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Processos do cuidar em enfermagem com o paciente esquizofrênico

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Academic year: 2021

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Processos do cuidar em enfermagem com o

paciente esquizofrênico

Processes of nursing care with the schizophrenic patient

Los procesos de atención de enfermería con el paciente esquizofrénico

Resumo: A enfermagem é a arte e ciência do cuidar, prezando pelo maior bem, a vida humana. A esquizofrenia é uma doença muito antiga, que atinge milhares de pessoas, podendo apresentar diversas formas de manifestações e sem causa ainda definida. O objetivo deste estudo é relatar a assistência de enfermagem para com o paciente esquizofrênico. O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica descritiva. Foram utilizados os seguintes descritores: esquizofrenia, processo de enfermagem e paciente. A busca da literatura ocorreu nas bases de dados eletrônicos como MEDLINE, LILACS e SciELO. Hoje se sabem que a doença e a deterioração iniciam-se anos antes das manifestações clínicas mais características da psicose. Com isso, é necessário conhecimento e um trabalho multidisciplinar para com o paciente e integra-lo na comunidade, para que o mesmo não se sinta excluído, mas sim um cidadão perante a sociedade.

Descritores: Esquizofrenia, Processos de Enfermagem, Paciente.

Abstract: Nursing is the art and science of caring, valuing the greater good, human life. Schizophrenia is a very old disease, which affects thousands of people, and may have various forms of manifestations and no cause yet defined. The objective of this study is to report the nursing care with the schizophrenic patient. The method used was a descriptive literature. The following parameters were used: schizophrenia, the nursing process and patient. The literature search was in electronic databases such as MEDLINE, LILACS and SciELO. Today we know that the disease and the deterioration begin years before the clinical manifestations of psychosis more features. With this, you need knowledge and a multidisciplinary approach to the patient and integrate it in the community so that it does not feel excluded, but a citizen in society.

Descriptors: Schizophrenia, Nursing Processes, Patient.

Resumen: Enfermería es el arte y la ciencia de cuidar, valorar el bien común, la vida humana. La esquizofrenia es una enfermedad muy antigua, que afecta a miles de personas, y puede tener diversas formas de manifestaciones y causa aún no se define. El objetivo de este estudio es reportar los cuidados de enfermería con el paciente esquizofrénico. El método utilizado fue una literatura descriptiva. Se utilizaron los siguientes parámetros: la esquizofrenia, el proceso de enfermería y el paciente. La búsqueda en la literatura estaba en bases de datos electrónicas como MEDLINE, LILACS y SciELO. Hoy sabemos que la enfermedad y el deterioro comienzan años antes de que las manifestaciones clínicas de la psicosis más características. Con esto, se necesita conocimiento y un enfoque multidisciplinario para el paciente y la integra en la comunidad para que no se sienta excluido, sino un ciudadano en la sociedad.

Descriptores: Esquizofrenia, Proceso de Enfermería, Paciente.

Andressa Martins Gusmão

Acadêmica de Enfermagem da Faculdade Nossa Cidade (FNC). E-mail: [email protected]

Aparecida de Cássia Carvalho dos Santos

Acadêmica de Enfermagem da Faculdade Nossa Cidade (FNC). E-mail: [email protected]

Silândia Galdino da Costa

Coordenadora do Curso de Enfermagem da Faculdade Nossa Cidade (FNC). E-mail: [email protected]

Luiz Faustino dos Santos Maia

Enfermeiro. Mestre em Terapia Intensiva pela SOBRATI. Docente de graduação em Enfermagem na Faculdade Mario Schenberg e Faculdade Nossa Cidade. Coordenador do Curso de Pós Graduação em Enfermagem em Urgência e Emergência da Faculdade Sequencial. Coordenador Geral e Editor Científico da Revista Recien. E-mail: [email protected]

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Introdução

A enfermagem é a arte e ciência do cuidar, prezando pelo maior bem, a vida humana. O enfermeiro tem como maior função de com o cuidar, promover o bem estar físico, mental e social, sendo responsável também pala promoção, prevenção e recuperação de qualquer indivíduo, sem ver classe social, cor, sexo, raça, religião ou nacionalidade.

A esquizofrenia foi descoberta no século passado, aonde a palavra vem do grego skhízein (dividir) e phrenós (espírito), na qual o portador da doença é impossibilitado de separar a realidade da ilusão1.

Por ser mais a comum das enfermidades mentais, a esquizofrenia é caracterizada pelo sentido defeituoso da realidade, alterações na harmonia e inadequação do raciocínio e afeto, e, muitas vezes, alucinações e ideias delirantes. Definida por um grupo de transtornos mentais que são alterações na formação de conceitos conduzindo a interpretações de alucinações da realidade2.

Quando descoberta a doença foi considerada uma demência que atinge os pacientes mais novos, na qual o diagnóstico recebeu três fundamentos, os sintomas, onde começavam a reduzir os níveis de atenção, da compreensão, devaneios, pensamentos sonoros, mudança de comportamento, na origem e evolução da patologia, compreendida como um processo ruim na vida do portador de esquizofrenia1.

