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PARECER ÚNICO SUPRAM - ZM Nº: 270279/2008 Indexado ao(s) Processo(s):
• Licenciamento Ambiental No: 10121/2005/001/2008
• Outorga No: 000184/2008 / 002724/2008
1. Identificação
Empreendimento (Razão Social) /Empreendedor: SERRARIA BIAS FORTES LTDA.
CNPJ / CPF: 02.586.581/0001-10 Empreendimento (Nome Fantasia):
SERRARIA BIAS FORTES LTDA. Município:
BIAS FORTES- MG Atividade predominante: Desdobramento de madeira
Tratamento Químico para Preservação de madeira
Código da DN e Parâmetro: G-03-05-0 / Produção Nominal - m3/ano
G-03-07-7 / Produção Nominal - m3/ano
Porte do Empreendimento
Pequeno ( X ) Médio ( ) Grande ( )
Potencial Poluidor
Pequeno ( ) Médio ( ) Grande ( X ) Classe do Empreendimento:
I ( ) II ( ) III ( X ) IV ( ) V ( ) VI ( ) Fase Atual do Empreendimento
LP ( ) LI ( ) LO ( ) LOC ( X ) Revalidação ( ) Ampliação ( )
Localizado em UC (Unidades de Conservação)?
( X ) Não ( ) Sim⇒⇒⇒ _____________________________________________
Bacia Hidrográfica: Rio Paraibuna Sub-Bacia: Rio do peixe
2. HISTÓRICO Inspeção/Vistoria/fiscalização ( ) Não ( X ) Sim Relatório de Inspeção/Vistoria/Fiscalização Nº: 507/2008 Data: 28/03/2008
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2.1 DESCRIÇÃO DO HISTÓRICO:
Em 08/01/2008 o empreendimento formalizou o processo para a Licença de Operação para a sua atividade, através da protocolização da documentação especificada no FOBI. Em 28/03/2008 foi realizada vistoria técnica para dar andamento ao processo de regularização ambiental da empresa.
Em 10/04/2008 foram concedidas as Certidões de Registro de Uso da Água ao
empreendimento.
3. CONTROLE PROCESSUAL
O processo encontra-se formalizado e devidamente instruído com a documentação exigível. De acordo com declaração da Prefeitura Municipal de Bias Fortes, presente às fls. 009 dos autos, o tipo de atividade desenvolvida e o local de instalação do empreendimento estão em conformidade com as leis e regulamentos administrativos do município.
O empreendimento localiza-se em zona rural, havendo, portanto, obrigação de averbação de reserva legal conforme determina a lei (Lei 4.771/65, art.16, §8º e Lei Estadual 14.309/02, art. 16, §2º). Foi apresentada Certidão do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Santos Dumont, presente às fls. 069/072, onde consta a reserva legal averbada (Matrícula 9.935, Av.- 03), num total de 29,626 ha.
Foi constatado, no local, que parte das instalações , num total de 1.000 m², encontra-se em área de preservação permanente. Tal intervenção, que ocorreu devido à construção de um galpão, hoje parcialmente utilizado pela serraria, dentro da faixa marginal de 30 metros do curso d’àgua, pode ser caracterizada como ocupação antrópica consolidada, nos termos
da Deliberação Normativa COPAM nº 76/04, art. 1º, VII1, sendo as medidas
compensatórias objeto de uma condicionante do presente parecer.
Os usos de recursos hídricos encontram-se regularizados de acordo com Certidões de Registro de Uso da Água n° 202422/2008 e 203388/2008, constantes dos autos.
4. DISCUSSÃO 4.1 – INTRODUÇÃO:
A Serraria Bias Fortes Ltda. é uma empresa de pequeno porte, situada na Fazenda São Domingos, zona rural de Bias Fortes/MG, cuja atividade consiste no desdobramento de madeira e no tratamento químico para preservação de madeira.
A empresa formalizou o seu processo de licenciamento (LOC) com as pertinentes documentações solicitadas no FOBI.
1 De acordo com a Deliberação Normativa COPAM n° 76, de 25 de outubro de 2004, art. 1°, VII, considera-se
ocupação antrópica consolidada toda e qualquer intervenção em Área de Preservação Permanente, efetivamente consolidada, em data anterior à publicação da Lei Estadual n° 14.309, de 19 de junho de 2002, devendo -se entender ainda, por efetivamente consolidado, o empreendimento totalmente concluído, ou seja, aquele que não venha necessitar de nova interv enção ou expansão na Área de Preservação Permanente.
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A vistoria no empreendimento foi realizada no intuito de verificar a atividade desenvolvida, as medidas de controle implementadas pelo empreendedor e as possíveis adequações a serem realizadas.
