UNIVERSIDADE
FEDERAL
DESANTA
oÍAÍTAR1151_.2_\__ _¿PROGRAMA
DE
POS-GRADUAÇAO
ENGENHARIA
ELETRICA
Az
Formulaçao
LMI
para
Problemas
de
Performance
e
Robustez
DISSERTAÇÃO
SUBMETIDA
UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE
SANTA
CATARINA
PARA A
OBTENÇAO
DO GRAU
DE
MESTRE
EM
ENGENHARIA
ELETRICA
César
Augusto
Rorato
Crusius
Formulação
LMI
para
Problemas
de
Performance
eRobustez
.
César Augusto'
Rorato
Crusius
Esta dissertação foi julgada adequada para 'obtenção do título de
Mestre
em
-Engenharia
na especialidadeEngenharia
Elétrica, z~'u~‹:a de c.oncentraçã.oSistemas de
Controle, e aprovadaem
sua fo1'rna.iii'1a.1 pelo curso dePós-Gradua.çã.o.
Prof. Dr. Alex .ndre Trofino
Neto
Orientador
Zz- z
Prof. Dr. Enio
Valmor
KassickCoordenador do Curso de Pós-Graduação
em
En¿_¿;enharia ElétricaBanca
Examinadora
\"~~._
Prof." r. Alexar lre Trofino
Neto
Orientador/ __
_ __
yãúä
Prof. Dr. Pedro Luis Dias Peres
Y
. _ 1 »
i
Prof.
D
-. Edson R. berto de Pieri. ~'\
A
ml
. A 'W
,~`gÊniode
Bona
Castelan Neto ,Pr . Dr.
A1itôniA~{ocl1'išues
èioelho ià 'Criština
.
Agradecimentos
Agradeço principalmente à
minha
família, Carlos, Yeda, Tarsila. e Cristina, peloapoio, incentivo e compreensão que tiveram ao longo de toda a
minha
vida.Sua
par- ticipação foi fundamental para que eu tivesse todas as condições de desenvolverminhas
potencialidades. _
Agradeço ao
meu
orientador AlexandreTrofino
pela amizade, pelas discussõesfrutíferas e pela confiança
em
minha
capacidade para realizarum
trabalho tao extenso edesafiador.
_
Ao
amigoAndré
Hentzum
agradecimentoespecial pelo companheirismo, pelas discussões e pela grande amizade.
Tenho
certeza que sua grande capacidade reflete-sesobre esse trabalho.
Aos
companheiros Carlos Maziero eEdson
De
Pieri pelas agradáveis horas deconvívio durante esses dois anos.
Ao
professor Ricardo Reis por terme
dado a primeira oportunidade de trabalharcomo
pesquisador. Aos professores Tristão e Nelson pelo incentivo e inspiração.A
todos os que permitiram aoCNPq
financiar essa jornada.Por
fim
agradeço a várias pessoas e grupos que possibilitaram a realização dessetrabalho: Linus Torvalds pelo sistema operacional Linux, Donald
Knuth
peloTEX,
LeslieLamport
pelo IATEX, Robert Nation pelo gerenciador de janelasFVWM,
John
Davis peloeditor
JED,
X
Consortium pelo ambiente de janelas X, Free Software Foundation peloSumário
Resumo
ixAbstract
xi ~Notaçao
xiii ~ 1Introduçao
1.1 Definição e
um
pouco de história . . . . .1.2 Propriedades de
LMI
. . . . _1.2.1 Lineariclade . . . . .
1.2.2 Convexidade . . . . .
1.2.3
Complementos
de Schur . . . _ .1.2.4 Relação
com
equação de Riccati . . . . .1.3
Métodos
de solução . . . _ .1.3.1
Método
projetivo - Algoritmo de Nemirovskii . . . . .1.3.2_
Método
primal-dual . . . . .1.4 Inequações matriciais bilineares . . . . . I-*
©'\lO`>O>CJ1›¡>~›J>0~3C›¬'›[\D|-¡ 2
Conceitos
básicos 11 2.1 Introdução . . . 11 2.2 Setores . . .V . . . 11 2.3 Descrição de incertezas . . . 1.4 ^ 2.3.1 Descrição por intervalos . . . _ 14 2.3.2 Incertezas politópicas . . . _ . 16 2.3.3 Limitadaem
norma
. . . 16 2.3.4 Matchíng conditions . . . 16@
Definições de Estabilidade . . . 17 \ 2.4.1Abordagem
Lyapunov
. . . 17 2.4.2Abordagem
I/O . . . 19 2.4.3 Relação Lyapunov-I/O . . . _ 20QE
Estabilidade de sistemas incertos . . . 212.6 Positividade e passividade . . . 22
2.6.1 Definições no domínio
tempo
. . . 232.6.2 Definições no domínio freqüência . . . 25
2.6.3
Lema
da positividade real . . . 262.6.4 Verificações
LMI
.Ç . . . .. 27iv
SUMÁRIO
3 Critérios
de
Estabilidade
para
Sistemas
Lur”e 313.1 Introdução . . . _ 31
~ 3.1.1 Estabilidade Absoluta
. . . 31
3.1.2 Critério do
pequeno ganho
. . . _ 32 3.2 Critério do Círculo . . . _ 33 3.2.1 Introdução . . . 33 3.2.2Caso
monovariável . . . 33 3.2.3Caso
multivariável . . . 35 3.2.4 Síntese . . . 36 3.3 Critério dePopov
. . . 37 3.3.1 Introdução . . . 37 3.3.2Caso
monovariável . . . 38 3.3.3Caso
multivariãvel . . . 40 3.3.4 Síntese . . . 423.4 Critério de Brockett e Willems . . . 42
3.4.1
O
critério de estabilidade . . . _ 42 3.4.2Formulação
LMI
. . . 433.5 Critério de
Zames
e Falb . . . 443.5.1 Introdução . . . 44
3.5.2 ,
A
idéia de multiplicadores . . . 443.5.3
O
critério de estabilidade . . . 463.5.4
Formulação
LMI
. . . 474
Performance
eRestriçoes Estruturais
53
4.1 Introdução . . . 53` 4.1.1 Realimentação de estados . . . 54
4.1.2
Extensão
para realimentação de saída . . . 544.1.3 Extensão para realimentação de saída descentralizada . . . 55
. 4.1.4 Aplicação
na
síntese via critério do círculo . . . 55~Realimentação
de saída . . . 564.2.1
LQR
e realimentação de saída . . . 564.2.2
Problema
Restrito deLyapunov
. . . 58/ 4.2.3
Uma
nova
abordagem
. . . 61G2)
O
problema
'Hz . . . 634.3.1
A
norma
em
'Hz . . . 634.3.2 Definição do
problema
. . . 644.3.3 Realimentação de estados . . . 64
f 4.3.4
Compensador
deordem
completa . . . 654.4
O
Problema Hoo
. . . 674.4.1
A
norma
em
'Hoo . . . 674.4.2 Definição do
problema
. . . 684.4.3 Realimentação de estados . . . 69
4.4.4
Compensador
deordem
completa . . . 694.5
O
Problema
'Hz/'Í-io., Misto . . . 724.5.1 Definição do
problema
. . . 72SUMÁRIO
V 5Conclusões
A
Análise
convexa
A.1 A.2 A.3B
Espaços
vetoriais B.l ~ B.2 B.3 B.4 B.5 B.6C
Resultados complementares
C.1 C.2 C.3 C.4 C.5 C.6 _75
77
77 78 79 Conjuntos afins . . . . . Conjuntos convexos . . . . . Funções convexas . . . . .83
83 85 86 88 88 89 Espaços deBanach
. . . . . Espaços de Hilbert . . . . .Medida
de Lebesgue . . . . .Funções Lebesgue mensuráveis . . . . .
