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CONSELHO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE CONSEMMA

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CONSELHO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE

CONSEMMA

Resolução CONSEMMA N.o

001, de 01 de julho de 2002

o

Conselho Municipal

do Meio Ambiente

-CONSEMMA, no uso das atribuições que lhe conferem

o Inciso

II, do artigo 2°, da Lei Municipal N.O 2.941, de 04 de dezembro de 1999,e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, e

Considerando a legislação pertinente ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano, segundo Portaria do Ministério da Saúde N." 1.469, de 29 de dezembro de 2000;

Considerando a Política Estadual de Recursos Hídricos, estabelecida pela Lei Estadual N.0 10.350, de 30 de dezembro de 1994, RESOLVE:

Art. 2

0 -

DAS DEFINiÇÕES

Art. 1

0 -

Estabelecer os seguintes parâmetros

para soluções alternativas de abastecimento

de água no Município.

I - Água potável - água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atentam ao padrão de potabilidade e que não ofereçam risco

à

saúde;

.U - Sistema de abastecimento de água para

.consumo humano -

ínstotoçõo.composto

.

por

conjunto de obras civis, materiais e equipamentos, destinada

à

produção e

à

distribuição canalizada de. água potável para populações, sob a responsabilidade do poder pública, mesmo que administrada em regime de concessão ou permissão;

!

.111- Solução alternativa de obosteclrnento de água para consumo humano - toda modalidade de abastecimento coletivo de

água distinta do sistema de abastecimento de água, incluindo, entre! outras,

1

fontes, poço comunitário, distribuição por veículo transportador, ir.lst~lações .

condominiais horizontal e vertical; .

i

1

(2)

i

IV - Controle de qualidade de águb para consumo humano - conjunto de atividades exercidos de forma contínuo !pelo [s] responsável (eis) pela operação de sistema ou solução alternativa de abastecimento de água, destinada a verificar se a água fornecido

à

população

é

potável, assegurando a manutenção desta condição;

I

I

V - Vigilância da qualidade da águp para consumo humano - conjunto de ações adotadas continuamente pela autoridade de saúde pública para verificar se a água consumido pela população ofende a legislação vigente e para avaliar os riscos e as soluções alternativas de abastecimento de água representam para a saúde humana.

Arf. 3° - DOS DEVERESEDAS RESPONSABILIDADES

São deveres e obrigações da Secretaria Municipal de Saúde eMeio Ambiente:

I - Exercer a vigilância da qualidade da água de acordo com os diretrizes do

SUS;

" - Estabelecer as referências laboratoriais municipais;

111- Efetuar, sistemática e permanentemente,

avaliação de risco

à

saúde humana de cada sistemo de abastecimento e

soluçõo

alternativa, por meio de informação sobre:

a) a ocupação da bacia contribuinte ao manancial e o histórico das características de suas águas;

b} as características físicas dos sistemas,práticas operacionais e de controle da qualidade da água;

-= c) o histórico da qualidade do água produzida e

distribuído; e

d) a associação entre agravos

à

saúde e situações de vulnerabilidade do sistema.

IV Aprovar o 'plano de amostragem apresentado pelos responsáveis pelo controle da qualidade do água de sistema e solução alternativa de abastecimento de águo, respeitado os planos mínimos de amostragem expressosnas Tabelas 6, 7, 8 e 9,da Portariado MS N°l .46?

j2000;

518/c2Dv

fl

V - Implementar um plano pr(>prio de

J

amostragem de vigilância do qualidade da águo, consoante de diretrizes específicas elaboradas pela FUNASA;

(3)

VI - Auditar o controle da qualidade da água produzida e distribuída e as práticas operadonais adotadas na solução alternativa de abastecimento de água para consumo humano;

VII - Manter mecanismos para recebimento de queixas referentes ás características da água e para a adoção das provldéncíos

pertinentes;

I

I

VJJJ -Informar ao responsável pelofornecirnento de água para consumo humano sobre anomalias e não conformidades detectadas, exigindo as providências para as correções. que s.e.~ze[em.

necessárias;

I

IX - A SESMA,deverá manter cadastro atualizado de poços perfurados noMunicípio; :

I',

X - Definir o responsóvel pelo controle da qualidade da água de solução clternotlvo.

