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Expo Cruzeiro volta em agosto

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Cruzeiro, 25 de Junho de 2016 - Ano 2 - nº 46 - Circulação Cruzeiro e Região R$ 1,00

CALÇADÃO | CRUZEIRO /SP

TEMPORADA DE CALDOS

Todos os dias,

a partir das 18 horas.

Av. Jorge Tibiriçá, 1099 - (Rua 3) Cruzeiro-SP

A Força Tática da

Polí-cia Militar prendeu

ho-mem acusado de tráfico

de drogas no Jardim

América. Um menor

de idade também está

envolvido no caso. Para

a polícia, o emprego de

adolescentes fortalece

traficantes e fomenta o

índice de criminalidade.

Página 04

POLÍCIA PRENDE HOMEM E

FAZ CERCO AO TRÁFICO

E

L

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I

Ç

Õ

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S

2

0

1

6

CONFIRMADO

Diego Miranda (PSDB) lançou na quarta-feira (22) pré-candidatura a prefeito. Miranda asse-gurou que terá apoio do governador Alckmin. PANORAMA. Página 05

DÚVIDA

A candidatura de Beto do Renato (PTB) a prefei-to ainda depende de decisão da Justiça Eleiprefei-toral. Beto garante que estará na corrida eleitoral. PANORAMA. Página 05

SEM TROCO

Pré-candidato a prefeito pelo PSL, o advogado Antônio Claret afirma que não aceitará coliga-ções partidárias em troca de cargos de confiança na administração. Página 04

ADESÃO

Patrícia Baptisttela (PR) pôs fim aos comentá-rios sobre sua candidatura a prefeita. Baptistella anunciou adesão à candidatura de Thales Ga-briel. PANORAMA. Página 05

Desativada

há três anos,

a maior festa

popular de

Cruzeiro está

confirmada para

agosto.

Gusttavo Lima

será a maior

atração da

feira.

Página 03

CENÓGRAFO ESTUDA

FORMATO DO PALCO DO

CAPITÓLIO

Pedal do

Gigante

espera

recorde

Com entrada

franca, o IMB

Festival terá

quatro shows

em julho. Nomes

famosos estão

confirmados.

Vale conferir a

programação.

Página 08

Na segunda-feira (20),

o cenógrafo carioca,

Edward Monteiro, ficou

impressionado com os

traços arquitetônicos do

Capitólio. “Cruzeiro

pos-sui belo teatro como

pou-cos no interior do País”.

Edward fará o projeto

do novo palco do teatro.

Página 03

Expo Cruzeiro volta

em agosto

IMB Festival em Julho

O IMPACTO – HIS-TÓRIA relata a im-portância de Cruzei-ro nas batalhas da Revolução de 1932.

Página 07

Aos 84 anos, morreu no

Rio de Janeiro uma das

últimas memórias da Zona

de Prostituição de Cruzeiro.

Há um ano, ela contou ao O

IMPACTO detalhes de sua

vida na zona e na família.

Página 05

Morre

veterana

da Zona do

Meretrício

Um ano após o su-cesso da primeira edição, o Pedal Vale do Gigante terá tre-cho de trilha na mata e espera recorde de ciclistas. Página 08

No centro

das batalhas

(2)

25 de Junho de 2016

• 2

O IMPACTO da Notícia

• Editor Responsável – Paulo Antônio de Carvalho • Comercial – Silvana Carvalho

• Fotos – Daniella Cruz

EXPEDIENTE

Empresa Paulo Antônio de Carvalho CNPJ 20.813.130/0001-50

Rua José Florindo Coelho, 409 - Cruzeiro | SP - Cep.- 7712620 - Telefone – (12) 3145-2709

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CARVÃO E

GELO

O Comunicador Organizacional

Jorge Luiz Conde

Jorge Luiz Conde é Professor U n i v e r s i t á r i o e C o n s u l t o r Organizacional

O mundo passa por grandes transformações e nestes tempos de mudanças a Comunicação evolui em ritmo frenético. Assim, mais do que nunca necessitamos compreender como a Comu-nicação interage e propicia as pessoas e organizações novos caminhos, fundamentados em transparência e capacidade de empatia, para que as mensagens sejam recebidas, assimiladas e utilizadas em prol do bem comum.

A Comunicação é o aspecto chave da relação entre as pesso-as. Em ambientes profissionais, é fundamental deixar claro o que você está querendo dizer e ouvir os outros com atenção para evi-tar desentendimentos. Os cha-mados “ruídos de comunicação” são responsáveis por boa parte dos problemas verificados nas organizações. Não é muito difícil ser um comunicador organizacio-nal. Trata-se de desenvolver sua competência de comunicação interpessoal ao máximo para que ela o auxilie no cotidiano a dialo-gar e se expressar melhor com todos a sua volta. Neste artigo vou listar algumas dicas para que você possa se comunicar melhor na sua organização e também, na sua vida.

Seja claro

Defina os aspectos mais im-portantes da sua fala e não se prolongue muito com informa-ções irrelevantes. Menos é mais neste caso.

Estabeleça uma ordem cronológica

Comece um diálogo sempre pelo ponto mais importante do que você irá dizer. Isto facilita o entendimento do assunto por parte do seu interlocutor e propi-ciar uma sequência lógica para a conversa.

Preste atenção nos outros

Fique atento no seu ouvinte e suas preocupações. Por exem-plo: Se o seu colega de trabalho liga mais para retornos em um investimento, fale mais sobre esse assunto com ele.

Postura é essencial

Seja meticuloso no momento da comunicação. A expressão corporal é fundamental na co-municação sem palavras. Olhe a outra pessoa nos olhos e não mexa no seu celular ao mesmo tempo, são algumas ações im-portantes para manter o diálogo aberto e sem interferências.

Se você não pode dizer algo bom, não diga nada

Não fale mal dos seus colegas pelas costas. Isso te deixa mar-cado como alguém fofoqueiro e não confiável.

Não enrole

Se uma mensagem ruim pre-cisa ser comunicada, não fique enrolando. Apenas fale. Nada de usar a velha história do “gato subiu no telhado”.

Não seja do contra sempre

Se você discorda do seu che-fe, por exemplo, não diga isso diretamente. Tente transformar

isso em um questionamento. Este comportamento assertivo evita que você crie uma imagem de pessoa radical e pessimista.

Dê más notícias pessoalmente

Pode ser tentador enviar uma mensagem online se ela for ruim, mas sempre é melhor dizer cara a cara, por mais doloroso que possa ser.

A comunicação é vital para a convivência humana sadia. Nas organizações não é diferente. Ser um bom comunicador exi-ge treinamento, persistência e clareza.

“Entre duas palavras, escolha sempre a mais simples. Entre duas palavras simples, esco-lha sempre a mais curta”.(Paul Valéry)

É incrível, mas parece que os anos passam, as pessoas são outras, mas... a postura política continua a mesma. Inacredi-tavelmente, mesmo diante de tantas mazelas na vida política deste país, o comportamento de muitos dos postulantes aos cargos eletivos continua bastante igual ao de sempre. Continuam acreditando e confiando que os eleitores tem memória curta; que os eleitores não se lembrarão de mais nada do que aconteceu no passado, mesmo que esse passado seja muito recente; que os discursos bonitos ganharão os votos necessários para viabilizar o projeto (pessoal) político... enfim, as mesmas histórias, a mesma retórica.

Não é difícil perceber isso! Basta prestar um pouquinho de atenção nas falas e discursos dos que já se lançaram ou es-tão em vias de se apresentar como candidatos a qualquer um dos cargos eletivos do próximo pleito – vereador ou prefeito. A estratégia é a mesma: detonar os adversários, desqualificando-os o quanto puder. Muitas vezes, até trazendo fatos da vida particular dos concorrentes. Preocupação com a ética? Nenhuma! E, ape-sar disso, colocam-se como a melhor opção para os eleitores por sua vida de conduta moral impecável e por sua ética irre-tocável. Como assim? Alguém que utiliza o momento político para denegrir o concorrente, sem nenhuma ética, pode se vanglo-riar de uma postura impecável, irrepreensível?

Fico pensando por que os “interessados em trabalhar pela cidade” não apresentam seus

Eduardo Ferreira de Castro.

Eduardo Ferreira de Castro. Especialista em Educação.