Integral de Lebesgue . . . . .
B.5.1 Funções simples . . . . .
B.5.2 Funções limitadas . . . 89
B.5.3 Funções ilimitadas . . . 91
B.5.4 Integral de Lebesgue e de
Riemann
. . . 92Espaços Lp e fip . . . ._ . . . 92
95
95 95 96 Matrizes . . . . . C.1.1 Inversas Generalizadas . . . . . Transformação de setores (loop shifting) . . . . . Zeros de transmissão . . . 97C.3.1 Verificação matricial . . . 97
C.3.2 Relação det(C'B) 76 0 e zeros de transmissão . . . 97
Passividade e positividade . . . 98
C.4.1
Relaxamento
da exigência de observabilidade . . . _ . 98 C.4.2 Verificação de positividade no eixo imaginário . . . 98C.4.3 Prova da verificação
LMI
para passividade . . . 99C.4.4 Prova da verificação
LMI
para passividade estrita . . . 100C.4.5 Outras definições de passividade estrita . . . 100
C.4.6 Auto-dualidade e parametrização de passividade . . . 100
Realimentação de saída . . . 102
Exemplos
. . . 102 C.6.1Forma
canônica . . . 102 C.6.2 Estabilização . . . 103 C.6.3 Critério do círculo . . . 104 C.6.4Problema
'Hz . . . 105Referências
Bibliográficas107
Lista
de
Figuras
_
2.1 Condição de setor monovariável . . . . .
‹ 2.2 Região para condição de conicidade
. . . . .
2.3 Relações entre conceitos de estabilidade . . . . .
3.1 Sistema realimentado . . . . .
3.2 Critério do círculo simplificado . . . . .
3.3 Interpretação grafica do critério de
Popov
. . . _ .3.4
Remoção
de multiplicador do sistema . . . . .3.5 Efeito do multiplicador . . . A . . . . .
4.1 Planta . . . . .
4.2 Estimador de estados . . . . _
4.3 Sistema para síntese 7-[oo . . . 70
4.4 Planta para o problema misto . . . . .
. A.1 Epígrafe de
uma
função convexa . . . . .B.1
Somas
para integral de Lebesgue . . . . .B.2 Divisão de ƒ(:1;) . . . ~
. . . 91
C.1 Transformação de setores: (a) Sistema original, qâ
6
[K1,Kz] (b) Primeiraix
Resumo
Esse trabalho trata vários problemas de controle sob a
abordagem
de inequações matriciaislineares (LMI).
Um
enfoque didatico é dado para a apresentação dos problemas e con-ceitos envolvidos. Inicialmente, conceitos básicos para a compreensão dos problemas são tratados.
A
partir desses conceitos básicos são tratados os problemas de controleem
dois blocos: primeiramente trata-se a estabilidade de sistemas do tipo Lur°e,uma
teoria quenormalmente
é relacionadacom
sistemas não lineares. São tratados os critérios do círculo,de Popov, de Brockett e Willems e de
Zames
e Falb.No
bloco seguinte tratam-se proble-mas
normalmente
relacionadoscom
sistemas lineares. Primeiramente são apresentadasalgumas abordagens convexas existentes na literatura para o
problema
de realimentaçãoestática de estados e de saída.
A
seguir propõe-seuma
novaabordagem
para esses pro-blemas via
LMI.
Na
última parte do trabalho os problemasHz
e 'Hoo são abordados e oxi
Abstract
This dissertation is focused mainly on the solution of various control problems via linear
matrix inequalities (LMI).
A
didatic approach was taken for the presentation of every topicof this work. First
we
givesome
basic results and concepts which are necessary to thedevelopment of the control problems theory. Given these results, the control problems
are presented in two blocks: the first block deal with the stability of Lur°e systems, a
theory
commonly
associated with non linear systems.We
focus on the cirle, Popov,Brockett
and
Willems, andZames
and Falb stability criteria.The
second block deal withproblems
more commonly
associated with linear systems. Firstwe
presentsome
known
convex solutions to the state and output feedback problems and then
we
derive anew
LMI
approach to these problems. In the last part of the work theLMI
solutions for the7-[2 and H?-[oo problems are presented and the
Hz
/ 7100 problem solution is furnished as anX/
X*
X
+ Pseudo-inversa de Moore-Penrose deX
(página. 95Notação
Transposta de
X.
Complexa
conjugada transposta deX.
X
>
O(X
2
0)X
é positiva (semi) definida.R(X)
Imagem
deX.
/\f(X) Núcleo deX.
V ` 22 ¿a@@>=~W
Produto interno (página 85).
Norma
(página 83). Parte real. Parte imaginária. ~W
W
W
\Matriz de transferência G(s)
=
C(sI
-
A)_1B
+
D.)
2
O G(s) é passiva (página 26).>
0 G(s) é fortemente positiva real (pagina 27).~
(A, B, C,D)
Sistema G(s)com
realização (A, B, C, D).).
xiii
/VX Matriz posto completo cujas colunas
formam
uma
base paraN(À)
Capítulo
1
Introdução
A
teoria de controle evoluiu consideravelmente ao longo das últimas décadas, apresentandosoluções para vários tipos de problemas. Essas soluções faziam uso de
um
ferramenta] diverso, que envolvia problemas de otimização, equações de Riccati, teoria. estatística. eoutras mais. Certos problemas continuam, porém,
sem
solução geral,como
porexemplo
o
problema
da realimentação descentralizada de saída.Recentemente, o uso de inequações matriciais lineares (LMI)
tem
seereveladomuito eficiente
na
procura de soluções para problemas de controle.Além
de possibilitaruma
solução numérica através demétodos
bastante eficientes, a formulação de problemasde controle na forma de inequações matriciais lineares permite o tratamento simultâneo de
vários requisitos de
desempenho
e robustez, o que não era possível (demodo
geral) atravésde
métodos
utilizados anteriormente. Devido à sua flexibilidade e eficiência numérica, aabordagem
de problemas de controle via inequações matriciais linearestem
se tornadoum
tema
de pesquisa bastante explorado.A
principal motivação desse trabalho é colocar de forma sintética e didática varios resultados obtidos a partir dessa abordagem.Os
problemas tratados são primeira-mente
apresentados sobum
ponto de vista mais “classico” para a seguir serem abordadosatravés de
LMI.
Devido aampla
gama
de problemas tratados, o trabalho é divididoem
varias partes organizadas da seguinte maneira: ,
Neste capítulo seguimos
com
uma
breve passagem por vários tópicos sobreLMI
em
si.No
capítulo 2 introduzimos vários conceitos e alguns resultados necessários parao desenvolvimento dos problemas de controle que seguem.
