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O PROCESSO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA REDE REGULAR DE ENSINO NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE 1º AO 5º ANO TUPANATINGA – PERNAMBUCO – BRASIL

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Nº 1, volume 12, artigo nº 6, Janeiro/Março 2017 D.O.I: http://dx.doi.org/10.6020/1679-9844/v12n1a6 Aceito:14/12/2016 Publicado: 22/03/2017

O PROCESSO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA REDE REGULAR DE

ENSINO NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE 1º AO 5º ANO

TUPANATINGA – PERNAMBUCO – BRASIL

EL PROCESO DE EDUCACIÓN INCLUSIVA EN RED DE EDUCACIÓN

REGULAR DE LAS ESCUELAS MUNICIPALES A 1 AÑO 5

TUPANATINGA - PERNAMBUCO – BRASIL

Marta Suely Alves Cavalcante1, Luís Ortiz Jiménez2

1

Universidad Autônoma de Asunción

[email protected]

2 Universidad Autônoma de Asunción

[email protected]

RESUMO: O presente artigo tem por objetivo analisar a inclusão escolar no ensino regular municipal de 1º ao 5º ano na cidade de Tupanatinga - Pernambuco. A problemática fundamentou-se em analisar se as escolas regulares estão preparadas para garantir a inclusão dos educandos com

deficiência proporcionando acesso, permanência e aprendizagem

significativa assim como estipulam as leis. Para tanto, intentos em avaliar e consequentemente apontar resultados, utilizou-se abordagem qualitativa com enfoque descritivo, pois esse tipo de pesquisa permite maior riqueza interpretativa dos dados, sendo assim foi aplicado técnicas e instrumentos qualitativos que pudesse responder aos objetivos e ao problema desse estudo.

Palavras chave: Inclusão escolar. Pessoa com deficiência. Formação

professores. Participação família.

RESUMEN: Este artículo tiene como objetivo analizar la inclusión en la

escuela municipal de educación regular primero a quinto grado en la ciudad de Tupanatinga - Pernambuco. La cuestión se basó en el análisis de si se preparan las escuelas regulares para asegurar la inclusión de los estudiantes con discapacidad mediante el acceso, la retención y el aprendizaje significativo, así como las leyes estipulan. Por lo tanto, los

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intentos de evaluar y, en consecuencia señalar resultados, se utilizó un enfoque cualitativo con enfoque descriptivo, ya que este tipo de investigación permite una mayor riqueza interpretativa de los datos, por lo que se aplicó técnicas e instrumentos que podrían satisfacer los objetivos cualitativos y el problema de este estudio.

Palabras clave: La inclusión escolar. Persona con discapacidad. La

formación de profesores. Participación de la familia.

1. Introdução

Essa pesquisa aborda o processo da Educação Inclusiva na rede regular

de ensino nas escolas municipais de 1º ao 5º ano em Tupanatinga Pernambuco- Brasil. Visto que, na mesma proporção que crescem os debates

acerca do tema, crescem os desafios encontrados nas escolas públicas que abrem as portas para receber estudantes com deficiência. Assim, ao analisarmos os dados do Censo Escolar de 2014 em relação ao ano de 1998 percebemos um crescimento expressivo nas matrículas da educação básica, em todo território brasileiro. O percentual de inclusão sobe para 93% em classes regulares de ensino. Esse foi um dos pontos mais importantes em pesquisar a inclusão escolar, justifica-se investigar se as escolas estão preparadas para atender essa demanda com qualidade.

Ademais mesmo após milhares de anos reivindicando seus direitos as pessoas com deficiência ainda sofrem preconceito e discriminação. A sociedade exclui, segrega, esconde as possibilidades de desenvolvimento a essas pessoas. Ainda assim, diante várias conquistas legais ainda vivem à mercê de um sistema escolar egoísta, cheio de falhas e inseguranças. Os estudiosos relatam professores fugindo da inclusão, as escolas alegam falta de condições físicas e pedagógicas para atender esse público, os pais também falam da insegurança de ter seus filhos matriculados em uma escola comum e diante disso, já se resumem aí vários motivos que justificam a importância da temática escolhida, portanto justifica-se saber se o sistema regular de ensino tem condições físicas, pedagógicas para concretizar o ensino inclusivo.

Interposta à relevância que poderia alcançar esse estudo, optou-se por realizar essa pesquisa através da análise profunda da realidade inclusiva na escolares públicas regulares de Tupanatinga utilizando as mais variadas fontes de informação

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buscando compreender e explorar o fenômeno estudado para que seja possível responder à pergunta problema central dessa investigação que é: As escolas

estão reparadas para garantir a inclusão dos educandos com deficiência em uma sala regular de ensino, proporcionando acesso, permanência e aprendizagem significativa assim como estipulam as leis?

