Cliff
As
fotos do show
IAToGRoSSo
A entrevista
IARllY
A
vida,
em
duas
páginas
"ARROXO"
CURSO DE JORNALISMO DAUFSC.
FLORIANÓPOLIS,
13a 27 DEMAIO DE 1991 • ANOIX,
N: 1ZERO
CARTAS.
LINHA DIRETA
o último
premiado
(anualmente
necessária);
só agoraojornal
estásendo pu blicado. Mas a esperavaleu,
não apenas
pelo
reconhecimentoda
Playboy
que, certamentenos
estimula,
maspelo
que
traz�mos
nesta.e�ição.
Quanto a nossa posiçao no
ranking,
talvezatéporjá
termos desfrutado de uma séti ma
colocação, depois repri
sada,
o resultadoenfim,
nãonos preocupa, porque temos
mínimo de 24x30 cm e máximo de4Ox50 cm. Para o
catálogo
eparaaconferência internacional
de
imprensa
devem ser fornecidas duas
reproduções
de cada foto inscrita em formato 18x24.As
fotografias
não serãodevol-consciência de estar condu zindoumdos melhorescursos
de Jornalismo do Paísecerta
menteomais
regular
ecríticojornal-laboratório
brasileiro. Isto não épretensão,
antesum
esclarecimento,
a manifestação
de umapostura.
Eo
elogio
não vai fazer comque nossa'
equipe
se acomode. Pelo contrário.
Por
força
dalicitação
atrasada ficamoscomapenas dois meses para executar
quatro
edições,
quepretendemos
cumprir
comseriedadeepro
Iissionalismo, em regime
quinzenal.
Esta carta estáaqui
paragarantir
estaintenção,
que nãonosassusta.Afinal,
ainda no semestrepassado experimentamos
diversas
edições
semanais que,embor�
descumprindo
pr�
zos, sairam com uma veloci
dade
impensada
paraumjor
nal que sempre foi mensal.
Então,
fique
atento: aocontrário do
presidente,
va mosestimularacultura,
a colunado
malho,
todo mêsteremos uma
página
defotogra
fia,
perfis,
entrevistase mais emelhoresreportagens.
OIJ
e
Fenaj
promovem
concurso
fotográfico
vidas.
Os vencedores de cada cate
goria
concorrem a umamedalhadeouro,duas deprataetrês de
bronze;
além dediplomas.
Masnão é
só,
cincograndes
prêmios
entramna
disputa.
Dois daOU,
outroda Kodak
(US$
3000 paraamelhor fotoou
ensaio/cor),
daFenaj
(US$
2000 para vencedor.nacional)
e;umaviagem
deestudos da União dos Jornalistas da URSS. Desua parte, a OU ga
ranteoGrand Prixcomumabol
sa de estudos deUS$ 3000 para
afoto ouensaioquemelhorre
trateolema doevento
(autor
assiste a abertura da
exposição
com
viagem
eestadiae oPrêmioSpecial,
comumabolsa deestudos deUS$1000 paraotrabalho que melhor demonstre
esforços
pela
liberdadeedemocracia. Todos osconcorrentesrecebem di
plomas
e ocatálogo
daexposi
ção. O
júri
vai serformado pornove
jornalistas
depaíses
diferentes. O resultado será divul
gado
em uma conferência inter nacinal dejornalismo.
Outros detalhes e fichas de
inscrição
vocêpode
obternoSin dicato de Jornalistas e o prazofinal é o dia 30 de maio. Me
xa-se.
Saímos
na
Playboy.
E
aí?
A
Federação
Nacional dos Jornalistas(Fenaj)
e oSindicato dos Jornalistas de Santa Catarinavêm
agradecer
oapoio
do Departamento
deComunicação
aoXXIV
Congresso
Nacional dosJornalistas,ocorridoentre31 de
outubro e 3 de novembro de 90
em
Florianópolis.
Sem esseapoio
teria sido difícil concretizar com
-pleno
êxito o referidoevento.
Armando Rollemberg e Celso Vicenzi,
presidentes
daFenaj
eSindicatodosJornalistasSC
Acima
damédia
Minhas
atribuições
aqui
comoombudsmanme
impedem
derealizar análise detalhada do ZE RO. Mas o
jornal
me pareceubem acima da média dos
jornais
laboratórios que tenho visto- to
dos muito
rapidamente,
friso. Quantoàdiagramção
eumechocoapenascom o excessode hori
zontalização.
Mesmoem tablóides,
avocação
plástica
dojornal
é vertical - lemos da
esquerda
paraodireitaede cima para bai xo.Achei também bemapurada
ebem escritaareportagemsobre
o fim da
exigência
dodiploma
(o
título falavaemfimdodiplo
ma
-oquenofundo acaba sendo
um futuro
possível...)
Em todocaso,
parabéns
à turma.Caio Túlio
Costa,
ombudsmandoFolha deSãoPaulo
MALHO.
Nãosedeixe enganar por boas in
tenções.O alerta é para todos video
markers queestãoseduzidosaacei
tarapropostadaequipede
produção
do progr.ama "A TV tambemtevê"geradoaossábadospelaRBS-TV de
Florianópolis. O que eles querem é
acolaboração espontâneadosauto
res que cedem suas produções em
trocadeveiculaçãonarede estadual.
Fuja, pois
osalunos do Curso de Jor nalismosãoasprimeirasvítimas. Foram cedidos fO vídeos
produzidos
pelo
nossolaboratório devídeo,comdurações diversas que, na veicula
ção, foram literalmente mutilados.
A velha história: rara respeitaros
espaços comerciais os vídeos são
"adaptados"
ao espaçodisponível.
Dessa forma, todos vídeos cedidos
pelo
Curso foram apresentados emtrechos;
inclusive casosdramáticos,de proauçõescommais de 30 minu
tosque não tiveram sequer dois mi
nutoseditados. Bolapretapra pro
duçãodo programa. Ouapresentam
ostrabalhos
integralmenté
semfrescurinhas futurísticasoucancelamo
projeto.