Eita, política sem jeito...

projetos, seu plano de trabalho. O máximo que ouvimos são “ideias” soltas. Ora, ideias para melhorar o espaço em que se vive todos os eleitores, seguramente, também têm. A questão é transformar es-tas ideias em projetos com come-ço, meio e fim. Com a indicação das fontes de recursos que serão utilizadas para a concretização destes projetos. No entanto, dificilmente se vê alguém com competência para tal!

A “coisa” funciona mais ou me-nos assim: faz-se uma sondagem junto aos munícipes com o intuito de se detectar o que mais os aflige, o que mais os incomoda. Observa-se, também, tudo aquilo que não está funcionando como deveria. Depois disso, elabora-se um discurso “salvador da pátria”, no qual se afirma ou, mais ainda, garante-se que estas aflições não existirão mais e todos os pro-blemas serão resolvidos, mesmo que sejam questões de compe-tência das esferas estadual e fe-deral, ou seja, que não têm como serem solucionados na esfera do executivo municipal. Mas, a ideia é a seguinte: como a maioria dos eleitores “não entendem nada destes assuntos mesmo...” (é o que pensam os potenciais candi-datos) podemos prometer até o que não depende de nós, desde que crie a ilusão no eleitor de que aquela angústia que tanto o desespera será resolvida. Soma--se a esse discurso a estratégia da destruição dos concorrentes, especialmente daqueles que já ocuparam cargos públicos e pretendem voltar a ocupar ou, ainda, decidem apoiar alguém.

E, para consolidar o projeto (pessoal) político, o postulante e

potencial candidato vai agregan-do “sujeitos” que “absolutamente interessados no progresso da cidade e jamais em vantagens pessoais advindas do apoio po-lítico oferecido” vão replicando o discurso do(s) “salvador(es) da pátria” por todos os meios e de todas as formas possíveis.

É lamentável que diante do atual cenário político vivido no país, continuemos a conviver com posturas como as descri-tas neste artigo. Pessoas que propõem o “novo” e o fazem de maneira “velha”. Parece que temos “o mais do mesmo”! É importante registrar aqui que parte significativa dos eleitores está pensando e enxergando a política com outros olhos. É fundamental perceber que está em curso no país a construção de uma nova consciência política. Não será mais aceitável nenhum candidato se promover a partir da “desgraça” do outro.

Vamos melhorar o nível polí-tico deste país! Vamos respeitar a inteligência dos eleitores! Va-mos tratar de projetos e não de pessoas!

Marcelo de Elias é escritor e palestrante especialista em mudanças e gestão de pessoas.

Marcelo de Elias

Imagem não é tudo... mas é quase tudo!

Pouco adianta a boa reputa-ção se esta não for alicerçada por um caráter inquestionável. A imagem sem conteúdo não se sustenta e o marketing pessoal sem um “produto” de qualidade parece propaganda enganosa.

Não temos dúvidas que a es-sência do ser humano, seus prin-cípios e valores, é que sustentam a credibilidade. Mas, também não podemos negligenciar a força que a boa imagem tem. Cuidar da reputação abre portas e é o primeiro passo para que prestem atenção na sua competência. As pessoas que se relacionam com você devem sempre acreditar em sua proposta, em suas in-tenções, e na imagem que você tem. Esta credibilidade deve ser mantida, pois quando se perde, será muito difícil e dispendioso reconquistá-la.

Porém, ter uma imagem posi-tiva facilita o relacionamento e o trabalho em equipe, melhora os resultados na interação com os outros e apoia no processo de construção da confiança. Sua imagem pessoal pode fazer a diferença em muitas situações de sua vida: Na hora de conseguir um emprego, pedir um aumento de salário, vender um produto, prestar um serviço, marcar pre-sença e declarar sua opinião.

O processo de construção da credibilidade, porém, requer a prática de alguns comportamen-tos, às vezes simples, mas que requerem uma atenção especial para não serem esquecidos. Algumas dicas devem ser se-guidas:

Crie sua identidade – Não

tente imitar ninguém. Seja você mesmo! Uma imagem que não seja natural não se sustenta ao longo do tempo. Inspire-se nos bons exemplos para avaliar sua conduta, mas, não se transforme numa cópia de outra pessoa. Invista na autenticidade e seja único.

Tenha bom humor – Pessoas

de mal com a vida afastam os ou-tros. Ter bom humor não significa que você precisa ser um piadista ou um brincalhão. Significa que você precisa sorrir, demonstrar alegria e não levar tudo tão à sério. Rir é um santo remédio contra o mau humor.

Seja positivo – Pessoas

pes-simistas espantam a felicidade alheia. Entusiasmo e otimismo aproximam as pessoas e ajudam

no bom clima da equipe. Por que sempre esperar o pior? Não seja o mensageiro das más notícias o tempo todo.

Colabore com as outras pessoas – Uma das atitudes

mais eficazes e nobres na con-quista da boa reputação é ser reconhecido como alguém que sabe trabalhar em equipe, e isso inclui ajudar o próximo. Se um colega precisa de ajuda, não negue seu apoio. Ou melhor, ofereça uma mãozinha. Isso faz com que se conquiste a simpatia das pessoas além de fazer bem para a sua consciência.

Invista em seus pontos fortes – É claro que nossas

fragilidades precisam ser de-senvolvidas, mas, nada é mais marcante que seus pontos fortes. Investir em seus talentos é uma forma de se destacar usando aquilo que você tem de melhor. Você sabe falar bem em público? Invista em suas competências de comunicação. Tem agilidade no raciocínio lógico? Estude para tornar-se um ás nesse tema. Seu diferencial está naquilo que você tem de melhor, e não no desen-volvimento daquilo que você não é tão bom.

Vista-se adequadamente

– Usar a roupa adequada para o ambiente de trabalho é uma regra infalível. Não tem padrão definido, mas, podemos afirmar que o melhor traje é aquele que tem sintonia com a cultura da empresa e a atividade de traba-lho. Essa dica também vale para os acessórios e calçados. Não exagere.

Comunique-se corretamen-te – Um ou outro deslize com as

regras de nossa língua podem ser perdoados, mas, assassinar a gramática é um erro grave. Tenha cuidado ao se comunicar, em especial, na linguagem escri-ta, pois essa permite a revisão. Uma comunicação clara, concisa e correta demonstra profissiona-lismo e facilita a compreensão.

Busque ser pontual – É

muito ruim ficar esperando por alguém que não se preocupou com os compromissos dos ou-tros, não é? Chegar um pouco antes da hora marcada mostra responsabilidade e respeito. Planeje-se!

Organize-se – Quando

al-guém vai para a reunião devida-mente preparado, com todos os materiais necessários em mãos, chama a atenção positivamente. Esse mesmo sentimento se dá quando a mesa tem tudo no lugar certo, os projetos são encontra-dos facilmente, os arquivos estão organizados e os materiais bem distribuídos nas gavetas.

Tenha uma vida socialmente responsável – Preocupar-se

com o mundo em que vivemos e agir de maneira responsável é sempre bem vindo. É admirável aquele que se envolve com as atividades que contribuam com o meio ambiente e a sociedade. Ser voluntário em projetos e instituições do terceiro setor é um exemplo de que, além das questões profissionais, a pessoa se preocupa com uma causa maior. Ser do bem faz bem.

Seja educado – A polidez e

cortesia abrem caminhos. Preste atenção em suas atitudes. Tem respondido grosseiramente às pessoas? Tem usado tom de voz ríspido? Tem se esquecido de agradecer, de dizer bom dia ou pedir desculpas? Esses são alguns sinais de que passou da hora de rever alguns conceitos básicos da boa convivência.

Evite as fofocas e guarde segredos – Evitar as fofocas

vai além da atitude de não ficar falando pelos corredores sobre a vida alheia. Significa também evitar interessar-se pelas histó-rias dos fofoqueiros. Não se en-volva em comentários maldosos e constrangedores e não saia espalhando as coisas que você sabe sobre os colegas e sobre a empresa. Quer ganhar a confian-ça dos presentes? Seja leal aos ausentes. Faz bem para você e para os outros.

Cachoeira Paulista sediará, no próximo dia 1 de julho, a 7ª Cara-vana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania. O evento, que é uma realização da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo em parceria com a Secretaria de Assistência Social do município, será realizado na ETEC Prof. Marcos Uchôas dos Santos Pen-chel — Vila Carmem.