Assim decidido o objeto de estudo tornou-se evidente que o objetivo geral seria analisar se as escolas estão preparadas estrutural e pedagogicamente para receber educandos com deficiência em uma sala regular de ensino, visando uma sociedade inclusiva como estabelecem as leis. E os objetivos específicos são os seguintes: descrever a evolução histórica da Educação Inclusiva de acordo com as Políticas Educacionais desde a Idade Antiga até os dias de hoje; identificar se as

instituições escolares possuem Atendimento Educacional Especializado,

acessibilidade arquitetônica nos mobiliários e equipamentos; examinar se os professores dispõem de formação continuada para atender as perspectivas de uma escola inclusiva; conhecer a participação familiar e da comunidade no contexto escolar para melhoria da aprendizagem e se eles confiam nos resultados positivos dessa proposta educacional.

Esse artigo ficou dividido dessa forma: esta introdução, no segundo tópico parte teórica, depois a metodologia, em seguida a interpretação dos resultados e por fim as conclusões acerca da pesquisa realizada nas escolas regulares no município de Tupanatinga.

2. Parte Teórica

Inclusão Escolar

A inclusão exige grandes reformulações, é um processo que envolve a participação de todos os estudantes nas instituições regulares de ensino. Trata-se de uma transformação de fora para dentro e assim em um progressivo processo. É uma abordagem em que a pessoa é vista com sua deficiência, entretanto isso não é visto como impedimento de desenvolvimento.

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Nesse contexto a diferença enriquece o ambiente escolar, é preciso desmetistificar a existência de salas homogêneas, no entanto a primeira coisa a fazer é ter consciência das diferenças. Conforme Mantoan (2015) “O professor, da

mesma forma, não procurará eliminar as diferenças em favor de uma suposta igualdade do alunado, que é tão almejada pelos que apregoam a (falsa)

homogeneidade das salas de aula” (p.42).

Rodrigues (2006) apud Wilson (2002), “indicou que o que se entende por uma

Escola Inclusiva pressupõe uma escola centrada na comunidade, livre de barreiras arquitetônica às curriculares, promotoras de colaboração e de equidade” (pp. 2-3).

Matricula não é garantia de inclusão, inserir esses alunos em uma sala regular requer mudanças efetivas no contexto escolar.

Assim a escola por ser espaço de socialização e interação precisa possuir estrutura adaptada a todos os inseridos, de modo que eles venham a se locomover nesse espaço e que as barreiras arquitetônicas não os impessam de desenvolver a interação dentro da instituição. É necessário que o espaço escolar esteja adaptado a todos que frequentam a escola para que os obstáculos estruturais não sejam empecílios para seu desenvolvimento.

Incluir não se dá apenas em cumprir sumariamente as leis, ou a escola muda para torna-se inclusiva, ou certamente os resultados esperados não serão obtidos. A prática pedagógica precisa ir muito mais além da presença física do professor, é extremamente importante que esse profissonais se encoragem e busquem formações que lhes possibilitem encarar a inclusão de maneira mais segura.

Atendimento educacional especializado como um direito a mais para as pessoas com deficiência

É de extrema importância iniciar esse debate enfatizando que: “ A Constituição Federal garante para as pessoas com deficiência, o atendimento especializado”. (art. 208, III, CF). Ainda de acordo com a Constituição Federal: “Não é qualquer tipo de

acesso à educação que atende ao princípio da igualdade de acesso e permanência em escola (art. 206, I).

O atendimento educacional especializado (AEE) “é um serviço da educação

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acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008).

O atendimento especializado não se traduz em negação dos direitos constitucionais. Ao contrário, condiz com os objetivos inclusivos defendidos pela Constituição Federal, várias lei e decretos e diversas convenções citadas anteriormente e segundo com Mantoan (2010) “o atendimento especializado

aparece como garantia da inclusão” (p.132).

No contexto atribuído ao profissional do Atendimento Educacional Especializado pode-se dizer que sua função se estende largamente na busca pelo desenvolvimento educacional dos seus alunos e que tanto o professor da sala comum quanto o profissional especializado necessitam esta conectados afim de elaborar estratégias que promovem autonomia e participação dos envolvidos podendo assim concretizar as propostas definidas nessa resolução.

Tecnologia Assistiva como forma de adaptação para favorecer a aprendizagem dos estudantes com Necessidades Educativas Especiais

Diante das mais variadas alternativas tecnológicas, um recurso tem sido muito propagado atualmente. Trata-se dos Recursos de Tecnologia Assistiva, que “é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com

deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão” (Bercsh,

2008, p. 85).

A Tecnologia Assistiva consiste em ampliar as possibilidades e facilidades no ambiente educacional, além de oferecer recursos simples de grande valor educacional que enriquecem o desempenho de todos que deles fazem uso. “São

exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às

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Prática lúdica na formação inclusiva

Antes de propiciar um debate centralizado na formação inclusiva tendo como contribuição as atividades lúdicas, é muito importante que se conceitue a palavra

Ludicidade, pois existe um senso comum em restringir essa palavra ao brincar e ao

jogo. Contudo pode-se afirmar que a Ludicidade vai muito além desse conceito, pois, abrange o campo das relações interacionais entre os grupos envolvidos, bem como, pode-se dizer que a ludicidade é algo realizado com prazer e satisfação. Segundo Luckesi (2000), “são aquelas que propiciam uma experiência de plenitude, em que

nos envolvemos por inteiro, estando flexíveis e saudáveis”.

