INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA
ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO
DIREÇÃO TÉCNICA DE OBRA
Carolina Solange Gouveia Fernandes
RELATÓRIO PARA EFEITOS DE INSCRIÇÃO COMO MEMBRO DA ORDEM DOS ENGENHEIROS TÉCNICOS
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ii Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Agradecimentos
Sendo este relatório mais uma etapa do meu percurso profissional e pessoal, não posso deixar de agradecer a todos aqueles que, direta ou indiretamente contribuíram para a concretização deste objetivo.
Em primeiro lugar quero agradecer à instituição Instituto Politécnico da Guarda, pelos conhecimentos transmitidos. Em especial ao meu orientador, Engenheiro Carlos Rodrigues, pela orientação e disponibilidade que contribuíram de uma forma determinante para a realização deste trabalho, os meus sinceros agradecimentos.
À empresa EDIBEIRAS-Edifícios e Obras Públicas das Beiras, Lda, pela oportunidade dada para a realização do estágio, bem como a todos os colaboradores que sempre se mostraram disponíveis em me ajudar e integrar no seio da empresa. Em especial à minha tutora Engenheira Paula Rodrigues, pela imensa paciência, dedicação, pelos desafios lançados e pela partilha de valiosos conhecimentos.
À minha família queria deixar um agradecimento muito especial, por todo o apoio, encorajamento demonstrados, pela paciência e compreensão tanto ao longo da minha formação académica, como durante o meu crescimento como pessoa.
Por fim, agradeço aos meus amigos e colegas pela alegria nas horas boas e pelo apoio nas menos boas, que me acompanharam ao longo de toda a minha vida académica.
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iii Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Ficha de Identificação
Estagiário
Nome: Carolina Solange Gouveia Fernandes N.º de aluno: 1010039
Contacto: 969468992
E-mail: [email protected]
Instituição
Nome: EDIBEIRAS-Edifícios e Obras Públicas das Beiras, Lda. Morada: Rua cidade de Gouveia, lote 9 R/C
Localidade: 6300 – 535 – Guarda Tel./Fax: 271 084 134/271 084 135
Início do estágio: 11 de março de 2013 Fim do estágio: 13 de setembro de 2013
Supervisor/Tutor na instituição
Nome: Paula Isabel André Rodrigues
Grau académico: Licenciatura em Engenharia Civil
Docente/ Orientador na instituição de ensino Nome: Carlos Rodrigues
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iv Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Plano de Estágio
O estágio desenvolveu se da seguinte maneira: I. Objetivos gerais e específicos
Perceber a dinâmica do funcionamento da empresa visando a adequada integração na equipa de trabalho, tendo conhecimento dos diferentes sectores que constituem a empresa e a articulação entre as mesmas;
Desenvolvimento das capacidades e aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos;
Desenvolvimento de fortes competências de negociação no estabelecimento de relações com os subempreiteiros.
II. Descrição das atividades a desenvolver
Preparação de obra;
Análise de comparação de propostas; Controlo de qualidade;
Controlo temporal e de custos;
Estudo dos projetos da empreitada, análise e coordenação da arquitetura com as especialidades;
Assegurar a correta realização da obra, coadjuvando no desempenho das tarefas de coordenação e medição da execução dos trabalhos, em conformidade com o projeto aprovado;
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v Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 Acompanhamento de obra.
III. Localização
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vi Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Resumo de estágio
O presente relatório diz respeito ao estágio realizado para ingresso na Ordem dos Engenheiros Técnicos, tendo decorrido no departamento técnico da empresa EDIBEIRAS -Edifícios e Obras Públicas das Beiras, Lda.
Tem como objetivo fundamental descrever as atividades desenvolvidas pela estagiária na instituição. Estas atividades tiveram como principal objetivo a preparação da estagiária para a entrada no mercado de trabalho.
De forma clara e objetiva este relatório pretende descrever as atividades realizadas. São divididas em três fases: na primeira, a estagiária integrou a direção de obra tendo como função de adjunta da diretora de obra, realizando as diversas atividades descritas no corpo do relatório; na segunda, a mesma assumiu as funções de diretora de obra adjunta de umas empreitadas; e por último, na terceira, a estagiária deu apoio no arranque de uma nova obra.
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vii Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Índice
1.Caracterização da empresa ... 1
1.1. Setor de atividade ... 1
1.2. Departamentos da empresa ... 1
1.3. Categorias profissionais ... 3
1.4. Caracterização dos colaboradores ... 4
1.5. Organograma ... 6
1.6. Caracterização dos equipamentos ... 7
1.7. Processo produtivo ... 7
1.8. Localização ... 9
1.9. Horário de trabalho ... 9
2. Atividades desenvolvidas durante o estágio ... 10
2.1. Acompanhamento de direção de obra ... 12
2.1.1. Caracterização da obra ... 13
2.1.2. Localização ... 14
2.1.3. Preparação de obra ... 15
2.1.4. Preparação de processos de consulta (subempreiteiros/fornecedores) ... 20
2.1.5. Análise e comparação das propostas ... 21
2.1.6. Negociação e adjudicação ... 23
2.1.7. Aprovação de materiais ... 24
2.1.8. Aprovação de subempreiteiros ... 26
2.1.9. Acompanhamento dos subempreiteiros ... 27
2.1.10. Controlo de qualidade ... 28
2.1.11. Controlo de custos ... 28
2.1.12. Final da empreitada ... 29
2.2. Acompanhamento de atividades no UCC do Lar da Vermiosa ... 32
2.3. Apoio à direção de obra ... 34
2.3.1. Caraterização da obra ... 34
2.3.2. Plano de estaleiro ... 35
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viii Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
2.3.4. Fichas de procedimento de segurança... 37
2.3.5. Plano de segurança e saúde ... 39
3.Conclusão ... 45
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ix Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Índice de figuras
Figura 1 – Número de colaboradores por categoria profissional ... 3
Figura 2 – Idade dos trabalhadores ... 4
Figura 3 – Nível de escolaridade dos trabalhadores ... 5
Figura 4 – Organograma ... 6
Figura 5- Localização da empresa ... 9
Figura 6- Fases de realização de uma obra ... 11
Figura 7 - Planta de localização ... 14
Figura 8 - Extrato do mapa de quantidades do orçamento ... 17
Figura 9 - Mapa de medições ... 18
Figura 10 - Mapa de medições ... 19
Figura 11 - Preparação do processo de consultas ... 20
Figura 12 - Mapa de consultas ... 21
Figura 13 - Mapa de comparativo ... 22
Figura 14 - Análise e comparação de propostas ... 22
Figura 15 - Mapa de quantidades ... 24
Figura 16 - Aprovação de materiais ... 25
Figura 17 - Registo de aprovação de material ... 25
Figura 18 - Apresentação de subempreiteiros ... 27
Figura 19 - Acompanhamento das subempreitadas ... 28
Figura 20 - Auto de medição para o subempreiteiro ... 29
Figura 21 - Vista área da localização do UCC do Lar da Vermiosa. ... 32
Figura 22 - Vista do alçado lateral da UCC do Lar da Vermiosa. ... 33
Figura 23 -Vista da fachada principal da UCC do Lar da Vermiosa. ... 33
Figura 24 - Plano geral da requalificação dos terrenos ao arruamento de acesso dos contíguos do Solar do Vinho Dão ... 35
Figura 25 - Plano de estaleiro ... 36
Figura 26 -Plano de trabalhos ... 37
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x Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Índice de tabelas
Tabela 1- Idade dos trabalhadores ... 4 Tabela 2 -Nível de escolaridade ... 5 Tabela 3 - Área bruta de construção ... 13
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1 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
1.Caracterização da empresa
A empresa EDIBEIRAS- Edifícios e Obras Públicas das Beiras, Lda é uma empresa que desenvolve a sua atividade no ramo da construção civil e obras públicas. Tendo na sua constituição três sócios e como gerente o Sr. Fernando Varelas.
