CÂMPUS CURITIBA – SEDE CENTRO
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE DESENHO INDUSTRIAL CURSO DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO
MATHEUS SULIMAN DA SILVA
MARCA INTERNACIONAL:
Redesign da identidade visual da marca Fio da Beira
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
CURITIBA 2019
MARCA INTERNACIONAL:
Redesign da identidade visual da marca Fio da Beira
Trabalho de Conclusão de Curso de graduação, apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico do Departamento Acadêmico de Desenho Industrial – DADIN – da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, como requisito parcial para obtenção do título de Tecnólogo.
Orientadora: Professora Drª Eunice Liu
CURITIBA 2019
TERMO DE APROVAÇÃO
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 108
INTERNACIONALIZAÇÃO DE MARCA: REDESIGN DE IDENTIDADE VISUAL DA MARCA FIO DA BEIRA
por
Matheus Suliman Da Silva – 1720740
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no dia 03 de julho de 2019 como requisito parcial para a obtenção do título de TECNÓLOGO EM DESIGN GRÁFICO, do Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico, do Departamento Acadêmico de Desenho Industrial, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O aluno foi arguido pela Banca Examinadora composta pelos professores abaixo, que após deliberação, consideraram o trabalho aprovado.
Banca Examinadora: Prof. Renato Bordenousky Filho (MSc.) Avaliador Indicado
DADIN – UTFPR
Prof. Kando Fukushima (Dr.) Avaliador Convidado
DADIN – UTFPR
Profa. Eunice Liu (Dra.) Orientadora
DADIN – UTFPR
“A Folha de Aprovação assinada encontra-se na Coordenação do Curso”. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
PR
Universidade Tecnológica Federal do Paraná Câmpus Curitiba
Diretoria de Graduação e Educação Profissional Departamento Acadêmico de Desenho Industrial
RESUMO
SULIMAN, Matheus. Marca internacional: redesign da identidade visual da
marca Fio da Beira. 2019. Trabalho de conclusão de curso – Curso Superior de
Tecnologia em Design Gráfico, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba.
O projeto teve como objetivo central o redesign da identidade visual da marca Fio da Beira, empresa portuguesa de azeites de oliva, atualmente em processo de internacionalização. O processo de design resultou em uma identidade dinâmica e novos produtos, cuja variação tipográfica foi inspirada nos gêneros literários. Essa relação contou com cena de filme, trechos de texto, palavras-chave e as características técnicas da degustação de azeites de oliva extra virgem. O projeto resultou em um conceito de design observando a diferenciação da marca no mercado e as tendências atuais e desenvolveu padrões para aplicação visando o reconhecimento da marca em diferentes situações e o seu preparo gráfico para as necessidades de adaptação aos mercados-alvo.
ABSTRACT
SULIMAN, Matheus. International brand: redesign of the Fio da Beira
brand’s visual identity. 2019. Trabalho de conclusão de curso – Curso Superior de
Tecnologia em Design Gráfico, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba.
The main goal of the project was the redesign of the visual identity of the Fio da Beira brand, a Portuguese company of olive oils, currently in the process of internationalization. The design process resulted in a dynamic identity and new products, whose typographic variation was inspired by literary genres. This relationship included a film scene, excerpts of text, keywords and the technical characteristics of the tasting of extra virgin olive oil. The project resulted in a design concept looking at the differentiation of the brand in the market and the current trends and developed standards for application aiming the recognition of the brand in different situations and its graphic preparation for the needs of adaptation to the target markets.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Metodologia de Bruce Archer descrita por Guilhermo González Ruiz... 15
Figura 2 – Fluxograma das etapas de obtenção do azeite de oliva ... 16
Figura 3 – Vista interna com as máquinas em evidência ... 16
Figura 4 – As categorias de azeite e o processo de obtenção dos componentes ... 17
Figura 5 - Vista aérea da plantação ... 19
Figura 6 – Embalagens da empresa ... 20
Figura 7 - Premiação na Feira Nacional em 2018 ... 20
Figura 8 - Linha de produtos da marca concorrente Herdade do Esporão ... 21
Figura 9 – Os azeites de oliva de Portugal Premiados no NYIOOC 2018 ... 21
Figura 10 - Análise da concorrência – quadro de ganhadores do prêmio na categoria Gold ... 22
Figura 11 - Análise da concorrência – quadro de ganhadores do prêmio na categoria Silver ... 22
Figura 12 – Marca gráfica atual ... 23
Figura 13 – Estande da empresa em um evento gastronômico ... 23
Figura 14 – Estande da empresa em um evento gastronômico ... 24
Figura 15 - Convite da empresa para anunciar a participação em um evento na Alemanha ... 24
Figura 16 - Rótulos das embalagens atuais ... 25
Figura 17 - Destaque do Azeite Fio da Beira Praemim DOP em revista "Just Steaks", Alemanha ... 25
Figura 18 - Informação das qualidade de um bom azeite de oliva ... 28
Figura 19 - Escala de intensidade na linha de produtos Gallo e linha de produtos Oliveira da Serra ... 29
Figura 20 - Comunicação da escala das características positivas na nova linha de produtos Gallo ... 30
Figura 21 - Diversificação da linha de produtos Comur e a relação com o lugar de origem, neste caso, Portugal ... 30
Figura 22 - Ca`dore, em Curitiba ... 31
Figura 23 - Mercado Sal, em Curitiba ... 31
Figura 24 - Mercado Natalino, em Mulhouse, França ... 32
Figura 26 - Praça de alimentação do Shopping Allegro, em Castelo Branco, Portugal
... 33
Figura 27 - Praça de alimentação do Shopping Allegro, em Castelo Branco, Portugal ... 33
Figura 28 – Mapa mental ... 34
Figura 29 – Esboços ... 34
Figura 30 – Estudo da tipografia ... 35
Figura 31 - Os 3 conceitos e a escolha da versão final ... 35
Figura 32 – Painel semântico: Memória,estrutura, tipografia e literatura ... 36
Figura 33 - Esboço da ideia de desenvolvimento da marca com os gêneros literários ... 37
Figura 34 - Logo do jornal Literatur in Koln, “LiK”, criado em 1974 por Helmut-Schmidt-Rhen, Alemanha ... 37
Figura 35 - Logo da MusicTelevision desenvolvido em 1981 pelo estúdio Manhattan Design e variações em anos posteriores ... 37
Figura 36 - Variação de logo da Revista Big ... 38
Figura 37 - Capas da revista Raygun e a variação de logo, desenvolvido por David Carlson ... 38
Figura 38 - Variação de logo da Google, os “doodles” ... 38
Figura 39 - As 70 variações da marca Oi, desenvolvido pela FutureBrand ... 39
Figura 40 - Variações da logo Companhia das Letras ... 39
Figura 41 - Grid e margem de segurança ... 40
Figura 42 - Analogia de Adrian Frutiger, Carros x Tipografia ... 42
Figura 43 - Analogia de Adrian Frutiger, Sapatos x Tipografia ... 42
