• Nenhum resultado encontrado

4602_2014_0_3.pdf (1.105Mb)

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "4602_2014_0_3.pdf (1.105Mb)"

Copied!
29
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

VERMICOMPOSTAGEM COMO ALTERNATIVA PARA A VALORIZAÇÃO E REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS ORGÂNICOS NO CAMPUS HIGIENÓPOLIS

DA UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

Profª. Dra. Paola Lupianhes Dall´Occo Profª. Dra. Patricia Fiorino

São Paulo

(2)

VERMICOMPOSTAGEM COMO ALTERNATIVA PARA A VALORIZAÇÃO E REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS ORGÂNICOS NO CAMPUS HIGIENÓPOLIS DA

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Curso de Ciências Biológicas

Área de Conhecimento: Ecologia Aplicada

Linha de Pesquisa: Desenvolvimento Sustentável, Qualidade de Vida e Cidadania

RELATÓRIO TÉCNICO CIENTÍFICO

São Paulo

(3)

RESUMO

Devido ao tratamento do lixo na maioria das cidades brasileiras ainda ser deficiente, muitos locais de destinação de resíduos (lixões e aterros) não possuem tratamento adequado, o que leva a danos ambientais e à saúde, como é o caso da contaminação do solo, água superficial e lençol freático causado pelo chorume. A redução do volume de resíduos orgânicos urbanos destinados aos aterros sanitários pode ser obtida pela adoção de tratamento biológico através de coleta seletiva e retenção para compostagem in situ, o que representaria ainda uma redução de custos pela substituição da coleta, transporte e aterramento desses rejeitos. A otimização da compostagem pode ser obtida através da vermicompostagem que consiste na combinação da ação mecânica das minhocas com atividade bioquímica dos microrganismos presentes em seu trato digestório, que acelera a estabilização da matéria orgânica. O presente projeto teve por objetivos viabilizar a vermicompostagem como alternativa para a valorização e reutilização de resíduos orgânicos no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie; quantificar e qualificar os resíduos sólidos orgânicos produzidos em estabelecimentos de produção e manipulação de alimentos no Campus; avaliar a capacidade e eficiência das composteiras já instaladas e capacitar alunos na prática do processo de vermicompostagem para atuação como multiplicadores de saberes na comunidade. Foram analisados quantitativamente e qualitativamente os resíduos orgânicos, compostos por legumes e verduras crus, frutas e borra de café, produzidos nas áreas de preparação de alimentos dos seis principais estabelecimentos de produção e manipulação de alimentos. Parte dos resíduos coletados foi destinada as vermicomposteiras após categorização, pesagem e trituração, sendo montadas composteiras com diferentes categorias de resíduos para avaliação das condições de compostagem (pH, sobrevivência das minhocas) e do vermicomposto. O presente estudo permitiu concluir que são produzidos diariamente aproximadamente 255 kg de resíduos orgânicos vermicompostáveis pelos principais estabelecimentos de manipulação de alimentos do campus, o que representa aproximadamente 5.100 kg mensais, sendo que a categoria Laranja representa 64% do total coletado. Considerando a capacidade das vermicomposteiras instaladas no campus e o tempo de duração do processo é possível valorizar e reutilizar através da vermicompostagem entre 8 e 11 toneladas de resíduos orgânicos ao ano, o que representa entre 16% e 22% dos resíduos orgânicos produzidos durante o ano letivo pelos principais estabelecimentos de manipulação de alimentos no campus Higienópolis da UPM. Mostrou-se de grande relevância a capacitação discente na prática do processo de vermicompostagem para sua atuação como multiplicadores de saberes e promotores de mudanças comportamentais relacionadas à utilização dos recursos naturais na comunidade interna e externa. Devido sua importância ambiental e sanitária, a realização efetiva e contínua do processo de vermicompostagem no campus, representará um significativo incremento nas ações que vem sendo realizadas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e sua Mantenedora, reafirmando assim seu crescente comprometimento com a sustentabilidade e a educação ambiental.

(4)

SUMÁRIO

PÁGINA INTRODUÇÃO ... 04 OBJETIVOS ... 10 METODOLOGIA ... 11 RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 14 CONCLUSÕES ... 23 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 24

(5)

INTRODUÇÂO

No período de 2011 a 2012 a geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) no Brasil cresceu 1,3%, totalizando 62.730.096 toneladas, sendo estes rejeitos compostos em média, por aproximadamente 51% de matéria orgânica, 14% de plástico, 13% de papel, 3% de metal e 2% de vidro (ABRELPE, 2012).

Devido ao tratamento do lixo na maioria das cidades brasileiras ainda ser deficiente, muitos locais de destinação de resíduos (lixões e aterros) não possuem tratamento adequado, o que leva a danos ambientais e à saúde, muitas vezes irreparáveis, como é o caso da contaminação do solo, água superficial e lençol freático causado pelo chorume, líquido produzido pela decomposição de resíduos orgânicos, contaminado com metais pesados e outras substâncias tóxicas, além de excrementos humanos e animais (GOUVEIA, 1999; NADOLNY, 2009).

