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Predição de Estrutura Terciária

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Academic year: 2021

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REDIÇÃO DE

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STRUTURA

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ERCIÁRIA

O número de sequências nucleotídicas nos bancos

de dados cresce vertiginosamente a medida que as

técnicas avançam;

As técnicas para determinar a estrutura

tridimensional (difração de raios-X e NMR) levam

de 1 a 3 anos para resolver uma proteína;

Fica evidente a necessidade dos programas de

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NMR

Ressonância nuclear

magnética (RNM)

Permite identificar a

posição dos átomos

de hidrogênio

(prótons)

Proteínas em solução

Várias estruturas de

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Existem 3 métodos possíveis para realizar a

modelagem:

 Modelagem por homologia;

 Modelagem por “segmentação” (threading);

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Modelagem por homologia

 Baseado na hipótese que proteínas proximamente relacionadas (sequências homólogas) possuem a mesma estrutura;

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Modelagem por homologia

Baseia-se em seis etapas:

 1) Seleção do modelo: busca de sequências homólogas em banco de dados de estruturas de proteínas;

 2) Alinhamento entre sequência a ser analisada e sequências modelos;

 3) Construir a “espinha dorsal” (backbone)

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Modelagem por homologia

Baseia-se em seis etapas:

 4)Adição e otimização dos átomos da cadeia lateral e laços (loops);

 5)Refinar e otimizar todo o modelo de acordo com critérios de energia;

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Modelagem por homologia

1) Seleção do modelo

 É a base e por isso o passo mais importante;

 Busca por proteínas homólogas no banco de estruturas tridimensionais PDB;

 Pode ser usado Blast ou Fasta, mas SSEARCH ou ScanPS são mais indicados;

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Modelagem por homologia

1) Seleção do modelo

 A proteína deve ter no mínimo 30% de identidade com a sequência comparada;

 Se houver mais de uma proteína hómologa a que apresentar maior identidade e resolução deverá ser usada;

 Caso contrário o método de “segmentação” (threading)

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ERCIÁRIA

Modelagem por homologia

2) Alinhamento entre sequência a ser analisada e

sequências modelos;

 Realizar o realinhamento entre as sequências;

 É a etapa mais critica do processo de modelagem;

 Geralmente realizada com programas como T-Coffee e Praline (http://www.ibi.vu.nl/programs/pralinewww/)

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 Modelagem por homologia

 3) Construção da “espinha dorsal” (backbone) e laços

(loops)

 Nesta etapa a proteína pode assumir a estrutura da proteína modelo;

 Se os resíduos forem similares até mesmo as cadeias laterais são incorporadas;

 Se não são somente os C alfa são adotados;

 Não há nenhum método altamente eficiente para modelar loops;

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Modelagem por homologia

4)Adição e otimização dos átomos da cadeia

lateral e laços (loops) ;

Os átomos que ainda não estão na estrutura

devem ser adicionados e os que já estão devem

ser otimizados nesta etapa;

Utilização de rotâmetros (cadeias laterais

favorecidas pelos ângulos de torção baseados

em estruturas conhecidas)

Programa SCWRL

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Modelagem por homologia

5) Refinar e otimizar todo o modelo de acordo com

critérios de energia

 Na etapa de modelagem de cadeia lateral e loop

(laços), cálculos de energia potencial são aplicados na estrutura;

 Novos refinamentos no cálculo podem ser utilizados para toda a estrutura após completa, visando minimizar a energia potencial;

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Modelagem por homologia

5) Refinar e otimizar todo o modelo de acordo com

critérios de energia

 É preciso cautela, pois excessivos refinamentos poderão trocar átomos de suas posições corretas;

 Programa GROMOS

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Modelagem por homologia

6) Avaliar a qualidade total do modelo obtido;

 Regras físico-químicas são avaliadas;

 Checar ângulos φ–ψ, comprimento das pontes de hidrogênio entre outros;

 Verificar propriedades estereoquímicas

 Método que detecta erros de compilação de perfis estatísticos

das características espaciais e interação de energia a partir de estruturas determinadas experimentalmente.