A pauta deste encontro será a “Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI)”, marco regulatório no âmbito da garantia de direitos da pessoa com deficiência, conduzido pelo Secretário Adjunto da Secreta-ria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

Além disso, também será discutido o tema “Educação Inclusiva”, assunto importante no campo das discussões sobre inclusão social e profissional, ministrado por Queila Veiga, do Centro de Apoio Pedagógico

7ª Caravana da Inclusão,

Acessibilidade e Cidadania é realizada

em Cachoeira Paulista

Especializado (CAPE) e Sidney Teixeira de Castro, Diretor de Esportes do Estado.

Essa aproximação e troca de informações é extremamente benéfica, pois estimula maior conhecimento de ambas às partes sobre os recursos legais existentes, bem quanto às bar-reiras encontradas no caminho do cumprimento desses direitos.

A Caravana visa o

fortaleci-mento da interlocução com os municípios paulistas, sensibili-zando e orientando os gestores públicos locais e a sociedade civil em geral acerca dos temas rela-tivos à acessibilidade e inclusão.

Programação: ■ 9h — Credenciamento ■ 9h30 — Boas Vindas ■ 10h30 — LBI ■ 11h30 — Educação Inclusiva ■ 12h — Encerramento A inauguração Estrada Cunha

(SP) a Paraty (RJ), no próximo dia 1º, é a aposta para aumentar o turismo na temporada de inver-no nas montanhas da Bocaina. A Secretaria de Turismo de Cunha espera que o aumento no fluxo seja de 30% neste ano em rela-ção ao ano passado.

A estrada Paraty-Cunha foi planejada para que, além do acesso, fosse também um corre-dor turístico. A via cruza o Parque Nacional da Serra da Bocaína, reserva de Mata Atlântica, e contempla quem passa pelo local com a paisagem da fauna e flora nativa.

Segundo o Departamento de Estradas e Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) o acesso teve investimento de R$ 105 milhões para execução da obra, que está em fase final - a inauguração será dia 1º de julho, segundo a prefeitura de Paraty. Por causa

Cunha – Paraty

será inaugurada em julho

das restrições ambientais, a es-trada é aberta ao tráfego apenas até às 17h.

O projeto foi feito com base no antigo caminho construído pelos

escravos entre os séculos 17 e 19, a partir de trilhas indígenas. A rota fazia a ligação entre Minas Gerais ao Rio de Janeiro e a São Paulo durante o Ciclo do Ouro.

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25 de Junho de 2016

O IMPACTO da Notícia

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Cerca de 7 milhões foram pagos para os metalúrgicos da AmstedMAxion, que receberam na quarta-feira (15/06) a primei-ra parcela da Participação nos Resultados Operacionais (PRO). Com este investimento a econo-mia de Cruzeiro e região poderá

ser aquecida.

Este ano o valor aprovado em assembleia foi de R$ 7.200,00, que foi dividido em duas parce-las - a primeira paga no dia 15 de junho e a 2ª parcela no valor de R$ 1.200,00 a ser paga em janeiro de 2017.

7 milhões são pagos pela AmstedMaxion

com a 1ª parcela do PRO

Os funcionários do setor GMI da fábrica de Cruzeiro Iochpe Maxion já podem comemorar, a partir do dia 7 de julho os 420 trabalhadores não farão mais parte do Programa de Proteção ao Emprego – PPE.

A medida só foi concedida porque a GM lançou a nova cami-nhonete S-10 e fechou contratos de exportação e, por isso, os funcionários que integram nas áreas de produção de Chassi, Prensaria e Ferramentaria da GMI sairão do PPE e voltam ao

horário de trabalho normal sem ter mais a redução de jornada e salário.

Desde maio 1.020 funcioná-rios da área de Rodas já tiveram a jornada de trabalho restabeleci-da para 44 horas semanais. Com a retomada da carga horária, a Maxion ainda tem 2.310 cola-boradores que integram o PPE.

“Já é uma grande vitória ter dois setores com a jornada res-tabelecida. Porém, vale ressaltar que mesmo com o encerramento do PPE todos os funcionários

terão a estabilidade e ninguém poderá ser demitido até abril de 2017, conforme acordo firmado entre a empresa e o Sindicato. Nossas expectativas são que as demais áreas possam voltar à rotina de trabalho normal, colo-cando fim no PPE e proporcionar uma segurança maior para a família e para o município”, disse Jumar Batista da Silva, Presiden-te do Sindicato dos Metalúrgicos de Cruzeiro.

Hoje a Iochpe Maxion conta com 3.750 trabalhadores.

Mais 420 funcionários da Maxion de

Cruzeiro deixam o PPE

Depois de desativada por três anos, a maior festa popular de Cruzeiro será retomada em agosto. Com novo formato e nova equipe de produção, a Expo Agro Cruzeiro 2016 terá cinco noites a partir do dia 17 de agosto. A linha de shows começa com pagode, passa pelo sertanejo universitário e termina com funk. Dessa vez, a empresa Mané & Cia, da própria cidade, é a responsável pela organização.

Nas duas primeiras noites o ingresso será um quilo de alimen-to não perecível para ver a dupla Erick e Ailton e o cantor Giuliano Castro dia 17 (quarta-feira); além da Banda Revelação na quinta--feira. No dia 19, Gusttavo Lima deverá lotar a arena do parque de exposições. No sábado, tem rodada dupla com Higor Rocha e dupla Maria Cecília e Rodolfo. A festa termina no domingo, com MC Livinho e MC Guime. Todos os shows previstos para a partir das 22 horas.

De acordo com os promoto-res, haverá exposição de ani-mais, parque infantil, shopping

Expo Agro Cruzeiro será em agosto

e praça de alimentação coberta. O palco será montado na extre-midade direita da arena, tendo como fundo a Avenida Iguatemy de Carvalho, onde fica a portaria

principal do parque. A estrutura dos shows terá passarela para que os artistas possam interagir com o público. O camarote será montado à esquerda do palco. Entre a pista e o camarote, ficará o backstage. Antes e depois das apresentações, a animação será através de músicas eletrônicas. Coberta, a praça de alimentação será montada na outra extremi-dade da arena.

INGRESSOS

Na fase inicial, os ingressos são vendidos a R$ 60 para a pista e R$ 90 para o backstage. O camarote custará R$ 140. Os preços dos ingressos (passapor-tes) valem para todas as noites. Os preços poderão ter variação com a aproximação do evento.

Formato da Expo Agro Cruzeiro

O cantor Gusttavo LIma

O cenógrafo carioca, Edward Monteiro, visitou as obras da reforma do Capitólio Teatro Mu-nicipal na tarde de segunda-feira (20), a convite da prefeita Ana Karin (PTB), para dar sugestões ao projeto de montagem do palco e da acústica da casa de espetáculos. O cronograma da obra prevê a conclusão no final de julho. “Cruzeiro possui belo teatro como poucos que já vi no País. É uma satisfação poder participar desse projeto”, afirmou o cenógrafo.

Para a prefeita Ana Karin, o

Cenógrafo estuda formato para

palco do Capitólio

palco é fundamental no projeto de reforma. “Há detalhes técni-cos que precisam ser observa-dos. Não basta apenas instalar cortinas e quadro para cenários. Cada peça tem sua função dentro de um espetáculo. Por isso, bus-camos a experiência de Edward Monteiro, um dos cenógrafos mais reconhecidos do Rio de Janeiro para a definição do proje-to”, explicou Ana Karin. O estudo de Edward Monteiro deverá ser apresentado em quinze dias.

AS OBRAS – Na próxima semana, deverá ser concluída a instalação do forro do auditório e iniciada a fase de acabamento. “Terminado o forro, a equipe iniciará a pintura externa e a co-locação do revestimento do piso do auditório, além da conclusão de detalhes nos camarins e na sala de operação de áudio”, explicou o secretario de Obras e Planejamento, Paulo Antônio de Carvalho. Segundo ele, a inauguração deverá ocorrer no começo de agosto.

“Essa obra estava uma novela de vários anos. Assim que assu-mimos a Secretaria de Obras, a prefeita nos recomendou atenção especial e agilidade no cum-primento do novo cronograma. Estamos avançando para cumpri prazo e a Ana Karin poder inau-gurar no começo de agosto”, afirmou Paulo Antônio.

