UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
Relatório de Prática de Ensino Supervisionada
Influência de um programa de treino pliométrico e de escada de
agilidade na força rápida e agilidade de jovens atletas de futsal
feminino
2º CICLO EM ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOS ENSINOS
BÁSICO E SECUNDÁRIO
Alexandra da Costa Araújo
Nuno Domingos Garrido Nunes de Sousa
II
UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
2º CICLO EM ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOS ENSINOS
BÁSICO E SECUNDÁRIO
Influência de um programa de treino pliométrico
e de escada de agilidade na força rápida e
agilidade de jovens atletas de futsal feminino
Relatório de Prática de Ensino Supervisionada
Alexandra da Costa Araújo
Orientador: Nuno Domingos Garrido Nunes de Sousa
III Relatório elaborado com vista à obtenção do grau de Mestre em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, na Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, em conformidade com o Artigo 20.º, alínea b) do Decreto-Lei n.º 79/2014 de 14 de maio, sob a orientação do Professor Doutor Nuno Domingos Garrido Nunes de Sousa.
IV
DEDICATÓRIA
A vocês, mãe e pai, que sempre foram a constante da minha vida, e porque em cada passo que dei revejo o vosso apoio, carinho e amor incondicional.
V
AGRADECIMENTOS
À mui nobre Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro pela formação que me proporcionou durante estes dois ciclos.
Ao Agrupamento de Escolas de Monserrate por tornar possível a realização da etapa mais importante destes dois ciclos.
Aos professores que durante esses dois ciclos me ensinaram e inspiraram a ser uma melhor profissional.
Ao professor Garrido pela disponibilidade e ajuda, naquela que foi uma caminhada complicada.
Ao Ruca, por ter aceite fazer parte desta minha jornada, pela partilha do conhecimento mas acima de tudo pela amizade que nos une.
À Diana, por a nossa amizade ser das melhores coisas que levo destes incríveis cinco anos.
À Nocas por ser melhor amiga e irmã de coração. O meu mundo não seria o mesmo sem a tua amizade.
Por fim, à minha família e de forma especial aos meus pais que sempre foram e serão o amor da minha vida.
VI
ÍNDICE GERAL
DEDICATÓRIA ... IV AGRADECIMENTOS ... V ÍNDICE GERAL ... VI INDÍCE DE TABELAS ... VIII INDÍCE DE FIGURAS ... IX ABREVIATURAS ... X
Introdução ... 1
Capítulo I: Relatório de Estágio ... 2
Enquadramento Biográfico ... 3
1. O Meu Percurso ... 3
2. Expetativas em Relação ao Estágio ... 5
Enquadramento do Estágio Pedagógico ... 7
1. Contexto Escolar ... 7
2. Núcleo de Estágio ... 8
3. Funções Realizadas ... 9
4. Os Meus Alunos ... 10
Realização do Estágio Pedagógico ... 11
1. Planeamento ... 11
a. Unidades Didáticas (UD) ... 12
b. Planos de Aulas (PA) ... 13
2. Realização das Práticas de Ensino Supervisionadas ... 15
3. Avaliação ... 16
a. Avaliação Diagnóstica ... 16
b. Avaliação Formativa ... 17
c. Avaliação Sumativa ... 17
4. Observações ... 19
5. Atividades de Participação na Vida da Escola ... 20
a. Desporto Escolar ... 20 b. “Corta Mato” ... 23 c. “Brincar ao Atletismo” ... 24 6. Estudo de Turma ... 25 7. Outras Atividades ... 27 Conclusões ... 29 Bibliografia ... 33
VII
Introdução ... 36
Metodologia... 37
Abordagem Experimental do Problema ... 37
Amostra ... 37 Procedimentos ... 37 Análise Estatística ... 38 Resultados ... 39 Discussão ... 40 Conclusão ... 41 Bibliografia ... 41
VIII
INDÍCE DE TABELAS
Tabela 1: Funções Realizadas ... 9 Tabela 2: Escala de Avaliação ... 17 Tabela 3: Exercícios pliométricos e exercícios de escada realizados no programa de treino ... 38 Tabela 4: Resultados de estatística descritiva das variáveis agilidade e força rápida . 39 Tabela 5: Resultados do teste T e de estatística descritiva das variáveis agilidade e força rápida ... 39
IX
INDÍCE DE FIGURAS
Figura 1: Resultados médios da prestação da força rápida, pré e pós intervenção ... 40 Figura 2: Resultados médios da prestação da agilidade, pré e pós intervenção ... 40
X
ABREVIATURAS
EP
Estágio Pedagógico RE Relatório de EstágioNE
Núcleo de EstágioUD
Unidade Didática EF Educação FísicaPA
Plano de AulaPES
Prática de Ensino SupervisionadaDE
Desporto Escolar
UTAD
Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro
FB
FeedbackESM
Escola Secundária de MonserrateEPB
Escola EB 2,3 Dr. Pedro BarbosaAEM
Agrupamento de Escolas de Monserrate1
Introdução
O presente documento, de seu nome, Relatório de Estágio (RE), surge no âmbito do Estágio Pedagógico (EP) realizado durante o ano letivo 2015/2016 com vista à conclusão do 2º ciclo de estudos, correspondente ao grau de Mestre de Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Este documento é constituído por duas partes distintas que traduzem todo o ano letivo: na primeira são apresentadas as experiências vivenciadas no meio escolar; na segunda parte será exposto o estudo científico que se realizou paralelamente ao EP.
O EP é a última etapa de um conjunto de dois ciclos de formação académica através do qual foi possível a aplicação de todos os conhecimentos adquiridos, aliando a teoria ao sentido prático. Só desta forma foi possível vivenciar a verdadeira realidade da docência atual no seu esplendor e nas suas dificuldades. Por todas as suas dimensões e pela responsabilidade que acarreta, “é indubitável que, no decurso da carreira, poucos períodos se comparam a este em importância [, constituindo] um período único e significativo na vida pessoal e profissional de qualquer professor” como refere Simões (1996), citado por Caires (2006).
O principal objetivo deste relatório foi portanto, a reflexão crítica e justificada que resuma a atividade e experiência adquirida durante esse ano. Nesse sentido é importante ser entendido que tanto os sucessos, como os erros, fazem parte do processo de formação. E a capacidade de julgamento do sucesso das decisões educativas compõem uma das mais importantes ferramentas do ser professor.
“Saber que sabemos o que sabemos, e que não sabemos o que não sabemos, esse é que é o verdadeiro conhecimento.”
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Capítulo I: Relatório de Estágio
Neste primeiro capítulo abordou-se o EP, expondo todas as suas partes integrantes de uma forma reflexiva.
Primeiramente realizou-se um enquadramento pessoal onde foram abordadas as expetativas iniciais e um enquadramento do EP onde se contextualizou as escolas, o núcleo de estágio (NE) e os alunos. De seguida foram expostas todas as componentes relativas à realização do EP abordando os planeamentos (planos de aulas (PA), unidades didáticas (UD)), as práticas de ensino supervisionado (PES), as avaliações, as observações, a participação no meio escolar e todas as atividades dessa forma desenvolvidas, as funções realizadas, e as realidades encontradas.
É, portanto, um documento de índole individual e particularizado à medida das expetativas e das realidades com que a candidata foi sendo confrontada.
Este EP foi realizado nas escolas Secundária de Monserrate (ESM) e EB 2,3 Dr. Pedro Barbosa (EPB) do Agrupamento de Escolas de Monserrate (AEM), sob a orientação do professor Rui Silva. Desde o início do ano letivo que a candidata assumiu o papel de professora em duas turmas de dois ciclos de ensino distintos, a turma D do oitavo ano e a turma F do décimo primeiro ano. Só desta forma foi possível aproximar o processo de formação, ao real contexto profissional que um professor vive hoje em dia. Durante todo este processo, nunca se perdeu o contato com a vida na escola e nesse sentido, o NE desenvolveu e ajudou na gestão de várias atividades. De forma a enriquecer o EP a candidata acompanhou, treinou e orientou, durante todo o ano letivo, o grupo/equipa de juvenis de futsal feminino de desporto escolar (DE) da ESM.