Para mitigar os impactos ambientais e sanitários causados pelo descarte inapropriado de resíduos no país, foi instituída a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS). Seus princípios, objetivos e instrumentos se fundamentam na redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos rejeitos provocando alterações no ordenamento jurídico que exigirá mudanças na gestão pública, empresas e consumidores para se adequarem as novas normas (BRASIL, 2010).

De acordo com o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo (PMSP, 2014b) a redução do volume de resíduos orgânicos urbanos em aterros sanitários pode ser obtida através do estímulo a adoção de tratamento biológico através de coleta seletiva e retenção para compostagem in situ, ou seja, no mesmo local em que é produzido, o que representaria ainda uma redução de custos pela substituição da coleta, transporte e aterramento desses rejeitos.

Assim a problemática do lixo levou a Prefeitura de São Paulo a realizar o projeto Composta São Paulo, que consiste na distribuição de composteiras domésticas visando popularizar a compostagem e estimular a população a reaproveitar o lixo orgânico produzido, já que mais da metade dos resíduos domiciliares são orgânicos compostáveis, o que equivale a 5.000 toneladas diárias (PMSP, 2014a).

(6)

Compostagem

Segundo Kiehl (1998), a compostagem é um processo controlado de decomposição microbiana de oxidação e oxigenação de uma massa heterogênea de matéria orgânica no estado sólido e úmido, essencialmente aeróbico, em que há desprendimento de gás carbônico, vapor de água e energia.

A compostagem é uma forma de tratar os resíduos orgânicos, reduzindo seu volume e estabilizando a matéria orgânica (HERBETS et al., 2009). Outro aspecto importante é a contribuição da compostagem para a produção de fertilizantes orgânicos, o que pode proporcionar uma melhoria da condição social pela geração de renda, pois segundo Monteiro et al. (2001), trata-se de um método economicamente viável como alternativa de valorização de resíduo.

De acordo com Fernandes (1999), as tecnologias de implantação do processo de compostagem podem variar de sistemas simples e manuais, até sistemas complexos, onde todos os parâmetros do processo são monitorados e controlados com precisão, porém pode-se obter um composto de qualidade em ambos desde que os resíduos sejam adequados e o processo biológico ocorra em boas condições.

Existem três tipos básicos de compostagem: natural, onde os resíduos são dispostos sobre o solo em leiras com dimensões predefinidas e realiza-se periodicamente seu reviramento e, eventualmente, umidificação. Já o método de aeração forçada das leiras dispensa o reviramento do material, pela presença de um sistema de tubulação perfurada que promoverá a aeração da pilha de resíduos; e o método de reator biológico que permite controlar os parâmetros sem interferência do ambiente externo. Sendo a escolha do método mais adequado relacionada à quantidade de resíduos a ser compostada (BRASIL, 2010).

Fases da Compostagem

Este processo apresenta distintas fases: a primeira é rápida, de fitotoxicidade ou de composto imaturo, e é seguida pela fase de bioestabilização para então atingir a fase final que é caracterizada pela maturação ou humificação e mineralização de componentes (fósforo, nitrogênio, cálcio, magnésio) da matéria orgânica, fazendo com

(7)

que esses elementos, antes imobilizados na forma orgânica, tornem-se nutrientes disponíveis para os vegetais (KIEHL, 1998; EMBRAPA, 2005).

De acordo com Peixoto (1998) e Kiehl (1998), o tempo de compostagem varia de três a quatro meses. Na fase inicial ocorre intensificação da decomposição da matéria orgânica com liberação de calor e vapor d’água, formação de ácidos e consequente redução do pH (4,5), atingindo 45°C em um período de 12 a 24 horas. Em seguida, temperaturas entre 50°C e 65°C caracterizam a fase termófila, que dura de 45 a 90 dias e onde ocorrem as reações bioquímicas mais intensas, com decomposição realizada principalmente por bactérias aeróbias. Já a fase mesófila subsequente é caracterizada pela redução da atividade microbiana e, portanto, apresenta queda da temperatura e umidade. É nesta etapa, que possui duração de 2 a 5 dias, que ocorre a degradação de substâncias orgânicas mais resistentes, principalmente por fungos e actinomicetos. A fase de maturação, que demora de 30 a 60 dias, reflete a baixa atividade biológica e perda da capacidade de auto aquecimento do composto, porém é quando ocorre grande formação de compostos orgânicos.

A temperatura é então um dos parâmetros mais úteis no monitoramento da compostagem, pois reflete a sucessão da microbiota, que determina a velocidade e produz a maioria das modificações químicas e físicas, resultando em um material que contém de 50% a 70% de matéria orgânica húmica, sendo denominado composto ou húmus, que é classificado como adubo orgânico, um notório condicionador para o solo contribuindo para a melhoria de sua estruturação, agregação, porosidade, poder tampão e de quelação de metais (KIEHL, 1998; OLIVEIRA et al., 2004).

Otimização da Compostagem: Vermicompostagem

A otimização da compostagem pode ser obtida através da combinação da ação mecânica das minhocas com a atividade bioquímica realizada pelos microrganismos presentes em seu trato digestório sobre as partículas orgânicas, sendo este processo denominado vermicompostagem (ALBANELL et al., 1988; LOURENÇO, 2010).

