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Emergências Obstétricas. Lianne Namie Hachiya Enfermeira Obstétrica

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Academic year: 2021

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(1)

Emergências Obstétricas

Lianne Namie Hachiya Enfermeira Obstétrica [email protected]

(2)

CONCEITO:

 Urgência – ocorrência de agravo à saúde com ou sem risco de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata;

 Emergência – constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo portanto; tratamento imediato.

(3)

 Aborto

 Placenta prévia

 Descolamento prematuro da placenta  Inserção velamentosa do cordão

 Prolapso do cordão  Rotura uterina

 Atonia uterina/hemorragia pós-parto  Lacerações perineal

 Toxemias gravídicas ou DHEG  Apresentações anômalas

 Sofrimento fetal agudo  Embolia amniótica

(4)

Aborto

É a interrupção da gravidez com a eliminação de um embrião ou feto com menos

de 500 gramas ou 20

semanas de gestação e seus anexos. Pode ser classificado

(5)

Placenta prévia

Consiste na implantação da placenta no segmento uterino inferior, até 2cm do

orifício interno do colo, após a 28ª semana gestacional, podendo ou

não estar abaixo da

apresentação fetal. Incide em 0,5 a 1,5% das

(6)

Classificação

Completa ou total: a placenta oclui

completamente o orifício cervical interno(OCI)

(7)

Parcial:

a placenta oclui

(8)

Marginal:

a placenta atinge a borda do OCI, mas não o

(9)

Lateral:

a placenta dista menos de 2cm do OCI, sem

(10)

Fatores de risco

 Idade materna avançada  Multiparidade

 Cesárea anterior  Curetagens uterina  Cirurgias uterinas

 Extração manual da placenta  Gestação gemelar

 Tabagismo

 Patologias que deformam a cavidade uterina (malformação,miomatose)

(11)

Diagnóstico

Clínico

 Sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, de início e cessar súbitos, caráter intermitente e

progressivo.

 Não realizar toque vaginal.

 Exame especular: visualizar origem do sangramento.

 Exame abdominal: bcf presentes, útero indolor, tônus uterino normal.

(12)

Ultra-sonográfico

 Exame de escolha para diagnóstico  Ideal avaliação por via transvaginal.

 Freqüente apresentações fetais anômalas.

 Sem a presença do sangramento, o diagnóstico ecográfico é feito com segurança após a 28ª

(13)

Conduta

Gestação < 37 semanas  Internamento até o parto  Repouso

 Estabilização hemodinâmica  Tipagem sanguínea

 Correção dos índices hematimétricos : manter hemoglobina > 10g/dl

 Avaliação da vitalidade fetal : CTG 2x semana ou diária se houver sangramento vaginal ativo

(14)

 Uso de corticóide:

1. Entre 24 e 34 semanas

2. Betametasona ou dexametasona

3. Dose : 24mg , fracionada 12mg IM 24 /24h ou 6mg IM 12/12h (2 dias)

4. Repetir corticóide na vigência da resolução (antes de 34 semanas) se dose anterior

aplicada há mais de 3 a 4 semanas.  Inibição do TPP : paciente

hemodinamicamente estável, sangramento vaginal leve, feto muito prematuro.

(15)

Interrupção da gestação se:  Comprometimento da

vitalidade fetal

 Sangramento profuso

 Maturidade fetal presente: pesquisar a partir de 35 semanas (laboratorial)  Trabalho de parto

(16)

Gestação > 37 semanas  Interrupção da gestação: cesárea  Sangramento abundante  Comprometimento da vitalidade fetal

 Placenta prévia total ou parcial  Placenta marginal ou lateral com

(17)

Parto vaginal:

 Sangramento discreto  Feto com boa vitalidade  Placenta marginal ou

(18)

Complicações

 Acretismo placentário  Sangramento vaginal

pós-parto

(19)

Descolamento prematuro

da placenta

É definida como a separação intempestiva da placenta normalmente inserida de seu

sítio de implantação, depois da 20ª semana gestacional e

antes do nascimento do concepto. Incide em 0,5 a

(20)

Etiologia

Sua causa primária é desconhecida. São fatores de risco:

 Distúrbios hipertensivos na gravidez  DPP anterior

 Multiparidade

 Idade materna avançada  Tabagismo

(21)

 Uso de cocaína e/ou outras drogas  Trauma externo

 Sobredistensão uterina (gestação múltipla, polidrâmnio)

(22)

Diagnóstico

Clínico:

 Dor: mais comumente repentina,intensa e constante.