Este documento foi dividido em cinco grandes partes: (1) Enquadramento Biográfico, (2) Enquadramento do Estágio Pedagógico, (3) Realização do Estágio Pedagógico, (4) Conclusões e (5) Bibliografia.
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Enquadramento Biográfico
1. O Meu Percurso
“A carreira docente configura-se como um processo de formação permanente e de
desenvolvimento pessoal e profissional do adulto-professor, que compreende não apenas os conhecimentos e competências que o mesmo constrói na formação, mas também a pessoa que ele é, com todas as suas crenças, idiossincrasias e histórias de vida.”
(Hargreaves & Fullan, 1992, como referido em Gonçalves, 2009)
De forma a compreender a identidade profissional que a candidata detêm, é imperativo perceber o seu percurso passado e as experiências pessoais adquiridas. Nesse sentido julgou-se importante realizar um pequeno registo biográfico.
Desde sempre que a sua vida girou à volta de Desporto e portanto, foi naturalmente o seu primeiro e mais velho amor. Esse amor surge muito por culpa do seu pai, professor de Educação Física (EF) e também ele um eterno apaixonado pelo Desporto em geral e pelo futebol/futsal de uma forma mais íntima.
A candidata envolveu-se e vivenciou uma multiplicidade de atividades desde muito cedo, tendo sido atleta federada das modalidades Judo, Taiki Budo e Natação. Mas, e devido um pouco à sua (in)felicidade de ser rapariga única no meio de uma família repleta de rapazes, não pode deixar de experimentar e de cedo se apaixonar pelo futebol/futsal. Desde cedo notou que possuía uma aptidão natural para a modalidade. Essa sensação de sucesso sempre provocou nela a necessidade de se transcender e de trabalhar para a procura contínua de evolução. Foi atleta de futebol 5 e futebol 11, mais foi no futsal
4 que encontrou a sua paixão. Foi praticante de Futsal no DE entre 2002 e 2011 e atleta federada em vários clubes desde 2008. Atualmente faz parte do Santa Luzia Futebol Clube que disputa a fase de campeão da 1ª Divisão Nacional.
Todas estas vivências intimamente associadas à atividade física só poderiam culminar no desejo de seguir as pisadas do seu pai e por isso desde cedo, definiu como sonho e objetivo seguir esta área de Desporto.
Contudo não foi uma jornada fácil, pois a conciliação da escola e, posteriormente da universidade, com uma prática desportiva tão intensa exigiu muita vontade, empenho e espírito de sacrifício.
No final, e conseguindo enquadrar a sua vida numas meras linhas é evidente que o seu trajeto de vida é ainda muito curto e bastante recente, mas sem dúvida um percurso muito rico e repleto dos melhores valores que só o Desporto consegue facultar.
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2. Expetativas em Relação ao Estágio
Este foi talvez o ano mais aguardado em toda a sua formação académica. Desde que definiu como um objetivo enveredar pela área de EF, que ansiava pela oportunidade de vivenciar o ensino na sua forma crua e natural.
Antes de iniciar esta fase, todas as expetativas que a candidata possuía em relação à docência propriamente dita eram baseadas na relação com os alunos, na gestão dos níveis de motivação e na transmissão de conhecimento. Como possuía uma grande prática de lecionação de aulas, abordou as PES com bastante naturalidade.
Dessa forma apresentou-se completamente abstraída de todo o planeamento que suporta a lecionação propriamente dita. Devido à vasta experiência na realização de PA durante a sua formação académica, julgava que o planeamento (UD e PA) iria ser uma parte do EP bastante acessível. Não poderia estar mais errada, como rapidamente se apercebi.
Sabia desde o início que se queria envolver no projeto DE e esperava a partir dele bons momentos, por já ter vivenciado no passado essa mesma experiência. Contudo não compreendia ainda, do ponto de vista de “mentora”, a importância do papel que iria representar, não abordando só os aspetos desportivos mas os valores humanos que deveria incutir nas suas alunas.
Contudo, e exceto a participação no DE e a realização do estudo de turma, não saberia até que ponto iria puder participar na vida da escola, não sabendo o que esperar de todos os momentos relacionados com as suas turmas como as reuniões de departamento, de grupo, de conselhos de turma e interdisciplinares, assim como do acompanhamento da dinâmica de uma direção de turma, proposta pelo professor Rui.
6 Em NE foi discutida a importância de sermos ativos e presentes na vida da escola e isso implicaria propostas e desenvolvimento de outras atividades enriquecedoras. No seu percurso académico, poucas foram as situações em que pode experimentar toda a dinâmica de gestão de eventos desportivos. Nesse sentido, essa pró-atividade que tivemos que adotar desde o início deixou a candidata intrigada sobre a sua capacidade de resposta a essas situações. Apesar de tudo, não esperava a realização de tantas e variadas atividades.
Desde o início que sempre definiu que os princípios de um bom professor deveriam ser assentes na aprendizagem dos alunos e na capacidade de incutir neles, uma atitude de empenhamento e de deleite na realização das aulas. Obviamente estas aspirações estavam um pouco desenquadradas do atual panorama da educação, mais especificamente da disciplina de EF e do padrão comportamental dos alunos nos dias de hoje.
Na verdade, lembra-se de imaginar qual seria o comportamento e atitude dos alunos e idealizar alunos como ela, que enquanto estudante, se revia na profissão do seu professor de EF. E novamente… não poderia estar mais enganada.
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Enquadramento do Estágio Pedagógico
1. Contexto Escolar
Desde que ingressou no ensino superior, sempre teve o desejo de lecionar na escola onde frequentou o seu ensino secundário. Com esta escolha conseguiu também conciliar a proximidade á sua residência e a gestão dos seus treinos enquanto atleta e treinadora.
A ESM e a Escola EB 2,3 Dr. Pedro Barbosa (EPB) fazem ambas, parte do AEM, localizadas em Monserrate, Viana do Castelo.
A ESM é frequentada por alunos provenientes de todas as freguesias do concelho, contudo acolhe também, alunos oriundos de concelhos limítrofes, que a procuram em função da sua oferta formativa. Atualmente possui uma população escolar superior a 1500 alunos. Funcionou no mesmo edifício desde o seu nascimento em 1964, até 2009 onde foi integrada no Programa de Modernização do Parque Escolar do Ensino Secundário. Possuindo instalações desportivas de grande qualidade e muito recentes.
A EPB é frequentada por alunos provenientes de todas as freguesias do concelho. Detém excelentes condições para a lecionação das aulas da disciplina de EF por possuir muitas estruturas passíveis de serem utilizadas (dois pavilhões, dois espaços interiores e dois campos exteriores). O que permitiu a utilização da totalidade de um pavilhão para a lecionação de uma turma.
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2. Núcleo de Estágio
O NE foi composto por a candidata e pela sua colega estagiária Diana Faria.
Durante o seu percurso na ESM, teve a sorte de ter sido aluna de um professor de EF que a inspirou e que sempre teve como exemplo a nível profissional. Dessa forma, a escolha do professor Rui Silva para seu orientador foi bastante natural. Assim que o contactou, ele demonstrou prontamente uma vontade em a auxiliar e partilhar esta experiência com a candidata.
A sua colega, Diana Faria, escolheu Viana do Castelo por proximidade da zona de residência e como foram, além de colegas de turma, companheiras de casa nos quatro anos em que residiram em Vila Real, ficarem juntas foi uma escolha óbvia.