O conceito de Luckesi proporciona uma reflexão talvez antes não relacionada a prática pedagógica, pois para muitos professores tudo que é jogo e brincadeira é lúdico, é importante destacar que o material que está sendo utilizado na da atividade não é tão valioso quanto o resultado da interação com o outro e o encontro consigo mesmo, a imaginação, o encantamento, o resignificado de suas vivencias.

Por isso uma aula lúdica não precisa ter jogos ou brincadeiras, mas o lúdico deve estar no professor e no estudante. Luckesi (2000), “para participar de uma

prática educativa com essa qualidade, necessitamos do ser humano inteiro: de sua espiritualidade, de sua mente e de seu corpo” (p.43).

Para enfim conseguir definir as atividades lúdicas, é necessário refletir que nem toda brincadeira e nem todo jogo é lúdico, como foi dito anteriormente mais importante que o material ou atividade que está sendo realizado é a ressignificação do momento vivenciado pelo estudante. Nesse contexto as ideias aclaram e definem o conhecimento e os benefícios de assumir uma prática lúdica nas escolas como iniciativa de formar cidadãos saudáveis para e si e para interação com os demais envolvidos nos grupos.

Família e escola juntas no processo de inclusão

A família e a escola, como sistemas abertos tem funções diferentes, mas complementares e na medida em que exista essa relação melhor será para o processo de inclusão. De acordo com Bolivar (2006, p. 45), “quando o professor

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família, meios de comunicação ou outros serviços ou instituições, se vê em meio

uma fonte de tensão”.

É necessário agir simultaneamente nestas diferentes áreas, de modo que não se destine responsabilidades para a escola quando não pertencem a ela. De acordo com este autor, deve-se reafirmar o envolvimento, participação e responsabilidade direta dos vários agentes educativos, que são: pais e mães, alunos e professores para fazer parte do projeto educacional.

Deve superar a concepção de que a família é apenas cliente dos serviços educativos, em consequência dizer que seu papel é apenas exigir serviços educativos, sua posição real e ativa é junto dos professores, contribuindo para uma escola que desejam para seus filhos.

Não se pode entender uma escola inclusiva sem considerar a cooperação entre todos os membros que integram a comunidade educativa. Não se trata de estar presente em todas as reuniões. Refere-se a uma participação real na vida e nas decisões da escola, onde existam canais de comunicação claros que permitam as famílias estar informadas e para que suas vozes sejam escutadas. “É importante que os profissionais desenvolvam relações interpessoais saudáveis e respeitosas,

garantindo-se assim maior eficiência no alcance de seus objetivos” (MEC, 2004, p.7)

É fundamental que a família se sintam acolhidos e valorizados desde a sua diversidade, que façam parte das decisões e das atividades, mas também das preocupações da escola, que possam participar como apoio na medida de suas possibilidades, na escola e na sala de aula, onde a relação com o professor não seja unidirecional e sim bidirecional, que se sintam como parte das soluções dos problemas que surjam e não como parte dos problemas.

Contudo deve-se ter em mente que as famílias, os próprios estudantes, os professores podem ter pontos de vistas diferentes em função de suas experiências de inclusão. “Essas opiniões e reações podem influenciar o papel da família na

implementação bem sucedida dos programas de inclusão e nesta linha, ao estabelecer a interação significativamente entre escola e família” (Salend e Garrick

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As famílias são um recurso valioso para obter informações sobre esse processo. Também, conhecer suas preocupações, permite compreender melhor suas posturas diante de determinadas situações.

Por isso é importante preocupar-se com sua opinião na hora de avaliar projetos inclusivos e estabelecer linhas de melhorar. “Se qualquer um dos grupos da

comunidade educativa, como a família, não conhece ou se sente estranho aos objetivos da escola, provavelmente se tornaria um obstáculo para seu progresso e

dificilmente podemos envolve-la na mesma” (Mollet e Tort, 2008).

3. Metodologia

Com intenção de se chegar aos resultados propostos nos objetivos dessa pesquisa, optou-se por uma abordagem qualitativa, especialmente porque esse tipo de abordagem permite uma maior amplitude e riqueza interpretativa dos dados, além de focar na subjetividade dos participantes, buscando-se compreender e interpretar os fenômenos em seus contextos naturais referentes ao processo da Educação Inclusiva em uma sala regular de ensino.

Campoy (2016, p.231, apud Denzín e Lincoln, 2011): “A investigação qualitativa

é uma atividade que situa o investigador no mundo. A investigação qualitativa consiste em um conjunto interpretável, materiais práticos que fazem visibilidade ao mundo” (p.3).

A pesquisa apresentou caráter descritivo, pois possibilita a descrição minuciosa das características do fenômeno relacionado ao Processo da Educação Inclusiva. Segundo Triviños (2006), quando “uma investigação se baseia na fenomenologia,

ela assume caráter essencialmente descritivo” (p.128).

