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História e Evolução - Microbiologia

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Academic year: 2021

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(1)

MICROBIOLOGIA

MICROBIOLOGIA

História e Evolução

(2)

História

• Invenção do Microscópio.

• O homem aprendeu a polir lentes, partindo de

peças de vidro, e a combiná-las até produzir

aumentos que permitiram visualizar o mundo

dos microrganismos.

(3)

História

• Século XIII (1220 –

1292) Roger Bacon

apresentou a idéia de que as doenças eram

produzidas por seres invisíveis

• Fracastro de Verona (1483-1553) postulou a

mesma idéia de Roger Bacon

(4)

História

• Athanasius Kircher (1658)

se

referiu

a

“vermes

invisíveis”

a

olhos

desarmados nos corpos em

decomposição, no pão,

leite

e

excreções

diarréicas. Foi o primeiro

cientista a reconhecer o

significado das bactérias e

de outros micróbios nos

processos patológicos

•Figura 1: Jesuíta alemão Athanasius Kircher. Fonte: http://kircher.stanford.edu/, em 17/09/07

(5)

História

• Antony van Leeuwenhoek

(1632-1723)

Provavelmente, não foi a

primeira pessoa a ver as

bactérias

e

os

protozoários, mas foi o

primeiro em relatar suas

observações.

Conseguiu

isto

utilizando

microscópio

construído

por ele mesmo. Fez relatos

de suas observações à

Sociedade

Real

de

Londres, com descrições

precisas e desenhos.

Figura 2: Leeuwenhoek e um de seus microscópios.

Fonte: www.Ucmp.Berkeley.edu/history/leeuwenhoek.html www.microscopy.fsu.edu/primer/museum/leeuwenhoek.html

(6)

História

Figura 3: Uso do microscópio de Leeuwenhoek.

Fonte: http://www.microscopy-uk.org.uk/mag/indexmag.html?http://www.microscopy-uk.org.uk/mag/artjul07/hl-loncke2.html, em 17/09/2007.

(7)

História

• Em 1610, Galileu

(1564 – 1642) e em

1665, Robert Hooke

(1635-1703)

fizeram

microscópios mais

parecidos com os

atuais.

Figura 4: Microscópio de Robert Hook

(8)

História

TEORIA DA GERAÇÃO ESPONTÂNEA

ABIOGÊNESE

-Carne podre è Gerava Moscas

Cheiros dos pântanos è Gerava Sapos

Roupa suja è Gerava Ratos

(9)

História

TEORIA DA GERAÇÃO ESPONTÂNEA

ABIOGÊNESE

-Aristóteles (384 aC – 322 aC):

Matéria inanimada + Princípio Ativo

“Em determinadas condições os seres vivos

podem ser formados a

partir da própria matéria”;

Figura 5: Aristóteles

(10)

História

• Francesco Redi (1626-1697) fez

experiências com moscas.

Refutação da Teoria da Geração Espontânea

Figura 6: Experimento de Redi Fonte:

http://curlygirl.naturlink.pt/origem.htm em 17/09/2007

Figura 5: Francesco Redi

(11)

• A favor da abiogênese: John Needham (1749)

observou em carnes que foram expostas em cinzas

quentes o aparecimento de microrganismos que

não existiam no início da experiência.

(12)

História

• Contrário a abiogênese: Lazaro Spallanzani

(1729-1799): Ferveu caldo de carne durante 1

hora, fechando logo a seguir os frascos.

Nenhum

micróbio

apareceu,

mas

seus

resultados,

ainda

que

repetidos,

não

convenceram Needham

.

Figura 7: Spallanzani

Figura 8: Experimento de Spallanzani

Fonte: http://vilenski.org/science/notebook/unit1/historyoflife/spallanzani.htmlem 17/09/2007

• John Needham insistia

que “o ar era essencial” para a produção dos seres microscópicos, e

este ar tinha sido excluído dos frascos

pelo fechamento hermético.