Apesar de ser uma profissão de índole individual, o NE é baseado no coletivo. Segundo Bracht, et al. (2003), como referido em, Nóvoa (1997), as “[…] práticas de formação que tomem como referência as dimensões coletivas contribuem para a emancipação profissional e para a consolidação de uma profissão que é autónoma na produção dos seus saberes e dos seus valores”. Nesse sentido a dinâmica comportamental do NE foi assente em valores como a interajuda, honestidade e superação sempre perspetivando o aperfeiçoamento da identidade profissional de cada um.
O NE realizou reuniões semanais durante (quase) todo o ano com os objetivos de preparar toda a ação educativa através do seu planeamento e dos seus devidos reajustamentos, de refletir sobre os sucessos e insucessos em cada PES e de propor, desenvolver e avaliar as atividades relacionadas com a vida da escola. De forma alternada, a candidata e a sua colega realizaram as atas de todas as reuniões efetuadas.
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3. Funções Realizadas
Tabela 1: Funções RealizadasFunções Responsabilidades Tarefas Quantidade
Turmas
Lecionação e acompanhamento de duas turmas do início até ao final do
ano letivo - Prática de Ensino Supervisionado (PES) 11ºF (2 Blocos Semanais) 104 PES
179
PES
8ºD (1 e ½ Blocos Semanais) 75 PES Planeamento Conceção, desenvolvimento e aplicação dos documentos que permitam o planeamento, a execuçãoe a avaliação das PES
Unidades Didáticas (UD) 11
Balanços/Adendas – UD 11
Balanço Geral - UD 1
Planos de Aulas (PA) 101 Balanços de Aulas (BA) 101
Balanço Geral – PA 1
Observações à Prof. Estagiária 91 Observações ao Prof. Orientador 30
Participação na Vida da
Escola
Direção de Turma Acompanhamento de uma turma 1
Presença e participação em reuniões
Departamento 2
Grupo 5
Turma 5
Núcleo 25
Participação no projeto Desporto
Escolar
Treinar e acompanhar um grupo-equipa aos jogos (Juvenis
Femininos – Futsal)
1 Participação na atividade: Corta-Mato Conceção do Regulamento 1
Conceção do Croqui
Criação de uma atividade: “Brincar ao
Atletismo”
Proposta e desenvolvimento de toda a atividade
1 Conceção do Regulamento
Organização, gestão e execução da atividade
Criação de uma atividade:
Flashmob
Proposta, desenvolvimento, organização, gestão e execução de
toda a atividade
1 Participação no Multiactividades –
ESM AO VIVO
Organização, gestão e execução
de toda a atividade 1
Organização do Torneio Regional de
Voleibol de Praia – Desporto Escolar
Organização, gestão e execução
da atividade 1
Estudo de
Turma Estudo de Turma
Levantamento Biográfico
1 Caracterização da Turma
Estudo
Científico Estudo científico
Definição do Tema
1 Pré Projeto
Desenvolvimento Relatório de
Estágio Relatório de Estágio
Resumo da atividade e experiência
adquiridas 2
Valores
No desempenho destas funções, o perfil comportamental da candidata assentou em atitudes como a iniciativa, atitude crítica, responsabilidade,
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4. Os Meus Alunos
Estando a ESM integrada no AEM foi possível, pelo contacto do Professor Rui com dois professores do grupo de EF que lecionam na EPB, ocorrer a oportunidade de serem lecionadas e acompanhadas duas turmas de dois níveis de ensino distintos. Através da realização de um sorteio das turmas disponíveis a candidata ficou responsável por uma turma do ensino secundário e uma turma do ensino básico. Dessa forma, o seu EP ficou bastante mais rico e próximo da realidade do âmbito profissional.
Desde o inicio do ano letivo, 17 de Setembro de 2015, que lecionou e acompanhou a turma F do 11º ano do curso Ciências e Tecnologias e a turma D do 8º ano do ensino regular.
Foram duas turmas com um nível muito alto em termos de disponibilidade motora e aptidão desportiva. Contudo, em termos comportamentais, esse nível não se verificou da mesma maneira. Nos períodos de instrução, organização e transição existiu alguma dispersão, existindo um maior dispêndio de tempo do que o idealizado. Todavia, e através das várias estratégias de maximização do tempo disponível para a prática que foram aplicadas desde o início da lecionação, os seus comportamentos sofreram uma grande melhoria.
Ambas as turmas eram ligeiramente pequenas, sendo que o 11ºF possui 20 alunos (7 raparigas e 13 rapazes) e o 8ºD possui 18 alunos (6 raparigas e 12 rapazes), o que permitiu uma maior flexibilidade em termos de gestão da aula e um ensino mais próximo e mais específico. Em ambas as turmas, verificou-se também uma clara superioridade de número de rapazes em relação às raparigas.
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Realização do Estágio Pedagógico
1. Planeamento
Segundo Clark & Yinger (1987), como referido em Januário (1996), o objetivo do planeamento, ao nível da condução de ensino, é transformar, modificar e adaptar o currículo mediante as características únicas de cada situação de ensino. Para Piéron (1996), só é possível existir qualidade de ensino se o professor fizer um planeamento criterioso e refletido. Onofre (1995), acrescenta que o sucesso das aprendizagens dos alunos depende das competências do professor para analisar os contextos e consequentemente selecionar os caminhos e estratégias mais adequadas perante determinada situação.
O planeamento da atividade pedagógica pode ser divido em três fases. A primeira, segundo Aranha (2004) é “a fase de conceção, durante a qual se selecionam, definem e estruturam objetivos e estratégias, ou seja, é aquela que se refere ao planeamento propriamente dito.”
Piletti (1995) refere que os requisitos para um bom planeamento, são: a) o acreditar no planeamento da disciplina, b) uma boa preparação, c) participação e envolvimento pessoal, d) fazer os planos por escrito, e) fazer planos simples e diretos, f) valorizar o que fazer, g) trabalhar com um bom plano de aula e h) encarar o planeamento como um processo contínuo. Defende também que o planeamento deve ser concebido evitando por um lado a rotina e por outro a improvisação, devendo estar de acordo com os objetivos previamente definidos, promovendo a eficiência do PEA, e garantindo uma segurança na estrutural na direção da lecionação.
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a. Unidades Didáticas (UD)
A primeira ação da atividade pedagógica é a definição de objetivos, sem eles não existe ação educativa. Sendo que “o planeamento do ensino é feito em função dos objetivos definidos” (Aranha, 2004). Só após a essa primeira decisão pedagógica é se inicia o planeamento do processo ensino-aprendizagem “começando […] [pelas] Unidades Didáticas, de consecução a médio/longo prazo, para depois se proceder ao planeamento da própria aula […].” (Aranha, 2004).
As UD são documentos que servem como um auxiliar à atividade docente, exercendo uma função de orientação. Para a sua realização, teve-se em conta: as diretrizes do programa Nacional de Educação, as decisões do grupo da disciplina de EF da ESM, as orientações do NE, os recursos disponíveis, o número de aulas previstas para a lecionação da UD e o nível de prestação motora dos alunos que compuseram e a turma.
As UD apresentaram uma estruturação dividida em nove partes: (1) Introdução; (2) População-Alvo; (3) Recursos; (4) Definição de Objetivos; (5) Estruturação de Conteúdos; (6) Métodos de Controlo do Processo; (7) Estratégias; (8) Bibliografia; (9) Anexos.
As UD foram restruturadas após a avaliação diagnóstica de forma a preservarem a sua índole de especificidade, contudo sempre foram um documento flexível, passível de ser modificado sempre que necessário.
Após cada UD foi realizado um balanço final, analisando os resultados obtidos, identificando fatores de insucesso/sucesso e as suas causas. E se necessário, apresentadas propostas de manutenção e/ou modificação. Também foi realizado um balanço geral de todas as UD com o mesmo objetivo, mas de uma forma generalizada.