Ajudadessetipoacaba des truindoumaboaidéia: revelar talentosedemocratizaratelevisão.
***
Melhor
Peça
Gráfica
I,
/I
e/1/ Set
Universiterio
Maio 88
Setembro
89Setembro
90 Jornal-laboratório do Curso deJornalismodaUniversida deFederaldeSanta CatarinaArte:Frank
Colaboração:
Dalton Barre to, RenataRosa, professores
Gastão
Gassen,
Gilka Girardello,
Valei Zuculotto.Diagramação:
Adriana Mar torano,Angelita
Correa,
Fernanda
Medeiros,
João Paulo CorreaMiller,
MartaScherer,
NilvaBianco,
SimoneFritsche.
Edição:
FabianoMelato,
Ge raldoHoffmann,
Nelson Lorenz, Nilva
Bianco,
RicardoJacques.
Edição
esupervisão: profes
sor Ricardo Barreto(MTb
2708
RS).
Fotografia:
Cleide de Oliveira, Deise
Freitas,
EduardoSimões,
IvaldoBrasil,MuriloNaspolini,
Nani Gois, PedroMelo,
Raquel D'Avila,
Ri cardoJacques,
Rogério
Reis,
Victor Carlson.
Laboratório
Fotográfico:
DeiseFreitas,
Pedro Melo.Textos: Ana Cláudia Mene
zes,Claudine
Nunes,
Cristiane
Cardoso,
Geraldo Hoffmann,
Jacques Mick,
JanaínaDias,
KátiaKlock,
Marli He nicka,MuriloNaspolini,
Nelson Lorenz, Nelson
Correa,
Nilva Bianco, Ricardo Jac ques, Romir
Rocha,
SaraCaprario,
SílviaPavesi,
VictorCarlson,
Viviane deAraújo,
Teresinhada Silva.
Acabamentoe
impressão:
Im pre farRedação:
UFSC-CCE-COM - Cursode Jornalismo- Trin dade- CEP 88045- Florianópolis/SC
Telefones:(0482)
31-9215 31-9490 Telefax:(0482)
33-4069Distribuição gratuita
Circulação dirigida
Para comemorar seus 45 anos
deexistênciaa
Organização
Internacional dos Jornalistas
(OU)
ea
Federação
Nacional dos Jornalistas
(Fenaj)
estãopromovendo
a15�
edição
doconcursofotográ
fico
Interpressphoto
1991,cuia
exposição
será feitaemsetembronoRio de Janeiro. O lema deste
ano é "Pela Liberdade, Demo craciaeVida Humana". Podem
participar jornalistas, fotógrafos
que trabalhememregime
full-time, como
correspondentes
oufree-lancers,
parajornais,
revistas,
agências
de notícias e redede televisão de
qualquer
país
-a OU
representa Federações
deJornalistas
de.
mais de120países.
Podem concorrer fotos isola dasou emsérie,
emPxB ou emcores,através de oito
categorias
subdivididas em foto isolada e
ensaio: Notícias
(acontecimentos
individuaisoudegrupo),
Retratos
humanos, Desportivas
(even
tos, atividade
infantil,
de campeões, treinamentos,
treinadores,
curiosas),
OHomeme oTrabalho,O Homeme aArte,Ciên cia e
Tecnologia.,
O Homeme aVida
(Cenas
decotidiano)
eHomem, animais eNatureza. Para
a
competição
asfotos,
PxB ouem cores, devem ter tamanho
Desafio
agora
/ .
e
Inovar,
quinzenalmente
A
dedicação
e tenacidadede
alguns
professores
e alunos do Curso de Jornalismo
queexecutamoZerose viure
compensada,
em março passado,
com apublicação
doranking
das melhores facul dades do Brasil da revistaPlayboy.
Não porque tenhamos
despencado
danonapo
sição
de 90 para fora da hstaneste ano, masporque,
pelo
menos, duas razões de orgu lhointerno tenham sidoreco
nhecidas: este
jornal
que você tem nas mãos e o
PPPJ,
sigla
que traduz oPrograma
Permanente de
Pesquisa
parao
Aperfeiçoamento
e Democratização
do Jornalismo. Fomos citados nominalmente.
Você deveestarsepergun
tando o motivo de só agora
estarmos colocando isto.
Bem,
énossaprimeira edição
de 91 e,
pelas conseqüências
ALIENAÇÃO
Descaso
com
privatização
é
geral
ção
àcriação.
de vagas no.ensino.noturno.eaoamparo e incremento. à
pesquisa.
Nãoéespecificada
aformacomo. sedaráestepagamen
to, nem os critérios para a
cobrança,
e muito. menos apartir
dequeano.poderá
serimplantado.
Casoogoverno decidisse
cobrar o valor de US$ 20 mil de cada universitãrio,
hoje
arrecadaria um totalde Cr$ 6
milhões,
ou divididoem
parcelas
deCr$100mil por mês durante cinco.
anos.Acoordenadora
geral
do. DeE, Dóris Gomes, acha queoserviço
civil pode ser uma coisa boa, mas
adverte que do
jeito.
que oProjeto' coloca,
elevem como. forma de pagamento,
privatizando
as universidades. O
professor
AlmeriFinger,
dapós-graduação
de
Administração
em universidades,
tem a mesmaopinião
do ex-reitorehoje
membro do Conselho Fede rál de
Educação,
ErnaniBayer.
Eles pensam queseria bome válidoum
serviço
voltado para acomunidade
em
instituições públicas.
Outro item
polêmico
queatinge
diretamente os estudanteséa
criação.
do Examede
Habilitação
Profissional.Este exame será feito.
pós
colação
de grau e somentereceberá o
registro profis
sional,
podendo
exercer aprofissão,
aquele
que passarna
avaliação.
Comestaprova, o governo
pretende
identificar
quais
asuniversi dades de ensinosuperior
que estão formando maus
profissionais.
