Universidade
Federalde Santa
CatarinPrograma
de
Pós-Graduação
em
E
ESTUDO
DOS FATORES QUE
DAS
DROGAS
POR
JOVEN
i._u;\\f. i i "«27ƒ,_. . ¬ v . .,.-_- _ `
a
ngenhariade Produção
INFLUENCIAM
A
UTILIZAÇÃO
S
E
ADOLESCENTES
Cornélio
Schwambach
Dissertação
de Mestrado
F|_oR|ANÓPo|_|s' - 2002ESTUDO
DOS
FATORES
QUE
INFLUENCIAM
A
UTILIZAÇÃO
DAS
DROGAS POR JOVENS
E
ADOLESCENTES
Esta dissertação foi julgada e
aprovada
para a obtençãodo
título de Mestreem
Engenharia de Produção noPrograma
dePós-Graduação
em
Engenharia deProdução
- Área de Concentração: Mídia eConhecimento
-ênfase
em
TecnologiaEducacional da Universidade Federal
de Santa
CatarinaFlorianópolis,
O4 de
árço 2002.Prof. Ricardo Miran`da arcia, Ph.D.
Coordenador do Curso de Pós r ção
em
Engenharia de ProduçãoBanca
Examinadora:@@«««àl<aW
QSR
.Cama»
Christianne Coelho
de
Souza
Reinisch Coelho, Dra.Orientadora
Pr~cisco
Aillnio Pereirašiaílto, Dr.incondicional, carinho,
compreensão
e
amor.~
ESTUDO
DOS
FATORES
QUE
INFLUENCIAM
A
UTILIZAÇAO
DAS
DROGAS
POR JOVENS
E
ADOLESCENTES
Dissertação apresentada ao Programa
de
Pós-Graduação
em
Engenharia deProdução
daUniversidade Federal de Santa Catarina,
como
requisito parcial para obtenção
do
título deMestre
em
engenharia de Produção, Área deConcentração
em
Mídiaem
Conhecimento
-ênfase
em
tecnologia educacional.Orientadora:
Profa Christianne C. de Souza Reinisch Coelho, Dra
Agradecimentos
A
Deus, pelodom
da vida,sem
o qual não estaria aqui.A
Cláudia e Sérgio, queme
incentivaramem
toda caminhada.A
todos os meus irmãos, pelo carinho.Ao
amigo Adalberto, pelo apoio.Ao
amigo Ivo, pelo companheirismo e apoioÀ
Associação Franciscana de EnsinoBom
Jesus e FAE/CDE,pela oportunidade concedida.
À
orientadora Christianne, que muito prontamente esteve aomeu
lado nesta caminhada. _Ao
querido amigo Fialho, pelo incentivo.Aos queridos colegas do curso de mestrado, Dirce, Leatrice, Carlos, Leandro, Jéferson, Gilmar, Hayashi, pelas batalhas e vitórias alcançadas juntos.
À
escola queme
possibilitou fazer a pesquisa.À
clínica de apoio que,com
seu trabalho maravilhoso,prontamente cooperou
com
nossadissertação.A
todos os professores do curso de pós-graduação.Aos
membros
da banca, pela participação.À
gestora Giselli, por acreditarem
nosso potencial.A
todos aqueles que acreditam na vida e conseguem buscar a felicidade nas pequenas coisas.suMÁR|o
LISTA
DE
TABELAS
... _. viiiLISTA
DE GRÁFICOS
... ._ ixRESUMO
... _. xiABSTRACT
... _. xii 1|NTRoDuçÃo
... ._ 1 1.1 Justificativa ... ._ 1 1.2 Estabelecimentodo
Problema ... _. 31.3 Objetivo Geral e Específico ... ._ 4
1.3.1 Objetivo Geral ____________________________________________________________________________________________________ _. 4
1.3.2 Objetivos Específicos _________________________________________________________________________________________ _. 4 1.4 Hipóteses Gerais e Específicas ... _. 5 1.4.1 Hipótese. Geral ...
._ 5
1.4.2 Hipóteses Específicas ... ._ 5
1.5 Limitações ... ._ 6
1.6 Descrição
dos
Capítulos ... __ 62
A
ouEsTÃo
DAS
DnocâAs
... .. 72.1
Como
as DrogasProduzem
seus Efeitos ...__ 11
2.2
Como
as Drogas Circulamno
Interiordo
CorpoHumano
... ._ 122.3
De
que
Maneira as DrogasAgem
sobre o Cérebro? ... __ 133
COMPORTAMENTO,
PROCESSO
DE
SOCIALIZAÇÃO
EADOLESCÊNCIA
... _. 163.1
As Razões
para a Iniciaçãodo
Consumo
...._ 25
4
FATORES RELACIONADOS
À GÊNESE
DO
CONSUMO
DE
DROGAS
... _. 294.1 Fatores Pessoais (Influências Individuais) ... _. 29
4.2 Fatores
do
Ambiente Imediato (Microssociais) ... ._ 334.3 Fatores Ambientais Globais ... ._ 40
4.4
Quem
aOMS
Considera mais Propenso para o uso de Drogas? ... ._ 414.5
Quem
aOMS
Consideracom
menos
Chances de Utilizar Drogas ... _. 424.6 Motivação para
o
Uso
de Drogas Entre Adolescentes (segundo pesquisa5
METODOLOGIA
... _. 445.1 Questionários ... _.. ... ... __' ...
._ 44 5.2 Características
do
Universo das Amostras ... ._ 455.2.1 Especificação do Universo ... _. 45
5.3 Exploração e Interpretação dos
Dados
... ._ 475.4 Fases
do
Estudo ... ._ 486
RESULTADOS
EDISCUSSÕES
... ._ 496.1 Diagnóstico ... _. 49
6.2 Diagnóstico da Escola
X
_____________________________________________________________________________________ ._ 496.2.1 Relacionamento
com
os Pais _____________________________________________________________________________ _. 49 6.2.2 Relacionamentocom
os irmãos ... _. 50 6.2.3 Nível de compreensão ... __ 50 6.2.4 Contatocom
os pais __________________________________________________________________________________________ _. 50 6.2.5 Assuntos que você tem liberdade para conversarcom
os pais ... ._ 51 6.2.6 Locais que o adolescente costuma freqüentar ... _. 51 6.2.7 Auto-imagem ... ._ 526.2.8
A
afinidadecom
os amigos ... ._ 53 6.2.9O
adolescente x bebida alcoólica ... ._ 54 6.2.10 AdolescenteX
Cigarro ... _. 566.2.11 Conhecimento sobre drogas ... _. 57 6.2.12
Consumo
de drogas ...._ 57 6.2.13 Drogas consumidas ... _. 58 6.2.14 Fatores que levam ao consumo ... ._ 59 6.2.15 Diante de
um
problema sério ... _. 59 6.2.16O
que é importante para o adolescente ... ._ 60 6.2.17 Adolescente feliz ...._ 61 6.3 Clínica de Apoio na Recuperação de Dependentes ... _. 61
6.3.1 Conhecimento sobre drogas ... ._ 61
6.3.2 Uso de drogas ... _. 62 6.3.3 Causas que levam à iniciação para o
consumo
... ._ 63 6.3.4 Família do dependente ... ._ 65 6.3.5 Auto-imagem do dependente ... ._ 667.1 Conclusão ... .:; ... .J ... .LÊ ... ..Í'.'§
... .. 7.2 Sugestões para Futuros Trabalhos ... _.
