CÉSAR AUGUSTO TEIXEIRA DE OLIVEIRA ESTUDO DA CORRELAÇÃO DA ESTATURA DE INDIVÍDUOS PELA ANÁLISE DOS INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES DE BELÉM, PARÁ.

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Texto

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CÉSAR AUGUSTO TEIXEIRA DE OLIVEIRA

ESTUDO DA CORRELAÇÃO DA ESTATURA DE INDIVÍDUOS PELA ANÁLISE DOS INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES DE BELÉM, PARÁ.

Belém 2006

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CÉSAR AUGUSTO TEIXEIRA DE OLIVEIRA

ESTUDO DA CORRELAÇÃO DA ESTATURA DE INDIVÍDUOS PELA ANÁLISE DOS INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES DE BELÉM, PARÁ.

Dissertação apresentada à Universidade Federal do Pará – Curso de Odontologia, para obtenção do título de Ms. em Odontologia.

Área de Concentração: Odontologia Legal Orientadora: Profª. Drª. Regina Fátima Feio Barroso.

Belém 2006

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C521 Oliveira, César Augusto Teixeira de

Estudo da correlação da estatura pela análise dos incisivos centrais superiores em indivíduos de Belém, Pará. / Cesar Augusto Teixeira de Oliveira; orientador: Regina Fátima Feio Barroso. – Belém, 2006.

Orientadora: Profª. Drª. Regina Fátima Feio Barroso. Belém, 2006.

Programa de pós-graduação em odontologia, área de concentração: Odontologia Legal .

Dissertação (Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Odontologia. Área de Concentração: Odontologia Legal) – Curso de Odontologia da Universidade Federal do Pará.

1. Medicina legal 2. Odontologia Legal

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CÉSAR AUGUSTO TEIXEIRA DE OLIVEIRA

ESTUDO DA CORRELAÇÃO DA ESTATURA DE INDIVÍDUOS PELA ANÁLISE DOS INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES DE BELÉM, PARÁ.

Data de Defesa:

Belém, 21 de junho de 2006.

Banca Examinadora

Profª. Drª. Edir Veiga

Julgamento: _______________ Assinatura:______________________

Prof. Dr. Fabrício Tuji

Julgamento: _______________ Assinatura:______________________

Prof. Dr. João Pinheiro

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A Deus pelo Dom da vida por abençoar meus caminhos . Pelas oportunidades que surgiram no momento certo .

A meu filho Rodrigo Augusto , uma pessoa única que me ensinou a viver com amor.

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AGRADECIMENTOS

A Prof. Regina Barroso pela sabedoria e paciência com que conduziu a orientação deste trabalho .

A Prof. Suely Lamarão Coordenadora do programa de pôs graduação da UFPA , pelo desempenho na administração do mesmo .

Aos meus pais Wilson Coqueiro de Oliveira e Beatriz Teixeira de Oliveira que tanto neste plano como no mais elevado que se encontram fica a saudade e eterna gratidão pela vida que preciosamente me agraciaram .

Aos meus irmãos, eternos parceiros . Othon, Felix , Luiz , Antonio , Edwaldo , Roberto , Wilbea e Paulo .

Aos amigos que carinhosamente ajudaram muito, Áurea Maria , Evelyse Rodrigues, Mara, Dayane Valéria , Janilson pinheiro e Helder Costa.

Aos colegas do Mestrado pelo apoio e amizade. A Yêda pela ajuda na normalização deste trabalho.

Aos meus sobrinhos “Robertinho e Othinho”, que com paciência disponibilizaram parte de seu tempo na realização deste.

A cada pessoa que contribuiu direta e indiretamente, todo o meu carinho e gratidão.

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Os dentes, às vezes, são “modestos grãos de areia” que se transformam pela alquimia da Medicina Legal em “preciosas gemas”.

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RESUMO

O trabalho objetiva estudar a correlação entre o comprimento total dos incisivos centrais superiores permanentes e a estatura , de indivíduos de Belém Estado do Pará na faixa etária de 20-35 anos , como subsídio para a Antropologia Forense , Odontologia Legal e Medicina legal , na elaboração de laudos periciais para a autoridade policial e judiciária , principalmente no que se refere à identidade e identificação. Foram estudados 100 indivíduos, sendo 50 do gênero masculino e 50 do gênero feminino. Para a obtenção da estatura foi utilizada uma balança antropométrica e para o comprimento total dos incisivos, utilizou-se a técnica radiológica do cone longo. Os resultado foram analisados através do Coeficiente de Correlação de Pearson, onde foram encontrados a valores diferentes de zero, para ambos os gêneros e o teste t de “STUDENT” que indicou que o coeficiente de correlação amostral foi estatisticamente diferente de zero entre as variáveis estudadas, para ambos os gênero, indicando que não existe correlação significativa entre o comprimento dos incisivos e à estatura dos indivíduos.

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ABSTRACT

We look for in the present work to study the correlation enters the total length of the incisors permanent superior central offices and the stature, and we elaborate the studied variables in accordance with a table reference of estimate of the stature in paraenses, children of brazilians, both sex, the metropolitan region of Belém State of Pará in the band age of 20-35 years, and its importance as subsidy for the Forensic Anthropology, Legal Odontology and Medical jurisprudence, in the elaboration of expert reports for the police or judiciary authority, mainly as for identity and identification. For this, 100 individuals, being 50 of masculine sort and 50 of the feminine sort had been catalogued. To prevent and/or to minimize distortions, the measures and the others procedures of the research in question had been effected only e exclusively for the researcher. For the attainment of the stature we use a anthropometric scale and to get the total length of the incisors, we use the radiological technique of the long cone. With the periapicais x-rays of the incisors and with the aid of a magnifying glass and one pachymeter we carry through the measures. With such measures, we construct two tables, relative to both sex and another generality with both sex due not to find sexual dimorphism relative to the length incisors. Through statistical methods and using the Coefficient of Correlation of Pearson, we arrive the different values of zero, for both sex. We could conclude that an average correlation exists, has since the t test of "STUDENT" indicated that the coefficient of amostral correlation was statistical different of zero between the studied variable, for both sex in our sample, with the certainty of the gotten results, elaborates through the studied variable a table reference of estimate of the stature of paraenses of the region metropolitan of Belém of Pará of utmost importance for the forensic skill in a general way.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Ficha 1 – Distribuição dos valores encontrados para estatura (m) e comprimento dos incisivos (cm) de indivíduos do gênero masculino ... 30 Ficha 2 – Distribuição dos valores encontrados para estatura (m) e comprimento dos

incisivos (cm) de indivíduos do gênero feminino... 32 Gráfico 5,1 – Média e desvio padrão do comprimento, em cm, dos incisivos centrais

superiores permanentes, de acordo com o gênero. Belém, 2005... 33 Gráfico 5.2 – Média e desvio padrão da estatura, em cm, dos examinados de acordo

com o gênero. Belém-PA, 2005... 34 Gráfico 5.3 - Correlação entre comprimento dos incisivos e estatura no gênero

masculino. Belém-PA, 2005... 35 Gráfico 5.4 - Correlação entre comprimento dos incisivos e estatura no gênero

feminino. Belém-PA, 2005... 35 Gráfico 5.5 – Correlação entre comprimento dos incisivos e estatura na amostra total