Ndegwa e Thompson (2001) consideram que esse processo acelera a estabilização da matéria orgânica, reduzindo o tempo para obtenção de composto com menor relação carbono/ nitrogênio (C/N), maior quantidade de substâncias húmicas e de capacidade de

(8)

troca catiônica, o que de acordo com Ronquim (2010) favorece a manutenção da fertilidade do solo por um período prolongado.

Portanto, a utilização da vermicompostagem é uma importante estratégia para a diminuição da quantidade de rejeitos finais dispostos em aterros e lixões, bem como para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), já que segundo o IPCC (2007), 13% das emissões globais antropogênicas de metano provêm da decomposição anaeróbia de resíduos orgânicos, o que ocorre em aterros.

Para a realização da vermicompostagem, como da compostagem, são necessários equipamentos mecanizados, infraestrutura e recursos humanos, pois a implementação dos processos de recepção dos resíduos, triagem, trituração, monitorização e recolha do vermicomposto são essenciais para garantir a eficiência do processo (LOURENÇO, 2010).

Uma das diferenças entre esses processos é que a vermicompostagem dispensa o reviramento do material ou a aeração forçada, já que a ação mecânica das minhocas auxilia no revolvimento do material e consequentemente aumenta sua oxigenação (AQUINO et al., 1992).

As minhocas consomem diariamente cerca de metade de seu peso em resíduos, isto é, aproximadamente 0,5 g nos espécimes adultos, expelindo cerca de 60% dos resíduos consumidos na forma de coprólitos (LOURENÇO; COELHO, 2009). Diversas espécies de minhocas podem ser utilizadas na vermicompostagem, porém de acordo com Capistrán et al. (2004) e Domínguez et al. (2005), a minhoca californiana (Eisenia

andrei Bouché, 1972), é a espécie que apresenta maior eficiência devido as maiores

taxas de crescimento e reprodução.

De acordo com Lourenço (2010), esse processo pode ser executado em pequena escala (menos do que 20 kg semanais), média (entre 20 e 250 kg semanais) ou larga escala (mais de 250 kg semanais). A vermicompostagem doméstica pode ser realizada em pequenos canteiros e em vermicompostores horizontais ou verticais.

Nos vermicompostores verticais, em sistemas de caixas perfuradas (fig. 1), o recipiente superior é denominado caixa de adição de resíduos orgânicos; quando este

(9)

estiver completamente cheio, é deslocado para baixo e substituído por outro que receberá novos resíduos a serem decompostos. As minhocas alocadas nas caixas inferiores (caixas digestoras) serão atraídas pela matéria orgânica recém-adicionada, passando através das perfurações, para a realização da decomposição. O produto final humificado será armazenado nas caixas mais inferiores (caixa com vermicomposto) e o chorume (líquido percolado), que consiste em um excelente biofertilizante líquido, uma vez que foi obtido da decomposição da matéria orgânica selecionada e livre de contaminação, será retido na caixa coletora e assim sucessivamente (MORADA DA FLORESTA, 2014).

Figura 1. Vermicompostor vertical (Modificado de Recycled Inc, 2014).

Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável

Apesar de apresentar inúmeras vantagens, a vermicompostagem ainda é pouco realizada nos grandes centros urbanos, sendo que essa postura de não responsabilidade da população, segundo JACOBI (2005), provém principalmente da desinformação, de tal modo que a educação é fundamental para promover mudança de atitudes e práticas sociais, desenvolver competências e gerar uma cultura de direitos fundamentada na motivação e na coparticipação dos cidadãos na gestão do meio ambiente.

(10)

Portanto, ações pautadas nos princípios da preservação ambiental e sanitária e no desenvolvimento sustentável são de grande relevância, por auxiliarem na promoção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, um dos direitos de terceira geração, presente na Constituição Federal Brasileira de 1988.

A educação aliada ao crescente movimento ambiental tem propagado a importância de produtos e serviços ecologicamente corretos, o que fez com que muitas empresas passassem a adotar práticas ambientais devido não somente a exigências legais como também pela tendência de que o consumidor mude seus padrões de consumo. Assim a emissão de certificações ambientais e selos verdes tem se expandido como forma das empresas divulgarem para o público suas ações de preservação ambiental, além de representarem vantagem competitiva tanto no mercado interno, quanto externo (BIAZIN; GODOY, 2000; SAMPAIO; EXLER, 2011).

Segundo Moura e Torres (2013), o processo de integração entre pesquisa, ensino e extensão possibilita reconhecer o papel social da pesquisa em seu processo de interação dialética entre prática-teoria-prática na consolidação de um conhecimento que impulsiona para a formação plena da cidadania. Assim, o compartilhamento de estruturas universitárias voltadas à pesquisa com as atividades práticas das disciplinas de graduação somadas ao conjunto de ações dirigidas a sociedade, são de extrema relevância para a formação profissional dos discentes e aproxima a academia das comunidades adjacentes.

Desta forma, o presente projeto propôs a reutilização e valorização de resíduos orgânicos como forma de promover mudanças comportamentais relacionadas à utilização dos recursos naturais e assim, reafirmar o crescente comprometimento do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie com a sustentabilidade e a educação ambiental.