OProjeto
dizqueesteexameservirapara
banir
aquelas instituições
quesemostraremincapazes
de prepararseusalunos pa ra o enfrentamento da pro
va
põs-c'o
lação.
ErnaniBayer
discorda do exame."Se aescola não.tem
quali
dade,
vamosmelhoraraes-Na
UFSC poucos
se
uniram
contra
ensino pago
Um estudante universitá rio.custaparaogo.verno.em
média US$ 4 mil por ano,
conforme os últimos levan
tamentos do Ministério. da
Educação..
Levando emconta queeste aluno.
faça
o cursoem cinco anos, no.fi nal deseusestudos eleestará devendo.umtotal deUS$ 20 mil para os cofres
públi
cos. Corno o.ensino supe
rior é
gratuito
nas instituições federais,
o universitário,
até agora, nunca teveque pagar
pelos
seuse,stu
dos. Masogovernoesta fa zendo de tudo _para mudar
estas normas. Ele
justifica
que as universidadespúbli
cassãoas
responsáveis pela
precariedade
do. ensino deI?e 2? graus, porroubarem
os poucos recursos que po
deriam ser
repassados
àeducação
básica. Outra dasalegações
do governo paraquerer acabar corn as uni
versidades federais é a de
que "o ensino
gratuito
beneficia quemmenos
precisa
dele".
O fim da
gratuidade
do ensinosUl?erior
fazpartedeumdostresitens do.
Projeto
lançado. pelo.
ministro daEducação,
Carlos Alberto. Chiarelli, nodia 15 de março. Este item é chamado de
Serviço
CivilObrigatório
ecompromete o estudante a
prestar um trabalho comu
nitário
depois
de formado. Seria uma forma de pagamento, Para
aqueles
quetêm
condições
de pagar enão
quiserem
exercer esteserviço,
será cobrada umaindenização.
OProjetão
do.MEC destinaesta
indeniza-.
cola e não inventar pro.vas
de
avaliação
paraoaluno". Oprofessor
Almeri Finger díz queo examede habi
litação
tira da universidadeo
poder
decapacitação
profissional. Ele acha que a
idéia não é tão
ruim,
masé
preciso
ver quem fará ecorn o será
aplicado
esteprocesso de
avaliação.
Amaior
preocupação
do pro fessorFinger
é gue,com esta
medida,
odiploma
nãová termuita
importância,
esimo examepassea
figurar
em
primeiro
lugar.
Com isso, ele acredita que além do.s cursos
pré-vestibulares,
vão-se
criar,
então, cursospara formandos, agora des tinadosa
ajudá-los
asairda universidade. Istoserá maisuma forma de mercado. Opontomaisextenso.do.
Projetão
do. MEC é o quetrata da Autornonia Uni versitária.
Apesar
dejá
constarna
Constituição,
elanunca foi definida. Este itemésubdivididoemcinco partesetratado.
Regime
Ju-fessorése servidores é para
que
seja
votadaaLei de Di retrizeseBases(LOB),
queestátramitandohá trêsanos
no
Congresso.
Nacional. ALOBéum.
projeto
com 140artigos
feito por educadoresetemcomopropostaoensi
no
gratuito,
democrático ede
qualidade.
Segundo
adireçao da
Apufsc-SSind
e daAsufsc, o governo Collor
tenta desconhecer todo o
processo de
elaboração
daLOB,
que durou seis anos,querendo
aplicar
o novoprojeto
doMEC,
que secontrapõe
a esta propostados educadores.
rídico,
da Autonomia Acadêmica, Financeira,
Admi nistrativaedaAvaliação.
Apresidente
daAsufsc,
Helena
Dalri,
diz que a autonomia que o
Projeto
está propondo
é deangariar
recursos no Estado. Enão é por
esse
tipo
de autonomiaquea
categoria
vemlutando. Osservidores,
assim como o.sprofessores
ealunos,
decidiram em assembléia
geral
votar contra o
Projeto
doMEC,
também conhecidocomo
"Proposta
de umaNova PolíticaparaQEnsino
Superior".
.
O secretário da
Apufsc
Sr.
Sind.,
Paulo PinheiroMachado,
disse que o Projetão
só tem temas, não éuma
lei,
eéimpossível
aceitar assuntos sem critérios e
explicações.
Elaacha queoprojeto
merece umagrande
discussão e que não é de
uma hora para outra que
vai-se decidir mudar nor
mas tão.
importantes.
Amaiorpreocupaçãodos
pro-O ministro Chiarelli deu
um prazo de 60 dias
para
que o
Projetão seja
diSCUtidoeavaliado
pelas
universidades. Esteprazo termina
em 13 de maro, Neste
dia,
o ministro. disse que vai co
meçaroprocesso de
edição
paratransformã-lo em_pro
jetode lei. Com
isso,
Chia relli enviará para votaçãono.
Congresso
Nacional.Lei de diretrizes
e
bases é
a
alternativa
A
paralisação
dos dias 9 e10 de abril foi um manifesto à
rejeição
dos vetos que opresidente
Collor havia imposto
aoRegime
Único,
àsnovasmedidas do
projeto
do MECe aoprocesso de sucessão na
reitoria,
que acontecerá este ano. O
Congresso
derrubou cinco dos vetos dopresidente.
Na Assembléia Geral Universitáriadodia10,
os três
segmentos
daUFSC,
professores,
servidores e estudantes,
votaram contra oProjetão
dando ênfase paraa
aprovação
imediata
dablicae
gratuita.
Foi decidido que 13 de maio éoDiaNacio nal de Luta para todosossetores da
educação,
incluindoredes
públicas
eprivadas.
Neste
dia,
ainda será feitoumato no
Congresso
Nacionalprotestando
aProposta
doMECe paracontestarcontra
ofim do
ensino
gratuito.
No dia 8 de
maio,
estudantesda UFSC
participaram
damobilização
realizadano calçadão
em frente à Catedral deFlorianópolis.