RE|=ERÊNc|As
... ..ANExo
1 -ouEsT|oNÁR|o
PEn|=||.Do
ADoLEscENTE
-
uTu.|zADo
No
co|.ÉG|o
x
... ..ANExo
2 -ouEs'r|oNÁR|o
uT||.|zADocom
os
DEPENDENTES EM
DRoGAs
ATEND|Dos
PELA
c|.íN|cADE APo|o
... ..ANExo
3 -REsu|.TADos
DA
PEsou|sA
Do
ouEs'r|oNÁn|o
1 PER|=|L
Do
ADo|.EscENTE
... ..ANExo
4 -REsu|:rADo
Do
ouEsT|oNÁR|o
uT|L|zADo
NA
cLíN|cA
DE APo|o
... ..ANExo
5-GRÁ|=|cos
... ._ANExo
6 -suGEsTÃo
DE
|v|oDE|.osDE
ouEs'r|oNÁR|oQUE PoDERÃo
sEn APL|cADos
... ._ANEXO
7 -ASPECTOS
ATUAIS
SOBRE
DEPENDÊNCIA
QUÍMICA
5.2 5.3 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5 6.6 6.7 6.8 6.9 6.1`O
LISTA
DE
TABELAS
GRAU
DE
ESCOLAR|DADEDOS
DEPENDENTES
... _. 46RENDA
FAMTUAREM
SALÁR|OS MíN|MOS ... _. 47CONTATO
COM
os
PA|s ... _. soASSUNTOS
OUE
TÊM
UBERDADE
PARA
CONVERSAR
COM
os
PA|S ... ._ 51DAS PESSOAS
DO
ooNvív|oOUE
HABTTUALMENTE|NGEREM
BEB|DAA|_COÓ|_|CA ... ._ 55
CONHEC|MENTO
SOBRE
DROGAS
... _. 57CONHEC|MENTo SOBRE
DROGAS
... _. 61FATORES OUE LEvAM
AO
CONSUMO
DAS
DROGAS
... _. ôsCOMPORTAMENTO DOS
AM|GOS
EPESSOAS PRÓ×|MAS
... ._ 64GRAU
DE
AFTNTDADECOM
OS
|=AM|L|ARES ... _. asCOMO
VOCÊ
SE OUA|_|F|cA ... ._ seLISTA
DE
c.RÁI=IcoS
6.1 QUAIS
oS
LocAISQUE
você coSTUMA
FREQUENTAR?
... ._ 51
6.6
você
SEcoNSIDERA
UM
.IovEMz ...._ 52
6.4
coM
QUEM
você
coSTUMA
SAIR? ...._ 53 6.4
cASo você
DEScoBRISSE
QUE UM coLEQA
USA
DRQGAS, você;... __ 54
6.5
o você
ToMA
QUANDQ
vAIA
FESTAS? ..._. 54
6.6
SEUS AMIQQS
coSTUMAM
BEBER
BEBIDA ALcoÓLIcA'_› ...__ 55 6.7
coNSUMo
DE
cIGARRo
..._. 56
6.6
DAS PESSQAS
QUE você
coNvIvE, QUAIS I=UMAM'_› ...__ 56 6.9
você
JÁE×PERIMENToU
ALGUMA
DRoc.A'_› ...__ 56
6.10
PQRQUE
AS
PESSQAS USAM DRQQAS?
...__ 59 6.11 DIANTE
DE
UM PRQBLEMA
SêRIo,QUEM
você
PRocURARIA?
... ._ 59
6.12 QUAIS
SAO
ASTRES
COISAS
MAISIMPORTANTES PRA VOCÊ?
... _. 60
6.13
QUE
TIPODE
DROGA
VOCÊ
JÁUSOU?
... .. 62GRÁI=Icos
ANExo
5A.5_1
ANo
EScoLAR
...__ 1oo
A_s.2
SExo
... ._ 1ooA_5_s
RELAcIoNAMENTo
coM
o
PAI ___________________________________________________________________________________. 1o1
A.5_4
RELACIONAMENTO
COM
A
MÃE
...._ 101
A.5.5
RELACIONAMENTO
COM
O
IRMÃO ...._ 101
A_5.6
RELACIONAMENTO
COM
A
IRMÃ 102 A.5.7RELACIONAMENTO
COM
PARENTES
QUE
MORAM
JUNTO
..._. 102
A.5.8 SE
SENTE
COMPREENDIDO
POR SEU
PAI? ..._. 102
A.5.9 SE
SENTE
COMPREENDIDO
POR SUA MÃE?
... ._ 103
A.5.1O SE
SENTE
COMPREENDIDO
POR SEU
IRMÃO? ..._. 103
A.5.11 SE
SENTE
COMPREENDIDO POR
SEU
IRMÃ?... ._ 103
A.5.12 SE
SENTE
COMPREENDIDO
POR PARENTES
QUE
MORAM
JUNTO?... _. 104
A.5.13
coNTATo
coM o
PAI êz ..._. 1o4
A.5.14
coNTATo
coM
A
MÃo
êz ____________________________________________________________________________________________ ._ 104A.5_15
coNTATo
coM
PARENTE
MoRANDo
.IUNTQ êz... ._ 1o5
A.5_16 QUAIS
ASSUNTQS
você
TEM
LIBERDADEPARA
coNvERSAR
A.5.18 A.5.19 A.5.20 A.5.21 A.5.22 A.5.23 A.5.24 A.5.25 A.5.26 A.5.27 A.5.28 A_5.29 A.5.30 A.5.31 A.5.32ATIV|DADE PROFISSIONAL ... ._ A.5.33 A.5.34 A.5.35 A.5.36 A.5.37 A.5.38 A.5.39 A.5.4O
vocÊ
JÁ vIU_ALGUÊM I=UMANDoNo
BANHEIRQDo
coLÊGIo? ... ._SEUS AMIGQS
coSTUMAM
BEBER
BEBIDAS ALcoÓLIcAS'.> ... __os
SEUS AMIGoS
QUANDO BEBEM
I=IcAMz ... ._vocÊ
cLASSII=IcA As PESSQASQUE
BEBEM BEBIDAS ALcoÓLIcAScoMo
ALGUÉM
JÁ LHE oI=EREcEU DRoGAS'.› ... _. ... ._vocÊ
JÁEXPERIMENTQU
ALGUMA
DRQGA?