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Modelagem por homologia

6) Avaliar a qualidade total do modelo obtido;

Programas:

 ANOLEA (Atomic Non-Local Environment Assessment) - webserver

 http://melolab.org/anolea/index.html

 SAVES (Structure Analysis and Verification Server)

 Este metaservidor corre 6 programas para a verificação e

validação de estruturas de proteínas durante e após o refinamento do modelo

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Modelagem por homologia

Programa

 Swiss-Model

 Programa de modelagem automático;

 O mais completo entre todos apresentado aqui;

 Possibilita receber arquivos diretos do PDBview;

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Modelagem por homologia

Problemas da modelagem automática;

 Não é eficiente para proteínas distantemente homólogas;

 Menos acurada do que a modelagem realizada com intervenção humana;

 Seleção inapropriada de modelos;  Alinhamento sub-ótimo;

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Existem 3 métodos possíveis:

 Modelagem por homologia;

 Modelagem por “segmentação” (threading);

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Modelagem por “segmentação” (threading);

 Há um pequeno número de dobras (<1000), porém há milhões de sequências de proteínas;

 Estruturas de proteínas são mais conservadas do que sequências;

 Logo muitas proteínas podem exibir a mesma dobra, mesmo sem apresentar grande similaridade de

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Modelagem por “segmentação” (threading);

 Baseia-se no alinhamento de sequências, porém aceita identidade < 30%;

 Até mesmo ausência de similaridade;

 Enfatiza a correspondência de estruturas secundárias, que são mais evolutivamente conservadas.

 Algoritmos dividem-se em duas categorias:

 Baseado na energia par a par  Baseado no perfil;

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Modelagem por “segmentação” (threading);

Método baseado na energia par a par;

 Realiza alinhamentos em bancos de dados de dobras;

 A sequência que apresentar a menor energia livre é escolhida como modelo sobre a qual a estrutura será construída;

 Bancos:

 Modbase

 http://modbase.compbio.ucsf.edu/modbase-cgi/index.cgi

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Modelagem por “segmentação” (threading);

Método baseado no perfil;

 Perfil estrutural é gerado por sobreposição de estruturas para correspondência de aminoácidos;

 Informação estatística de resíduos alinhados é usado para construir o perfil;

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Modelagem por “segmentação” (threading);

Modelagem pelo programa I-Tasser baseada em

múltiplos-threadings

Ganhou diversas vezes a competição como melhor

programa preditor;

Disponível on-line e também para rodar localmente;

 http://zhanglab.ccmb.med.umich.edu/I-TASSER/

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Modelagem por “segmentação” (threading);

Problemas:

 Este método apresenta muitos falsos positivos;

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Modelagem por ab initio

 Os métodos anteriores baseiam-se na disponibilidade de estruturas em bancos de dados, sem isso eles

falham;

 Os métodos ab initio são uma vantagem nesses casos;

 Porém ainda são pouco precisos, necessitando de muitas melhorias;

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CASP (Critical Assessment of Techniques for

Protein Structure Prediction)

 Avaliação Crítica das Técnicas de Predição de Estrutura de Proteínas

 Mede a confiabilidade dos métodos de predição;

 Prediz a estrutura de proteínas ainda não resolvidas;

 Resolvidas por raiosX e NMR, mas ainda não publicadas;

 Ocorre a cada dois anos;

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FOLDIT

 Jogo para solucionar estruturas tridimensionais de proteína

 http://fold.it/portal/

 Idéia derivada do projeto Rosetta que utiliza o poder de processamento do computador como descanso de tela;

 http://boinc.bakerlab.org/

 A diferença é que o foldit necessita da interação do usuário (jogador);

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Literatura

XIONG, Jin. Essential Bioinformatics. Cambridge,

EUA: Cambridge University Press, 2006. 339p.–

Cap. 15

LESK, Arthur M. Introduction to genomics. 2. ed.

New York, EUA: Oxford University Press, ©2007.

419p. – Cap. 10

Bioinformática: da Biologia à Flexibilidade

Moleculares.Capítulo 7

Referências

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