(13)

História

• Contra a abiogênese: Franz Schulze (1815-1873) e Theodor

Schwann (1810-1882) 60 a 70 anos depois: realizam

experiências onde areava infusões fervidas, fazendo o ar

atravessar soluções ácidas (Schulze), e outra que forçava o

ar através de tubos aquecidos ao rubro (Schwann).

Figura 9: Experimento de Theodor Schwann com ar aquecido.

• Os defensores da

geração espontânea não se convenciam; Em nenhum dos casos

surgiram micróbios, mas argumentava-se que o ácido e o calor alteravam o ar, fazendo

com que o meio não permitisse o crescimento.

(14)

História

• Contrário

a

abiogênese:

Schröeder e Von Dush (1850)

– Tamponação com algodão.

Realizam a mesma experiência

anterior fazendo passar o ar

através do algodão para os

frascos que continham o caldo

aquecido. As bactérias foram

retidas no algodão, pois não

houve

crescimento

de

microorganismos no caldo;

nascia, então, a técnica básica

de fechar os tubos de cultura

com tampões de algodão.

Figura 10: Experimento com algodão estéril

(15)

História

• Contrário a abiogênese: Louis Pasteur (1822 – 1895).

Figura 11: Experimento com algodão estéril (Fonte: www.clt.astate.edu/aromero/HistBio07.SpontGener.ppt em 17/09/2007

(16)

História

Em 1859, Pasteur acabou de vez com a teoria da geração espontânea

com a utilização de um frasco com colo longo, estreito, em pescoço de

cisne contendo caldo de carne.

Figura 12: Experimento de Louis Pasteur contra a geração expontânea (Fonte: http://oficina.cienciaviva.pt/~piv172/PDFs/Ficha%20n%BA4-B.pdf em 17/09/2007

(17)

Evolução

• 1762- O médico Marcus Antonius von Plenciz

reconhece a significação da descoberta dos

micróbios;

• Não só atribuiu os germes a causa das doenças,

como também, a cada doença, o seu micróbio

específico.

(18)

Continentes Diferentes, mesma atitude: Lavagem das

mãos

• 1818-1856- O médico húngaro Ignaz Philipp

Semmelweiz introduziu o uso de anti-sépticos na

prática obstétrica.

– Desinfecção das mãos em solução de hipoclorito.

• 1809-1894 – Pesquisador Americano Oliver Wendell

Holmes - Febre puerperal;

- Contágio causado por germes transmitido de uma

mãe

para a outra por intermédio das parteiras e dos

médicos.

Evolução

Figura 13: Semmelweiz*

Figura 14: Oliver Wendell** * Fonte: (*) www.oslc.on.ca (**) www.stereoscopy.com, em 17/09/2007

(19)

• 1867- Introdução da cirurgia anti-séptica pelo

cirurgião inglês, Lister.

-

Lister borrifava anti-sépticos durante as operações

Evolução

Figura 15: Lister borrifando anti-séptico durante operação.

(20)

Professor de química da

Universidade de Lille,

na França: 1854 estudos

fermentativos.

Observou que a

fermentação das

frutas e dos grãos

que resultava em

álcool era efetuada

por micróbios.

Evolução

Figuras 16 e 17: Livros de Pasteur sobre fermentação. Fonte: em 17/09/2007

(21)

Processo de Pasteurização:

Evolução

(22)

Evolução

– Isolou o parasita que causava a pebrina, doença

do bicho da seda.

Louis Pasteur

(23)

Evolução

– Isolou germe que causa a cólera aviária e

obteve a vacina contra esta doença com germes

atenuados.

(24)

Evolução

Vacina contra o carbúnculo e a raiva (1885).

Louis Pasteur

(25)

• (1843-1910)-

Heinrich

Hermann Robert

Koch,

médico alemão, introduziu os

meios de cultura sólidos, a fim

de obter crescimento isolado

dos microrganismos.