Edward, Ana Karin e equipe de obra

Forro em fase de conclusão

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25 de Junho de 2016

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O IMPACTO da Notícia

POLÍCIA

NO BALCÃO DE QUEIXAS DA POLÍCIA

Jovem contrai AIDS na balada

e decide transmitir vírus

Ana Lúcia tem 20 anos. Estu-dante universitária, não dispensa as baladas de final de semana. Energéticos, bebidas e cocaína são os estimulantes das noitadas com os amigos e até com desco-nhecidos. “Pegadeira”, Ana fica, não namora. Entre um parceiro e outro pode ter perdido a conta de quantos levou para a cama des-de que des-deixou des-de ser virgem, aos 16 anos. Dependendo do grau, o sexo rola mesmo sem camisinha. Numa dessas noitadas, a jovem estudante sequer lembra com quem foi parar no motel. O parceiro ela conheceu durante show sertanejo universitário em Volta Redonda (RJ). Não lembra nome, tampouco a procedência do rapaz com quem dormiu, mas não ignora que a camisinha dói dispensada.

Seis meses depois, Ana sente desconforto físico, sinais de fraqueza. Ao ginecologista abre o jogo, conta da voracidade do sexo todas as vezes que ingere álcool e usa drogas, além de con-fessar não serem raras as vezes em que a camisinha é deixada de lado. Os exames confirmam HIV. Entre a noite do sexo com o desconhecido e a confirmação da

AIDS, Ana havia se relacionado com vários outros jovens. Difícil saber da origem do vírus. Cons-ciente dos riscos, submetida ao “coquetel”, Ana Lúcia não se contém. Decide manter a mesma vida de antes. Pior, decide pro-curar todos com quem manteve sexo nos últimos meses não para alertá-los da doença, mas para novas investidas sexuais, fazendo questão da dispensa da camisinha. Clara a intenção de contaminar a todos e de dar o troco àquele que a infectou. Fora da relação apenas os

des-conhecidos com quem dormiu nesse período.

A revolta de Ana segue além. Sua meta é a de infectar dois mil homens. Um ano após, a jovem soma mais de 400 parceiros em situação de risco. Bonita, de corpo escultural, Ana Lúcia não vê dificuldades na conquista de mais parceiros jovens ou idosos, casados ou solteiros. Contudo, seu estado de saúde agrava com o decorrer do tempo. Em depres-são profunda, ela suicida antes de alcançar a meta dos dois mil infectados.

Consideradas essenciais na base das campanhas eleitorais, as coligações partidárias não estão na estratégia de compo-sição de apoio do pré-candidato a prefeito Antônio Claret (PSL). Nesta semana, em postagem numa rede social da Internet, Claret assegurou que “pretendo debater projetos, não cargos”. O pré quis dizer, nas entrelinhas, que a junção de partidos pode representar o chamado “lotea-mento” de cargos de confiança na Prefeitura.

Na política, a prática da oferta de cargos de livre nomeação do prefeito para o primeiro e o segundo escalões da administra-ção é encarada como normal. O efeito representa a base de sus-tentação do governo, ou seja, os dirigentes de partidos emprestam o apoio durante a campanha e, em troca, podem indicar pessoas para os cargos de confiança. Também são comuns as indica-ções feitas por parlamentares. No plano municipal, o vereador indica nomes para a composição do governo em troca de apoio.

Para Claret, o momento vivi-do por Cruzeiro exige debates entorno das questões que mais

afetam a população. Ele cita a geração de empregos, a saúde e os serviços públicos em geral como principais temas. “Me chamaram de intransigente, que não quero coligar com ninguém, mas penso que devemos discu-tir projetos, não cargos. Penso que devemos focar em Cruzeiro não em partidos”, frisou o pré--candidato.

Uma das bases do programa de governo, segundo afirmou, “será a de fortalecer as

associa-ções de bairros e os conselhos através da participação nas de-cisões sobre a elaboração e apli-cação do orçamento municipal e ainda das políticas públicas”.

Apesar de apontar riscos nas composições partidárias, Antônio Claret não descarta a junção de siglas. “É possível coligar, mas há muito que conversar. Gostaria de ouvir de outros candidatos que pretendem dar mais transparên-cia à administração”, concluiu o pré-candidato.

Pré-candidato, Claret diz não aceitar

coligações com troca de cargos

O setor de inteligência da polí-cia não tem dúvidas. O tráfico de drogas é o segmento mais bem organizado no mundo da vio-lência. Estabelecer estratégias para combater a crescente onda é o maior desafio das polícias. De acordo com as estatísticas, o aumento no número de furtos, de roubos, assaltos e de homicí-dios está diretamente ligado ao consumo de drogas.

Em Cruzeiro, a Força Tática da PM flagrou na madrugada de quarta-feira (22) dois homens acusados de tráfico na Rua Carlos Rosseti, no Jardim Amé-rica. Com eles, 69 capsulas de cocaína, 6 porções de maconha e montante de R$ 295. Um deles, de 23 anos, foi preso. O menor, de 16 anos, foi entregue aos pais.

Após ser apreendido, o ado-lescente continuará traficando?

Na opinião de policiais a sen-sação de impunidade motivará o menor ao envolvimento cada vez mais profundo com o crime organizado. É justamente esse um dos entraves para a polícia conter a escalada da violência.

Menores de 18 anos formam atualmente o exército do tráfico. Recrutados para uma vida apa-rentemente de ganho financeiro

Polícia prende homem e tenta conter

escalada do tráfico

rápido e fácil, os menores são treinados para a recepção, o armazenamento e o comércio. Outros formam o contingente de executores. A eles, a tarefa de matar os viciados endividados na “boca”, como são chamados os pontos de venda.

Nas estatísticas dos homicí-dios ou de tentativas, cerca de 70 por centos dos casos ocorrem por acerto de contas. No quadro de roubos e furtos, o índice chega a quase 90 por cento. No primeiro quadrimestre deste ano (janeiro a abril), Cru-zeiro regis-trou dois ho-micídios e 14 tentativas. Os números podem ser baixos em relação aos índices re-gionais, mas f o r a m i n -fluenciados, na maioria dos casos, pelo consu-mo de dro-gas. No qua-dro de furtos e r o u b o s , a o n d e é crescente. Em quatro meses, os dois itens s o m a r a m 432 casos na cidade. No mesmo

período do ano passado, foram 393 os casos de roubos e furtos. Aparelhos celulares e jóias são os almejados pelos ladrões por-que são de fácil aceitação nas “bocas”.

Nas últimas duas décadas, o tráfico evoluiu em sua organiza-ção. Antes, os traficantes esto-cavam drogas em suas próprias casas, o que facilitava o trabalho das polícias. Beneficiados com as leis de proteção aos menores de idade, os traficantes criaram serviço de entrega em domicílio e redes de distribuição em pontos estratégicos.

Nesses locais, os menores trabalham em grupo e com pou-ca quantidade de drogas, mas com fluxo intenso na reposição. “Enquanto uns comercializam, outros são incumbidos de repor, mas sempre em pequenas quan-tidades”, explicou um policial.

A apreensão de quarta-feira, no Jardim América, pode ser considerada um fato isolado. “O homem preso deu bobeira ao portar volume suficiente para caracterizar o tráfico. Na maio-ria das vezes, o transporte é de pequenas quantidades e a alega-ção é de uso próprio”, explicou.

Na região do Vale do Paraíba, as seccionais da Polícia Civil e os comandos da Polícia Militar são orientados ao trabalho conjunto de inteligência para tentar fechar o cerco aos principais traficantes. Contudo, o trabalho policial en-contra dois entraves: a estratégia de organização dos traficantes e a sensação de impunidade aos menores protegidos por leis. Na Sessão Ordinária da

Câ-mara na segunda-feira (20), foi aprovado o projeto que autori-za o SAAE a abrir créditos de R$ 1,2 milhão parta despesas de pessoal, material de consu-mo, obras e instalações. Com a aprovação, foram autorizadas alterações no orçamento de 2016 para a execução do pro-jeto de construção de Estação de Tratamento de Esgoto.

O diretor do SAAE, Gabriel de Almeida, revelou que as obras da ETE serão iniciadas nos próximos meses. A pri-meira estação de esgotos da cidade está prevista para a área às margens do Córrego da Barrinha, entre a Ferro-via Rio – São Paulo e o Rio Paraíba. A direção do SAAE também está em tratativas visando a liberação de

ver-bas estaduais e federais para a execução completa da obra.

