• Nenhum resultado encontrado

Estudo dos fatores que influenciam a utilização das drogas por jovens e adolescentoes

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Estudo dos fatores que influenciam a utilização das drogas por jovens e adolescentoes"

Copied!
149
0
0

Texto

(1)

Universidade

Federal

de Santa

Catarin

Programa

de

Pós-Graduação

em

E

ESTUDO

DOS FATORES QUE

DAS

DROGAS

POR

JOVEN

i._u;\\f. i i "«27ƒ,_. . ¬ v . .,.-_- _ `

a

ngenharia

de Produção

INFLUENCIAM

A

UTILIZAÇÃO

S

E

ADOLESCENTES

Cornélio

Schwambach

Dissertação

de Mestrado

F|_oR|ANÓPo|_|s' - 2002

(2)

ESTUDO

DOS

FATORES

QUE

INFLUENCIAM

A

UTILIZAÇÃO

DAS

DROGAS POR JOVENS

E

ADOLESCENTES

Esta dissertação foi julgada e

aprovada

para a obtenção

do

título de Mestre

em

Engenharia de Produção no

Programa

de

Pós-Graduação

em

Engenharia de

Produção

- Área de Concentração: Mídia e

Conhecimento

-

ênfase

em

Tecnologia

Educacional da Universidade Federal

de Santa

Catarina

Florianópolis,

O4 de

árço 2002.

Prof. Ricardo Miran`da arcia, Ph.D.

Coordenador do Curso de Pós r ção

em

Engenharia de Produção

Banca

Examinadora:

@@«««àl<aW

QSR

.

Cama»

Christianne Coelho

de

Souza

Reinisch Coelho, Dra.

Orientadora

Pr~cisco

Aillnio Pereirašiaílto, Dr.

(3)

incondicional, carinho,

compreensão

e

amor.

(4)

~

ESTUDO

DOS

FATORES

QUE

INFLUENCIAM

A

UTILIZAÇAO

DAS

DROGAS

POR JOVENS

E

ADOLESCENTES

Dissertação apresentada ao Programa

de

Pós-

Graduação

em

Engenharia de

Produção

da

Universidade Federal de Santa Catarina,

como

requisito parcial para obtenção

do

título de

Mestre

em

engenharia de Produção, Área de

Concentração

em

Mídia

em

Conhecimento

-

ênfase

em

tecnologia educacional.

Orientadora:

Profa Christianne C. de Souza Reinisch Coelho, Dra

(5)

Agradecimentos

A

Deus, pelo

dom

da vida,

sem

o qual não estaria aqui.

A

Cláudia e Sérgio, que

me

incentivaram

em

toda caminhada.

A

todos os meus irmãos, pelo carinho.

Ao

amigo Adalberto, pelo apoio.

Ao

amigo Ivo, pelo companheirismo e apoio

À

Associação Franciscana de Ensino

Bom

Jesus e FAE/CDE,

pela oportunidade concedida.

À

orientadora Christianne, que muito prontamente esteve ao

meu

lado nesta caminhada. _

Ao

querido amigo Fialho, pelo incentivo.

Aos queridos colegas do curso de mestrado, Dirce, Leatrice, Carlos, Leandro, Jéferson, Gilmar, Hayashi, pelas batalhas e vitórias alcançadas juntos.

À

escola que

me

possibilitou fazer a pesquisa.

À

clínica de apoio que,

com

seu trabalho maravilhoso,

prontamente cooperou

com

nossadissertação.

A

todos os professores do curso de pós-graduação.

Aos

membros

da banca, pela participação.

À

gestora Giselli, por acreditar

em

nosso potencial.

A

todos aqueles que acreditam na vida e conseguem buscar a felicidade nas pequenas coisas.

(6)

suMÁR|o

LISTA

DE

TABELAS

... _. viii

LISTA

DE GRÁFICOS

... ._ ix

RESUMO

... _. xi

ABSTRACT

... _. xii 1

|NTRoDuçÃo

... ._ 1 1.1 Justificativa ... ._ 1 1.2 Estabelecimento

do

Problema ... _. 3

1.3 Objetivo Geral e Específico ... ._ 4

1.3.1 Objetivo Geral ____________________________________________________________________________________________________ _. 4

1.3.2 Objetivos Específicos _________________________________________________________________________________________ _. 4 1.4 Hipóteses Gerais e Específicas ... _. 5 1.4.1 Hipótese. Geral ...

._ 5

1.4.2 Hipóteses Específicas ... ._ 5

1.5 Limitações ... ._ 6

1.6 Descrição

dos

Capítulos ... __ 6

2

A

ouEsTÃo

DAS

DnocâAs

... .. 7

2.1

Como

as Drogas

Produzem

seus Efeitos ...

__ 11

2.2

Como

as Drogas Circulam

no

Interior

do

Corpo

Humano

... ._ 12

2.3

De

que

Maneira as Drogas

Agem

sobre o Cérebro? ... __ 13

3

COMPORTAMENTO,

PROCESSO

DE

SOCIALIZAÇÃO

E

ADOLESCÊNCIA

... _. 16

3.1

As Razões

para a Iniciação

do

Consumo

...

._ 25

4

FATORES RELACIONADOS

À GÊNESE

DO

CONSUMO

DE

DROGAS

... _. 29

4.1 Fatores Pessoais (Influências Individuais) ... _. 29

4.2 Fatores

do

Ambiente Imediato (Microssociais) ... ._ 33

4.3 Fatores Ambientais Globais ... ._ 40

4.4

Quem

a

OMS

Considera mais Propenso para o uso de Drogas? ... ._ 41

4.5

Quem

a

OMS

Considera

com

menos

Chances de Utilizar Drogas ... _. 42

4.6 Motivação para

o

Uso

de Drogas Entre Adolescentes (segundo pesquisa

(7)

5

METODOLOGIA

... _. 44

5.1 Questionários ... _.. ... ... __' ...

._ 44 5.2 Características

do

Universo das Amostras ... ._ 45

5.2.1 Especificação do Universo ... _. 45

5.3 Exploração e Interpretação dos

Dados

... ._ 47

5.4 Fases

do

Estudo ... ._ 48

6

RESULTADOS

E

DISCUSSÕES

... ._ 49

6.1 Diagnóstico ... _. 49

6.2 Diagnóstico da Escola

X

_____________________________________________________________________________________ ._ 49

6.2.1 Relacionamento

com

os Pais _____________________________________________________________________________ _. 49 6.2.2 Relacionamento

com

os irmãos ... _. 50 6.2.3 Nível de compreensão ... __ 50 6.2.4 Contato

com

os pais __________________________________________________________________________________________ _. 50 6.2.5 Assuntos que você tem liberdade para conversar

com

os pais ... ._ 51 6.2.6 Locais que o adolescente costuma freqüentar ... _. 51 6.2.7 Auto-imagem ... ._ 52

6.2.8

A

afinidade

com

os amigos ... ._ 53 6.2.9

O

adolescente x bebida alcoólica ... ._ 54 6.2.10 Adolescente

X

Cigarro ... _. 56

6.2.11 Conhecimento sobre drogas ... _. 57 6.2.12

Consumo

de drogas ...

._ 57 6.2.13 Drogas consumidas ... _. 58 6.2.14 Fatores que levam ao consumo ... ._ 59 6.2.15 Diante de

um

problema sério ... _. 59 6.2.16

O

que é importante para o adolescente ... ._ 60 6.2.17 Adolescente feliz ...