1.1. Setor de atividade
Foi formada em fevereiro de 2007, procurando apresentar-se no mercado com uma imagem sólida, moderna, transmitindo fiabilidade aos seus clientes, fornecedores e colaboradores.
Tem como atividade principal a construção de edifícios, residenciais e não residenciais.
A atividade desenvolvida pela firma abrange geograficamente os distritos da Guarda, Viseu, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Bragança e Leiria. A empresa neste momento conta com quarenta colaboradores incluídos nas categorias de administrador (gerente), Engenheiro Civil (diretor de obra), Técnico financeiro, Orçamentistas, Administrativa, Pedreiros, Serventes, Carpinteiros, Calceteiros, Manobrador de máquinas e Motorista.
1.2. Departamentos da empresa
A empresa é constituída por três departamentos: Departamento administrativo/Gestão estaleiro
Este sector trata todo o serviço relacionado com secretaria, contabilidade e gestão de estaleiros. É constituído por dois elementos, em que um deles trata da contabilidade da empresa, e o outro elemento presta apoio administrativo aos
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2 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 elementos da produção, prepara faturas e outros elementos para posterior tratamento na contabilidade, bem como a gestão do estaleiro e respetivo stock, para além de executar a gestão dos equipamentos de proteção individual e coletivos.
Departamento de orçamentação
Este sector trata e elabora todos os orçamentos que a empresa apresenta a concurso, analisa processos de concurso, realiza consultas a várias entidades para obter preços, prepara os elementos e documentação necessários para os concursos. É constituído por dois elementos.
Departamento da produção
Neste sector realiza-se o trabalho de gestão das obras adjudicadas. Faz-se o estudo dos projetos, do mapa de quantidades, preparação dos trabalhos a realizar, consultas de preços de mão de obra e materiais, aprovisionamento de mão de obra e materiais, presta se apoio ao departamento da orçamentação e faz-se todo o trabalho orçamentado.
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1.3. Categorias profissionais
Na Figura 1 apresenta-se um gráfico onde se pode observar as diversas categorias profissionais desenvolvidas na empresa.
A empresa neste momento conta com quarenta colaboradores:
Figura 1-Número de colaboradores por categoria profissional 1 2 6 2 5 1 1 1 2 11 2 6
Categorias profissionais
Administrador Administrativo Engenheiro CivilEstagiário de Engenharia Civil Diretor de Obra Departamento Comercial Fiel de Armazém Motorista Carpinteiro Pedreiro Calceteiro Servente
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1.4. Caracterização dos colaboradores
É uma empresa constituída por uma equipa de colaboradores jovens. A idade dos mesmos varia entre os vinte e três e os cinquenta e cinco anos como se pode verificar na Tabela 1 e Figura 2.
Tabela 1-Idade dos trabalhadores
Figura 2 – Idade dos trabalhadores
Figura 2-Nível de escolaridade dos trabalhadores Idade N.º de trabalhadores > 50 3 46 - 50 18 41 - 45 13 36 - 40 1 31 -35 2 23 - 30 3 7% 45% 32% 3% 5% 8%
Idade dos trabalhadores
> 50 46 - 50 41 - 45 36 - 40 31 -35 23 - 30
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5 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
A escolaridade dos elementos da empresa, Tabela 2 e Figura 3, situa-se ao nível dos estudos superiores, passando pela formação profissional, ensino secundário até ao ensino básico.
Tabela 2-Nível de escolaridade
Figura 3-Nível de escolaridade dos trabalhadores Nível de Escolaridade N.º trabalhadores Ensino Superior 10 Formação Profissional 4 Ensino Básico 13 Ensino Secundário 3 34% 13% 43% 10%
Nível de escolaridade
Ensino Superior Formação Profissional Ensino Básico Ensino SecundárioINSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA
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1.5. Organograma
Na Figura 4 apresenta-se um organograma da empresa, onde se explica a estrutura organizacional dos departamentos da empresa.
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1.6. Caracterização dos equipamentos
Os equipamentos que a empresa detém são os necessários para o desempenho dos diversos trabalhos no domínio da construção civil designadamente: gruas, martelos elétricos, rebarbadoras, aparelhos de nível, placas vibratórias, mini pá carregadora, multifunções, mini giratória e todas as ferramentas indicadas para os serventes, pedreiros, trolhas, artistas, entre outros.
Todos os equipamentos se encontram em bom estado de conservação, em condições de utilização adequadas e dispondo da respetiva ficha de segurança para consulta.
A nível de veículos a empresa dispõe de uma frota constituída por onze ligeiros comerciais, nove ligeiros de passageiros e dois pesados de mercadorias.
No Anexo 1 encontra-se uma lista dos equipamentos que a empresa EDIBEIRAS possui.
1.7. Processo produtivo
No sector da construção civil o processo produtivo decorre em várias fases. Começa pelo processo de concurso que tem lugar em escritório onde é feito o estudo da obra e onde começa a fase de estudo prévio da empreitada e pedido de consultas de valores para aquisição da obra.