Na mesma sessão, os vere-adores aprovaram projeto do vereador Marco Aurélio Rocha, concedendo título de

cidada-nia ao advogado José Pablo Cortes. Também foi aprovado projeto do vereador Juarez Ju-vêncio, que concede o diploma Mérito Mantiqueira ao cantor Eugênio Jorge.

SAAE obtém autorização

para Estação de Esgoto

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25 de Junho de 2016

O IMPACTO da Notícia

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PA N O R A M A

Morreu na noite de 27 de maio (sexta-feira), pouco depois de completar 84 anos, a mulher que testemunhou uma das fases mais ricas da Zona de Prostituição da cidade, na década de 1960. “Jurema”, nome fictício escolhido por ela, foi a única a conceder en-trevista a um jornal local contan-do sobre as noites nos cabarés dos tempos em que a Zona de Cruzeiro era reconhecida como a maior do eixo Rio – São Paulo. Segundo a família, “Jurema” foi vítima de parada cardíaca.

“Jurema” residia no Rio de Janeiro em julho de 2015 quando foi localizada pela equipe de O IMPACTO. Por telefone, depois

de algumas tentativas, a repor-tagem conseguiu convencê-la a conceder entrevista, mesmo assim sob a condição de que fosse chamada de “Jurema”. A entrevista foi publicada na edição do dia 31 de julho de 2015.

Mãe de três filhos de único casamento, avó de cinco e viúva, a ex-dama da noite dos cabarés contou ter deixado a prostituição determinada a formar família. “Eu saí por uma paixão que mudou a minha vida. Casamos, tivemos filhos e netos. Foi uma paixão ardente e de muito respeito que me fez descobrir o sentido de família”, lembrou “Jurema”.

NO TEMPO

O IMPACTO reproduz a

en-trevista de quase um ano atrás. “Jurema” falou de amores, de paixões, do clima dos cabarés, de personagens famosos e da opressão que pôs fim à maior zona de prostituição da região.

A ENTREVISTA

“Eu fui parar na Zona de Cru-zeiro levada por uma amiga. Eu tinha uns trinta anos e já fazia programas por opção desde os vinte. Por essa razão que deixei a casa dos meus pais. Quando cheguei a Cruzeiro, fiquei impres-sionado com o tamanho da zona. Ela parecia maior que a cidade. Aí, então, eu falei: aqui vou ga-nhar a vida”, lembra “Jurema”.

P – As prostitutas daquela época também eram chama-das de mulheres de vida fácil, termo ofensivo ou não em sua opinião?

J – A gente era chamada de

tudo que é nome pejorativo por-que havia grande preconceito. Essa vida, naquela época ou agora, não é nada fácil. Eu ainda selecionava os clientes. Não me sentia obrigada a ir para a cama com qualquer um, mas muitas se deitavam com homens violentos, bêbados ou imundos até por questão de sobrevivência.

P – E como vocês reagiam diante dos insultos?

J – No meu caso, não

passa-va recibo. A gente usapassa-va muita charrete. Quando passava pe-las ruas, sempre havia alguém apontando ou olhando. Quando a gente entrava numa loja, as outras mulheres se afastavam. Era assim, diferente de hoje em que a prostituição não encontra tanta resistência.

P – A cidade era bem pe-quena na época, todos se conheciam.

J – Exato. Era uma cidade

gostosa, bonita e muito movi-mentada. Não sei hoje, mas tinha

dois ou três cinemas e o teatro, dois frigoríficos e uma fábrica de vagões.

P – Dizem que vocês tinham muito crédito no comércio.

J – Sim. As mais conhecidas

tinham crédito. A conta era mar-cada na caderneta em algumas lojas de móveis, de roupas e pagávamos sempre no começo do mês. Eu cheguei a pagar na cama a conta da loja de um turco. Tinha um português, um homem alto e de bigode, que também re-cebia na cama. Fora isso, a gente pagava direitinho e tinha crédito.

P – Esses homens também frequentavam a zona?

J – Os ricos da cidade, os

comerciantes, fazendeiros e os políticos iam à tarde. Eram bem discretos e já tinham endereço certo. Eles eram muito conhe-cidos e não queriam ser vistos lá à noite.

P – É verdade que um padre também?

J – Havia um padre, não me

lembro o nome porque o nome era bem diferente. Laquis, eu acho. Ele aparecia lá uma ou duas vezes por mês.

P – Ia para rezar?

J – Onde eu morava, ele

nun-ca foi. Em algumas, ele ia não sei se apenas pra rezar. Ele ia sempre na Rosinha, uma morena linda e de um corpão invejável. Acho que o nome dela era esse mesmo. Se fosse por outro mo-tivo, nada contra. Antes de ser padre, ele era homem. Ele apa-recia sempre acompanhado de um locutor ou de um advogado. Também tinha um médico, baixi-nho, de sotaque nordestino. Ele ia lá fazer exames ginecológicos, mas era bem safadinho.

P – E político, havia algum famoso?

J – Tinha um que foi deputado.

Era rico e dava boas gorjetas. Ele também ia muito na casa da Rosinha. Policiais iam lá, mas não queriam pagar. Se achavam. Bons eram os fazendeiros e os comerciantes. Quase todos iam lá à tarde.

P – A zona gerou paixões?

J – Isso era comum. Teve

casos de homens ricos que ti-raram mulheres da prostituição, montaram casa na cidade e até tiveram filhos. Cruzeiro deve ter várias famílias que começaram a partir de mulheres da zona.

P – E quando você deixou a zona?

J – Foi no começo dos anos

de 70. A zona já estava enfra-quecida, havia muita pressão da igreja, do prefeito e da polícia. Teve uma mulher que feriu um delegado com uma navalha. Esse delegado queria que ela fosse amante dele, mas que con-tinuasse morando lá. Não tinha jeito dela evitar outros homens, aí ele ficou com ciúmes e brigaram. Então, viatura começou a ir todas as noites.

P – Em meio à repressão, você decidiu retornar ao Rio?

J – Não. Eu saí nessa época,

mas não por esse motivo. Eu saí por uma paixão que mudou a minha vida. Certa noite, numa sexta-feira movimentada, chegou um cliente na boate. Ele seguia de São Paulo para o Rio e parou lá. Interessante. Ele me cativou

pelo olhar e pelo simples cum-primento. Fomos para o quarto e de lá saímos somente na manhã de sábado. Ele pagou, saiu, mas parecia que não queria ir embo-ra. Naquele mesmo dia, à noite, ele voltou e novamente ficamos juntos. No domingo à tarde, antes de embarcar no trem, ele retornou pela terceira vez, levou uma rosa vermelha e disse que estava apaixonado. Eu nunca ha-via ganhado uma rosa. Eu chorei, o abracei e o beijei como uma garota adolescente. Eu também senti por ele algo diferente.

P – Pelo visto, esse homem pegou você pelo coração?

J – Eu nem me preocupei

saber se era rico ou pobre. Sa-bia que era comerciante no Rio porque ele contou. Durante mais dois ou três meses, ele chegava na sexta-feira e seguia no trem da madrugada de segunda. Foi então que eu passei de mulher de zona para namorada. Aquilo foi maravilhoso, a atenção dele, o carinho, a energia que um transmitia para o outro. Não teve jeito. Acabei vindo pro Rio com ele, nos casamos, tivemos filhos e netos. Foi uma paixão ardente e de muito respeito que me fez descobrir o sentido de família. Pena que ele se foi ha uns dez anos. Mas eu sinto que ele está comigo sempre. Saudade do meu velho.

P – Como foi essa transi-ção, de mulher da zona para esposa.

J – Eu voltei a estudar, fiz

cur-so de Técnico de Contabilidade e trabalhei na loja com ele. Nós estávamos todo dia, toda hora, juntos. Foi assim que formamos uma grande família.

P – Seus filhos e netos sabem do seu passado em Cruzeiro?

J – Claro. Nunca escondi nada

deles. Sempre tive conversa franca com todos. Não me enver-gonho do que fiz e nem me sinto uma pecadora ter sido garota de programa, como se diz hoje.

P - E, se uma neta sua qui-sesse fazer o mesmo, você impediria?

J – Eu recomendaria não

entrar nessa vida. A beleza tem prazo de validade e a maioria das prostitutas acabam nas drogas e na sarjeta. Eu tive sorte de en-contrar um grande homem, que me fez sentir mulher e não uma puta e com ele formamos uma linda família, concluiu Jurema. A entrevista foi concedida por telefone.