Cadacursolevou oque
produziu
nas salas de aula. Foi também um
manifestoem defesa do
ensi-no
público.
.
O
Congresso
marcadoparao
período
entre 29 de maioe 2 de
junho,
emCampinas,
também vai ter como tema
centralaluta
pelo
ensinogra tuito. O DeEestáquerendo
levar dois ônibus para esteCongresso.
Querendo
parti
cipar
eajudar
a defender auniversidade
gratuita,
informe-semelhorcomoscoorde nadores
do DCE,
no Convi vência. Docontrário,
você é quemperde.
TexlDs:Kátlll KIDCk LDB.
O Sindicato Nacional dos Docentes das
Instituições
de EnsinoSuperior
(Andes-SN)
realizou o II Conad Extraordinário de 11 a 13 de
abril,
emBrasília. O congresso foi
organizado
para debater a"Proposta
deumaNova Polí tica para oEnsinoSuperior"
(Projeto
doMEC)
eo-estágio
de
tramitação
da LDB noCongresso.
O encontro propôs
umacampanha
contraasmedidas do
MEC,
procuran doagilizar
avotação
da LDBedefenderauniversidade
pú-"
Cuidado,
ninguém
escapa da
cólera
Protejam-se
asatividadespubli
citárias! Estánas ruasdesde 11 de
março,
paladino,
que vainoslivrarda
propaganda
enganosaouabusiva. Trata-se do
Código
'de DefesadoConsumidor,umanovidadeno
Brasil. Nosseus119
artigos,
oquemuito
julgam
umexagero,oCódigo estabelece osdireitosedeveres
dos consumidores e fornecedores.
Determina, por
exemplo,
que todosos
produtostragam
aespecifi
caçao desua ongem,composlçao,
preço e prazo de validade. E em
caso de transgressão, nosso herói
defensor nãodeixa pormenos: tan
toa
agência
depublicidade
quantoo
patrocinador
do anúnciopodem
pegar de três meses a um ano de
cadeia,e asmultas para quem abu
sa do consumidor variam de Cr$
38 milaCr$300 milhões.
Mas,porenquanto,o
código
nãovai levar
ninguem prá
cadeia. Segundo
oresponsável pela
fiscalização do
procon/SC,
Julcionir Soares, O
Código aguarda
uma leicomplementar
que oajuste
àsleisNo
Brasil,
um
milhão
podem
perder
a
vida
Santa Catarina estácompleta
mente vulnerável à entrada da cólerano
Estado,
devidoàdensidade
populacional,
ao saneamentobásico
precário,
agrande
mobilidade de pessoase aofato deoEstado
abrigar
cidades portuáriascomo
Itajaí,
São Franciscodo
Sul,
consideradasáreasde risco. Alémdisso,outraportade entrada para adoença, segundo
odiretor deVigilância
Sanitária da SecretariadaSaúde,
Dr. Má rio Flores, é através dospaíses
vizinhosArgentina
eParaguai,
devido ao
grande
tráfego
de caminhões e ônibus catarinenses poresses
países.
Paraevitaraentrada da cólera
emSanta
.Catarina,
aSecretaria daSaúde,
juntamente
comaCasan, Fatma, Acaresc,
Fundação
SESCr.Saúde dos Portos forma
ram uma comissão estadual de
prevenção
àdoença
que, segun do aOrganização
Mundial daSaúde
(OMS),
vaiatingir
3 mi lhões debrasileiros,
podendo
matar a metade. A
comissão,
quesereúnedesde março,
já
ela borou um material técnico cominformações
sobreacólera,
queestá sendo enviado a todos os
municípios
do Estado para serusado
pelas instituições
de saú de.Aordem agora,
segundo
oDr.MárioFlores,é que cadaumdos
municípios
catarinenses formeuma comissão
municipal'
paraprevenir
ediagnosticar
adoença.
OLHOVIVO
Mais de 90% dapopulaçãocorre orisco do
contágio:
apenas8,5% do estado têmseusdejetostratados"Nósnãovamos
conseguir vigiar
oEstado todo". Ele acredita ain
da que desta formasefará"uma
vigilância
sensível que possa detectar
precocemente
adoença".
Além
disso,
aSecretaria da Saú devaidesignar,
apartir
dapróxi
masemana,doisoutrês
especia
listas em áreas como
epidemio
logia
elaboratório,
para dar palestrassobre acóleraemmicro
regiões
doEstado. Alémdisso,
um folheto
explicativo
será dis tribuído para toda apopulação.
"Aparte técnicado material
já
está
pronta,
falta apenas viabi lizarasverbas", dizodiretor.Em Santa
Catarina,
morreram50 pessoas, sóna
capital,
duranteas duas
epidemias
da cóleraocorrida no Brasil nos anos de 1855 e 1893.
Agora,
apesar dasprecauções
que estãosendo tomadas para evitarumnovosurto
da
doença
em SantaCatarina,
oDr.Mário Floresnãoseilude:
"a
partir
do momento em quea
doença já
estánopaís,
nãohánada que evite sua entrada no
Estado.
As
condições
precárias
do saneamentobásiconoEstado "são
uma
obviedade",
diz o Dr. Má rio. Ele sabe do que fala. Deacordocomdados da
Casan,
somente
8,5%
dapopulação
catarinense
podem
sedaraoluxo depossuir
umarede deesgotoade-.
quada. É
o caso de Balneário Camboriú(único município
do Estado que realiza tratamentodo
esgoto),
Joinville,
quetemsóuma
parte
do sistemaconcluído,
eoutros10 pequenos
municípios
do meio rural quetêmfossa
sép
ticacomlatrina,
graçasa umcontrato firmado entre Casan e o
banco alemão KFW. A
região
da
grande Florianópolis,
continente e ilha
incluídos,
não temtratamento de esgoto. Os
deje
tosvãodireto para osleitos flu
viais, o que facilita a contami
nação
deágua
e alimentos coma
possível
presença do bacilocausador da cólera.
T.e,esinha
Silvaem
vigor.