De acordo com Gil (2008, p. 55), “as pesquisas descritivas possuem como

objetivo a descrição das características de uma população, fenômeno ou de uma experiência. Por exemplo, quais as características de um determinado grupo em relação a sexo, faixa etária, renda familiar, nível de escolaridade etc”.

A pesquisa foi realizada em três escolas do município de Tupanatinga, Pernambuco, Brasil, que localiza-se no interior do Agreste pernambucano, fundada em 20 de dezembro de 1963, situa-se entre os domínios das bacias hidrográficas do

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Rio Ipanema e do Rio Moxotó, fica a uma distância de aproximadamente de 280km da capital do estado, (Recife), seus primeiros habitantes foram provavelmente indígenas (IBGE).

As escolas selecionadas para investigação foram, a Escola Cristo Rei e Escola Paulo Freire recebem alunos de 1º ao 5º ano, já a Escola Eva Cordeiro Feitosa atende alunos do 1º ao 9º ano, ou seja, Ensino Fundamental I e II.

Nesse sentido, mediante a contextualização da pesquisa, podemos afirmar que toda a população foi fonte de informação e participou da pesquisa já que foi possível aplicar os instrumentos a toda população de indivíduos ligados diretamente a inclusão escolar dos educandos com deficiência, e definitivamente composta por 4 seguimentos que foram: A secretária de educação, os gestores, os professores e os pais.

A seleção dos instrumentos é uma parte importante da pesquisa. De acordo com Lakatos (2003), a “seleção instrumental metodológica está diretamente

relacionada com o problema a ser estudado; a escolha dependerá de vários fatores relacionados a pesquisa, ou seja, a natureza dos fenômenos, o objeto da pesquisa e

outros que possam surgir no campo da investigação” (p.163).

Com intuito de poder abranger o tema estudado, foram utilizados todas os técnicas e instrumentos possíveis que correspondessem ao método, para que os dados coletados fossem suficientes para responder aos tais questionamentos estabelecidos nessa pesquisa.

O quadro abaixo detalha as técnicas utilizadas na pesquisa mediante relação com os objetivos e fontes de informação:

Quadro 01 - Técnicas utilizadas na pesquisa

Objetivos da investigação Técnica Fonte de informação

Descrever a evolução

histórica da Educação

Inclusiva de acordo com as

Políticas Educacionais

desde a Idade Antiga até os dias de hoje.

 Análise documental

 Entrevistas  Análise da pesquisadora  Secretária de

Educação

Identificar se as instituições

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Atendimento Educacional Especializado, acessibilidade arquitetônica nos mobiliários e equipamentos. Sistemática

 Entrevistas  Secretaria de Pesquisadora Educação

 Gestores Escolares  Professores

Examinar se os professores

dispõem de formação

continuada para atender as perspectivas de uma escola inclusiva.  Entrevistas  Secretária de Educação  Gestores Escolares  Professores Conhecer a participação familiar e da comunidade no

contexto escolar para

melhoria da aprendizagem e

se eles confiam nos

resultados positivos dessa proposta educacional.  Entrevista  Questionário  Secretária de Educação  Gestores Escolares  Pais

Fonte: Elaboração própria

Os instrumentos utilizados na coleta de dados (Entrevistas e Questionários) foram previamente encaminhados a 5 professores – Doutores da Universidade Autônoma de Assunção – UAA, com o propósito de análise e consequentemente propor alguma alteração que se torne relevante para pesquisa. Seguindo as orientações dadas por Campoy (2016) que diz que: “avaliar as propriedades psicométricas de

um instrumento resulta basicamente determinar a qualidade de sua medição. Existem duas características métricas essenciais para valorizar a precisão de um instrumento são: a validade e a confiabilidade” (p.199).

Para essa pesquisa é importante que seja relatado os passos que foi seguido com relação a aplicação das técnicas e instrumentos para recolhimento dos dados.

Antes de adentrar ao campo de estudo para aplicações dos instrumentos e técnicas, acreditamos que seria importante apresentar os objetivos desse estudo para as escolas investigadas e para todos os participantes, pois de acordo com Minayo (2001): “Trata-se de estabelecermos uma situação de troca. Os grupos

devem ser esclarecidos sobre aquilo que pretendemos investigar e as possíveis repercussões favoráveis advindas do processo investigativo” (p.55).

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4. Interpretação dos resultados

Com vista em responder à pergunta problema e aos objetivos propostos nessa pesquisa foi feita a análise interpretação dos dados coletados através de categorias, que para Minayo (2001) a palavra categoria se refere a um conceito que abrange

elementos ou aspectos com características comuns ou que se relacionam entre si. [...] De um modo geral, pode ser utilizado em qualquer tipo de análise em pesquisa qualitativa.