HISTÓRICO

A Zona do Meretrício surgiu em Cruzeiro no início da década de 1880, quando da construção da Ferrovia The Minas And Rio. Centenas de operários, alojados no pátio da Estação Central, não passariam mais de três anos (tempo de duração da obra) sem satisfazer seus desejos sexuais. Por tal razão, Herbert Hunt, o engenheiro chefe da companhia ferroviária, mandou construir cabarés e casas nas margens do Rio Paraíba e trouxe mulheres do Rio de Janeiro. A zona foi o primeiro núcleo de residências da nova cidade de Cruzeiro e impor-tante sustentáculo da economia local durante quase cem anos.

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■ A possibilidade da candidatura de Beto do Renato (PTB) a pre-feito de Cruzeiro ainda é incerta. Na eleição de 2012, Beto ficou em segundo lugar, mas o con-tador contratado para as contas da campanha chegou em último. Por ter perdido o prazo legal para a apresentação do balance de arrecadações e gastos daquele pleito, Beto e o vice Manoel Amorim foram penalizados à inelegibilidade em 2016.

■ Entre ações, recursos e outras medidas, o petebista ainda não se livrou da condenação. Aos simpatizantes, Beto do Renato garante que seus advogados conseguirão derrubar a conde-nação a tempo de sua inscrição para a campanha deste ano.

■ Um dos nomes mais comen-tados para a Prefeitura, Patrícia Baptistella (PR), diretora da FACIC, anunciou oficialmente seu apoio Thales Gabriel (SO). Nas redes sociais da Internet, Baptistella afirmou nesta semana que apoiará Gabriel “porque o município precisa mudar, preci-sa ter tratamento mais humano, mais igualitário e precisa deixar de lado a política de interesses pessoais e partidários”.

■ Na quarta-feira (22), Diego Miranda (PSDB) lançou ofi-cialmente pré-candidatura a prefeito. No salão de festas do extinto Frigorífico, Diego também oficializou o apoio do PHS, PP e PMB. Em discurso, Miranda afirmou que a candidatura tem o aval do diretório estadual do PSDB e do governador Geraldo Alckmin. “Cruzeiro precisa de renovação com respeito ao povo e honestidade acima de tudo”, afirmou Diego.

■ Para a curta campanha elei-toral, de apenas 45 dias a partir de agosto, os partidos prevêm realizar as convenções no final de julho. Até lá, outra campanha corre nos bastidores, a da com-posição partidária. Quanto maior o número de partidos coligados tiver o candidato a prefeito, maio-res as chances de vitória. ■ Na cidade, são mais de 30 par-tidos. Vários deles sequer terão chapa completa de candidatos à Câmara. São os chamados “nanicos” que tapam buracos nas composições, muitas vezes servindo como moeda de troca por cargos públicos no futuro. ■ Como observou o ex-prefeito Paulo Scamilla, muitos partidos possuem donos. Antes da pro-liferação de siglas, havia diri-gentes partidários fiéis às suas convicções políticas. Atualmente, há donos interessados em barga-nhas políticas.

■ Na lista de pré-candidatos são citados, por ordem alfabética, os nomes de Antônio Claret, Antônio Marciano, Beto do Renato, Célio Carneiro, Diego Miranda, Paulo Vieira, Rafic Simão, Sérgio An-tônio, Thales Gabriel e Vicente Aquino.

■ Grupo empresarial estaria articulando incluir na lista dos pré-candidatos mais um nome. O perfil excluiria político. O pla-no envolveria administrador de empresas com experiência comprovada. Quem teria esse perfil? O nome de Rodolfo Sca-milla, da Total Engenharia, não vingou. Rodolfo descartou a possibilidade. Paulo Márcio, da Maxion, ainda é cogitado. Anderson Babboni, da Rede Brasileira; Antônio Salomão, da Ciac, e Carlos Roberto da Silva, da CPI, também estariam na lista. O problema é que o tempo está passando, restando um mês para as convenções.

■ Para o grupo, a população estaria “de saco cheio com políticos”. Um nome de sucesso no meio empresarial poderia cair no agrado popular. Afinal, governar é administrar. Resta saber se algum empresário ou dirigente empresarial estaria disposto a enfrentar os acumulados problemas financeiros e os vícios da máquina administrativa.

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O IMPACTO da Notícia

Por Wander Carvalho Bastos

WANDER BASTOS – Presidente do Sindicato Rural de Cruzeiro e Lavrinhas.

Geraldo Alckmin autoriza criação

de Projeto de Recuperação de Matas

Ciliares e Nascentes

Iniciativa prevê a subvenção de projetos com recursos do Fun-do de Expansão Fun-do Agronegócio Paulista

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou o Decreto nº 62.021, de 14 de junho de 2016, instituindo o Projeto Recuperação de Ma-tas Ciliares, Nascentes e Olhos D’água, no âmbito do Programa de Incentivos à Recuperação de Matas Ciliares e à Recomposi-ção de VegetaRecomposi-ção nas Bacias Formadoras de Mananciais de Água – Programa Nascentes, que será implementado com re-cursos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista – O Banco do Agronegócio Familiar – (Feap/ Banagro).

Esse projeto foi aprovado du-rante a 78ª Reunião do Conselho de Orientação do Feap, realizada em 23 de junho de 2015, e pre-vê a subvenção com recursos do Fundo para o produtor rural promover a recuperação de matas ciliares e nascentes em propriedades rurais, já pensando na adequação às regras do Novo Código Florestal.

O limite de reembolso é de R$ 24 mil, após a conclusão do

Iniciativa prevê a subvenção de projetos com recursos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista

projeto, respeitando os seguintes percentuais: 95% das despesas efetuadas para os pequenos produtores, com propriedades rurais de até 4 módulos fiscais; 90% para os produtores com pro-priedades entre 4 e 10 módulos fiscais, e 85% para os produtores com propriedades com mais de 10 módulos fiscais.

Mata ciliar é toda vegetação localizada às margens de nas-centes, rios, córregos, lagos e represas que desempenha importante papel na proteção e manutenção da quantidade e qualidade das águas, como tam-bém na estabilidade dos solos e controles de processos erosivos.

De acordo com o Secretário de Agricultura e Abastecimen-to, Arnaldo Jardim, o projeto foi idealizado para conciliar a manutenção e expansão da produção agrossilvipastoril, de modo sustentável com preser-vação ambiental, para fins de ampliar a proteção e conserva-ção dos recursos hídricos e da biodiversidade em áreas rurais. “Essa é mais uma das iniciativas do Governo do Estado de São Paulo que, sob o comando de Geraldo Alckmin, trabalha para

harmonizar a agricultura com o meio ambiente”, disse.

Para o secretário executivo do Feap, Fernando Aluizio Pontes de Oliveira Penteado, o auxilio será concedido aos produtores rurais que atendam as condições de be-neficiários do Projeto, “na medida da disponibilidade de recursos orçamentários e financeiros”, ponderou.

Penteado ressaltou que para efetuar a subvenção, os produ-tores deverão comparecer até a Casa da Agricultura de seu município ou ao Escritório de Desenvolvimento Rural da sua região, mantidos pela Coorde-nadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

“Caberá à Cati elaboração ou aprovação dos projetos executi-vos e acompanhamento da exe-cução por terceiros das práticas recomendadas, assim como o recebimento das obras e ser-viços realizados”, considerou Penteado.

Uma vez publicado o Decreto, aguarda-se o retorno do processo para que as regras, critérios e operacionalização aprovados pelo Conselho de Orientação do Feap sejam publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

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Histórias hilariantes de um chaveiro

(histórias verídicas)

Viciada entrega carro ao traficante e

chama o Chaveiro

A rotina do Chaveiro é impre-visível, ainda mais quando cre-denciado por companhias de seguro. A qualquer momento, o telefone pode tirá-lo de casa. Não importa a hora, o dever da profissão está em primeiro lugar quando a intenção é a de buscar ou fortalecer a credibili-dade adquirida.

Nesta coluna, com base em fatos reais, são várias as histórias narradas. O Chaveiro já salvou da morte uma criança trancada num carro, fez chaves até para um aliado de Hitler, testemunhou o constrangi-mento do homem cuja amante havia escondido as chaves do veículo em suas partes íntimas e de amantes trancados em apartamentos. Entre histórias hilárias, tristes ou com final feliz, o Chaveiro também corre

o risco de ser a vítima.