(11)

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL:

Viabilizar a vermicompostagem como alternativa para a valorização e reutilização de resíduos orgânicos no campus Higienópolis, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

OBJETIVOS ESPECIFICOS:

Quantificar e qualificar os resíduos sólidos orgânicos produzidos nos diferentes estabelecimentos de produção e manipulação de alimentos no Campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM);

Avaliar a capacidade e eficiência das composteiras disponíveis na Área de Compostagem do Campus Higienópolis (UPM);

Capacitar alunos na prática do processo de vermicompostagem para atuação como multiplicadores de saberes na comunidade.

(12)

METODOLOGIA

A execução do projeto foi dividida em quatro etapas descritas a seguir:

Reativação da Área de Compostagem - Apesar da área de compostagem no Campus Higienópolis estar instalada, o processo de vermicompostagem encontrava-se desativado e sua reativação foi viabilizada com a aquisição de equipamentos e insumos (coletores plásticos com rodas de 120 litros e de 30 litros, peagâmetros, higrômetros de solo, termômetros, balança digital, empilhadeira, pás, bombonas para armazenamento de chorume, seladora, sacos para húmus, armário, equipamentos de EPI e minhocas californianas (Eisenia andrei)), além da implantação de manutenção adequada, que consiste no fornecimento de substrato (resíduos orgânicos) e monitoramento de parâmetros abióticos como pH, temperatura e umidade.

Foi necessária ainda a realização de benfeitorias de infraestrutura no local (fig. 2) como a instalação de paredes de drywall, com o intuito de melhorar o armazenamento dos equipamentos adquiridos, e a colocação de lonas de material refletivo na parte posterior das colunas para reduzir a incidência de luz solar e assim diminuir o aquecimento exógeno que provoca ressecamento excessivo dos resíduos em processo de compostagem por evaporação, o que prejudica a eficiência do processo.

(13)

Obtenção da Matéria Prima: Resíduos Orgânicos - Foram selecionados os estabelecimentos de manipulação de alimentos, presentes no campus Higienópolis da UPM, mais representativos quantitativamente em produção de resíduos orgânicos. Os resíduos orgânicos dos estabelecimentos selecionados que aceitaram participar foram amostrados semanalmente (de segunda a sexta-feira), com o uso de coletores específicos para essa finalidade (fig. 3), contendo informações sobre os resíduos que deveriam ser acondicionados (legumes e verduras crus, frutas e borra de café), assim a coleta contemplou apenas resíduos gerados nas áreas de preparação de alimentos dos estabelecimentos devido a viabilidade de separação qualitativa dos mesmos e inexistência de coleta seletiva no referido campus.

Os resíduos foram então direcionados para a Área de Compostagem onde foram segregados em 3 categorias Frutas, Verduras e Legumes (exceto laranja); Laranja; Borra de café para avaliação quantitativa, com o auxílio de balança digital e foram analisados qualitativamente através do estabelecimento de 4 categorias considerando sua composição: Laranja; Borra de Café; Legumes e Verduras e então triturados com auxílio de triturador elétrico.

Figura 3. Exemplo de coletor fornecido aos estabelecimentos para coleta dos resíduos orgânicos.

Monitoramento, Eficiência e Produtividade da Vermicompostagem – Parte dos resíduos orgânicos coletados dos estabelecimentos foi destinada as vermicomposteiras após categorização, pesagem e trituração. Foram montadas composteiras com

(14)

diferentes categorias de resíduos (só Laranja; só Borra de café; só Legumes e Verduras; só Frutas em geral; Laranja + Frutas em geral) para avaliação das condições de compostagem (pH, sobrevivência das minhocas) e do composto final (húmus).

O processo de vermicompostagem foi monitorado através da avaliação de parâmetros como temperatura, umidade e pH, com o uso de termômetros, peagâmetros e higrômetros de solo, além de análise visual. Para o controle da umidade das composteiras foi utilizado restos de poda e serragem, esta última oriunda do setor de marcenaria da UPM.

Capacitação e Divulgação Técnica - No início da execução do projeto os alunos participantes (bolsistas e voluntários) participaram de curso teórico e prático de capacitação em vermicompostagem ministrado pela empresa Caminho Certo com duração de 15 horas. A divulgação da técnica de vermicompostagem foi realizada através de material e ações de educação ambiental elaborados e aplicados pelos participantes do projeto.

(15)

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram identificados 6 (seis) estabelecimentos de manipulação de alimentos no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) mais representativos quantitativamente em produção de resíduos orgânicos, onde foram realizadas coletas para a quantificação e qualificação dos resíduos produzidos diariamente.

Os estabelecimentos pesquisados variaram qualitativamente quanto à produção de resíduos sendo que o Estabelecimento 1 produziu apenas Borra de café, os Estabelecimentos 2 e 6 somente não produziram Borra de café, o estabelecimento 3 produziu apenas Laranja e os estabelecimentos 4 e 5 produziram todos os tipos de resíduos (tabela 1).

Tabela 1. Categorias de resíduos produzidas por cada estabelecimento pesquisado.

