INSIGHT
LIÇÃO 3
Capítulo I: “Elementos”
Mendo Castro Henriques UCP-Lisboa
INSIGHT:UM ESTUDO DO ENTENDIMENTO HUMANO CAPÍTULO 1 - “ELEMENTOS” 1- Instância Dramática 2- Definição 2.1- Uma Chave 2.2 - Conceitos 2.3 - A Imagem 2.4 - A Questão 2.5- Génese
2.6- Definição nominal e Explicativa 2.7- Termos Primitivos
§1 “EUREKA – UMA INSTÂNCIA DRAMÁTICA”
Pesquisa Imagem Evidência
“entendimento é entender as formas [eide] nas imagens”
[ta men oun eide to noetikon en tois fantasmakai]
§2 “DEFINIÇÃO” E CONCEITO Oversight e Insight
-Compreender como fonte de conceitos, geração criadora, não “agarrar" ou "receber" conceitos
-O "velho quebra-cabeça dos termos primitivos" (36)
-"Para cada insight básico, há um círculo de termos e relações, tal que os termos fixam as relações, as relações fixam os termos e o insight fixa ambos." (36)
§2 “DEFINIÇÃO” E CONCEITO
“As definições não ocorrem num vácuo privado. Surgem em solidariedade com experiências, imagens, perguntas e evidências. É verdade que cada definição envolve vários termos, mas é igualmente verdade que nenhuma visão pode ser expressa por um único termo, e não é verdade que cada visão pressupõe descobertas anteriores (36. ")
Definições e Conceitos nominais, descritivos, explicativos O que é um ângulo reto?
§2 DEFINIÇÕES & CONCEITOS
"As definições não ocorrem num vácuo privado. Surgem em solidariedade com as experiências, imagens, perguntas e insights. É verdade que cada definição envolve vários termos, mas é igualmente verdade que nenhum insight pode ser expresso por um único termo, e não é verdade que cada insight pressupõe descobertas anteriores (36. ")
§
3 TIPOS DE DEFINIÇÕES & CONCEITOS•Nominal: "Ambas as definições, nominais e explicativas ,supõem insights... As definições nominais apenas nos falam do uso correto de nomes." (36/35)
•Descritiva (senso comum): "Existe, portanto, um determinado campo ou domínio de descrição comum. O seu ponto de vista definidor ou formal é a coisa em relação a nós, que entra nas preocupações dos [seres humanos]. "(317)
•Há semelhanças das coisas em suas relações [sensíveis] para nós. Assim, elas podem ser semelhantes na cor ou forma, semelhantes aos sons que emitem, semelhantes em gosto ou odor, semelhantes nas qualidades tácteis de quente e frio, húmido e seco, leve e pesada, áspera e lisa, dura e mole . "(61)
•Explicativa (implícita): "A explicação trata das mesmas coisas que se relacionam entre si." (316)
O QUE É?
CONCEPTUALISMO
Borboleta (conceito
geral)
PRIORIDADE DE INVESTIGAÇÃO &
EVIDÊNCIA
O que é? Evidência (entender) “Borboleta/Lua” conceito descritivoCONCEPTUALISMO
"Deste modo, como resultado da perceção de tais e quais animais, a ideia geral do animal é formada, e esta última serve para formar conceitos ainda mais amplos."
O QUE FAZ UM ÂNGULO SER RETO?
"Quando uma linha reta assente em uma linha reta faz com que os ângulos adjacentes sejam iguais entre si, cada um dos ângulos iguais é reto, e a linha reta assente sobre a outro a chamada perpendicular àquela sobre que jaz."
POR QUE UMA ELIPSE É UMA ELIPSE?
O QUE FAZ DE UMA ELIPSE UMA ELIPSE?
POR QUE UMA ELIPSE É UMA ELIPSE?
O QUE FAZ DE UMA ELIPSE UMA ELIPSE?
POR QUE UM CONE É UM CONE?
DAVID HILBERT: DEFINIÇÃO IMPLÍCITA "QUANDO AO INVÉS DE PONTO, LINHA,
PLANO, SOMOS CAPAZES DE DIZER CANECA, CADEIRA, MESA."
DEFINIÇÃO IMPLÍCITA
E O ANSHAUULICHES PROBLEM
(PROBLEMA DA IMAGINAÇÃO INTUITIVA)
§4 “EVIDÊNCIAS INVERSAS”
"As evidências inversas pressupõem um objeto positivo, que é
apresentado pelos sentidos ou representado pela imaginação. Mas enquanto a evidência direta responde ao esforço espontâneo da inteligência para compreender, a evidência inversa responde a uma atitude mais subtil e fundamental que distingue entre diferentes graus ou níveis ou tipos de inteligibilidade. "(43-44)
QUAL É A RELAÇÃO DA DIAGONAL DE UM
QUADRADO COM O SEU LADO?
Proporção: A: D :: M: N
QUAL É A RELAÇÃO DA DIAGONAL DE UM QUADRADO COM O SEU LADO? "EU CONTINUO A TENTAR, MAS NÃO CONSIGO ENCONTRAR M: N"
"TALVEZ NÃO EXISTA ESSA RELAÇÃO" = EVIDÊNCIA INVERSA MAS SERÁ QUE É CORRETO?
Prova: Suponha que há um m: n = A: D.
• Vamos ter certeza que é o mais baixo, de modo que m e n não têm fatores comuns, por exemplo, não são os números pares.
• Então, vamos tirar todos os fatores comuns, então temos m: n = p: q = A: D. • Mas A2 + A2 = D2, o que significa que 2A2 = D2.
• Então isso significa que D2/A2 = q2 / p2 = 2 ou, p2 = 2 Q2.
• Então p2 deve ser mesmo e, portanto, p deve ser uniforme. • O que significa p = 2r.
• E, portanto, p2 = (2r) 2 = 4R2.
• Isso significa que, 4R2 = 2 q2, ou 2R2 = Q2. • Então, q2 deve ser mesmo.
• Mas, espere um minuto, se q2 é par, então q é ainda também. • Mas já assumido que p e q não podem ambos ser mesmo.
§3 “PERSPETIVAS SUPERIORES”
"Perspetivas individuais ocorrem de forma isolada ou em
áreas afins. Neste último caso, combinam, agrupam,
aglutinam, no domínio de um assunto; estabelecem conjuntos de definições, postulados, deduções, admitem aplicações a muitos tipos de casos. Mas o problema não termina aí.
“Surgem ainda mais ideias. As limitações da posição anterior
são reconhecidas. Novas definições e postulados são
§3 “PERSPETIVAS SUPERIORES”
O que é um número?
O que faz um número ser um número? Apontar e contar?
Adição, subtração, multiplicação, divisão, potências e raízes Criar outro do mesmo tipo!
§4 “EVIDÊNCIAS INVERSAS ”
"As evidências inversas só ocorrem no contexto de
desenvolvimentos muito maiores do pensamento humano. A declaração do seu conteúdo tem que apelar a sistemas posteriores que exploraram de forma positiva a sua contribuição negativa. O sucesso de tais sistemas posteriores tende a gerar uma rotina que elimina as antecipações mais espontâneas da inteligência " (44)
§5 “RESÍDUO EMPÍRICO”
"Resíduo empírico
(1) consiste em dados empíricos positivos
(2) é-lhe negada qualquer inteligibilidade imanente de si próprio, e ...
(3) “...está ligado a uma inteligibilidade superior