._ 61 6.3 Clínica de Apoio na Recuperação de Dependentes ... _. 61

6.3.1 Conhecimento sobre drogas ... ._ 61

6.3.2 Uso de drogas ... _. 62 6.3.3 Causas que levam à iniciação para o

consumo

... ._ 63 6.3.4 Família do dependente ... ._ 65 6.3.5 Auto-imagem do dependente ... ._ 66

(8)

7.1 Conclusão ... .:; ... .J ... .LÊ ... ..Í'.'§

... .. 7.2 Sugestões para Futuros Trabalhos ... _.

RE|=ERÊNc|As

... ..

ANExo

1 -

ouEsT|oNÁR|o

PEn|=||.

Do

ADoLEscENTE

-

uTu.|zADo

No

co|.ÉG|o

x

... ..

ANExo

2 -

ouEs'r|oNÁR|o

uT||.|zADo

com

os

DEPENDENTES EM

DRoGAs

ATEND|Dos

PELA

c|.íN|cA

DE APo|o

... ..

ANExo

3 -

REsu|.TADos

DA

PEsou|sA

Do

ouEs'r|oNÁn|o

1 PER|=|L

Do

ADo|.EscENTE

... ..

ANExo

4 -

REsu|:rADo

Do

ouEsT|oNÁR|o

uT|L|zADo

NA

cLíN|cA

DE APo|o

... ..

ANExo

5

-GRÁ|=|cos

... ._

ANExo

6 -

suGEsTÃo

DE

|v|oDE|.os

DE

ouEs'r|oNÁR|o

QUE PoDERÃo

sEn APL|cADos

... ._

ANEXO

7 -

ASPECTOS

ATUAIS

SOBRE

DEPENDÊNCIA

QUÍMICA

(9)

5.2 5.3 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5 6.6 6.7 6.8 6.9 6.1`O

LISTA

DE

TABELAS

GRAU

DE

ESCOLAR|DADE

DOS

DEPENDENTES

... _. 46

RENDA

FAMTUAR

EM

SALÁR|OS MíN|MOS ... _. 47

CONTATO

COM

os

PA|s ... _. so

ASSUNTOS

OUE

TÊM

UBERDADE

PARA

CONVERSAR

COM

os

PA|S ... ._ 51

DAS PESSOAS

DO

ooNvív|o

OUE

HABTTUALMENTE

|NGEREM

BEB|DA

A|_COÓ|_|CA ... ._ 55

CONHEC|MENTO

SOBRE

DROGAS

... _. 57

CONHEC|MENTo SOBRE

DROGAS

... _. 61

FATORES OUE LEvAM

AO

CONSUMO

DAS

DROGAS

... _. ôs

COMPORTAMENTO DOS

AM|GOS

E

PESSOAS PRÓ×|MAS

... ._ 64

GRAU

DE

AFTNTDADE

COM

OS

|=AM|L|ARES ... _. as

COMO

VOCÊ

SE OUA|_|F|cA ... ._ se

(10)

LISTA

DE

c.RÁI=IcoS

6.1 QUAIS

oS

LocAIS

QUE

você coSTUMA

FREQUENTAR?

... ._ 51

6.6

você

SE

coNSIDERA

UM

.IovEMz ...

._ 52

6.4

coM

QUEM

você

coSTUMA

SAIR? ...

._ 53 6.4

cASo você

DEScoBRISSE

QUE UM coLEQA

USA

DRQGAS, você;

... __ 54

6.5

o você

ToMA

QUANDQ

vAI

A

FESTAS? ...

_. 54

6.6

SEUS AMIQQS

coSTUMAM

BEBER

BEBIDA ALcoÓLIcA'_› ...

__ 55 6.7

coNSUMo

DE

cIGARRo

...

_. 56

6.6

DAS PESSQAS

QUE você

coNvIvE, QUAIS I=UMAM'_› ...

__ 56 6.9

você

E×PERIMENToU

ALGUMA

DRoc.A'_› ...

__ 56

6.10

PQRQUE

AS

PESSQAS USAM DRQQAS?

...

__ 59 6.11 DIANTE

DE

UM PRQBLEMA

SêRIo,

QUEM

você

PRocURARIA?

... ._ 59

6.12 QUAIS

SAO

AS

TRES

COISAS

MAIS

IMPORTANTES PRA VOCÊ?

... _. 60

6.13

QUE

TIPO

DE

DROGA

VOCÊ

USOU?

... .. 62

GRÁI=Icos

ANExo

5

A.5_1

ANo

EScoLAR

...

__ 1oo

A_s.2

SExo

... ._ 1oo

A_5_s

RELAcIoNAMENTo

coM

o

PAI __________________________________________________________________________________

_. 1o1

A.5_4

RELACIONAMENTO

COM

A

MÃE

...

._ 101

A.5.5

RELACIONAMENTO

COM

O

IRMÃO ...

._ 101

A_5.6

RELACIONAMENTO

COM

A

IRMÃ 102 A.5.7

RELACIONAMENTO

COM

PARENTES

QUE

MORAM

JUNTO

...

_. 102

A.5.8 SE

SENTE

COMPREENDIDO

POR SEU

PAI? ...

_. 102

A.5.9 SE

SENTE

COMPREENDIDO

POR SUA MÃE?

... ._ 103

A.5.1O SE

SENTE

COMPREENDIDO

POR SEU

IRMÃO? ...

_. 103

A.5.11 SE

SENTE

COMPREENDIDO POR

SEU

IRMÃ?

... ._ 103

A.5.12 SE

SENTE

COMPREENDIDO

POR PARENTES

QUE

MORAM

JUNTO?

... _. 104

A.5.13

coNTATo

coM o

PAI êz ...

_. 1o4

A.5.14

coNTATo

coM

A

MÃo

êz ____________________________________________________________________________________________ ._ 104

A.5_15

coNTATo

coM

PARENTE

MoRANDo

.IUNTQ êz

... ._ 1o5

A.5_16 QUAIS

ASSUNTQS

você

TEM

LIBERDADE

PARA

coNvERSAR

(11)

A.5.18 A.5.19 A.5.20 A.5.21 A.5.22 A.5.23 A.5.24 A.5.25 A.5.26 A.5.27 A.5.28 A_5.29 A.5.30 A.5.31 A.5.32ATIV|DADE PROFISSIONAL ... ._ A.5.33 A.5.34 A.5.35 A.5.36 A.5.37 A.5.38 A.5.39 A.5.4O

vocÊ

JÁ vIU_ALGUÊM I=UMANDo

No

BANHEIRQ

Do

coLÊGIo? ... ._

SEUS AMIGQS

coSTUMAM

BEBER

BEBIDAS ALcoÓLIcAS'.> ... __

os

SEUS AMIGoS

QUANDO BEBEM

I=IcAMz ... ._

vocÊ

cLASSII=IcA As PESSQAS

QUE

BEBEM BEBIDAS ALcoÓLIcAS

coMo

ALGUÉM

JÁ LHE oI=EREcEU DRoGAS'.› ... _. ... ._

vocÊ

EXPERIMENTQU

ALGUMA

DRQGA?

... _.

vocÊ AcHA QUE

cIGARRo

E BEBIDA ALcoÓLIcA

SÃo DRQGAS?

... _.

QUANDo UM

coLEGA

SEU I=Az

UMA

DENUNcIA GRAvE,

PQRÊM

coRRETA,

vocÊ

o

cLASSII=IcA coMo'.› ... _.

QUANDQ

SEUS AMIGoS

QUEREM

IR A

ALGUM LUGAR

QUE vocÊ NÃo

ESTÁ

A I=IM,

GERALMENTE vocÊ?