Figura 44 - Analogia de Erik Spiekermann, Sapatos x Tipografia ... 43
Figura 45 - Resultado da pesquisa online de Sarah Hyndman, Som x Tipografia .... 43
Figura 46 - Resultado da pesquisa online de Sarah Hyndman, Sabor x Tipografia .. 44
Figura 47 - Processo de relação Gênero literário x Tipografia ... 44
Figura 48 - Processo de relação gênero Conto x Tipografia ... 45
Figura 49 - Quadro de análise da unidade visual e da diferenciação ... 47
Figura 50 - Quadro de análise dos limites de redução – Gênero Conto ... 48
Figura 51 - Versão negativa ... 48
Figura 52 - Glifos da família tipográfica institucional padrão - Capitolina ... 49
Figura 54 - As cores da linha de produtos ... 51
Figura 55 - Quadro de análise das cores da linha de produtos sobre fundos de cor institucional... 51
Figura 56 - Códigos da cor Violeta - Fábula ... 52
Figura 57 - Códigos da cor Laranja - Comédia ... 52
Figura 58 - Códigos da cor Vermelho - Romance ... 53
Figura 59 - Códigos da cor Verde - Conto ... 53
Figura 60 - Códigos da cor Preto - Drama... 54
Figura 61 - Imagem do software 3ds Max com modelação 3D da garrafa da Fio da Beira ... 54
Figura 62 - Imagem do render da garrafa da Fio da Beira ... 55
Figura 63 - Desenho 2D e render 3D da garrafa ... 55
Figura 64 - Desenho técnico da garrafa da Fio da Beira, propriedade da empresa .. 55
Figura 65 - Preparação do arquivo no ArtCAM para corte na CNC ... 56
Figura 66 – Preparação do mock up ... 56
Figura 67 - Estudo da forma e posição dos rótulos em 2D ... 57
Figura 68 - Estudo da forma e posição dos rótulos sobre mock up ... 57
Figura 69 - Grid de posicionamento do rótulo ... 58
Figura 70 - Esboço de rótulos e contra-rótulos - Conto ... 59
Figura 71 - Teste de rótulo sobre mock up ... 60
Figura 72 - Versão final de rótulo e contra-rótulos - Conto ... 61
Figura 73 - Linha completa ... 61
Figura 74 - Norma para aplicação em peças gráficas no formato horizontal ... 62
Figura 75 - Exemplo de aplicação do grid em peça gráfica no formato horizontal .... 62
Figura 76 - Exemplo de aplicação do grid em peça gráfica no formato horizontal .... 63
Figura 77 - Norma para aplicação da marca no formato vertical ... 64
Figura 78 - Exemplo de aplicação do grid em peça publicitária no formato vertical .. 65
Figura 79 - Exemplo de aplicação do grid em peça publicitária no formato vertical .. 66
Figura 80 - Papelaria básica ... 67
Figura 81 - Envelope ofício... 68
Figura 82 - Envelope saco... 69
Figura 83 – Papel timbrado ... 70
Figura 84 - Pasta ... 71
LISTA DE TABELAS
Tabela 01 – Os objetivos deste projeto segundo os objetivos de negócio e estratégias do design ... 26 Tabela 02 – Os tipos de variação e a interpretação em cada gênero literário ... 41 Tabela 03 – Escolhas finais da versão da marca em relação a cada gênero literário ... 46 Tabela 04 – Diversificação dos produtos – relação entre as versões da marca e o perfil do azeite ... 49
LISTA DE SIGLAS
ESART – Escola Superior de Artes Aplicadas
UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná IPCB – Instituto Politécnico de Castelo Branco
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 13
2. DESENVOLVIMENTO 14
2.1 FASE 1 14
2.1.1 Briefing de projeto 14
2.1.1.1 Natureza do projeto e contexto 14
2.1.1.2 Análise setorial 16
2.1.1.3 Público-alvo 25
2.1.1.4 Portfólio da empresa 26
2.1.1.5 Objetivos do negócio, estratégias do design e objetivos do projeto 26
2.1.1.6 Pesquisa de tendências 28 2.2 FASE 2 33 2.2.1 Mapa mental 33 2.2.2 Geração de alternativas 34 2.2.3 Painel Semântico 36 2.3 FASE 3 36 2.3.1 Desenvolvimento do conceito 36
2.3.2 Desenvolvimento das aplicações e normatização 54
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 73 REFERÊNCIAS 74 APÊNDICES 77 APÊNDICE A 77 APÊNDICE B 79 APÊNDICE C 80 APÊNDICE D 81 APÊNDICE E 82 APÊNDICE F 83 APÊNDICE G 84 APÊNDICE H 85 APÊNDICE I 86 APÊNDICE J 87 APÊNDICE K 88
APÊNDICE L 89 APÊNDICE M 90 APÊNDICE N 91 APÊNDICE O 92 APÊNDICE P 93 APÊNDICE Q 94 APÊNDICE R 95 APÊNDICE S 96 APÊNDICE T 97 APÊNDICE U 100 APÊNDICE V 103 APÊNDICE W 106 APÊNDICE X 109
1. INTRODUÇÃO
Em meados de 2017, a empresa Fio da Beira, produtora de azeites de oliva fundada em 2009, localizada atualmente no município de Sarzedas, estado de Castelo Branco, Portugal, decidiu se inserir no mercado internacional. A proposta foi de realizar a ampliação de novos mercados, iniciando no Panamá.
Em 2014, seu lagar – palavra em português de Portugal que se refere ao local onde as azeitonas são espremidas para separar a parte líquida da parte sólida – era considerado pelo Estado da Agricultura de Portugal um dos maiores investimentos agrícolas da região centro do país. Neste mesmo ano, o registro da marca “Fio da Beira” foi concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial de Portugal. - “O azeite produzido neste lagar será um dos melhores do mundo!” – disse o proprietário Eduardo Rodrigues em entrevista ao jornal regional Reconquista.
A Escola Superior de Artes Aplicadas - ESART, instituição de ensino integrada ao Instituto Politécnico de Castelo Branco - IPCB, foi procurada em meados de 2015 pela InovCluster - uma associação agroindustrial da região centro que apoia empresas em internacionalização e inovação, sob o programa de incentivo Portugal 2020 -, para desenvolver estudos da área do Design em apoio à empresa neste processo de internacionalização para o Panamá. Taiane Araújo, mestranda do curso de Mestrado em Design Gráfico, sob orientação dos professores Daniel Raposo e José Silva Martins, desenvolveu a pesquisa para o posicionamento da marca neste país. No entanto, esta pesquisa identificou que para a marca ser inserida neste mercado, haveria a necessidade de alteração de nome.
Desde então, o processo de internacionalização tomou maior proporção. Em meados ainda deste mesmo ano, 2017, a empresa iniciou suas primeiras exportações para França. No ano seguinte, para a Alemanha. Esses episódios, aliados ao fato de que os azeites de oliva Fio da Beira têm recebido premiações de destaque nacional e internacional todos os anos desde 2015, suscitaram algumas questões: a marca gráfica e sua identidade visual estaria preparada para a adaptação em diferentes mercados? Como padronizá-la, atendendo às alterações de nome atuais?
Em 2018, a ESART se tornou uma instituição de interesse pessoal para a realização de 1 ano de intercâmbio em Portugal, como parte do programa de Mobilidade Internacional da UTFPR. Nesta escola do IPCB houve vivência em disciplinas da licenciatura e do mestrado, onde ocorreu o contato com a equipe de
trabalho, os professores e a mestranda, e surgiu a oportunidade de desenvolver este tema de estudo como trabalho de conclusão de curso no primeiro semestre de 2019, em retorno à UTFPR.
O presente Memorial de Projeto é dividido de acordo com as etapas do projeto, com início na elaboração do briefing. Este item visa reunir detalhadamente as informações sobre o projeto e sua estrutura segue a proposta por Phillips (2011).