Essalei"já
eraprá
tersaído", diz ele.O que
pode
acontecerporenquantoé queseoPro
com receberumadenúcia de irre
gularidade
baseadanoCódigo,
ele vaiverificare, seforo caso.vobrigará
oresponsável
aajustar-se.
OProeon não
pode, porém,
caracterizaro abuso comoumainfração.
Nos
aluguéis,
oCódigo
estabelecequeaimobiliária não
pode
cobrardas pessoas queprocuramimóveis,
GARAHTII'10S PoR t5C.RI"TOQuE
SE '10CE. COMPRAR �'!.OS
PRODUTOS.N<!ÍSVAMOS�R
MAISDIHHEJRODOQÚE \()C�
para alugar as taxas abusivas que
normalmentecobra. Se for denun
ciada, a imobiliária
pode
ter quepagarumamultae o seu
proprie
táno
pode
sofrer processoporestelionato. O
código
também estabeleceproteçãocontratualaos consu
midores.
Segundo
oartigo 47, "ascláusulas contratuaisserão inter
pretadas
de maneira mais favorávelaoconsumidor". Ascláusulas que
implicarem limitaçõesaos direitos
ZERO. MAIO91
4
Falar
bem
de
um
produto
ruim,
agora dá
cadeia
do
-consumidordeverãoser
redigi
das e
apresentadas
comdestaque,
de maneira a serem facilmente
identificadas,
Oconsumidorlevavantagemdo começoafim do
código.
"Amaiorprova disso é que antes o consu
midor
tinhaqueprovarsuadenúnCia,agorao acusadotemquepro
varqueadenúncianãotemfunda
mente", diz Nilo
Sérgio
Quintinodos Santos, que acupou
interina-!
Acompanhe
passo
j
i�
a
passo
como
a
:II'I:
I
doença
nos
pega
.!
lit
A
doença
-O bacilo causador da cólera
(vibrio
cholerae)
seinstalanointestino
delgado
equando se
multiplica
provoca diarréiase
vômitos,
levandooportadora
perder
até20 litros deágua
por dia. Aincubação
dadoença
pode
durar5 dias. Sintomas- Diarréiasaguda
decor
esbranquiçada,
cólicas abdominais, desidratação
rápida,
per da de peso, doresnocorpo,náusease
vômitos,
cãimbrasecolap
sos,
pele
azulada seca eenrugada,
e sede.Contaminaçâo
- Aágua
écontaminada por
fezes,
vômitos eoutros
dejetos
que contenhamobacilo.
Ingerir
água
oualimentos infectadospelo
bacilo éavia para
contaminação
denovosportadores.
Precauções
-Ferver
água
e leite, antes do consumo
(a
água
também deve ser tratada com
cloro).
Alimentoscrus comofrutosdomar,por
exemplo,
devemserevitados ou substituídos por
pratoscozidos. Hábitos de
higie
ne são fundamentais. A vacina anticóleranãoage sobre
pacien
tes
já
infectados e demora seismesespara atuar.
menteo
cargó
decoordenadordoProcon/SC de 19 demarçoa26 de
abril. ParaNilo,o
Código
veioreforçar os
prowamas
de defesa doconsumidor. 'Ele estabelece defi
nitivamenteaidentidade doconsu
midor,identificaosabusos,eapre
senta
tipos
penais
quepermitem aautuação",
diz. Uma dasgrandes
vantagens trazidas
pelo Código
éo
artigo
71, que fala dacobrançade dívidas: "Utilizar, nacobrança
de
dívidas,
de ameças, coação,constrangimento
físico ou moral,afirmação
falsas, incorretasou engan�sas,oude
qualquer
outroprocedimento
que exponha
o consumidor aridículo ou interfira com
seutrabalho,descansooulazer,po
deacarretar
detenção
de trêsmeses
-a umano, mais multa". Nestestem
posemque há tão pouco dinheiro
em
circulação,
limitar a ação dos"desagradáveis
cobradores", já éuma
grande ajuda
queoCódigo
dá aosbrasileiros.Florianópolis,
bairro deCapoeiras.
Chega
um carrodeuma
TV;
orepórter
desce.esbaforido,
parece termuitapressa; a
porta
docarro fica aberta. Eleentranoarmazémdirigindo-se
diretamente à mulher atrás do balcão: "como está a vida de vocês de
pois
que os sem-teto invadirameste terreno
aqui
perto?
Desvalorizou a moradia de vocês?" A mulher
prefere
não
falar,
chama o maridoque também nãoquer gravar entrevista. Um
freguês
queestanocantodo
armazém,
seaproxima
dorepórter
e mostra-seanimadocoma
possibi
lidade de falarnomicrofone.
Ele concorda com a ocupa
ção.
"Eles não dãoproble
mas,atélimparam
o terreno, moço, tão acabando com osratos". O microfoneestádes
ligado;
orepórter
não fezquestão
de gravarestedepoi
mento e arremata: "nãodão
problemas
agora, no futuropodem
dar". Volta parao ca ro e saiprocurando
alguém
que dê a entrevista que ele
quer.
EleéHélio
Costa,
ofolcló ricorepórter
policial
catarinense que aparece todos os
dias na
TV,
no programa doapresentador
edeputado
federal
pelo
PFLCesár Souza. Ficou conhecido por tornarsuas matérias verdadeiros in
terrogatórios
policiais
-"Faço
estetipo
ejornalismo
por causa da audiência". Além da
TV,
Hélio também trabalhaparaaRádioGuara rema.Vagabundo,
bandido,
semvergonha
e malandro são al gunsadjetivos
que ele costuma usar com as pessoas que
entrevista. Acha-se o máxi mo, quase um
herói,
afinal eleajuda
apolícia
alimpar,
asalvara cidade damargina
lidade. E com
orgulho
afir ma: "os bandidos têm maismedo de mim do queda
polí
cia".Segundo
ele,
ninguém
em
Florianópolis
rouba para comer e sim para comprardrogas
e"como são todosunsvagabundos
mesmo, não fazdiferença
nojeito
que sãotra
tados. E
olha,
prefiro
serchamado decarrasco do que in
justo,
'visse'?".Ele tem por volta de
1,80m,
não égordo,
o rostoé
largo,
oqueixo quadrado
equando
chega
de dedo emr;--':;;;;;;;;==:::;�__.i?--�_.;-:-;;;-"'-:�=:;;;;;;;;��.
