BIOTECNOLOGIA
BACHARELADO EM
Microrganismos e a Tecnologia do
DNA Recombinante
Introdução
Produção de proteínas recombinantes Processo-chaveAlternativa extração/purificação de proteínas nativas Sazonalidade
Contaminações toxicidade, reação pirogênica, infecção Isoformas
1970 Produção heteróloga≠ células-hospedeiras
Tecnologia do DNA recombinante Eng. genética
1º. Produtos fármacos e enzimas
03
20 fármacos recombinantes
13 bi € (2013) 10 bi € (2016)
Otimização de processos cultivos
Biorreatores
Tecnologia do DNA Recombinante?
04
Definição
Isolar/multiplicar DNA ( organismos) Identificar Combinar “Conjunto” técnicas: Molécula repositória da informação genética; 2 cadeias complementares de ácido desoxirribonucleico; Cadeias → direções opostas;
Desnaturado e renaturado; Síntese química Propriedades:
Mecanismos replicação e expressão gênica Determinação genes sequências proteínas
Desenvolvimento de culturas microbianas moléculas recombinantes:
Insulina Hormônios
Vacinas (proteína ou DNA) Enzimas
Aplicações da Tecnologia do DNA recombinante
Terapias gênicas Diagnósticos médicos Obtenção de transgênicos Tecnologia forense 06
Clonagem gênica
Técnica central 06 Identificação Isolamento Propagação (Células hospedeiras)Objetivos gerais
Mistura heteróloga A C D B A B C D Separação & Identificação Gene específico D D D D D No. cópias ou Amplificação 08Etapas gerais da Clonagem
Preparação (Vetor e DNA doador)Ligação (Fragmento Vetor) Introdução (DNAr Hospedeiro) Seleção e Identificação (Clones recombinantes) 09
Principais componentes
Inserto Nucleases (Endonucleases de restrição) Enzimas modificadoras Vetores Células hospedeiras 10Inserto
Fragmento de DNA “gene”DNA doador Clonagem demanda:
DNA total (genômico) tecidos / células DNA plasmidial
DNA de fago partículas virais
Convencionais CTAB
Obtenção DNA doador:
Kits Floraclean ou DNAzol
Obtenção:
Digestão enzimática Quebra mecânica controlada Síntese enzimática
Síntese química oligodesoxirribonucleotídeos
11
Nucleases
Ligação fosfodiéster
2 tipos:
Exonucleases removem um nucleotídeo por vez (extremidades); Endonucleases quebra ligações internas
12
Quebram:
Endonucleases de restrição
Clivar:Vetor de clonagem (plasmídeo)
DNA (inserto)
Vetor recombinante Inserido
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Sítios Sítios Sítios
Endonucleases de restrição
Divididas Classes:Estrutura; Atividade;
Sítio reconhecimento e clivagem
+ utilizadas (DNAr) Tipo II “Enzimas de restrição”
Mecanismo de defesa → infecção viral
Especificidade “Sítios de restrição”
Especializadas → degradar DNA exógeno (Bactérias)
14
Enzimas de restrição (ER Tipo II)
Monômeros / Dímeros Cofator (Mg+) Sítio de restrição (reconhecimento/ligação) ...GAA TTC... ...CTT AAG... Sequência palindrômicaa) Clivagem Eixo de simetria b) Clivagem Flancos (eixo de simetria)
Extremidades abruptas (AluI)
Extremidades coesivas (EcoRI)
Nomenclatura das enzimas de restrição
Abreviaturas organismo/estirpesEco
R
I
Escherichia coli
Estirpe RY13
1a enzima isolada (estirpe)
16
Ligases
Reparadoras quebras e descontinuidadesExtremidades coesivas Abruptas
Une fragmentos:
18
Mecanismo de ação da DNA ligase
Etapas: 1) Adenilação da ligase Lys Lys (Eucariotos e fagos) (Procariotos)Mecanismo de ação da DNA ligase
2) Ativação do grupo P → DNA
Lys
Ativação → grupo P 5’
Lys
19
20
3´-OH ataca o P→ ligação fosfodiéster:
Mecanismo de ação da DNA ligase
3) Deslocamento da AMP
Ligação fosfodiéster
Polimerases
2. Síntese de novas fitas fita moldeDNA polimerase Taq DNA polimerase
RNA polimerase
Exemplo:
21
DNA polimerase Desoxirribonucleotídeo trifosfato
Taq DNA polimerase
Taq (EC 2.7.7.7) Polimerase termoestávelThermus aquaticus Bactéria extremófila Fontes hidrotermais