Optou-se por esse tipo de análise por ser considerada a melhor forma de interpretar as opiniões, as crenças, além das questões atitudinais diante dos dados recolhidos qualitativamente, portanto a interpretação se deu através de análise dos conteúdos respaldados pelas observações sistemáticas. Nesse contexto é importante mencionar que para aplicação das técnicas e instrumentos os participantes tiveram acesso ao termo de esclarecimentos sobre os objetivos da investigação e assim expressar sua vontade em participar voluntariamente assinando o termo de consentimento.

Adotamos a decisão de realizar esta análise mediante categorias, já que entendemos que deste modo se oferece uma melhor visão dos resultados obtidos através de um tratamento conjunto, permitindo com isso uma melhor leitura dos mesmos, assim com uma maior claridade. Em definitivo um tratamento mais didático da informação obtida.

O processo que seguimos para estabelecer as categorias foram as seguintes: Leitura em profundidade dos dados obtidos; Agrupamentos das informações obtidas por meio dos instrumentos da pesquisa em função de um eixo temático comum; Dar nome a esse eixo, isto é, definir cada categoria.

Fruto desse trabalho temos as seguintes categorias: A) Preparação

Pedagógica; B) Percepção do aluno com deficiência; C) Aprendizagem dos alunos com deficiência; D) Dificuldades e Desafios para a Inclusão; E) Relação Família/Escola; F) Preparação e Acessibilidade escolar.

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A) Preparação Pedagógica:

Nessa categoria a análise nos possibilitou afirmar que os professores do referido município encontram-se despreparados pedagogicamente para exercer práticas inclusivas, e apontam que o motivo de tal insegurança e despreparo estão relacionados a falta de formações que lhes possibilitem aplicar estratégias que contribuam com a inclusão escolar, bem como, percebemos que o município até o presente momento não ofereceu subsídios para que a equipe escolar pudesse se preparar para inclusão.

Ainda complementando o resultado dessa categoria destacamos que os professores não têm acesso aos cursos de aperfeiçoamento, bem como, os gestores apontam que a falta de formações e cursos dificultam o processo de inclusão que reflete na aprendizagem, na permanência desses alunos na sala regular.

Assim sendo, a equipe escolar recorre ao diálogo como forma de atenuar as dificuldades que surgem e recebem os educandos dentro das possibilidades que a instituição escolar oferece.

Podemos confirmar essa análise diante das respostas dos professores na tabela abaixo:

Tabela 1

P3 “Nunca fiz nenhuma formação específica voltada para atender esse

público”.

P4 “Não fui preparada para lidar com crianças com deficiência”.

Fonte: Elaboração própria

B) Percepção do aluno com deficiência

Nessa categoria pudemos verificar que a maioria dos professores não relacionam a deficiência a incapacidade, embora eles apontem alguns encalços para incluir com qualidade. O importante foi perceber que grande parte dos professores participantes não acreditam que esses alunos atrapalhem o andamento das aulas.

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Tabela 2

P2 “Atrapalhar não, mas é difícil lidar com essa situação, muitas vezes

não sei o que fazer”

P5 “Em partes atrapalham sim, pois tira a tenção dos demais alunos nas

atividades”.

Fonte: Elaboração própria

Apesar disso a maioria dos pais demonstram insatisfação com os resultados apresentados por seus filhos. Embora os professores relatem que não existam preconceitos por parte dos demais alunos, os pais são firmes, e apontam que seus filhos sofrem descriminação pelos outros estudantes existindo alguns relatos que até pela equipe escolar não são bem acolhidos.

Nesse sentido os gestores atribuem todos esses acontecimentos a falta de preparação da equipe escolar e não como preconceito ou discriminação, ou seja, com equipe preparada saberiam lidar melhor com esses desafios.

Tabela 3

GES2 “GRAVE, por todos. Desde o gestor até o merendeiro. O preconceito

em julgar sem conhecer. No começo é mais difícil. Porque não é debatido, não é vivenciado”

Fonte: Elaboração própria

C) Aprendizagem dos alunos com deficiência

Essa categoria aponta uma grande divergência entre as opiniões das duas esferas principais para a inclusão. De um lado está a escola mostrando que sua equipe docente está confiante quanto a aprendizagem dos alunos, e do outro estão os pais, angustiados e desacreditados da proposta estabelecida pela escola regular.

Diante da profunda análise das respostas dos professores percebemos que eles acreditam na aprendizagem desses educandos, portanto, nos deixa claro que isso depende muito do tipo e da severidade da deficiência de cada indivíduo. Nos fazendo crer que a aprendizagem flui se o aluno possuir um déficit leve, caso contrário torna-se difícil a aprendizagem.

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Tabela 4

PROF3 “Acredito na aprendizagem significativa dos meus alunos, pois em

cada momento demonstra ter aprendido algo, isso é muito significativo para mim”.

Fonte: Elaboração própria

Mediante toda a análise tão importante quanto a dedicação dos docentes é o acesso aos materiais e apoio especializado na contribuição do processo de aprendizagem, porém as escolas enfrentam precariedade quanto ao acesso nesses serviços.