De
especial interesse são asseções sobre passividade e descrição de incertezas.
No
capítulo 3 tratamos da estabilidade de sistemas do tipo Lur°e. São abordadosos critérios do círculo, de Popov, de Brockett e Willems e de
Zames
e Falb. Esses resul-tados são
normalmente
tratados sobuma
abordagem
não linear,mas como
poderemos
notar a solução
LMI
para esses problemas é bastante similar àquela fornecida para outrosproblemas,
como
porexemplo
o problema Hz.No
capítulo 4 tratamos de problemas de performace e restrições estruturais. Pri-meiramente
é abordado o problema da realimentação estática de saída.Uma
abordagem
intuitiva para o tratamento via
LMI
desse problema é fornecida através do tratamento desistemas lineares onde C'
=
[I 0]. Essaabordagem
é então estendida para que se pos-sam
tratar sistemascom
qualquer representação de estados.De
posse desse resultado sãotratados os problemas 'Hz e Hoo, e a seguir as soluções desses problemas são
combinadas
2
CAPÍTULO
1.INTRODUÇÃO
para o tra.tamento do problema. misto
Hz/HW.
Finalizamos o trabalho co1n três apêndices.
No
primeirodamos
uma
breve passa-gem
pela. teoria. de análise convexa.No
segundoabordamos
espaços vetoriais,com
ênfasena
teoria. de Lebesgue que, apesar de necessária, raramente é tra.ta.da. nas referências.O
terceirocontém
resultados diversos que, apesar de interessantes e importantes, torna.-riam
o texto principalmuito
extenso e moroso. Esses resultados são apresentadosem
um
apêndice para que oleitor interessado não precise recorrer a outras referências consta.nte-
mente.
1.1
Definição
e
um
pouco
de
história
Este trabalho
tem como
tema. principal a aplicação deLMI.em
problemas de controle.Mas
oque
éuma
LMI?
Uma
LMI
éuma
Inequaçâo Matricial Línearl,uma
inequação naseguinte forma:
TN»
m@âa+zEa>o
un
15:]
onde
:r GRm
é a variavel e F,=
F;G
IR"×" são matrizes constantes.O
problemade encontrar
uma
solução ar tal queF(x)
>
O échamado
um
problema de_fact1Íbz`l1Ída‹leLMI.
Embora. a formulação pareça bastante específica, veremos que ela encontra. muitasaplicações
na
teoria de controle.A
utilização deLMI
noramo
de controle é bastante antiga. J aem
1890Lyapunov
(ver [43] para
uma
tradução de seu trabalho original) utilizouuma
LMI
para. determinara. estabilidade de sistemas lineares, no que talvez seja a mais famosa
LMI
utilizadaem
controle2: e
A'P+PA<0
Como
sabemos, eLyapunov
provou, para verificarmos se essaLMI
tem
soluçaoP
>
O basta escolhermos qualquer matrizQ
>
O e resolvermos a equação A'P-f-PA-l-Q=
O.Se encontrarmos
P
>
0, então aLMI
tem
solução. ,Caso contrario, não existeP
positivadefinida que satisfaça a
LMI.
VEssa
abordagem
doproblema
deLMI,
a de tentar resolve-las deforma
algébrica,foi a principal durante
muito
tempo. Talvez isso se deva ao fato de que algoritmos pararesolvê-las de forma. eficiente não estivessem disponíveis.
Não
obstante, as propriedadesdessas inequações
foram
estudadas por muitos autores. Willems,em
1971 [64], estudandoo classico
problema
LQR
associado a equação de RiccatiA'P
+
PA
- (PB
+
S')R`1(S+
B'
P)
+
Q
=
0, verificou que ele poderia ser resolvido através daLMI
{AP+PA+Q PB+s}>0
s+B@
R
-
Varios outros problemas, desde que expressos'
na
formade
uma
equação deRiccati,
podem
ser colocados deforma
automáticacomo
uma
LMI,
como
será. vistona
1Mais conhecidas pela sigla do inglês Linear Matrix Inequalities.
2Não é difícil transformarmos
uma LMI
com variáveis matriciais na forma (1.1). Paraum
exemplo de1.2.
PROPRIEDADES
DE
LM
I 3seção 1.2, a.través do
complemento
de Scliur. Assim, resultadoscomo
o da verificaçãoda
positividade real [2]
podem
ser facilmente colocados nessa formulação.Uma
grandevantagem
de colocar problemas na forma.LMI
é a de que variosproblemas
podem
ser resolvidos conjuntamente: se possuirmos k restriçõesna forma LMI,
é facil notar que
um
problema. equivalente é dado porF(a2)
=
diag{ F0(a:),F1(x), - - -,F¡,(a:)}
>
0,ou seja, exigir que varios problemas na forma de
uma
LMI
sejam sa.tisfeitos simultanea-mente
étambém
um
problemana
forma deuma
LMI.
Um
grande passo para a popularização deLMI
foi a descoberta de algoritmoseficientes para encontrar a solução das
mesmas.
Algoritmoscomo
o de Nemirovskii [48]são capazes de resolver problemas envolvendo
LMI
em
um
espaço detempo
bastante curtoem
comparação
com
os métodos antigos.Aos
poucos programas matemáticoscomeçam
a incluir esses algoritmos, tornando-os disponiveis para os usuarios
em
geral.Durante
odesenvolvimento desse trabalho surgiram inclusive “pacotes” computacionais destinados
especificamente ã solução de
LMI.
Para a solução dos exemplos desse traballio foi utilizadoo programa. Scilab, que inclui
em
sua distribuiçãoum
desses pacotes, e utiliza ométodo
primal-dual para a. solução das
LMI.
Há
bem
poucotempo
atrás o trabalho de soluçãodessas
LMI
seria muito maior, incluindo implementação de algoritmos, entre outras coisas.1.2
Propriedades de
LMI
p
Utilizaremos aqui algumas noções sobre funções e conjuntos convexos.
Caso
o leitor nãoesteja familiarizado
com
essas noções deve consultar antes o apêndice A.1.2.1
Linearidade
Em
primeiro lugardevemos
ressaltar a diferença entre a inequaçãoF
>
O e a funçãoF
A
inequação é claramente não linearem
ac, pois equivale a exigir que os autovaloresde sejam positivos, e os autovalores de F(:c) são, salvo estruturas muito peculiares,
altamente não lineares
com
respeito ã variavel zc. Tratemos então da função_Como
podemos
notar, a função F(a:l colocada na forma (1.1) não 6 linearem
fc.