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b. Planos de Aulas (PA)
Depois de realizada toda fase do conceção do planeamento, foi iniciada a fase de execução onde se aplicaram as planificações antecedentes. Segundo Aranha (2004) é nesta fase que se “avalia a viabilidade real das opções tomadas, permitindo tomar novas decisões e, deste modo, fazer adaptações a situações imprevistas, controlando, assim a atividade pedagógica.”. O PA é então a ligação de todos os níveis de planeamento, onde segundo Bento (1987) se “conduz as planificações e reflexões anteriores para um plano mais concreto da atividade do professor, do ponto de vista da realização metodológica do ensino e da respetiva reflexão.”
Durante toda a sua formação académica, a candidata, foi desenvolvendo PA e por isso percebendo a sua importância, tornou-se um instrumento imprescindível na realização da prática pedagógica.
Ele foi composto por duas partes. Na primeira folha, segundo Aranha (2004), conteve “a Escola, o professor, a data e a hora da aula, o tempo horário, o ano e a turma […], a UD […], o total de aulas […], o número de aulas lecionadas naquela UE, […] a instalação […], o(s) objetivo(s) específico(s) […] , a função didática, os conteúdos […] , os objetivos operacionais [com os critérios de êxito] e o material […]”. A segunda folha apresentava o desenvolvimento da atividade propriamente dita, com a indicação do tempo de duração, das estratégias/controlo e das tarefas a desenvolver.
Cada PA foi avaliado no final da sua aplicação através de um balanço de aula. Foi realizada uma análise crítica e reflexiva sobre os resultados, assente nestes pontos: (1) Estratégias; (2) Comportamento e Empenhamento dos Alunos; (3) Gestão do Tempo de Aula e de Atividade Motora; (4) Dificuldades dos Alunos; (5) Dificuldades da Professora; (6) Alterações ao Plano de Aula e (7) Considerações Finais. No final, foi
14 elaborado um balanço geral de todos os PA de forma a analisar os seus sucessos/insucessos.
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2. Realização das Práticas de Ensino Supervisionadas
“Diz-me e eu esquecerei. Mostra-me e eu talvez me lembre. Envolve-me e eu aprenderei.”
- Benjamin Franklin
A lecionação das aulas e a sua consequente supervisão por parte do orientador foi sem dúvida o aspeto mais marcante e mais representativo do EP. Afinal, foi por esse momento que a candidata ansiou toda a sua formação académica. O momento em que deixou o estatuto de estudante e “vestiu” o título de professora.
Em NE, ficou definido que tanto a candidata como a sua colega estagiária iriam lecionar as duas turmas desde o primeiro dia de aulas do ano letivo, até onde lhes fosse permitido em termos de longevidade. Isto porque era absolutamente fundamental vivenciar essa experiência da forma mais aproximada do contexto real. Isso só foi possível efetuando a PES durante todo o ano letivo e acompanhando mais do que uma turma, se possível em dois níveis de ensino distintos.
Todas as aulas foram supervisionadas pelo professor orientador Rui e observadas pela sua colega estagiária Diana. Contudo, foi de forma completamente autónoma que lecionou as suas aulas, controlando todos os processos necessários para execução das mesmas.
O fato de ter detido essa supervisão na sua ação educativa permitiu, no final de todas as suas aulas, usufruir de um momento de análise e reflexão ao (in)sucesso da própria aula, das estratégias e metodologias adotadas e da aprendizagem dos alunos. Em NE foram refletidos os resultados, apresentando aperfeiçoamentos e sugestões.
16 A lecionação foi uma constante durante todos os anos da sua formação académica o que lhe permitiu encarar esta experiência com muita naturalidade.
Baseou a sua ação educativa em princípios como uma boa apresentação de informação, um bom controlo ativo da prática dos alunos, o constante fornecimento de feedback (FB) pedagógico na sua forma positiva assim como uso de reforço positivo. Além disso tentou basear a sua ação em progressões pedagógicas e situações que permitiram a evolução dos alunos terminando numa verdadeira aquisição de conhecimento por parte dos mesmos.
3. Avaliação
De forma a controlar o processo ensino-aprendizagem foi necessário a existência de momentos de avaliação durante a UD. Além de um carácter informativo, a avaliação permite ajustar e regular, os objetivos e as estratégias, tendo existindo dessa forma, uma sistemática adequação da atividade pedagógica às especificidades dos alunos. Este processo decorreu em três momentos distintos:
No início da UD – avaliação inicial com carácter diagnóstico Durante a UD – avaliação intermédia, com carácter formativo No final da UD – avaliação final, com carácter sumativo
a. Avaliação Diagnóstica
Foi o primeiro momento avaliativo, realizado na primeira aula. Esta teve como objetivo identificar o nível de prestação motora inicial dos alunos nos conteúdos que foram abordados (posteriormente), ou relativamente aos pré-requisitos exigidos. Esta primeira avaliação permite ao professor uma visão global, não só do domínio psicomotor mas também das condições reais de ensino (instalações, materiais, etc.). Para o efeito foi
17 sempre elaborada uma ficha própria, onde se registou o desempenho dos alunos. A avaliação do nível de prestação foi apresentada através da seguinte escala:
Tabela 2: Escala de Avaliação
Ponderação Nível de Prestação
4 Realiza sempre
3 Realiza muitas vezes 2 Realiza poucas vezes
1 Nunca realiza
Esta avaliação não pesou na classificação final do aluno.
b. Avaliação Formativa
Este foi o segundo momento avaliativo, aplicando-se em todas as aulas da UD. O seu objetivo foi o controlo do processo ensino-aprendizagem, através da observação sistemática dos alunos nos dois domínios: socio-afetivo e cognitivo-procedimental.
Com estas sucessivas informações foi realizado um ajustamento constante às decisões previamente tomadas. Estas alterações surgiram de forma a melhorar a aprendizagem dos alunos e de aumentar a eficácia pedagógica.
No final de cada PA foi integrado um balanço final, onde se discutiram as estratégias utilizadas, a gestão do tempo de aula e de atividade motora, o comportamento e empenhamento dos alunos, as dificuldades dos alunos e da professora, entre outros parâmetros. Com estes dados constantes, conseguiu-se verificar a evolução dos alunos nos dois domínios, em cima referidos.
c. Avaliação Sumativa
Este foi o último momento avaliativo e, como tal, aplicado na última aula da UD. Foi realizado um teste prático com o objetivo de avaliar o produto da aprendizagem ao nível
18 da prestação motora. Foi realizado através de observação direta e utilizando uma tabela semelhante à que foi utilizada na avaliação diagnóstica
19
4. Observações
“Quem não sabe observar não consegue analisar, avaliar nem identificar erros – os seus, os dos seus alunos ou os dos seus atletas – e, por conseguinte, não consegue melhorar prestações, ou seja, não evolui.”
(Aranha, 2007)
Segundo Estrela (1990) o “professor, para poder intervir no real de modo fundamentado, terá de saber observar e problematizar (ou seja, interrogar a realidade e construir hipóteses explicativas). Intervir e avaliar serão ações consequentes das etapas precedentes.”. Durante a realização do EP são empregues “duas formas essenciais que importa distinguir: (a) observação sobre o futuro professor; e (b) observação feita pelo futuro professor.”
A observação é, segundo Aranha (2007), “uma capacidade essencial [e] tão importante na análise e avaliação das prestações dos alunos ou atletas, como na da própria atividade do professor.” Permitindo “identificar prestações menos eficazes, e, consequentemente, melhorar essa atividade.”
Segundo Aranha (2007), a “observação pode ser dividida em três momentos distintos: pré-observação [onde se prepara a observação e se treinam os observadores], a observação propriamente dita e a pós-observação [onde se analisa os dados recolhidos e onde ser realiza a avaliação desses mesmos dados].”