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LISTA DE TABELAS

Tabela 4.2 – Classificação usual de acordo com a faixa do coeficiente de correlação de Pearson... 29 Tabela 5.1 – Média e desvio-padrão do comprimento dos incisivos centrais

superiores permanentes, em cm, de acordo com o gênero. Belém, 2005... 33 Tabela 5.2 – Média e desvio-padrão da estatura dos examinados de acordo com o

gênero. Belém-PA, 2005... 34 Tabela 5.3 – Freqüência absoluta do número de indivíduos do gênero masculino,

classificados conforme a estatura e o comprimento total do dente incisivo central superior. Belém, 2006... 37 Tabela 5.4 – Freqüência absoluta do número de indivíduos do gênero feminino,

classificados conforme a estatura e o comprimento total do dente incisivo central superior. Belém, 2006... 37 Tabela 5.5 – Freqüência absoluta do número de indivíduos dos gêneros masculinos

e femininos, classificados conforme a estatura e o comprimento total do dente incisivo central superior. Belém, 2006... 38

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SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO... 13 2. REVISÃO DA LITERATURA... 15 3. PROPOSIÇÃO... 26 4. MATERIAL E MÉTODOS... 27 4.1. MATERIAL... 27 4.2. MÉTODOS... 28 5. RESULTADOS... 30 6. DISCUSSÃO... 39 7. CONCLUSÃO... 41 8. REFERÊNCIAS... 42 ANEXO... 48

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1. INTRODUÇÃO

É comum afirmar-se que tanto a Medicina legal quanto o Direito, surgiram com o homem. Tão diferentes uma da outra pelos seus objetos quer pelos seus objetivos, estas ciências se inter-relacionam de forma acentuada, quando vistas sobre o prisma da Medicina legal, que no seu mais simples conceito seria a aplicação dos seus conhecimentos médico-biológicos ao Direito. Não é fácil formular uma definição de Medicina legal, nem tampouco determinar com exatidão seus objetivos e limites, visto que ela se apóia em bases doutrinárias, médicas e jurídicas, todas mutáveis no tempo e no espaço. Em seus tratados, se encontram definições e conceitos dos mais diversos, que exprimem não haver perfeito acordo entre os autores sobre a matéria (GOMES, 1958).

Em outros tempos não seria fora de propósito procurar demonstrar a utilidade da Medicina legal e os serviços que ela presta à Justiça; ora ajudando o Poder Legislativo a formular certas leis que, para serem justas e duráveis, devem ter suas raízes na natureza do homem; ora aconselhando o Poder Executivo na administração; ora dirigindo o Poder Judiciário na aplicação de certas leis.

Hoje, porém é, sem dúvida, perder tempo o querer falar da importância da Medicina legal e Odontologia legal, pois todas as legislações dos países civilizados têm sancionado e reconhecidos o valor da Medicina legal e Odontologia. É mister afirmar que entre a ciência do direito e a ciência médica Odontológica relações tão íntimas, que não se pode conceber como podem ser esclarecidos certos problemas jurídicos, sem a ajuda dos conhecimentos médicos Odontológicos(ARBENZ, 1959).

Se analisarmos o objeto e os objetivos da Odontologia legal, iremos verificar que são os mesmos da Medicina legal, existindo uma única diferença que reside no fato de o Cirurgião-Dentista oferecer subsídios altamente especializados no seu campo de ação. O objeto é representado por todos os conhecimentos odontológicos, sem exceção. A aplicação desses conhecimentos aos interesses do Direito, constitui os objetivos da Odontologia legal.

Uma das partes da Medicina Legal é a Odontologia Legal que se dedica ao estudo da identidade e processos de identificação (ARBENZ., 1959).

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Isso, em sentido estrito, refere-se “identidade física”. É que, no sentido amplo, a identificação física, inclui todos os elementos que possam individualizar uma pessoa, como: estado civil, filiação, idade, nacionalidade, condição social, profissão etc.

Ela estuda, por um lado, os aspectos físicos dos indivíduos, os elementos ditos somáticos, por exemplo, a cor da pele, os caracteres dos cabelos, as

impressões digitais, os dentes, os grupos sangüíneos, os elementos mensuráveis simples (medidas lineares, curvas, ângulos) e os elaborados (índices), forma do rosto, do nariz, dos lábios, orelhas, caracteres do crânio, e assim por diante.

Com a evolução da sociedade em todos os seus aspectos (tecnológico, jurídico, financeiro, trabalhista, etc.), o homem tem tido, cada vez mais, necessidade de provar sua identidade, isto é, de ser ele mesmo e não outro. Se em determinadas ocasiões, isto se faz de maneira mais ou menos simples, às vezes essa prova se torna extremamente complexa, por vezes até impossível.

Os dentes e os arcos dentários podem fornecer subsídios de inestimável valor para a solução de problemas médicos legais e criminológicos, constituindo, às

vezes, os únicos elementos com os quais pode contar o perito.

O estudo que pretendemos desenvolver baseia-se no fato que muitos autores afirmam que, “existe uma proporcionalidade entre os diversos segmentos do corpo humano”. Assim é que iremos verificar a existência ou não da correlação entre o comprimento totais dos incisivos centrais superiores permanentes e a estatura e da prevalência dos resultados obtidos elaborar uma tabela de estimativa de estatura (Barbara, 1933; Berardinelli, 1942).

Por ter sido alvo de migração das diversas raças que nos leva aos mais diferentes grupos étnicos , conseqüentemente, com as mais variadas

miscigenações, o Brasil é um verdadeiro laboratório Biológico referindo-se a essa mistura racial devido a intensa migração de indivíduos de toda parte do mundo. Desta forma concentramos nossa amostra em brasileiros , paraenses da cidade de Belém, não nos preocupando com a nomenclatura biotipológicas e suas divisões (Moacyr da Silva).

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2. REVISÃO DE LITERATURA

O ser humano no decorrer de sua evolução tem mantido uma posição contínua no processo de adaptação ao meio físico, cultural e social em que sobrevive.

O ser humano desenvolve sua capacidade de adaptação promovendo regras de comportamento, rejeitando ou aceitando valores.

Com o estudo de sua própria origem, posição na escala zoológica, classificação dos grupos étnicos, povos e tipos humanos, se desenvolveu a Antropologia. Embora Aristóteles (384-322 a. C) já chamasse antropólogos os filósofos que se preocupavam e estudavam os fatos sociais e com a história natural, o vocábulo “antropologia” surgiu somente no princípio do século XVI, em 1501.