De
fato,podemos
chegar a essa conclusão notando que F(0)=
F0#
0.Na
verdade,a equação (1.1) é
afim
em
ag¿Dizemos
queuma
relação éafim
quando
elamapeia
retasparalelas
em
retas paralelas e pontos finitosem
pontos finitos.O
nome
LMI
vem
na
verdade da seguinte inequação:
V
TI'L
f(z.,,z)
=
fmz)â
Foz,+
2
>
0 (12)7
i=1 '
essa sim
com
.T linearem
Í=
[xo x']'.O
que consegue-se mostrar é que qualquerproblema na forma (1.l)
pode
ser representado na forma (1.2) através deuma
simplestransformação:
Lema
1 Seja .7-`(:íc)=
diag{x0,.7-`(5:)}. Então Í 'resolve .7-'(52)>
0 se e somente se tem.-se4
CAPÍTULO
1.INTRODUÇÃO
A
prova. écomo
segue: se>
Otem
solução, então .T-(Azi)>
Otambém
tem
com
Í:=
[1 m']'. Por outro lado, se>
0tem
solução, então F(.r/120)>
0.Cabe
nota.r que, se .7:(a;0,."c)>
0tem
soluçãocom
:rg=
0, então sempre existirá.uma
outra solução tal que :rg 7É 0, bastando multiplicar ac por
um
escalar positivo grande osuficiente.
I
Assim, a. inequação (l.1) é
comumente
chamada. deLMI,
apesar de nào o ser.strictu sensu.
Um
nome
mais correto para a definição seria. Inequação Mat1vÍcfÍalAfim,
nome
prat_ica.mentenão
utilizadona
literatura.1 .2.2
Convexidade
K
Talvez a propriedade mais importante das
LMI
seja a de que 0 conjunto solução ff ‹¬o1zrve.z'o.A
prova écomo
segue3: sejam y e z dois pontos que satisfazem a inequação (1.1)._ Sejaat
=
ay
+
(1-
a)z,onde
ÕÉ
ozÉ
1. Substituindona
definição temos Fo+
2
Ewz
=\.F0+
2
Fz~(01yz~+
(1-
0z)2z)=
1:1 2:1m
m
r Fo+21*¬z“2z~+cYZFz'(3/z'-2z°)=
1:1 z=1m
m
(1 -cy) (F0+2F',-z,-) -{-a
<F0+2Fz'yz')
>0
z 1 z 1
e a. prova esta completa, pois concluímos que ac
também
é soluçao daLMI.
Essa pro-priedade é
fundamental
no desenvolvimento e aplicação de algoritmos eficientes para asolução de
LMI.
1.2.3
Complementos
de Schur
.Os
complementos
de Scl1urna
verdade não sãouma
propriedade dasLMI,
mas
simuma
propriedade de matrizes que é
extremamente
útilem
varias aplicações.Os
resultadosque
seguem
podem
ser encontradosem
[10], entre outros.A
provapode
ser inferida deresultados
da
teoria das matrizes [23], e não sera feita aqui.Lema
2(Complemento
de Schur) SejaR+
a pseudo-inversa da matriz R.As
seguintesmequaçôies são equivalentes:
Q
5]
''
ls'
R
2°
-Rzo,
Q-sR+s'zo,
su-RR+)=o
Lema
3(Complemento
de Schur para ínequaçõcs estrítas)As
seguintes inequações sãoequivalentes:
o[š?,,
Ê]>0
3Na verdade, basta notarmos que afinidade implica convexidade.
A
prova que forneceremos é mais1.2.
PROPRIEDADES
DE
LMI
5 zR
>
0,Q
-
.5'R"1S'>
0Um
ponto interessante a ser notado é que ocomplemento
de Schur não se aplicaà, expressão
Q +
SR`1S'
>
O amenos
queR
<
0. V~ ~
1.2.4
Relaçao
com
equaçao
de
Riccati
Como
visto na seção anterior, é facil transformaruma
inequação de Riccatiem uma
LMI.
Mas
o que acontececom
equações de Riccati?A
relação entre as duas já haifiasido esboçada
em
[64],mas
um
resultado mais completo e abrangente, tanto parao
casocontínuo quanto' para o caso discreto, pode ser encontrado
em
[52].- Consideremos a.equação _ V i 1z(P)
z
A'P
+
PA
-
(.C'+
PB)R-1,(C
+
B'P)
+
Q
' (13)com
as seguintes suposições:°Q=Q'
oP=P'
oR=R'>O
'_ o
O
par (A,B)
é estabilizável.Dizemos
queuma
solução P4. da equação 'R,(P+)=
0 émáxima
se, para todaP
tal que 72(P)=
O tem-seP+
2
P.Uma
das propriedades da equação 'R(P)=
O éa de que se existir
uma
soluçãomaxima,
então esssa solução é única.A
relação entre aequação e a inequação de Riccati é fornecida pelo seguinte resultado
i
Teorema
4 Seja 'R,(P) definidocomo
anteriormentecom
as suposições já feitas. Seja oconjunto solução
S
definidocomo
5 Ê
{P
:P
=
P', 7Z(P) V2 O}. Então, se5 #
(Ô,o Existe
P+
G5
que satisfaz R(P.¡.)=
0, e_ ainda P.¡_ e' 0 elementomáximo
do conjunto5.
0 Todos os autovalores de
A-BiR`1(C'+B'P+)
estão no semi-plano fechado esquerdo.Para a prova, consultar [52].
Uma
condição suficiente para que5
(Ô é aconhecida , H n ~
Q
Ui
>
r -ic
R
-
0*que garante ainda. que
P+
2
0. dA prova é simples: se a condição é satisfeita, entãoR(0)
= Q
-
C'R`1C'2
0 (por Schur), e portanto 0G
S.Do
teorema anterior segue-seque
P+
2
0.õ
cAPfTUL0
1.INTRODUÇÃO
1.3
Métodos
de
solução
Existem
variosmétodos
numéricos para a solução deLMI.
Boa
parte deles d_eriva. direta-mente
demétodos
para a. solução de problemas lineares. Apesar de muito estudados, nãoexistiam, até
pouco
tempo,métodos
realmente eficientes para a solução desses problemas.Em
geral, osmétodos
existentestêm
complexidade exponencial4, e por isso setornavam
inaplicaveis
mesmo
em
problemas demédia
dimensão.Recentemente, porém, surgiram algoritmos de complexidade polino1nia.l para a.
solução desses problemas. Esses algoritmos propiciaram, pela primeira vez, a. possibilidade
de aplicação de
LMI em
problemas de grande dimensão.Vamos
descrever aqui 0método
primal-dual e o
método
projetivo para a solução deLMI.
Os
exemplos desse trabalhoforam
resolvidoscom
ométodo
primal-dualimplementado
noprograma
Scilab.O
método
projetivo é utilizado no
programa
MATLAB.
O
material dessa seção não é necessario para a compreensão do restante dotrabalho, e sua leitura.
pode
ser omitidasem
prejuízo para o leitor.O
queseguem
sãobreves descrições para que o leitor interessado possa ter uma. idéia do funcionamento dos
métodos.
1.3.1
Método
projetivo
-Algoritmo
de Nemirovskii
Descreveremos aqui a utilização do
método
projetivo para a solução deLMI,
mais especifi-camente
para a. solução doproblema
(1.1).O
algoritmo descrito aquipode
ser encontradoem
[48],onde
os autorestambém
solucionam o problema de otimização linear.Daremos
nessa. seção uma. descriçãocom
mais ênfasena
idéia do método, e o leitor interessadoem
provas as encontrará.
em
[48]. Antes de descrevermos ométodo
necessitamos de algumasdefinições: A
o
S
éum
espaço de matrizes simétricascom
uma
estrutura bloco-diagonal definida.O
produto escalar nesse espaço é definido, para
P
>
O,como
<
X,
Y
>p=
tr(PXPY).