Existem vários sistemas de observação, mas durante o EP foi privilegiado a prática da PES. Este tipo de observação consiste num registo anedótico de toda a aula em ordem ao tempo, e realizado em direto. O objetivo foi a recolha do maior número de informação possível, pela qual serão suportadas as decisões de avaliação posteriores. A avaliação
20 é feita mediante dez parâmetros: (1) Introdução da aula; (2) Mobilização dos alunos para as atividades; (3) Organização, controlo e segurança das atividades; (4) Gestão de recursos; (5) Instrução/introdução das atividades; (6) Regulação das atividades; (7) Linguagem utilizada; (8) Sequência da aula; (9) Conclusão da aula; (10) Concordância com o plano/Adaptabilidade na aula.
Durante o EP, a candidata realizou noventa observações à sua colega estagiária e trinta observações ao professor Orientador. Após a lecionação de cada aula foi realizado, em NE, uma reflexão onde foram analisados os sucessos e insucessos ocorridos baseados nas observações que tinham sido realizadas. Tendo sido, portanto, uma das melhores ferramentas para a sua evolução enquanto professora.
Segundo Estrela (1990) “a observação tem sido uma estratégia privilegiada na medida em que se lhe atribui um papel fundamental no processo de modificação do comportamento e da atitude, do professor em formação”.
5. Atividades de Participação na Vida da Escola
No decorrer desse ano letivo, muitas foram as atividades realizadas pelo NE. Todas elas foram discutidas, descritas e avaliadas nas reuniões de NE e referenciadas nas atas das mesmas.
a. Desporto Escolar
Ter sido, na sua formação escolar, atleta do DE durante 9 anos, fez a candidata sentir uma nostalgia carregada de um carinho enorme por esse projeto. Foi nele onde iniciou a sua jornada no desporto que tanto ama, onde criou grandes amizades e onde vivenciou grandes momentos.
21 Só um projeto com a dimensão e as capacidades do DE é que poderiam suscitar momentos tão únicos e impagáveis como aqueles que é possível experimentar. Nenhum outro permite tantas oportunidades e tantas partilhas de valores aliadas à paixão que nos move a todos, o Desporto.
Não pôde deixar de perder esta oportunidade de aliar dois grandes amores, o futsal e o treino de formação. Dessa forma e através do convite do professor Orientador Rui, partilhou com ele o comando do grupo-equipa de futsal feminino do escalão juvenis do AEM. Simultaneamente a mesma equipa também participou, de modo federado, no campeonato futsal de juniores de Viana do Castelo, representando o Santa Luzia FC, da qual fez igualmente parte da equipa técnica, a par com o professor Rui.
A equipa foi composta por 15 elementos com idades que variaram entre os 13 e os 17 anos.
Os treinos foram iniciados no dia 17 de Setembro de 2015 e desde então foram realizadas duas sessões de treino semanais. Às terças-feiras treinou-se das 18h20 às 20h00 e possuiu-se 2/3 do pavilhão desportivo e às sextas-feiras treinou-se das 18h15 às 20h30 possuindo a totalidade do pavilhão.
Iniciamos a realização da fase local (CLDE Viana do Castelo) com um sistema de competição todos contra todos a 2 voltas (8 jornadas), onde estiveram presentes 4 grupo/equipas: Escola Secundária de Monserrate, Escola Básica e Secundária de Valdevez, Escola Básica e Secundária de Arcozelo e Escola Secundária de Ponte de Lima. Esta fase decorreu entre 12 de Dezembro de 2015 e 9 de Abril de 2015. Ganhamos todos os jogos disputados e dessa forma fomos apurados campeões da CLDE Viana do Castelo.
A partir desse momento fomos apurados para disputar a fase inter CLDE contra o vencedor da CLDE Braga. O jogo foi disputado contra a Escola Secundária Francisco
22 de Holanda, no pavilhão da Escola Básica e Secundária de Valdevez às 10h00 do dia 16 de Abril de 2016. Vencemos o jogo 1-0 e dessa forma fomos apuradas para a fase seguinte.
Entretanto, antes de prosseguirmos para a próxima fase de competições de DE, realizamos no dia 19 de Fevereiro de 2015, em São João da Madeira, o torneio de apuramento para o campeonato mundial de futsal escolar (ISF). O sistema de competição foi todos contra todos a uma única volta, onde tiveram presentes as escolas: Escola Secundária de Monserrate (CLDE Viana do Castelo), Escola Secundária de Fafe (CLDE Braga), Escola Secundária Júlio Martins (CLDE Vila Real e Douro) e Escola Secundária D. Afonso Henriques (CLDE Porto). Fomos segundos classificados mas o apuramento era só para a equipa que alcançasse o primeiro lugar, que foi a Escola Secundária Júlio Martins (CLDE Vila Real e Douro).
A fase regional Norte, realizou-se em São João da Madeira, nos dias 6 e 7 de Maio de 2016. O sistema de competição foi todos contra todos a uma única volta, onde tiveram presentes as escolas: Escola Secundária de Monserrate (CLDE Viana do Castelo), Escola Secundária Inês de Castro (CLDE Porto), Escola Secundária Júlio Martins (CLDE Vila Real e Douro) e Escola Secundária de Felgueiras (CLDE Tâmega). Ganhamos dois jogos e perdemos um contra a Escola Secundária Júlio Martins que foi campeã regional. Desta forma, foi conseguido o apuramento para o campeonato nacional.
Os campeonatos nacionais de DE, realizaram-se em Aveiro, na Gafanha da Encarnação, entre os dias 19 e 22 de Maio de 2016. O sistema de competição foi todos contra todos a uma única volta, onde tiveram presentes cinco escolas: a Escola Secundária de Monserrate (CLDE Viana do Castelo), Escola Secundária Jácome Ratton (CLDE Tomar), Escola Secundária Júlio Martins (CLDE Vila Real e Douro) e Escola Secundária de Lousã (CLDE Coimbra). Perdemos os quatro jogos, mas o apuramento
23 para este campeonato, foi por si só o alcançar do objetivo desse ano letivo. Foi uma experiência que trouxe maturidade à sua jovem equipa, e motivação para no próximo ano conseguirem novamente o apuramento. No final de contas de um ano de trabalho, conseguimo-nos afirmar como a quinta melhor equipa do país.
Todas estas fases e sucessivas conquistas, vieram da grande qualidade do conjunto de atletas que a candidata dispôs, mas principalmente do árduo trabalho que, em conjunto, se realizou ao longo desse ano e dos anos transatos. Este foi um projeto com atletas muito novas o que permitiu estabelecer objetivos a médio prazo. Nesse sentido, todo o sucesso que se alcançou, pôde servir como reforço de experiência e de aprendizagem para, no próximo ano de competições, sermos uma equipa mais completa. No que diz respeito ao desenvolvimento global das alunas, a candidata não pôde estar mais orgulhosa pelos valores humanos que possuem e que refletem completamente a visão, missão e valores do projeto DE, de entre os quais se destacaram: responsabilidade, espirito de equipa, disciplina, tolerância, perseverança, humanismo, verdade, respeito, solidariedade, dedicação.
b.
“Corta Mato”
Depois da realização de uma reunião do grupo disciplinar de EF onde se abordou a atividade “Corta Mato” (entre outros assuntos), o professor Rui, de forma a maximizar a nossa participação na vida da escola, delegou-nos a tarefa de conceção de um novo regulamento da atividade “Corta-Mato” e, de igual forma, a conceção de um novo “croqui”.
24 Usando de alguma experiência, na elaboração e gestão de projetos desportivos, desenvolvida durante o percurso de formação académica, foram elaboradas de forma exemplar, as tarefas que foram confiadas às candidatas.