Etimologicamente, antropologia (gr. Anthropos, logos, ia) significa “a ciência do homem”. Apesar da grandeza de seu campo de ação, a antropologia não perdeu a unidade e é sintetizador de todos os conhecimentos relativos ao homem,

estudando-o que sob o aspecto físico, quer sob o aspecto cultural(ARBENZ). Ela estuda, por um lado, os aspectos físicos dos indivíduos, os elementos ditos somáticos, por exemplo, a cor da pele, os caracteres dos cabelos, as

impressões digitais, os dentes, os grupos sangüíneos, os elementos mensuráveis simples (medidas lineares, curvas, ângulos) e os elaborados (índices), forma do rosto, do nariz, dos lábios, orelhas, caracteres do crânio, e assim por diante.

Por outro lado, seu objetivo se estende para os aspectos culturais: língua, religião, economia, política, artes, padrões éticos, literatura etc., tudo considerado no tempo e no espaço, e muitas vezes num sentido comparativo.

Surgem os dois ramos em que se divide esta ciência: Antropologia Física e Antropologia Cultural.

A Antropologia Física, em última análise, é o estudo das variações qualitativas e quantitativas dos caracteres humanos. E, assim sendo pode-se admitir a seguinte divisão:

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Antroposcopia ou Somatoscopia (gr skopein = examinar) e Antropometria ou Somatometria (gr. metron = medida ).

A definição de Frasseto (1918), “estudo das variações quantitativas e

qualitativas dos caracteres anatômicos, seu significado morfológico, a amplitude e a freqüência nas várias espécies, nas várias idades e nos dois sexos, fornecendo dados úteis, seja para o diagnóstico da espécie e variedade, seja para estabelecer sua hierarquia e seu parentesco”, mostra com muita clareza e magnitude dos subsídios que este ramo do conhecimento humano pode fornecer à Medicina legal.

É comum afirmar-se que tanto a Medicina legal quanto o Direito surgiram com o homem. Estas ciências são tão diferentes uma da outras, tanto pelos seus objetos quer pelos seus objetivos e se inter-relacionam de forma acentuada, quanto vistas sobre o prisma da Medicina legal, que no seu mais simples conceito seria a aplicação dos seus conhecimentos médico-biológicos ao Direito. Não é fácil formular uma definição de Medicina legal, nem tampouco determinar com exatidão seus objetivos e limites, visto que ela se apóia em bases doutrinárias, médicas e jurídicas, todas mutáveis no tempo e no espaço. Em seus tratados, se encontram definições e conceitos dos mais diversos, que exprimem não haver perfeito acordo entre os autores sobre a matéria.

Em outros tempos não seria fora de propósito procurar demonstrar a utilidade da Medicina legal e os serviços que ela presta à Justiça; ora ajudando o Poder Legislativo a formular certas leis que, para serem justas e duráveis, devem ter suas raízes na natureza do homem; ora aconselhando o Poder Executivo na

administração; ora dirigindo o Poder Judiciário na aplicação de certas leis. Hoje, porém é, sem dúvida, perder tempo o querer falar da importância da Medicina legal e Odontologia legal, pois todas as legislações dos países industrializados têm

sancionado e reconhecidos o valor da Medicina legal e Odontologia. É mister afirmar que entre a ciência do direito e a ciência médica Odontológica relações tão íntimas, que não se pode conceber como podem ser esclarecidos certos problemas jurídicos, sem a ajuda dos conhecimentos médicos Odontológicos.

Ao analisar o objeto e os objetivos da Odontologia legal, verifica-se que são os mesmos da Medicina legal, existindo uma única diferença que reside no fato de o Cirurgião-Dentista oferecer subsídios altamente especializados no seu campo de ação. O objeto é representado por todos os conhecimentos odontológicos, sem

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exceção. A aplicação desses conhecimentos aos interesses do Direito, constitui os objetivos da Odontologia legal.

Conhecido o objeto da Antropologia Física: conhecido os seus objetivos ou finalidades; bem conhecidas por sua vez, as finalidades da Medicina legal, não parecem difíceis à existência de uma antropologia Física Médico Odonto Legal, e por analogia da Antropologia Cultural Médico Odontolegal da qual não nos

preocuparemos neste trabalho.

Voltando a Antropologia Física Médico Legal, cabe esclarecer que ela corresponde em parte aquilo que Gomes (1958) designam simplesmente Antropologia Forense ou Antropologia Jurídica, sendo ela como afirma Arbenz (1988), uma das partes da Medicina Legal e Odontologia Legal especialmente a que se dedica ao estudo da identidade e processos de identificação.

Comenta Vanrell (2002): O Art. 307 do Estatuto Penal vigente define a identidade assim: “O conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma pessoa”.

Isso, em sentido estrito, refere à identidade como sendo a “identidade física". É que, no sentido amplo, além da idêntica física, inclui todos os elementos que possam individualizar uma pessoa, como: estado civil, filiação, idade, nacionalidade, condição social, profissão etc.

Com a evolução da sociedade em todos os seus aspectos (tecnológico,

jurídico, financeiro, trabalhista, etc.), o homem tem sido, cada vez mais, necessidade de provar sua identidade, isto é, de ser ele mesmo e não outro. Se em determinadas ocasiões, isto se faz de maneira mais ou menos simples, às vezes essa prova se torna extremamente complexa, por vezes até impossível.

Como muito bem definiu Simas Alves (1965), “identidade é o conjunto de caracteres físicos, funcionais ou psíquicos, normais ou patológicos, que

individualizam determinada pessoa”; por sua vez, é a pesquisa desses atributos, que constitui o objeto da identificação.

Segundo Arbenz (1988) é costume admitirem-se duas partes na técnica de identificação: a identificação médica e Odonto legal ou antropológica, que exige do perito conhecimento médicos, odontológicos e biológicos em geral; e a identificação policial ou judiciária, que dispensa tais conhecimentos, visando, além da

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parte das vezes, a datiloscopia, acompanhada de fotografia, alguns dados

antropométricos, descrição de elementos fisionômicos, que chega até as modernas técnicas de elaboração do retrato falado. Por outro lado a identificação medico legal, compreende:

A identificação médica legal física, que visa entre outras coisas, à

investigação da espécie animal, cor, sexo, idade, estatura, peso, biótipo, sinais individuais, anomalias, etc.

A identificação médico-legal funcional visa à atitude, mímica, gestos, andar, funções sensoriais, voz, escrita, etc.

A identificação médica legal psíquica, voltada para o estudo das manifestações psíquicas normais e patológicas.

Não obstante essas três partes em que dividimos a identificação tenham igual importância, é à identificação Odonto Legal que iremos nos ocupar nesse trabalho.