... _.vocÊ AcHA QUE
cIGARRo
E BEBIDA ALcoÓLIcASÃo DRQGAS?
... _.QUANDo UM
coLEGA
SEU I=AzUMA
DENUNcIA GRAvE,PQRÊM
coRRETA,
vocÊ
o
cLASSII=IcA coMo'.› ... _.QUANDQ
SEUS AMIGoS
QUEREM
IR AALGUM LUGAR
QUE vocÊ NÃo
ESTÁ
A I=IM,GERALMENTE vocÊ?
____________________________________________________________ _.QUANDo
vocÊ QUER
I=AzERALGUMA
coISAos
AMIGQS
o
AcoMI>ANI-IAM? ____________________________________________________________________________________________ _.
cASo vocÊ
DEScoBRISSEQUE
UM
coLEGA USA DRQGAS,
vocÊ;vocÊ
Ê I=ELIz'.› ____________________________________________________________________________________________________
GRAU
DE
EScoLARIDADEz __________________________________________________________________________ _.RENDA
FAMILIAR (SALÁRIO MíNIMo) _____________________________________________________________ __ATIVIDADE
EScoLAR
________________________________________ _; _____________________________________________ __vocÊ AcHA QUE o
ÁLcooL
Eo TABAco
SÃo
DRoGAS'.› _______________________ ._vocÊ
.IÁEXPERIMENTQU
ALGUMA
DRQGA?
______________________________________________ _.QUE
TIPoDE
DRoGA
vocÊ
.IÁUsou?
________________________________________________________ __vocÊ
FUMA?
_____________________________________________________________________________________________________ _.coM
QUAL
DRQGA
I=oISUA
PRIMEIRA EXPERIÊNCIA? _____________________________ ._QUANTQ
A
I=AcILIDADE DEQBTER
À
DRoGAz _____________________________________________ _.vocÊ
Ê I=ELIz'_› _________________________________________________________________________________________________RESUMO
SCHWAMBACH,
Cornélio.Estudo dos
fatoresque
influenciam a utilizaçãodas
drogas
porjovens e
adolescentes. Florianópolis, 2002. 142f. Dissertação (Mestradoem
Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduaçãoem
Engenharia deProdução, u|=sc, 2002. -
Embora
seja praticamente impossível determinarcom
precisão onúmero
exatode
pessoasque
usam
drogas, sabe-se que milharesde
jovens e adolescentesdo
mundo
inteirotêm sucumbido
à falsa sedução das drogas psicotrópicas. Quanta dore quanta angústia se vê nos lares afetados por esse mal.
Pessoas
têm suas vidas,carreiras, arruinadas, simplesmente porque invertem os valores.
O
abusodas
drogasdesconhece
fronteiras, classes sociais.O
consumo
de
drogas exige grandes preocupações sociais. Muitas pesquisas ecampanhas
de
esclarecimento sãorealizadas, muito dinheiro é gasto
em
projetos de prevenção.Os
prejuízos que as drogascausam
são
evidentes,mas
como
explicarque
mesmo
com
tantoesclarecimento
que
existe hoje tantas pessoastêm
procurado este caminho tãoenganador?
O
que tem
levado tantos jovens e adolescente a se tornaremprisioneiros de
sua
própriaemoção?
Por que muitos insistemem
queimar etapaspreciosas de suas vidas?
O
mundo
das drogastem
um
apelo fantástico,mas
falso:o prazer e a liberdade. Todos,
em
tudo que fazem, procuram esse prazer e essaliberdade, especialmente os jovens.
Nunca
tal busca produziu pessoas tão infelizes.O
objetivo deste trabalhonão
é apresentar soluções mirabolantes para resolver oproblema das drogas,
mas
discutirum
pouco ascausas que têm
levado os nossosjovens a fazerem
uma
escolha tão desastrosa, poisnenhuma
prevenção será efetivase não
soubermos
quala gênese
do
consumo.
O
trabalho apresenta pesquisade
campo
realizadaem uma
escola de Curitiba,de
classe média alta e classe alta.
Assim
como
pesquisa realizadaem
uma
clínicade
apoio na recuperação
de
dependentes, localizadana
mesma
cidade.A
clínicaatende
um
públicode
classe baixa.Em
ambos
os estabelecimentos foram aplicados questionários, osdados
coletados forneceram informações utilizadas paraesclarecer a
gênese do
consumo
das
drogas.ABSTRACT
SCHWAMBACH,
Cornélio.Estudo
dos
fatoresque
influenciam a utilizaçãodas
drogas
por
jovens e
adolescentes. Florianópolis, 2002. 142f. Dissertação (Mestradoem
Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduaçãoem
Engenharia deProdução,
UFSC,
2002.Altrhough it is almost impossible to determine the exact
number
of peoplemaking
use of drugs,
we
know
that, throughout the world, thousands of youngstersand
teenagershave
given in to the psychotropic drug false charm. Families affected bysuch misfortune are going through great pain and anguish. PeopIe's lives
and
oareers are destroyed just because they inverted their values. Drug
abuse
ignoresboundaries
and
social classes. Several researches and informationcampaigns were
performed,
and a
lot ofmoney was
spent on drug prevention projects.The
demages
drug
causes
are evident, then,how come
somany
people follow this deceitful trackin spite of the great
amount
of existing information on it?What makes
somany
youngsters
and
teenagersbecome
prisioners of theirown
feelings?Why
do
somany
people insist on throwingaway
precious phases of their lives?The
drug worldhas
a fantastic but false appealz pleasureand
freedom. Everybody looks for pleasureand
freedom in everyhing they do, specially the young ones. But, such search hasnever produced so
many
unhappy
people as it does nowadays. This work is notaimed
at offering fantastic solutions for the drug problem, but at discussing thereasons leading the youngsters to
make
such disastrous choice, seeing thatno
prevention will be effective if
we
do notknow
theconsume
origin.The
presentwork shows
a field research performed in a middle-class/high-classschool
and
anotherone
performed in a hospital for drugdependence
recoverytreatment addressed to low class people, both located in Curitiba. ln both institutions
the researchers used questionnaires to collect information, which
where used
toexplain the drug
consume
genesis.1
|NTRoDuç/to
ç M - ,1.1 Justificativa
Neste trabalho, busca-se encontrar
a gênese da
iniciação aoconsumo
entreadolescentes e jovens e refletir sobre
esses
fatores paraque
sepossa
trabalhareficazmente a prevenção
ao
uso eabuso das
drogas.O
uso de entorpecentes éuma
realidadeem
qualquer esfera social e preocupa diversosramos
de nossa sociedade-
escolas, igrejas, universidades. Procura-se saber quaiso
motivos queconduzem
o jovema
fazer este caminho, esta escolha-
a escolha deum
perdedor.Normalmente
oproblema
dasdrogas
associa-se à violência, à falta de perspectiva, desinteresse, apatia, muitasvezes a doenças
como
a
Aids. Muitosdebates, palestras,
propagandas têm
sido realizados nas diferentes esferassociais, tentando auxiliar para que se
encontrem
soluções,que
talvezatenuem
aproblemática do
abuso das
drogas. Tais trabalhos, porém,parecem
não surtirmuitos efeitos, pois os problemas continuam. Por
que
é tão difícil fazercom
quecom
ojovem não
escolhaas
drogas?Existe
uma
necessidade de estimular o desenvolvimento deuma
personalidadesaudável da juventude,
sem
drogas, conseqüentemente livre de muitos outrosproblemas.