Termina o processo de concurso e depois de a obra adjudicada inicia-se a fase de preparação de obra. Esta executa-se no gabinete e no terreno (local de obra). Finda a fase de preparação inicia se a fase de execução, a qual consiste no processo construtivo.
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Preparação de estaleiro;
Início da construção, em que se faz a implantação da obra; Construção, nesta fase considera-se:
- Estrutura; - Alvenarias; - Infra estruturas; - Acabamentos;
- Aplicação de equipamentos.
Será de salientar que no termo deste processo se registam, normalmente, diferenças significativas entre a edificação construída relativamente à edificação esperada e projetada. Tais diferenças são a resposta a constrangimentos e circunstâncias de natureza vária e são fruto da intervenção e da capacidade de improviso própria de cada um dos intervenientes.
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1.8. Localização
A empresa tem sede (escritórios) no Bairro da N.ª Sr.ª dos Remédios, na Guarda, no entanto encontra-se na fase final a construção da sua futura sede na PLIE (Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial da Guarda), onde já funciona o estaleiro geral da empresa.
Figura 5-Localização da empresa
1.9. Horário de trabalho
O horário de trabalho praticado na empresa a nível de escritório é das 8:30 às 18:30, com intervalo para almoço, das 12:30 às 14:00 horas.
A nível de obra a atividade inicia às 8:00, com intervalo para almoço das 12:00 às 13:00, encerrando às 17:00 horas.
O horário de funcionamento está afixado na vitrine do estaleiro e encontra-se no Anexo 2.
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2. Atividades desenvolvidas durante o estágio
A estagiária durante o período de estágio colaborou nas seguintes obras: “Casa da Música”-Almeida (Guarda);
“Centro de Convívio do Bairro da Luz”- Guarda;
“Alteração e Recuperação do edifício da Alfândega de Vilar Formoso”-Vilar Formoso;
“Portaria e Instalações Sanitárias e Serviços de Apoio”-Viseu; “Reabilitação do Mercado de 21 de Agosto”-Viseu;
“Requalificação dos Terrenos Contíguos do Solar do Vinho Dão”-Viseu;
“Abrigos de Táxis no Largo Mouzinho de Albuquerque e no de Santa Cristina”-Viseu;
“Projeto de Execução de Especialidades da Unidade de Cuidados Continuados da Vermiosa”-Guarda.
Para todas as obras segue-se uma série de fases pelas quais é preciso ter em conta na realização de uma obra, como se pode ver na Figura 6. Desta forma, no relatório a estagiária abordou preferencialmente a obra da “Casa da Música” em Almeida (Guarda).
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11 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
As primeiras quatro fases: concurso/convite, apresentação das propostas, análise de propostas, adjudicação e assinatura de contrato é o departamento da orçamentação que trata deste tipo de tarefas. Após tudo concluído é o departamento de produção, neste caso o diretor de obra designado pelo gerente que executa a obra e consequentemente todas as etapas seguintes
Figura 6-Fases de realização de uma obra Concurso/Convite
Apresentação das Propostas
Análise das Propostas
Adjudicação e Assinatura do Contrato
Consignação
Execução Física dos Trabalhos
Receção Provisória
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12 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
2.1. Acompanhamento de direção de obra
No âmbito do estágio, foi proposto que a estagiária acompanhasse uma obra, onde assumiu a função técnica de adjunta da diretora de obra. A obra atribuída foi “Casa da Música, em Almeida”.
Aquando do início do estágio a obra já se encontrava em desenvolvimento, tendo encontrado a estagiária a obra a meio dos trabalhos de execução de alvenaria. A direção de obra passa pelo estudo e interpretação e análise do processo entregue pelo dono de obra, peças escritas e peças desenhadas, tendo como objetivo a análise e a ponderação das condições particulares de execução.
Este estudo compreende os seguintes aspetos: Estudo dos projetos da empreitada. Levantamento das condições locais.
Definição dos processos construtivos a adotar. Coordenação dos trabalhos a executar.
Do estudo do processo recolhe-se toda a informação relativa à obra, que se pretende executar tendo em conta as condições impostas pelas especificações do caderno de encargos e restantes peças do processo de concurso. Assim, este estudo permite a perceção da dimensão real da obra e avaliação das variações das quantidades de trabalhos.
Nas dúvidas das peças patenteadas, solicitou-se o esclarecimento à Fiscalização da obra de forma a clarificar e definir a melhor metodologia de trabalho a realizar.
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13 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 2.1.1. Caracterização da obra
A obra diz respeito à execução de um projeto partindo das instalações, existentes, disponibilizadas pela Câmara Municipal de Almeida para o efeito, correspondente a duas casas de habitação germinadas, que atualmente não oferecem as condições de conforto e características apropriadas às exigências deste tipo de equipamento no contexto da evolução da sociedade, a fim de se salvaguardar a qualidade lúdica, educativa, cumprindo os requisitos pedagógicos e técnicos para a sua instalação e funcionamento, promovendo a reconversão das instalações e permitindo adaptações à evolução da procura e à dinâmica dos métodos e objetivos pedagógicos, educacionais e de apoio social.
As alterações a introduzir consideram a especificidade do local e da região onde se integra, conjugando de forma qualitativa princípios de carácter artístico, pedagógico, educacional, administrativo, financeiro e arquitetónico implementando-se um programa que permite alguma flexibilidade funcional nos usos dos espaços, como se pode observar na Tabela 3.
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14 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 2.1.2. Localização
A empreitada “Casa da Música, em Almeida”, localiza-se no Arrabalde de S. Francisco N.º7 e 8, no Município de Almeida, (Figura 7).
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15 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 2.1.3. Preparação de obra
2.1.3.1. Estudo do projeto
Inicialmente a estagiária estudou os projetos das várias especialidades da obra, em simultâneo com a respetiva arquitetura, realizando medições para encontrar eventuais incoerências entre os mesmos, e identificando os trabalhos preparatórios e meios para a execução das diversas especialidades.
Para o efeito a estagiária organizou o processo de obra composto pelos projetos das diversas especialidades, peças escritas e desenhadas (Anexo 3), sendo que o processo original ficou na sede da firma, retirando-se posteriormente duas cópias do mesmo. Uma das cópias ficou no estaleiro para consulta do diretor e demais intervenientes e outra para o encarregado de obra.