1965 Geises (parque Yellowstone)
Taq ( temperaturas) atividade a 94 oC, 40 min
Característica desejável PCR
22
Vetores
DNA circular:Características:
Capacidade e facilidade Inserção
Capacidade de replicação ↓ Massa molecular Fácil recuperação
Conter genes seleção
Organismo (Doador) Organismo (hospedeiro) inserto DNA recombinante Organismo transgênico
Vetores Plasmídeos, Fagos, YEps 23
Plasmídeos
dsDNA circular Elementos:MSC Plasmídeo Cromossomo bacteriano Replicação autônoma 5-400 Kb 24
Transferência de genes em bactérias
3 mecanismos:
25
1) Conjugação → transferência direta do material genético
Cél. doadora Cél. receptora
Ponte citoplasmática
Transferência do DNA replicado
Separação Replicação do DNA e recombinação
Transferência de genes em bactérias
3 mecanismos:
2) Transformação → DNA do meio
26
Transferência de genes em bactérias
3 mecanismos:
2)Transdução → transferência via bacteriófagos
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Principais estruturas:
Cabeça e cauda Filamentoso Cabeça
Cauda
Capsídeo
Padrão de infecção Etapas:
Biossíntese Ciclo Lítico (virulento) Maturação Injeção Liberação Ancoragem 28
Bacteriófagos (fagos)
Vírus infectam bactériasVetores para leveduras
2 categorias:29
Plasmídio epissomal YEp ou plasmídio 2 m Autônomos ARS (origens de replicação)
Cromossomo artificial YAC
ARS
Integrativos (YIps) Integrados ao genoma do hospedeiro
Preparação do Vetor e DNA doador
30
Células hospedeiras
Vetores recombinantes quantidades de DNAr Escolha Objetivo:
Isolar gene p/ análise estrutural Sistemas simples (fácil uso)
Expressar informação genética eucariotos Sistemas específicos (uso complexo)
Célula hospedeira Ideal:
Crescimento rápido
Capacidade de crescimento meio simples e custo Fácil manipulação/propagação
Aceitar muitos vetores Disponibilidade estirpes 31 GRAS Generally Regarded As Safe
Sistemas de Expressão
Levedura Bactéria Mamífero Inseto Plantas
32
Breve histórico
1855 →
Dr. Theodor Escherich
–
Isolamento e caracterização de
uma bactéria de cólon;
–
Bacterium colon commune
–
Escherichia coli → 1919
Auxílio →estudos pioneiros (biomol)
•
> 100 mil publicações
•
Procariotos mais estudados
•
Década de 80, 1
aproteína
recombinante aprovada pela FDA
Genoma (1997 e 2009) →
4,63 M pb
(~4300 genes) → 8% humanos
Principais características
Peptideoglicano
Bacilos gram - Envelope celular Corante violeta de genciana Microbiota intestinal Anaeróbicas facultativas Enterobacteriaceae
Esporuladas
Cromossomo circular Nucleóide Pilos e flagelos
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Vantagens do sistema E. coli
• Pouco exigente nutricionalmente • Meio mínimo ou rico
–Extrato de levedura – Fonte de C –Triptona e Peptona: fonte aminoácidos
• Cresce rapidamente a 37oC → divisão 20 min
• ↑ Disponibilidade → vetores de clonagem e expressão
• Processo escalonável (scale-up)
• Facilidade → cultivo, manutenção e armazenamento
• ↓Custo
• ↑ Níveis de expressão → proteínas heterólogas
• ↑ Disponibilidade → cepas comerciais
• Possibilidade de alterações → melhorar a expressão
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Desvantagens do sistema E. coli
•
Formação ineficiente →
pontes S-S
•
Possibilidade →
mau enovelamento protéico (citoplasma)
•
Formação →
corpos de inclusão
•
Maioria das cepas →
processamentos pós-traducionais
– Glicosilação
•
Secreção ineficiente
•
Proteólise
•
Presença de endotoxinas (LPS)
36 % d o N o . to ta l d e p u b lica çõ e s Ano 37Cepas comerciais de E. coli
38
Cultivo de microrganismos
Generalidades:
Macronutrientes (C, H, N, O, P, S, K, Mg, Na, etc.);
Micronutrientes (Fe, Cu, Zn, etc.);
Fatores de crescimento → Vitaminas e aminoácidos
Condições adequadas → pH, oxigênio e temperatura.