Foi uma tarefa agradável por ter sido um trabalho diferente daquele que foi a esfera laboral (UD, PA e observações). Contudo, e como a delegação dessa tarefa surgiu em tom de “desafio” pelo professor Rui, o NE não estava, de todo, à espera que os documentos desenvolvidos fossem realmente empregues e que recebesse tantos FB positivos por parte dos restantes professores do grupo disciplinar de EF.
c.
“Brincar ao Atletismo”
“VAMOS BRINCAR AO ATLETISMO” foi uma atividade desenvolvida na sua totalidade pelo NE de EF do AEM. Esta ideia surgiu através de um desafio lançado pelo professor Rui, como a criação de uma alternativa de integração dos alunos que não tiveram a oportunidade de participar na atividade “Corta Mato” por decisão do Grupo Disciplinar de EF.
Foi uma atividade que englobou a modalidade de atletismo, destinada a todos os alunos do 4º Ano do 1º Ciclo do agrupamento. Foi projetada com o objetivo de integrar estes alunos de uma forma mais lúdica e atrativa e sem nunca desvirtuar a “festa do atletismo”. Nesse sentido, foram escolhidos 4 “jogos” que integrassem as 3 áreas do atletismo: saltos, lançamentos e corridas.
Foi uma atividade feita em formato de equipas (turmas), pretendendo assim fomentar o espirito de equipa e interajuda. Contudo, e de forma a tornar a atividade mais de deleite pela própria prática em si, e não pela sua competitividade, não foram tidas em conta a qualidade das prestações nem se realizou uma classificação final.
25 A atividade decorreu no Pavilhão Municipal de Monserrate. Estiveram presentes 3 escolas diferentes, fazendo-se representar por 4 turmas num total de mais de 80 alunos. O nosso NE, além de impulsionador, concretizou e geriu toda a atividade com a ajuda de 3 técnicos superiores provenientes da Câmara Municipal de Viana do Castelo. Contamos ainda com a ajuda de 3 alunos do curso de Multimédias que fizeram todo o registo fotográfico e videográfico, 6 alunas do curso de Turismo que ajudaram na constante mobilização dos alunos nas atividades e onde realizaram uma atividade lúdica de entretenimento para os alunos, antes das entregas dos prémios de participação. No final foi ainda fornecido lanche a todos os alunos, e entregue a todas as escolas um prémio de participação composto por material desportivo.
Todos os professores que se fizeram encaminhar com as turmas forneceram um imediato FB muito positivo. Recebemos posteriormente, um especial agradecimento e um FB muito agradável proveniente da direção do AEM.
6.
Estudo de Turma
Este estudo surgiu com a necessidade da candidata conhecer melhor os alunos. O seu objetivo foi a caracterização pormenorizada da turma turma F do 11º ano de forma a poder melhorar a sua intervenção pedagógica tornando-a mais específica e objetiva.
Os objetivos específicos assentaram na análise incisiva:
• Dos dados pessoais dos alunos ao nível de background familiar, situação socioeconómica, principais problemas de saúde, hábitos alimentares e hábitos de sono que poderiam ser determinantes no que tocava ao desempenho escolar. • Da vida escolar dos alunos que permitiriam perceber qual o enquadramento do
26 • Dos hábitos desportivos dos alunos e o seu historial de prática desportiva, assim
como o seu interesse e atitude face à disciplina de EF.
• Das relações interpessoais estabelecidas entre os elementos da turma, salientado os alunos mais influentes de forma positiva e de forma negativa. Este estudo iniciou-se com a conceção dos questionários “Ficha Individual do Aluno” e “Questionário Sociométrico” de forma online, através da plataforma Google Docs. Após a sua elaboração, o link de acesso ao preenchimento dos questionários foi enviado para o correio eletrónico da turma. Todos alunos, de forma individual e fora do tempo de aulas, preencheram os questionários e as respostas foram registadas na plataforma.
Para o tratamento estatístico foi utilizado o programa Microsoft Excel 2016. Após a construção de tabelas, compostas pelos dados individualizados por questões, analisaram-se os resultados e elaborou-se a representação gráfica dos mesmos, que foram exibidos em percentagens. Para o tratamento dos dados sociométricos usou-se o programa Sociometrics.
Todos, de uma forma geral, demonstraram possuir um forte background familiar suportado por um constante apoio e um bom relacionamento com os pais. Aliado a isso, a turma refletiu uma condição socio económica bastante favorável o que lhes proporcionou em maior medida todas as condições para um ótimo desempenho escolar. O facto da maioria dos pais ter concretizado o Ensino Superior, refletiu-se nas perspetivas altas de futuro, que os alunos demonstraram. Em termos desportivos a turma possuía uma boa cultura desportiva tendo inclusive muitos alunos praticantes. Todos possuíam uma alimentação saudável e um ciclo de sono adequado e nenhum possuía problemas de saúde acentuados.
Em termos de dinâmica, verificou-se facilmente a existência de vários subgrupos na turma. Existiam alguns alunos que foram um pouco segregados, mas não de uma forma visível e existiam alguns alunos bastante populares, mas também, não de uma forma visível.
27 Penso que foi uma análise fundamental e elucidativa em muitas questões. Conseguiu-se conhecer e compreender a turma em variados níveis, de forma a conConseguiu-seguir Conseguiu-serem aplicadas as melhores estratégias para potenciar a aprendizagem dos alunos.
7.
Outras Atividades
Irá ser exposto outras atividades realizadas, em prol da melhoria do meio escolar.
A primeira diz respeito à proposta feita pelo professor Orientador Rui, para acompanhar todo o processo de direção da turma em que ele executou o cargo de diretor. Nesse sentido, durante este ano letivo realizou-se de forma próxima o acompanhamento de todo o processo e dinâmica que a direção de uma turma (neste caso a T do décimo primeiro ano) acarreta. Como se efetuou a observação de (quase) todas as aulas do professor, conseguiu-se de forma mais aproximada perceber a relação necessária entre professor-turma e a dinâmica de gestão de problemas. A candidata candidatou-se ainda, em algumas reuniões com os pais dos alunos, solicitadas pelo professor Rui. Claramente, foi percetível o imenso trabalho inerente à dinâmica da direção de uma turma.
A candidata esteve sempre presente em todas as reuniões diretamente relacionadas com as suas funções: reuniões gerais, reuniões de departamento, reuniões de grupo disciplinar de EF, reuniões das turmas 8ºD e 11ºF (interdisciplinares e conselhos de turma) e reuniões de NE.
Realizou também, em NE, o desenvolvimento e gestão da atividade “Flashmob” que decorreu na semana da “ESM AO VIVO”. A atividade foi direcionada para as turmas J e F do décimo primeiro ano e trabalhada durante as aulas da mesma. A atividade foi proposta aos alunos que realizaram de forma entusiástica todos os treinos, durante as
28 aulas. Contudo no dia da atividade, apenas 5 alunos da turma F estiveram presentes, que levou a um total de 27 alunos. A atividade decorreu no dia 15 de Março. Os alunos tiveram uma prestação excelente que resultou na aglomeração de um enorme número de pessoas a assistir.
Na mesma semana da “ESM AO VIVO”, no dia 17 de Março, a candidata ajudou no desenvolvimento e gestão da atividade “Multi Atividades”. A atividade consistiu numa competição realizada por turmas onde vários elementos deveriam realizar cinco modalidades e obter o máximo número de pontos em cada uma. Esteve presente na montagem, execução e gestão de duas: slide e rappel. A atividade foi iniciada através da recolha e montagem de todas as estruturas e materiais necessários para a realização do slide e do rapel, assim como na inspeção de segurança dos elementos. Terminada essa parte, realizou a função de conferir a participação dos alunos inscritos, equipá-los com os devidos equipamentos de segurança, verificar a segurança desses mesmos materiais e encaminhar os alunos para a realização das atividades. Depois de os primeiros alunos realizarem as atividades, o processo de gestão tornou-se mais rápido e assertivo, resultando no enorme sucesso das atividades.