Mas
de que forma os educadorestêm
enxergado o problemas das drogas?Sabemos
que
os jovens têm envelhecido precocemente. "O uso contínuo dedrogas
pode
queimar etapas da vidade
um
jovem, fazendocom
que eles"envelheçam" no único lugar que
não
é permitido envelhecer-
o território dasemoções. Infelizmente a dependência
de
drogastem
gerado velhos no corpo dejovens". (Cury, A. J., 2000.
A
pior prisãodo
mundo).
Conforme
Augusto Cury, a pior prisãodo
mundo
é aquelaque
aprisiona aemoção
humana
e nosimpede
se ser livres."Ninguém pode
contemplar o belo e_» W Z
O
contraste entre pobreza e riqueza, honestidade e corrupção, oconsumismo
exagerado, o excesso
de
materialismo, solidão no meio de multidão: este é omundo
atual
que
o jovem está vivendo. Trata-se de problemas que jovens de outras épocastambém
enfrentaram. Seria, então, o problema atual maior? Sim, as pessoas têm sidoconduzidas ao anonimato, à solidão, a simplesmente ser
um
número.O
avanço domeios de
comunicaçãotem
unido povos, ultrapassado barreiras, facilitado os contatos,mas
ao
mesmo
tempo tem
tornado cada pessoa mais solitária.O
serhumano
busca afelicidade, busca da
mesma
forma fugir de tudo que não é hospitaleiro, agradável.O
automatismo, a correria, o
medo,
a solidão são fatores que levamao
estresse, atensões, frustrações, à busca para preencher
um
imenso espaço vazio.Nesse
mundo,não
se torna difícil entender o porquê de muito jovens sedesviarem para o caminho das drogas, que surgem
como uma
saída rápida e fácil paratodos os problemas. Afinal
de
contas, muitos dos problemas domundo
moderno
emuitos vazios são facilmente esquecidos através da utilização de alguns psicotrópicos.
Alguns
fatorespodem
levarao consumo
de drogas: falta de informações sobreseus
efeitos, fácil acesso, problemas familiares, fuga, curiosidade, desejo de seraceito
no
grupo, às vezessaúde
deficiente.Pergunta-se: a partir
de que
momento
as drogascomeçaram
a
ser usadaspelo
homem?
É
difícil saber. Provavelmente as primeiras experiências aconteceramacidentalmente,
com
a ingestãode
certas plantas,que
talvez tenha provocado alíviode
dores, "viagens", sentimentos variados de euforia.Muitos povos viam as drogas
como
"presente dos deuses".Os
incas, porexemplo,
achavam
que
a coca, planta da qual se extrai cocaína, eraum
destes"presentes".
Os
indianosachavam
que amaconha
eraum
"guia celestial",um
destruidor
de
mágoas.Os
feiticeiros (pajés) das tribos indígenas brasileirastambém
faziam uso de inúmeras substâncias (chás) que
eram
utilizadas para a cura de muitas enfermidades etambém
em
rituais.Com
o tempo, muitas drogas foramSerá
que
Hawdroga, o psicotrópico,causava
osmesmos
problemas nestasépocas antigas, assim
como
causa
hoje?De
que
forma essas drogaseram
utilizadas? Havia
um
controle sobre o uso?No
mundo
moderno, a drogatem
se difundido de forma avassaladora, nãosomente
drogas naturais (extraídas diretamentede
uma
planta, fungo, etc.),mas
também
drogas sintéticas (produzidasem
laboratório).Ambas
possibilitam aohomem
experimentar sensações as mais diferentes possíveis.Por
que
se tem buscado as drogas para experimentarnovas sensações?
Busca
de felicidade?Fuga
dealgum
problema? Curiosidade?1.2 Estabelecimento
do
Problema
Muito se pergunta: o
que
é droga? Talveza
maioria daspessoas
relacionemimediatamente as drogas a problemas ou
a
substâncias químicasque
têm
acapacidade
de
prejudicar o serhumano.
Normalmente se associa a droga apenas
com
substânciascomo
crack, maconha,cocaína, entre outros, substâncias entorpecentes, alucinógenas, excitantes, que
geralmente alteram a personalidade por
um
determinado período. Relaciona-sesempre
drogas
com
algo ilícito, no entanto o conceito de droga é muito mais amplo. Substânciade uso farmacêutico
também
é droga, ou seja, medicamentos, produtosde
tinturarias,etc. Pode representar
também alguma
coisa depouco
valor, desagradável.Segundo
aOPAS
- OficinaPan-Americana de
Saúde, droga psicotrópica é
aquela
que
age
no cérebro modificando oseu
funcionamento, trazendocomo
conseqüência alterações do
comportamento
edo
psiquismo.O
que
o adolescente e ojovem
pensam
em
relação ao assunto? Quais são asdrogas mais utilizadas e quais os fatores
que
têm
levado os adolescentes e jovensao
consumo
das
drogas?O
termo drogas é causadorde
grandes preocupaçõesem
nossa
sociedade.classes sociais,
não
seutrataçsomente
de drogas ilícitascomo
maconha, cocaína...,mas também
do abuso de
muitas substâncias legais (cigarro, álcool, solventes,medicamentos, etc.).
Essas
práticas abusivas acarretamum
custo social muito elevado, sofrimentosfísicos e morais tanto
do
usuáriocomo
de seus familiares.O
que tem levado tantosadolescentes e jovens a buscar o
caminho
das drogas? Seráque
o adolescentes, osjovens
sabem
o que estãobuscando?