Classificação dos meios:
• Consistência;
• Composição;
• Utilização.
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Classificação dos meios de cultura
a) Consistência
•
Sólido → gelificantes40
- Observar diferenças (superfície) - Obtenção e conservação “culturas puras” - Agar (agar-agar; agarose)
Agaropectina (3-10%)
-1,3 D-galactose
-1,4,3,6 anidro-L-galactose
a) Insolúvel → H2O fria.
b) Expansão → 20X próprio peso
c) Rápida dissolução → H2O quente (Tfusão 85-100 oC).
d) Transparente → solubilização e) 1,5% de agar → gel sólido (32 a 45 ºC).
f) Gel semi-sólido→ ↓concentrações (0,5%).
g) Metabolizado → crescimento microbiano→ Nutriente
h)↑Disponibilidade → marcas e fornecedores
Propriedades do Ágar
Agente solidificante ideal
Classificação dos meios de cultura
a) Consistência
• Semi-sólido↓ [ágar] (fermentação; mobilidade bacteriana; crescimento)
42
Apresenta 2 desvantagens:
1) Revelam características especiais →limitando o processo de identificação; 2) Separação de espécies bacterianas → misturas.
•Líquido → caldo nutritivo de crescimento
Classificação dos meios de cultura
b) Composição
• Sintéticos → quimicamente definidos
Extratos: • Carne; • Leveduras; • Peptonas.
• Complexos → Indefinidos
43Classificação dos meios de cultura
c) Utilização
• Meios de isolamento → culturas puras
• Meios de pré-enriquecimento → dessensibilização
• Meios de enriquecimento→ meios básicos suplementados
• Meios de identificação → características bioquímicas
• Meios de estocagem → vida latente (viabilidade)
44
Métodos de inoculação em meios sólidos
Espalhamento
Métodos de inoculação em meios sólidos
Estrias ou esgotamento
46
Colônias isoladas
47
Métodos de inoculação em meios sólidos
Incorporação (pour plate)
Métodos de inoculação em meios sólidos
Picada central
Meios usados para o cultivo de E. coli
50
Extrato de carne/ levedura - Fonte de C, N, vitaminas e
sais minerais.
Peptona – Fonte de N, peptídeos e aminoácidos
Cloreto de sódio -
↑ pressão osmótica e mantém a
isotonia do meio
Agar – solidificação - metabolizado.
Funções dos componentes do meio LB
51
Cultivo da E. coli - Cuidados
1) Dividir o meio em dois ou mais frascos2) Aguardar 12-24 horas após autoclavagem 3) Encher ¾ do frasco
4) Não fechar totalmente a tampa do frasco antes →autoclavagem 5) Antibióticos – filtros de esterilização
6) Meios mantidos – 1 mês.