Assim, os pais por sua vez continuam pessimistas e inseguros quanto aos resultados apresentados pela escola, pois sabem que por lei os filhos têm direito ao apoio de um profissional especializado para que esse possa contribuir com o desenvolvimento de seus filhos, já que a maioria dos pais apontam que até hoje não foi observado aprendizagem significativa nesses sujeitos.

A impressão que temos na conclusão dessa categoria é que, os pais mantêm seus filhos na rede regular por falta de opção. A lei foi alterada e muitos pais seguem a obrigação legal, contudo não se mostram satisfeitos com a educação que está sendo oferecida.

D) Dificuldades e Desafios para a Inclusão

Nessa categoria pudemos nos aprofundar sobre os desafios e dificuldades enfrentadas pela família e escola, bem como, através dos dados apresentados pelos participantes entendemos que a falta de formações, materiais e acompanhamento pedagógico é mais uma vez citada pelos docentes como sendo entraves para o processo inclusivo.

Um fato importante encontrado nos dados de análise foi a opinião em que a gestora cita a ausência das crianças com deficiência ser a resolução dos problemas da escola, bem como com tamanha importância, queremos aqui citar a descrença da família quanto ao sistema regular de ensino.

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Tabela 5

GES1 “Nós não temos problemas, porque a maioria dos nossos alunos que

estão matriculados não frequenta a escola”.

Fonte: Elaboração própria

A cada categoria analisada esclarecemos algumas dúvidas como também reafirmamos algumas certezas que tínhamos desde o início da análise, pois através do levantamento desses dados conseguimos identificar um sistema escolar inseguro, com muitas reformulações a serem feitas. A equipe escolar demonstra imaturidade no trabalho inclusivo, refletindo na família todos os desafios e dificuldades enfrentados pela inclusão dentro das escolas.

Cabe aqui ressaltar a partir do levantamento desses dados, completa e profunda análise que a secretaria de educação municipal não oferece formações continuadas de abordagem inclusiva, como também não oferece materiais necessários ao trabalho docente. Diante disso, a situação que se encontra equipe escolar e família não poderia estar de outra maneira.

E) Relação Família/Escola

Diante da análise dessa categoria percebemos que os gestores utilizam o diálogo como forma de aproximar e convencer a família das propostas escolares, embora um gestor cite que os pais já têm a consciência que a escola não está preparada, acreditamos que os pais sempre esperam os melhores resultados dos seus filhos e se tivessem outra alternativa certamente procurariam outra escola que julgasse em melhores condições de recebe-los.

Tabela 6

GES1 “A maioria dos pais que procuram a escola já sabem que a escola

não tem condições especiais para receber esses alunos. Mas, nossos professores fazem o possível para que os alunos especiais

sejam tratados com carinho” .

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Enfatizamos que a família tem um papel muito importante na concretização inclusiva e a proximidade com a escola fortalece os vínculos positivos refletindo no aluno condições favoráveis de enfrentamento em meios a tantos desafios encontrados na escola.

Assim, tão ou mais importante que o diálogo é manter viva no pais a certeza que a escola regular oferece condições para que seus filhos consigam desenvolver, isso se dará a partir de situações concretas e positivas dia-a-dia e constantemente.

É necessário apresentar propostas, mas também resultados positivos. A família precisa estar envolvida em todo processo escolar, seja ele reuniões, eventos, problemas, como também fazer parte da resolução e contribuição com os mesmos. A voz da família necessita ser ouvida e acatada.

F) Preparação e Acessibilidade Escolar Inclusiva

A abordagem dessa categoria nos possibilitou conhecer os projetos e propostas inclusivas no município de Tupanatinga, visto que através da análise das respostas da (SEC) ficamos sabendo que não existem projetos, pois até o momento não foram estabelecidas propostas que fortalecessem a confiança dos pais nessas escolas fazendo com que a inclusão escolar ficasse apenas no papel.

Essa categoria foi primordial, pois através dessa abordagem verificamos que o município de Tupanatinga ainda não conseguiu adaptar suas escolas devidamente, dentro dos padrões considerados indispensáveis para concretização da inclusão. Além disso verificamos que a secretaria municipal de educação não oferece materiais didáticos ou tecnológicos a essas instituições.

Outro fator constatado nesse ponto foi que a inclusão escolar não é vista com a devida importância, os alunos são matriculados nas salas comuns, porém não são constatados avanços em seu desenvolvimento educacional.

Em mais um ponto categorial mostramos a incredulidade da família. Mantêm seus filhos matriculados, mas em sua totalidade relatam que as escolas regulares não estão preparadas para receber esse alunado. Há tempos vivenciamos esse processo, entretanto a inclusão escolar no município de Tupanatinga permanece sem grandes reformulações.

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Tabela 7

SEC Até esse momento não se teve a importância necessária, pois os

alunos são inseridos nas salas regulares, que é correto, mas sem acompanhamento nenhum voltado para suas necessidades especiais.