A
respectiva.norma
éHXHP
=
(tr(PXPX))%.
Note que, seP
=
I, então teremos anorma. Frobenius para o espaço.
0 'P é o cone de matrizes positivas semidefinidas contido
em
S.Denotamos
o interior5de 'P
como
int 75'.0
Associamos
a definição deF(x)
omapa
linear :r ›-› .Fx deR"
em S
tal que F(:c)=
fa:
+
F0. Pode-se mostrar que, definindo-seuma
nova variavel u=
[:z:' a]' pode-se transformar o
problema
(1.1)em
um
problema do tipo Zzlu>
0. Assim, porsimplicidade,
vamos
sempre
considerar que 0 problema (1.1) esta representado daforma
.7~`:z:>
0.Chamaremos
deE
aimagem
de .7-Í4Sem grande rigorismo podemos dizer que
um
método tem complexidade exponencial se o temponecessário para a solução pode ser expresso
em
algo como t=
a”, onde a é constante e ar é o númerode variáveis envolvidas.
Da
mesma
forma,um
método tem complexidade polinomial se o tempo pode ser expresso como t .-: p(x), onde p éum
polinômioem
1:., ~
1.3.
METODOS
DE SOLUÇAO
7o Projeção ortogonal na métrica
<
-,' >p: dadoX
6 S, a sua projeçãoX*
em
E
édefinida
como
sendo a única solução que satisfaz a condição -'
'VYeE,<X+-X,Y>p=O
e
pode
ser calculada, paraX
>
0, pelo problema demínimos
quadráticos-
min
||.7'_a:-X||p.xëk" _
Temos
agora condiçoes de introduzir a idéia básica do algoritmo:dado
0 cone 'Pcom
vérticena
origem eE
que passe pela origem, encontraruma
matrizX
na
intersecçãode
E
e int P. Esse problema possui interessantes propriedades geométricas [48].O
pontofactível é
dado
então pela solução defx
=
X.
~i
A
solução para esse problema pode ser obtida através do seguinte algoritmo:1. lnicializa-se k
=
0 eXk
E 'P, e.g.,Xk
=
I. 2. Calcula-se a projeção XL* na métrica'< -,- >Xk-i._
3. Se
X
,Í>
O o algoritmo esta terminado euma
solução factível é fornecida pelasolução de
fx =
XI.
4. Se não, calcula-se
Xzíil
=
Xzí?-
vkX;*(X;“-
Xk)Xz:*onde
7;, éum
escalar que fazcom
que det(Xk`_:1)2
§det(Xk`1). Faz-se k=
k+
1 evolta-se ao passo 2.
i
r
Prova-se que, se o problema for factível, então o algoritmo encontra
uma
soluçãoem
um
número
finito de passos. Se não for, então o algoritmoem
princípio nãotem
fim, a não ser queum
critério de parada seja introduzido.O
valor 7;, do algoritmopode
sercalculado pela seguinte expressão: `
'
1
'Yk
:
¿ 11+
max
,\ (X,;12(X,g“_
X,,)Xg15){onde é o conjunto de autovalores de determinada matriz.
Uma
das vantagens do algoritmo de Nemirovskii é que, parauma
precisão fixada,existe
um
critério de parada que garante que o problema não tem solução,ou
seja, queuma
soluçãopode
existirmas
que esta além da precisão confiável. A1.3.2
Método
primal-dual
_Descreveremos brevemente o
método
primal-dual de otimização tratadoem
[61].Não
entraremos
em
detalhes, pois esse não é o objetivo desse trabalho. Apresentaremos apenaso desenvolvimento principal, que fornecerá conhecimento suficiente sobre 0
método
e ascondições que
devem
ser satisfeitas para que possamos aplica-lo. Esses conhecimentos serevelam úteis
quando
utilizamos as implementações computacionais domesmo.
Assim
8 _
CAPÍTULO
1.INTRODUÇAO
o
S
e 'P são definidoscomo
no algoritmo deN
emirovskii,mas
com
P =
I nas definiçõesde
norma
e produto interno.o
A
soma
diretaX
G9Z
édada
porX
oX@Z'lo
zl*
e a
soma
direta de dois subespaços (.^/lx,/\/íz) deS
édada
porMX
EBMZ
=
{X€BZIX€J\/lX,Z€.^/lz}.
'o
O
complemento
ortogonal deum
subespaçoM
deS
é dado porM*
= {Z
G
S
:<X,z>=ovXeM}.
O
algoritmo primal-dual busca a minimização simultânea dos dois seguintesproblemas
(consideramos que as matrizes deS
têm
dimensão n × n):min(C,X)
X
EX
min(Z,D)
Z
EZ
onde_CeD
pertencema5,
X
= 'Pfi(.M+D),
Z
=
'Pfi(M*+C),
e./\/Iéum
subespaço de S.
A
minimizaçãoem
X
échamada
de problema primal, e a minimizaçãoem
Z
é o problema dual.Embora
esse problema não pareçacom
um
problema LMI,
podemos
mostrarque
qualquer conjunto de inequaçöes de Riccatipode
ser colocadona
forma
descrita.Para
maiores detalhes o leitor pode consultar [61].Uma
matrizX
é dita primal-factível se ela pertence aX,
e de dual-factível sepertence a
Z
.O
conceito de estritamente factível se aplica quando, além da restriçãoanterior, tem-se
que
a matriz está. no interior de 'P. Paraum
par de matrizes factíveis(X,
Z)
define-se a distância dual para os problemas primal e dualcomo
sendo (X,Z).Essa distância possui interessantes propriedades, entre elas a de
sempre
ser positiva e deser
um
limitante superiorda
distância deX
eZ
à soluçao ótima dos problemas primal edual (X*, Z*),
ou
seja,(CBX)-<C,X*> S
(X›Z>
(z,D>-<z*,D) 5
(X,z)
Para
a aplicação do método, supõe-se que sãovfornecidas duas matrizes estritamente fac-tiveis
X0
e Z0 para os problemas primal e dualô. Essa hipótese implicaem
queo int
X
e intZ
nao
sao vazios. ''
o
Os
problemas
primal e dual são limitados inferiormenteem
X
e Z.o
Os
problemas
são solucionaveis.Das afirmações acima
pode-se concluir queuma
matrixX
é solução para oproblema
primal se e
somente
se existiruma
matriz dual-factívelZ
tal que(X
,Z
)=
0.O
mesmo
é válido para o
problema
dual. Assim, os dois problemas sereduzem
aum
únicoO
mân<X,
Z) zX
eX,
Z
ê z, (1.4)1.3.
MÉTODOS DE
soLUçÃo
9cujo valor ótimo é conhecido e igual a zero. Para a solução desse
problema
empregamos
aconhecida função barreira
F(X =
log detX
'1.Uma
função barreira éum
recursomuito
utilizado
em
otimização, etem
como
principal característica tender a infinito amedida
em
queX
seaproxima
do limite do espaço utilizável. Nesse caso, o espaço é 'P.Como
temos duas variáveis, utiliza-se a função barreira
F(X)
+
F(Z). Paraum
dado
a
>
0definimos
o centro analítico dessa funçãocomo
o par que soluciona _m1z1F(X)
+
F(z)z
X
eX,
Z
e 2,<x,z>
z
a. (1.õ)Pode-se provar que,
quando
oz tende a zero, o centro analítico tende ã solução doproblema
(1.4).