1.3 Objetivo Geral
e
Específico1.3.1 Objetivo Geral
A
partirdo
levantamentode
dados, obter informações que esclareçam quaisos fatores
que
levam ojovem
e adolescente à iniciação doconsumo
de drogas.1.3.2 Objetivos Específicos
- Revisar a literatura específica sobre o
assunto. - Propiciar
mudanças
em
aspectos docontexto
do
jovem que sejamreconhecidos
como
fatores desencadeantes da iniciação aoconsumo
ouque
dificultem seu desenvolvimento pessoal euma
adaptação correta, peloenvolvimento ativo
dos
pais e professores no processo de prevenção.- Conseguir desenvolver no jovem
uma
atitude favorável e
uma
vidasaudável
ao não
consumo
de drogas e o aprendizado deuma
série decondutas, habilidades
ou
competências que lhe permitam comportar-secom
independência e liberdadecom
relação ao meio.- Proporcionar aos jovens os recursos
teóricos e técnicos para que desenvolvam
um
conjunto de habilidades que os capacitem a prevenir eresolver
adequadamente
o maior número possível de situações relacionadas- Propiciar o entendimento
doproblema
dainiciação
ao
consumo
para podercompreender
as causas.- Analisar o
comportamento
e o processo desocialização do adolescente
para
compreender
agênese do consumo.
1 .4 Hipóteses Gerais e Específicas
1.4.1 Hipótese Geral
A
iniciação aoconsumo
de drogas está relacionadanão somente
a fatores ambientais,mas
às condições sociais aliadas às características biológicas e sua interaçaocom
o meio.1.4.2 Hipóteses Específicas
-
A
gênese
básica de todo oproblema
reside
na
falta de diálogo entre pais e filhos. `-
A
capacidade de auto-orientação queo
jovem
apresenta favorece aconduta da experimentação
em
resposta à curiosidade. -A
faltade
um
conceito correto ede
informações
adequadas
levam aoconsumo
de drogas..-
A
dificuldade de relacionamento,uma
baixa inteligência interpessoal* e a dificuldade de comunicar-se satisfatoriamente relacionam-se diretamente a iniciação ao
consumo
das drogas.-
Uma
atitude positivaem
relação às drogas
pode
levarao consumo.
'Segundo Goleman (1995), inteligência interpessoal é a capacidade de
compreender as outras pessoas: o que as motiva,
como
trabalham,como
trabalhar1.5 Limitações
Como
apesquisa
foi realizadasomente
em
uma
escolade
classemédia
alta e classe alta e
uma
clínicade
apoioque
atende a classe baixa, osdados
coletados e asinformações
obtidasnão são
significativas para toda populaçãoda
cidade de Curitiba.1.6 Descrição
dos
CapítulosO
capitulo2
tratada
questão das drogas, origem doconsumo,
tipos dedrogas.
Aborda
como
as drogasproduzem
seus efeitos,como
circulam noorganismo e,
de
modo
especial,como agem
sobre o sistema nen/oso central.O
capítulo 3 fazuma
abordagem
sobre o comportamento, o processo de socialização e a adolescência. Através da análise da personalidadedo
adolescente, tenta explicar agênese
do
consumo
das drogas.No
capítulo 4,são abordados
os fatores relacionados àgênese
doconsumo
de
drogas: fatores pessoais, ambientais e globais..2
A
QUESTAO
DAS
DROGAS
- _Droga tem
origem na palavra droog (holandês antigo)que
significa folha seca, isto porqueem
épocas mais antigas praticamente todos osmedicamentos eram
feitos a partir de vegetais.Modernamente
definimoscomo
substância que écapaz
de
modificar as funções dos organismos vivos, resultandoem
mudanças
fisiológicasou
de
comportamento.O
que
vêm
a ser drogas psicotrópicas?Do
grego psiché= mente +
tropée=
que
busca, psicotrópico é toda substância que, introduzida no organismo, irá atuarsobre o funcionamento do sistema nervoso.
É capaz
de atuar sobre a quantidade,liberação, degradação e
desdobramento
dos neurotransmissores. Modifica aatividade elétrica dos circuitos neuronais,
conseqüentemente
a atividade cerebral,podendo
provocar sono, excitação, depressão, alucinações, sedação, entre outrossintomas.
As
alterações de nosso psiquismonão
são todas iguais,dependem
do
tipo
de
psicotrópico que é ingerido.As
drogaspodem
ser classificadasem:
depressoras, estimulantes eperturbadoras.
As
depressoras do sistema nen/oso centraldiminuem
a atividadecerebral, deprimindo o funcionamento.
Quem
usa este tipode
droga (álcool, soniferos, opiáceos, solventes, ansiolíticos) fica "desligado", "grogue", "devagar", alheioao que
acontece ao seu redor.As
drogas estimulantesdo
sistema nervoso centralaumentam
a atividadedo
cérebro. Indivíduosque
asusam
ficam "Iigados", "elétricos", geralmente insones.São
exemplosde
estimulantes a nicotina, a cocaína,o crack, as anfetaminas. Drogas perturbadoras
como
mescalina, THC,(tetrahidrocarbinol
-
maconha), psicobilinas,LSD
(ácido lisérgico) modificam qualita-tivamente a atividade do cérebro,
que
passa a funcionar deforma
anormal.O
usuário fica
com
amente
perturbada,passando
a perceber as coisasde
maneira distorcida, esquisita ou deformada. Essas drogasprovocam
aschamadas
"viagens".Muitas drogas são usadas para fins terapêuticos, tratamento
de doenças
anestésico
(quando_em
Wdoses
elevadas).A
cocaína~também
foi usadacomo
anestésico, assim
como
a
morfina.Algumas
drogas psicotrópicaspodem
serempregadas
de formamoderada
em
alguns tiposde
tratamentos.No
entanto, odescontrole deste uso
pode
levar à dependência, ou seja, a"um
estadoem
que oorganismo, submetido
ao uso
periódico ou contínuode
certas drogas passa anecessitar física e/ou psiquicamente
do
seu uso".Conforme
Lambert, "toda discussão acerca das dependênciashumanas
refere-se a questões fundamentais da delimitação entre normal/patológico,
ajuste/desajuste, equilíbrio/desequilíbrio".
Todos
os seres vivosdependem
das suas relaçõescom
o meioonde
seencontram para poder sobreviver. "Todos nós
somos
dependentes das coisas dasquais "gostamos", das quais "precisamos" para viver". (Lambert).