2. DESENVOLVIMENTO
2.1. FASE 1
2.1.1. Briefing do projeto
2.1.1.1. Natureza do projeto e contexto
A identidade visual da marca Fio da Beira foi criada no início da empresa (em 2009), atendendo as necessidades de inserção no mercado português, e continua a mesma até os dias atuais, quando a empresa passa por um processo de internacionalização. Em consequência, a identidade necessita de melhor preparação gráfica a fim de atender exigências de adaptação de nome. Isso provoca uma dificuldade da empresa em manter uma imagem única, tendo influência na percepção por parte do público-alvo. Há a necessidade de se redesenhar a marca e a identidade visual “Fio da Beira” e criar um padrão de design para sua identificação no mercado internacional. A nova marca será adotada nos produtos a serem lançados pela empresa no âmbito nacional e internacional.
A personalidade visual de um nome, ideia, produto ou serviço é a formalização de um conjunto de elementos gráficos, a identidade visual (Strunck, 2003). De acordo com a empresa, a nova marca e identidade visual deverá incorporar elementos que transmitam sofisticação e tradição, apresentar coerência visual nas aplicações e permitir uma clara diferenciação com os concorrentes.
Para a execução deste projeto, utilizou-se a metodologia de Bruce Archer descrita por Guilhermo González Ruiz (fig. 1), que divide o trabalho em três grandes fases: analítica, criativa e executiva (FUENTES, 2006). As etapas seguem as propostas por Phillips (2011), com a adaptações.
Figura 1 – Metodologia de Bruce Archer descrita por Guilhermo González Ruiz
Fonte: Fuentes (2006)
• FASE 1 – Analítica
o ETAPA 1: realizar uma análise da identidade visual da empresa bem como das identidades visuais dos principais concorrentes;
• FASE 2 – Criativa
o ETAPA 2: desenvolver no máximo 3 conceitos iniciais de design de acordo com os objetivos do projeto;
o ETAPA 3: testar os conceitos iniciais com o público-alvo; • FASE 3 – Executiva
o ETAPA 4: selecionar o conceito final desenvolvê-lo com aplicações e normatização;
2.1.1.2. Análise setorial
O principal setor que a empresa atua é também uma das principais atividades de Portugal, que é a fabricação de azeite de oliva. A empresa possui plantio próprio das oliveiras em uma área de 600 hectares. Este local possui características climáticas favoráveis para se fabricar um produto genuíno em aroma e sabor, tornando-se competitivo em relação aos azeites produzidos na região do Alentejo, popularmente conhecido como a região com maior evidência nesse tipo de produção.
Os azeites de oliva são obtidos em etapas descritas no fluxograma a seguir (fig. 2), e vão desde a colheita no olival, passando pela preparação da massa que ocorre mecanicamente no interior da empresa, até a comercialização:
Figura 2 – Fluxograma das etapas de obtenção do azeite de oliva
Fonte: Adaptado de Miguel (2011)
Figura 3 – Vista interna com as máquinas em evidência
De um modo geral, os azeites são divididos em 4 tipos ou categorias (fig. 4): Extra Virgem, Azeite Virgem, Azeite de Oliva e Óleo de bagaço de Oliva. A diferença entre eles encontra-se na composição e na acidez. Para os azeites Extra Virgem a acidez máxima permitida é de 0,8%, sua composição é 100% do azeite obtido da azeitona e não possui o que se conhece por retrogostos negativos na análise sensorial. Para os azeites do tipo Azeite Virgem, a acidez máxima é de 2%, a composição também é de 100% do azeite obtido da azeitona e pode possuir retrogostos negativos. Para os azeites do tipo Azeite de Oliva a acidez máxima é de 1% e a composição é parte Azeite Virgem, Azeite Virgem Corriente e parte azeite refinado. Para os Óleos de Bagaço de Oliva a acidez máxima é de 1% e a composição é parte Azeite Virgem e parte óleo de bagaço refinado.
Figura 4 – As categorias de azeite e o processo de obtenção dos componentes. A partir da extração mecânica, separa-se o bagaço do azeite virgem. A partir da extração do bagaço e do azeite virgem,
formam-se diferentes tipos de azeites e óleos que no final vão resultar nos 4 tipos: Azeite Extra Virgem, Azeite Virgem, Azeite de Oliva e Óleo de Bagaço de Oliva. Os sinalizados com (*) não são
comestíveis
Retrogostos negativos é um termo utilizado na análise sensorial dos azeites (uma ferramenta técnica utilizada na degustação) para designar os sabores não desejados, enquanto os retrogostos positivos, ao contrário, são os desejados. As características (no caso, os retrogostos positivos) que fazem um bom azeite de oliva são basicamente 3: Frutado (se Verde ou Maduro), Amargo e Picante, e eles compõem o que se conhece por perfil do azeite (VILLA & SILVA, 2017). Pela avaliação realizada na análise sensorial, considera-se:
• Frutado: refere-se a frutos sãos e frescos. Pode ser maduro ou verde. Harmoniza com salada, queijo e salame;
o Maduro: notas de nozes, banana, frutas maduras. Harmoniza com peixe; o Verde: notas de grama recém cortada, tomate verde, alcachofra;
• Amargo: obtido de azeitonas verdes;
• Picante: azeitonas de começo de safra, sente-se picadas na boca;
De acordo com o documento n. 340/2008 do Regulamento da Comunidade Europeia (CEE), a análise classifica o azeite de oliva extravirgem em uma escala de intensidade: leve, médio e intenso. Além desses três níveis, existem outros dois possíveis resultados: equilibrado e doce que aparecem através de um entendimento técnico na contagem de pontos que o azeite recebe durante a avaliação (VILLA & SILVA, 2017). O azeite produzido pela marca Fio da Beira é medianamente frutado (nota 5), maduro e “doce”, sendo que este último significa que a mediana das notas recebidas nos quesitos amargo (nota 2,5) e picante (nota 2) ficaram iguais ou abaixo de 2. As notas dadas em cada um dos itens da avaliação são de 0 a 5 e seguem o documento de n. 796/2002 do mesmo órgão, sendo:
• 0 = ausência total; • 1 = apenas perceptível; • 2 = levemente perceptível; • 3 = média; • 4 = muito perceptível; • 5 = extremamente perceptível;
Dois tipos de oliveiras são escolhidos para o cultivo (fig. 5): a Galega – que possui aroma e sabor complexos e faz parte da composição do azeite; e a Cobrançosa – que possui aroma e sabor mais equilibrados e completa a parte restante. Esses dois tipos fazem parte das espécies classificadas como Denominação de Origem
Protegida, um selo da União Europeia que identifica produtos produzidos em áreas reconhecidas, o que agrega originalidade ao produto e atesta sua qualidade.
Figura 5 – Vista aérea da plantação
Fonte: Acervo Fio da Beira (2019)
A comercialização é feita através de garrafas de 500 ml, de 20 litros (fig. 6) tendo ainda a possibilidade de compra a granel - exclusividade para outras empresas que desejam comprar somente a matéria-prima e revendê-la sob suas próprias marcas. A empresa possui também um pack que inclui duas garrafas de 500 ml, uma unidade de cada um dos rótulos. O preço praticado nos produtos em garrafas de 500 ml são: o Azeite Fio da Beira Praemium – DOP é vendido entre 7 e 9 euros e o Azeite Fio da Beira Interior – Beira Baixa é vendido entre 6 e 8 euros.