Categoria de resíduo

Estabelecimento Frutas em

geral Laranja Borra de café

Legumes e Verduras 1 - - X - 2 X X - X 3 - X - - 4 X X X X 5 X X X X 6 X X - X

A pesagem dos resíduos coletados por estabelecimento foi realizada considerando as seguintes categorias: Frutas, Verduras e Legumes (exceto laranja); Laranja; Borra de café, resultando na quantidade média diária de 73,69 kg, 162,11 kg e 18,76 kg respectivamente (tabela 2), assim suas proporções no total coletado são bastante heterogêneas prevalecendo a categoria Laranja representando 64% do total coletado, seguida de Frutas, Verduras e Legumes (exceto laranja) (29%) e Borra de café (7%) (fig. 4).

(16)

Quantitativamente os estabelecimentos pesquisados produziram em média 255 kg diários, o que representa aproximadamente 5.100 kg mensais, totalizando 51 toneladas durante o período letivo (200 dias).

Tabela 2. Quantidade média diária em kg por categoria de resíduo produzida nos estabelecimentos pesquisados.

Quantidade média diária em kg por categoria de resíduo

Estabelecimento Frutas Legumes e

Verduras Laranja Borra de café

1 - - 12,27 2 41,71 22,15 - 3 - 47,4 - 4 5,25 41,29 3,26 5 8,76 15,81 3,23 6 17,97 35,46 - TOTAL 73,69 162,11 18,76

Figura 4. Porcentagens dos resíduos coletados por categoria nos estabelecimentos pesquisados. Através da avaliação das condições de compostagem (pH, sobrevivência das minhocas e umidade) e do vermicomposto com diferentes categorias de resíduos (só Laranja; só Borra de café; só Legumes e Verduras; só Frutas em geral; Laranja + Frutas em geral) constatou-se que as combinações testadas são adequadas ao processo.

(17)

O bagaço de laranja é considerado um resíduo orgânico não utilizável em composteiras por sua acidez, segundo autores como Lopez e Seiffert (2006), porém devido a grande produção deste resíduo nos estabelecimentos de produção e manipulação de alimentos do campus Higienópolis, representando 64% do total analisado, foi utilizado em diferentes composições (só Laranja e Laranja + Frutas em geral) nas vermicomposteiras, não influenciando negativamente na mortalidade das minhocas e resultando, em ambas, em um vermicomposto com parâmetros adequados de acidez.

Atribui-se esses resultados a realização da trituração dos resíduos antes de serem introduzidos nas vermicomposteiras, reduzindo a granulometria das partículas e, portanto diminuindo o tempo de biodegradação o que é corroborado por Nunes (2009) e Pereira e Fialho (2013). FERREIRA et al. (2006) ressaltam que a adequada trituração do refugo de laranjas é muito importante para uma rápida elevação dos valores de pH, o que mostrou-se efetivo no presente estudo. Soma-se a em processo de compostagem mostraram-se importantes para garantir o sucesso do processo,

Soma-se a esse fator a execução de revolvimento manual dos resíduos garantindo boa oxigenação durante processo e, portanto ausência de mau cheiro.

Segundo especificações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (BRASIL, 2009) o vermicomposto produzido enquadra-se na categoria Fertilizante Orgânico Composto pertencente à Classe A, sendo esta última classificação especificada por:

Classe “A”: fertilizante orgânico que, em sua produção, utiliza matéria-prima de origem vegetal, animal ou de processamentos da agroindústria, onde não sejam utilizados, no processo, metais pesados tóxicos, elementos ou compostos orgânicos sintéticos potencialmente tóxicos, resultando em produto de utilização segura na agricultura. (BRASIL, Anexo I, p. 2)

Os valores de pH e umidade do vermicomposto, de acordo com Anexo III da Instrução Normativa nº 25 (MAPA, 2009), devem ser respectivamente, igual ou maior do que 6,0 e menor ou igual a 50%. Assim o vermicomposto produzido no presente estudo

(18)

encontra-se dentro dos valores de pH estabelecidos na normativa, variando de 6,4 a 7,0. Já a umidade do vermicomposto variou de 30 a 80%, porém como ainda não foi realizada a secagem final e peneiramento para que o produto seja embalado, devido a atrasos no processo de compra e entrega das embalagens, o valor máximo de 50% de umidade será certamente atingido.

A utilização de restos de poda e de varrição para a redução da umidade e equilíbrio da relação Carbono/Nitrogênio dos resíduos a serem compostados resultou em grande incidência de mosquitos adultos no interior das composteiras, provenientes da postura de ovos nas folhas e galhos antes de serem destinados a área de compostagem, assim a serragem mostrou-se mais eficiente, reduzindo gastos e atividades de manejo para controle de insetos.

As 27 colunas de composteiras, atualmente instaladas na Central de Compostagem, possuem 108 caixas digestoras, cada uma com capacidade teórica de 40kg (totalizando 4.320 kg), porém devido a necessidade de adição de cerca de 15kg de terra com minhocas e de matéria seca (restos de poda, varrição ou ainda serragem), para manutenção do processo de compostagem, sua capacidade real de armazenamento de resíduos orgânicos provenientes de alimentos é de aproximadamente 60% do volume total (2.700kg).

Considerando que a capacidade real das vermicomposteiras instaladas no campus, e que o processo de vermicompostagem dura cerca de 3 ou 4 meses, o que é corroborado por Vidal, Vitti e Morselli (2007), é possível compostar entre 8 e 11 toneladas ao ano, o que representa de 16% a 22% do total dos resíduos orgânicos produzidos durante o ano letivo pelos principais estabelecimentos de manipulação de alimentos no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) anualmente.