7) Meios inoculados → inativados e autoclavados
Referência: Sambrook and Russel 3.ed., Volume 3 52
Filtro estéreis
Fitorreguladores auxinas e citocininas Biomoléculas
Esterelização de substâncias termossensíveis
Recipientes para o cultivo da E. coli
54
Cultivo da E. coli – meios prontos
Concentrações : 1X ou 10X
55
Crescimento das culturas de E. coli
4 fases:
56
Abs600 nm
Leveduras como células hospedeiras
Vacúol o Mitocôndria Núcleo Parede celular Célula-filha Célula-mãe Pichia pastoris e Sacharomyces cerevisae
Modificações pós-traducionais Glicosilação
Organização celular Eucariotos superiores
Outros eucariotos Aspergillus, CHO, Sf9 e protoplastos
Utilização de leveduras
58
Modificações pós-traducionais
59
Por que P. pastoris e não S. cereviciae?
(Efeito Crabtree) 60
Viabilidade Estabilidade genética ↑ tempo Evitar mutações
.
Métodos de manutenção microbiológica
Objetivos:
62
Escolha de técnica de conservação:
OBSERVAÇÃO!!
• Microrganismo • Métodos • Custo • Capacidade laboratorial • Disponibilidade de equipamentos Métodos de curto prazo: repicagem contínua;
Métodos de médio prazo: preservação em óleo mineral,
água esterilizada, congelamento comum;
Métodos de longo prazo: liofilização, criopreservação.
Classificação dos métodos de manutenção
de microrganismos
Tempo máximo de preservação:
63
Inoculação → meio adequado: favorável à multiplicação e estocagem à ↓ temperaturas. 5-8 oC → 3 - 12 meses
Vantagens: facilidade; ↓custo; estresse; reativação dos microrganismos Desvantagens: ↑ risco de contaminação; perdas de características genéticas; ↑espaço físico para armazenamento; logística inconveniente.
Repicagem contínua
Sub-cultivo ou periódica:
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Armazenamento → água esterilizada ou solução salina, Indicação → microrganismos sensíveis a ↓ pressões osmóticas Restrição de nutrientes ↓ metabolismo; latência 3 meses – 2 anos
Vantagens: Custo; facilidade e reprodutibilidade; Desvantagens: contaminações e instabilidade genética
Manutenção em água estéril
Método de Castellani:
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Conservação → temperaturas relativamente baixas entre (-4 e -20 °C), 3 meses – 2 anos↓ metabolismo; latência
Vantagens: Simples; ↓ custo ; equipamentos complexos; preparo de material
Desvantagens: ↓ viabilidade; instabilidade genética
Congelamento comum
Desidratação → vácuo e ↓ temperaturas Viabilidade → 20 anos Vantagens: Reprodutibilidade; ↑ estabilidade; ↓ mutação;
monitoramento/manutenção frequentes; transporte/armazenagem Desvantagens: Custo
Liofilização
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Manutenção ↓ temperaturas (-20°C a -80°C) e ultrabaixastemperaturas (-150°C a -196 °C)
Criopreservação
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Fatores: • Espécie
• Tamanho e estrutura celular • Fase e taxa de desenvolvimento • Temperatura de incubação • Composição dos meios de cultivo • pH
• Teor de água das células • Teor lipídico
• Tempo de estocagem
• Condições para recuperação das culturas • Taxa de resfriamento (exemplo, -1°C/min)
Ideal TR lenta congelamento/evitar a formação de gelo intracelularObservação!
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Vitrificação formação de cristais
Danos decorrentes da criopresevação
• Formação de cristais de gelo intracelular
• Alteração estrutural da membrana celular;
• Desidratação
• ↑[solutos intracelulares]→ instabilidade osmótica
• Perda → viabilidade celular
70
Crioprotetores
•DMSO
•Etilenoglicol
•Metanol
•Glicerol
•Manitol
•Dextran
• AFPs
71Esterilização pelo calor úmido
72
Manômetro
73
Cestos para autoclavagem
Água destilada Resistência Suporte
Manutenção do autoclave
75Preparo de materiais para autoclavagem
76
Preparo de materiais para autoclavagem
77 78
Preparo de materiais para autoclavagem
Não recomendado: 79O
rgan
izaç
ão
do
mat
eri
al
no
au
toc
lav
e
Autoclavagem de placas, tubos e pipetas
81
Autoclaves automatizados
Indicadores biológicos: Geobacillus stearothermophilus Temperatura ideal: 50-60 oC 83