A marca posiciona-se como uma marca diferenciada no mercado, além de garantir a qualidade, possui reconhecimento que vem com a conquista de prêmios (fig. 7) nacionais e internacionais em todos os anos desde 2015. Além disso, o formato da garrafa de vidro de 500 ml é patenteada, de uso exclusivo. A rede de distribuição é formada por lojas especializadas, excluindo-se supermercados e minimercados por estes lugares não apresentarem produtos compatíveis com o seu posicionamento.
Figura 6 – Embalagens da empresa
Fonte: Site oficial da empresa (2019)
Figura 7 – Premiação na Feira Nacional em 2018
Os concorrentes da marca Fio da Beira são diversos, dos mais variados países. No entanto, uma amostragem é necessária para traçar uma estratégia visual e se atingir a diferenciação. O concorrente direto é a marca Herdade do Esporão (fig. 8), conforme dados da empresa. A linha de produtos desta marca é comunicada pela indicação do tipo da azeitona em alguns casos (como em Galega e Cordovil), em outros por um nome (como no caso de “Seleção”, cujo produto é uma combinação de vários tipos de azeitonas) ou pela região de origem (como em DOP Moura), além das cores dos rótulos, características e acabamento da garrafa (transparente, âmbar e pintura na cor preta fosca).
Figura 8 – Linha de produtos da marca concorrente Herdade do Esporão
Fonte: Qualimpor (2019)
Uma forma encontrada de se realizar essa amostragem foi pela análise no site do NYIOOC World Olive Oil Competition, que ocorreu em 2018 em Nova Iorque. O concurso disponibiliza um index online com os ganhadores do prêmio e dão uma amostra dos principais concorrentes de Portugal (fig. 9).
Figura 9 – Os azeites de oliva de Portugal Premiados no NYIOOC 2018 – APÊNDICE A
A partir do levantamento a amostragem (figs. 10 e 11) observa-se a predominância de pictogramas relacionados com a azeitona (oliveira, ramos de oliveira, árvore e a própria azeitona), logotipos com fonte serifada e paleta de cor verde e neutros. O nome, em sua maioria, tem a intenção de trazer para a identidade o lugar de origem do produto, assim como o caso do Fio da Beira.
Figura 10 – Análise da concorrência – quadro de ganhadores do prêmio na categoria Gold
Fonte: O autor (2019)
Figura 11 – Análise da concorrência – quadro de ganhadores do prêmio na categoria Silver
Fonte: O autor (2019)
A estratégia da empresa atualmente está em se internacionalizar. No momento, a empresa exporta para França e Alemanha (FIG), e tem o objetivo de se inserir no mercado do Panamá e Brasil. O estudo de Taiane Araújo (em fase de elaboração)1,
cujo trabalho foca-se na inserção da marca no mercado panamenho, observou a
1A Internacionalização de uma Marca Portuguesa: Caso de Estudo da Fio da Beira no Panamá, de autoria de
necessidade de alteração de nome para este mercado em específico e indica a necessidade de uma melhor preparação gráfica para tal, e cita casos como as empresas Danone, KFC e Dr. Oetker em que mudaram o nome em alguns mercados mantendo elementos gráficos. O objetivo de construir uma imagem única, monolítica, e trabalhar todos os produtos sob a mesma marca torna-se um problema, uma vez que a marca gráfica atual (fig. 12) não apresenta distinção entre símbolo e logotipo, que possibilitaria a adaptação.
Figura 12 – Marca gráfica atual
Fonte: Acervo Fio da Beira (2019)
A amostra de material (figs. 13 a 17) disponibilizada pela empresa mostra diversidade de soluções gráficas trabalhadas até o momento, o que demonstra a necessidade de padronização a fim de promover uma melhor identificação perante o público-alvo.
Figura 13 – Estande da empresa em um evento gastronômico
Figura 14 – Estande da empresa em um evento gastronômico. Ao lado a imagem do banner utilizado
no evento
Fonte: Acervo Fio da Beira (2019)
Figura 15 – Convite da empresa para anunciar a participação em um evento na Alemanha
Figura 16 – Rótulos das embalagens atuais
Fonte: Acervo Fio da Beira (2019)
Figura 17 – Destaque do Azeite Fio da Beira Praemim DOP em revista "Just Steaks", Alemanha
Fonte: Acervo Fio da Beira (2019)
2.1.1.3. Público-alvo
Segundo dados da empresa, os consumidores da marca atualmente estão localizados no território nacional e compõe cerca de 90% das vendas; os outros 10% são compostos por consumidores estrangeiros, resultado das exportações para
Alemanha e França. Segundos dados da empresa, a faixa etária é composta maioritariamente por pessoas entre 25 anos e 44 anos. Entre eles, não há distinção de gênero.
2.1.1.4. Portfólio da empresa
A Fio da Beira possui dois produtos. O AZEITE FIO DA BEIRA PRAEMIUM – DOP é um produto premium, acidez máxima de 0,2%, voltado para o consumidor que prioriza qualidade, com o qual a empresa conquistou prêmios, menção honrosa e possui o selo DOP (selo de Denominação de Origem Protegida). Este produto é vendido em garrafas de 500 ml e dentro do pack. O preço das garrafas é entre 7 e 9 euros nos pontos de venda em Portugal.
O segundo produto é o AZEITE DA BEIRA INTERIOR – BEIRA BAIXA, acidez máxima de 0,2%. Este produto é estratégico para a empresa atingir o consumidor interessado em preço competitivo em produto de qualidade, é vendido entre 6 e 8 euros nos pontos de venda em Portugal. É comercializado nas garrafas de 500 ml, dentro do pack e em galões de 20 litros. Os galões são vendidos exclusivamente para outras empresas, que revendem sob suas próprias marcas.
2.1.1.5. Objetivos do negócio e estratégias do design
Segundo o autor Phillips (2011), a montagem dos objetivos e estratégias em quadro fornece uma visão melhor das soluções oferecidas pelo design (tab. 1):
Tabela 1 – Os objetivos deste projeto segundo os objetivos do negócio e estratégias do design Objetivos do Negócio Estratégias do Design Objetivos do projeto Aumentar a participação
no mercado;
Desenvolver conceito de design para que os consumidores possam reconhecer de imediato a marca da Fio da Beira reforçando a mensagem da qualidade e valores superiores;
Desenvolvimento de conceito;
Objetivos do Negócio Estratégias do Design Objetivos do projeto
Diferenciar claramente a imagem dos produtos da Fio da Beira, destacando-a frente destacando-aos concorrentes;
Analisar os principais concorrentes quanto aos estilos e uso dos
elementos visuais;
Realizar análise de concorrência;
Redesenhar a marca e a identidade visual da empresa para melhorar a coerência visual e permitir um melhor
reconhecimento da marca pelos consumidores em todo o mundo;
Desenvolver um padrão único da marca para ser aplicada em diferentes situações;
Criar a marca gráfica observando grid, limites de redução, aplicação sobre fundos coloridos e irregulares, aplicação em conjunto com outras marcas, limites de redução, aplicação monocromática; Desenvolver um padrão
tipográfico para ser utilizada em todas as situações;
Seleção da tipografia institucional;
Desenvolver uma paleta de cores a ser aplicada em todos os produtos e explorar conceitos para aplicação de cores em cada classe de produtos;
Seleção e padronização de uso das cores;
Melhorar a imagem da empresa com novas aplicações do seu logotipo;
Desenvolver conceitos de design de modo que o logotipo da empresa apareça de forma visível em todos os produtos;
Desenvolvimento de novos rótulos;
Desenvolver novas
aplicações de modo que a marca adquira uma
imagem contemporânea;
Grid para aplicação em peças publicitárias;
Objetivos do Negócio Estratégias do Design Objetivos do projeto
Sugerir perfis e padrões visuais de novos produtos
Sugerir perfis de novos produtos
Incluir a possibilidade de extensão da identidade em novos produtos Fazer uma clara distinção
entre os 2 segmentos de mercado: linha básica e linha superior
Desenvolver conceitos de rótulos para diferenciar cada linha de produtos contudo mantendo uma coerência entre eles para serem reconhecidos como produtos da mesma empresa Diferenciar a linha de produtos mantendo a unidade visual Fonte: O autor (2019) 2.1.1.6. Pesquisas de tendências
A degustação de azeites de oliva possui uma estrutura bem definida e de complexo entendimento quanto às suas características. Neste setor, existem iniciativas que visam desmistificar esses dados, tornando-os mais claros ao consumidor, como no caso do site do premio NYIOOC (fig. 18).