Segundo
essemesmo
autor, as ânsiase
os desejoshumanos
desmedidos podem,
pelodescontrole
que
os caracterizam,sem
dúvida,aumentar
a dependência, transformá-la
em
algo patológico. AA
dependênciapode
ser física ou psíquica.Na
dependência física, oorganismo se adapta à droga
de
tal forma que necessitará dela damesma
formaque
necessita deum
alimento ou água.Quando
esta substância é retirada odependente
passa pela "síndromeda
abstinência".Na
dependência psíquica, existeuma
vontade incontrolávelde
se obter a droga à qual o indivíduo se habituou, drogaque
para ele traz alívio, diminui a ansiedade, a melancolia e a tristeza.Sem
apresença
da
droga odependente
ficacom
grande sensaçãode
mal-estardenominado
"fissura".A
dependência
psíquica é muito mais difícil de sertratada, pois envolve aspectos psicológicos,
que
acabam
prendendo
o dependente a muitosTABELA 2.1 - FREQÚÊNCIA
DO
USO DROGAS POR JOVENS NOBRASlL _
USO FREQÚENTE
(Seis vezes ou mais)
Álcool 77,5
14,5
Tabaco 27,4
5,0 Inalantes (cola, loló, lança-perfume) 17,3 2,1
Ansiolíticos (calmantes) 7,2 0,8
Anfetaminas (estimulantes, remédios para emagrecer) 3,9 0,5
Maconha 3,4 0,5 2,1 A TIPO I USO NA VIDA ` Barbitúricos
Orexígenos (remédios para abrir o apetite e xarope) 1,6 e 1,5 Anticolinérgicos (remédios para cólica de bebê e mal de Parkinson) 1,0
Cocaína 0,7
FONTE: CEBRID, 1989
O
drogaticto éum
modelo individual resultante da interaçãocom
omeio
em
quevive; a sua maneira de agir revela as relações coletivas que ele vive. Ele vê
na
drogauma
saída,uma
chave que abre inúmeras portas,que
são trancadas avidamente.A
cada porta que lê abre, outra se tranca e ele continua desesperadamente
a
procurar abrir novas portas, acreditando que vai conseguir se libertar, conquistar omundo,
mas
cada vez maisacaba
se isolando maisdo
mundo
que está ao seu redor,acabando
por serum
prisioneiro do própriomundo
onde
vive,um
prisioneiro de simesmo.
ParaLambert, "o próprio adicto é seu pior adversário".
O
dependente
éum
escravo de sua vontade,um
subalterno deseu
própriodomínio, preso a
uma
substância psicotrópica qualquer por apresentarum
desequilíbrio emocional, tentando buscar alguma coisa
que
preencha oimenso
espaço vazio
que
existeem
seu interior.De
acordocom
Cury, "nada é mais dramáticodo
quedepender de
uma
substância ínfima para obter algum prazer emocional
Esse
mesmo
autor lembraque
"os farmacodependentes não são prisioneirosda dependência psicológica das drogas
24
horas por dia".A
dependênciadepende
do tipo
de
personalidade do usuário,do
tipo de droga usada, da freqüênciado
uso edo tipo
de
organismo.Muitas
pessoas
podem
não ser aprisionadas pelas drogas psicotrópicas,pelos transtornos depressivos, pelas fobias, pelo trabalho, pelas reações impulsivas;
pela incapacidade
de
pensar antesde
reagir, pelospensamentos
negativos, pelasolidão, pela falta
de
diálogo, pela ansiedade, pelo estresse. Será que todas essasprisões não são drogas?
Seguramente
sim, são drogasque
levam ao uso e abusode
outras drogas, as psicotrópicas.São
portas abertasque
se fecham e quenecessitam de
novas
portas abertas,uma
buscado
eu,uma
escravidão dospróprios desejos,
do
desequilíbrio emocional. Busca-se, assim, preencher esteimenso
espaço vazio.Como
evitar adependência? Para
Antón, "prevenir a dependência de drogassupõe
incidir diretamente sobre osfenômenos
de toda natureza-
ambientais e
pessoais
-
que facilitam,em
certos indivíduos, o desenvolvimento de padrõesdisfuncionais de
consumo
de
substâncias psicoativas.No
entanto, ademanda
crescente
de
prevenção esbarra no limitado nível de conhecimento de que dispomoshoje sobre as causas
que dão
origemao
problema."Existe
uma
carência demodelos que
expliquem porque
muitas pessoas optampor
um
comportamento disfuncionalque
produz efeitos tão nocivos sobre seuorganismo e
também
sobre os seresque
convivemcom
ela. Diego Maciá Antón, assimcomo
Jorge Augusto Cury,propõem modelos
para explicar a origem do consumo, oporquê da escolha pelos psicotrópicos.
Segundo
Diego, oconsumo
de substâncias psicoativas éuma
forma decomportamento
e a maioria dos programas que visamcombater o uso de drogas não
tem
levadoem
conta as bases científicas das teorias do comportamento.Uma
vez que o usoe abuso
dos psicotrópicostem
se iniciado na pré-adolescência e
meados
da adolescência, é neste período crítico que se têmestabelecido os padrões regulares
de
uso. Portanto trabalharcom
essa fase e estabelecer as característicasdo
pré-adolescente e adolescente, observando seucomportamento e examinado suas características, os seus elementos de socialização é
a base para iniciar o estudo para
compreender
os fatoresque
levam o pré-adolescente2.1
Como
as
Drogas___Produzem.seus..EfeitosNormalmente
as drogasacabam
simulando substâncias produzidasnaturalmente pelo corpo,
como
os hormônios e neurotransmissores. Assimcomo
os
hormônios, as drogas
emitem
sinais paras as células, controlando e modificando ofuncionamento destas.
Externamente,
a
célula apresentaum
receptor, que interagecom
o meio.Esses
receptores estão conectadoscom
outras partes das células,que
regulamas
funções celulares internas. Existeuma
grande variedade de tiposde
receptoresque
estão relacionados
com
o tipo da célula e o localem
que ela se encontra.Dessa
forma, a droga
pode
estar agindoem
determinado local eem
outro não.Quanto
maior o
número
de
receptores na superfície desta célula, maior será a atuaçãodas
drogas naquele local.
V
Os
entorpecentes funcionamcomo
"primeiros mensageiros"de
sinais paraos
receptores. Assim,
quando
a droga é detectada, a informação é rapidamentetransmitida para dentro da célula.
Normalmente
o receptor está acopladoao
processador através
de
proteínasdenominadas
G.São
essas proteínas que ajustamas
funções celulares, ampliando, diminuindo, ligando ou desligando. Este conjunto-
receptor, proteína
G
e transmissor-
pode controlar, por exemplo, a quantidadede
íons (cálcio, potássio)
que
entram da célula. Muitos receptorespodem
usar aproteína
G
e,com
isso, produzir o compostocAMP
(adenosina monofosfato cíclica).O
cAMP
etambém
o cálciopodem
funcionarcomo
"segundos mensageiros".No
interior da célula,
encontramos
moléculas deATP
(trifosfato de adenosina),que são
cápsulas energéticas, utilizadas para realizar as funções vitais.