4.2 – CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
Trata-se de um empreendimento já em fase de operação desde maio de 2006, cuja área consiste em uma gleba de terras de formato irregular com dimensão aproximada de 1 ha.
A área construída é de aproximadamente 500 m2, contendo um galpão principal e um
galpão auxiliar, ambos construídos em estrutura de madeira e cobertura com telhas de amianto. Há ainda um escritório contendo dois banheiros, uma cozinha, um alojamento e um refeitório, além de um platô onde se localiza um galpão para abrigar a estrutura da auto clave.
A empresa trabalha atualmente com desdobramento de eucalipto e tratamento químico de preservação de madeira, originada de florestas plantadas na regi ão de Bias Fortes e Juiz e Fora.
A empresa fornece mourões tratados de eucalipto, madeira serrada (tábuas, ripas, caibros, etc) e pallets (armações em madeira para sustentação e transporte de cargas).
O empreendimento possui atualmente 22 funcionários trabalhando em dois turnos, distribuídos em 16 horas/dia e 5 dias/semana.
A empresa possui Registro junto ao Instituto estadual de Florestas (IEF) nas categorias de extrator fornecedor de produtos e subprodutos da flora e tratamento de madeira / usina de tratamento de madeira.
O consumo médio de energia da empresa gira em torno de 4.800 kWh/mês.
Os insumos químicos são armazenados no interior de um galpão onde é feito o processo de tratamento químico da madeira, esse galpão possui um tanque suspenso onde é armazenada a solução fungicida e bactericida que alimenta a autoclave com volume de
solução de 25m3. Os produtos químicos para o preparo da solução também são
armazenados dentro deste galpão que está protegido por uma bacia de contenção com
volume de 30m3, Nesta bacia de contenção também são estocados os tambores de
Tanalith CCA tipo C, Osmose K 33. 4.2.1 – PROCESSO PRODUTIVO A – SERRARIA:
- Recebimento de matéria prima : A matéria prima principal consiste em eucaliptos cortados, em peças de 6 a 22 cm de diâmetro e de 2 a 8 m de comprimento;
- Corte : Seguindo a solicitação do cliente, as toras de eucalipto são cortadas no tamanho adequado;
- Armazenamento: O armazenamento é feito no interior de um galpão, protegendo o produto final da umidade.
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- Recebimento da matéria prima : A matéria prima principal consiste em eucaliptos cortados, em peças de 6 a 22 cm de diâmetro e de 2 a 8 m de comprimento;
- Descasque : Retirada da casca para facilitar a ação da autoclave;
- Secagem: As toras são acondicionadas de forma a perderem a umidade até um teor inferior a 30%;
- Carregamento do carro: Para acondicionar as toras de eucalipto no interior da autoclave, é utilizada uma grua para abastecer o carrinho que será levado para dentro da autoclave;
- Abastecimento da autoclave: O carrinho abastecido na etapa anterior é guiado através de trilhos para dentro da autoclave;
- Vácuo inicial: Com a autoclave fechada e com a trava de segurança, é iniciado um processo de retirada do ar do interior da madeira através de vácuo;
- Banho com produtos químicos: Com a madeira livre do ar que se encontrava nos seus interstícios , inicia-se o banho com fungicida e bactericida. Os líquidos irão preencher todo o corpo da madeira, protegendo-a e prolongando sua vida útil;
- Aplicação de pressão: A aplicação de pressão no interior do equipamento tem a finalidade de facilitar a absorção da solução na madeira, garantindo uma maior eficiência na proteção contra fungos e bactérias;
- Devolução de produto químico excedente ao reservatório: Com o processo de aplicação dos produtos para proteção da madeira terminado, o interior da autoclave fica com as toras de madeira e com excesso de líquido. Esse líquido é bombeado de volta ao reservatório inicial de insumos químicos para ser reutilizado em outra aplicação;
- Vácuo final: Nesta etapa o excesso e líquido na madeira é retirado através de formação de vácuo no interior da autoclave. Esse efluente gerado segue para o tanque de insumos químicos.
- Devolução do líquido final ao reservatório: Todo líquido gerado no interior no interior da autoclave é direcionado para o reservatório de produtos químicos;
- Retirada do produto da autoclave: Após a retirada de líquido do interior da autoclave, esta é levada a pressão atmosférica e em seguida é aberta. Todo e qualquer efluente que fique no fundo da autoclave e cai em um recipiente próprio para assegurar que este efluente não se perca. O carrinho segue para fora da autoclave com a madeira umedecida; - Descarregamento mecânico: Todo o caminho que o carrinho segue para o ponto de ser descarregado possui piso com inclinação negativa. Uma grua com base móvel descarrega a madeira e a leva para o local de armazenamento;
- Estocagem: Nesta etapa a madeira está pronta para ser remetida ao cliente, ou levada para o processo de corte na serraria;
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A reserva legal foi averbada no cartório de registro de imóveis conforme AV-03-Matr.9.935, em 06/01/1995.
