CRIT´
ERIOS DE CORRECC
¸ ˜
AO
Elementos de Probabilidades e Estat´ıstica
(21037)
2009/10
Docente: M´
ario J. Edmundo. Tutora: Elsa Negas
27 de Abril de 2010
Para a resoluc
¸˜
ao do e-F´
olio, aconselha-se que:
• Imprima este documento.
• Leia com aten¸c˜ao as instru¸c˜oes indicadas para o e-F´olio.
• A sua proposta de resolu¸c˜ao do e-F´olio dever´a satisfazer os seguintes requisitos: (i) incluir no cabe¸calho o seu Nome, B.I., e N0 de Estudante; (ii) estar, de preferˆencia, num ´unico ficheiro em formato word ou pdf; (iii) conter no m´aximo 20 p´aginas e 7,5 Mb.
• Depois de ter realizado o e-F´olio insera a sua proposta de resolu¸c˜ao no recurso disponibilizado para o efeito na sala de aulas virtual dentro do prazo indicado.
Crit´
erios de avaliac
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ao e cotac
¸˜
ao:
• A cota¸c˜ao total deste e-F´olio ´e de 4 valores. • As quest˜oes ter˜ao as cota¸c˜oes seguintes:
1. 2. 3.
a) b) a) b) c) a) b) c)
PROPOSTA DE RESOLUC¸ ˜AO
. . . . O objectivo deste e-F´olio ´e o de avaliar os conhecimentos adquiridos pelos alunos relativa-mente `as mat´erias do Tema 2 - Probabilidades.
. . . .
DETALHES DOS CRIT´ERIOS DE CORRECC¸ ˜AO
Ser˜ao valorizados os seguintes aspectos: • Correc¸c˜ao e completude das respostas. • Inclus˜ao de c´alculos auxiliares.
• Inclus˜ao das f´ormulas auxiliares.
• Correc¸c˜ao, originalidade e adequa¸c˜ao dos exemplos.
1. a) Apresente a defini¸c˜ao dos seguintes conceitos:
i. Experiˆencia aleat´oria: ´e qualquer processo, sujeito `a influˆencia de factores casuais, capaz de produzir resultados incertos observ´aveis. Numa experiˆencia aleat´oria o conjunto dos resultados poss´ıveis ´e conhecido antecipadamente, apesar de o resul-tado efectivo nunca poder ser previsto de forma exacta, mesmo tentando manter sob controlo as circunstˆancias relevantes para o resultado.
ii. Espa¸co de resultados de uma experiˆencia aleat´oria: ´e o conjunto, denotado Ω, for-mado por todos os resultados que ´e possvel obter quando se efectua a experiˆencia aleat´oria. . Os espa¸cos de resultados podem classificar-se em: (i) discretos (se Ω ´e um conjunto finito ou infinito numer´avel), por exemplo, o lanamento de um dado c´ubico numerado, onde Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6} ou; (ii) cont´ınuos (se Ω ´e um conjunto infinito n˜ao numer´avel), por exemplo o ensaio de dura¸c˜ao de uma lˆampada, Ω = {x ∈ R : x > 0}. iii. Espa¸co de acontecimentos de uma experiˆencia aleat´oria: ´e o conjunto, denotado A, de todos os acontecimentos que podem ocorrer num espa¸co de resultados da experiˆencia aleat´oria.
iv. Acontecimento: ´e qualquer subconjunto do espa¸co de resultados Ω. v. Acontecimento imposs´ıvel: ´e o acontecimento representado por ∅. vi. Acontecimento certo: ´e o acontecimento representado por Ω.
vii. Acontecimentos mutuamente exclusivos: s˜ao acontecimentos A e B tais que A ∩ B = ∅, ou seja, ´e imposs´ıvel que ambos aconte¸cam em simultˆaneo.
b) Apresente um exemplo de uma experiˆencia aleat´oria e indique o espa¸co de resultados e o espa¸co de acontecimentos associado.1
O registo de n lan¸camentos de dois dados c´ubicos numerados. O espa¸co de resultados dessa experiˆencia ´e
Ω = {(1, 1), (1, 2), (1, 3), (1, 4), (1, 5), (1, 6), (2, 1), (2, 2), (2, 3), (2, 4), (2, 5), (2, 6), (3, 1), (3, 2), (3, 3), (3, 4), (3, 5), (3, 6), (4, 1), (4, 2), (4, 3), (4, 4), (4, 5), (4, 6), (5, 1), (5, 2), (5, 3), (5, 4), (5, 5), (5, 6), (6, 1), (6, 2), (6, 3), (6, 4), (6, 5), (6, 6)}. O espa¸co de acontecimentos A dessa experiˆencia ´e o conjunto de todos os subconjunto de Ω.
2. a) Apresenta a defini¸c˜ao de fun¸c˜ao de probabilidades para uma experiˆencia aleat´oria com um espa¸co de resultados Ω e um espa¸co de acontecimentos A associado.
´
E uma fun¸c˜ao P : A → R que faz corresponde a um acontecimento A um n´umero real P (A), chamado de probabilidade do acontecimento A, que verifica a Axiomatica de Kolmogorov:
(1) P (A) ≥ 0. (2) P (Ω) = 1.