____________________________________________________________ _.

QUANDo

vocÊ QUER

I=AzER

ALGUMA

coISA

os

AMIGQS

o

AcoMI>ANI-IAM? ____________________________________________________________________________________________ _.

cASo vocÊ

DEScoBRISSE

QUE

UM

coLEGA USA DRQGAS,

vocÊ;

vocÊ

Ê I=ELIz'.› __________________________________________________________________________________________________

__

GRAU

DE

EScoLARIDADEz __________________________________________________________________________ _.

RENDA

FAMILIAR (SALÁRIO MíNIMo) _____________________________________________________________ __

ATIVIDADE

EScoLAR

________________________________________ _; _____________________________________________ __

vocÊ AcHA QUE o

ÁLcooL

E

o TABAco

SÃo

DRoGAS'.› _______________________ ._

vocÊ

.IÁ

EXPERIMENTQU

ALGUMA

DRQGA?

______________________________________________ _.

QUE

TIPo

DE

DRoGA

vocÊ

.IÁ

Usou?

________________________________________________________ __

vocÊ

FUMA?

_____________________________________________________________________________________________________ _.

coM

QUAL

DRQGA

I=oI

SUA

PRIMEIRA EXPERIÊNCIA? _____________________________ ._

QUANTQ

A

I=AcILIDADE DE

QBTER

À

DRoGAz _____________________________________________ _.

vocÊ

Ê I=ELIz'_› _________________________________________________________________________________________________

(12)

RESUMO

SCHWAMBACH,

Cornélio.

Estudo dos

fatores

que

influenciam a utilização

das

drogas

por

jovens e

adolescentes. Florianópolis, 2002. 142f. Dissertação (Mestrado

em

Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação

em

Engenharia de

Produção, u|=sc, 2002. -

Embora

seja praticamente impossível determinar

com

precisão o

número

exato

de

pessoas

que

usam

drogas, sabe-se que milhares

de

jovens e adolescentes

do

mundo

inteiro

têm sucumbido

à falsa sedução das drogas psicotrópicas. Quanta dor

e quanta angústia se vê nos lares afetados por esse mal.

Pessoas

têm suas vidas,

carreiras, arruinadas, simplesmente porque invertem os valores.

O

abuso

das

drogas

desconhece

fronteiras, classes sociais.

O

consumo

de

drogas exige grandes preocupações sociais. Muitas pesquisas e

campanhas

de

esclarecimento são

realizadas, muito dinheiro é gasto

em

projetos de prevenção.

Os

prejuízos que as drogas

causam

são

evidentes,

mas

como

explicar

que

mesmo

com

tanto

esclarecimento

que

existe hoje tantas pessoas

têm

procurado este caminho tão

enganador?

O

que tem

levado tantos jovens e adolescente a se tornarem

prisioneiros de

sua

própria

emoção?

Por que muitos insistem

em

queimar etapas

preciosas de suas vidas?

O

mundo

das drogas

tem

um

apelo fantástico,

mas

falso:

o prazer e a liberdade. Todos,

em

tudo que fazem, procuram esse prazer e essa

liberdade, especialmente os jovens.

Nunca

tal busca produziu pessoas tão infelizes.

O

objetivo deste trabalho

não

é apresentar soluções mirabolantes para resolver o

problema das drogas,

mas

discutir

um

pouco as

causas que têm

levado os nossos

jovens a fazerem

uma

escolha tão desastrosa, pois

nenhuma

prevenção será efetiva

se não

soubermos

qual

a gênese

do

consumo.

O

trabalho apresenta pesquisa

de

campo

realizada

em uma

escola de Curitiba,

de

classe média alta e classe alta.

Assim

como

pesquisa realizada

em

uma

clínica

de

apoio na recuperação

de

dependentes, localizada

na

mesma

cidade.

A

clínica

atende

um

público

de

classe baixa.

Em

ambos

os estabelecimentos foram aplicados questionários, os

dados

coletados forneceram informações utilizadas para

esclarecer a

gênese do

consumo

das

drogas.

(13)

ABSTRACT

SCHWAMBACH,

Cornélio.

Estudo

dos

fatores

que

influenciam a utilização

das

drogas

por

jovens e

adolescentes. Florianópolis, 2002. 142f. Dissertação (Mestrado

em

Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação

em

Engenharia de

Produção,

UFSC,

2002.

Altrhough it is almost impossible to determine the exact

number

of people

making

use of drugs,

we

know

that, throughout the world, thousands of youngsters

and

teenagers

have

given in to the psychotropic drug false charm. Families affected by

such misfortune are going through great pain and anguish. PeopIe's lives

and

oareers are destroyed just because they inverted their values. Drug

abuse

ignores

boundaries

and

social classes. Several researches and information

campaigns were

performed,

and a

lot of

money was

spent on drug prevention projects.

The

demages

drug

causes

are evident, then,

how come

so

many

people follow this deceitful track

in spite of the great

amount

of existing information on it?

What makes

so

many

youngsters

and

teenagers

become

prisioners of their

own

feelings?

Why

do

so

many

people insist on throwing

away

precious phases of their lives?

The

drug world

has

a fantastic but false appealz pleasure

and

freedom. Everybody looks for pleasure

and

freedom in everyhing they do, specially the young ones. But, such search has

never produced so

many

unhappy

people as it does nowadays. This work is not

aimed

at offering fantastic solutions for the drug problem, but at discussing the

reasons leading the youngsters to

make

such disastrous choice, seeing that

no

prevention will be effective if

we

do not

know

the

consume

origin.

The

present

work shows

a field research performed in a middle-class/high-class

school

and

another

one

performed in a hospital for drug

dependence

recovery

treatment addressed to low class people, both located in Curitiba. ln both institutions

the researchers used questionnaires to collect information, which

where used

to

explain the drug

consume

genesis.

(14)

1

|NTRoDuç/to

ç M - ,

1.1 Justificativa

Neste trabalho, busca-se encontrar

a gênese da

iniciação ao

consumo

entre

adolescentes e jovens e refletir sobre

esses

fatores para

que

se

possa

trabalhar

eficazmente a prevenção

ao

uso e

abuso das

drogas.

O

uso de entorpecentes é

uma

realidade

em

qualquer esfera social e preocupa diversos

ramos

de nossa sociedade

-

escolas, igrejas, universidades. Procura-se saber quais

o

motivos que

conduzem

o jovem

a

fazer este caminho, esta escolha

-

a escolha de

um

perdedor.

Normalmente

o

problema

das

drogas

associa-se à violência, à falta de perspectiva, desinteresse, apatia, muitas

vezes a doenças

como

a

Aids. Muitos

debates, palestras,

propagandas têm

sido realizados nas diferentes esferas

sociais, tentando auxiliar para que se

encontrem

soluções,

que

talvez

atenuem

a

problemática do

abuso das

drogas. Tais trabalhos, porém,

parecem

não surtir

muitos efeitos, pois os problemas continuam. Por

que

é tão difícil fazer

com

que

com

o

jovem não

escolha

as

drogas?

Existe

uma

necessidade de estimular o desenvolvimento de

uma

personalidade

saudável da juventude,

sem

drogas, conseqüentemente livre de muitos outros

problemas.

Mas

de que forma os educadores

têm

enxergado o problemas das drogas?

Sabemos

que

os jovens têm envelhecido precocemente. "O uso contínuo de

drogas

pode

queimar etapas da vida

de

um

jovem, fazendo

com

que eles

"envelheçam" no único lugar que

não

é permitido envelhecer

-

o território das

emoções. Infelizmente a dependência

de

drogas

tem

gerado velhos no corpo de

jovens". (Cury, A. J., 2000.

A

pior prisão

do

mundo).

Conforme

Augusto Cury, a pior prisão

do

mundo

é aquela

que

aprisiona a

emoção

humana

e nos

impede

se ser livres.