Em termos genéricos, perícia é toda operação ordenada por autoridade judiciária ou policial, que se destina a ministrar esclarecimentos técnicos à justiça.

Azevedo (1958, apud FÁVERO 1973) pôs em destaque a importância das perícias, com s seguintes palavras: “O juiz, tendo de julgar causas, as mais diversas e complexas, precisaria possuir conhecimentos que abrangessem praticamente todas as províncias do saber humano. Como não e sábio, nem onisciente, precisa recorrer aos especialistas”.

Assim, qualquer setor da atividade do homem, está em condições de oferecer subsídios dessa natureza e com esse fim. A medicina e a odontologia contribuem de maneira incontestável para o esclarecimento de fatos de interesse jurídico e policial por meios de perícias médicos legais e odonto legais, que podem ser realizadas no vivo, no cadáver, no esqueleto, no local e em objetos. Assim por exemplo:

No vivo: identificação, lesões corporais, estimativas da idade, violências sexuais, tipos de incapacidade resultantes de infortúnio do trabalho, etc. Cabe citar, ainda, as perícias previdenciárias destinadas a instruir processos de benefício, e as perícias administrativas para fins de licença, bem como as de sanidade.

No cadáver: identificação, estimativa de idade, pesquisa de sinais particulares, etc.

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No esqueleto: identificação antropológica: investigação de espécie animal, investigação da cor do indivíduo, investigação do sexo, estimativa da estatura, estimativa da idade, pesquisa de sinais particulares ósseos e dentários, sinais de violência (fratura de ossos e dentes) etc.

No local e em objetos: dentes, impressões dentárias, manchas em panos e vestes (sangue, saliva, etc.).

Pelos exemplos citados verificamos que as perícias podem ser realizadas no interesse civil, criminal, trabalhista e, às vezes até administrativo, quer por Médicos, quer por Cirurgiões-Dentistas, quer em conjunto.

Os dentes e os arcos dentários podem fornecer subsídios de inestimável valor para a solução de problemas médico-legais e criminológicos, constituindo, às vezes, os únicos elementos com os quais pode contar o perito(ALBENZ).

Em desastres oriundos dos meios de locomoção em geral (ferroviários, náuticos, aeroviários, rodoviários) incêndios desabamentos ou outras catástrofes, onde numerosas pessoas perdem a vida em circunstâncias trágicas, (carbonizadas, mutiladas), são os dentes que fornecem dados preciosos para a identificação dos cadáveres ou despojos. Por outro lado, os sinais de dentadas, em vítimas,

agressores, ou alimentos, podem levar ao esclarecimento do crime e ao reconhecimento do criminoso.

Numerosos casos encontram-se referidos em Amoedo (1898), Abreu (1936) e na literatura especializada Médico Legal e Odontológica. Dentre os casos clássicos de identificação, merecem destaque os seguintes: o incêndio da Delegação Alemã em Santiago (Chile); sufocação e esganadura da septuagenária madame Crémieux (Paris); caso da Grã-Duquesa Anastácia Nicolaiewna, dentre muitos outros

pertencentes à História da Medicina e Odontologia Legal. No que se refere aos dias atuais, a casuística é grande, tanto no Brasil como no exterior, bastando citar, alguns dos últimos de que temos conhecimento: o caso da identificação do empresário e jornalista Baumgarten e a identificação do carrasco nazista Josef Mengele (1985), onde a antropologia física prestou subsídios de real importância para a estimativa da idade, estimativa da estatura, determinação do sexo, e estimativa do grupo étnico.

Em vista do que se disse à contribuição da odontologia na resolução desses problemas tem sido altamente significativa, assim na falta de caracteres relativos às

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partes moles ou mesmo de caracteres ósseos (ossos, pontos de ossificação,

suturas, etc.) são os dentes e anexos, às vezes os únicos elementos de que dispõe o perito, para qualquer averiguação, pois são eles os últimos elementos a serem destruídos, quer pelo fogo, quer mesmo pelo tempo.

Muitos autores afirmam, como Bárbara (1933) e Berardinelli (1942) que, “existe uma proporcionalidade entre os diversos segmentos do corpo humano”.

Esse questionamento baseia-se no fato de que o perito, às vezes, pode se encontrar pela frente apenas alguns dentes durante uma perícia, e eventualmente, poderá contar com alguma contribuição por parte de nossos estudos, atuais e quem sabe futuros, com relação à estimativa da estatura Fávero (1973, apud ARBENz, 1959).

Nessa pesquisa, levamos em consideração devido o Pará ter sido alvo de migração das diversas raças que nos leva aos mais diferentes grupos étnicos, conseqüentemente, com as mais variadas miscigenações, confirmando o que diz Silva (1978), que o Brasil é um verdadeiro laboratório Biológico referindo-se a essa mistura racial devido à intensa migração de indivíduos de toda parte do mundo. Desta forma concentramos nossa amostra em brasileiros, paraenses da cidade de Belém, não nos preocupando com a nomenclatura biotipológicas e suas divisões.

Existem vários trabalhos na literatura sobre estatura através de análises de diversos seguimentos do corpo humano, mais, do órgão dentário com a estatura do indivíduo são escassos.

O professor Carrea (1920)já relacionava a estatura com as dimensões de um grupo de dentes inferiores. Analisou, matemática e geometricamente, as relações mésio-distais dos incisivos centrais, laterais e caninos inferiores. Estabelecendo as seguintes formulas para o calculo das estaturas máxima e mínima:

Estatura mínima = 2 94,248 x RC 3,1416 x 6 x RC = Estatura máxima = 2 248 , 94 1416 , 3 6x ARCOx x ARCO =

Raio-corda – RC = Distância mésio-distal do incisivo central, lateral e canino inferiores vezes constante 0,954:

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(

1C 1L C

)

x0,954

Dmd

RC = + +

Arco – A = somatório das distâncias mésio-distal do incisivo central, lateral e canino inferiores:

(

C L C

)

Dmd

ARCO= 1 +1 +

Silva (1990), em estudo da fórmula de Carrea, encontrou índice de acerto bastante satisfatório, em torno de 70% .

Procuramos selecionar publicações que tivessem uma relação maior com nosso trabalho, ou seja, publicações relacionadas com as dimensões dos dentes permanentes e dimensões do corpo humano, relacionados à Antropologia Física, Odontologia Legal, Endodontia, Anatomia, Odontologia do Trabalho e Radiologia.

Já no início do século passado, Menezes (1915) através de seu trabalho “Anatomia descritiva dos dentes humanos”, e de acordo com este autor, foi Black (1890) na primeira edição de seu livro “Descriptive anatomy of the human teeth”, quem realizou o mais detalhado e organizado estudo sobre as dimensões dos dentes, o qual, após a revisão de Dewey (1917) é consultado até hoje.