(3) Se A ∩ B = ∅ ent˜ao P (A ∪ B) = P (A) + P (B).
b) Seja P uma fun¸c˜ao de probabilidades para uma experiˆencia aleat´oria com um espa¸co de resultados Ω e um espa¸co de acontecimentos A associado. Mostre os seguintes resultados: i. P (AC) = 1−P (A) para todo o acontecimento A ∈ A: Temos A∪Ac= Ω e A∩Ac= ∅;
Logo pelos Axiomas (1) e (3), 1 = P (Ω) = P (A ∪ Ac) = P (A) + P (Ac) e portanto, P (Ac) = 1 − P (A).
ii. P (A) ≤ 1 para todo o acontecimento A ∈ A: Temos P (Ac) = 1 − P (A) e P (Ac) ≥ 0
pelo Axioma (1), logo P (A) ≤ 1.
iii. P (∅) = 0: Temos ∅c = Ω e P (Ac) = 1 − P (A), logo P (∅) = 1 − P (Ω) = 1 − 1 = 0.
iv. P (A ∪ B) = P (A) + P (B) − P (A ∩ B) para todos os acontecimentos A, B ∈ A: Temos A∪B = A∪(B\A) com A∩(B\A) = ∅ e B = (B\A)∪(B∩A) com (B\A)∩(B∩A) = ∅, logo pelo Axioma (3), P (A ∪ B) = P (A) + P (B \ A) = P (A) + (P (B) − P (B ∩ A)). v. Sejam A, B ∈ A. Se a ocorrˆencia de A implica a ocorrˆencia de B, ent˜ao P (A) ≤ P (B) : Temos se A ⊆ B ent˜ao A ∩ B = A, A ∩ B \ A) = ∅ e B = A ∪ (B \ A), logo pelo Axioma (3) P (B) = P (A)+P (B \A) e pelo Axioma (1) segue que P (A) ≤ P (B).
c) Apresenta um exemplo de uma fun¸c˜ao de probabilidades para uma experiˆencia aleat´oria da al´ınea b) do exerc´ıcio 1.
Seja I = ”sa´ıda de n´umeros cuja soma ´e inferior a 6”. De acordo com a interpreta¸c˜ao cl´assica e supondo que os dados lan¸cados s˜ao ”perfeitos”, temos
P (I) = |I| |Ω| =
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3. a) Apresenta a defini¸c˜ao do conceito de probabilidade condicionada bem como a aplica¸c˜ao deste conceito a um caso particular no contexto do exemplo da al´ınea c) do exerc´ıcio 2.
Probabilidade condicionada ´e a probabilidade de um acontecimento A se realizar sabendo que um outro acontecimento B se realizou e ´e definida por
P (A|B) = P (A ∩ B)
P (B) com P (B) > 0.
Seja I = ”sa´ıda de n´umeros cuja soma ´e inferior a 6”e seja B = ”sa´ıda de n´umeros pares”. Ent˜ao P (I|B) = P (I ∩ B) P (B) = 1 36 6 36 = 1 6 = 0.16(6)
b) Apresenta a defini¸c˜ao do conceito de acontecimentos independentes bem como a aplica¸c˜ao deste conceito a um caso particular no contexto do exemplo da al´ınea c) do exerc´ıcio 2.
Dois acontecimentos A e B do espa¸co de resultados s˜ao independentes se e s´o se a probabi-lidade condicionada de A relativamente a B ou de B relativamente a A ´e a probabilidade de A respectivamente de B. Ou seja, P (A ∩ B) = P (A)P (B).
Seja A =”sa´ıda de n´umero impar no primeiro dado”e seja C = ”sa´ıda de n´umero par no segundo dado”. Ent˜ao
P (A) = 3 × 6 36 = 1 2 = 0.5 P (C) = 3 × 6 36 = 1 2 = 0.5 P (A ∩ C) = 3 × 3 36 = 1 4 = 0.25
c) Apresenta o enunciado do Teorema de Bayes bem como a aplica¸c˜ao deste resultado a um caso particular no contexto do exemplo da al´ınea c) do exerc´ıcio 2.
Teorema de Bayes: Seja I um acontecimento qualquer definido em Ω com P (I) > 0 e seja A1, A2, . . . An uma lista de acontecimentos definidos em Ω tais que: (i) P (Ai) > 0 para
todo i = 1, 2, . . . , n; (ii) s˜ao disjuntos dois a dois; (iii) Ω = A1∪ A2 ∪ · · · ∪ An. Ent˜ao
P (Ai|I) =
P (I|Ai) × P (Ai)
P (I|A1) × P (A1) + · · · + P (I|An) × P (An)
com i = 1, 2, . . . , n.
Este teorema permite calcular as probabilidades a posterioir P (Ai|I) das hip´otese Ai (i =
1, . . . , n) depois de se conhecer a informa¸c˜ao I, desde que se conhe¸cam as probabilidades a priori P (Ai) (i = 1, . . . , n) e as probabilidades P (I|Ai) de se observar I quando as hip´oteses
Ai se verificam.
Seja A1 =”sa´ıda de n´umero impar no primeiro dado”, A2 = ”sa´ıda de n´umero par no
primeiro dado”e seja I = ”sa´ıda de n´umeros cuja soma ´e inferior a 6”. Ent˜ao
P (A2|I) = P (A2∩ I) P (I) = 4 36 10 36 = 4 10 = 0.4 e por outro lado, pelo Teorema de Bayes,
P (A2|I) = P (I|A2) × P (A2) P (I|A1) × P (A1) + P (I|A2) × P (A2) = P (I ∩ A2) P (I ∩ A1) + P (I ∩ A2) = 4 36 4 36 + 6 36 = 4 10 = 0.4 FIM —————————————————————————————————————–