"Ninguém pode

contemplar o belo e

(15)

_» W Z

O

contraste entre pobreza e riqueza, honestidade e corrupção, o

consumismo

exagerado, o excesso

de

materialismo, solidão no meio de multidão: este é o

mundo

atual

que

o jovem está vivendo. Trata-se de problemas que jovens de outras épocas

também

enfrentaram. Seria, então, o problema atual maior? Sim, as pessoas têm sido

conduzidas ao anonimato, à solidão, a simplesmente ser

um

número.

O

avanço do

meios de

comunicação

tem

unido povos, ultrapassado barreiras, facilitado os contatos,

mas

ao

mesmo

tempo tem

tornado cada pessoa mais solitária.

O

ser

humano

busca a

felicidade, busca da

mesma

forma fugir de tudo que não é hospitaleiro, agradável.

O

automatismo, a correria, o

medo,

a solidão são fatores que levam

ao

estresse, a

tensões, frustrações, à busca para preencher

um

imenso espaço vazio.

Nesse

mundo,

não

se torna difícil entender o porquê de muito jovens se

desviarem para o caminho das drogas, que surgem

como uma

saída rápida e fácil para

todos os problemas. Afinal

de

contas, muitos dos problemas do

mundo

moderno

e

muitos vazios são facilmente esquecidos através da utilização de alguns psicotrópicos.

Alguns

fatores

podem

levar

ao consumo

de drogas: falta de informações sobre

seus

efeitos, fácil acesso, problemas familiares, fuga, curiosidade, desejo de ser

aceito

no

grupo, às vezes

saúde

deficiente.

Pergunta-se: a partir

de que

momento

as drogas

começaram

a

ser usadas

pelo

homem?

É

difícil saber. Provavelmente as primeiras experiências aconteceram

acidentalmente,

com

a ingestão

de

certas plantas,

que

talvez tenha provocado alívio

de

dores, "viagens", sentimentos variados de euforia.

Muitos povos viam as drogas

como

"presente dos deuses".

Os

incas, por

exemplo,

achavam

que

a coca, planta da qual se extrai cocaína, era

um

destes

"presentes".

Os

indianos

achavam

que a

maconha

era

um

"guia celestial",

um

destruidor

de

mágoas.

Os

feiticeiros (pajés) das tribos indígenas brasileiras

também

faziam uso de inúmeras substâncias (chás) que

eram

utilizadas para a cura de muitas enfermidades e

também

em

rituais.

Com

o tempo, muitas drogas foram

(16)

Será

que

Hawdroga, o psicotrópico,

causava

os

mesmos

problemas nestas

épocas antigas, assim

como

causa

hoje?

De

que

forma essas drogas

eram

utilizadas? Havia

um

controle sobre o uso?

No

mundo

moderno, a droga

tem

se difundido de forma avassaladora, não

somente

drogas naturais (extraídas diretamente

de

uma

planta, fungo, etc.),

mas

também

drogas sintéticas (produzidas

em

laboratório).

Ambas

possibilitam ao

homem

experimentar sensações as mais diferentes possíveis.

Por

que

se tem buscado as drogas para experimentar

novas sensações?

Busca

de felicidade?

Fuga

de

algum

problema? Curiosidade?

1.2 Estabelecimento

do

Problema

Muito se pergunta: o

que

é droga? Talvez

a

maioria das

pessoas

relacionem

imediatamente as drogas a problemas ou

a

substâncias químicas

que

têm

a

capacidade

de

prejudicar o ser

humano.

Normalmente se associa a droga apenas

com

substâncias

como

crack, maconha,

cocaína, entre outros, substâncias entorpecentes, alucinógenas, excitantes, que

geralmente alteram a personalidade por

um

determinado período. Relaciona-se

sempre

drogas

com

algo ilícito, no entanto o conceito de droga é muito mais amplo. Substância

de uso farmacêutico

também

é droga, ou seja, medicamentos, produtos

de

tinturarias,

etc. Pode representar

também alguma

coisa de

pouco

valor, desagradável.

Segundo

a

OPAS

- Oficina

Pan-Americana de

Saúde, droga psicotrópica é

aquela

que

age

no cérebro modificando o

seu

funcionamento, trazendo

como

conseqüência alterações do

comportamento

e

do

psiquismo.

O

que

o adolescente e o

jovem

pensam

em

relação ao assunto? Quais são as

drogas mais utilizadas e quais os fatores

que

têm

levado os adolescentes e jovens

ao

consumo

das

drogas?

O

termo drogas é causador

de

grandes preocupações

em

nossa

sociedade.

(17)

classes sociais,

não

seutrataç

somente

de drogas ilícitas

como

maconha, cocaína...,

mas também

do abuso de

muitas substâncias legais (cigarro, álcool, solventes,

medicamentos, etc.).

Essas

práticas abusivas acarretam

um

custo social muito elevado, sofrimentos

físicos e morais tanto

do

usuário

como

de seus familiares.

O

que tem levado tantos

adolescentes e jovens a buscar o

caminho

das drogas? Será

que

o adolescentes, os

jovens

sabem

o que estão

buscando?

1.3 Objetivo Geral

e

Específico

1.3.1 Objetivo Geral

A

partir

do

levantamento

de

dados, obter informações que esclareçam quais

os fatores

que

levam o

jovem

e adolescente à iniciação do

consumo

de drogas.

1.3.2 Objetivos Específicos

- Revisar a literatura específica sobre o

assunto. - Propiciar

mudanças

em

aspectos do

contexto

do

jovem que sejam

reconhecidos

como

fatores desencadeantes da iniciação ao

consumo

ou

que

dificultem seu desenvolvimento pessoal e

uma

adaptação correta, pelo

envolvimento ativo

dos

pais e professores no processo de prevenção.

- Conseguir desenvolver no jovem

uma

atitude favorável e

uma

vida

saudável

ao não

consumo

de drogas e o aprendizado de

uma

série de

condutas, habilidades

ou

competências que lhe permitam comportar-se

com

independência e liberdade

com

relação ao meio.

- Proporcionar aos jovens os recursos

teóricos e técnicos para que desenvolvam

um

conjunto de habilidades que os capacitem a prevenir e

resolver

adequadamente

o maior número possível de situações relacionadas

(18)

- Propiciar o entendimento

doproblema

da

iniciação

ao

consumo

para poder

compreender

as causas.

- Analisar o

comportamento

e o processo de

socialização do adolescente

para

compreender

a

gênese do consumo.

1 .4 Hipóteses Gerais e Específicas

1.4.1 Hipótese Geral

A

iniciação ao

consumo

de drogas está relacionada

não somente

a fatores ambientais,

mas

às condições sociais aliadas às características biológicas e sua interaçao

com

o meio.

1.4.2 Hipóteses Específicas

-

A

gênese

básica de todo o

problema

reside

na

falta de diálogo entre pais e filhos. `

-

A

capacidade de auto-orientação que

o

jovem

apresenta favorece a

conduta da experimentação

em

resposta à curiosidade. -

A

falta

de

um

conceito correto e

de

informações

adequadas

levam ao

consumo

de drogas..

-

A

dificuldade de relacionamento,

uma

baixa inteligência interpessoal* e a dificuldade de comunicar-se satisfatoriamente relacionam-se diretamente a iniciação ao

consumo

das drogas.

-

Uma

atitude positiva

em

relação às drogas

pode

levar

ao consumo.

'Segundo Goleman (1995), inteligência interpessoal é a capacidade de

compreender as outras pessoas: o que as motiva,

como

trabalham,

como

trabalhar

(19)

1.5 Limitações

Como

a

pesquisa

foi realizada

somente

em

uma

escola

de

classe

média

alta e classe alta e

uma

clínica

de

apoio

que

atende a classe baixa, os

dados

coletados e as

informações

obtidas

não são

significativas para toda população

da

cidade de Curitiba.