Numa noite chuvosa de sexta--feira, perto da chegada da ma-drugada, a companhia de seguro aciona o profissional para o caso de uma mulher em Itajubá, no Sul de Minas. O relato dava conta de que mulher havia perdido as chaves do veículo em uma rua da cidade. Sair de Cruzeiro naque-las condições e ter que enfrentar a serra até Itajubá nada mais que ossos do ofício.

Pouco antes de iniciar a via-gem, a luz da experiência faz o Chaveiro telefonar para um colega da cidade mineira. “Tem um caso de chave perdida aí em sua cidade. A companhia não acionou você?”, indaga o Cha-veiro. “Acionou, sim”, responde o mineiro. E segue a explicação. A mulher é viciada em drogas e havia deixado o carro do pai em

poder de um traficante até que pudesse pagar a conta.

“Eu fui até lá, mas o tra-ficante me impediu de fazer o serviço, me mandou sair e advertiu que vai meter bala se alguém fora buscar o carro. Ele só devolve se a dona pagar a conta”, explica o chaveiro de Itajubá. “To fora dessa”, res-ponde o Chaveiro de Cruzeiro. Para dar o caso como encer-rado, o Chaveiro narra os fatos à seguradora. Avisado, o pai da proprietária do carro elabora boletim de ocorrência e deixa o caso para a polícia.

Não fosse a experiência, o Chaveiro teria corrido riscos na rodovia serrana debaixo de temporal. Pior, sem conhecer Itajubá e os motivos do socorro, o Chaveiro poderia retornar a Cruzeiro numa urna mortuária.

O sujeito recebeu o salário e no-tou que vinha 500 reais a mais. Pegou o dinheiro e foi embora. No outro mês quando foi rece-ber o salário viu que faltava 500 reais.

Assim que viu foi direto reclamar com o chefe:

— Está faltando 500 reais no meu salário.

— Que engraçado, no mês pas-sado você recebeu 500 reais a mais e não reclamou.

— Eu sei, um erro eu aceito, mas dois é inadmissível.

A empregada, chorando, pega sua mala e se despede da patroa, que lhe pergunta:

- Ué, onde você vai?

- Para minha terra, Dona Frô, prá morrer junto dos meus familiares. - Mas o que aconteceu, querida? - Oh, Dona Frô! A senhora mes-mo fala que o seu marido é um excelente médico e que nunca errou um diagnóstico.

- Pois é... É verdade, ele nunca se engana no diagnóstico. Mas, o que isso tem a ver com sua saída de casa?

- Então Dona Frô, é que o Dotô, hoje pela manhã, antes de ir em-bora, me disse apertando minha bunda com as duas mãos: DES-SA NOITE VOCÊ NÃO PASDES-SA! Pai, me compra um iPhone 6?

– Qual a palavra mágica filhinha? – Naiara

– Quem é Naiara? – Sua amante.

– Já escolheu a cor da capa A moça vai procurar emprego como doméstica.

— Tenho uma vaga disponí-vel, mas tem de ser uma pessoa bastante estável — comenta a selecionadora.

— Tenho certeza de que sou a pessoa indicada. Fiquei doze anos na última casa!

— 12 anos? Puxa, que maravi-lha! E onde era essa casa? — A Casa de Detenção, dona! O menino entrou em casa e per-guntou pro pai:

— Paiê, eu nasci de um ovo? — Ora meu filho, claro que não! Mas que bobagem é essa? — É que quando eu entrei no elevador o porteiro disse pro faxineiro:

— "Olha aí o filho da galinha do quarto andar".

A mulher pergunta para o marido: – Meu bem, o que você faria se soubesse que o mundo fosse acabar daqui há dez minutos? – Eu faria amor com você, que-rida!

– E nos outros nove minutos?

A mocinha vinha sentindo dores estranhas há algum tempo e procura um médico. Após um exame, ele dá o veredicto: — A senhora está com Mal de Chagas!

— Mal de Chagas? Como é que eu peguei isso?

— A senhora deve ter sido chu-pada por um barbeiro!

— Filho da puta — comenta a mocinha. — Ele me disse que era advogado!

AGENDA DO SANNDRYNHO DJ

■ 25/06 - Cervejaria do Gordo - Projota - 23 horas (Lorena) ■ 25/06 - Terceira Etapa Circuito Crow Up Skateboard (Lorena) - 14 horas

■ 25/06 - Aldeia Country - Arraiá do Aldeia - Banda Arena (Cruzei-ro) - 23 horas

■ 08/ a 10/07 - Arraiá Espaço Colonial - Djs Felype Brother e João Lucas (Cruzeiro) - 19 horas ■ 02/07 - Espaço Show de Bola - Arraiá do Favela Fest - Mc Pe-queno (Cruzeiro) - 23 horas ■ 25/06 - Mutley Music Bar -

Ban-da Almanak - (Taubaté) - 23 horas ■ 25/06 - Cenário - Festival Pirata 15 (Lorena) - 22 horas

■ 17/07 - Aero Clube - Mcs Zaac e Jerry - Bumbum Granada - a explosão do Brasil e Valesca Popozuda - (Volta Redonda / RJ) - 23 horas

■ 25/06 - Renas Bar e Restau-rante - Sulamita Caetano - (Rua dos Mognos | Caviunas, 368 (Lavrinhas) - 21 horas

■ 30/07- Associação Cívica - Fes-ta Anos 90 - Clube do Balanço (Cruzeiro) - 23 horas

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O IMPACTO da Notícia

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O IMPACTO – HISTÓRIA

Paulo Antônio de Carvalho

No início da década de 1930, Cruzeiro despontava no mapa de São Paulo como um dos municípios mais prósperos. Fundado em 6 de março de 1871, Cruzeiro chegava ao ano de seu cinquentenário pondo-se ao lado de outros já quase bicentenários. Dimensão urbana, população e forte fluxo econômico compunham as vertentes que faziam o município estar entre os mais desenvolvidos do interior.

No plano regional, a cidade também despontava em função do traçado urbano. Enquanto Cachoeira Paulista, Lorena, Guaratinguetá e Taubaté com ruas estreitas e sinuosas, Cruzeiro se apresentava com ruas largas e retas, quarteirões bem definidos dispostos a permitir ampla visão da Serra da Mantiqueira. Graças ao projeto do engenheiro inglês, Herbert Hunt, Cruzeiro foi a sexta cidade planejada do País, símbolo de urbanização do futuro.

No ciclo de grande impulso dos anos de 30, o perímetro urbano de Cruzeiro seguia em direção à Rua 9, avançava para os lados da atual Rua Othon Barcelos e limitava com as cercas da Fazenda Boa Vista após a estrada de ferro mineira. Balsa transportava pessoas, produtos e animais na travessia do Rio Paraíba entre o Jataí (Itagaçaba) e a Rua 1.

No final de maio de 1932, no mesmo instante em que Cruzeiro crescia em ritmo acelerado, da mesma forma ganhavam força na capital do Estado movimentos de repulsa à ditadura do presidente Getúlio Vargas. Por aqui, os poucos rádios disponíveis apenas nas ricas resi-dências recebiam notícias do descontentamento. Na Estação Central da cidade, desembarcavam as edições diárias de jornais reportando a revolta paulista.

Sem saber mensurar o que estava perto de ocorrer, os 25 mil habitantes jamais pensariam ver Cruzeiro na rota da colisão entre tropas de guerra federais e estaduais. Por conta da localização estratégica, a cidade acabou no centro da Revolução de 1932.

A reportagem especial de O IMPACTO começa nesta edição, retratando o momento vivido pelo Brasil no início da década de 1930; a

tomada do poder pela ditadura Vargas, a reação das elites paulistanas, as manifestações de protestos populares nas ruas da capital, as mortes e prisões de estudantes que aceleraram a intentona paulista. Na próxima edição, O IMPACTO abordará a importância de Cruzeiro

durante todas as fases da revolução.

Cruzeiro no centro das batalhas de 32 (Parte 1)

1

Em 1930, Getúlio Vargas assumiu a presidência da República após o golpe que derrubou o presidente Washington Luís e impediu a posse do paulista Júlio Prestes, legitimamente eleito para o cargo. Com plenos poderes ofertados pela chamada Revolução de 1930, Vargas dissolveu o Congresso Nacional e limitou os poderes estaduais e municipais.