Figura 18 – Informação das qualidade de um bom azeite de oliva
Outro exemplo são as marcas Oliveira da Serra e Gallo que exploram essas informações na diversificação de linha de produtos (fig. 19). Neste último caso, o lançamento mais recente apresenta um trabalho de identidade dos produtos (fig. 20) baseado no perfil dos azeites e sua comunicação está disponível para o consumidor em sua página institucional.
Figura 19 – Acima: Escala de intensidade na linha de produtos Gallo. Abaixo: Linha de produtos
Oliveira da Serra diversificada de acordo com as características.
Fonte: Página oficial dos produtos Gallo na plataforma Continente (2019) e página oficial da marca Oliveira da Serra na internet (2019)
Figura 20 – Comunicação da escala das características positivas na nova linha de produtos Gallo.
Fonte: Gallo (2019)
A ideia de relacionar o produto com o lugar de origem também é explorada em outras marcas de Portugal, como por exemplo na marca de sardinhas enlatadas Comur (fig. 21). A embalagem é diversificada com ano e um acontecimento.
Figura 21 – Diversificação da linha de produtos Comur e a relação com o lugar de origem, neste caso, Portugal.
Fonte: Comur (2019)
O setor gastronômico mundial tem visto uma rápida expansão de uma tendência global, que é a dos mercados de alimentos, segundo matéria publicada pelo caderno Bom Gourmet do Jornal Gazeta do Povo. Esses mercados apresentam produtos de alta qualidade e reúnem restaurantes artesanais locais, açougues e outras lojas do setor alimentício e atraem consumidores que buscam opções alimentares mais saudáveis, saborosas e informais em locais de diversão. É o oposto das praças de alimentação com redes de fastfood, e apresentam uma habilidade para atrair muitas pessoas. Os mercados de alimentos (figs. 22 a 27) são comuns na Europa e tem conquistado os Estados Unidos, onde o aumento no número de
mercados de alimentos está previsto atingir 700% desde 2010, segundo a matéria do jornal. Cidades brasileiras também têm apresentado polos gastronómicos aderidos a essa tendência, como em Curitiba, por exemplo. Esse conceito é novo e é marcado por ser menos um local para trazer pessoas e aumentar as vendas e mais de ser um lugar aonde o povo vai para se encontrar, uma oportunidade para a marca Fio da Beira em captar a essência e reproduzir na sua nova identidade.
Figura 22 – Ca`dore, em Curitiba
Fonte: Gazeta do Povo (2019)
Figura 23 – Mercado Sal, em Curitiba
Figura 24 – Mercado Natalino, em Mulhouse, França
Fonte: O autor (2019)
Figura 25 – Mercado Natalino, em Colmar, França
Figura 26 – Praça de alimentação do Shopping Allegro, em Castelo Branco, Portugal
Fonte: O autor (2019)
Figura 27 – Detalhe da padronização da informação no shopping Allegro, em Castelo Branco,
Portugal
Fonte: O autor (2019)
2.2. FASE 2
2.2.1. Mapa mental
A partir do nome “Fio da Beira” foi-se estabelecendo relações (fig. 28) com as palavras fio, Beira (o lugar), nostalgia, azeite (o produto), seleção (premium) e produção própria, elementos que são trabalhados atualmente sob a marca. A partir desses termos, ocorreram-se novos desdobramentos e resultou em um universo de imagens que serviram de base para posteriormente serem trabalhados na geração de alternativas.
Figura 28 – Mapa mental – Apêndice B
Fonte: O autor (2019)
2.2.2. Geração de alternativas
Após a etapa anterior, os seguintes esboços (fig. 29 e 30) foram desenvolvidos abordando diferentes aspectos das ideias apresentadas do mapa mental:
Figura 29 – Esboços
Figura 30 – Estudo da tipografia
Fonte: O autor (2019)
Após essa etapa, os 3 principais conceitos foram selecionados, e dentre eles a opção 2 foi escolhida para desenvolvimento (fig. 31).
Figura 31 – Os 3 conceitos e a escolha da versão final
2.2.3. Painel semântico
União, conexão, história, memória. Essas palavras direcionaram a criação de uma marca que demonstra a ligação entre o lugar, o produto e quem consome dele. O fio, como um elemento que conduz, une, conecta, também é o fio de azeite saído das azeitonas para a garrafa, depois da garrafa para o prato das pessoas, e do prato para se transformar em sabor. Assim é o fio condutor das histórias, materializam-se de alguma forma para carregar uma experiência maior, superior, seja em azeite, seja em letras e narrativas. No símbolo do travessão encontra-se a forma que expressa o conjunto desses dois significados.
Em sequência a este raciocínio, o vínculo com o lugar fica mais marcado em histórias e memórias (figs. 32A e B), recorrendo a um grid com estrutura colunar semelhante à arquitetura das casas antigas portuguesas e uma tipografia cuja forma é uma referência à Literatura e à Tipografia (figs. 32C e D), principalmente àquelas feitas nas prensas tipográficas, em meados do séc. XV - um exemplar desta máquina encontra-se na instituição Tipografia Popular de Seixal, Portugal (fig. 32C). Outro elemento presente nessas mesmas casas é o granito nas esquadrias e arestas, funcionando como uma espécie de moldura para a cor nas paredes (fig. 32A). O granito tornou-se a referência para as cores institucionais da marca.
Figura 32 – Painel semântico: Memória (a), estrutura (b), tipografia (c) e literatura (d)
(a) (b) (c) (d)
Fonte: O autor (2019)
2.3. FASE 3
2.3.1. Desenvolvimento do conceito
explorar o desmembramento da marca oficial em relação aos gêneros literários (fig. 33), trazendo o conceito do design cambiante para dentro do projeto.
Figura 33 – Esboço da ideia de desenvolvimento da marca com os gêneros literários
Fonte: O autor (2019)
Design gráfico cambiante é tido como uma forma de expressão no design gráfico contemporâneo, também é conhecido como identidade dinâmica, pode ser compreendido como um design mutante ou flexível, que usufrui de técnicas e estilos modernistas e pós-modernistas e não se identifica por longo tempo com cada um (KOPP, 2004). Procurou-se exemplos de outros projetos que tenham esse tipo de identidade (figs. 34 a 40):
Figura 34 – Logo do jornal Literatur in Koln, “LiK”, criado em 1974 por Helmut-Schmidt-Rhen,
Alemanha
Fonte: Kopp (2004)
Figura 35 – Logo da MusicTelevision desenvolvido em 1981 pelo estúdio Manhattan Design e
variações em anos posteriores.