A esquizofrenia é uma doença muito antiga, que atinge milhares de pessoas, podendo apresentar diversas formas de manifestações e sem causa ainda definida. É um importante problema de saúde pública da atualidade, pois exige um investimento considerável, é uma doença crônica de prognóstico bastante sombrio com numero significativo de portadores, o que causa grande sofrimento e mudanças na vida do esquizofrênico e de sua família1.

A Reforma Psiquiátrica forneceu um olhar mais adequado e revolucionário, na qual teve como ideias centrais uma maior visão e infraestrutura para o cuidado com o paciente esquizofrênico, fornecendo direitos civis e inclusão na sociedade3.

A enfermagem tem a função de dar a melhor assistência ao paciente esquizofrênico, na qual preza

por comandar sua equipe, fornecendo uma comunicação que irá servir de ajuda na compreensão do paciente, gerando num tratamento mais pessoal e de maiores cuidados para a terapêutica do esquizofrênico3.

A esquizofrenia, ainda é tratada como loucura e o papel do enfermeiro, assim como dos demais profissionais da área de saúde é desmistificar a doença e romper com seus próprios mitos e preconceitos em relação à esquizofrenia, transformando sua maneira de prestar assistência, garantindo ao paciente, segurança e confiança no profissional4.

Cabe ao de enfermeiro fazer as orientações para ajudar os pacientes e os familiares a identificar e a manejar os sintomas para estimular o autocuidado, diminuir o número e a gravidade das recaídas, orientar sobre os medicamentos, a importância de fazer o tratamento e as atividades que os serviços da rede dispõem para fazer as projeções para o futuro baseada no presente proporcionando uma vida mais digna e respeitada1.

O presente trabalho apresenta uma reflexão diante da esquizofrenia, considerada um grave transtorno do funcionamento cerebral e as ações do enfermeiro em conjunto com uma equipe multidisciplinar para com o paciente portador da doença.

Objetivo

O objetivo deste estudo é relatar a assistência de enfermagem para com o paciente esquizofrênico e os tratamentos multiprofissionais a fim de inserir o paciente na comunidade.

Material e Método

O método utilizado para tecer este estudo foi através de pesquisa bibliográfica descritiva com análise acerca dos aspectos que envolvem a assistência de enfermagem aos pacientes esquizofrênicos. O estudo foi elaborado com base na literatura publicada nos últimos 15 anos, utilizando os seguintes descritores: esquizofrenia, processo de enfermagem e paciente. A busca da literatura ocorreu nas bases de dados eletrônicos como MEDLINE, LILACS e SciELO.

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Resultados e Discussão

Para produzir o conhecimento do projeto sobre o tema desenvolvido, exploraram-se cerca de 18 artigos, onde foi obtido que a esquizofrenia pode atingir mulheres, a partir dos 15 aos 25 anos, enquanto os homens, os sintomas iniciam-se por volta dos 20 anos.

A esquizofrenia raramente ocorre antes da puberdade e acima dos 50 anos. Quando o começo é insidioso, há uma dificuldade de se estabelecer com precisão o início da doença5.

Estudos realizados com 197 pacientes admitidos em um hospital psiquiátrico na Alemanha com diagnóstico de esquizofrenia a idade na primeira admissão hospitalar foi mais precoce para os homens (média de 25 anos) do que para as mulheres (média de 30 anos)6.

Entretanto, para o subgrupo de pacientes com história familiar positiva para transtornos psicóticos em parentes de primeiro grau não houve diferença entre os sexos quanto à idade de início, mas esses pacientes apresentaram um início de doença mais precoce do que aqueles sem antecedentes familiares. Também observaram uma associação entre história familiar positiva e início mais precoce para a esquizofrenia7.

Os homens tem uma idade de início da doença mais precoce que as mulheres. Essa observação pode ser considerada um dos achados mais consistentes de pesquisa em esquizofrenia, e independe do critério utilizado para início da doença8.

Em geral, os homens tem um início em torno dos 18-25 anos e as mulheres em torno dos 25-35 anos. Essa diferença vai depender do critério diagnóstico utilizado para esquizofrenia. No início da adolescência, a razão homem/mulher é 2:1. Após os 50 anos, essa proporção se inverte e aproximadamente 3% a 10% das mulheres iniciam a doença após os 45 anos9.

Um amplo conhecimento da qualidade de vida dos pacientes pode ajudar na compreensão do impacto das doenças e da assistência à saúde sobre seu bem-estar geral. Em condições crônicas, a qualidade de vida torna-se ainda mais importante, uma vez que o tratamento não é curativo, como no caso dos transtornos mentais graves e persistentes10.

Os profissionais de saúde, entre 28 a 50 anos fizeram cursos de especialização dentro da patologia da esquizofrenia, para melhor trabalhar com esses pacientes. Os enfermeiros relatam a satisfação de trabalhar com pacientes crônicos, pela preferência de ver os resultados adquiridos nos pacientes que voltam à ressocialização, podendo conviver em sociedade2.

A enfermagem é uma profissão que esteve diante de todas as reformulações sociais no decorrer do tempo. Assim, ela pode passar para os profissionais um olhar mais sistematizado em sua assistência, na qual foi complementada com saber mais teórico, propiciando em maiores ações do cuidar para com o paciente1,11.