Um dos efeitos da Ditadura Vargas foi o fim da política do café com leite, orquestrada por políticos paulistas e mineiros para manter a predominância da força financeira dos aristocratas dos dois estados no comando da política nacional. São Paulo, o maior produtor de leite; Minas, maior pólo eleitoral e produtor de leite.

Descontente com o novo quadro, a elite financeira de São Paulo passou a manobrar campanhas pela edição de nova constituição federal, novas eleições e o fim do governo provisório de Getúlio. Com o apoio da imprensa - jornais e rádios – a investida ganhou força.

No início de 1932, as manifestações populares na capital paulista levaram Getúlio Vargas a editar código eleitoral com promessa de novo pleito para 1933. O anúncio não foi capaz de conter a escalada do descontentamento.

No dia 23 de maio, um comício de estudantes da Faculdade São Francisco gerou violência. No confronto, morreram os estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza, Antônio Américo Camargo e Orlando de Oliveira Alvarenga. A partir de então, a crescente revolta fez o surgir o MMDC, iniciais dos nomes de quatro estudantes mortos (Mário, Miragaia, Dráusio e Camargo). Orlando Alvarenga não foi lembrado na sigla MMDC porque seu nome entrou posteriormente na lista de mortos.

O MMDC ganhou forte apoio popular na articulação da luta armada proposta por São Paulo. NO dia 9 de julho, lideradas pelo General Isidoro Dias Lopes, as forças paulistas iniciaram a marcha para o Rio de Janeiro, dando origem à Revolução Constitucionalista de 1932.

Com o objetivo de derrubar Getúlio Vargas, os paulistas tinham como certo o apoio das forças gaúchas, mineiras e matogrossenses. Não aconte-ceu. Vargas soube negociar o isolamento de São Paulo. Sem poderio bélico suficiente, o comando da revolução passou a arrecadar ouro da população para a compra de armas americanas, mas o navio foi interceptado pela Marinha e o Porto de Santos dominado por tropas de Getulio.

Sem apoio de outros estados, com poder bélico aquém e voluntários mal treinados, São Paulo se viu sitiada pelas tropas federais. Sem alternativas, a rendição paulista ocorreu no dia 2 de outubro, em Cruzeiro. Apesar de derrotado no campo de batalha, o movimento paulista atingiu seus objetivos. Em 3 de maio de 1933, foram realizadas as eleições para a Assembléia Nacional Constituinte. Pela primeira vez, as mulheres puderam votar num pleito nacional.

Presidente Getúlio Vargas, centro da foto, partindo de Itararé (SP) rumo ao Rio de Janeiro após a Revolução de 1930, golpe que acendeu o estopim da Revolução Constitucionalista de 1932.

Ditadura Vargas motivou revolução

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Durante a revolução, enquanto solda-dos da força pública e voluntários enfren-tavam as tropas federais no sul, no oeste e no Vale do Paraíba, o comando paulista e o comando federal travavam outras batalhas. Para motivar a população, foi lançada a campanha “Ouro Para o Bem de São Paulo”, também chamada de “Ouro Para a Vitória”.

Assim, persuadidos, milhares doaram jóias e dinheiro para a compra de armamento nos Estados Unidos. A estratégia ma-logrou com a tomada do Porto de Santos e pela interceptação pela Marinha do navio que transportava a encomenda. Em vez de servir aos paulistas, as armas foram incorporadas ao exército de Getúlio.

São Paulo também criou moeda própria. Na ofensiva, os es-trategistas de Vargas mandaram falsificar cédulas. Distribuído na capital do Estado, o dinheiro desestabilizou a economia paulista.

Enquanto o comando da revolução alardeava a luta pela constituição federal, os interlocutores de Vargas pregavam que a luta armada tinha outro objetivo, o de tornar São Paulo um país. A versão visava despertar a ira de outros estados.

O fato é que, segundo historiadores, a Revolução de 1932, apesar do rótulo de Constitucionalista, também embutia outros interesses. A elite fi-nanceira e política paulista não aceitavam que o estado mais rico do Brasil fosse mantido submisso ao comando do gaúcho Getúlio Vargas. O movi-mento armado também interessava aos chamados separatistas, políticos e empresários dispostos a tornar São Paulo independente, um país.

As batalhas das estratégias de guerra

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Desde as primeiras manifestações contra o governo de Getúlio Var-gas, a imprensa paulista não poupou manchetes aos interesses de São Paulo. Com textos de forte capacidade de persuasão, os principais jornais da capital tornaram-se instrumentos de motivação popular. Durante as manifestações de rua, na campanha do ouro ou no noticiário diário dos combates, os editores tratavam de por a luta armada como a grande causa nacional.

Mesmo no auge das batalhas, no momento de enfraquecimento das tropas revolucionárias, os jornais e rádios tratavam de forjar notícias atri-buindo significativos avanços. Para os leitores, a impressão de que os soldados paulistas estavam

em vantagem nas trincheiras não retratava a realidade. Contudo, para o comando, manter o povo paulista unido entorno dos ideais da revolução era fundamental.

Enquanto as edições matinais asseguravam baixas nas forças de Getúlio, nos campos de batalha o aniquilamento paulista tornava-se cada vez mais intenso. Apenas perto do final dos combates as versões oficiais passaram a estampar as manchetes. Comentaristas de rádios e articulistas de jornais chegaram a atribuir a derrota ao que chamaram de traição dos estados anteriormente tidos como aliados, notadamente Minas Gerais e Mato Grosso que, convencidos por Getúlio Vargas, deixaram São Paulo isolado.

Para manter motivação,

imprensa forjou fatos

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Principal acesso ao Rio de Janeiro, o Vale do Paraíba foi estratégico durante a marcha paulista. Ao menos três rotas foram estabelecidas como essenciais pra a investida que poderia resultar na tomada do Rio de Janeiro, então capital brasileira. Objetivo era a derrubada do governo de Getúlio Vargas.

Por Cunha, os soldados paulistas invadiriam a região litorânea fluminense. Por Bananal e Queluz, partiriam as tropas para a tomada de Resende e de Barra Mansa. Fechado o cerco, a derradeira investida seria o palácio do governo. Em Cruzeiro, tropas paulistas aguardariam a chegada dos mineiros. O forte contingente poderia garantir o sucesso da investida.

No entanto, em vez de avançar sobre território fluminense, os soldados paulistas tiveram que recuar em consequência do forte aparato militar federal. Assim, o cerco getulista conseguiu mudar as regras do jogo, pondo os adversários em desespero nas trincheiras. Os paulistas sequer chegaram a pisar em território fluminense. Como efeito dominó, as frentes desabaram.

Principal Quartel das forças paulistas na região, Cruzeiro enfrentou semanas de terror. Na Serra da Mantiqueira - nas regiões do Grande Túnel e do Itaguaré - os soldados revolucionários ainda tentaram evitar o avanço das tropas mineiras. Antes amigas, as forças de Minas Gerais, convencidas por Getúlio Vargas, chegaram como inimigas de São Paulo. Fortemente armados e preparados, os mineiros impu-seram sangrenta derrota aos paulistas.

Pela rota do Vale, paulistas

pretendiam invadir Rio de Janeiro

■ Cruzeiro no centro das ba-talhas

■ Uma cidade sitiada

■ O acordo do armistício, a rendição paulista

■ A Capital da Revolução de 32 No Obelisco do Ibirapuera, na capital do Estado, estão as cinzas de 713 ex-combatentes. No mesmo local, também dos cinco jovens mortos em decorrência do protesto contra Getúlio Vargas em 23 de maio de 1932. Nos cemitérios de cidades do interior onde

ocorre-ram conflitos armados, o total de soldados paulistas mortos chega a cerca de dois mil. Do lado fe-deral, não foi divulgada a soma de mortos.

No auge das batalhas, as tropas paulistas nas trincheiras somavam perto de 50 mil entre soldados da Força Pública (10 mil) e voluntários (40 mil). O número de voluntários alistados chegou a 200 mil. Desses, muitos não compareceram, outros desis-tiram logo no início e parte optou pelo trabalho de apoio. Pelo lado das tropas de Getúlio, atuaram ao menos 100 mil homens do Exérci-to, da Marinha e da Aeronáutica.

Soldados socorrem ferido

Obelisco guarda cinzas de ex-combatentes

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Luta pela

Constituinte deixou

milhares de mortos

NA

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