Procurando estudar a morfologia dental com uma metodologia científica podemos citar os trabalhos de: Choquet (1908), que comparou as dimensões dos dentes em diferentes raças; Bromel e Fischelis (1910), e Dieulafé e Herpin (1925), que apresentam, dimensões médias dos dentes. Entretanto, só a partir de 1933, com as pesquisas de Logan e Kronfeld (1933), e de Schour e Massler (1940), os quais concluíram que os dentes permanentes apresentavam sua calcificação completa em torno de vinte a vinte e cinco anos, é que os estudiosos puderam trabalhar no

assunto, calçados em bases mais científicas. Assim é que Pucci e Reig (1944) e Marseillier (1947), pesquisaram, também, dimensões médias dos dentes

permanentes. Zeisz e Nuckolls (1949) publicaram umas das obras mais completas sobre a Anatomia Dental, usando Black (1890) como padrão. Neste mesmo ano, Wang (1949) estudou as dimensões dos dentes permanentes entres os chineses. Green (1955) cita em seu trabalho (sobre morfologia da cavidade pulpar em dentes permanentes) que o comprimento dos dentes pode variar em proporção à altura do indivíduo e, freqüentemente, mantinha relação com a forma e o tamanho da cabeça. Pagano (1965) escreve um trabalho pormenorizado sobre Anatomia Dental.

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No Brasil após o trabalho de Menezes (1915), que elaborou tabela dos tamanhos médios dos dentes permanentes, podemos destacar a obra de Souza (1950), na mesma linha de pesquisa. Cantizano (1957), em seu trabalho efetuou mensurações da coroa e do comprimento total dos dentes, apresentando suas

conclusões sob a forma de uma nova tabela de dimensões dos dentes permanentes, comparando-a com as tabelas de outros autores. Já Galan Jr (1969) propôs-se a estudar métodos para medição das dimensões de dentes permanentes de

leucodermas brasileiros; verificar diferenças entre sexos, com relação ao tamanho dos dentes permanentes; determinar a existência ou não de correlação entre a coroa e a raiz de dentes permanentes de leucodermas brasileiros.

Com relação as publicações mais recentes na área, salientamos o trabalho de Milano e Caminha (1971), onde os autores efetuaram a avaliação do comprimento de dentes brasileiros através da medição de peças dentais extraídas e peças radiografadas. Os dentes selecionados foram os incisivos superiores e os caninos inferiores. Depois de obtidas as medidas, os autores estabeleceram a variabilidade dos métodos através da estatística. À semelhança destes autores, Verlhoeven et al. (1979), fizeram a mensuração de 1400 dentes extraídos. Radiografando-os

posteriormente, por meio da técnica do cone longo ou paralelismo, efetuaram a medição dos dentes nas radiografias. Submeteram, então, os resultados a um processo de comparação, por meio de análise estatística e concluíram que os dentes podem ser mensurados por meio de radiografias, usando-se a técnica do cone longo.

Relativamente aos trabalhos que visam a mensuração de dentes “in vivo”, devemos citar aqueles encontrados na literatura e relacionados com a Endodontia, abordando-a através de métodos indiretos, por meio de radiografias.

Não é recente o problema da determinação do comprimento dos dentes “in vivo”; no entanto, somente se tornou viável a partir de 1896, com o emprego dos raios-X em odontologia. Até então, isto se fazia arbitrariamente, com base nas tabelas de medidas dos dentes.

Após este trabalho, seguiu-se uma série com os mesmos objetivos e dentre estes, destacamos o de Bregman (1950), o qual colocava um instrumento no interior do canal, a uma profundidade de 10 milímetros, com um pedaço de lâmina metálica limitando sua penetração. Tomava, então, uma radiografia e, com uma escala

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milimetrada, media a imagem do dente e o instrumento na radiografia. Conhecendo estas medidas, e também o comprimento real do instrumento, aplicava o teorema de Thales para obter o comprimento do dente, usando a seguinte fórmula:

CAI CAD x CRI CRD= Onde:

CRD = comprimento real do dente CRI = comprimento real do instrumento CAD = comprimento aparente do dente CAI = comprimento aparente do instrumento

Utilizando a mesma fórmula, Pinto (1954) apresentou um método para medir o comprimento do dente antes de ser feita à abertura da coronária. Para isso, empregava um fio ou pino de cinco milímetros de comprimento, que era apenso à face vestibular do dente, paralelo ao seu longo eixo.

Um trabalho de relevante importância foi o de Padua Lima (1960), onde o autor compara a técnica radiográfica do cone curto (ou da bissetriz), com a técnica do cone longo (ou do paralelismo), concluindo a técnica do cone longo apresentar: superioridade de nitidez da imagem da região apical; superioridade dos resultados na região do septo ósseo interdentário; preservação em alta proporção da fidelidade das dimensões verticais dos dentes; não distorções e não perda de detalhes devido às dobras do filme.

Estes achados, a partir do campo radiológico, vieram contribuir sobremaneira para as mensurações dos dentes “in vivo”, com grande aplicação para várias

especialidades da odontologia. Assim, a partir de uma radiografia inicial de estudo, dentro da técnica do cone longo ou paralelismo, tivemos uma série de publicações sugerindo medições de dentes “in vivo”, utilizando a metodologia de Bregman (1950), pura ou com pequenas variações.

Preocuparam-se com este assunto, os seguintes autores, a saber, em ordem cronológica: Best et al. (1962), construíram uma escala (BW), para este fim, onde obtida a radiografia, a mesma era colocada na escala, a qual fornecia o seu

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comprimento por leitura direta. Everet e Fixott (1963) confeccionaram uma grade de fios de cobre, dispostos longitudinal e transversalmente com espaços de um

milímetro, inserida de uma lâmina de plástico do tamanho do filme periapical, que era colocada, entre o dente e o filme, no momento de radiografar. Com as

dimensões da grade metálica e as do dente na radiografia, e também as dimensões reais da grade, podia-se determinar o comprimento do dente. Grossman (1973), Paiva e Alvares (1979) também sugerem o método de Bregman (1950).

Bramante (1970), em tese de doutoramento, elabora um estudo analítico das diversas técnicas empregadas nas mensurações dos dentes indicados para

Endodontia. Conclui da validade de várias destas técnicas, colocando a de destaque a de Bregman (1950) e a de Ingle (1957). Nesta última citada, o autor efetuava a medição do comprimento do dente na radiografia do estudo, diminuindo, então, dois milímetros dessa medida. A seguir, colocava um instrumento no interior do canal, na medida obtida, com um limitador de penetração, e radiografava o dente. Mensurava a distância entre a ponta do instrumento e o ápice do dente, obtendo o comprimento real deste. Paiva e Antoniazzi (1984), propõem, para obter o comprimento do dente, uma técnica semelhante à de Ingle e Beveridge (1976). No entanto, para se achar esta medida inicial do instrumento, fazem a mensuração do dente na radiografia de estudo, somam esta medida aos valores do mesmo dente, encontrados na tabela de Milano e Caminha (1971) tiram a média da soma e diminuem quatro milímetros.