Os
segundos
mensageiros regulam as funções intracelulares, unidos a enzimas, as proteíno-
quinases.
Dessa
forma, as células reagem aos estímulos que receberam,podendo
tais células ser estímulo para outras células adjacentes. Portanto, as drogas
podem
influenciar nomecanismo
de funcionamento deuma
célula,aumentando,
FIGURA 1 -
COMO
ASDROGAS
PFlODUZEM_ OS SEUS EF_EITOS _. - êèš* Ã, ;_.:*. "~‹\
>W,¡_,_k ¿ww`,.§, _ ._ 3 1 wa v×"=_iIw \~€5š_:?=âÉ¿=1=5=i=:~515:sz:=z5zf=›=-=:='=f=z=1=5:5fzaêéšéä =â¢;í=z'::===;;:5 =-=-. =z`‹'_>.-_ ._ .«f::=››z-íE§3:1E=E=~;Í<EII=*=E^E1:E===='=""' I 1:; z=, ' =E1=`*"'=" *E1515-í=š=z=;-«;' ¢E=z=.'\~`f ›' - '-1z:zxz=zfz=z-z-z1-‹z=z'z=-zz¢z='zz'z -¬ -zw.: z=z.= z1› =_*sz¬z'‹=:=z=éz;zszzçzgzz _ _z__¬.=¬.~»'._ "ëšašaasë = .=-'=š:ä555==âíšzâzâzêfl-'-11.: 2-z:¿z§z›`_ _ .sw Ézgz;§z=z1-;::;.;:;z;¿z;z1z¬-.-'- _-za Í á ~~ W-.,z.:-;z1r~:=.=z _›r- z .-,',,, ‹-z. ,âzasâzzzzzzzà:==z=z=z=¿z;z›z:z=;z:z¿.=.=_== M -'-.-z:z=z=z= z:z‹zz=z=.=z=z-z zézzzzzz,.fâzzzzzzzzzzzzâzšãââzáä - z ' . f =.'~az;=_z:êazazzàz5555555;1;51:5zaê›za=1;i55;i;z;:;z=â;;;;;z;z~›'<<:: _=- -3;: . ,_=¿:›;';-'*-'-> =›. "'==f=§==a;zzzz.__. 2=1==2 ‹.«z=z.‹:».=z=z-z=z¿›-zzzzz.z=z==-'zzz-zz-=-=-z'z‹==-ez--=ó='fi‹'-1 ;- - f M»-.~ às» g . ..._ zv _ ,,..z..›z. ~'z“-=~.-«., aišišššëëlâiašašsësiíiãiãizi5555E5E5EašaiaëaiâizizisëšaisšašaEéšaëzzzzz.._ '- _‹.z-z=z=z-fzšzlã _~5=;zz ' ':-5-:_5z‹..z=â=5i;i;EêE5EEš¡52Eíiëíëiíšsiašzziífšfišiä5:55šE?=5&52'z5:5í5.5555 '=:5':. f' z¿z;z;z;z;ê;zz;;a¡az555;5z5z5z5;a;;;5;z;z;:;s§zazazê=s=aza=§=e=a=s=a=az=aâ=z.z... --'='='::=:=z--=›› -5 ,,z,z;a;s;z;z;ê§;:;5;;zeze;;¡ézâ;ê;â;:é;2zêêzz›'-ser;é;¿zz;a;z;s;ê=;;¢;z;; == .-1 zzzzzz=z=z=z:z=z=z›z=z=z=zz=z=z:z=z=z=z=z=z=z.z=z.z=z:z=z=z=z=z--z-zé-z.z.z.z.z« _z,.‹.zzzzzzzzzzz_z_z_z_z__... 'zé -I 'F _' ;z;z;z5z5:5z5z5z;z;z;,,,_,___zz;.___._._..._.-_-,.';:z_;;_z;_, ';_ze:àz:z2-z:z:zâ:z:z1z1_1z=z=âf' __..'.===5=E `^* ' ` '~ ' '*' ' *" ' § _ .V \.<- f- .- \' * w W E ~› , ' éëš- ,._ __ ›z;âz;z;zzzzz=-z-V -z~=zz;zzzzzzâzê=z=:zsz:z -;..â›âzâz'«. -'“==s22~'¿z¡,: zzgz, ¡ , ._ ,_,_,,,,ã¿-¿,.._,.,, ›‹¢ “ ¿š« š . 5; '< ' .çfi ~_z.: .-z›z-mz.. - “'_=z -. " z-z=â›-_:-2' z;z,-z›,-1z:z_:;z= ‹=z;z;,_ .z=:-1» ›,~ ‹~z¡z,;,.›_-_;- »;= zf -¬ ':5-'~--1::5zzz5:5r5fi:5zë3ã=zz._.z;›f¿:;5ãz;z, ,5›z;:§=.›'zs2' -‹.- ‹z_ -5; ,, ,z;z;z_ cz; ."-:I-==z=z=-¬›z5zz;zzz;z;z=-a :SÊÊVW om * _. »...‹z,.. .uv 4... ...¬.z,,..‹ _ .^ ›- .› ` - '“=~'=›~:.z:-_-z._ _ .zši5?íä5'='=í=ÍÍ'=_ §3š5í=:52š5š5=¿5§;E;E' ,_ ` Ê z*"^* -z‹s;»- _ ..;.; *; ~ z 1 ' '-'z,;.¿_¡¡;,;._,,..- _: ..-,-,×›_~z‹sz-.-.~.~ø_ frrâfe-‹›:-f;:›v;;›‹ ' -wa--.z.z.zz.z.z.z.z-_-_ "' A »_›¬ ="›'z.:z>zzz_.. zzzâ-zzszézzgzzzêz z-_.zzzzz=z=.._.zzz,_,z›-._.z.zz.5=* '-“if *nz ê ><S”“°'"*^*“š*“-'° "**>f*Fší_f'- â.. 2,251* *M MW” _ _¡›z;‹z ... I ... _. FONTE: LONGENECKER (1998)2.2
Como
asDrogas Circulam no
Interiordo
Corpo
Humano
As
células do nosso organismoapresentam
uma
barreira semipermeável: amembrana
plasmática. Qualquer substânciaque
queira adentrar a célula precisaatravessar esta superfície.