Com a entrada de Florence Nightingale, no séc. XIX, que acreditava em uma relação mais atenciosa entre profissional, paciente e família faz com que as informações de sobre saúde e reabilitação são mais bem repassadas12.

Os profissionais de enfermagem convivem com todos os tipos de sentimentos sentidos pelos pacientes, desde que é reconhecida como profissão. E é de mútua importância da profissão um cuidar que garante ao paciente e família a passagem, da melhor forma por todos os mecanismos de defesa e modos de enfrentamento que a doença propõe aos mesmos12.

Ainda existi obstáculos aos profissionais de enfermagem em sua assistência, pois se aumenta a ideia de medicar a doença, assim faz com que o enfermeiro esteja mais engajado nas ciências psicológicas, hormonais, neurológicas e genéticas e a função dessas ciências na doença13.

A enfermagem na psiquiatria tem ações que estabelecem uma melhora na vida social do paciente e seu familiar. Contribui em prestar conhecimentos sobre a doença, além de cooperar no tratamento patológico14.

Hoje em dia, os cuidados de enfermagem com o esquizofrênico são prestados na rede de saúde mental, mantida pelos municípios que visam em dar a inclusão social e diminuir as internações, decorrentes da doença15.

Essa rede é composta por diversos serviços de saúde e cidadania, que aplicam a reforma psiquiátrica, com a intenção de inserir o paciente na sociedade. E composta pelo CAPS (Centros de Atenção Psicossocial); saúde mental na atenção básica com os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) e leitos de atenção integral em hospitais gerais16.

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Os enfermeiros devem compreender que o paciente esquizofrênico é uma pessoa única e por ser portadora da patologia, apresentará sintomas e sentimentos aleatórios, na qual os profissionais trabalhem para retardar a doença e inserir o paciente na sociedade, assim seus cuidados serão direcionados, exclusivamente ao tratamento e cidadania do paciente esquizofrênico2.

O enfermeiro ao cuidar do paciente esquizofrênico, deve mostrar uma grande influência dos seguintes olhares: o empírico, com destaque no cuidado baseado no senso comum, o científico, em busca do conhecimento sobre as patologias para organizar o processo de trabalho e a autoritária, identificando a limitação de autonomia articulada17.

Conclusão

A esquizofrenia é uma patologia que deve ser acompanhada de perto. O paciente tem muitos efeitos colaterais com as medicações administradas, e muitas às vezes acabam abandonando o tratamento medicamentoso. É importante o acompanhamento da família para que haja um bom resultado no tratamento do esquizofrênico.

Os trabalhos multidisciplinares também são importantes, como as terapias ocupacionais, lazer, palestras de motivações e terapias em grupo com a família para que ela seja informada e socializada com a patologia, gerando numa melhora na qualidade de vida de ambos.

Os enfermeiros e demais profissionais da saúde estão cada vez mais de adaptando nesta nova modalidade de assistência das doenças mentais. A capacitação é o melhor caminho para o aprimoramento de novos conhecimentos para o cuidar individualizado.

Referências

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3. Lima DU, Garcia APRF, Toledo VP. Compreendendo a equipe de enfermagem na assistência ao paciente esquizofrênico. Rev Rene. 2013; 14(3):503-11.

4. Silva ALA, Guilherme M, Rocha SSL, Silva MJ. Comunicação e enfermagem em saúde mental: reflexões teóricas. Ribeirão Preto: Rev Latino Am Enferm. 2000; 8(5).

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8. Häffner H, Heider W, Behrens S, Gattaz WF, Hambrecht M, Löffler W, et al. Causes and consequences of the gender difference in age at onset of schizophrenia. Schizo Bull. 1998; 24(2):99-113.

9. Goldstein JM. The impact of gender in understanding the epidemiology of schizophrenia. In: Seeman MV, editor. Gender and psychopathology. Washington (DC): American Psychiatry Press. 1995; 159-99.

10. Souza LA, Coutinho ESF. Fatores associados à qualidade de vida de pacientes com esquizofrenia. Rev Bras Psiquiatr. 2006; 28(1):50-8.

11. Oliveira AGB, Alessi NP. O trabalho de enfermagem em saúde mental: contradições e potencialidades atuais. Ribeirão Preto: Rev Latino Am Enferm. 2003; 11(3):333-40.

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13. Townsend MC. Enfermagem psiquiátrica: conceitos de cuidados. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2002.

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14. Giacon BCC, Galera SAF. Primeiro episódio da esquizofrenia e assistência de enfermagem. São Paulo: Rev Esc Enferm USP. 2006; 40(2):286-291.

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16. Cardoso L, Galera SAF. O cuidado em saúde mental na atualidade. São Paulo: Rev Esc Enferm USP. 2011; 45(3):687-691.

17. Lima DU, Garcia APRF, Toledo VP. Olhares da enfermagem para o paciente esquizofrênico: implicações do processo saúde doença para o cuidado. Recife: Rev Enferm UFPE. 2013; 7(5):4325-31.

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