4.3 – UTILIZAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
O recurso hídrico utilizado pelo empreendimento, para consumo humano, provém de nascente, uso este considerado insignificante e devidamente regularizado sob o Processo no 000184/2008, protocolo nº 202422/2008, que certifica a explotação de 0,3 m3/h de águas subterrâneas, durante 5 horas/dia, totalizando 1,50 m3/dia.
Também existe uma captação em barramento, considerada uso insignificante e regularizada sob o processo nº 002724/2008, protocolo nº 203388/2008, que certifica a captação de 0,5 l/s de águas públicas, durante 5:00 horas por dia, em barramento com 60 m3 de volume máximo acumulado.
4.4 – EXPLORAÇÃO FLORESTAL
4.4.1 – PERMAN ÊNCIA EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
A Serraria Bias Fortes Ltda. é um empreendimento de desdobramento de madeira e tratamento químico para preservação de madeira situado na zona rural do município de Bias Fortes , e ocupa uma área de 3,0 há, dentro da Fazenda São Domingos, por meio de contrato de arrendamento firmado com a empresa Grandis do Brasil S/A – Empreendimentos de Recursos Renováveis.
Pelo levantamento realizado em vistoria, verificou-se que o empreendimento ocupa aproximadamente 1.000 m² de uma área de preservação permanente. Esta intervenção, que pode ser caracterizada como uma ocupação antrópica consolidada, ocorreu devido à construção de um galpão, hoje parcialmente utilizado pela serraria, dentro da faixa marginal de 30 metros do curso d’gua. Não há perspectiva de ampliação das instalações na área de preservação permanente. Desta forma não ocorrerá supressão de vegetação e conseqüentemente não haverá geração de produtos e/ou subprodutos de origem florestal. Com relação aos aspectos faunísticos , buscou-se identificar as espécies a partir da visualização em campo de algum sinal e através de informações coletadas de alguns funcionários, destacando: tatu, preá, gambá e grupo numeroso da avifauna (Rolinha, João de barro, Sanhaço, Tico-tico, Maritaca, Bem – Ti – Vi, etc.).
Com relação aos aspectos florísticos, nesse empreendimento observamos a presença de gramíneas e pequenos arbustos.
Com relação aos recursos hídricos superficiais, constatou-se a presença de um córrego que divide a propriedade, sendo o mesmo contribuinte da bacia do Rio Paraibuna.
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A intervenção ocorreu visando à construção de um estábulo, porém o empreendedor aproveitou este local para instalar parte da serraria, sendo que esta área foi estimada em 1000 m2.
B. Impactos Identificados: Danos Físicos e Biológicos:
- Descaracterização da cobertura vegetal da área, com alteração da paisagem pela construção da edificação;
- Diminuição do habitat de espécies da fauna e da flora, visto que a intervenção utilizou parte do terreno para a edificação mencionada;
- Compactação do solo. C. Medidas Compensatórias:
- Promover o reflorestamento em área de preservação permanente, com espécies
nativas da região e frutíferas em uma área de 1000 m2, utilizando espaçamento de 3,0
x 3,0 m, covas com dimensões de 40 x 40 x 40 cm, utilizando 200 g de adubo NPK 04:14:08, 10 litros de adubo orgânico e 300 g de calcário por cova, promover combate a formiga;
- Promover tratos culturais: capina, roçada, tutoramento, adubação de cobertura e replantio das mudas mortas;
4.5 – IMPACTOS IDENTIFICADOS 4.5.1 – RESÍDUOS SÓLIDOS
Os resíduos sólidos do processo são devido ao desbaste/corte da madeira, gerando serragem, casqueiro (parte exterior da tora), e sobras de madeira com resíduos, sendo esses em grande quantidade e embalagens de produtos químicos..
Verificou-se que a empresa tem ainda como resíduo do seu processo, as lâminas de corte que não podem ser mais utilizadas, bem como a limalha de ferro devido à afiação das ferramentas.
Verificou-se ainda a geração de lixo administrativo, o qual possui papel, plástico dentre outros materiais como resíduos.
4.5.2 – EFLUENTES LÍQUIDOS
Os efluentes líquidos gerados no empreendimento são devido ao esgotamento sanitário referente à contribuição de 22 funcionários alocados.