Os
valores de (X, Z) que solucionam (1.5) paraum
dado
a
formam
o quechamamos
de
caminho
dos centros.Dado
um
par factível (X, Z), a função\II(X, Z)
:
nlog(X, Z)+F(X)+F(Z)
-
nlogn
é
um
limitante superior para a distância entre (X, Z) e ocaminho
dos centros. Mais pre-cisamente, ela é
um
limitante superior da distância entre (X, Z) e a solução de (1.5) paraoz
=
(X, Z).Podemos
mostrar que \l1(X, Z) tende a infinito na fronteira da região 'P G5 'P.Essa função é de difícil tratamento matemático, pois não é convexa
(nem
quasiconvexa),a não ser para (X,
Z)
constante. Assim, o que se faz é minimizar a função‹I›<X. Z)
=
zz×/H1‹›g<X. Z>+
MX,
Z),onde rt
2
1 é fornecido a priori. Prova-se que omínimo
dessa função satisfaz oproblema
(1.4).
O
parâmetro ,upode
ser interpretadocomo
a distância relativa que os valores(X, Z) terão do
caminho
dos centros ao longo do algoritmo. Nota-seem
[61] que o valor de \I¡(X, Z) tende auma
constante proporcional ap
ao longo das iterações. Por' outrolado, a velocidade de convergência do algoritmo
aumenta
amedida
em
que seaumenta
,u.O
algoritmo para a minimização de <I>(X, Z) écomo
segue: Define-seY
=
X
QB Z.Dados
p, c>
O a ser utilizadocomo
critério de parada eum
escalar O<
6<
0.35,1. Encontrar
ÕY
G
M
EBM*
tal que(5)/›VÕ(X›Z)>
>
0_
1
||Y-šõw-%||
r
2. Encontrar p,q
G
IR tais queX-põX€'P,Z-QÕZEP
<I>(X
-
p‹$X,Z-
qõZ)Ê
<I>(X, Z)+
log(1+
0)-
03. Atualizar
Y
=
(X
-
pÕX)
G9(Y
-
qdl/).4. Caso (X, Z)
É
6, considera solução encontrada. Caso contrário, volta ao passo 1.Para resolver o passo 1 precisamos resolver
um
problema de minimizaçao quadra-tica.
O
passo 2 é resolvido através dométodo
de Newton.Não
vamos
abordar a soluçãodos passos do algoritmo aqui.
O
principal esforço computacional encontra-seno
passo1, e várias maneiras de resolvê-lo existem. Por último esclarecemos que o parâmetro
9 representa
um
compromisso
entrenúmero
de iterações e esforço computacional por10 _
CAPÍTULO
1.
INTRODUÇAO
1.4
Inequações
matriciais
bilineares
A
colocação deproblemas
na forma
LMI
fornece imediatamente meios eficientes de soluçãoatravés de algoritmos numéricos.
Mas
essa colocaçãonem
sempre é possível, e por ve-zes,
quando
conseguida, torna praticamente impossível a introdução de mais restrições naforma LMI.
Um
exemplo
clássico é a estabilização de sistemas por realimentação de esta-dos:
Como
será vistona
seção 4.1.1, a colocação deste problema na formaLMI
nos obriga a fazeruma
mudança
de variáveis que acaba por “esconder” o ganho de realimentação,que não
aparece deforma
diretana
LMI
resultante.Na
síntese pelo critério dePopov
(teorema 55)
nem
essamudança
de variavel fazcom
quetenhamos
uma
LMI.
Esse tipode dificuldade faz
com
que soluções alternativas sejam procuradas deforma
a tornar oferramental
mais
flexível. Introduziremos nessa seção o conceito de ínequação matrícialbz'lz`near7.
O
conceito deBMI
foi introduzido por Safonovem
[56],mas
equaçõesna
formade
BMI
jáeram
conhecidas e estudadas anteriormente.Urna
BMI
pode
ser expressa deforma muito
similar auma
LMI,
da seguinte forma: ._
71-: ny
FBM1(.'12,y) 'Ê
Z:
Ê.'I7¡y_¡F¿,¡'>
Úi=0 j=0
Como
podemos
notar, essa formulação ébem
mais flexível do que a formulaçãoLMI.
De
fato, a formulação é tão flexível que praticamente qualquerproblema
de controleoriundo
da
teoriade
sistemas linearespode
ser colocado naforma
deuma
BMI
(em
particular, os
problemas
de estabilização via realimentação de estados e de saídapodem
ser expressos através de
BMI
- verexemplo
142). Infelizmente aBMI
não apresentapropriedades fundamentais da
LMI,
como
por exemplo a convexidade. Paraum
problema
de
BMI
podem
existir ótimos locais não globais, enem
sequeruma
solução para oproblema
de factibilidade está disponível.A
formulação é, de fato, bastante ambiciosa no sentido degeneralização de problemas. Essa generalidade faz, porém,
com
que seja difícil vislumbraruma
solução para omesmo.
De
toda forma, alguns resultados já foram obtidos paraproblemas na forma
deBMI
[57].Capítulo
2
Conceitos
básicos
s ou2. 1
Introduçao
ç . -Antes de iniciarmos a descrição dos problemas e de suas soluções via
LMI
necessitamosde alguns conceitos básicos para a compreensão dos problemas de controle propriamente
ditos. Esse capítulo trata exatamente desses conceitos, e a
abordagem
LMI
já semostra
útil
em
alguns dosmesmos
(veja, por exemplo, a seção 2.6).2.2
Setores
Definiremos
oque
éum
setor para 0 caso monovariável e logo após estenderemos essadefinição para o caso multivariável.
O
caso monovariavel nos dá,como
é de costume,uma
interpretação gráfica que facilita a compreensão da definição. Essas definições
podem
serobtidas de várias fontes,
em
particular de [19] e [67].Definição
5 Seja gb : IR -› IR,com
d›(0)=
0. 'Dizemos que qö 6 setor (k1,kz) (utilizaremoso abuso de notação gb
G
(k1,k2)) se e somente se k1y2<
yd>(y)<
kzy2,Vy G IRcom
y 76 0.De
forma
similar, diz-se que¢
6 [k1,kz) se e somente se klyzÉ
y¢(y)<
kzy2,VyG
IRcom
y 76 0. VExistem varias formas de expressarmos as condições mencionadas.