O processo completo é constituído pelos seguintes elementos: Caderno de encargos e condições técnicas especiais (CTE);
Projeto de arquitetura; Projeto de estabilidade; Projeto de acústica; Projeto de AVAC;
Projeto de infraestruturas elétricas; Projeto de ITED;
Projeto de segurança; Projeto de térmica;
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16 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
A estagiária numa primeira análise confrontou os projetos de estabilidade e arquitetura, recorrendo ao programa de desenho. Tendo começado por ser um simples programa de desenho técnico vetorial, com as exigências impostas pelos utilizadores e evolução das novas tecnologias, atualmente tem aplicações específicas, que utilizam totalmente as possibilidades de modelação de objetos em três dimensões, aplicações em programação estruturada e compilada, digitalização e rasterização, possibilidade de extração de informação do ficheiro de desenho.
Esta verificação consiste em fazer coincidir ambos os projetos (arquitetura e estabilidade), permitindo confirmar a localização exata dos pilares em relação à arquitetura.
Posteriormente e reunidas as primeiras dúvidas em relação à arquitetura e especialidades apresentam-se à fiscalização, para que possam ser esclarecidas.
Após ter sido feito um estudo aprofundado ao projeto deu-se ao início ao processo de planeamento, efetuando medições, desenvolvendo trabalhos preparatórios, materiais, métodos construtivos e contratação de subempreitadas.
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17 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Figura 8-Extrato do mapa de quantidades do orçamento
2.1.3.2. Medições
Na Figura 9 podem observar-se as medições efetuadas pela estagiária. A comparação das quantidades a executar com a lista de quantidades do articulado é crucial, pois não são raras as vezes em que se verificam discrepâncias, sendo nesses casos necessário acionar o processo de erros e omissões com a maior celeridade possível, dado existirem prazos estabelecidos para o efeito, como se pode verificar no Decreto-Lei n.º 18/2008 de 29 de janeiro. Pretende-se assim retificar as diferenças de modo a que o empreiteiro não seja prejudicado, ao incorrer em custos não previstos resultantes destas incorreções. No anexo 4 apresenta-se o mapa de medições do azulejo e mosaico.
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18 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Figura 9-Mapa de medições
As medições são umas das peças dos projetos que mais frequentemente se apresentam defeituosamente executadas, com erros e omissões.
Na construção a medição é a determinação quantitativa dos trabalhos a executar numa dada obra, destinando-se a diversos fins relacionados com a gestão de obras, nomeadamente: orçamentação, planeamento, determinação de quantidades de recursos, elaboração de autos de medição, controlo da faturação, controlo das quantidades dos recursos e controlo económico da empreitada.
Quando se realizam medições de uma obra, designam-se por mapas de medições, onde o produto da quantidade, comprimento, largura ou altura obtemos o resultado final. A realização destes mapas é de extrema importância, pois é a partir deles que se realizam os orçamentos das obras, sendo o orçamento o resultado da aplicação dos preços unitários.
Visto que a obra se encontra em fase de execução de trabalhos de alvenaria foi solicitado a estagiária a retificação das medições para análise de eventuais erros e omissões, para que pudesse servir de apoio na contratação de subempreitadas e compras de materiais.
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19 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
A estagiária realizou diversas medições, algumas efetuadas em obra e outras através das peças desenhadas. Em alguns casos foram realizadas medições para descobrir eventuais erros e omissões e posteriormente retificadas em obra para se avançar com a compra de materiais.
No anexo 5 apresenta-se o mapa de medições, utilizado assim como as medições realizadas em obra.
Na Figura 10 encontra-se um extrato das medições efetuadas pela estagiária.
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20 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 2.1.4. Preparação de processos de consulta (subempreiteiros/fornecedores)
A preparação de processo de consulta tem de ter em conta alguns elementos base tais como: o caderno de encargos, memória descritiva, peças desenhadas, condições técnicas e prazos, todos estes elementos são organizados para que possa executar trabalhos.
Nas subempreitadas, regra geral, à que distinguir dois casos: empreitadas de mão de obra e as que resultam da especialização técnica de trabalhos (instalações elétricas, mecânicas, entre outros).
Nesta fase a estagiária organizou os processos por especialidades, começando pela consulta das subempreitadas de especialidades, isto é, parte elétrica, visto a obra se situar numa zona em que a empresa tinha conhecimento de algum mercado local, o que tornou a situação mais rápida no que se refere aos contactos com as empresas da zona da Guarda a quem depois se veio adjudicar as subempreitadas.
Na Figura 11 apresenta-se de uma forma esquemática todas as fases para a realização de consultas a fornecedores e/ou subempreitadas.
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21 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Para uma melhor organização das consultas a estagiária dispunha de um mapa de consultas (Figura 12), onde registava os subempreiteiros contactados, os contactos dos mesmos, a data de envio da consulta assim como a data em que era recebida a proposta (Anexo 6).
Figura 12-Mapa de consultas
2.1.5. Análise e comparação das propostas
Após ter recebido todas as propostas de preços apresentadas pelos fornecedores e/ou subempreiteiros, numa primeira fase passava por verificar se estas reuniam as condições exigidas para a execução da empreitada, no prazo estabelecido e com a qualidade final pretendida. Existe uma série de fatores, tais como: capacidade técnica, capacidade económica, gestão contratual e disponibilidade para recuperar eventuais atrasos no planeamento.
Analisadas todas as condições reunidas, executava-se o mapa comparativo (Figura 13) para uma comparação das propostas enviadas pelos vários subempreiteiros e/ou fornecedores.
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22 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Figura 13-Mapa de comparativo
O mapa foi elaborado numa tabela (Anexo 7). Este era constituído pela descrição dos trabalhos/materiais, pelos preços de venda e pelos preços propostos.
Na Figura 14 apresentam-se as diferentes fases que se efetuavam para análise e comparação de propostas.
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23 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
A tarefa mais complicada de realizar diz respeito aos lucros estabelecidos pela administração, sendo estes em percentagem (%), visto que o preço de venda é reduzido.
2.1.6. Negociação e adjudicação
Após a chegada de todas as propostas é efetuada a sua comparação, sendo que muitas contêm alternativas ao material e ou trabalho pedido.
As especificações técnicas definem as características exigidas ao material, produto ou fornecimento, de modo a que correspondam à utilização a que a entidade adjudicante os destina. Existiam outros fatores que foram tidos em conta na fase de negociação e adjudicação, tais como: condições de pagamento, capacidade financeira do subempreiteiro e capacidade de resposta ao nível de pessoal de obra, não sendo o fator principal o preço mais baixo.
A fase de adjudicação ao subempreiteiro e/ou fornecedor foi realizada através do fax ou correio eletrónico onde se mencionava o tipo de empreitada, o valor, prazos e condições de pagamento. Em anexo seguia o mapa de quantidades com os valores unitários obtidos através da proposta do subempreiteiro e/ou fornecedor.