Sabendo que a coleta contemplou apenas parcialmente os resíduos orgânicos gerados nas áreas de preparação dos principais estabelecimentos alimentícios; que a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e a implementação de coleta seletiva no referido campus, caracterizado como grande gerador, é imprescindível para a adequação à PNRS e que de acordo com Revista Mackenzie (2014), a quantidade total de resíduos orgânicos produzidos ao longo de toda a cadeia

(19)

de produção e consumo do campus é estimada em 430 toneladas ao ano, o aumento da capacidade de compostagem in situ é desejável.

Desta forma sugere-se que o aumento da capacidade de tratamento dos resíduos orgânicos pode ser obtida com o uso de biotecnologia através da adição de enzimas (biopolímeros), o que segundo BioIdeias (2016) acelera o tempo necessário para a compostagem reduzindo-o para 7 a 15 dias, além de descaracterizar o resíduo em 15 minutos desodorizando-o e secando-o, processo este que é utilizado para o tratamento dos resíduos orgânicos produzidos no Shopping Eldorado, na cidade de São Paulo.

A reativação das composteiras também viabilizou a realização de atividades práticas de diversas disciplinas do curso de graduação em Ciências Biológicas da UPM como Ecologia Geral, Fisiologia Vegetal, Fisiologia Animal e Botânica, além de contribuir para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas do conhecimento.

A capacitação dos alunos na prática do processo de vermicompostagem para atuação como multiplicadores de saberes na comunidade resultou no desenvolvimento de um logo (fig. 5), além de banners (fig 6) com o objetivo de explicar o funcionamento das vermicomposteiras e sensibilizar sobre o problema ambiental decorrente do descarte de resíduos.

(20)

Figura 6. Banners desenvolvidos pelos participantes do projeto sobre o funcionamento de vermicomposteiras e os problemas do descarte de resíduos.

Diversas ações de educação ambiental com o tema vermicompostagem foram elaboradas e aplicadas com a participação dos alunos bolsistas e voluntários participantes do projeto:

- Elaboração de material de divulgação do projeto apresentado durante “Talk Show com o Reitor” na Recepção Solidária do 1° semestre de 2015 - Fevereiro 2015 (fig. 7);

- Apresentação do projeto e participação nas discussões realizadas nos três workshops do Recicla Mackenzie realizados em 8 de maio de 2015 no Auditório da Escola Americana do campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (fig. 8);

(21)

Figura 7. Divulgação do projeto no “Talk Show com o Reitor” na Recepção Solidária.

Figura 8. Organograma do Recicla Mackenzie com a participação do presente projeto na gestão dos resíduos orgânicos.

- Realização de atividade de educação ambiental sobre vermicompostagem na Central de Compostagem da UPM com os alunos do 7° ano do Ensino Fundamental II do Colégio Mackenzie - Agosto 2015 (fig. 9);

(22)

Figura 9. Atividade de educação ambiental com alunos do 7° ano do EF II do Colégio Mackenzie.

- Gravação de entrevista para o programa Tela Mackenzie sobre o tema vermicompostagem – Setembro 2015 (fig. 10);

(23)

- Elaboração de ação de educação ambiental sobre o tema vermicompostagem apresentado em stand do Mackenzie Day – Outubro 2015 (fig. 11);

- Realização de atividade de educação ambiental e montagem de vermicomposteiras na Escola Estadual Marina Cintra em parceria com o curso de Pedagogia da UPM - Outubro 2015.

(24)

CONCLUSÕES

O desenvolvimento do presente estudo permitiu concluir que são produzidos diariamente aproximadamente 255 kg de resíduos orgânicos vermicompostáveis pelos principais estabelecimentos de manipulação de alimentos do campus Higienópolis da (UPM), o que representa aproximadamente 5.100 kg mensais. Qualitativamente a categoria Laranja representa 64% do total coletado, seguida de seguida de Frutas, Verduras e Legumes (exceto laranja) (29%) e Borra de café (7%).

Considerando a capacidade real das vermicomposteiras instaladas no campus, e que o processo de vermicompostagem dura de 3 a 4 meses, é possível valorizar e reutilizar através da vermicompostagem entre 8 e 11 toneladas de resíduos orgânicos ao ano, o que representa entre 16% e 22% dos resíduos orgânicos produzidos durante o ano letivo pelos principais estabelecimentos de manipulação de alimentos no campus Higienópolis da UPM.

A capacitação discente na prática do processo de vermicompostagem mostrou-se de grande importância para sua atuação como multiplicadores de saberes e promotores de mudanças comportamentais relacionadas à utilização dos recursos naturais tanto na comunidade interna quanto externa, bem como para incentivar o interesse no desenvolvimento de pesquisas em temas relacionados à sustentabilidade ambiental.

A realização efetiva e contínua do processo de vermicompostagem no campus, devido sua relevância ambiental e sanitária, representará um significativo incremento nas ações que vem sendo realizadas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e sua Mantenedora, reafirmando assim seu crescente comprometimento com a sustentabilidade e a educação ambiental.