Já no dia 27 de Abril, na praia da Amorosa foi realizada a atividade “Etapa de Voleibol de Praia”, desenvolvida no âmbito do projeto DE e representando o campeonato regional entre Braga e Viana do Castelo. A sua participação passou pela ajuda da montagem de todo o espaço desportivo, na gestão e organização dos espaços e supervisão dos jogos/arbitragem. Os primeiros jogos tiveram uma dinâmica mais lenta mas depois todo o torneio entrou numa dinâmica de autogestão muito boa o que levou a que tudo corresse sem qualquer problema.
29
Conclusões
Quando a candidata iniciou esta jornada, não entendia o trabalho nem o valor do planeamento. Foi uma das tarefas mais complicadas de concretizar, um pouco devido à sua dimensão e à multidiversidade de conteúdos a serem abordados.
Inicialmente não deu o devido valor ao desenvolvimento das UD mas rapidamente alterou a sua perceção, tornando-se um documento de orientação muito importante no processo de preparação e de execução das aulas, capaz de garantir legitimidade do processo ensino/aprendizagem. Apesar de inicialmente, o seu processo de desenvolvimento ter sido complicado, pela falta de experiência, conseguiu de forma rápida perceber como elaborar cada um, de forma específica, à turma em questão. Realizou todos os documentos e os seus devidos balanços/adendas, conseguindo obter o sucesso desejado sem grandes ajustamentos posteriores.
Sentiu que existe um desajustamento dos objetivos do programa Nacional de Educação Física em relação aos conhecimentos reais dos alunos. A prestação inicial dos alunos raramente correspondeu aos níveis descritos no programa. Contudo, conseguiu na maior parte das UD elaborar uma planificação que promoveu uma grande evolução dos alunos, que no fundo é um dos objetivos mais importantes da ação educativa.
Segundo Damião (1993) “ a planificação pode ser contra producente se os professores a tornarem rígida e não adaptarem a sua aula as necessidades dos alunos”. Dessa forma sempre foi dado o devido valor não só a sua capacidade de controlar todo o processo e de planificar assertivamente mas também a sua competência no âmbito da adaptabilidade em caso de qualquer imprevisto.
Nesse sentido também experimentou a imprevisibilidade a que todo o processo da ação educativa está sujeito e conseguiu da melhor forma adequar novas estratégias. Ainda
30 assim e sempre que possível, tentou controlar todos os imprevistos o que implicou muitas vezes a planificação de diferentes aulas, duplicando os PA. Isto ocorreu sempre que devido à atribuição do espaço externo, as condições meteorológicas pudessem impedir a normal realização da aula ou ocorresse a ocupação indevida dos espaços de aula de forma imprevista.
Outra conduta que não foi valorizada e que só posteriormente ficou a perceber o seu real valor e vasta importância, foi a realização dos BA. Permitiu, à candidata, de uma forma mais estruturada, realizar uma retrospetiva conseguindo fazer uma análise crítica que serviu muito para a colmatação de alguma estratégia menos conseguida ou algum aspeto da aula que não foi produtivo. Serviu ainda como um mecanismo de avaliação formativa, fornecendo um registo escrito e constante do desenvolver de todas as aulas das UD abordadas.
No mesmo âmbito surge a reflexão que em NE foi realizada após a lecionação de todas as aulas. Essa ponderação em grupo permitiu várias apreciações adotando um carácter mais incisivo e pleno. Dessa forma a ação educativa passou a ser consciente em todas as suas vertentes conduzindo a uma constante evolução e transcendência.
Ao longo desta etapa tentou agir de forma pró-ativa na participação da vida do meio escolar. Sempre que lhe foi proposto ou possibilitado, participou em atividades tentando absorver o máximo de conhecimento em todas as diferentes áreas, especialmente nas áreas desconhecidas onde existia maior desconforto. Tentou sempre estar disponível e presente, atuando da forma mais correta ostentando os valores que melhor representaram, por um lado, o ser professor e, por outro, o ser aluno da UTAD. Todas estas experiências tornaram o EP mais enriquecedor, aprovisionando-a de competências que a tornaram numa profissional mais completa e competente.
Como Maccario refere em 1984 e ainda possível de se aplicar no contexto atual, a EF possui uma “desclassificação […] dupla”. Além da “educação [ser] marginalizada pela
31 sociedade”, “como “disciplina” específica ligada directamente ao esforço físico, os seus pares continuam a olhá-la com a superioridade de quem detém as “chaves” do espírito.”
Com os seus pais a trabalhar na área da educação, parti de uma posição privilegiada, onde em primeira mão, conhecia bem os problemas que a escola enfrenta mas principalmente o quanto foi desvalorizada e alterada a profissão. Contudo, e ainda livre das provações que a classe tem sofrido, a candidata possuía a inocente ideia de que o professor está na base de uma sociedade, e como professora que ainda poderia efetivamente fazer a diferença. E foi com esta ideia que foi “atirada aos leões”.
Apesar das notícias, das reformas constantes, dos relatos em primeira mão, não conseguiu escapar ao choque que sofreu no início dessa jornada. O que mais a chocou foi realmente a atitude e os valores que os alunos possuem. De facto, e apesar de existir uma diferença de apenas 6 anos com os seus alunos (mais velhos), existiu uma enorme distinção na forma como eles interagem com os professores, a própria consideração que tem pelos professores tendo em conta aquilo que eles representam e/ou podem vir a representar nas suas vidas, e muito especialmente, o desrespeito e descrédito com que olham para a EF. Foi um abalo em termos profissionais, mas com uma incidência ainda mais profunda, a nível pessoal. Não quero designar “cair na realidade” porque, talvez proveniente da ousadia e/ou irreverência dos meus muito jovens 22 anos, ainda acredito que, por mais intrínseco esteja este descrédito na mentalidade das gerações mais novas, ainda é possível reparar este panorama e restaurar o respeito e o crédito à mais nobre das profissões. Não conseguindo não levar “a peito”, decidiu fazer desta uma batalha pessoal no curto espaço de tempo que disponha e com os poucos alunos que poderia influenciar.
Nesse contato com alunos, viu-se confrontada com alguns episódios de padrões comportamentais desajudados aos quais teve que saber responder. Em cada um desses momentos atuou de forma diferenciada, mas com o objetivo comum de definir
32 claramente os limites do aceitável/não aceitável, de conquistar o respeito deles, de os cativar para a aprendizagem dos conteúdos da aula e de incutir neles valores humanos que lhes proporcionassem uma formação completa. Sempre atuou de forma exigente e assertiva procurando sempre a transcendência e superação das suas capacidades especialmente através de métodos que lhes proporcionassem algum autodidatismo.
No final, feitas as contas de um intenso trabalho, a candidata não poderia estar mais orgulhosa da sua jornada. Se o choque inicial a “fez tremer” e, acima de tudo a fez refletir muito sobre as dificuldades que um professor tem que suportar para conseguir (simplesmente) realizar o seu trabalho, a verdade é que hoje, sente que os alunos não só aprenderam a respeitar, assim como começaram a desejar aprender da mesma forma que lhes desejava ensinar. Eles próprios sentiram que a superação e o sucesso na aquisição de novos conhecimentos foi o melhor que poderiam levar das aulas!
Ainda existe um grande caminho a percorrer e muitas mentalidades por mudar mas pouco e pouco vamos chegando lá. Ainda assim, e como foi dito no início desse ano letivo, grandes mudanças advém de pequenos gestos… os seus 38 alunos que o confirmem!
“Eu sou realista suficiente para perceber que não consigo chegar a todas as crianças, mas sou mais um otimista para me levantar todas as manhãs e tentar.”
33
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35
Capítulo II: Estudo Científico
No âmbito da elaboração do RE, integrado no EP, com vista à conclusão do Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, realizei um estudo científico para o qual já tinha realizado o pré projeto no início do ano letivo.
