Alocução de abertura da Presidente durante a reunião da Comissão Executiva do Fórum Parlamentar da SADC. Setembro de 2020

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Alocução de abertura da Presidente

durante a reunião da Comissão Executiva

do Fórum Parlamentar da SADC

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Página 1 de 6 • Sua Excelência, Sr. Vice-presidente do Fórum Parlamentar da SADC, Ilustre Senador Isaac Mmemo

Magagula;

• Excelentíssimo Sr. Presidente do Parlamento domiciliário do Fórum, Sua Excelência Professor Peter Katjavivi;

• Senhores e Senhoras Presidentes e outros membros da Comissão Executiva aqui presentes;

• Excelentíssima Sra. Secretária-geral, Sra. Boemo Sekgoma, e funcionários do Fórum Parlamentar da SADC;

• Camaradas e amigos;

• Minhas senhoras e meus senhores;

Permitam que eu comece por endereçar as minhas calorosas e fraternas boas-vindas a todos para este estrategicamente importante primeira reunião virtual da Comissão Executiva. Como é do vosso conhecimento, esta reunião está a ser convocada no contexto da debilitante pandemia da COVID-19 que assola actualmente a nossa região e o mundo inteiro, e que nos tem forçado a modificar a forma como nos relacionamos uns com os outros e a forma como tratamos dos assuntos. De facto, não temos outra escolha. Não podemos continuar com as mesmas modalidades de sempre. Quer nos adaptamos, quer ficamos irrelevantes. Para lembrar as palavras de um historiador de renome, Charles Darwin,

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Página 2 de 6 não é a mais forte das espécies, nem a mais inteligente que sobrevive. É a que melhor se

adapta à mudança, que vive dentro dos meios à sua disposição e coopera contra ameaças comuns.

Nesta conformidade, a sobrevivência e a sustentabilidade da nossa organização e a continuação da sua relevância para a região e o nosso povo durante estes tempos difíceis da nossa história dependem não só da nossa força colectiva e apenas da nossa inteligência, como também da nossa capacidade de adaptação ao actual contexto e à nossa capacidade de viver dentro dos meios disponíveis e trabalhar de maneira cooperativa para o bem do Fórum e do nosso povo, mesmo enfrentando a grande realidade desta ameaça da pandemia. É precisamente por esta razão que gostaria de elogiar o secretariado pela proposta de um plano sólido de continuidade de negócios baseado na tecnologia, numa altura em que as nossas fronteiras estão fechadas por causa desta mortífera pandemia. Permitam-me também tecer elogios a vós, Distintos Presidentes e Deputados por efectuarem a transição para as plataformas da tecnologia com o mínimo de complicações. Sei que as várias subcomissões têm estado a realizar reuniões virtuais e a executar as tarefas que lhes são atribuídas pela Comissão Executiva. Isto demonstra o vosso compromisso com o trabalho e para com os objectivos do Fórum, e é uma declaração audaz da vossa intenção de assegurar que o Fórum não seja forçado pela pandemia da COVID-19 a paralisar as suas operações. Quando falamos de adaptabilidade, trata-se da poderosa diferença entre adaptar-se para gerir a situação e adaptar-se para vencer, e, para mim, é claro que nos adaptámos para vencermos no nosso esforço visando promover os objectivos do Fórum Parlamentar da SADC.

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Página 3 de 6 Senhores Presidentes, Distintos Deputados, Minhas Senhoras e meus Senhores,

Estamos reunidos numa altura em que há uma quebra dos nossos padrões de existência habituais, altura em que os nossos hábitos foram mudados e alguns deles para sempre. Como afirmou com razão Benjamim Disraeli: «A mudança é inevitável». A mudança é constante e a mudança não é necessariamente uma coisa má. De facto, quando se quebram os padrões, surgem novos mundos. Enquanto Fórum, devemos, portanto, continuar a explorar vias inovadoras visando deixar o nosso marco e um legado indelével na nossa região e o seu povo, apesar das exigências da pandemia da COVID-19. É por esta razão que estou particularmente gratificada em saber que, através da Subcomissão Jurídica, fomos proactivos em elaborar um Regulamento Especial para as Reuniões e Sessões Virtuais, que esta comissão vai apreciar e adoptar. A vida deve continuar e o negócio do Fórum deve prosseguir, uma vez que temos o sagrado mandato de promover e proteger os interesses comuns do povo da região, na nossa qualidade de representantes eleitos. Não nos devemos rebaixar diante da pandemia, porque é nosso dever perante o nosso povo e a posteridade assegurar que estejamos à altura dos compromissos que assumimos no Preâmbulo da nossa Constituição, nomeadamente:

• promover o respeito pelo estado de direito, pela igualdade e equidade de género, pelos direitos e liberdades

individuais, incluindo a promoção e o desenvolvimento da cooperação no domínio económico, na região da SADC, com base nos princípios de equidade e reciprocidade de vantagens;

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Página 4 de 6 • promover a paz, a democracia, a segurança e a estabilidade, na base da responsabilidade colectiva,

apoiando o desenvolvimento de mecanismos permanentes de resolução de conflitos na sub-região da SADC, reforçando a solidariedade regional e edificando um sentimento de destino comum dos povos da SADC; e,

• promover o diálogo e a cooperação entre os Estados membros em matéria de desenvolvimento

socioeconómico, com o fim de aumentar a prosperidade económica.