1.6 Descrição

dos

Capítulos

O

capitulo

2

trata

da

questão das drogas, origem do

consumo,

tipos de

drogas.

Aborda

como

as drogas

produzem

seus efeitos,

como

circulam no

organismo e,

de

modo

especial,

como agem

sobre o sistema nen/oso central.

O

capítulo 3 faz

uma

abordagem

sobre o comportamento, o processo de socialização e a adolescência. Através da análise da personalidade

do

adolescente, tenta explicar a

gênese

do

consumo

das drogas.

No

capítulo 4,

são abordados

os fatores relacionados à

gênese

do

consumo

de

drogas: fatores pessoais, ambientais e globais..

(20)

2

A

QUESTAO

DAS

DROGAS

- _

Droga tem

origem na palavra droog (holandês antigo)

que

significa folha seca, isto porque

em

épocas mais antigas praticamente todos os

medicamentos eram

feitos a partir de vegetais.

Modernamente

definimos

como

substância que é

capaz

de

modificar as funções dos organismos vivos, resultando

em

mudanças

fisiológicas

ou

de

comportamento.

O

que

vêm

a ser drogas psicotrópicas?

Do

grego psiché

= mente +

tropée

=

que

busca, psicotrópico é toda substância que, introduzida no organismo, irá atuar

sobre o funcionamento do sistema nervoso.

É capaz

de atuar sobre a quantidade,

liberação, degradação e

desdobramento

dos neurotransmissores. Modifica a

atividade elétrica dos circuitos neuronais,

conseqüentemente

a atividade cerebral,

podendo

provocar sono, excitação, depressão, alucinações, sedação, entre outros

sintomas.

As

alterações de nosso psiquismo

não

são todas iguais,

dependem

do

tipo

de

psicotrópico que é ingerido.

As

drogas

podem

ser classificadas

em:

depressoras, estimulantes e

perturbadoras.

As

depressoras do sistema nen/oso central

diminuem

a atividade

cerebral, deprimindo o funcionamento.

Quem

usa este tipo

de

droga (álcool, soniferos, opiáceos, solventes, ansiolíticos) fica "desligado", "grogue", "devagar", alheio

ao que

acontece ao seu redor.

As

drogas estimulantes

do

sistema nervoso central

aumentam

a atividade

do

cérebro. Indivíduos

que

as

usam

ficam "Iigados", "elétricos", geralmente insones.

São

exemplos

de

estimulantes a nicotina, a cocaína,

o crack, as anfetaminas. Drogas perturbadoras

como

mescalina, THC,

(tetrahidrocarbinol

-

maconha), psicobilinas,

LSD

(ácido lisérgico) modificam qualita-

tivamente a atividade do cérebro,

que

passa a funcionar de

forma

anormal.

O

usuário fica

com

a

mente

perturbada,

passando

a perceber as coisas

de

maneira distorcida, esquisita ou deformada. Essas drogas

provocam

as

chamadas

"viagens".

Muitas drogas são usadas para fins terapêuticos, tratamento

de doenças

(21)

anestésico

(quando_em

W

doses

elevadas).

A

cocaína~

também

foi usada

como

anestésico, assim

como

a

morfina.

Algumas

drogas psicotrópicas

podem

ser

empregadas

de forma

moderada

em

alguns tipos

de

tratamentos.

No

entanto, o

descontrole deste uso

pode

levar à dependência, ou seja, a

"um

estado

em

que o

organismo, submetido

ao uso

periódico ou contínuo

de

certas drogas passa a

necessitar física e/ou psiquicamente

do

seu uso".

Conforme

Lambert, "toda discussão acerca das dependências

humanas

refere-se a questões fundamentais da delimitação entre normal/patológico,

ajuste/desajuste, equilíbrio/desequilíbrio".

Todos

os seres vivos

dependem

das suas relações

com

o meio

onde

se

encontram para poder sobreviver. "Todos nós

somos

dependentes das coisas das

quais "gostamos", das quais "precisamos" para viver". (Lambert).

Segundo

esse

mesmo

autor, as ânsias

e

os desejos

humanos

desmedidos podem,

pelo

descontrole

que

os caracterizam,

sem

dúvida,

aumentar

a dependência, transformá-

la

em

algo patológico. A

A

dependência

pode

ser física ou psíquica.

Na

dependência física, o

organismo se adapta à droga

de

tal forma que necessitará dela da

mesma

forma

que

necessita de

um

alimento ou água.

Quando

esta substância é retirada o

dependente

passa pela "síndrome

da

abstinência".

Na

dependência psíquica, existe

uma

vontade incontrolável

de

se obter a droga à qual o indivíduo se habituou, droga

que

para ele traz alívio, diminui a ansiedade, a melancolia e a tristeza.

Sem

a

presença

da

droga o

dependente

fica

com

grande sensação

de

mal-estar

denominado

"fissura".

A

dependência

psíquica é muito mais difícil de ser

tratada, pois envolve aspectos psicológicos,

que

acabam

prendendo

o dependente a muitos

(22)

TABELA 2.1 - FREQÚÊNCIA

DO

USO DROGAS POR JOVENS NO

BRASlL _

USO FREQÚENTE

(Seis vezes ou mais)

Álcool 77,5

14,5

Tabaco 27,4

5,0 Inalantes (cola, loló, lança-perfume) 17,3 2,1

Ansiolíticos (calmantes) 7,2 0,8

Anfetaminas (estimulantes, remédios para emagrecer) 3,9 0,5

Maconha 3,4 0,5 2,1 A TIPO I USO NA VIDA ` Barbitúricos

Orexígenos (remédios para abrir o apetite e xarope) 1,6 e 1,5 Anticolinérgicos (remédios para cólica de bebê e mal de Parkinson) 1,0

Cocaína 0,7

FONTE: CEBRID, 1989

O

drogaticto é

um

modelo individual resultante da interação

com

o

meio

em

que

vive; a sua maneira de agir revela as relações coletivas que ele vive. Ele vê

na

droga

uma

saída,

uma

chave que abre inúmeras portas,

que

são trancadas avidamente.

A

cada porta que lê abre, outra se tranca e ele continua desesperadamente

a

procurar abrir novas portas, acreditando que vai conseguir se libertar, conquistar o

mundo,

mas

cada vez mais

acaba

se isolando mais

do

mundo

que está ao seu redor,

acabando

por ser

um

prisioneiro do próprio

mundo

onde

vive,

um

prisioneiro de si

mesmo.

Para

Lambert, "o próprio adicto é seu pior adversário".

O

dependente

é

um

escravo de sua vontade,

um

subalterno de

seu

próprio

domínio, preso a

uma

substância psicotrópica qualquer por apresentar

um

desequilíbrio emocional, tentando buscar alguma coisa

que

preencha o

imenso

espaço vazio

que

existe

em

seu interior.

De

acordo

com

Cury, "nada é mais dramático

do

que

depender de

uma

substância ínfima para obter algum prazer emocional

Esse

mesmo

autor lembra

que

"os farmacodependentes não são prisioneiros

da dependência psicológica das drogas

24

horas por dia".

A

dependência

depende

do tipo

de

personalidade do usuário,

do

tipo de droga usada, da freqüência

do

uso e

do tipo

de

organismo.

Muitas

pessoas

podem

não ser aprisionadas pelas drogas psicotrópicas,

(23)

pelos transtornos depressivos, pelas fobias, pelo trabalho, pelas reações impulsivas;

pela incapacidade

de

pensar antes

de

reagir, pelos

pensamentos

negativos, pela

solidão, pela falta

de

diálogo, pela ansiedade, pelo estresse. Será que todas essas

prisões não são drogas?