Este estudo foi realizado em contexto escolar, às atletas de futsal feminino do grupo/equipa do DE da ESM e o seu objetivo era perceber qual a influência de um programa, de 15 sessões (não consecutivas), de treino pliométrico e de escada de agilidade na força rápida e agilidade. Com este estudo pretendi perceber se, de fato, existe uma influência positiva na potencialização das capacidades em cima descritas, tornando válida a utilização de um programa de treino de curta aplicação, a meio de uma fase de competição.
Os programas de treino de curta aplicação, dentro da fase competitiva, são uma ferramenta importante, cada vez mais procurada pela manutenção das performances desportivas de forma a acompanhar a frenética evolução desportiva.
Vários estudos tem sido realizados no sentido de procurar os melhores treinos na potencialização dessas performances. O treino pliométrico tem sido apontado como proporcionador de aumento das capacidades: força, potência, velocidade e agilidade. Pelo contrário, o treino de escada de agilidade sofre de um escasso suporte da literatura, apesar de ser um treino com uma maior facilidade de ser aplicado em qualquer contexto.
Este estudo científico está dividido em 7 grandes partes: (1) Resumo; (2) Introdução; (3) Metodologia; (4) Resultados; (5) Discussão; (6) Conclusões; (7) Bibliografia.
36
Influência de um programa de treino pliométrico e de
escada de agilidade na força rápida e agilidade em
jovens atletas de futsal feminino
Alexandra Araújo1,2, Nuno Garrido1, Rui Silva2
1Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro – UTAD, Vila Real; 2Escola Secundária
de Monserrate – Agrupamento de Escolas de Monserrate, Viana do Castelo.
Resumo – Este estudo teve como objetivo verificar a influência de um programa de 15 sessões de treino pliométrico e de escada de agilidade na força rápida e agilidade. Doze atletas federadas na modalidade de futsal, no escalão de juniores, pertencentes ao clube Santa Luzia Futebol Clube de Viana do Castelo (idade 15,2 ± 1,5 anos), fizeram parte deste estudo de desenho de grupo único com pré e pós teste. Para avaliar a força rápida foi realizado o teste de impulsão horizontal e para avaliar a agilidade foi realizado o Illinois Agility Test. Um teste T de amostras emparelhadas apontou a existência de uma diferença significativa nos resultados de força rápida (M=5.250, DP=6.454), t(11) )=2.818, p=0.017; e de agilidade (M=-00:00:00,29, DP=00:00:00,35); t(11)=-2.883, p=0.015. Os resultados sugerem que o programa de treino de curta aplicação, realmente influencia de forma positiva, as prestações de atletas de futsal feminino, ao nível de força rápida e agilidade. Além disso, os valores de magnitude de efeito de Cohen (d=0.81, d=0.82) sugerem uma grande significância prática. Os resultados demonstraram QUE este programa de 15 sessões de treino pliométrico e de escada de agilidade pode ser aplicado para aumentar as capacidades força rápida e agilidade de jovens atletas de futsal feminino durante um período competitivo.
Palavras-Chave: programa de treino; pliometria; escada de agilidade; futsal feminino; jovens
atletas
Introdução
Cada vez mais, com a evolução desportiva a alcançar níveis de rendimento tão elevados, e especificamente no futsal, com a expansão e evolução da modalidade, as exigências físicas e motoras tem levado ao aperfeiçoamento e desenvolvimento de métodos de treino mais eficientes que possibilitem um maior rendimento (Matos, et al., 2008). Algumas das características que compõem esta modalidade tão dinâmica, como a capacidade de reação, agilidade e resistência muscular localizada tem levado à procura dos melhores métodos e/ou programas de treino dinâmicos, ao nível da preparação física, que potencializem da melhor forma as capacidades condicionantes dos atletas. Alguns desses tipos de treino são a pliometria e o treino de escada de agilidade. O treino pliométrico é popularmente utilizado por atletas de desportos dinâmicos pela sua capacidade de aumentar a performance muscular dinâmica (Váczi, Tollár, Meszler, Juhász, & Karsai, 2013). A pliometria consiste em técnicas usadas por atletas de vários desportos com o objetivo de aumentar força e explosividade (Sethu, 2014). Nestes exercícios, o músculo é solicitado nas fases excêntrica e concêntrica, que se sucedem de forma rápida e sucessiva. Fundamentalmente são realizados saltos com quedas de alturas determinadas e com continuação de salto vertical ou horizontal e/ou impulsões ou saltos produzidas a partir de contrações excêntricas ou concêntricas desde que executado de forma rápida e com breve tempo de apoio no solo. (Nespereira, 2002). O treino pliométrico facilita adaptações no sistema sensório motor, sendo referido que os ganhos, neste tipo de treino, são atribuídos a essas adaptações neurais, em vez
37 de mudanças morfológicas. Vários estudos tem apontado a pliometria não só como potencializador da performance desportiva mas como preventor do risco de lesão, por existir um trabalho de estabilidade dinâmica (Chimera, Swanik, Swanik, & Straub, 2004). A agilidade é a habilidade de alterar a direção do corpo rápida e precisamente (Fonseca, 2012). De forma geral, a agilidade pode ser definida pela habilidade de iniciar de forma explosiva, desacelerar, mudar de direção e acelerar, novamente, de forma rápida enquanto se mantém o controlo postural e minimizando a redução de velocidade. Os exercícios na escada de agilidade promovem o desenvolvimento da ligação cérebro-musculo assim como a força excêntrica e estabilidade (Sethu, 2014). O objetivo deste estudo foi perceber a influência de um programa de treino de pliometria e de escada de agilidade na força rápida e agilidade de jovens atletas de futsal feminino. Nesse sentido, irei testar a hipótese de que 15 sessões de um programa de treino de pliometria e de escada de agilidade potencializa a força rápida e agilidade.
Metodologia
Abordagem Experimental do Problema
Este estudo (pré-experimental) de grupo único com pré e pós teste foi utilizado com o objetivo de determinar a influência do treino pliométrico e de escada de agilidade na capacidade condicional força rápida e na capacidade coordenativo-condicional agilidade de jovens atletas de futsal feminino como parte de um programa de treino de 15 sessões. Toda a amostra realizou o programa de treino em adição aos dois treinos semanais de futsal.
Amostra
Doze atletas federadas na modalidade de futsal, no escalão de juniores, pertencentes ao clube Santa Luzia Futebol Clube de Viana do Castelo (idade 15,2 ± 1,5 anos), fizeram parte deste estudo. Devido ao curto número de sessões disponíveis, defini como critério de exclusão a ausências superiores a um dos treinos do programa definido. Nesse sentido, três atletas foram excluídas da amostra inicial de n=15. As atletas foram totalmente informadas sobre o protocolo andes de se iniciar o estudo.
Procedimentos
Antes de se realizar a fase do pré-teste, as atletas foram familiarizadas com os dois testes durantes uma pré-sessão, de forma a evitar o efeito de aprendizagem. O pré e o pós-teste foram realizados com a máxima intensidade. Todos os testes foram realizados no mesmo local (pavilhão onde se realizaram os treinos de futsal) e através dos mesmos avaliadores e instrumentos de avaliação. O local possuía todas as condições de forma a permitir a máxima intensidade dos testes e das sessões.
Depois de um aquecimento geral de 10 minutos, cada atleta foi testada na força rápida dos membros inferiores através do teste de impulsão horizontal (Castro-Piñero, et al., 2010). As atletas começaram em posição vertical, com os pés fixos e à largura dos ombros, atrás da linha que assinala o ponto de partida. Para iniciar o salto deveriam fletir os joelhos, utilizar o movimento de balanço dos braçose saltar em comprimento o máximo possível sem se desequilibrarem na receção ao solo. A medição foi realizada