(25)

REFERÊNCIAS

ABRELPE. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPEZA PÚBLICA E RESÍDUOS ESPECIAIS. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil. Edição Especial de 10 anos. 2012. 114 p.

ALBANELL, E.; PLAIXATS, J.; CABRERO, T. Chemical changes during vermicomposting (Eisenia fetida) of sheep manure mixed with cotton industrial wastes. Biology and Fertility of Soils, v.6, p.266-269, 1988.

AMLINGER, F.; PEYR, S.; CURLS, C. Green house gas emissions from composting and mechanical biological treatment. Waste Management & Research, v. 26, p. 47-60, 2008.

AQUINO, A. M.; ALMEIDA, D. L.; SILVA, V. F. Utilização de minhocas na estabilização de resíduos orgânicos: vermicompostagem. Comunicado Técnico 8. Rio de Janeiro: Centro Nacional de Pesquisa Biológica do Solo (CNPAB), 1992. 13 p.

BIAZIN, C. C.; GODOY, A. M. G. O Selo Verde; uma nova exigência internacional para as organizações. In: XX Encontro Nacional de Engenharia da Produção e VI International Conference on Industrial Engineering and Operations Management, 2000, São Paulo. Anais... São Paulo, 2000. p. 1-8.

BIOIDEIAS. Tratamento de resíduos. Disponível em: <http://bioideias.com/solucoes/5>. Acesso em: fev. 2016.

BRASIL. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA. Instrução Normativa nº 25, de 23 de julho de 2009. Aprova as Normas sobre as especificações e as garantias, as tolerâncias, o registro, a embalagem e a rotulagem dos fertilizantes orgânicos simples, mistos, compostos, organominerais e biofertilizantes destinados à agricultura. Diário Oficial da União, Brasilia, DF, de 28 set. 2009. Seção I , p. 20.

(26)

BRASIL. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO. Manual para implantação de compostagem e de coleta seletiva no âmbito de consórcios públicos. Brasília, 2010. 69 p.

BRASIL. Lei n. 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Oficial da União. Brasília, DF, Poder Executivo, 03 de ago. de 2010. Seção 1, p. 3-7.

CAPISTRÁN, F.; ARANDA, E.; ROMERO, J. C. Manual de reciclaje, compostaje y lombricompostaje. 2 ed. Veracruz: Instituto de Ecologia A. C., 2004. 150 p.

DALL´OCCO, P.L. O lixo do cotidiano e a vermicompostagem. São Paulo, TV Mackenzie, 16 set. 2015. Entrevista a Tela Mackenzie. n. 43. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=4m0f0OdYpM0>. Acesso em: fev. 2016.

DOMÍNGUEZ, J.; VELANDO, A; FERREIRO, A. Are Eisenia fetida (Savigny, 1826) and

Eisenia andrei Bouché (1972) (Oligochaeta, Lumbricidae) different biological species?

Pedobiologia, n. 49, p. 81- 87, 2005.

EMBRAPA. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Integrando Compostagem e Vermicompostagem na Reciclagem de Resíduos Orgânicos Domésticos. Circular técnica 12. Rio de Janeiro: EMBRAPA. 2005. 4 p.

FERNANDES, F. Manual prático para a compostagem de Biossólidos. Rio de Janeiro: PROSAB. 1999. 84 p.

FERREIRA, J. C. et al. Hortofruticultura em agricultura biológica - Preparação de compostos para agricultura biológica. Programa AGRO, n. 282. Faro: Universidade do Algarve. 2006. 26 p.

GOUVEIA, N. Saúde e meio ambiente nas cidades: os desafios da saúde ambiental. Saúde e Sociedade, v.8, n.1, p. 49-61, 1999.

(27)

HERBETS, R. A.; COELHO, C. R. A.; MILETTI, L. C.; MENDONÇA, M. M. Compostagem de resíduos sólidos orgânicos: aspectos biotecnológicos. Revista Saúde e Ambiente, v. 6, n. 1, p. 41 - 50, 2005.

IPM. INSTITUTO PRESBITERIANO MACKENZIE. Relatório de Sustentabilidade 2011- 2012. BATISTA, J. C.; KANASHIRO, H. (Coord.). São Paulo: Gerência de Responsabilidade Social e Filantropia do Instituto Presbiteriano Mackenzie. 2013. 68 p.

IPCC. INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE. Climate Change 2007: Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. PACHAURI, R. K.; REISINGER, A. (Eds.). Geneva: IPCC, 2007. 104 p.

JACOBI, P. R. Educação Ambiental: o desafio da construção de um pensamento crítico, complexo e reflexivo. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 2, p. 233-250, 2005.

KIEHL, E. J. Manual de Compostagem: maturação e qualidade do composto. Piracicaba: edição do autor, 1998. 171 p.

LOPEZ, D. B.; SEIFFERT, M. E. B. Avaliação do potencial da compostagem por aterramento para a recuperação de áreas degradadas pelo processo de mineração de areia. In: X Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e VI Encontro Latino Americano de Pós-Graduação. 2006. Anais... São José dos Campos: Universidade do Vale do Paraíba, 2006. p. 986-989.

LOURENÇO, N. M. G. Vermicompostagem. Gestão de Resíduos Sólidos - Princípios, Processos e Aplicações. Lisboa: Futuramb, 2010. 404 p.