Figura 36 – Variação de logo da Revista Big
Fonte: Kopp (2004)
Figura 37 – Capas da revista Raygun e a variação de logo, desenvolvido por David Carlson.
Fonte: Kopp (2004)
Figura 38 – Variação de logo da Google, os “doodles” – Apêndice C
Figura 39 – As 70 variações da marca Oi, desenvolvido pela FutureBrand em 2016.
Fonte: FutureBrand (2016)
Figura 40 – Variações da logo Companhia das Letras
Fonte: Monteiro (2015)
Como pode-se observar, a variação ocorre desconexa entre as versões ou mantém parte dos elementos gráficos, e para este projeto optou-se pela segunda opção. Algumas prerrogativas serviram para se atingir a unidade da identidade visual: • Escolha de tipografias serifadas a fim de manter o caráter tradicional da marca; • Altura X e ascendentes iguais para todas as variações tipográficas;
• A posição e forma do travessão iguais para todas as variações da marca; • Manutenção do grid em todas as variações;
Dessa forma, a partir do esboçado antes, estabeleceu-se o grid (fig. 41):
Figura 41 – Grid e margem de segurança.
Fonte: O autor (2019)
Esta variação tomaria lugar na comunicação de cada produto, baseando-se nas características dos azeites e relacionando-os à um gênero literário correspondente à classe do azeite. Dos gêneros literários existentes, 5 foram escolhidos e a partir deles, buscou-se compreender sua definição. A partir disso, escolheu-se uma palavra-chave que pudesse caracterizar o gênero em sua forma, sensação ou outra provocação de sentido.
• Comédia
o Representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum de riso fácil, em geral criticando os costumes (LAI, 2019)
o Palavra-chave: descontração • Conto
o Breve narrativa centrada em um episódio da vida com poucos personagens (LAI, 2019)
o Palavra-chave: suficiente • Drama
o Caracterizado pela seriedade em oposição a comédia (LAI, 2019) o Palavra-chave: densidade
• Fábula
o Narrativa inverosímil, com fundo didático, que tem o objetivo de transmitir uma lição de moral (LAI, 2019)
o Palavra-chave: fantástico • Romance
o Narração de um fato imaginário, mas verossímil, que representa aspectos da vida social e familiar do homem (LAI, 2019)
o Palavra-chave: leveza
Como decorrência da escolha dos gêneros, definições e palavras-chaves, foram-se pensando nas possíveis lógicas de variação que pudesse ser abordado no projeto, e naturalmente se organizou em colunas e linhas de uma tabela, como dois eixos que, quando cruzados, daria um breve exemplo do que seriam os resultados.
A essas lógicas foi dado o nome de “tipo da variação”. Compostas num total de 5, elas direcionam como seria a transformação da marca quando cruzada com o respectivo gênero (tab. 2).
Tabela 2 – Os tipos de variação e a interpretação em cada gênero literário Tipo da
variação
Conto Drama Romance Fábula Comédia
1 Forma varia de/em uma tipografia 2 Diferentes tipografias 3 Em uma única letra 4 Gradativo 5 Forma do travessão Fonte: O autor (2019)
projeto optou-se por trabalhar a diversificação de tipografia, brevemente esboçada na linha 2 da tabela acima.
Esta opção baseia-se no potencial semântico da tipografia. Buscou-se estudos (figs. 42 a 46) que relacionam tipografia e coisas, entendendo aqui coisas como objetos materiais, e tais estudos tornaram-se inspiração para o processo de escolha das tipografias.
Figura 42 – Analogia de Adrian Frutiger, Carros x Tipografia
Fonte: Frutiger (2002)
Figura 43 – Analogia de Adrian Frutiger, Sapatos x Tipografia
Figura 44 – Analogia de Erik Spiekermann, Sapatos x Tipografia
Fonte: Spiekermann (2011)
Figura 45 – Resultado da pesquisa online de Sarah Hyndman, Som x Tipografia
Figura 46 – Resultado da pesquisa online de Sarah Hyndman, Sabor x Tipografia
Fonte: Fagundes (2015)
Para Ellen Lupton (2006), a tipografia transformou o texto em uma coisa. O processo de associação entre gênero literário e tipografia foi realizado com a combinação de imagens de filme, trechos de textos e palavras-chave. Esses três componentes foram organizados em fichas, da seguinte forma (fig. 47):
Figura 47 – Processo de relação Gênero literário x Tipografia – Apêndice D
Com este processo, buscou-se traduzir na tipografia os sentidos e sensações evocados pelos componentes da ficha, baseados em formas, traços, volumes, linhas, linguagem visual, linguagem escrita, emoções, entre outros. Por exemplo, na ficha do conto (fig. 48) a imagem destacada mostra a mão da personagem em meio a grãos de lentilhas, cujas formas (da textura formada pelos grãos e a borda do saco de estopa) inspiraram as bordas irregulares da tipografia. Outro exemplo, na ficha do gênero Romance (Apêndice F) o texto e a imagem dão um tom intimista, o que inspirou a utilização da versão itálica da tipografia. Todas as fichas completas encontram-se em apêndice (apêndices E ao I).
Figura 48 – Processo de relação gênero Conto x Tipografia – Apêndice E.
Neste ponto vale ressaltar algumas observações importantes. Ainda que tenha-se tomado cuidado de tenha-selecionar um filme e texto correspondente com o respectivo gênero (observando-se classificação e roteiro, por exemplo), eles foram selecionados como fonte de inspiração, a fim de servir para o propósito final de selecionar uma tipografia representativa do gênero. Cada ficha termina com três famílias tipográficas (exceto “conto”, que já contém a versão inicialmente desenhada), estas foram resultado de uma seleção anterior, muito mais vasta em opções, mas que resultaram em 3 opções para gerar uma análise mais apurada em conjunto com as inspirações. A partir das análises qualitativas e escolhas de projeto, uma única tipografia foi selecionada para cada gênero (tab. 3).
Tabela 3 – Escolhas finais da versão da marca em relação a cada gênero literário
Gênero literário Marca final Tipografia
Drama Mirador Medium
Romance Bodoni Regular It
Comédia Gabriela Alt Medium
Fábula Elsie Swash Caps
Regular
Conto IM FELL DW Regular
Fonte: O autor (2019)
a diferenciação entre si e o funcionamento quanto às prerrogativas antes estabelecidas (serifas, altura X, ascendentes e travessão) (fig. 49). A partir disso, estudou-se a redução máxima de cada uma delas (fig. 50 e apêndices J a N), fixada em 15mm de largura, e versão negativa (fig. 51).
Figura 49 – Quadro de análise da unidade visual e da diferenciação
Figura 50 – Quadro de análise dos limites de redução – Gênero Conto – Apêndice J
Fonte: O autor (2019)
Figura 51 – Versão negativa
Fonte: O autor (2019)
com a versão inicial, a Capitolina (fig. 52).
Figura 52 – Glifos da família tipográfica institucional padrão - Capitolina.