No que diz respeito ao aspecto da antropologia aplicada à Anatomia, Willians (1914) já suscitava discussões sobre sua propalada teoria de harmonização entre a face e o dente. Objetivava uma escolha para os dentes artificiais protéticos, em função do tipo de face do paciente. Morais (1958), na busca de comprovação científica para esta teoria, verificou as possíveis relações dimensionais entre os incisivos centrais superiores e o crânio visceral.

Ramos (1962) e Silva (1971) mostram as dificuldades de se trabalhar com grupos étnicos brasileiros, devido à grande miscigenação reinante no extenso território brasileiro.

Abramowicz (1960) foi o primeiro no Brasil a se preocupar com os aspectos dentais, ligados à genética humana, assinalado que “isolados” em genética são “populações que permanecem em endocruzamentos por diferentes razões: geográficas, ideológicas, sociais, religiosas ou outras”.

(26)

Finalmente, Picosse e Villi (1967) informaram da escassez, na literatura brasileira, de trabalhos antropológicos a isso se soma à carência de trabalhos relacionados ao comprimento dos dentes e a estatura do indivíduo que justifica e reforça a nossa proposta de pesquisa.

(27)

3. PROPOSIÇÃO

O trabalho propõe-se analisar a correlação entre o comprimento total dos incisivos centrais superiores permanentes e a estatura, em amostra de paraenses, de ambos os gêneros , da faixa etária 20-35 anos.

(28)

4. MATERIAL E MÉTODOS

4.1. MATERIAL

Na elaboração da pesquisa foram utilizadas 100 radiografias periapicais de brasileiros paraenses natos da cidade Belém, estado do Pará, sendo 50 referentes ao gênero masculino, e 50 referentes ao gênero feminino, da região dos incisivos centrais superiores, da faixa etária de 20-35 anos. Da amostra foram selecionadas apenas as radiografias em que os dentes se apresentavam livres de desgastes, abrasões, restaurações, destruições de forma acentuada,tratamento ortodôntico, tratamento endodontico .

Para realizar as medidas, foi utilizado o seguinte instrumental: uma balança antropométrica, um paquímetro da marca Starrett, uma esfera de aço colada ao lado oposto do picote da película radiográfica objetivando medir o grau de distorção da imagem.

Para a mensuração dos dentes, além do paquímetro, foi utilizada uma lupa de marca MAGNIFYING GLASS – JINXIANG, com um aumento de dez vezes.

Para a obtenção das radiografias utilizou-se um aparelho de raios X, marca Dabi Atlante, modelo Spectro 70x, regulado em 70 KVP e 10 MA. Para o emprego da técnica do cone longo ou paralelismo, usou-se o suporte para dentes anteriores, de marca Prisma, fabricação nacional.

As películas do tipo KODAK de origem nacional tendo sido utilizadas de acordo com as instruções do fabricante, no que concerne ao tempo de exposição. Para a revelação e fixação das radiografias, foi empregado o método

tempo-temperatura, fazendo uso de revelador e fixador da marca Kodak e obedecendo as especificações do fabricante.

(29)

O trabalho pesquisou 100 indivíduos de ambos os gêneros, com faixa entre 20-35 anos, paraenses natos da cidade de Belém, Estado do Pará, e não se baseou nos tipos antropológicos de cor, considerando os fatores de miscigenação, haja vista ser o Brasil e particularmente o Pará, corrente de imigração dos mais variados

grupos étnicos. Com isso, a pesquisa não levou em consideração os grupos étnicos conhecidos e nem os biótipos da nomenclatura antropológica.

Foram analisadas 100 radiografias periapicais de indivíduos, sendo 50 referente a indivíduos do gênero masculino e 50 referentes ao gênero feminino, da região dos incisivos centrais superiores.Os dentes foram selecionados procurando-se desprezar as anomalias, procurando-sendo todos do lado direito (por questões didáticas).

Da amostra, foram escolhidas apenas as radiografias em que os dentes se apresentaram livres de desgastes, abrasões, restaurações e destruições de forma acentuada.

Para evitar e / ou minimizar distorções, as medidas e demais manobras da pesquisa em pauta, foram efetuadas exclusivamente pelo pesquisador.

Os pontos de reparo utilizados para as medidas dentais foram o ápice radicular e a borda coronal, que forneceram o comprimento total do dente (medida que vai desde o ponto mais saliente da face incisal até o ápice da raiz).

Para a obtenção da estatura foi utilizado o ponto Vertex (ponto craniométrico localizado no centro da cabeça), com o indivíduo em posição ereta na balança antropométrica com o marcador em cima do ponto Vertex e o calcanhar descalço na base da balança antropométrica.

Após esta medição foi efetuada a radiografia da região periapical, usando a técnica do cone longo ou paralelismo . Com a radiografia revelada, fixada, seca e em posição no negatoscópio, já calculado o grau de distorção pelo uso do artifício da esfera de aço presa à película do raio-x, cujo cálculos foram conferidos pelos Peritos da Engenharia legal do centro de perícias cientificas “Renato Chaves”, foram

localizadas com o auxílio da lupa de aumento os pontos apical e incisal do dente, que eram marcadas com lápis de ponta bem fina, obtendo assim, com bastante precisão, o comprimento aparente do dente.

(30)

Após a obtenção dos dados foram calculadas as médias aritméticas relativa à estatura. Da mesma forma, calculamos a média aritmética relativa ao comprimento total do dente.

Foram aplicados como testes estatísticos os coeficientes de correlação de Pearson e o teste T-Student .

A Tabela 4.2 classificação usual de acordo com a faixa do coeficiente de correlação de Pearson. Grau de correlação | r | Perfeito 1,00 Alto 0,75 a 1,00 Médio 0,25 a 0,75 Baixo 0,00 a 0,25 Ausente 0,00

(31)

5. RESULTADOS

O valor calculado na amostra de tamanho n=100 do coeficiente de correlação linear simples de Pearson ou valor experimental, foi r =+0,40, o qual pode ser interpretado conforme como uma correlação direta ou positiva , porém com um grau de associação entre estatura dos indivíduos e centímetros e comprimento dos dentes também em centímetros considerado médio ou relativamente fraco, o que demonstra na prática que para apenas poucos ou apenas alguns valores elevados da estatura correspondem apenas poucos valores elevados do comprimento do dente (incisivo), e também para poucos valores baixos da estatura tem-se também pouco valor pequeno para comprimento dos dentes.

Vale salientar que os resultados obtidos foram baseados numa amostra aleatória considerada grande do ponto de vista estatístico, pois possui mais de trinta (30) elementos, além de ser representativa da população de interesse . No entanto mesmo assim o valor encontrado para o coeficiente de correlação foi considerado conforme o teste t de “Student”, estatisticamente considerada insatisfatória, o que significa, que foi encontrada uma fraca correlação que não representa de maneira satisfatória uma correlação forte considerável existente entre o comprimento do dente incisivo central e a estatura dos indivíduos estudados.