-;;-:-.-;;-;-j
eusou as mesmaspalavras
que.'
�
usaquando
entrevistaalguém
(;::)
:\ '
Ii "do morro". Ele acha que
\'--'
Ii,'::
ArieNiltonpoderiam
nãoes-"£'?};:!""¢N\ .. tarem sabendo dos roubos e
venderemoscarrosinocente
mente.
Ele não se acha sensacio
nalista,
mesmoquando
contentaa
platéria
dojeito
maisóbvio
possível:
"euagrado
opovo,neÓ. "A
RCE,
empresaonde
trabalha,
temomaioríndice de audiêncianastardes
de
segunda
àsexta-feira,
concorrendocom
novelas,
filmes e programas infantis das outrasemissoras.
Apesar
da boaaudiência,
Hélio Costa também é criticado. Paulo Ro berto dos
Santos,
eletricista do bairroIpiranga
nãosuporta Hélio Costa: "Não enten
docomo umapessoaquenão
em
respeito
porninguém
pode falarnaTV".
Héliocomeçou atrabalhar
em 1978 no
rádio-jornal
"A Verdade"ondefaziapolítica,
era setorista da Assembléia. Passou
pela
TVEldorado,
participou
doprojeto
dos Jor naisAssociados,
trabalhouna TV
Barriga
Verde. Alémda
política,
cobriatambém oesporte,
mas suapaixão
sempre foi a
polícia.
Amigo
dos homens - Elequerseu
próprio
programa deTV,
só com matériaspoli
ciais:
"queria
termaistempo
deinvestigar
os crimes queacontecem na cidade e tam
bém
nó
estado". Como únicorepórter' policial
de TV emSanta
Catarina,
ele é sempre qprimeiro
a ter as notícias.E
amigo
de todososdelega
dos,
conhece todososfuncio nários detodas asdelegacias
e tem trânsito livre porelas. Duranteasemana,pelas
manhãs,
ele faz a rondapelas
DPs. Faz
questão
dedirigir
o carro
"pois
os motoristas são muitorelapsos".
Em al gumasdelegacias,
Hélio nãoprecisa
parar:quando
ospoli-ciais vêemo carro da
TV,
logo vão fazendo
gestos
indi cando sehá notíciaou não.Ele acha a
polícia
estadualmuito eficiente e dedicada. "A
polícia daqui
cresceu, "entendesse"? Tá sempreseorganizando
trabalhando". Eleacha ótimoquando
a Po lícia Militar sobe o morroprocurando,
comoelediz,
os"novos malandros". "Lá é o
foco da
malandragem,
néó".RIN-TIN-TIN
"Agrsdo
O
pOVO
e
assusto
os
malandros. Pretiro
ser carrasco a
injusto"
ristena caradeseusentrevis
tados,
realmente provoca mais medo doque apolícia.
Caras e bocas - Hélio
Costa nunca escreve suas fa
las ou
organiza
nopapel
asperguntas.
Prefereapostar
nos seus
quinze
anos de trabalho e acaba caindo em ex
pressões
gastas
eultrapassa
das. Faz mil caras ebocas e,
comobom
manezinho,
franze
a testa o
tempo inteiro,
deixando linhas brancasem con
trastecom a
pele
bronzeada.Mas suamaneirade entre
vistar
pode
mudarmuito.Umexemplo:
com Nilton Amaro Vieirae AriVenâncioda Sil va que venderam em Santa Catarina nove carros rouba dosemSão Pala ecomdoeumentação
falsificada em Maringá
(PR),
Hélio Costa nãoHélio Costa
não
perdoa,
.condena,
ZERO. MAIO 915
1''''-., ". '" '" > , �, • , ,..Eo
repórter
policial
pensa emaproveitar
adivulgação
queseunome
já
temnorádio enaTV,
eem selançar
candidato nas
próximas eleições,
como fez seu chefe César Souza. Opartido
ainda não estádefinido,
pode
ser oPFL,
oPDS,
o PDT. "Aideologia
dopartido
não importa,
vouseguir
a minhaprópria.
Tenho 37 anos, ninguém
mefazacabeça".
Eleitor de Collor e
Kleinübing,
eie
nãovênenhumadiferença
entre os
partidos.
Mas confessa que está um pouca de
cepcionado
com seupresi
dente.
Saudade da ditadura
-Depois
deeleito"
diz que vai acabarcomtodaa malandra gem que tempor aí. Para elenem oscivisnem osmilitares fizeramnadacerto.Os milita
res,em sua
opinião
teriam sido mais eficientessetivessem fechado o
Congresso
quando
estavam no
poder.
(O
aspi
rante a
político
esquece quedurante a ditadura militar o
Congresso
foi fechado duasvezes).
Não acredita em
política
estudandil e sindical: "é só
promoção
pessoal".
Diz quesefosse dono de TVouchefe de
Jornalismo,
jamais
daria espaçoparatais movimentos, Dizquealguns
cursosuniver sitários deveriam serprivati
zadoseode Jornalismo éum
deles. Ele não tem o curso
de
jornalista
e se defende di zendo que agoraja
não temmais
tempo
de ir para a uni versidade.Hélio Costa não lê muito. Nem literatura
policial.
Aliás,
só conheceAgatha
Christie de quem não
gosta,
enunca
ouviu falar deRay
mond Chandler au Dashiel Hammett. Gosta muito does
critor
Sidney
Sheldon,
massóconsegue lembrar de um e
seus
livros,
"A Ira dos Anjos".
Gostamuito decinema,
masnão
vai,
"não dátempo".