As
drogas,da
mesma
forma, precisam atravessar asmembranas
várias vezes para chegar ao localde
atuação.É
assimtambém
que osresíduos
das
drogaspassam
por várias barreiras atéserem
eliminados. OPor processos
de
difusão, a drogapassa de
um
localde
maior concentraçãopara
um
localmenos
concentrado.Além do
transporteque
ocorre entre asmoléculas
de
lipídiosda membrana,
a drogapode
ter a suapassagem
facilitada porcorrente sangüínea, a_velocid__ade
de
condução destas é maior. Oprópriosangue
seencarrega
de
transportar a droga para todas as partes dos tecidos.A
administraçãodas
drogas
poderá ser feita via oral, por aspiração ou por injeção (subcutânea,intramuscular e intravenosa).
FIGURA 2 -
COMO
ASDROGAS
CIRCULAM NOCORPO
â " za f _,t ' ,___ _ .ta _,._ .Pág _ _ “ 6 -
il. zlftjgggq path: ;`.'»:_ É-.'e;1¬.š:::ã JL” ‹\.Íl‹.2,
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2.3
De
que
Maneira as
Drogas
Agem
sobreo Cérebro?
O
cérebro é a parte principaldo
encéfalo, que, juntamentecom
a medula,compõe
o sistema nen/oso central.
As
diversas partes do encéfalo controlam áreas específicasdo organismo.
O
SNC
apresenta centenas de milhões de neurônios que, interligados emediados
por neurotransmissores, controlam as diferentes funções dos seres vivos.sua ação.
As
drogas que mimetizam as ações dos neurotransmissores são denomi-nadas agonistas e aquelas que bloqueiam são
chamadas
de
antagonistas ou bloquea- doras.Os
neurotransmissores são produzidos pelo próprio neurônio, sendo liberados pela porção finaldenominada
axônio.Os
sinais recebidos estimulam ou inibem amembrana
dos neurônios.Se
o neurônio for excitado e atingir o limiar de excitabilidade, produz-seum
potencial de ação, resultando na liberaçãode
neurotransmissor no espaço sináptico, que sen/ede
estímulo para o neurônio seguinte.A
freqüência dos potenciais deação no neurônio emissor controla a quantidade de neurotransmissor que é liberado.
A
intensidade do efeito que ocorre nas células receptoras está diretamente ligada àquantidade de neurotransmissores que
agem
sobre ela.Como
resultado deste complexo mecanismopodemos
andar, falar, sentir, etc.Uma
grande parte das drogas é capaz de agirde
forma similar aos neurotrans-missores, podendo,
da
mesma
forma, agir sobre os receptores, o que facilita,de
certa forma, prever oque
irá acontecer ao indivíduo que faz usoda
droga, pois a atuação dosneurotransmissores sobre o sistema nen/oso central é bastante conhecida.
Como
exemplo
podemos
citar a norepinefrina,um
neurotransmissor encontradoem
diversas partes, principalmente no /ócus ceru/eus.Também
pode
ser encontrada no hipotálamo,no sistema límbico, no tálamo, no córtex frontal e no cerebelo.
Dos
efeitos provocadospela norepinefrina
podemos
destacar a vivacidade, concentração, analgesia, etc.Pesquisas
demonstram
que a baixa quantidade dessa substância provoca a depressão,dificuldade de concentração, enquanto o seu excesso
pode
provocarum
compor- tamento impulsivo, ansiedade, etc.As
anfetaminas,em
especial a meta-anfetamina,podem
mimetizar esses efeitos.Outro exemplo é a dopamina,
que
atuaem
altos níveis no sistema límbico. Dentreseus efeitos poderíamos citar a euforia. Geralmente o excesso de dopamina está relacionado a comportamentos psicóticos, alucinações, paranóias; já a sua carência está relacionada a
uma
enfermidade motoradenominada
Mal de Parkinson.A
cocaína*QA serotonina ge a norepinefrina geralmente são encontradas concentradas errí
áreas comuns, especialmente no sistema Iímbico e no hipotálamo.
O
funcionamento daserotonina está ligado à inibição de atividades e comportamentos.
Quando
essasubstância se encontra
em
falta, o indivíduo ficacom
humor alterado, comportamentocompulsivo e inadequado.
O
efeito das drogas relacionadas aoLSD
pode estimular ouinibir, de acordo
com
a dose utilizada.A
acetilcolina é encontradanos
terminais motores nen/osos periféricos,nervos associados aos músculos,
que
permitem osmovimentos
voluntários.No
SNC,
a acetilcolinapode
ser encontrada no córtex motor.No
Mal de Alzheimer,ocorre
uma
perda da
acetilcolina, ocorrendotambém
perdade
funções associadasà
memória.Podemos
associar a acetilcolina à capacidadede
aprendizagem,ao
bom
humor
eao
sono.A
escopolamina
éuma
droga que,quando
utilizadaem
excesso,
impede
a atuaçãoda
acetilcolina,podendo
produzir a amnésia.A
nicotina mimetiza a acetilcolina.
O
GABA,
neurotransmissor encontradoem
toda extensãodo
cérebro, éobservado
em
excesso
no Malde
Parkinson.O
álcool e os barbitúricos imitamseus
efeitos.3
coMPoRTAMENTo,
PnocEsso.DE soc|AL|zAçÃo
EADoLEscÊNc|A
O
comportamentohumano
não ébaseado somente
nas característicasgenéticas do indivíduo, ou
somente
nos fatores ambientais,mas
éuma
combinação
complexa
de atos, sentimentos,pensamentos
e motivos. Para Anton, "não éaleatório
nem
imprevisível;segue
certas Ieis."A
psicologia estuda a conduta e a causa do comportamento para podercompreender, prever e controlar o comportamento. Muitas leis sobre comportamento já
foram estabelecidas.
Banduras (1982, 1987),
que
trabalhacom
a teoriada
aprendizagem social outeoria cognitiva social, afirma que a maior parte dos determinantes da conduta
humana,
os elementosque causam
ou explicam ocomportamento
podem
estar localizados na relaçãoque
se estabelece entre o indivíduo e o seu meio. Essa idéia veio contrapor-se às posições internalistas,que
entendem
a condutacomo
basicamente determinada por variáveis biológicas e de personalidade;
também
seopõe
às idéias ambientalistas,que
explicam a condutasomente
através de variáveis ambientais, explicandoapenas
a situaçãoem
que se desenvolvem.As
posiçõesinteracionistas tentam explicar a conduta através da
soma
de
fatores pessoais,em
parte por variáveis de situação,mas
com
uma
especial atenção para a interaçãode
aspectos pessoais (estruturas cognitivas) e situacionais (situações sociais).
Conclui-se que o funcionamento psicológico é
uma
interação contínua entre aconduta (C) e as variáveis orgânicas (O) ou pessoais e as variáveis ambientais (A)
ou
situacionais.Fio.uRA 3.1 - EsouE|v|A DE coMPoRTAMENTo E PRocEsso DE soc|A|_izAçÃo
NA Aoo|_EscÊNc|A