O comprimento dos incisivos central superiores permanentes dos indivíduos estão expressos nas fichas de coleta de dados dos indivíduos pesquisados e demonstrados estatisticamente nos gráficos e tabelas.

Ficha 1: Distribuição dos valores encontrados para estatura (m) e comprimento dos incisivos (cm) de indivíduos do gênero masculino .

Gênero Masculino Comprimento Total dos Incisivos Estatura

1 2,7 1,68

(32)

3 2,9 1,82 4 3,2 1,87 5 2,6 1,78 6 2,8 1,75 7 2,8 1,86 8 2,5 1,70 9 2,7 1,76 10 2,9 1,71 11 3,1 1,80 12 2,7 1,75 13 3,0 1,70 14 2,6 1,78 15 2,6 1,70 16 2,9 1,90 17 2,8 1,78 18 2,6 1,70 19 2,8 1,80 20 2,5 1,75 21 2,7 1,71 22 2,9 1,66 23 2,8 1,72 24 2,6 1,70 25 2,7 1,93 26 3,0 1,78 27 2,5 1,76 28 2,8 1,79 29 3,0 1,88 30 2,8 1,52 31 2,3 1,68 32 2,7 1,72 33 2,5 1,68 34 2,7 1,76 35 2,5 1,68 36 2,7 1,58 37 3,0 1,66 38 2,8 1,65 39 2,9 1,75 40 2,9 1,79 41 3,1 1,69 42 2,7 1,72 43 2,7 1,77 44 2,1 1,71 45 2,6 1,70 46 2,6 1,67 47 2,7 1,69 48 3,2 1,65 49 2,7 1,80 50 2,6 1,79

(33)

Ficha 2: Distribuição dos valores encontrados para estatura (m) e comprimento dos incisivos (cm) de indivíduos do gênero feminino.

Gênero Feminino

Ficha n.° Comprimento Total dos Incisivos Estatura

1 2,3 1,66 2 2,5 1,60 3 2,4 1,60 4 2,5 1,66 5 2,4 1,60 6 2,3 1,56 7 2,6 1,63 8 2,6 1,66 9 2,6 1,53 10 2,5 1,63 11 2,6 1,67 12 2,4 1,74 13 2,7 1,71 14 2,3 1,52 15 2,4 1,66 16 2,6 1,51 17 2,7 1,51 18 2,6 1,64 19 2,3 1,47 20 2,3 1,57 21 2,8 1,55 22 2,3 1,60 23 2,5 1,56 24 2,6 1,55 25 2,8 1,48 26 2,5 1,75 27 2,7 1,60 28 2,8 1,51 29 2,6 1,60 30 2,7 1,63 31 2,5 1,58 32 2,6 1,50 33 2,35 1,65 34 2,8 1,64 35 2,3 1,57 36 2,7 1,53

(34)

37 2,6 1,63 38 2,5 1,58 39 2,3 1,70 40 2,7 1,64 41 2,5 1,67 42 2,8 1,57 43 2,2 1,54 44 2,5 1,54 45 2,2 1,54 46 2,6 1,65 47 2,6 1,60 48 2,5 1,72 49 2,6 1,63 50 2,7 1,57

Tabela 5.1: Média e desvio-padrão do comprimento dos incisivos centrais superiores permanentes, em cm, de acordo com o gênero. Belém, 2005.

Gênero Comprimento dos

incisivos Masculino Feminino

Total

Média 2.74* 2.53 2.64

Desvio-Padrão 0.21 0.17 0.22

*p < 0.05 (Teste t-student)

Gráfico 5.1: Média e desvio padrão do comprimento, em cm, dos incisivos centrais superiores permanentes, de acordo com o gênero. Belém, 2005.

(35)

A média do comprimento dos incisivos centrais superiores permanentes entre indivíduos do gênero masculino (2,74 cm) é maior que no gênero feminino (2,53 cm), sendo esta diferença estatisticamente significante. A média da amostra total foi de 2,64cm.

Tabela 5.2: Média e desvio-padrão da estatura dos examinados de acordo com o gênero. Belém-PA, 2005.

Gênero Estatura dos

examinados Masculino Feminino

Total

Média 173.8* 160.0 166.9

Desvio-Padrão 7.7 6.7 10.0

*p < 0.05 (Teste t-student)

Gráfico 5.2: Média e desvio padrão da estatura, em cm, dos examinados de acordo com o gênero. Belém-PA, 2005.

Como também nos incisivos centrais superiores permanentes, a média da estatura entre homens (1,73m) é maior que entre mulheres (1,60m), diferença também estatisticamente significante. A média do comprimento da totalidade da amostra foi de 1,67m.

(36)

A correlação entre a estatura e o comprimento dos incisivos centrais

superiores permanentes nos indivíduos do gênero masculino está representada no Gráfico 5.3.

Gráfico 5.3: Correlação entre comprimento dos incisivos e estatura no gênero masculino. Belém-PA, 2005.

O coeficiente de correlação de Pearson no gênero masculino foi r = + 0,20, ou seja, o grau de correlação foi fracamente positiva, entretanto os dados são

significantemente nulos.

Nos indivíduos do gênero feminino, a correlação entre a estatura e o

comprimento dos incisivos centrais superiores permanentes está representada no

Gráfico 5.4: Correlação entre comprimento dos incisivos e estatura no gênero feminino. Belém-PA, 2005.

(37)

Verifica-se uma fraca correlação negativa no gênero feminino entre as duas variáveis do estudo, expressada no grau de correlação (r = -0,07), sendo

estatisticamente nulo.

A correlação na amostra total dos indivíduos estudados está demonstrada no Gráfico 5.5.

Gráfico 5.5: Correlação entre comprimento dos incisivos e estatura na amostra total do estudo. Belém-PA, 2005.

Apesar de ser considerado estatisticamente não nulo (p < 0,01), o coeficiente de correlação encontrado com a totalidade dos dados amostrais (r = + 0,40) não

(38)

representa de maneira satisfatória uma possível correlação forte existente entre as variáveis estudadas, pois a intensidade do grau de relacionamento entre as variáveis é considerada, como sendo uma correlação de grau médio.

A freqüência absoluta das classificações conforme a estatura e o comprimento total dos incisivos centrais superiores entre indivíduos dos gêneros masculino, feminino e da totalidade da amostra estão representados nas Tabelas 5.3, 5.4 e 5.5, respectivamente.

Tabela 5.3: Freqüência absoluta do número de indivíduos do gênero masculino, classificados conforme a estatura e o comprimento total do dente incisivo central superior. Belém, 2006.