Seguramente

sim, são drogas

que

levam ao uso e abuso

de

outras drogas, as psicotrópicas.

São

portas abertas

que

se fecham e que

necessitam de

novas

portas abertas,

uma

busca

do

eu,

uma

escravidão dos

próprios desejos,

do

desequilíbrio emocional. Busca-se, assim, preencher este

imenso

espaço vazio.

Como

evitar a

dependência? Para

Antón, "prevenir a dependência de drogas

supõe

incidir diretamente sobre os

fenômenos

de toda natureza

-

ambientais e

pessoais

-

que facilitam,

em

certos indivíduos, o desenvolvimento de padrões

disfuncionais de

consumo

de

substâncias psicoativas.

No

entanto, a

demanda

crescente

de

prevenção esbarra no limitado nível de conhecimento de que dispomos

hoje sobre as causas

que dão

origem

ao

problema."

Existe

uma

carência de

modelos que

expliquem por

que

muitas pessoas optam

por

um

comportamento disfuncional

que

produz efeitos tão nocivos sobre seu

organismo e

também

sobre os seres

que

convivem

com

ela. Diego Maciá Antón, assim

como

Jorge Augusto Cury,

propõem modelos

para explicar a origem do consumo, o

porquê da escolha pelos psicotrópicos.

Segundo

Diego, o

consumo

de substâncias psicoativas é

uma

forma de

comportamento

e a maioria dos programas que visam

combater o uso de drogas não

tem

levado

em

conta as bases científicas das teorias do comportamento.

Uma

vez que o uso

e abuso

dos psicotrópicos

tem

se iniciado na pré-

adolescência e

meados

da adolescência, é neste período crítico que se têm

estabelecido os padrões regulares

de

uso. Portanto trabalhar

com

essa fase e estabelecer as características

do

pré-adolescente e adolescente, observando seu

comportamento e examinado suas características, os seus elementos de socialização é

a base para iniciar o estudo para

compreender

os fatores

que

levam o pré-adolescente

(24)

2.1

Como

as

Drogas___Produzem.seus..Efeitos

Normalmente

as drogas

acabam

simulando substâncias produzidas

naturalmente pelo corpo,

como

os hormônios e neurotransmissores. Assim

como

os

hormônios, as drogas

emitem

sinais paras as células, controlando e modificando o

funcionamento destas.

Externamente,

a

célula apresenta

um

receptor, que interage

com

o meio.

Esses

receptores estão conectados

com

outras partes das células,

que

regulam

as

funções celulares internas. Existe

uma

grande variedade de tipos

de

receptores

que

estão relacionados

com

o tipo da célula e o local

em

que ela se encontra.

Dessa

forma, a droga

pode

estar agindo

em

determinado local e

em

outro não.

Quanto

maior o

número

de

receptores na superfície desta célula, maior será a atuação

das

drogas naquele local.

V

Os

entorpecentes funcionam

como

"primeiros mensageiros"

de

sinais para

os

receptores. Assim,

quando

a droga é detectada, a informação é rapidamente

transmitida para dentro da célula.

Normalmente

o receptor está acoplado

ao

processador através

de

proteínas

denominadas

G.

São

essas proteínas que ajustam

as

funções celulares, ampliando, diminuindo, ligando ou desligando. Este conjunto

-

receptor, proteína

G

e transmissor

-

pode controlar, por exemplo, a quantidade

de

íons (cálcio, potássio)

que

entram da célula. Muitos receptores

podem

usar a

proteína

G

e,

com

isso, produzir o composto

cAMP

(adenosina monofosfato cíclica).

O

cAMP

e

também

o cálcio

podem

funcionar

como

"segundos mensageiros".

No

interior da célula,

encontramos

moléculas de

ATP

(trifosfato de adenosina),

que são

cápsulas energéticas, utilizadas para realizar as funções vitais.

Os

segundos

mensageiros regulam as funções intracelulares, unidos a enzimas, as proteíno-

quinases.

Dessa

forma, as células reagem aos estímulos que receberam,

podendo

tais células ser estímulo para outras células adjacentes. Portanto, as drogas

podem

influenciar no

mecanismo

de funcionamento de

uma

célula,

aumentando,

(25)

FIGURA 1 -

COMO

AS

DROGAS

PFlODUZEM_ OS SEUS EF_EITOS _. - êèš* Ã, ;_.:*. "~‹

\

>W,¡_,_k ¿ww`,.§, _ ._ 3 1 wa v×"=_iIw \~€5š_:?=âÉ¿=1=5=i=:~515:sz:=z5zf=›=-=:='=f=z=1=5:5fzaêéšéä =â¢;í=z'::===;;:5 =-=-. =z`‹'_>.-_ ._ .«f::=››z-íE§3:1E=E=~;Í<EII=*=E^E1:E===='=""' I 1:; z=, ' =E1=`*"'=" *E1515-í=š=z=;-«;' ¢E=z=.'\~`f ›' - '-1z:zxz=zfz=z-z-z1-‹z=z'z=-zz¢z='zz'z -¬ -zw.: z=z.= z1› =_*sz¬z'‹=:=z=éz;zszzçzgzz _ _z__¬.=¬.~»'._ "ëšašaasë = .=-'=š:ä555==âíšzâzâzêfl-'-11.: 2-z:¿z§z›`_ _ .sw Ézgz;§z=z1-;::;.;:;z;¿z;z1z¬-.-'- _-za Í á ~~ W-.,z.:-;z1r~:=.=z _›r- z .-,',,, ‹-z. ,âzasâzzzzzzzà:==z=z=z=¿z;z›z:z=;z:z¿.=.=_== M -'-.-z:z=z=z= z:z‹zz=z=.=z=z-z zézzzzzz,.fâzzzzzzzzzzzzâzšãââzáä - z ' . f =.'~az;=_z:êazazzàz5555555;1;51:5zaê›za=1;i55;i;z;:;z=â;;;;;z;z~›'<<:: _=- -3;: . ,_=¿:›;';-'*-'-> =›. "'==f=§==a;zzzz.__. 2=1==2 ‹.«z=z.‹:».=z=z-z=z¿›-zzzzz.z=z==-'zzz-zz-=-=-z'z‹==-ez--=ó='fi‹'-1 ;- - f M»-.~ às» g . ..._ zv _ ,,..z..›z. ~'z“-=~.-«., aišišššëëlâiašašsësiíiãiãizi5555E5E5EašaiaëaiâizizisëšaisšašaEéšaëzzzzz.._ '- _‹.z-z=z=z-fzšzlã _~5=;zz ' ':-5-:_5z‹..z=â=5i;i;EêE5EEš¡52Eíiëíëiíšsiašzziífšfišiä5:55šE?=5&52'z5:5í5.5555 '=:5':. f' z¿z;z;z;z;ê;zz;;a¡az555;5z5z5z5;a;;;5;z;z;:;s§zazazê=s=aza=§=e=a=s=a=az=aâ=z.z... --'='='::=:=z--=›› -5 ,,z,z;a;s;z;z;ê§;:;5;;zeze;;¡ézâ;ê;â;:é;2zêêzz›'-ser;é;¿zz;a;z;s;ê=;;¢;z;; == .-1 zzzzzz=z=z=z:z=z=z›z=z=z=zz=z=z:z=z=z=z=z=z=z.z=z.z=z:z=z=z=z=z--z-zé-z.z.z.z.z« _z,.‹.zzzzzzzzzzz_z_z_z_z__... 'zé -I 'F _' ;z;z;z5z5:5z5z5z;z;z;,,,_,___zz;.___._._..._.-_-,.';:z_;;_z;_, ';_ze:àz:z2-z:z:zâ:z:z1z1_1z=z=âf' __..'.===5=E `^* ' ` '~ ' '*' ' *" ' § _ .V \.<- f- .- \' * w W E ~› , ' éëš- ,._ __ ›z;âz;z;zzzzz=-z-V -z~=zz;zzzzzzâzê=z=:zsz:z -;..â›âzâz'«. -'“==s22~'¿z¡,: zzgz, ¡ , ._ ,_,_,,,,ã¿-¿,.._,.,, ›‹¢ “ ¿š« š . 5; '< ' .çfi ~_z.: .-z›z-mz.. - “'_=z -. " z-z=â›-_:-2' z;z,-z›,-1z:z_:;z= ‹=z;z;,_ .z=:-1» ›,~ ‹~z¡z,;,.›_-_;- »;= zf -¬ ':5-'~--1::5zzz5:5r5fi:5zë3ã=zz._.z;›f¿:;5ãz;z, ,5›z;:§=.›'zs2' -‹.- ‹z_ -5; ,, ,z;z;z_ cz; ."-:I-==z=z=-¬›z5zz;zzz;z;z=-a :SÊÊVW om * _. »...‹z,.. .uv 4... ...¬.z,,..‹ _ .^ ›- .› ` - '“=~'=›~:.z:-_-z._ _ .zši5?íä5'='=í=ÍÍ'=_ §3š5í=:52š5š5=¿5§;E;E' ,_ ` Ê z*"^* -z‹s;»- _ ..;.; *; ~ z 1 ' '-'z,;.¿_¡¡;,;._,,..- _: ..-,-,×›_~z‹sz-.-.~.~ø_ frrâfe-‹›:-f;:›v;;›‹ ' -wa--.z.z.zz.z.z.z.z-_-_ "' A »_›¬ ="›'z.:z>zzz_.. zzzâ-zzszézzgzzzêz z-_.zzzzz=z=.._.zzz,_,z›-._.z.zz.5=* '-“if *nz ê ><S”“°'"*^*“š*“-'° "**>f*Fší_f'- â.. 2,251* *M MW” _ _¡›z;‹z ... I ... _. FONTE: LONGENECKER (1998)