 Hemorragia: sangramento vaginal de início súbito, vermelho escuro, sem episódios anteriores.

 Hipertonia uterina.

(23)

Ultra-sonográfico:

 Baixa sensibilidade, podendo não demonstrar o hematoma em até 30% dos casos.

 Tem importância fundamental no diagnóstico da vitalidade fetal , influenciando na conduta.

(24)

Conduta

Hospitalização imediata Medidas gerais:

 Oxigenação

 Punção venosa de grosso calibre

 Reposição volêmica: infusão de RL ou SF 0,9% 1000ml

(25)

 Sondagem vesical de demora (controle da diurese)

 Cateter para PVC, se necessário.

 Amniotomia: diminui a pressão intra-uterina e melhora a oxigenação fetal

 Hemotransfusão: nos casos de instabilidade hemodinâmica

(26)

Propedêutica laboratorial:

 Tipagem sanguínea e provas cruzadas  Hematimetria

 Coagulograma

 Dosagem de fibrinogênio

 Provas de função renal (uréia, creatinina, ácido úrico)

(27)

Conduta A- Cesárea

Feto vivo viável

Feto morto com comprometimento materno progressivo

B- Parto vaginal

Feto morto ou inviável

Feto vivo com boa vitalidade e possibilidade de parto rápido , com quadro materno estável.

(28)

Complicações  Choque hemorrágico  CIVD  Insuficiência renal  Insuficiência cárdio-respiratória  Morte materna

(29)

Rotura de vasa prévia

Causa rara de hemorragia grave no terceiro trimestre da

gestação, de origem fetal, concomitante a perda de líquido amniótico, levando

freqüentemente ao óbito.

Sangramento indolor se ausência de trabalho de parto.

O parto imediato é essencial se feto vivo.

(30)

Gravidez ectópica

corresponde à

nidação do ovo fora da cavidade uterina.

(31)

Diagnóstico

Clínico

 anamnese - história de atraso menstrual, teste

positivo para gravidez, perda sanguínea uterina, dores no baixo-ventre;

 exame físico - avaliação das condições gerais, sinais de irritação peritonial, etc;

 exame especular - pode mostrar a presença do sangramento

 toque vaginal - verifica-se o amolecimento do colo, o aumento uterino e a palpação das zonas anexiais, que, além de provocar dor, pode

(32)

Ultra-sonografia

 Verifica-se a presença de tumor anexial (às

vezes, com batimentos cardíacos) e de líquido livre no fundo do saco posterior.

 Na ausência do recurso ultra-sonográfico, pode-se usar a punção do fundo de saco vaginal

posterior, à procura de sangue na cavidade abdominal.

(33)

Conduta

A conduta geralmente é cirúrgica: laparotomia

ou laparoscopia. Para a gravidez tubária

rota, indica-se a

salpingectomia. Para a íntegra, a conduta

dependerá da mulher ter ou não prole constituída

ou desejar nova gestação.

(34)

Se não houver desejo de nova gravidez,

pratica-se a salpingectomia. Caso contrário, está

indicada a cirurgia conservadora

(salpingostomia ou a ressecção segmentar).

(35)

Rotura uterina

A rotura uterina é uma complicação obstétrica

séria. A incidência é bastante variável. A incidência global é de

(36)

Fatores predisponentes

 Multiparidade

 Cicatriz de cesárea anterior  Rotura uterina prévia

 Cirurgias uterinas prévias

 Anomalias congênitas uterinas  Desproporção céfalo-pélvica  Macrossomia fetal

 Apresentações anômalas  Sobredistensão uterina

(37)

Diagnóstico

Clínico

 Dor de localização suprapúbica, abrupta e intensa  Desaparecimento das contrações uterinas

 Sensibilidade extrema à palpação uterina

 Hemorragia sangramento vaginal moderado

 Desaparecimento dos batimentos cardíaco fetal  Sinal de Freund - sangramento vaginal aumenta

com a mobilização da apresentação  Sinal de Clark -crepitação subcutânea

(38)

Ultra-sonografia - feto na cavidade abdominal

Curagem uterina - pós parto para exploração do segmento uterino inferior

(39)

Tratamento

 Estabilização hemodinâmica

 Tipagem sanguínea e reserva de sangue  Tratamento cirúrgico:

 Sutura uterina:

Pacientes jovens que desejam mais filhos Rotura de pequena extensão

(40)

Histerectomia:

 Roturas extensas ou hemorragias rebeldes

 Rotura tardia, associada a infecção peritoneal

(41)

Prognóstico

O prognóstico depende de vários fatores, como localização e extensão da rotura, rapidez no diagnóstico e na conduta. A mortalidade materna varia de 2 a 30 % geralmente devido ao choque hipovolêmico. A mortalidade fetal é alta, variando de 30 a 85 %, a maioria devida ao descolamento da placenta.

