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2019-2-Aula02-Cadeia de suprimentos

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Academic year: 2021

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Fundamentos e importância da logística Prof. Francisco Martins

Logística e Cadeia de Suprimentos

O conceito de logística, atualmente

difundido pelo Consil of Logistics

Management apresenta que:

Logística e Cadeia de Suprimentos

“Logística é o processo de planejamento,

implementação e controle do fluxo eficiente e economicamente eficaz de matérias-primas, estoque em processo, produtos acabados e informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender as exigências dos

clientes.”

Cadeia de suprimentos - Definição

Segundo Bertaglia (2009) a cadeia de suprimentos corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo com a concepção(desejo) dos clientes e consumidores e disponibilizá-los onde e quando estes os desejarem.

além de ser um processo bastante extenso, a cadeia apresenta modelos variantes de acordo com as

características gerais do negócio, produto e das estratégias usadas para atendimento dos clientes e

consumidores.

Logística e Cadeia de Suprimentos

Logística e Cadeia de Suprimentos

Contudo, novas vertentes vêm surgindo e

alguns conceitos antes extremamente bem difundidos começam a ficar cada vez mais confusos. É crescente a utilização de termos como Cadeia de Fornecimento, Cadeia de Suprimentos, Cadeia de abastecimento entre as literaturas especializadas em logística.

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Além disso, nas próprias empresas, principalmente as multinacionais, é

facilmente perceptível o surgimento de novos setores ou novos cargos, como, por exemplo: gerente ou diretor de Supply Chain. Mas, além do pomposo nome, o que há de novo neste cargo? O que diferencia a atuação do setor de Supply Chain para a área de logística? Afinal, em algumas empresas, as duas áreas continuam existindo e

compartilhando objetivos.

Se perguntarmos aos profissionais da área, muitas vezes não conseguimos muita ajuda na identificação das diferenças entre logística e Supply Chain, afinal, não conseguimos um consenso nem mesmo entre as empresas. Em algumas indústrias, a área de Supply Chain só se preocupa com o setor de suprimentos, em outras, é uma extensão do relacionamento ao cliente.

Logística e Cadeia de Suprimentos

A confusão começa até

mesmo na tradução. Vamos encontrar pelo menos três traduções distintas para Supply Chain na literatura brasileira: Cadeia de Suprimentos, Cadeia de Fornecimento e Cadeia de Abastecimento.

A primeira e mais comum, entendida como uma tradução ao pé da letra, de Supply para Suprimentos, também traz algumas más interpretações. Isso já que por Suprimentos entendemos o setor responsável pela aquisição de

materiais, ou compras.

Logística e Cadeia de Suprimentos

Logística e Cadeia de Suprimentos

Assim, quando falamos em cadeia de suprimentos, muitos interpretam erradamente como relacionada

somente aos fornecedores da empresa. Justamente por isso que alguns autores preferem utilizar o termo Cadeia de Fornecimento ou de Abastecimento.

Logística e Cadeia de Suprimentos

Outro ponto conflitante está no conceito

de cadeia de suprimentos. Segundo Robert B. Hamfield, da Universidade de

Michigan, a Cadeia de Suprimentos “abrange todas as atividades associadas ao fluxo e à transformação de bens desde a matéria prima ou extração até o usuário final, incluindo também todos os fluxos de informação que permeiam este processo”.

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Logística e Cadeia de Suprimentos

Bem, se fizermos uma comparação com o

conceito de logística apresentado inicialmente no slide 3 desta seção, não encontraremos muitas diferenças.

Segundo Wankee (2003) a gestão da cadeia de suprimentos é muitas vezes percebida como uma simples extensão da logística, quando incorporados os clientes e os fornecedores de uma empresa.

Porém, a definição apresentada de logística a coloca como uma parte componente daquilo que comumente se entende por gerenciamento de cadeias de suprimento.

Ao pé da letra, a “logística é a parte do gerenciamento de cadeias de suprimento responsável pelo planejamento,

implementação e controle, de modo eficiente e eficaz, do fluxo e armazenagem de produtos (bens e serviços) e informações relacionadas, do ponto de origem até o ponto de consumo, com vistas ao

atendimento das necessidades dos clientes”.

Logística e Cadeia de Suprimentos

Logística e Cadeia de Suprimentos

Wankee ainda coloca que a definição de

gerenciamento de cadeias de suprimento apresentada em 1998 pelo Global Supply Chain Fórum está fundamentada em seu entendimento a partir de um conjunto de processos integrados. Em suas palavras, “o gerenciamento de cadeia de suprimentos consiste na integração dos principais processos de negócio a partir do consumidor final para o fornecedor inicial de produtos, serviços e informações que adicionam valor”.

Logística e Cadeia de Suprimentos

O gerenciamento de cadeias de

suprimento seria, portanto, uma tarefa substancial mais complexa que a gerência logística do fluxo de produtos, serviços e informações relacionadas do ponto de origem ao ponto de consumo.

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O conceito de logística já é centenário, tratando de todo o processo de

movimentação, ou disposição de materiais, mas que normalmente é considerado entre os fornecedores diretos da organização até o seu cliente direto.