Fonte: O autor (2019)
Através das características positivas dos azeites de oliva (ou seja, os retrogostos positivo) baseou-se a construção da relação entre as variações da marca e os perfis de azeite/produto (tab. 4). Desta forma, obteve-se a seguinte relação:
Tabela 4 – Diversificação dos produtos – relação entre as versões da marca e o perfil do azeite Marca Gênero literário Palavra-chave Perfil do azeite
Drama Densidade Maduro Frutado nível 2 Amargo nível 3 Picante nível 3 Intensidade nível 3 Romance Leveza Verde Frutado nível 2 Amargo nível 2 Picante nível 2 Intensidade nível 2
Marca Gênero literário Palavra-chave Perfil do azeite Comédia Descontração Verde Frutado nível 2 Amargo nível 1 Picante nível 1 Intensidade nível 1 Fábula Fantástico Verde Frutado nível 1 Amargo nível 1 Picante nível 1 Intensidade nível ½ Conto Suficiente Maduro Frutado nível 3 Amargo nível 2 Picante nível 2 Intensidade nível 2 Fonte: O autor (2019)
A partir da inspiração do granito, as cores desta rocha foram estipuladas como cores institucionais, uma de maior luminosidade (light), outra menor (bold), e outra intermediária (medium). O padrão cromático formado é neutro, composto por uma temperatura levemente quente (fig. 53).
Figura 53 – Identificação das cores institucionais inspiradas na textura do granito.
Fonte: O autor (2019)
e significado da cor a fim de servir de apoio na semântica gerada pela tipografia e, assim, fazer correspondência com o perfil de sabor do produto (fig. 54 e 55). A tentativa inicial foi de fazer relação com o filme também, e a partir dele extrair uma cor coerente. Este processo resultou em três sucessos e dois insucessos, de forma que o que sobressaiu na escolha final foi o significado e as sensações mais adequadas.
Figura 54 – As cores da linha de produtos.
Fonte: O autor (2019)
Figura 55 – Quadro de análise das cores da linha de produtos sobre fundos de cor institucional. A cor
bold não deve ser utilizada atrás das marcas com box colorido, como mostrado na figura.
Os seguintes significados estão associados às cores: • Fábula
o Palavra-chave: fantástico o Cor: Violeta (fig. 56)
o Na simbologia medieval do Tarot o violeta, obtido da mistura em iguais proporções do azul e do vermelho, simboliza a temperatura (moderação) representando ainda o equilíbrio entre o espírito e os sentidos, a inteligência e a paixão, a sabedoria e o amor. Parece ter sido a cor símbolo da alquimia a mágica, representante da inovação periódica, no oriente representa a passagem de yang para yin, do ativo para o passivo, e vice-versa (BARROS, 2007).
o Na psicologia proposta por Lusher, o aspecto positivo está relacionado a consciência espiritual, contenção, visão, luxo, autenticidade, verdade e qualidade (FRASER & BANKS, 2012).
Figura 56 – Códigos da cor Violeta - Fábula
Fonte: O autor (2019)
• Comédia
o Palavra-chave: descontração o Cor: laranja (fig. 57)
o Representa o ponto de equilíbrio entre a libido (vermelho) e o espírito (amarelo). Para o budismo, o Jacinto, pedra de cor laranja é o símbolo da Felicidade. Para Kandinski, o estado de espírito representa a saúde e a força (BARROS, 2007).
Figura 57 – Códigos da cor Laranja - Comédia
• Romance
o Palavra-chave: leveza o Cor: Vermelho (fig. 58)
o Cor do signo, do sinal, da marca, cor do perigo; e da proibição, a cor do amor e do erotismo, cor do dinamismo e da Criatividade; cor da alegria e da infância, cor do luxo e da festa; cor do sangue; cor do fogo; e do materialismo. Causa sensação de alegria, invasão de felicidade intensa, beleza; raridade, sensação de apreensão, de aviso; sensação de prazer proibido; sensação de movimento; sensação de pulsação; sensação de energia criadora; de geração de insights; sensação de vida pulsante nas veias (SILVEIRA, 2015).
Figura 58 – Códigos da cor Vermelho - Romance
Fonte: O autor (2019)
• Conto
o Palavra-chave: suficiente o Cor: Verde (fig. 59)
o Na psicologia proposta por Lusher, o aspecto positivo está relacionado harmonia, ponderação, renovação, amor universal, repouso, restauração, relaxamento, equilíbrio, paz (FRASER & BANKS, 2012).
Figura 59 – Códigos da cor Verde - Conto
Fonte: O autor (2019)
• Drama
o Palavra-chave: densidade o Cor: Preto (fig. 60)
o Cor da morte, cor da falta, cor do pecado, da desonestidade, da melancolia, da austeridade, da renúncia, da elegância, da modernidade da autoridade, sensação de precisão científica e tecnológica, sensação de poder de julgamento (SILVEIRA, 2015). Na psicologia proposta por Lusher, o aspecto positivo está relacionado refinamento, glamour, segurança, substância (FRASER & BANKS, 2012).
Figura 60 – Códigos da cor Preto - Drama.
Fonte: O autor (2019)
2.3.2. Desenvolvimento das aplicações e normatização
A garrafa da empresa Fio da Beira é produzida em vidro de cor verde escuro, com pouca transparência. Tal característica é vantajosa para a manutenção da qualidade do azeite, uma vez que as características são mantidas por mais tempo por evitar a incidência direta da luz sobre o azeite. Buscou-se construir um mock up para estudos de rótulo sobre mock up digital e físico. A disponibilização do desenho técnico por parte da empresa possibilitou a modelação realizado no software 3DS Max®, da empresa Autodesk® (fig. 61 a 64).
Figura 61 – Imagem do software 3ds Max com modelação 3D da garrafa da Fio da Beira.
Figura 62 – Imagem do render da garrafa da Fio da Beira.
Fonte: O autor (2019)
Figura 63 – Desenho 2D e render 3D da garrafa.
Fonte: O autor (2019)
Figura 64 – Desenho técnico da garrafa da Fio da Beira, propriedade da empresa.
Fonte: O autor (2019)
A partir da modelação 3D da garrafa, houve a confecção do mock up físico na máquina CNC, utilizando como material o MDF. Esse processo iniciou com a
preparação do arquivo, que foi basicamente editar o objeto no 3ds Max afim de dividir o objeto ao meio para possibilitar o corte. O arquivo foi exportado no formato .STL e preparado no software ArtCAM Pro, que gerou o perfil da fresa (fig. 65).
Figura 65 – Preparação do arquivo no ArtCAM para corte na CNC
Fonte: O autor (2019)
O MDF foi preparado utilizando-se 3 chapas de MDF de 13mm, coladas uma à outra, a fim de atingir a espessura da garrafa. Foi obtido o corte de duas faces iguais, que foram posteriormente coladas uma à outra, recebido o acabamento com lixas e posteriormente envernizada (fig. 66).
Figura 66 – Preparação do mock up.
A garrafa possui formas curvas suaves e o estudo de rótulos (fig. 67 a 69) buscou, tanto no desenho planificado quanto no mock up físico, a valorização dessas formas. Escolheu-se o formato retangular, fino, verticalizado, ocupando 1/3 da altura e ½ da largura e posicionado na região central da parte inferior ao pescoço da garrafa (fig. 69), a fim de compor com a marca e as informações uma imagem mais contemporânea, conforme um dos objetivos do projeto, e foram trabalhados versões de rótulos (fig. 70) para cada gênero (apêndices O a R).
Figura 67 – Estudo da forma e posição dos rótulos em 2D.
Fonte: O autor (2019)
Figura 68 – Estudo da forma e posição dos rótulos sobre mock up.
Figura 69 – Grid de posicionamento do rótulo.
Figura 70 – Esboço de rótulos e contra-rótulos – Conto – Apêndice O.
Figura 71 – Teste de rótulo sobre mock up.