(42)

Prolapso de cordão

complicação rara que ocorre em aproximadamente 1:1.000

partos, na qual o cordão umbilical precede o concepto

na sua passagem através do canal do nascimento. Quando

o concepto emerge através do estreito inferior do canal do parto, o cordão prolapsado

é comprimido e o suprimento sangüíneo ao concepto é

(43)

Esta complicação pode ser evidente ou não (oculta). Em geral, o prolapso evidente ocorre quando o concepto apresenta-se pélvico, mas ele pode ocorrer na apresentação cefálica, sobretudo quando houver uma ruptura prematura das membranas ou quando o feto não desceu para o interior da pelve materna.

(44)

Quando o feto não progrediu e as membranas amnióticas estiverem íntegras, ao toque vaginal, ocorre a sensibilidade da pulsação do cordão umbilical, pois o mesmo encontra-se anterior ao pólo de apresentação, ocorrendo então a procedência do cordão; quando rotas as membranas, o fluxo de líquido pode arrastar o cordão umbilical antes do feto.

(45)

Não se deve romper as membranas amnióticas

precocemente, exceto quando a cabeça do feto já se encontra no interior da pelve e também; independente da integridade das membranas, o cordão pode localizar-se lateralmente ao pólo de apresentação, ocorrendo a laterocedência de cordão que geralmente é oculta e observada pela bradicardia fetal.

(46)

Quando ocorre um prolapso do cordão umbilical, a realização imediata do parto (geralmente uma cesariana) é necessária para se evitar a morteo fetal em decorrência da interrupção do suprimento sangüíneo.

Durante a cirurgia até que seja alcançado o pólo de apresentação, deve-se manter o concepto afastado do cordão para que o fluxo sangüíneo através do cordão prolapsado não seja interrompido.

(47)

Distócia de ombros

É quando no parto vaginal ou

mesmo na cesárea, ocorre o desprendimento da cabeça

fetal e uma impactação do ombro anterior na sínfise púbica. A bacia materna é suficiente para a passagem

da cabeça fetal, porém pequena para os ombros, sendo necessário utilizar-se

de técnicas e profissionais capacitados

(48)

Parto com Fórceps

É um instrumento utilizado para extrair a cabeça do feto quando o parto normal torna-se difícil. É

indicado quando:

Parada de progressão da cabeça: isto pode ser devido às contrações uterinas ineficazes; falhas na rotação da cabeça; exaustão da mãe devido trabalho de parto prolongado; uso de anestesia peridural, que a parturiente solicita para ser um parto sem dor.

(49)

Abreviar o trabalho de parto: quando é evidenciado sinais de sofrimento fetal (diminuição do BCF, líquido amniótico meconial) ocasionado por uma hipóxia fetal.

(50)

Circular de cordão

Circular de cordão é a volta que o cordão umbilical faz em torno do pescoço do feto, podendo chegar até 3 voltas. Isto é evidenciado no

período expulsivo durante o desprendimento da cabeça. Em alguns casos o cordão deverá ser cortado antes do desprendimento do

(51)

Desproporção céfalo-pélvica

A relação do tamanho do feto com a pelve materna é

de grande importância, quando o polo céfálico não se encaixa na bacia óssea,

ocorre a parada da

progressão e da dilatação, sendo às vezes necessário

a resolução por parto cesárea.

(52)

Embolia amniótica

A embolia de líquido amniótico é a obstrução de uma artéria pulmonar da mãe pelo líquido amniótico. Muito raramente, um êmbolo (uma massa de material estranho na corrente sangüínea) formado por líquido amniótico penetra na corrente sangüínea da mãe, geralmente durante um trabalho de parto particularmente traumático com ruptura das membranas.