Além disso, a nossa visão encapsulada no nosso Plano Estratégico, obriga-nos a ser «o porta-estandarte da democratização e do desenvolvimento socioeconómico na região da SADC». Devemos, portanto, ser vistos na vanguarda das iniciativas que promovem a democracia participativa e incentivam o desenvolvimento socioeconómico da região. Um porta-estandarte assume a liderança e indica o caminho. Um estandarte segura a tocha para os outros poderem enxergar na escuridão cimeriana. Um porta-estandarte não segue o caminho banal, mas vai onde não há caminho e trilha uma pista. Para o efeito, permitam-me elogiar o nosso secretariado por tomar a iniciativa de elaborar Directrizes detalhadas para o Combate dos parlamentos nacionais contra a pandemia da COVID-19. Não só criou um quadro para o Fórum e os parlamentos nacionais continuarem a desempenhar um papel de liderança na consolidação dos quadros jurídicos e de políticas que possam ajudar a mitigar o surto tanto a curto como a longo prazo, mas garantir também a continuação da relevância dos parlamentos para os actuais desenvolvimentos socioeconómicos. Sendo os representantes eleitos do povo, compete-nos assumir a liderança do combate na linha da frente, dar o exemplo na luta contra o flagelo do coronavírus, e

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apraz-Página 5 de 6 me ver que não estamos a fugir dessa responsabilidade. De facto, enquanto Comissão Executiva, temos

o dever fiduciário de assegurar que o Fórum continue sintonizado ao seu mandato e continue ligado aos ideais, esperanças e aspirações do povo da região. Ao adoptar estas Directrizes e considerar judiciosamente várias outras questões de peso que se nos colocam, em nome do Fórum, estaremos a corresponder com aquele dever sagrado.

Senhores Presidentes, Distintos Deputados, Minhas Senhoras e meus Senhores,

Com a aproximação do fim do nosso mandato, devemos olhar para trás e examinar o trabalho que realizámos nos últimos dois anos e interrogarmo-nos seriamente se fizemos o melhor que podíamos ter feito para promover os objectivos do Fórum. Eu, por minha parte, direi enfática e peremptoriamente: «Fizemos, sim.». A agenda de transformação ganhou ímpeto como nunca antes, graças aos nossos esforços. Isto por si só, se não houvesse mais nada, é confirmação sucinta de que continuámos a empurrar o Fórum incansavelmente em direcção ao alcance da sua missão. Permitam-me que aproveite esta oportunidade para agradecer a Sua Excelência Dr. Jacob Francis Mudenda, por encabeçar a elaboração da Estratégia de Transformação que vai continuar a guiar as iniciativas de lóbi junto dos Chefes de Estado e dos Ministros dos Negócios Estrangeiros. Permitam-me também infelizmente despedir-nos de um dos despedir-nossos, Sua Excelência Nicholas Prea, que se aposenta da política activa. Não perdemos de vista que foram os seus esforços incansáveis que resultaram no retorno de Madagáscar à família do Fórum – o que é um dos êxitos que este elenco da Comissão Executiva pode sem reservas reivindicar ter alcançado. Portanto, mais uma vez eu digo: «Foi, sim, uma realização nossa». Esperamos que

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Página 6 de 6 continuemos a beneficiar do seu sábio conselho na reforma e rogamos que, do seu poleiro palaciano de

aposentação, continue a nos ajudar a atrair as Comores de volta ao aprisco. Desejamos-lhe todo o sucesso em tudo o que ele fizer no futuro.

Permitam-me também que deseje o melhor aos dois países irmãos, Seicheles e Tanzânia, que se preparam para realizar eleições nos próximos dois meses. Que a vontade dos seus povos prevaleça.

Neste ponto contundente, declaro esta reunião oficialmente aberta. Conto com deliberações frutuosas e mutuamente benéficas que vão afirmar a nossa resposta à pergunta de saber se conseguimos promover os objectivos do Fórum. No fim de tudo isto, pensamos que vamos colectivamente reiterar que «Sim, conseguimos».

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