Começa
atrabalhar às seisdamanhã e vai até as oito da
noite,
descumprindo
ajorna
da decincohoras diáriasesta belecida
pelo
Sindicato dos Jornalistas. Não fazgreve
nem reclama salário. E um
funcionário
padrão. É
umpéssimo
profissional
naopi
nião dos
jornalistas.
SlIv;a
Paves;Noêmia. "Eeutenho
problema
de colunaeúlcera. Agoraque tôgrávi da,resolvi memudar",explica
Célia,alisandoabarrigade seismeses.
As duas famílias sobrevivem de
biscates. "Nocomeçofoium pouco
difícil,poisaspessoas estranhavam
agentenãoserdaqui,achavam que
o trabalho não era de
qualidade,
mas, agora tudobem", diz Leonir.
Ele ainda não sabe
quando
ouparaondevai,nem mesmo setemcondi
çõesde pagar
pela
moradia.Segun
do Salomão MattosSobrinho, as
prestaçõesserão
parceladas
"suavemente",mas,todosterãodepagar. Assentamento- Além da viaex
pressa háumestudo paraextinguir
habitaçõesclandestinasnoPasto do
Gado. Ali, 500 famílias invadiram
um terreno, onde seria construído
um
ginásio.
As pessoas devem continuarmorandono mesmolugar,mas,
será desenvolvido um projeto de
apartamentospara 2.800 moradores. E para onde deverão ir mais 2.300 famílias.
A dificuldade em conseguir casa
própria
e opreço dosaluguéistambém incentivam as moradias clan
destinas. Para Rodolfo Pinto da Luz
apolítica habitacionalnãoatendeà
baixa renda. "Antes existiaoBanco
Nacional da Habitação, que finan
ciavacasas
populares,
só quetomourumos políticos: passou a financiar mansões". Em
Florianópolis,
faltam30 mil moradias paraumapopulação
de 250 milhabitantes,que deve che gar pertode um milhão até o ano
2000,
segundo
oNúcleo de EstudosCatarinenses da UFSC. Mesmo as
sim,
"Florianópolis
é acidade quemais constrói em Santa Catarina",
diz
Hugo
Daniel.Apropostadonovogovernoesta
dual é construir 40 milcasas emtodo
o Estado. Parapopulação de baixa
renda está em estudoum
projeto
piloto,
para quemjá possuiterreno.Ascasasterão40m2eserão
erguidas
através de mutirão. Só tem direito
quem ganha até dois salários míni
mos e a prestação não ultrapassaa
10% da renda.
Polo Turístico -
Segundo
oIPUF, grandepartedas pessoas, que
vivemnasencostasdosmorros,vie
ramdooestee
planalto
catarinense,principalmente
Lages."A
própria prefeitura
incentiva: pa gaotransporteparasaíremda cidade",
completa Hugo,
dizendo queas pessoas vão para Florianópolis
porser ocentrodas decisõeseofere
cer
oportunidade
de trabalho paramulher. Paraele,os
empresários
nãoimpedem
a ocupação clandestina, enquanto o localnão tem infra-estrutura. Depois que os moradores colocam rede deesgoto,luz,ou
seja,
valorizamoterreno, eles compram.
"Na ilhaessefenômeno não écres
centeporcausadavigilânciadosem
presários, preocupados
emtransfer má-laem"PalaTurístico".Rodolfo Pinto da Luz diz queo
estancamento estáligadoa umtraba
lho de conscientização da popula
ção. Ele achaimportante, também,
organizar
oque foiocupado,
assegurandosaneamentobásico: "uma das
grandes
causasda erosãonos morros",eevitaraampliaçãodas ocupa
ções.
VERGONHA
União transforma
Assembléia
em
curral do
Palácio
Decisão
de
Justiça
amplia polêmica
Escândalos,
irregularidades
epalhaçadas
nuncafaltaramnolegislativo
brasileiro,
epelo jeito
semr.re
existirão. No dia 8 deabri,
a AssembléiaLegislativa
de Santa Catarina foipaleo
de mais umadas incontáveisarmações
dopoder:
osdeputados
daUnião por Santa Catarina fize r�m
votar!
emregime
deurgên
CIa,o
Projeto
deModermzação
do Governo
(PMG),
provocan do areação
dosparlamentares
da
oposição,
que duranteavotação
se retiraram doplenário.
Segundo
odeputado Sérgio
Grando
(PCB),
os noveprojetos
de lei que
compõem
oPMGnãoforam distribuídos com antece
dência
para
umaanáliseadequa
da. A unica alternativaque
restouaos
oposicionistas
fOIa retiradaemmassada
sessão,
já
quenão conheciam o conteúdo do
projeto
aservotado. Grandoreclamou ainda que o
regime
deurgência
decretadopelo
Governador,
deve-se ao fato de que Collor estaria no estado no diaseguinte,
na Festa daMaçã.
Kleinübing queria
mostrar queSanta Catarina está solidária
com o
presidente,
aplicando
apolítica
do Governo Federal.Mais de mil servidores que lo
tavam as
galerias
doplenário
provocaram tumulto,
com oobjetivo
de adiaravotação.
Os deputados
Mário Cavallazzie Gilson dos Santos foram os alvos
prediletos
dosovos epapéis jo
gados pelos
manifestantes. Começa cedo - Os conflitosentre os
parlamentares
daUniãoe da
oposição já
haviam começado pela
manhã,durante a reu-.nião daComissãode
Constituição
e
Justiça,
encarregada
da análise..
das emendasao
Projeto.
Os oposicionistas fizeram várias propos
tas no sentido de
proporcionar
umamelhor análise dasemendas,
mas todas foram
rejeitadas pela
União. E, a
exemplo
do que fariam maistarde,nasessãodevo
tação, os
deputados
oposicionis
tasseretiraramdareunião.