Cada
uma
dessas formas é útil
em
determinadas deduções.As
seguintes condições são equivalentes:1. kl
5
¢›(y)/y5
kz,vi
af 0i
2. lay”
5
:u¢(y)S
kzi/2,Vy
6
IR3- [¢>(y)
-
k1y][¢(y)~
kzylS
0,Vu
GR
4- [¢(y)-
¢y]2S
fil!/2'|¬Vy
G IRonde
1 1
V - C
Ê
+
12
cAPfTULo
2.coNcE1r0s
BÁSICOS
Em
particular, a terceira condição de setor é útil, por exemplo,quando
desejamoscolocar a condição de setor
na forma
deuma
LMII.A
interpretação grãficada
condição desetor monovariável é a seguinte: a função
¢
deve permanecer na região delimitada pelas retascom
declividade kl e kzno
plano IR2.\ Ê:
\
<:\$
se N)F
/I 1 . IU ,ff Í ,z/tz
Figura 2.1: Condição de setor monovariãvel
Essa interpretação está ilustrada
na
figura 2.1. Assim, torna-se claro, porexem-
plo,
que
a função <;5(y)=
y3 pertence ao setor [0, oo).A
função ¢(y)=
sin(y) pertence aosetor (-1, 1].
Na
verdade, ela pertence a setores ainda menores,como
pode-se verificar graficamente.Passemos
agora para a condição de setor multivariavel. Nesse caso, passaremosa trabalhar
em
um
espaço de Hilbert (veja apêndice B).Definição
6 SejaH
um
espaço de Hilbert. Seja qb :H
-›H
com
‹i>(0)=
0.Sejam
k1,kz
G
IRcom
kz2
kl.Então
as seguintes condições de setor são equivalentes:(¢>(y)
-
k1y,¢(y)-
kz:/>S
0, Vi/ €H
|I¢(y)-
C1/H?S
rzllr/II2,Vy
6H
com
V
{c=%(k1+kz)
<:{k1+kz=2c
7`=%(k2-kl)
k1k2=C2-T2
As
definições fornecidas até agora tratam de operadoressem memória,
ou seja,ainda
não
podemos
trabalharcom
a idéia de setor para funções de transferência. Essaidéia sera necessária adiante,
quando
tratarmos dos critérios de estabilidade para sistemas Lur°e.Para definirmos
a idéia de setor para funções de transferência definiremos primeiroo conceito de conicidade: `
Definição
7Dizemos
queum
operadorz Q' e' cônico interior se||(Ç:v)T
-
c:cz¬||É
r||xT||para
algum
par (c, r) e para todoT
2
0, onde o subscritoT
representa o truncamento da2.2.
SETORES
13Im
Re
Figura 2.2: Região para condição de conicidade
Para funções de transferência, a definiçäo equivale a exigir que o gráfico de
Nyquist de G(s) esteja dentro do círculo de raio r e centro
em
c.A
definição de setorpode
ser agora estendida da seguinte forma (para 0 caso monovariável)~
Definiçao
8Dizemos
queum
operadorg
pertence ao setor [c-r,c+
r] se e somente seele e' cônico interior para os parâmetros c e r. V
'
›
- Para maiores detalhes sobre esse conceito consultar
[67]. Passamos diretamente
para as operações
com
setores.Setor-produto
.O
que acontecequando
colocamosem
série dois operadores que estão contidosem
di-ferentes setores?
No
caso de operadoressem memória
o procedimento é simples: basta realizarmos o produto de intervalos dos setores correspondentes. Assim, se ‹i>1 E [a1, B1] e <Í>2G
[ozz,fiz], então ¢›=
¢1‹;5zG
[a,,3], onde o intervalo [a,fl] é definido por[avg]
Ê
lmy
I :E G iai»/Õllv y 6 la2vÚ2l}Mas
o que acontece seum3
dos operadores foruma
função de transferência? Infelizmentenão existe
um
resultado geral para esse caso. Para algumas classes de operadorespodemos
derivar resultados interessantes. Citaremos aqui apenasum
dos resultados, obtido porZames
[67]: A'
Lema
9Sejam
os operadores¢
sem memória
e a função de transferência G'(s)=
L:-+ z\,com
À e k positivos. Então,o Se gb e' positivo, então
¢Q
e' positivo4.-
¢
G
la,/31 ~ݢQ
e[a,fl1×[0»k1
Outros resultados
podem
ser obtidos damesma
referência.IA colocação na forma de
uma
LMI se dá através do procedimentoS
[10].2Que pode ter dinâmica.
3Nos casos que consideraremos será importante apenas tratarmos da conexão de
um
operador semmemória com
um
com memória.4Sem rigorismo, podemos dizer que d› é positivo se ¢ G [0,oo), e H(s) é positivo se ReH(jw)
2
0Vw114
cAPn¬ULo
2.
coNcE1:¬os
BÁSICOS
eu
2.3
Descriçao
de
incertezas
Os
métodos
de controle clássicos consideram, quase sempre, que 0modelo
que utilizamos'para o sistema o representa perfeitamente.
E
claro que essa hipótese não se verifica narealidade,
ou
seja, ocomportamento
do sistema real raramente será o comportamento,previsto através
do
nosso modelo. Para que possamos obter garantias a respeito de esta-bilidade e
performance
devemos, portanto, levarem
conta dealguma forma
as incertezasdo nosso modelo.
Ao
longo do trabalho utilizaremos modelos lineares, daforma
ózn)
z
Azn).
Normalmente,
incertezas nesse tipo demodelo
são introduzidas permitindo que a matrizA
pertença aum
conjunto A.Dependendo
da definição desse conjunto temos varios tiposde descrições de incertezas.
As
definições fornecidas aquipodem
ser obtidas de várias fontes,em
particular de [17].2.3.1
Descrição
por
intervalos
A
descrição de incertezas por intervalos considera que o conjunto .Á é definidocomo
Í
A
:
{A
5A
:
A0
+
ZqíAivqí
É lqíminvqímaxllfli=l
onde
as matrizes A0,__,~ são conhecidas.O
conjunto .Átambém
é conhecidocomo
matriz-intervalo. Incertezas do tipo intervalo
podem também
ser consideradas para funções detransferência polinomiais através do resultado de Kharitonov.
Como
esse resultado éinteressante e útil, trataremos brevemente dele a seguir.
A
partirda
definição de polinômios-intervalo enunciaremos o resultado obtidopor Kharitonov e definiremos o conceito de plantas-intervalo. Esses conceitos, aliados
ao resultado de Kharitonov, são bastante úteis para a análise de sistemas incertos.
Um
tratamento
resumido
dos resultadospode
ser encontradoem
[24]. Paraum
tratamentomais completo
deve-se consultar Todos os resultados e definições aqui enunciadospodem
ser encontradosno
primeiro.Polinômios-intervalo
'Primeiramente
introduziremos a definição de estrutura de incertezas independentes, paralogo após
definirmos
os polinômios-intervalo:Definição 10
(Estrutura de Incertezas Independentes)Um
polinômio p(s,q) descrito pori
;l"l=
s
P(S, q)
=
,_ '(‹1)S
tem
uma
estrutura de incertezas independentes se a,~ depende apenas da z'-ésima compo-nente do vetor q.
2.3.
DESCRIÇAO
DE
INCERTEZAS
15~
Definiçao
11 (Polinômios-intervalo)A
família ' V75'={P(S,‹1)=‹1€Q}
e'
uma
família de polinômios-intervalo ou, simplificadamente,um
polinômio-intervalo, se1. p(s,q) tem estrutura de incertezas independentes.