Na Figura 15 pode observar-se um extrato do mapa de quantidades (Anexo 8) enviado para fornecimento de material.
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24 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Figura 15-Mapa de quantidades
2.1.7. Aprovação de materiais
O fornecimento de materiais tem aprovação explícita da fiscalização da obra. Para isso solicitava-se, ao fornecedor, as especificações técnicas e declaração de conformidade dos produtos para comprovar que cumpriam as especializações patentes nas peças contratuais, em especial no caderno de encargos. Muitas vezes foi necessário solicitar amostras dos materiais.
Na Figura 16 apresenta-se um esquema onde são ilustradas as diferentes fases realizadas para aprovação dos materiais de obra.
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25 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
Figura 16-Aprovação de materiais
A estagiária desenvolveu um boletim Figura 17 de registo de aprovação de material (Anexo 9). Este depois de analisado e assinado pela fiscalização servia de comprovativo conforme o material proposto tinha ou não sido aprovado.
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26 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 2.1.8. Aprovação de subempreiteiros
Na execução da empreitada no decurso da subcontratação esta exige uma autorização do dono de obra. No que vai depender na capacidade técnica de cada subempreiteiro, isto é, se este esta capacitado para receber a obra e executar a especialidade em questão.
Na comunicação da subempreitada ao dono de obra o empreiteiro envia os documentos comprovativos da capacidade técnica (título de registo ou alvará) e financeira (declaração de não dívida às finanças e segurança social) de todos subempreiteiros. Os documentos enviados são os seguintes:
contrato de subempreitada de obras públicas (Anexo 10); declaração de subempreitada (Anexo 11);
alvará ou título de registo emitido pelo INCI (Anexo 12); declaração de não dívida às finanças (Anexo 13);
declaração de não dívida à segurança social (Anexo 14); seguro de acidentes de trabalho (Anexo 15);
documentos dos trabalhadores afetos à obra a executar (identificação do trabalhador, folha de receção de EPI´s, e inspeção médica).
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Na Figura 18 apresenta-se um esquema da metodologia e os diferentes passos para aprovação de subempreitadas.
Figura 18-Apresentação de subempreiteiros
2.1.9. Acompanhamento dos subempreiteiros
Antes de iniciar os trabalhos, após a adjudicação aos empreiteiros, determinam-se a carga de pessoal e equipamentos, em função das necessidades da obra e do rendimento da equipa.
Compete aos diretores de obra verificar se todos os objetivos propostos são cumpridos e bem executados. Quando existia alguma situação em que se observava a existência de desvios, era função da estagiária o reforço ou reorganização das equipas aos subempreiteiros.
Muitas vezes para se conseguir alcançar o objetivo final era necessário desenvolver uma certa pressão sobre os empreiteiros.
Na Figura 19 apresenta-se um esquema que ilustra a forma como a direção de obra acompanhava os trabalhos dos subempreiteiros.
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Figura 19-Acompanhamento das subempreitadas
2.1.10. Controlo de qualidade
O caderno de encargos assegura que a obra tenha um controlo de qualidade. Para garantir o controlo de qualidade é necessário assegurar que as necessidades que originaram o desenvolvimento do empreendimento serão satisfeitas, através do planeamento da qualidade, garantia da qualidade e controlo da qualidade.
2.1.11. Controlo de custos
O controlo de custos de obra é um processo crítico que também suporta o processo de orçamentação. É com base nos dados que são obtidos nas frentes de obra que é possível olhar para os índices de rendimento utilizados nos orçamentos e comprovar se é necessário efetuar ajustes aos pressupostos utilizados nas propostas comerciais.
O controlo de custos tem diversos fatores tais como: planeamento dos recursos, estimativa dos custos, orçamentação e controlo dos custos.
Para tal, a direção de obra elaborava mensalmente autos de medição com o dono de obra e subempreiteiros, atualizando também o mapa de saldos. (Anexo 16)
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Na Figura 20 pode observar-se o extrato de um dos autos elaborados pela estagiária ao subempreiteiro.
Figura 20-Auto de medição para o subempreiteiro
2.1.12. Final da empreitada
Logo que a obra esteja concluída, no todo ou em parte, e tendo em conta o termo final do prazo total, ou dos prazos parciais de execução da obra, o empreiteiro solicita a receção provisória da obra mediante a realização de uma vistoria porque só nessa data termina o prazo de execução dos trabalhos e nessa data começa a contar o prazo de garantia da obra.
Se não forem encontradas deficiências, elabora-se um auto de receção provisório que deve ser assinado pelos intervenientes. Revela que a partir da data de assinatura do auto inicia-se o prazo de garantia legal pelo Decreto-Lei n.º18/2008 de 29 de Janeiro, durante o qual o empreiteiro está obrigado a corrigir todos os defeitos de execução da obra.
Decorrido o prazo de a garantia será feita nova vistoria em relação à totalidade ou a cada uma das partes da obra, para efeitos de receção definitiva. Se não forem
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30 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 encontradas anomalias, a receção definitiva é formalizada em auto de receção definitivo.
Antes da elaboração da conta final da empreitada o empreiteiro solicita ao dono de obra a revisão de preços como se encontra no Anexo 17.
O Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI) definiu os índices ponderados de custos de mão de obra, materiais e equipamentos de apoio para o efeito de aplicação das fórmulas de revisão de preços.
Assim, para efeito de aplicação das fórmulas de revisão de preços no âmbito do regime de revisão de preços das empreitadas de obras públicas e de obras particulares e de aquisição de bens e serviços.
Para a realização destes cálculos, publicam-se os valores dos índices relativos a cada ano de:
custos de mão de obra; materiais;
equipamentos de apoio.
As cláusulas de revisão de preços podem estabelecer que esta se efetue mediante adaptação à estrutura de custos e à natureza e volume dos trabalhos, de uma fórmula geral cujo resultado será o coeficiente de atualização mensal a aplicar ao montante sujeito a revisão.
Este é obtido a partir de um somatório de parcelas que contemplam as seguintes realidades:
o índice dos custos de mão de obra relativo ao mês a que respeita a revisão e o mesmo índice, mas relativo ao mês anterior ao da data limite fixada para a entrega das propostas;
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os índices dos custos dos materiais mais significativos, incorporados ou não, em função do tipo de obra, relativos ao mês a que respeita a revisão, bem como os mesmos índices, mas relativos ao mês anterior ao da data limite fixada para a entrega das propostas;
o índice dos custos dos equipamentos de apoio, em função do tipo de obra, relativo ao mês a que respeita a revisão e o mesmo índice relativo ao mês anterior ao da data da entrega das propostas;
os coeficientes correspondentes ao peso dos custos de mão de obra, dos materiais e depois equipamentos de apoio na estrutura de custos da adjudicação ou da parte correspondente;
o coeficiente que representa, na estrutura de custos, a parte não reversível da adjudicação.