Evolução

Figuras 22: Robert Koch , fonte www.zeis.de, em

(26)

• Robert Koch – 1876 : Ciclo de vida do bacilo do

antraz

Evolução

• Em 1882, Koch descobriu o bacilo da tuberculose

• Em 1883, descobriu o vibrião da cólera no Egito

• Robert Koch – 1877 : Postulados de Koch para

demonstrar a etiologia de uma doença:

1. Isolar o microrganismo em culturas puras a partir do animal doente

2. Inoculá-lo em animais de experiência e produzir uma doença cujos sintomas e lesões fossem idênticas ou equiparáveis às da doença “típica” no homem

(27)

Personagens Brasileiras

Adolpho Lutz (1855 – 1940):

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro

Formou-se em Medicina em 1879

Em 1881 conheceu Pasteur

Em 1885 foi trabalhar como cientista em

Hamburgo investigando o bacilo da lepra.

Em 1893 foi convidado a dirigir o Instituto

Bacteriológico de São Paulo (atual Instituto

Adolpho Lutz).

Figuras 23: Adolpho Lutz,

Fonte www.ccs.saude.gov.br

(28)

Personagens Brasileiras

Vital Brazil (1865-1950 ):

Mineiro, em 1891 formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro

Ingressou em 1897 no Instituto Bacteriológico dirigido por Adolpho Lutz

Em 1899 organizou um novo laboratório na fazenda Butantan

Em 1901 o laboratório da fazenda Butantan foi transformado em Instituto Butantan

Em 1919, transferiu-se com sua equipe para Niterói construindo o Instituto Vital Brazil, voltado para a

pesquisa e fabricação de produtos veterinários, biológicos e farmacêuticos

Ao longo dos anos 30, o Instituto Vital Brazil atendia aos mercados nacional e internacional.

Figuras 24: Vital Brazil,

Fonte www.ccs.saude.gov.br

(29)

Personagens Brasileiras

Oswaldo Cruz (1872-1917) :

Nasceu em São Luís do Paraitinga – SP

Com 14 anos matriculou-se na Faculdade de MedicinaDoutorado em 1892: “A veiculação microbiana pelas águas” • Em Paris (Instituto Pasteur) se especializou em microbiologia

e soroterapia

• Estudou urologia e medicina legal no Instituto de Toxologia de Paris.

• Em 1900 assumiu o cargo de diretor técnico do Instituto Soroterápico Federal, onde produzia vacinas e soro contra a

Figuras 25: Oswaldo Cruz,

Fonte www.ccs.saude.gov.br

(30)

Personagens Brasileiras

Oswaldo Cruz (1872-1917) :

• Em 1903 o sanitarista foi nomeado Diretor-Geral de Saúde Pública com a missão de combater as três principais

epidemias que assolavam o Rio de Janeiro: febre amarela, peste bubônica e varíola.

• Em 1907 o cientista anunciou a erradicação da febre amarela e ganhou a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim.

• Em 1909 passou a dedicar-se ao Instituto de Manguinhos (hoje Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz)

Figuras 25: Oswaldo Cruz,

Fonte www.ccs.saude.gov.br

(31)

Personagens Brasileiras

Carlos Chagas (1878-1934) :

• Nasceu em Minas Gerais

• Em 1897 ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro

• Chagas estudou doenças tropicais, em especial a malária

• Em 1907 Lassance, norte de Minas, onde a malária devastava o acampamento.

• Ali, pesquisou os insetos hematófagos – barbeiros – alojados nas paredes de pau-a-pique das moradias. Encontrou neles um novo parasito, que chamou de Trypanosoma cruzi, em

homenagem a Oswaldo Cruz.

Figuras 26: Carlos Chagas,

Fonte www.ccs.saude.gov.br

(32)

Personagens Brasileiras

Carlos Chagas (1878-1934) :

• Assume a direção do Instituto de Manguinhos após a morte de Oswaldo Cruz em 1917.

• Chefiou a campanha contra a epidemia de gripe espanhola em 1918 que assolou o Rio de Janeiro

• Como chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), criou diversos serviços especializados de saúde, como os de Higiene Infantil, Combate às Endemias Rurais, Combate à Tuberculose, à hanseníase, às doenças venéreas • Representou o Brasil em vários comitês internacionais,

principalmente como membro permanente do Comitê de Higiene da Liga das Nações.

Figuras 26: Carlos Chagas,

Fonte www.ccs.saude.gov.br

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