2. os coeficientes a,-
são
contínuosem
q,-.3. q G
Q,
ondeQ
éum
hiper-retângulo.E
Como
podemos
notar, essa definição geralmente é conservativa para aplicaçõespráticas,
uma
vez que poucos problemas reaispossuem
incertezas que levem a descriçõesonde
apareçam
polinômios-intervalo (na maior parte das vezes os modelos queobtemos
não
possuem
uma
estrutura de incertezas independentes). `Plantas-intervalo
Embora
a definição de plantas-intervalo não seja necessária para enunciarmos oteorema
deKharitonov,
vamos
introduzi-la aqui porque essa definição segue logicamente a definiçãode polinô_mios intervalo. Essa definiçao será utilizada para definirmos os critérios de
estabilidade para sistemas incertos, mais adiante.
Definiçao
12 (Plantas-intervalo)Definimos
uma
familia de plantas-intervalo, ou sim- plijicadamente,uma
planta-intervalo,como
A N(~“>' fl)
g1={G(s,q,r)=~2N€N,D€P},
~›
›.
onde /V e
D
são polinômios-intervalo.Teorema
de
Kharitonov
VEstamos
aptos a enunciar o teorema de Kharitonov. Ele nos da condições de determinara estabilidade de
um
polinômio-intervaloem
um
número
finito de passos. Para enunciaro teorema, introduziremos a definição dos polinômios de Kharitonov.
Definição
13 (Polinômios de Kharitonov) Seja 'Puma
família de polinômios-intervalodescritos por -
z P(5,‹1)= Zla§»aÍlSi-
1:1
Definem-se
os quatro polinômios de Kharitonovcomo
;U$1;U:fl /5/À/-\/-\ Cnfnfl/:Cn \_/\_/\_/ç/
:ag
+afs+a§ls2+a¡Ís3+a;.s4+---
=a3'+aÍ's+a;s2+a§s3+a,Ís4+---
:aff+afs+a§s2+a¿Ís3+aÍs4+---
=a§+aÍs+a§s2+a§s3+a;.s4+---
Teorema
14
(Teorema de Kharitonov)Uma
familia de polinômios-intervalocom
grau invariante e' estável se e somente se os seus quatro polinômios de Kharitonov são estáveis.1õ
cAPfTULo
2.CONCEITOS
BÁSICOS
2.3.2
Incertezas
politópicas
Nesse caso, o conjunto .Á é definido
como
um
domínio convexo fechadoÍ j
“
A={A=A=Z'qâAf›2qâ=1›qé>0}›
f i=1 i=1
onde
as' matrizes A, são conhecidas. Pela formulação do conjunto .Á pode-se notar queas matrizes A, são os vértices de
um
politopoã. Essa formulação é, talvez, a de mais fácilintrodução
na
abordagem
LMI,
sendo utilizada por vários autores.2.3.3,
Limitada
em
norma
Temos
agora`
A=.A(A)={A:A=A0+EAH},
onde
A0,E
eH
são matrizes conhecidas eA
éuma
matriz bloco-diagonal,com
cada blocoA¿
satisfazendo ||AiÉ
1. Pode-se interpretar esse tipo de descriçãocomo
uma
descriçãovia domínios convexos elipsoidais, ou
uma
descrição politópicacom
número
infinito devértices.
Cabe
notarque
ocampo
numérico dos blocos A,~ não foi definido, apenas queHA,-||
É
1. Assim,podemos
ter A,~ pertencente aocampo
dos complexos ou reais, e essadiferença
pode
ser crucialem
termos dos resultados obtidos,como
veremosem
outraseção.
Existem
ainda duas divisões para esse tipo de descrição de incertezas: 'Incerteza
estruturada
enão-estruturada
Como
estamosimpondo
uma
estrutura (bloco-diagonal)em
A
dizemos queA
éuma
incerteza estruturada. Caso, porém, não exista restrição
na
estrutura de A, dizemos queA
éuma
incerteza não-estruturada.2.3.4
Matching
conditions
Descrições do tipo matching conditions refletem a forma
como
a incerteza é introduzida nomodelo. Essa
forma normalmente
é feita através deuma
restrição estrutural.O
exemplo
mais
conhecido de matching conditions ocorrecom
o sistema :ir=
Aa:+
Bu
ondeA
eB
são matrizes incertas descritas pelos seguintes conjuntos:
=
ZA:
A0+B0A1}
.
'zõ'zB(A2)z{BzB=B0+B0Az}
onde
A0
eB0
são matrizes conhecidas, eA1
eA2
representam os elementos incertos quepodem
ser limitadosem
norma
ou pertencerem aum
politopo.5Um
politopo éum
poliedro convexo, que pode ser imaginado comoum
poliedro onde não existam “entradas”.2.4.
DEFINIÇOES
DE
ESTABILIDADE
V
17
2.4
Definições
de
Estabilidade-
2.4.1
_Abordagem
Lyapunov
O
conceito de “estabilidade” é intuitivoporém
impreciso. Para «trabalharmos deforma
inequívoca
com
esse conceitodevemos
formular definições mais precisas.As
definiçõesaqui listadas
podem
ser encontradasem
[59] ouem
[62]. -Sistemas
autônomos
-_
Para esse trabalho estamos de fato interessados nas definições para sistemas não autôno-
mos, ou seja, sistemas da forma si'
=
f(:1;(t),t), onde ac G IR".Começaremos,
porém,com
as definiçoes para o sistema
autônomos
ii
. z1=
=
f<z‹f››~
(2-1)
por serem mais intuitivas.
A
partir daí, as extensões para sistemas nãoautônomos
seraointroduzidas naturalmente. Primeiramente faremos duas definições que facilitarão o de-
senvolvimento:
o
BR
é a região esférica definida pelo conjunto {:c :<
R},
onde=
\/:c'a:. .o
SR
é a esferaem
si, ou seja,»o conjunto {:c :=
R}.
Os
pontos de equilíbrio do sistema (2.l) são todos os pontos onde=
O.Consideraremos,
sem
perda de generalidade, que a origem éum
ponto de equilíbrio dessesistema.
Assumiremos
também
que o sistema possui, parauma
dada
condição inicial,somente
uma
solução. Feitas as suposiçõespodemos
finalmente partir para as definições'de estabilidade: .
~
_
Estabilidade:
O
ponto de equilíbrio a:=
0 é dito estável se, para qualquerR
>
0, existirum
escalar r(R)>
0 tal quezz(0) e B, => zz(¢) e BR, vt
2
0. -Se, para
algum
R, nao for possível encontrar r que satisfaça as condiçoes, entao oponto de equilíbrio é dito instável. _
Estabilidade
assintótica:A
origem é dita localmente assintoticamente estável se elefor estável e ainda existir 1'
>
O tal que ‹~
z(o) 5 B, =>
um
.~z(¢)=
0. t-›ooEstabilidade exponencial:
O
ponto de equilíbrio zu=
0 é localmente exponencialmenteestável se, para suficientemente pequena, existirem
a
>
O e z\>
O tais queW
>
0› |Iw(f)||É
0‹I|w(0)lI@`”- _6Alguns autores empregam os termos autónomo e não autónomo para diferenciar sistemas com ou sem funções forçantes. Nesse trabalho adotamos a nomenclatura das referências citadas, onde sistemas