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2.2. Acompanhamento de atividades no UCC do Lar da Vermiosa
O “Projeto de Execução de Especialidades da Unidade de Cuidados Continuados da Vermiosa” visa a construção de uma ampliação ao edifício existente Figura 21.
Figura 21-Vista área da localização do UCC do Lar da Vermiosa.
O edifício em estudo desenvolve-se num piso térreo, constituído por: dormitórios, arrecadações, casa de banho, refeitório, entre outros. Apresenta uma área de aproximadamente 2813 m2 em planta.
A estagiária pôde acompanhar a vistoria de muitos trabalhos em obra (Figura 22). Sendo a distância da obra à sede da empresa um constrangimento, para agendar alguns trabalhos que necessariamente ter-se-ia de recorrer a subempreitada.
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Figura 22-Vista do alçado lateral da UCC do Lar da Vermiosa.
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2.3. Apoio à direção de obra
Nesta fase a estagiária apoiou a direção de obra na fase inicial, com a função de elaborar as fichas de procedimentos de segurança e um plano de estaleiro. A obra em questão era a “Requalificação dos terrenos contíguos ao arruamento de acesso do
Solar do Vinho Dão”, em Viseu.
2.3.1. Caraterização da obra
O âmbito desta obra era a requalificação dos terrenos contíguos ao arruamento de acesso ao solar do vinho dão. Esta obra consistiu basicamente na recuperação paisagística. Em resumo a obra envolve trabalhos de montagem de estaleiro, movimento de terras, execução de betão armado, execução de pavimentos, redes de infra-estruturas, sementeiras e plantações e colocação de equipamento urbano.
A área total de intervenção foi de aproximadamente de 4577 m2.
Na Figura 24 encontra-se o plano geral da área de intervenção do Solar do Vinho Dão.
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Figura 24-Plano geral da requalificação dos terrenos ao arruamento de acesso dos contíguos do Solar do Vinho Dão
2.3.2. Plano de estaleiro
O estaleiro é um elemento determinante em qualquer obra, pode definir-se plano de estaleiros como a descrição gráfica da implantação do estaleiro. A localização do estaleiro foi estudada sobre aspetos como: condições do terreno, acessos, condições de segurança e custos com a implantação.
No plano de instalação do estaleiro, assegurou-se o acesso de homens, materiais e máquinas. Estabeleceram-se a sinalização e as vias de circulação no interior do estaleiro. Estudou-se a localização de diversas instalações e equipamentos nomeadamente:
Zonas de armazenamento de diversos materiais; Escritório da obra;
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Instalações sanitárias.
Este plano, cujo um extrato se ilustra na Figura 25, apresenta-se no Anexo 18.
2.3.3. Plano de trabalhos
O planeamento de obras de construção civil é uma das atividades que compõem a atividade norm
Planear obras é realizar um plano de atividade e indexar ao calendário. No fundo, é decompor a o
Não se justifica planear sem controlar. Porque controlar o planeamento da obra é retirar da obra
Para a execução do plano de trabalhos proposto no plano de estágio, a estagiária recorreu ao prog
Figura 25-Plano de estaleiro
2.3.3. Plano de trabalhos
O planeamento de obras de construção civil é uma das atividades que compõe a atividade normalmente designada por preparação e controlo de obras de construção civil.
Planear obras é realizar um plano de atividades e indexado ao calendário. No fundo, é decompor a obra em tarefas ou atividades elementares e definir para cada uma, datas de início e fim e folgas de realização.
Não se justifica planear sem controlar. Porque controlar o planeamento da obra é retirar da obra em curso informação que mais tarde vai permitir actualizar sucessivamente os planos em vigor e fornecedor informação útil para o futuro desenvolvimento dos trabalhos.
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Para a execução do plano de trabalhos proposto no plano de estágio, a estagiária recorreu ao programa da Microsoft Project (Anexo 19). Antes de iniciar o plano de trabalhos (Figura 26), a estagiária começou por definir quais as tarefas necessárias bem como as sub-tarefas, a data de conclusão da obra, a duração de cada tarefa e os recursos existentes. A data da conclusão implica saber também o início da obra, que será no dia seguinte à data do auto de consignação, ou após a data de aprovação do plano de segurança e saúde, sabendo que a duração era de noventa e um dias (três meses), saber-se-á a data de conclusão da obra.
Figura 26-Plano de trabalhos
Após a revisão com o diretor de obra o plano de trabalhos foi posteriormente entregue à fiscalização, para aprovação.
2.3.4. Fichas de procedimento de segurança
As fichas de procedimentos de segurança têm por objetivo prevenir os riscos laborais das atividades desenvolvidas no estaleiro.
Estas fichas foram introduzidas no quadro legal pelo Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro e, substituem o plano de segurança e saúde nas obras em que este não é obrigatório.
O artigo 14º estipula o conteúdo mínimo das referidas fichas e, a obrigação do coordenador de segurança em obra propor à entidade executante as alterações que
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38 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 considere adequadas, às fichas por esta elaborada. A entidade executante só pode iniciar a montagem do estaleiro quando dispuser das fichas de procedimentos de segurança, devendo o dono de obra assegurar que esta prescrição é respeitada.
As fichas de procedimentos de segurança têm de estar acessíveis, no estaleiro, a todos os subempreiteiros e trabalhadores independentes, bem como aos representantes dos trabalhadores para a segurança, higiene e saúde que nele trabalhem.
Deve ser mencionada a data em que o coordenador de segurança efetuou a adaptação e deve ser alterado o número de revisão de qualquer ficha de procedimento de segurança sempre que seja sujeita a qualquer adaptação a fim de evitar que os empreiteiros ou trabalhadores independentes estejam a utilizar fichas desatualizadas. O número pode ser sequencial, começa pelo zero e, sempre que se faça uma adaptação acrescenta-se um dígito, primeira adaptação passa a um e assim sucessivamente.
Antes de iniciar as fichas de procedimento de segurança Figura 27 a estagiária começou por analisar os tipos de trabalho que seriam executados na obra para que desta forma pudesse elaborar as fichas em questão (Anexo 20).