2.2

Como

as

Drogas Circulam no

Interior

do

Corpo

Humano

As

células do nosso organismo

apresentam

uma

barreira semipermeável: a

membrana

plasmática. Qualquer substância

que

queira adentrar a célula precisa

atravessar esta superfície.

As

drogas,

da

mesma

forma, precisam atravessar as

membranas

várias vezes para chegar ao local

de

atuação.

É

assim

também

que os

resíduos

das

drogas

passam

por várias barreiras até

serem

eliminados. O

Por processos

de

difusão, a droga

passa de

um

local

de

maior concentração

para

um

local

menos

concentrado.

Além do

transporte

que

ocorre entre as

moléculas

de

lipídios

da membrana,

a droga

pode

ter a sua

passagem

facilitada por

(26)

corrente sangüínea, a_velocid__ade

de

condução destas é maior. Opróprio

sangue

se

encarrega

de

transportar a droga para todas as partes dos tecidos.

A

administração

das

drogas

poderá ser feita via oral, por aspiração ou por injeção (subcutânea,

intramuscular e intravenosa).

FIGURA 2 -

COMO

AS

DROGAS

CIRCULAM NO

CORPO

â " za f _,t ' ,___ _ .ta _,._ .Pág _ _ “ 6 -

il. zlftjgggq path: ;`.'»:_ É-.'e;1¬.š:::ã JL” ‹\.Íl‹.2,

` ' _ ,___ *WI I _ -,.~. .-»-¬z›¡¡t .¡., . _., às ¿,1«¡$.. ' ' ' V; `_

W

`& 1% «__ _' ,_ ›.\ ¿¡zr;›,w,-_;_,;$z¿ ;;|‹:::â'§u mim, p-nr ¬ çâ_i;‹'‹¿z§-zí z›ç.§‹› =m:<«: 5¿š|:l'¿-3::-sé t_¿_-.~:~Llu.;'».‹_.\É~ zfnànzšêrânââs t"›cz_\`~ëê::êrzš=m:êâ2›_=. :wz‹ä«iu;§.â_× zlzz is.-m‹.¡f‹_~›r:c ‹=z.i›|z!.'›m=' 'ts-`~- : i ~ »~‹ «__ _ _ __ u_u v¿__,:<‹4 IZMS. ›.f z,

:¡i¢m'z':rê:|\¿u; iii-élttzv :Y-'..~.'_Ilxf‹zz,il=.›:-I› 2'-fi|.'›

¡_>.1Ih...,l¡«|z¡._ .I-¿zs|`,1=..$ _ - , .:‹_.‹:z g¿m;;z_fn:r;>“7; J. Ã, u|:;§s,ui:‹ ¡`l:'r~›. tiz`‹.`:§;¿'=.1 Q ""°` tät “‹× “ ' »› ?2;_z _ tw z;¿m~.;,¡,;ç;;s;.z› z|_›;;1¡!;‹s;j›zzl.‹.âz»‹iz><×|.‹izczm_ äšá _ ;z;;›,~_=¿;,z___›, '-==-'-*tg

Ê

, ~ à ÊÃ* im:-<z z:z::z = Ê __ -,__-›_1,;_5_;2<a.âf-:;;;;z;z;z_:;à;:=.%:== - > šzw :_ _, «-., 1¿z§_¢ 5

W

_

W

,___ É___:_:_______::_:._ w ____¿_¿_¿35_E_¿_E_¿_ä_É¿¿,,¿,¡,¿_¡,¿_¿_¿_¿¡,¿_¿_¡__,_,z_zz,z,z,_z,z_z_z_z_z_zm W ,___ . _. __ _ M*«*‹=M= âêizizz X _ '*›, "§:_I:; ;.z=:z É ›×Xn`Ã× › '›.. *Ê www” ~ “ ‹›~ fr* P """' * “““"" .z¢t9è°*;‹ MW hâââä ~ l.,.. _. .-z=z-zz .=`=z.-z-zzazf-.-'›;:_‹;- =z =›-;;---=,z;5;5=====1=2===2=======:=;5;5;;5§5§5ä_-zz5,”, ‹- Y»  ' =` 1 I*-'**' "-E §=1' é