O empreendimento não gera efluentes industriais no seu processo produtivo. 4.5.3 – EMISSÕES ATMOSFÉRICAS
O material particulado gerado é devido ao processo de desbaste/corte onde a madeira a é utilizada, sem sofrer nenhum processo de tratamento de secagem prévia.
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Na etapa de desdobramento da madeira é gerado um índice considerável de ruído, devido ao atrito existente entre a tora de madeira e as ferramentas de corte/desbaste.
4.6 – MEDIDAS MITIGADORAS 4.6.1 – RESÍDUOS SÓLIDOS
A serragem é destinada a indústria moveleira, para confecção de chapas de madeira compactada.
As embalagens de produtos químicos estão sendo estocadas dentro da bacia de contenção, mas estas devem retornar ao seu fabricante, ou destinadas a empresas licenciadas .
O casqueiro de eucalipto é devolvido às áreas de plantio florestal como adição de nutrientes ao solo.
As sobras de madeira são destinadas a um picador onde são transformadas em pequenos cavacos e, segundo informações do empreendedor, destinadas a indústria de Papéis Sudeste Ltda.
As serras (lâminas de corte) quando não podem ser mais reaproveitadas, deverão ser vendidas a empresas de sucata ou reciclagem .
O lixo comum, gerando em pequenas quantidades na empresa, é retirado pela prefeitura de Bias Fortes e destinado ao aterro sanitário de Juiz de Fora.
4.6.2 – EFLUENTES LÍQUIDOS
Os efluentes líquidos gerados no empreendimento consistem no esgoto gerado nos sanitários presentes; atualmente estes resíduos estão sendo direcionados a 03 fossas negras , sendo que estes efluentes deverão ser destinados à fossa séptica com filtro anaeróbio devido à proximidade do córrego.
4.6.3 – EMISSÕES ATMOSFÉRICAS
Não foram constatadas emissões atmosféricas consideráveis no setor de desdobramento da madeira.
4.6.4 EMISSÕES DE RUÍDO
Verificou-se que não será necessária a implantação de medidas mitigadoras para emissão de ruído para o empreendimento, uma vez que este encontra em zona rural, não sendo constatadas casas próximas à divisa com a empresa.
5. CONCLUSÃO
Com base na vistoria realizada no empreendimento, o RCA e PCA apresentados e as condicionantes propostas por este Parecer Único, conclui-se que o processo desenvolvido
pela Serraria Bias Fortes Ltda. apresenta medidas que irão mitigar os impactos gerados
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Diante do exposto, este parecer sugere á Unidade Regional Colegiada da Zona da Mata a concessão da Licença de Operação em caráter corretivo, com validade de 6 (seis) anos, para a Serraria Bias Fortes Ltda., bem como a autorização para permanência em área de preservação permanente, em uma área de 1.000 m², condicionada ao cumprimento condicionantes relacionadas nos ANEXOS I e II deste Parecer Único.
Por derradeiro, ressalta-se que a Licença Ambiental em apreço não dispensa nem substitui a obtenção, pelo requerente, de certidões, alvarás ou licenças de qualquer natureza, exigidos pela legislação federal, estadual ou municipal, devendo sobredita observação constar no Certificado de Licenciamento.
6. Parecer Conclusivo
Favorável: ( ) Não ( X ) Sim
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8. Data / Responsabilidade Técnica: Data: 12/05/2008
. Gestor
:
____________________________________Antônio Márcio Cardoso da Cruz (MASP – 1021267-8) .Equipe Técnica/Jurídica Interdisciplinar:
______________________________________ Rafael Fernando Novaes Ferreira
(MASP 1148533-1)
___________________________________ Leonardo Sorbliny Schuchter
(MASP 1150545-0)
____________________________________ Danilo Vieira Júnior
(MASP 1136907-1)
. Superintendente Regional:
_____________________________________ Jadir Silva de Oliveira
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Anexos
CONDICIONANTES PARECER ÚNICO(SUPRAM/ZM) Nº:
Indexado ao(s) Processo(s) Nº: 10121/2005/001/2008 Tipo de processo:
Licenciamento Ambiental ( X ) Auto de Infração ( )
Validade da Licença: ____6____ anos Válida até:
_____ /______/______ Empreendimento (Razão Social) /Empreendedor (nome completo):
SERRARIA BIAS FORTES LTDA.