Já o conceito de cadeia, ou corrente de suprimento é mais recente. Data da década de 90 e representa a corrente, ou cadeia de empresas relacionadas ao fornecimento de um determinado bem. Ou seja, todas as empresas envolvidas no processo, da matéria-prima extraída da natureza até o produto final entregue ao último consumidor.

Logística e Cadeia de Suprimentos

Vejamos, por exemplo, uma cadeia de fornecimento automobilística. Se considerarmos a parte metal, uma das dominantes, onde começa o ciclo? Qual é a primeira empresa envolvida no processo do fornecimento de materiais para os automóveis?

Neste caso é a empresa de mineração, que extrai o minério de ferro das minas, passando então para a siderúrgica, segundo elo da cadeia. A siderúrgica transforma o minério em aço que será então transformado pela metalúrgica e, em seguida pelas fabricantes de

autopeças.

Logística e Cadeia de Suprimentos

Logística e Cadeia de Suprimentos

O próximo elo, um dos maiores, é o da montadora, que faz a montagem e distribui para as concessionárias de veículos. E ainda existem as empresas de distribuição, que fazem o transporte entre cada um destes elos. Todas estas empresas constituem uma corrente, ou cadeia de suprimentos.

Uma cadeia porque é fácil entender que, mesmo para os automóveis, ainda existem várias outras cadeias inter-relacionadas, como a de plásticos, de eletrônicos, de couro, etc. Na verdade não se trata de uma corrente simples, mas uma malha de correntes.

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O conceito de gestão de cadeia de suprimentos surge então recentemente, quando a tecnologia e informação e de gestão já é capaz de permitir um planejamento e controle que extrapola a logística tradicional, indo ao fornecedor do fornecedor, buscando desde o fornecimento da matéria-prima extraída da natureza até o produto final, entregue nas mãos do cliente. Trata-se então de um conceito mais amplo que o conceito inicial de logística.

Logística e Cadeia de Suprimentos

Quando uma empresa inicia um processo de gestão da cadeia de suprimentos, deve estar buscando planejar, acompanhar, controlar e intervir no fluxo de materiais não somente na vizinhança da própria empresa, como no caso da montadora.

Logística e Cadeia de Suprimentos

Mas estará acompanhando, controlando,

mantendo as informações e,

preferencialmente, intervindo no fluxo de materiais de forma mais ampla possível, sabendo o nível de estoque desde o fornecedor do fornecedor até a taxa de consumo de cada produto junto ao

consumidor final do processo. Este nível de acompanhamento só é possível hoje graças à tecnologia disponível e ao nível de

integração empresarial.

O que é isso???

SKU – Skew ou S K U

O termo Stock Keeping Unit (SKU), em português Unidade de

Manutenção de Estoque está ligado à logística de armazém e designa os diferentes itens do estoque, estando normalmente associado a um código identificador (Dias, 2005, p. 194).

SKU – Skew ou S K U

SKU – Skew ou S K U

Um posto de gasolina pode trabalhar com quatro SKUs (gasolina sem chumbo, com chumbo, aditivada e diesel) e um hipermercado pode trabalhar com 60 mil SKUs, pois qualquer diferença na mercadoria (tamanho, cor, sabor), mesmo sendo de uma mesma marca, representa um SKU diferente (Dias, 2005, p. 71).

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Dois exemplos:

Um caminhão está carregado com 100 caixas de leite gordo e 50 caixas de leite magro, logo carrega dois SKUs.

Falar de 300 SKUs é o mesmo que falar de 300 artigos que se distinguem todos entre si.

SKU – Skew ou S K U

Market share

Market Share (termo mais comum

no Brasil), ou pela tradução literal do inglês "quota de mercado" (termo mais comum em Portugal) ou ainda fatia de mercado, participação no

mercado, porção no mercado etc. O termo em inglês tem a seguinte

composição: market significa mercado e share, divisão ou quota.

Market share

A expressão tem como tradução participação no mercado e designa a fatia de mercado detida por uma organização. Sua medida quantifica em porcentagem a quantidade do mercado dominado por uma empresa. Divide-se o número total de unidades que a

empresa vendeu pelo total de unidades vendidas no segmento em que a empresa atua. O valor pode ser obtido ainda da divisão do valor total em vendas da empresa pelo valor total em vendas do segmento.

Market Share

Como Kotler (2000) afirma, se as vendas de determinada empresa crescerem 5 por cento ao ano, mas as vendas do setor crescerem 10 por cento ao ano, a empresa estará perdendo participação no mercado, pois não estará conseguindo acompanhar o crescimento setorial. é verdade hoje em dia o market share esta voltado para o desenvolvimento de novas empresas para entre si fazer uso de novos atributos e saber quanto cada empresa tem de porção do mercado

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Atividade - Case Perdigão

: Leia o artigo e os apontamentos da consultoria.

A) Do ponto de vista logístico qual a situação

mais difícil de trabalhar: ter um grande volume com muitos sku’s para distribuir com abrangência nacional ou ter um pequeno volume com grande número de sku’s.

B) Faça um gráfico representativo do Market

Share da Perdigão usando os dados do texto.

Referências

Wikipedia. Acesso em: 19 ago 2015.

BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

Referências

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