Fonte: Elaboração própria

5. Conclusões

Após profunda análise e interpretação dos dados obtidos, percebemos que os mesmos conseguiram responder satisfatoriamente aos objetivos e a pergunta problema que norteou essa pesquisa. Permitiu também que obtivéssemos outras informações importantes sobre o processo de inclusão na cidade de Tupanatinga que além de enriquecer esse estudo servirão de orientação para futuras melhorias no sistema de ensino inclusivo do referido município, bem como, servirão de base para realização de novos estudos sobre a temática em questão.

Levando em consideração esses aspectos, apontamos em todo texto dessa pesquisa, os desafios e as dificuldades enfrentadas pela escola regular quando assume a inserção dos alunos com deficiência, o que nos permitiu fazer uma análise crítica sobre as reais situações do processo inclusivo nas escolas regulares dessa cidade.

Os resultados encontrados na aplicação das técnicas e instrumentos condiz com os resultados que presenciamos, pois percebemos que o sistema de ensino regular de Tupanatinga não está devidamente preparado para exercer a inclusão em suas escolas. Com isso podemos destacar que os resultados encontrados não foram apenas satisfatórios, como também a partir disso surge a necessidade de se abrir novos debates e consequentemente novas atitudes que favoreçam positivamente a inserção desses alunos em um sistema inclusivo de qualidade de acordo com o respaldo legal.

Outro fator importante que pudemos extrair dessa investigação foi perceber que até hoje não foi dada a devida importância a escolarização desses alunos no sistema regular de ensino, pois os alunos com deficiência estão sendo inseridos em

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um sistema completamente falho e despreparado para assumir a postura de escola para todos.

Como já havíamos abordado no Marco Teórico desse estudo, vários autores apontam para as falhas e inseguranças dessas instituições e de toda a equipe que nela trabalha, respaldando na família a angústia de manter seu filho matriculado em uma escola que não oferece condições de recebê-lo. Contudo mesmo depois do apoio de tantas leis e reformulações das políticas públicas especiais as escolas ainda enfrentam muitos entraves e barreiras para incluir com qualidade esses educandos.

Assim pudemos concluir que o sistema de ensino inclusivo das escolas de Tupanatinga necessita passar por efetivas modificações e reformulações tanto na parte arquitetônica como pedagógica, pois nos deparamos com escolas que possuem prédios inadequados para atender as várias necessidades especiais, como também, não possuem materiais pedagógicos e tecnológicos que possam contribuir como o trabalho do professor.

Nesse sentido destacamos que as instituições investigadas possuem similaridades em suas arquiteturas, ou seja, o que vimos foi adaptações físicas muito mal construídas e mais uma vez indagamos que rampas não garantem acesso e nem concretizam inclusão, e as três escolas apresentam esse problema estrutural, assim como todo o restante da arquitetura escolar uma vez que não abrangem os padrões que correspondem as normas de inclusão.

Por conseguinte, na parte que abordamos a metodologia dessa pesquisa citamos a existência de anexos (que são salas improvisadas pela falta de espaço no prédio escolar) pois bem, mais um fator importante que descobrimos foi que 3 alunos de um total de 09 não estudam nas repartições escolares mas sim nessas salas que não possuem nenhuma condição para acolhimento dessas crianças, 2 dois dos alunos matriculados não frequentam porque a escola não oferece condições de recebê-lo diante da severidade de sua deficiência. Nesse caso o sistema de ensino não nega a matrícula, contudo, por outro não oferece subsídios para que esse aluno mantenha-se nessa escola, restringindo a inclusão a uma mera matrícula escolar.

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Tendo em vista os aspectos destacados acima podemos dizer que a inclusão é pouco debatida pelo sistema escolar desse município, não existem propostas, projetos documentais ou práticas que englobem essa temática. Como dito antes, a inclusão se resume apenas em efetuar a matrícula, servindo somente para fins estatísticos.

Diante de todos os itens conclusivos apontados até agora podemos destacar mais um, talvez um dos mais importantes, que é a valorização da inclusão por parte das esferas governamentais. Pois o que notamos diante do aprofundamento dessa pesquisa é que existem várias e várias leis, tanto internacionais como nacionais que contemplam e apoiam a Educação Inclusiva na rede regular de ensino, no entanto, ao nosso entendimento, as leis por sua vez não estão sendo cumpridas. As políticas Públicas Especiais definem uma inclusão completa e de qualidade, porém, o que presenciamos são escolas sem estrutura física, sem matérias pedagógicos ou tecnológicos, sala de recursos, professores e equipe escolar sem formação na área, além da falta de recursos financeiros para melhoria desse sistema.

Por esse motivo realizamos essa investigação com o intuito de concluir se essas crianças estão sendo valorizadas no sistema de ensino regular utilizando o máximo de informações possíveis com todos os envolvidos nesse processo.

Assim, em relação ao objetivo 01 que foi descrever a evolução histórica da Educação Inclusiva de acordo com as Políticas Nacionais desde a idade antiga até os dias de hoje ao analisarmos os documentos históricos, a leis, decretos e resoluções percebemos que houve um grande avanço no que diz respeito aos documentos legais, porém, esses avanços não correspondem com a inclusão vivenciadas nas escolas investigadas.