CNPJ / CPF:
02.586.581/0001-10 Empreendimento (Nome Fantasia)
MADEREIRA TEVI LTDA. Município:
BIAS FORTES / MG
Atividade predominante: Desdobramento de Madeira / Tratamento químico para preservação de madeira
Código da DN e Parâmetro: G-03-05-0 - Produção Nominal - m3/ano / G-03-07-7- Produção Nominal
- m3/ano
Porte do Empreendimento:
Pequeno ( X ) Médio ( ) Grande ( )
Potencial Poluidor:
Pequeno ( ) Médio ( ) Grande ( X ) Classe do Empreendimento:
DN 74/04: 1 ( ) 2 ( ) 3 ( X ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( )
Fase Atual do Empreendimento:
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ANEXO I
ITEM DESCRIÇÃO PRAZO
1 Execução do Programa de Automonitoramento Ambiental, conforme
definido no ANEXO II, referente ao efluente líquido sanitário.
Durante a vigência da
licença
2 Execução do Programa de Ac ompanhamento da geração e disposição
dos resíduos sólidos, conforme definido no ANEXO II.
Durante a vigência da
licença
4 Realizar a retirada do resíduo sólido (casqueiro, serragem) da área de
preservação permanente.
60 dias*
5 Implantar coleta seletiva do lixo administrativo gerado para destinação à
reciclagem.
90 dias*
6 Apresentar laudo de vistoria favorável do Corpo de Bombeiros. 150 dias*
9 Implantar e operar fossa séptica com filtro anaeróbio para os sanitários 120 dias*
10 Promover o reflorestamento com espécies nativas da região e frutíferas,
em área de preservação permanente, num total de 1000 m2, utilizando
espaçamento de 3,0 x 3,0 m, covas com dimensões de 40 x 40 x 40 cm, 200 g de adubo NPK 04:14:08, 10 litros de adubo orgânico e 300 g de calcário por cova, bem como promover combate a formiga.
365 dias*
11 Promover tratos culturais: capina, roçada, tutoramento, adubação de
cobertura e replantio das mudas mortas; Até 3 anos após
atividades de plantio
12 Apresentar relatório técnico (com ART do técnico responsável) e
fotográfico das atividades vinculadas ao reflorestamento.
Semestralmente (Após as atividades de plantio) por 2
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13 Apresentar nome, endereço e comprovação de aceite de todas as
empresas recebedoras dos resíduos gerados pelo empreendimento, bem como a comprovação da Regularização Ambiental destas empresas.
60 dias*
(*) Contados a partir da data da concessão da Licença de Operação Corretiva.
ANEXO II
PROGRAMA DE AUTOMONITORAMENTO AMBIENTAL
1. EFLUENTES LÍQUIDOS
a) Deverão ser efetuadas amostragens dos efluentes líquidos sanitários, de acordo com o quadro abaixo:
Ponto Despejo Local de Amostragem
Parâmetros Freqüência das Análises
1 Efluente Bruto Entrada do
Tanque Séptico 2 Efluente Final Tratado Saída do Filtro Anaeróbio pH, sólidos sedimentáveis,
sólidos suspensos, DBO5,
DQO, óleos e graxas. Semestral
Relatórios: Enviar semestralmente à SUPRAM – Zona da Mata os resultados das análises efetuadas. O relatório deverá conter a identificação, registro profissional e assinatura do responsável técnico pelas análises.
Observação: Conforme determina o artigo 18 da Deliberação Normativa 010/86, os métodos de coleta e análise das águas devem ser os especificados nas normas aprovadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO ou, na ausência, delas, no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater APHA-AWWA-WPCF, última edição, ressalvado o disposto no Art. 8º.
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PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
2. RESÍDUOS SÓLIDOS
Relatórios: Enviar semestralmente à SUPRAM – Zona da Mata planilhas mensais de controle da geração e disposição dos resíduos sólidos, contendo no mínimo os dados do
modelo a seguir, bem como o nome, registro profissional e assinatura do responsável
técnico.
Obs.: Deverão ser monitorados no Programa de Acompanhamento de Geração e Disposição de Resíduos Sólidos todos os resíduos sólidos contemplados no Parecer Único e aqueles que porventura venham a ocorrer futuramente.
MODELO DE PLANILHA PARA O PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
Resíduo Sólido Industrial
Denominação Origem Quantidade Gerada (kg/mês) Disposição (*) Transportador (nome, endereço, telefone) Empresa Recebedora (nome, endereço, telefone) Observação (*)1 – Reutilização; 2 – Reciclagem; 3 – Aterro Sanitário; 4 – Aterro Industrial; 5 – Incineração; 6 – Co-processamento; 7 – Aplicação no solo;
8 – Estocagem Temporária (informar quantidade estocada); 9 – Outras (especificar).