do que havia prevista, deveria ser restituída aos cofres públicos, e não apropriada pelo intermediário particular”, diz Barbosa.

15h00 – Barbosa cita lei: “Pertencem ao contratante os bônus conseguidos pelos servi-ços de divulgação contratados”. Diz Barbosa: “Não há qualquer relação da verba

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desvi-ada pela DNA Propaganda com outros clientes, como sustentaram as defesas. Ela está relacionada ao Banco do Brasil. Assim, a clareza da obrigação do bônus de volume e o fato de eles pertencerem ao Banco do Brasil, houve sim, irrecusavelmente, o crime de peculato”.

14h59 - “Mais de R$ 2,5 milhões não guardam relação alguma com veículos de comu-nicação”

14h56 – “Os sócios da DNA sabiam que os recursos precisavam ser devolvidos ao con-tratante.”.

14h53 – “Mesmo excluídos os bônus de volume, oriundos da contratação dos serviços de divulgação, a DNA Propaganda também desviou bônus de volume relativos a outros serviços, totalizando R$ 2,5 milhões”. Barbosa ainda cita a acusação: “A DNA era obri-gada a entregar ao Banco do Brasil tudo o que viesse a receber de descontos, bônus, prazos especiais e outras vantagens. No entanto, recebeu ao menos R$ 2,9 milhões. Mas com a autorização de Pizzolato, se apropriou da quantia sem repassá-la ao ban-co”.

14h50 – “Toda a verba deveria ser restituída ao Banco do Brasil. A apropriação dos valores por parte da DNA Propaganda, portanto, constitui crime de peculato”.

14h49 – “Até mesmo na contratação dos serviços de mídia, o Banco Brasil era o titular dos créditos. O contrato assim estabelecia porque não era a agência que negociava com os veículos de comunicação, e sim o banco diretamente”, analisa o ministro, ci-tando depois o depoimento de Pizzolato.

14h46 – O ministro lê o contrato assinado entre o Banco do Brasil e a DNA. Segundo o contrato, não deveria haver bonificação aos publicitários. A verba deveria ser inte-gralmente repassada.

14h45 – As defesas de Paz e Hollerbach sustentam que eles não tinham nenhuma fun-ção relativa à campanha do Banco do Brasil e que não lhes competia qualquer ativida-de ligada aos serviços prestados ao banco, segundo Barbosa.

14h44 – “As defesas dizem que não há relação entre o cliente, Banco do Brasil, e a agência, e sim entre o banco e o veículo de mídia”, argumenta a defesa, segundo lem-bra o ministro. Ele lemlem-bra que a defesa argumentou que o desvio de dinheiro nada mais é que uma bonificação mal interpretada.

14h44 – Pizzolato era pleno conhecedor das cláusulas do contrato de prestações de serviço, ainda segundo a denúncia.

14h42 – Ele lê a acusação, que diz que o desvio foi no mínimo de R$ 4 milhões, que tem como base notas fiscais emitidas para a cobrança de bonificação de volume, de cobrança para o banco e de fornecimento de serviços. Desses, R$ 2,9 milhões

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desti-nam-se à bonificação da DNA Propaganda, todos durante o mandato de Pizzolato co-mo diretor de marketing no Banco do Brasil.

14h39 – Pizzolato e os sócios publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristia-no Paz são acusados de repassar verbas e desviar dinheiro, fazendo-os réus de pecula-to e corrupção.

14h38 – O cheque entregue a Henrique Pizzolato foi identificado como “pagamento a fornecedores”.

14h37 – Ele fala sobre Henrique Pizzolato, que teria recebido quantias em dinheiro. 14h36 – Barbosa dá sequência ao item três, relativo a crimes de lavagem de dinheiro, peculato e corrupção.

14h35 – Joaquim Barbosa continuará seu voto.

Referências

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