Fonte: O autor (2019)
A partir da análise qualitativa das opções, em que foram observados a utilização ou não de elementos gráficos adicionais, pequenas variações no formato, alinhamentos e posição, legibilidade, visibilidade das marcações do infográfico, definiu-se as alterações para a versão final. Dessa forma, a versão final (fig. 72 e apêndices T a X) apresenta uma face anterior com a marca, produto e medidas, na lateral as informações nutricionais, do produto e as necessárias para o distribuidor, na outra lateral as informações dedicadas a comunicar o perfil do produto (infográfico) e na face posterior com um trecho de um escritor português escolhido de acordo com o perfil do produto. Os trechos de escritores portugueses foram pesquisados nos reunidos por Silva & Bueno (1999). Com o auxílio do mock up digital obteve-se uma imagem da linha completa (fig. 74).
• Rótulos:
o Especificações: BOPP prata adesivado o Tamanho: 32 x 10 mm
o Cores: 1x0 cores, 2x0, 3x0 e 1x0 o Acabamento: laminação fosca o Tipo de impressão: serigrafia
Figura 72 – Versão final de rótulo e contra-rótulos – Conto – Apêndice S.
Fonte: O autor (2019)
Figura 73 – Mock up da linha completa.
Fonte: O autor (2019)
As normas da assinatura visual em peças gráficas visam garantir a unidade da identidade visual, por isso procurou-se construir um grid para orientar esse processo. Nas peças horizontais, utiliza-se a medida na horizontal, divide-se por 3 duas vezes para obter a largura da marca, posicionando-a na região superior direita com espaçamento de igual largura com a margem direita (fig. 74). Utiliza-se a versão da marca obrigatoriamente com box colorido.
Figura 74 – Norma para aplicação em peças gráficas no formato horizontal.
Fonte: O autor (2019)
Segue-se os exemplos:
Figura 75 – Exemplo de aplicação do grid em peça gráfica no formato horizontal.
Figura 76 – Exemplo de aplicação do grid em peça gráfica no formato horizontal.
Fonte: O autor (2019)
Nas peças gráficas verticais, utiliza-se a altura da peça, divide-se por 3 duas vezes para obter a altura da assinatura visual, posicionando-a na região superior direita com espaçamento de igual largura com a margem direita (fig. 77). Utiliza-se a versão da marca obrigatoriamente com box colorido.
Figura 77 – Norma para aplicação da marca no formato vertical.
Seguem-se exemplos:
Figura 78 – Exemplo de aplicação do grid em peça publicitária no formato vertical.
Figura 79 – Exemplo de aplicação do grid em peça publicitária no formato vertical.
Fonte: O autor (2019)
Quanto à utilização da versão marca (isto é, o gênero literário), é necessário observar a paleta de cor da fotografia da peça, de acordo com as regras de harmonia (análogo, complementar, etc). O fundo da marca deve favorecer a visibilidade do box.
As aplicações na papelaria (fig. 80) utilizam a marca em negativo sem box, sobre fundo cor light e texto em cor bold.
Figura 80 – Papelaria básica.
• Envelope ofício:
o Especificações: papel offset, 90 g o Tamanho: 23 x 11,5 cm fechado o Cores: 2x0 cores
o Acabamento: refile e montagem o Tipo de impressão: offset
Figura 81 – Envelope ofício. (a) Frente anterior (b) Frente posterior.
(a)
(b)
• Envelope saco:
o Especificações: papel offset, 90 g
o Tamanho: 24 x 34 cm fechado, 44 x 34 cm aberto o Cores: 2x0 cores
o Acabamento: refile e montagem o Tipo de impressão: offset
Figura 82 – Envelope saco. (a) Frente anterior (b) Frente posterior.
(a)
(b)
• Papel timbrado:
o Especificações: papel offset, 75 g o Tamanho: 21 x 29,7 cm
o Cores: 4x0 cores
o Acabamento: refile e montagem o Tipo de impressão: offset
Figura 83 – Papel timbrado.
• Pasta:
o Especificações: papel couché, 300 g
o Tamanho: 22 x 31,7 cm fechado, 44 x 31,7 cm aberto o Cores: 2x2 cores
o Acabamento: refile e montagem o Tipo de impressão: offset
Figura 84 – Pasta frente e verso.
• Cartão de visita:
o Especificações: papel couché, 300g o Tamanho: 70 x 40 mm
o Cores: 1x2 cores
o Tipo de impressão: offset
Figura 85 – Cartão de visita. (a) Frente (b) Verso.
(a) (b)
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente memorial de projeto demonstrou o processo de redesign da identidade visual da marca Fio da Beira, uma empresa portuguesa produtora de azeites de oliva premium. O projeto partiu das ideias associadas à marca e à empresa, desenvolvendo um novo conceito, que atingiu o objetivo geral de proporcionar um melhor preparo da marca gráfica para as necessidades de adaptação aos diferentes mercados internacionais.
A metodologia proporcionou compreender a criação de identidades visuais, desde a pesquisa do mercado de atuação até a solução dos problemas de design enfrentados pela empresa em situação de internacionalização, e suas etapas foram efetivas para o desenvolvimento, bem como possibilitaram outros métodos agregados. O resultado deste trabalho foi uma marca tipográfica, um logotipo, que através dos seus elementos gráficos proporciona a adaptação desejada, ao mesmo tempo que engloba conceito, estratégia e imagem projetada para a marca e os novos produtos. Uma série de normatizações foram geradas para que a empresa realize a adaptação sem perder unidade, atentando-se para o painel semântico deste projeto, a fim de que o(s) novo(s) nome(s) satisfaçam a semântica e a estrutura do design da marca, bem como as aplicações nos materiais de divulgação.
Obteve-se também o desenvolvimento de novos produtos, visando a extensão da identidade visual acompanhada da extensão da linha de azeites. O portfólio atual tem lugar na opção “Conto”, e as demais opções surgem como uma sugestão baseada nas informações coletadas, e, com a confirmação na análise sensorial dessas novas opções de sabores, pode-se tornar uma linha única dentre os concorrentes, favorecendo a marca na abordagem ao mercado e ao consumidor.
O conceito criado com este projeto contribui para a consolidação da marca no segmento marcando em seu novo momento de expansão, e fornece os subsídios necessários para que, em conjunto com as estratégias de marketing e de negócio da empresa, sua inserção ocorra de forma coerente e consistente.
REFERÊNCIAS
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Bauhaus e a teoria de Goethe. Edição: 2ª. São Paulo, Senac São Paulo, 2007.
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https://www.continente.pt/stores/continente/pt-pt/public/Pages/ProductDetail.aspx?ProductId=6462438(eCsf_RetekProductCatalog _MegastoreContinenteOnline_Continente). Acesso em 02, Maio, 2019.
FAGUNDES, Priscila Cloque. The fab four, psychedelic e let it be: pôsteres
tipográficos das fases musicais dos Beatles. Porto Alegre, 2015. 31 f. Trabalho de
Conclusão de Curso (Graduação) - Centro Universitário Ritter dos Reis, Porto Alegre,
2015. Disponível em
http://biblioteca.uniritter.edu.br/imagens/035UNR89/0000E7/0000E79D.pdf. Acesso em 02, Maio, 2019.
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FRUTIGER, Adrian. En Torno a La Tipografía. Edição: 1ª. Espanha, Gustavo Gili, 2002.
FUENTES, Rodolfo. A Prática do Design Gráfico: uma metodologia criativa. Trad. Oswaldo Antonio Rosiano. Edição: 1ª. São Paulo, Edições Rosari, 2006.
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