Art.4° - DO RESPONSÁVEL PELA OPERAÇÃO DA SOLUÇÃO ALTERNATIVA

I - Toda pessoa jurídica pública ou privada, ou física, que perfurar poço profundo no território do Município, deverá providenciar seu cadastramento junto aos órgão competentes, mediante outorga do Departamento de Recursos Hídricos - DRH. da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, e licenciamento cmbiemor pelo Fundação Estodual de Proteção Ambiental - FEPAM. Conforme Lei Estadual N.o 10.350, de 30/12/94; Decreto (,.1EstadualN.037;ü33,de 21/1 1196:e LeiEstadual N.o11.520,de03/08/00:

11- Exercer o controle da qualidade do águo:

.111- Requerer junto.o .SESMA,autorizaç-ão.para o fornecimento de águo apresentando laudo sobre a análise do água o ser fornecida, incluindo os parãmetros da qualidade previstos na Portaria MS N°1.469 2000;

-

5/

p

.!b0$l

IV - Operar e manter soluçôo oíternotívo que forneça água potável em conformidade com as normas técnicas aplicáveis.

publicados pela ABNT- Associação Brasileira'de Normas Técnicos; e com outras'

normas e legislações pertinentes;

v -

Manter e controlor a qualidade da águo produzida e distribuída, por meio de análises loborotoôols, nos termos da Portaria /) MSN°l.469/20aa e, a critério da autoridade de saúde pública; ,"

(4)

VI - Encaminhar, mensalmente, a SESMA,para fins de comprovação, relatórios com informações sobre o controle da qualidade da água;

'.VII -'- Efetuar'controle das caraderísticas da água da fo~ de abastecimento, nos termos do artigo 19, do anexo da Portaria.MS

gp/ldII

N°1

jó9/2000,

notificando, imediatamente, a-SESMA,sempre- que,houver indícios

r:

f de risco à saúde ou sempre que amostras coletadas apresentarem resultados em desacordo com os limites ou condições da respectiva classe de enquocrornento. conforme definido na legislação especifica vigente;

VIII - Manter registros atualizados sobre as características da água distribuída, sistematizados de forma compreensível aos consumidores e disporiibiüzodos para pronto acesso e consulta público: e

IX'- Manter mecanismos para recebimento de queixas referentes às coracterísticas da água e para a adoção das providências pertinentes.

Arf. 5° -,DAS PENALIDADES

I - Serão aplicadas. as sanções administrativas cabíveis aos responsáveis pelas soluções alternativas de abastecimento de água que importe na lnobservõncio dos preceitos deste RESOLUÇÃO, de seus regulamentos e das demais legislações aplicáveis, em especial a Portaria

MS

N°J 0469/2000;

.

5íc

:

f/~

11 - As infrações legais serão apuradas em processo administrativo próprio, nos termos da Lei Municipal

N

P

3;082,

de

13

de julho

de 2001, assegurado o direito de ampla defesa e o contraditório, observodos as disposições desta RESOLUÇÃO;

/li As infrações às disposições

I

desta RESOLUÇÃO,seus regulamentos, às normas, critérios, parâmetros e badrões estabelecidos em decorrência dela e das demais legislações pertinente11s,serão punidas com as seguintes sanções:

a} advertência;

I

b) auto

d

e

infração;

i

c} multa: '

d} interdição, temporária oudefinitiva;

IV - As penalidades serão aplicadas sem:prejuízo das que, por força da Lei, possam também ser impostas por órgãos federais e

j

(5)

4----" .'

Arf. 6° - DAS DISPOSiÇÕES FINAIS

I - Sempre que forem identificados situações de risco

à

saúde, o responsável pela operação da solução alternativa de abasteCimento de água e a autoridade 'de

soúde

publica, devem estabelecer entendimentos para a elaboração de um plano de ação e tomada das medidas cabíveis, incluindo a eficaz comunicação

à

população, sem prejuízo das providências imediatas para a correção da anormalidade:

11 - O responsável pela operação da solução olternotivo do abastecimento de água pode solicitar

à

autoridade de saúde pública a alteração na freqüência mínima de crnosrrcqem de determinados parâmetros estabelecidos na Portaria

MS N°

1.469/2000:

111 - Em função de características não conformes

com o padrão de potabilidade da água ou de outros totores de risco, a autoridade de saúde pública competente, com fundamento em relatório técnico, determinará ao responsável pela operação da solução alternativa de ooostecírnento -de água que amplie-o núrrtero rde vcmostrcs. aumente a freqüência de amostragem ou realize onólises laboratoriais de parâmetros adicionais ao estabelecido na Portaria MSN°~69 /2000.

~

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f

/~

.

Arf. 7° - Esta Resolução entra em vigor na data da

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