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Figura 27-Ficha de procedimento de segurança – carpintaria
Após uma revisão com a diretora de obra as fichas foram inseridas no plano de segurança e saúde e posteriormente este plano era entregue à fiscalização, para aprovação.
2.3.5. Plano de segurança e saúde
O Plano de Segurança e Saúde (PSS) elaborado pela estagiária respeita à empreitada, já referida anteriormente, “Requalificação dos terrenos ao arruamento de acesso do contíguo do Solar do Vinho Dão” (Anexo 20).
O plano de segurança e saúde elaborado estabeleceu um sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho para o empreendimento, bem como um conjunto de regras a observar na prevenção de riscos profissionais, em cumprimento com o Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro.
Pretendeu-se com a implementação do Decreto-lei nº 273/2003 melhorar as condições de segurança no trabalho, com o objetivo fundamental de, prevendo os riscos e eliminando-os, desde a fase de projeto até à fase de utilização da construção,
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40 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 conseguir uma diminuição significativa dos índices de sinistralidade com o consequente aumento de produtividade.
Assim, o plano de segurança e saúde é elaborado a partir da fase do projeto da obra, sendo posteriormente desenvolvido e especificado antes de se passar à execução da obra, com a abertura do estaleiro. Trata-se de um único plano de segurança e saúde para a obra, cuja elaboração acompanha a evolução da fase de projeto da obra para a sua execução.
2.3.5.1. Objetivos do plano de segurança e saúde
Os objetivos que se pretendem atingir com a implementação do plano de segurança e saúde, são os seguintes:
Eliminar a sinistralidade da obra, propondo-se para o efeito concluir os trabalhos sem registo de quaisquer acidentes, realizando todas as atividades em condições de segurança e de saúde adequadas;
Alcançar bons níveis de produtividade decorrentes das boas condições de trabalho;
Realizar todos os trabalhos com a qualidade especificada, num espaço organizado e ambientalmente correto;
Minimizar os custos sociais e económicos que possam resultar de acidentes; Contribuir para a existência de uma cultura de segurança no estaleiro através do envolvimento de todos os intervenientes na empreitada.
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2.3.5.2. Princípios de atuação
Os objetivos mencionados anteriormente devem basear-se num conjunto de princípios de atuação que deverão ser assumidos pela direção técnica da empreitada perante o dono de obra e fiscalização, nomeadamente:
reconhecer a segurança no trabalho como parte influente do desempenho; cumprir toda a legislação e regulamentação do âmbito da segurança e saúde no trabalho;
evitar os riscos desnecessários, avaliando e combatendo na origem os riscos que possam ser evitados;
planear, para todas as atividades com riscos associados, as medidas de prevenção e as medidas necessárias;
adaptar o trabalho ao homem, especialmente no que se refere à conceção dos postos de trabalho, bem como à escolha dos equipamentos de trabalho, dos processos construtivos e métodos de trabalho utilizados na produção;
dar prioridade às medidas de proteção coletiva em relação às de proteção individual;
registar o planeamento das ações e a sua realização de forma a evidenciar a sua preparação e execução;
reconhecer os direitos e deveres dos trabalhadores, os quais deverão ser envolvidos na implementação das medidas preventivas planeadas;
incentivar os trabalhadores a zelarem pela sua própria segurança e pela dos colegas que possam ser afetados pelas suas ações;
promover as necessárias ações para dar instruções adequadas aos trabalhadores, de modo a que sejam compreendidas por todos as ações a implementar para assegurar a segurança no trabalho.
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2.3.5.3. Plano de proteção coletiva
O objetivo do plano de proteção coletiva é assegurar a implantação no estaleiro dos equipamentos de proteção coletiva adequados, em função dos riscos a que os trabalhadores possam estar expostos.
Os equipamentos de proteção coletiva são os meios que se destinam a proteger todos os trabalhadores do estaleiro, ou grupos específicos desses trabalhadores.
A definição destes equipamentos e o estudo da sua implantação no estaleiro, com vista a prevenir riscos a que todos os trabalhadores (ou grupos definidos deles) possam estar expostos, constitui o plano de proteções coletivas.
Este sistema será implementado com prioridade sobre as proteções individuais. Sempre que seja admitido um novo operário, este deverá ser informado das condições existentes.
2.3.5.4. Plano de proteções individuais
Um Equipamento de Proteção Individual (EPI) é qualquer equipamento, ou seu acessório, que se destine a uso pessoal do trabalhador no sentido de o proteger contra riscos que possam ameaçar a sua segurança e/ou saúde no desempenho das tarefas que lhe forem confiadas.
Os EPI’s devem ser utilizados quando os riscos existentes não puderem ser evitados ou suficientemente limitados por meios técnicos de proteção coletiva, ou por medidas ou processos de organização de trabalho. As condições para a sua utilização (nomeadamente a duração da mesma) serão determinadas em função da gravidade do risco, da frequência de exposição ao risco, das características do posto de trabalho e do próprio comportamento do equipamento.
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43 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039
De entre os vários Equipamentos de Proteção Individual, tenho que distinguir os EPI’s de uso obrigatório, que se destinam a ser utilizados por todos os trabalhadores no estaleiro (ex.: capacete de proteção e botas com biqueira e palmilha de aço) e os EPI de uso temporário, que serão utilizados pelos trabalhadores de acordo com o tipo de tarefa a desempenhar.
Os trabalhadores serão informados dos riscos contra os quais o Equipamento de Proteção Individual os visa proteger e será assegurada a formação sobre a sua utilização, se necessário, organizando exercícios de segurança.
A seleção dos equipamentos terá em conta: • Os riscos a que está exposto o trabalhador; • As condições em que trabalha;
• A parte do corpo a proteger;
• As características do próprio trabalhador.
Para o efeito, e de acordo com as necessidades, deverá existir disponível no estaleiro da obra equipamento certificado do qual salientamos os seguintes:
• Capacete de proteção; • Óculos;
• Viseiras;
• Protetores auriculares; • Luvas;
• Botas com biqueira e palmilha de aço; • Botas de borracha;
• Fatos e capas impermeáveis; • Cintos de segurança;
• Cintos de arnês; • Coletes refletores;
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• Raquetes sinalizadoras.
Quando lhe forem entregues Equipamentos de Proteção Individual, os trabalhadores deverão assinar a sua receção, devendo ser na altura informados, de acordo com a legislação em vigor, dos riscos que cada EPI visa proteger. Deverá também o trabalhador assinar uma declaração em como tomou conhecimento das suas obrigações.