Com isso entendemos que as escolas não vivenciam a inclusão propostas em leis, o que nos faz crer que a evolução percebida ao longo dos anos ficou apenas no papel, uma vez que as situações das escolas inclusivas não correspondem com as propostas estabelecidas legalmente.

As conclusões referentes a esse objetivo basearam-se na observação da investigadora e na aplicação da técnica de entrevista junto a secretaria de educação do município. Os resultados obtidos foram satisfatoriamente suficientes para atingir

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esse objetivo e para confirmar que a leis não estão sendo aplicadas efetivamente nas escolas.

Analisando as constatações referentes ao objetivo 02 da investigação que foi identificar se as instituições escolares possuem Atendimento Educacional Especializado, acessibilidade arquitetônica nos mobiliários e equipamentos, levantamos informações a partir da análise da pesquisadora, secretaria de educação, gestores escolares e professores. Baseado nas informações das fontes com relação a esse objetivo verificou-se a carência das escolas com relação ao acesso ao Atendimento Educacional Especializado. Comprovamos através dos participantes que nenhuma das três escolas investigadas possuem Salas de Recursos Multifuncionais onde são desenvolvidos o Atendimento Educacional Especializado através dos recursos de Tecnologia Assistiva.

Tendo em vista a importância desse atendimento é cabível ressaltar que a falta de acompanhamento de um profissional especializado causa insegurança na equipe escolar, principalmente nos professores, pois necessitam de apoio no processo de aprendizagem desses educandos.

Os recursos encontrados nas escolas são precários, muitas vezes não condizem com as necessidades individuais dos educandos, dificultando o trabalho do docente e também o desenvolvimento dos educandos que necessitam complementar ou suplementar seus estudos através do Atendimento Educacional e os recursos próprios dessa sala de atendimento.

Além disso comprovamos que a falta de estrutura física das escolas impossibilita o acesso e a permanência desse alunado, restringindo sua participação escolar apenas à matrícula. Julgamos importante esse objetivo porque nos permitiu analisar itens importantes onde chegamos à conclusão que a falta de acessibilidade compromete a concretização da inclusão, os que necessitam de espaço e mobiliários adaptados não permanecem por muito tempo na escola. Com isso afirmamos os resultados colhidos ofereceram dados suficientes para atingir esse objetivo.

No que se refere ao objetivo 03 que foi examinar se os professores dispõem de formação continuada para atender as perspectivas de uma escola inclusiva,

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contamos com a participação dos professores, secretária de educação e gestores escolares, mais uma vez obtivemos êxito com as comprovações que corresponderam ao objetivo. Nesse sentido obtivemos dados confirmativos de todos os participantes que os professores não dispõem de formação continuada que contemple a temática estabelecida por essa investigação.

Baseado nessa informação reiteramos nossas conclusões de que os professores necessitam estar preparados para acolher esses alunos e proporciona-lhes oportunidade de desenvolver suas habilidades, através das formações continuadas poderiam encontrar meios para sanar suas angústias e fortalecer suas motivações educacionais.

A aplicação do guia de entrevista com os professores nos possibilitou entender que o maior desafio encontrado por eles é a falta de capacitações que envolvam projetos educacionais inclusivos, no qual esse item também é apontado pelos gestores como um grande problema enfrentado pela escola. Assim podemos enfim concluir esse objetivo com a certeza que a falta de formações foi apontada como sendo a causa da insegurança e angústia para acolhimento inclusivo.

Em relação ao objetivo 04 que foi conhecer a participação familiar e da comunidade no contexto escolar para melhoria da aprendizagem e se eles confiam nos resultados positivos dessa proposta educacional. Contamos com a participação da secretária de Educação, gestores escolares e pais, novamente alcançamos o objetivo proposto.

Identificamos que há necessidade de a escola planejar melhor o envolvimento familiar em seus projetos. Em contato com a família verificamos que muitas vezes os pais são chamados a escola apenas quando existe algum problema para resolver.

Nesse caso colocamos a família como ponto chave para inclusão, nesse sentido o que podemos afirmar é que a mesma ainda se encontra muito longe da escola, em lados paralelos. Os pais não confiam nas propostas inclusivas das escolas regulares, bem como, a instituição escolar não prover meios para sanar essas inseguranças, fazendo com que muitas vezes os pais sintam vontade de não prosseguir com a matrícula de seus filhos na escola.

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Com isso ressaltamos a importância da participação familiar nos projetos escolares como participantes de projetos e também nas decisões que venham acontecer e não somente serem chamadas quando houver problemas a serem resolvidos.

Baseados nos resultados dos objetivos específicos, reiteramos nossas conclusões de que o processo da Educação Inclusiva nas escolas regulares de Tupanatinga necessita modificações, reformulações e investimentos tanto na área estrutural como pedagógica. Pois essa investigação e a participação dos envolvidos nos permitiu confirmar que a inclusão escolar nesse município não foi vista até agora com a importância devida.

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