(53)

O êmbolo desloca- se até os pulmões da mãe e obstrui uma artéria. Essa obstrução é denominada embolia pulmonar. Ela pode produzir um aumento da freqüência cardíaca, arritmias cardíacas, colapso, choque ou inclusive parada cardíaca e morte. Quando a mãe sobrevive, a coagulação intravascular disseminada é uma complicação comum e exige tratamento de emergência.

(54)

Hemorragia uterina

A hemorragia uterina é uma consequência importante após o parto. Comumente, a mãe perde aproximadamente 500 ml de sangue durante o parto. Os vasos sangüíneos permanecem abertos quando ocorre a dequitação e se fecham com o miotamponamento que ocorrem no 4º período ou Período de Greenberg e mantêm-se fechados até a cicatrização durante o puerpério.

(55)

Portanto, a perda sangüínea pode ser maior quando o útero não contrai ou quando um fragmento de placenta permanece no interior do mesmo após a dequitação e impede que ele contraia-se totalmente. Uma laceração da vagina ou do colo do útero também pode causar hemorragia.

(56)

Sofrimento fetal

Sofrimento fetal ou hipóxia neonatal ocorre quando o feto é submetido a períodos de hipóxia (privação de oxigênio). Pode ser agudo ou crônico.

Sofrimento fetal agudo - quadro de asfixia grave que ocorre, geralmente, durante o trabalho de parto e que se caracteriza por redução brusca e intensa das trocas materno-fetais.

(57)

O processo pode se instalar em fetos saudáveis ou naqueles previamente doentes, com reservas de oxigênio cronicamente comprometidas (sofrimento fetal crônico), sendo habitualmente diagnosticado por alterações da frequência cardíaca fetal que nos informam sobre a integridade dos centros cerebrais reguladores das funções cardiocirculatórias do concepto. Esses centros superiores de controle e regulação dependem da correta oxigenação para o seu adequado funcionamento.

(58)

Sofrimento fetal crônico - aquele típico da gravidez de alto risco, quando o feto é crônica e lentamente acometido por carência de oxigênio e de nutrientes. É causado pela insuficiência da placenta em nutrir e oxigenar adequadamente o feto (insuficiência placentária).

(59)

Gravidez gemelar

Definimos gravidez gemelar aquela que

apresenta dois ou mais fetos,

simultaneamente. A gravidez gemelar dupla é mais comum

com freqüência de 1/80, chegando a 1/512.000 no caso de

(60)

Essa incidência aumenta com a idade, dos 35 a 40

anos e diminui após os 40. Além da idade

materna, temos influência da paridade (ou número de filhos de uma mulher)

maior paridade, maior a probabilidade de ter

(61)

Apresentações anômalas

É quando o feto apresenta – se na bacia óssea materna:

cefálico defletido de 2º e 3º grau

(62)
(63)

A resolução mais indicada é o parto cesárea, porém se

necessário o nascimento por parto vaginal, deve-se

utilizar da Manobra de Mauriceau

(64)
(65)
(66)

Toxemia gravídica

Doença de causa desconhecida, caracterizada pelo aumento da pressão arterial durante a gravidez, proteinúria e aumento de peso acima

de 500 g por semana (caracterizado por

edema), causando riscos para a mãe e para o

(67)

Classificação:

•pré-eclâmpsia - forma não

convulsiva marcado pelo início da hipertensão aguda após a 20ª

semana de gestação,

• eclâmpsia - distúrbio hipertensivo gestacional que se caracteriza por episódios convulsivos

conseqüentes a efeitos cerebrais profundos da pré-eclâmpsia.

(68)

Síndrome de HELLP é uma grave complicação da gestação caracterizada por: (H) hemólise, (EL) enzimas hepáticas elevadas e (LP) baixa contagem de plaquetas. Aproximadamente 2% das mulheres com a Síndrome de HELLP e 8% dos bebês morrem em decorrência da doença.

Pacientes com eclâmpsia devem ter um pré-natal de alta qualidade. É necessário repouso e monitoramento constante. Já no caso da eclâmpsia a internação é obrigatória.

(69)

Laceração perineal

Lesão no períneo que pode ocorrer durante o

nascimento, de forma espontânea e/ou iatrogênica, para tal, devemos ressaltar a

importância da proteção perineal.

(70)

Classificação de rotura

perineal

 Rotura espontânea resulta de má assistência e

negligência ao parto

 Rotura traumática resulta de partos operatórios vaginal mal indicados ou

(71)

Episiotomia

ainda é uma técnica de grande valia quando necessária.

(72)

Referências

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