rnuš~:é> r.~:~:¡a:›'::.*z1:x ' :ii-1

¬ 5151521515751???-Ef: ÍÊIÊEÉEÉEɧ5§Í'§Êʧ§§ÊÉʧÊÍͧ:-1.35Â;ÊÊÊʧ§É9¿§2§§Ê§;Ê:§Ê§'=75šE2¡ÃÉÍ:€ÊÊÊZš'¡§:§,Íͧ'$}¢§Ê§ÍÊ¡"'‹5"§€§ÍʧÊÍÊÍ¡' °:ÊÊÊÊÉÍÍEEEÊÉf§Ê,y§fFÊ`§§*§§3;:;,% 515255 _ \__ __ __ _ _, _ ._ _. __.\. .. . ., «~ _,,,¿›,¿,_z____ _,§,z,z;,,,-.z__z.z.-,z_ _,¿¢_,z,z,;z_zzãiâzzz,z,,<‹¿;zz.z-zzfizšgz;_zzzá;zz_=z;zzzzz._,_¿__.___M _ 2 ^ ' ' "- -“~^-'-'›==1=»=:-'%=:=:==â§=:1==: z.;f?'-'z1›¬-=:‹5:5:-À :;=z11=>-:«.á5š?.=.,. ,-z=2=:-5‹fš5ë;&1=1¢-=‹-" " " '^'==-z¢›'z5z5'àY,«:I« :>='_ 5 -- _ 5 ' __,_;.¬.._«,,_,-‹.z.;:êz¿¿;¿3âõ7zú¿›¡¿-+\H*g. __ I?? E Em = . _ -- zzíifii-1!; __ _ __ ê. _ *='>=-ri' =ë›=tzzzzz'z*-¿*‹›=-=f* z t-7-~z, _ f _ -=-=‹-=-:-' -V : __ ››› ›, V _-z /¿,___.>7%,,,.,M,¡z‹_.‹_‹›.¡_,._~ z » M9” z«1$‹š'¢~ Mómâlâd: if- 1 'êfšš_í_`:¡=z?: t -- FONTE: LONGENECKER (1998) _ 49 f*~«:": '=*z<z.4~`~**~:;*¿f' ` . $ÉÊ›‹ íäíif.. §` rf" â-:¬5š~'_'‹`_*¢^š izz›:.'~;-ílf-z2'~'~ f -- z-'.¬ -*tw _-z â' 1 “›',-.z=zzéê2:2f=2=f ' =: z ...Qz,-z=âzzz-::_z:=;=;=z=;=1=â=z=.=¿z=zzea-szêzâzâ=â=à===@Ez======z=:=z===§;=z=-=z- -V

2.3

De

que

Maneira as

Drogas

Agem

sobre

o Cérebro?

O

cérebro é a parte principal

do

encéfalo, que, juntamente

com

a medula,

compõe

o sistema nen/oso central.

As

diversas partes do encéfalo controlam áreas específicas

do organismo.

O

SNC

apresenta centenas de milhões de neurônios que, interligados e

mediados

por neurotransmissores, controlam as diferentes funções dos seres vivos.

(27)

sua ação.

As

drogas que mimetizam as ações dos neurotransmissores são denomi-

nadas agonistas e aquelas que bloqueiam são

chamadas

de

antagonistas ou bloquea- doras.

Os

neurotransmissores são produzidos pelo próprio neurônio, sendo liberados pela porção final

denominada

axônio.

Os

sinais recebidos estimulam ou inibem a

membrana

dos neurônios.

Se

o neurônio for excitado e atingir o limiar de excitabilidade, produz-se

um

potencial de ação, resultando na liberação

de

neurotransmissor no espaço sináptico, que sen/e

de

estímulo para o neurônio seguinte.

A

freqüência dos potenciais de

ação no neurônio emissor controla a quantidade de neurotransmissor que é liberado.

A

intensidade do efeito que ocorre nas células receptoras está diretamente ligada à

quantidade de neurotransmissores que

agem

sobre ela.

Como

resultado deste complexo mecanismo

podemos

andar, falar, sentir, etc.

Uma

grande parte das drogas é capaz de agir

de

forma similar aos neurotrans-

missores, podendo,

da

mesma

forma, agir sobre os receptores, o que facilita,

de

certa forma, prever o

que

irá acontecer ao indivíduo que faz uso

da

droga, pois a atuação dos

neurotransmissores sobre o sistema nen/oso central é bastante conhecida.

Como

exemplo

podemos

citar a norepinefrina,

um

neurotransmissor encontrado

em

diversas partes, principalmente no /ócus ceru/eus.

Também

pode

ser encontrada no hipotálamo,

no sistema límbico, no tálamo, no córtex frontal e no cerebelo.

Dos

efeitos provocados

pela norepinefrina

podemos

destacar a vivacidade, concentração, analgesia, etc.

Pesquisas

demonstram

que a baixa quantidade dessa substância provoca a depressão,

dificuldade de concentração, enquanto o seu excesso

pode

provocar

um

compor- tamento impulsivo, ansiedade, etc.

As

anfetaminas,

em

especial a meta-anfetamina,

podem

mimetizar esses efeitos.

Outro exemplo é a dopamina,

que

atua

em

altos níveis no sistema límbico. Dentre

seus efeitos poderíamos citar a euforia. Geralmente o excesso de dopamina está relacionado a comportamentos psicóticos, alucinações, paranóias; a sua carência está relacionada a

uma

enfermidade motora

denominada

Mal de Parkinson.

A

cocaína

(28)

*QA serotonina ge a norepinefrina geralmente são encontradas concentradas errí

áreas comuns, especialmente no sistema Iímbico e no hipotálamo.

O

funcionamento da

serotonina está ligado à inibição de atividades e comportamentos.

Quando

essa

substância se encontra

em

falta, o indivíduo fica

com

humor alterado, comportamento

compulsivo e inadequado.

O

efeito das drogas relacionadas ao

LSD

pode estimular ou

inibir, de acordo

com

a dose utilizada.

A

acetilcolina é encontrada

nos

terminais motores nen/osos periféricos,

nervos associados aos músculos,

que

permitem os

movimentos

voluntários.

No

SNC,

a acetilcolina

pode

ser encontrada no córtex motor.

No

Mal de Alzheimer,

ocorre

uma

perda da

acetilcolina, ocorrendo

também

perda

de

funções associadas

à

memória.

Podemos

associar a acetilcolina à capacidade

de

aprendizagem,

ao

bom

humor

e

ao

sono.

A

escopolamina

é

uma

droga que,

quando

utilizada

em

excesso,

impede

a atuação

da

acetilcolina,

podendo

produzir a amnésia.

A

nicotina mimetiza a acetilcolina.

O

GABA,

neurotransmissor encontrado

em

toda extensão

do

cérebro, é

observado

em

excesso

no Mal

de

Parkinson.

O

álcool e os barbitúricos imitam

seus

efeitos.

(29)

3

coMPoRTAMENTo,

PnocEsso.DE soc|AL|zAçÃo

EADoLEscÊNc|A

O

comportamento

humano

não é

baseado somente

nas características

genéticas do indivíduo, ou

somente

nos fatores ambientais,

mas

é

uma

combinação

complexa

de atos, sentimentos,

pensamentos

e motivos. Para Anton, "não é

aleatório

nem

imprevisível;

segue

certas Ieis."

A

psicologia estuda a conduta e a causa do comportamento para poder

compreender, prever e controlar o comportamento. Muitas leis sobre comportamento

foram estabelecidas.

Banduras (1982, 1987),

que

trabalha

com

a teoria

da

aprendizagem social ou

teoria cognitiva social, afirma que a maior parte dos determinantes da conduta

humana,

os elementos

que causam

ou explicam o

comportamento

podem

estar localizados na relação

que

se estabelece entre o indivíduo e o seu meio. Essa idéia veio contrapor-se às posições internalistas,

que

entendem

a conduta

como

basicamente determinada por variáveis biológicas e de personalidade;

também

se

opõe

às idéias ambientalistas,

que

explicam a conduta

somente

através de variáveis ambientais, explicando

apenas

a situação

em

que se desenvolvem.

As

posições

interacionistas tentam explicar a conduta através da

soma

de

fatores pessoais,

em

parte por variáveis de situação,

mas

com

uma

especial atenção para a interação

de

aspectos pessoais (estruturas cognitivas) e situacionais (situações sociais).

Conclui-se que o funcionamento psicológico é

uma

interação contínua entre a

conduta (C) e as variáveis orgânicas (O) ou pessoais e as variáveis ambientais (A)

ou

situacionais.

Fio.uRA 3.1 - EsouE|v|A DE coMPoRTAMENTo E PRocEsso DE soc|A|_izAçÃo

NA Aoo|_EscÊNc|A

/E;

\

Referências

Documentos relacionados