Uma das medidas mais
polê
micas do PMG é orrojeto
delei
complementar
3/9 ,que altera
dispositivos
do estatuto dos servidorespúblicos
estaduais.As
principais
mudanças
são ofim dainamovibilidadeedo ins titutoda
agregação;
autorização
obrigatória
do chefe dopoder
aoqual
pertence o servidor para aconcessão de
licença
relativa aproblemas particulares;
e aobrigação
do servidor de contribuir rara oIPESCenquanto
estiverde
licença.
Outrasimportantes
modificações:
alicença-prêmio
não
poderá
maisserconvertidaem
dinheiro;
o adicional do triênio cai de 6% para 3% ao ano,
serãoefetuadasdemissõese ser
vidoresserão colocadosem dis
ponibilidade.
No dia 11 de
abril,
os18depu
tados daoposição
entraramcom ummandado de segurançajunto
aoTribunal deJustiça
afim deanularasessãodo dia 8.
Alega
ramo
descumprimento
do.artigo
140 doregimento
interno da Assernbléia Legislativa,
quedetermma que os
projetos
e avulsosaprovados
pela
Comissão de Jus tiça devem serpublicados
noDiário do
Legislativo
antes de iremaoplenário.
O resultado foi
positivo.
No dia18,
odesembargador
Eduar do Luz concedeualiminar,
considerando que realmente houve
desrespeito
aoartigo
140.Segun
do o textoda
propria
liminar,
"esta
providência permitiria
oconhecimento
pelos
senhoresdeputados
da matériaaserdiscu tidaevotada...Assim,
presentesospressupostosparaaconcessão
da medida
liminar,
sustoatrami tação dosprojetos
mencionadosouse,
já
encaminhados àsanção
governamental,
à AssembléiaLegislativa,
através deseuPresidente,
solicite adevolução
dosmesmos".
Na
opinião
dolíder do PMDBna
Assembléia,
JoãoMatos,
oradicalismo da
situação
eastrapalhadas
que foramcometidas,
culminaramcom a desmoraliza
ção
do PMGefizeramcomque aoposição
seunísse esaíssefor talecida.Outra artimanha - O
3over-nador Vilson
Kleinübing,
vendosuaderrota
imposta pela
liminar,
usoudeumaartimanha para dri
blar o Judiciário:
anunciou,
no mesmodia,
quejá
havia sancio nado oPMG,
contrariando suadeclaração
àimprensa
nodiaanterior,
de que só sancionaria oprojeto
no(lia
22. .Com
·isso,
no último dia25,
o
desembargador
Eduardo Luz declarouquealiminat concedida anteriormente haviase tornadoinócua
perante
àsanção
dosnove
projetos
detei quecompõem
oPMG. O mérito da
ação
aindaserá
julgado
ematé trêsmeses.O
advogado
daoposição,
JoãoHenrique
Blasi,
está estudandoa
melhor
maneirade.
recorrerju
dicialmente da decisão do de
sernbargador
ouimpetrar
umanovamedidana
Justiça.
Blasi de clarouqueconsidera lamentáveladecisao do
judiciário,
que po deria ter sido a favor daoposi
ção,
diante deumamanobrapú
blicaedescarada do governo, inclusive denunciada e notificada
na
imprensa.
JanalnsDls.
Sem
teto
e
esperança,
os
migrantes
ocupam
a
periferia
da
capital
Problema
piora:
carência
é de
30 mil moradias
Santa Catarina
possui
20 milcasasirregulares.estabelecidasatravésda
ocupaçãodeterrenos
particulares
oupúblicos.Em
Florianópolis,
existemcercade 11 áreas
ocupadas
clandestinamentequeameaçamdesabar. De
acordocom o Instituto de
Planeja
mento Urbano em
Florianópolis
(IPUF),as
principais
são:'Morro daPenitenciária, Mariquinha,Costei
ra, mas, a regiãode maior risco é
avia expressa,naentrada da cidade. "A
ocupação
desenfreada dasencostasé umdosproblemasmais sérios
e de difícil solução", diz Rodolfo Pinto daLuz,presidenteda Associa
ção Catarinense dasEmpresas do
Mercado Imobiliário- Acemi.
Na via expressamoram400 famí
lias que convivem diariamentecom
fios de alta tensão, barrancos com
risco de desaba-mento e segurança
frágil
de quem viveapoucosmetrosda rodovia. Issojáprovovouamorte
de um garoto,
atropelado
por um carro. A concentração de pessoasnesselocalaumentoumuitoa
partir
de 1986,nesta época, havia apenas 64famílias. "Istoaconteceuporcau
sa da crise financeira. Em geral as
pessoas têm vindo para cá porcausa
de falta de uma política agricola",
explica
Hugo
Daniel, assessor doCentrodeApoioePromoçãoaoMi
grante
-Caprom.
Emabril,o secretário do Continente,Salomão Mat
tosSobrinho,apresentouum
projeto
queprevêaconstruçãodeduasruas
paralelas
à rodoviae atransferênciadas famílias para outra localidade.
O
objetivo
é retirar as pessoas daáreade
perigo
eimpedirnovas ocupações.
ASecretariadeHabitaçãoeDesen
volvimento Social e a Cohab fica
rãoencarregadasdeencontrarolu
garparaoassentamentodos atuais
moradores da área.Alguns jáforam
cogitados: favela Novo Horizon
te, ComunidadeNovaEsperança,
naColoninha ou imediações
dos
prédios
do Residencial Panorama, no Monte Cristo.
"Seja
ondefor,o
importante
é que tenhaágua"diz Hélio
Borges,
morador daviaexpressa.
Vida melho- Hélio
chegou em
Florianópolishácincomeses com a
esposa Noêmiaedois filhos. Ele di
vide um casebre de dois cõmodos
com outra família: Leonir e Cé
lia,
que
têm um filho. Elescontamque vieram de Palmitosembusca de
melhoratendimento médico: "lá a
gente tinha que pagarcaro, mas
aqui, qualquer problema
é só irnoposto
policial,
aquiperto, queeleslevam a gente pro INAMPS e nós
somos atendidos de graça", conta •