Comprimento do Incisivo (cm) Estatura (m) [2,0—2,5) [2,5—3,0) ≥ 3,0 Total [1,40—1,50) 0 0 0 0 [1,50—1,60) 0 2 0 2 [1,60—1,70) 1 7 3 11 [1,70—1,80) 1 25 2 28 [1,80—1,90) 0 4 3 7 ≥ 1,90 0 2 0 2 Total 2 40 8 50

Tabela 5.4: Freqüência absoluta do número de indivíduos do gênero feminino, classificados conforme a estatura e o comprimento total do dente incisivo central superior. Belém, 2006.

Comprimento do Incisivo (cm) Estatura (m) [2,0—2,5) [2,5—3,0) ≥ 3,0 Total [1,40—1,50) 1 1 0 2 [1,50—1,60) 7 13 0 20 [1,60—1,70) 6 17 0 23 [1,70—1,80) 2 3 0 5 [1,80—1,90) 0 0 0 0

(39)

≥ 1,90 0 0 0 0

Total 16 34 0 50

Tabela 5.5: Freqüência absoluta do número de indivíduos dos gêneros masculinos e femininos, classificados conforme a estatura e o comprimento total do dente incisivo central superior. Belém, 2006.

Comprimento do Incisivo (cm) Estatura (m) [2,0—2,5) [2,5—3,0) ≥ 3,0 Total [1,40—1,50) 1 1 0 2 [1,50—1,60) 8 24 0 32 [1,60—1,70) 9 25 0 34 [1,70—1,80) 1 21 2 24 [1,80—1,90) 0 3 3 6 ≥ 1,90 0 2 0 2 Total 19 76 5 100

Verifica-se através dos dados na Tabela 5.5 que ocorreu uma maior concentração de indivíduos dos sexos masculinos e femininos para os intervalos estudados variando nas amplitudes de classes de 2,5 a 3,0 cm para o comprimento total do dente incisivo superior central, e no intervalo 1,50 a 1,80 cm para a estatura dos indivíduos. Sendo que para os demais intervalos estudados ocorreu freqüência muito menor comparativamente falando, inclusive valores nulos para tais freqüências.

(40)

6. DISCUSSÃO

Com os resultados obtidos através do material e da metodologia utilizados, são discutidas, neste capítulo, esta metodologia e os resultados.

Galan Jr (1969) realizaram suas pesquisas dentro da faixa etária de 20 a 40 anos, enquanto este estudo limitou-se a faixa etária de 20-35 anos. Frizzi (1951) afirma que , o desenvolvimento definitivo dos ossos ocorre por volta dos 20 anos, razão pela qual justifica-se o estudo da faixa etária. Logan e Kronfeld (1933), Shour e Massler (1940) afirmam que na faixa etária de 20 a 25 anos os dentes já possuem sua calcificação completa. Portanto se fosse trabalhada na nossa amostra indivíduos com mais de 35 anos, correria-se o risco de ter um desgaste significativo na coroa dental, segundo Picosse (1977), “em função da involução do aparelho mastigador, vamos tendo, à medida que avançamos na idade, um desgaste acentuado na coroa dental”, o que poderia prejudicar o trabalho, devido a um possível desgaste nos dentes.

Carrea (1920) na Universidade de Buenos Aires (Argentina), que já relacionava a estatura com as dimensões de um grupo de dentes inferiores. O estudo analisou, matemática e geometricamente, as relações mésio-distais dos incisivos centrais, laterais e caninos inferiores, estabelecendo cálculos para estatura máxima e mínima, enquanto que o presente estudo trabalhou com a relação de estatura média e tamanho dos incisivos. A média estatura e o tamanho dos dentes no gênero masculino tiveram predominância significativa sobre os do gênero feminino, quando aplicado o teste estatístico pertinente. Esta diferença reforça o trabalho de Silva (1990) que encontrou resultados idênticos quando relacionou incisivos central e lateral e caninos inferiores com a estatura de alunos do Curso de Odontologia da USP.

(41)

Quando foi realizada correlação entre o comprimento dos incisivos e a estatura, esta foi fracamente positiva para o gênero masculino e fracamente negativa no gênero feminino, demonstrando que outros estudo além do estipulado por Carrea (1920) deverão ser realizados para que os resultados possam ter contribuição valiosa para que o perito conclua com segurança a identificação médico-legal antropológica.

Preferimos nos prender, no que diz respeito à estratificação da nossa amostra apenas em indivíduos paraenses de Belém. Não nos prendendo a outras, como a de, por exemplo, a de biótipos, o que procuraremos fazer em trabalhos futuros. Assim, concentramos nossa amostra em paraenses natos de Belém e trabalhamos em gênero masculino e gênero feminino, visando à verificação da existência de dimorfismo sexual nas variáveis em questão, e obtivemos os resultados.

Em seguida calculamos a média aritmética de x e a de y, tanto para homens como para mulheres.

Esses resultados diferentes de zero nos levam a acreditar que na amostra estudada, existe uma média correlação entre as variáveis estudadas, tanto no sexo masculino como no sexo feminino segundo a classificação de Pearson.

Acreditamos termos verificado o comportamento das variáveis estudadas na população de Belém neste primeiro trabalho, sem nos preocuparmos com os grupos étnicos, biótipos e ouras variáveis.

(42)

7. CONCLUSÃO.

A média do comprimento dos incisivos central superiores permanentes entre indivíduos do gênero masculino (2,74 cm) é maior que no gênero feminino (2,53 cm) sendo esta diferença estatística significante.

Como também nos incisivos centrais superiores permanentes, a média da estatura entre homens (1,73 cm), é maior que entre as mulheres (1,60 cm), diferença também estatisticamente significante.

O coeficiente de correlação de Pearson no masculino foi (r = + 0,20), ou seja, o grau de correlação entre a estatura e o comprimento dos incisivos central superiores permanentes foi fracamente positiva, entretanto, estatisticamente não significativo.

O coeficiente de correlação de Pearson no feminino foi (r = - 0,07), verificou-se uma fraca correlação negativa entre as duas variáveis sendo estatisticamente nulo.

Observa-se que se juntando as amostra do estudo que ocorreu uma maior concentração ou freqüência absoluta de indivíduos dos sexos masculino e feminino para os intervalos estudados, variando nas amplitudes de classe de 2,5 á 3,0 cm para o comprimento total do dente incisivo central superior permanente, no intervalo 1,50m á 1,80m para a estatura dos indivíduos, o que consideramos um achado importante da pesquisa.

Apesar de ser considerado fraco, o coeficiente de correlação encontrado com a totalidade dos dados amostrais não representa de maneira satisfatória uma possível correlação forte existente entre as variáveis estudadas, pois a intensidade do grau de relacionamento entre as variáveis é considerada, como sendo uma correlação de grau médio, por tanto estatisticamente não significativa.

(43)

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(49)

ANEXO

(50)
(51)

(

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