Todos os EPI's devem ser certificados de acordo com a legislação em vigor e devem ser adaptados ao risco que visam proteger, bem como às características pessoais dos utilizadores.
O plano de segurança e saúde elaborado pela estagiária foi revisto pelo diretor de obra sendo depois enviado à fiscalização para aprovação. O plano encontra-se no Anexo 20.
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3.Conclusão
Durante a realização deste estágio a estagiária aplicou conhecimentos adquiridos academicamente, mas também aprendeu novos conceitos e métodos necessários ao exercício da profissão.
Destes destaca-se a gestão de mão de obra, a gestão de materiais e outros equipamentos e o contacto com fornecedores com a realização de consultas aos mesmos.
Assim o acompanhamento de obra, acabou por ser de facto um complemento de formação, pois se por um lado as componentes teóricas adquiridas no ensino superior são de enorme relevância, os conhecimentos adquiridos em obra são de facto preponderantes para a direção de obra e profissão como Engenheiro Técnico Civil. Pois há uma diferença entre aquilo que se estuda em projeto e o executado em obra. Em obra as contrariedades surgem quando menos se espera, para ultrapassar é necessário a prática do dia-a-dia, isto é, aquilo que se chama “engenho”.
Serviu para também tomar contacto com o mundo profissional, o que dificilmente se aprende nas instituições de ensino, onde se deveriam fomentar a realização de alguns estágios intermédios ao longo do curso o que facilitaria de certeza a apreensão dos conceitos e vocabulário típicos da profissão, bem como a inserção do estudante no meio profissional.
Esta fase acabou por ser a rampa de lançamento para a carreira de Engenheiro Técnico Civil, ou seja, não será somente o final de uma etapa (profissional), mas o início de outra.
Consciente que o processo de aprendizagem não acaba aqui dadas as mutações que o meio profissional sofre a, um ritmo alucinante, é necessário atualizar constantemente os conhecimentos adquiridos, é desse modo possível convergir para o
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46 Relatório de Estágio Carolina Fernandes N.º1010039 melhor desempenho profissional, sendo obrigação para com a Associação Profissional que nos representa, dando o melhor de nós mesmos, contribuindo para um desenvolvimento sustentável da Engenharia e da sociedade da qual a mesma é transversal.
Conclui-se que a estagiária ultrapassou as expectativas ao colocar em prática os objetivos propostos no plano de estágio. Salienta-se o apoio e confiança de todos que colaboraram com a estagiária e depositaram nela, permitindo-lhe intervir de forma construtiva no debate, na construção e realização de várias atividades desenvolvidas ao longo do estágio.
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4.Bibliografia
Livros:
Arqueiro, Francisco (1979), “Manual Prático de Construção Civil”. Colecção Construção e Móveis, Edições CETOP, 243 páginas.
Branco, J. Paz (1993), “Organização de Estaleiros na Construção Civil” E.P. Gustave Eiffel, 388 páginas.
Reis, A. Correia (2008), “Organização e Gestão de Obras”, Edições Técnicas E.T.Lda, Lisboa, 436 páginas.
Pinto, Abel (2008), “Manuel de Segurança-Construção, Restauro e conservação de edifícios”, Edições Sílabo, Lisboa, 586 páginas.
Consultas:
- www.engenhariacivil.com
Legislação:
Decreto-Lei n.º 18/2008 de 29 de Janeiro de 2008, Diário da República n.º20, 1ª Série, Ministério das Obras Públicas Transportes Comunicações, Lisboa.
Decreto-Lei n.º 273/2003 de 29 de Outubro de 2003, Diário da República n.º 251, 1ª Série-A, Ministério da Segurança Social e do Trabalho, Lisboa.
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Anexo 1
Anexo 2
HORÁRIO DE TRABALHO
Firma: Edibeiras – Edifícios e Obras Públicas das Beiras, LDA CAE: 41200
NIF: 508005833
Actividade: Construção de Edifícios (residenciais e não residenciais) Sede: Rua Cidade de Gouveia lote 9 R/C 6300-535 Guarda
PERÍODO DE FUNCIONAMENTO
Segunda a Sexta-Feira
Abertura às: 8h e 30 min.
Encerramento às: 17h e 30 min.
Encerramento intermédio das 12h e 30 min. às 14h e 00 min. PESSOAL
Segunda a Sexta-Feira
Entrada às: 8h e 00 min. Saída às: 17h e 00 min.
Descanso intermédio das 12h00 min. às 13h:00 min.
Descanso Semanal Obrigatório: Domingo Descanso Semanal Complementar: Sábado
Anexo 3
Anexo 4
Anexo 5
Anexo 6
Anexo 7
Anexo 8
Anexo 9
Anexo 10
CONTRATO DE SUBEMPREITADA DE
OBRAS PÚBLICAS
“Casa da Música, em Almeida”
CONTRATO Nº 01 / 132-12
Entre,
Primeiro Outorgante: EDIBEIRAS – EDIFÍCIOS E OBRAS PÚBLICAS DAS BEIRAS, LDA., número de identificação de pessoa colectiva 508 005 833, empreiteiro de construção civil e obras públicas, com sede social na Rua Cidade de Gouveia, Lote 9, R/C, 36300-535 Guarda, titular do Alvará nº 59137, representada pelo sócio gerente Sr. Fernando Varelas, contribuinte nº 184536529, titular do Bilhete de Identidade nº 7892398 emitido em 30/01/2007 pelo Arquivo de Identificação da Guarda, e residência profissional na morada descrita anteriormente.
E,
Segundo Outorgante: ESTUQUES PROJECTADOS MANUAIS,LDA, número de identificação fiscal 502 255 226, com sede social em Figueiró da Serra, Gouveia, 6290-071 Figueró da Serra, representado pelo sócio gerente, Sr. Carlos Cunha, com residência em Figueiró da Serra, Gouveia, 6290-071 Figueró da Serra.
É celebrado, nesta data, o seguinte CONTRATO DE SUBEMPREITADA DE OBRAS PÚBLICAS, que se rege pelas seguintes cláusulas:
Cláusula 1ª: Objecto
O Primeiro Outorgante é Empreiteiro da obra “Casa da Música, em Almeida”, situa em Almeida. Pelo presente contrato, o Primeiro Outorgante adjudica ao Segundo Outorgante a SUBEMPREITADA da referida empreitada, obrigando-se este a executar a parte da obra correspondente a trabalhos de movimento de terras, para os quais se encontra devidamente habilitado.