LOURENÇO, N. M. G.; COELHO, S. I. D. Vermicompostagem e Qualidade Ambiental. Lisboa: Futuramb, 2009. 118 p.

MONTEIRO, J. H. P. et al. Manual de Gerenciamento Integrado de resíduos sólidos. ZVEIBIL, V. Z. (coord. técnica). Rio de Janeiro: IBAM, 2001. 193 p.

(28)

MORADA DA FLORESTA. Composteira Doméstica. Disponível em: <http://moradadafloresta.org.br/PDFs_para_download/manual-composteira-domestica-2012-web.pdf>. Acesso em: 26 ago. 2014.

MOURA, J. D. P.; TORRES, E. C. Formação docente para o trabalho integrado na educação socioambiental. In: IV Seminário Internacional sobre Profissionalização Docente – SIPID/Cátedra UNESCO, 2013, Paraná. Anais... Paraná, 2013. p. 30387-30398.

NADOLNY, H. S. Reprodução e desenvolvimento das minhocas (Eisenia andrei Bouché 1972 e Eudrilus eugeniae (Kinberg 1867)) em resíduo orgânico doméstico. 2009. 68 f. Dissertação (Mestrado em Química e Biologia do Solo e Nutrição de Plantas) - Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

NDEGWA, P. M.; THOMPSON, S. A. Integrating composting and vermicomposting in the treatment and bioconversion of biosolids. Bioresource Technology, v.76, p.107-112, 2001.

NUNES, M. U. C. Compostagem de Resíduos para Produção de Adubo Orgânico na Pequena Propriedade. Circular Técnica, 59. Aracaju: Embrapa, 2009. 7 p.

OLIVEIRA, F. N. S; LIMA, H. J. M; CAJAZEIRA, J. P. Uso da compostagem em sistemas agrícolas orgânicos. Documentos, 89. Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2004. 17 p.

PEIXOTO, R. T. G. Compostagem: opção para o manejo orgânico do solo. Circular 57, Paraná: IAPAR, 1998. 48 p.

PEREIRA, L. A. A.; FIALHO, M, L. Gestão da sustentabilidade: compostagem otimizada em resíduos sólidos orgânicos com a utilização de metodologia enzimática na implantação de uma usina de compostagem de lixo no município de Santa Juliana/MG. International Journal of Knowledge Engineering and Management, v. 2, n. 2, p. 52-85, 2013.

(29)

PMSP. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Composta São Paulo. Disponível em: <http://www.compostasaopaulo.eco.br/>. Acesso em: ago. 2014a.

PMSP. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Comitê Intersecretarial para a Política Municipal de Resíduos Sólidos. Plano de gestão integrada de resíduos sólidos da cidade de São Paulo. 2014b. 456 p.

RECYCLED INC. What is vermicomposting? Disponível em: <http://recycledinc. wordpress.com>. Acesso em: ago. 2014.

REVISTA MACKENZIE. Mackenzie Sustentável. 2014. Disponível em: <http://up.mackenzie.br/fileadmin/user_upload/_imported/fileadmin/PUBLIC/UP_MACKE NZIE/instituto/Imprensa/RM60_-_Sustentabilidade_v2.pdf>. Acesso em: fev. 2016.

RONQUIM, C. C. Conceitos de fertilidade do solo e manejo adequado para as regiões tropicais. Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélite, 2010. 26 p.

SAMPAIO, L. P.; EXLER, R. B. ISO 14000: Perspectivas para a Sociedade Empresarial e o Meio Ambiente. Revista de Administração e Contabilidade (ReAC), v. 3, n. 2, p. 74-83, 2011.

VIDAL, M. B.; VITTI, M. R.; MORSELLI, T. B. G. A. Caracterização química de vermicompostos de diferentes substratos orgânicos - Resumos do II Congresso Brasileiro de Agroecologia. Revista Brasileira de Agroecologia, v.2, n.1, p. 1321- 1324, 2007.

Referências

Documentos relacionados

Relativamente ao espaço interior, este é constituído por diversas salas de aula, uma biblioteca/sala de informática, uma sala multiusos, um ginásio, um refeitório, uma

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam

Esta pesquisa discorre de uma situação pontual recorrente de um processo produtivo, onde se verifica as técnicas padronizadas e estudo dos indicadores em uma observação sistêmica

Ainda para Solé 1998, para uma pessoa se envolver em qualquer atividade de leitura, é necessário que ela sinta que é capaz de ler, de compreender o texto, tanto de forma autônoma,

2 - OBJETIVOS O objetivo geral deste trabalho é avaliar o tratamento biológico anaeróbio de substrato sintético contendo feno!, sob condições mesofilicas, em um Reator

Portanto, mesmo percebendo a presença da música em diferentes situações no ambiente de educação infantil, percebe-se que as atividades relacionadas ao fazer musical ainda são

A pesquisa se caracteriza, quanto aos fins, como pesquisa descritiva (VERGARA, 2000) e, portanto, qualitativa, porque expõe características do comércio internacional de

Rampas de Depósito Colúvio-Alúvio do Rio Jacuí Na área de estudo o Rio Jacuí flui de áreas encaixadas do Rebordo do Planalto, passando pelos municípios de Pinhal Grande, Nova