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Aula 3 - Extrusão-Sopro e Injeção - Sopro

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(1)

MOLDAGEM POR SOPRO

Carlos Henrique Scuracchio

UFSCar

(2)

Processamento de Materiais Poliméricos

Processos mais importantes

Outros processos utilizados

Extrusão (linhas de extrusão)

Termoformagem

Injeção

Moldagem por Sopro

(extrusão - sopro e

injeção - sopro)

 Calandragem  Rotomoldagem

 Moldagem por compressão  Moldagem por vazamento  Outros

(3)

Produção de produtos ocos (principalmente, mas não só, garrafas) e com paredes relativamente finas

Propriedades importantes são a viscosidade do polímero, resistência do fundido, viscosidade elongacional

Processo dependente de uma etapa anterior (extrusão ou injeção)

(4)

Distribuição do Mercado de Máquinas de

Transformação de Plásticos, no Brasil

Injetoras Extrusoras "Sopradoras" Outras

(5)

PROCESSAMENTO DE TERMOPLÁSTICOS

A MOLDAGEM POR SOPRO pode ser realizada:

Em uma só etapa

(Extrusão + Moldagem por sopro)

(sempre uma etapa neste tipo de processo)

(Injeção + Moldagem por sopro)

PROCESSAMENTO DE MATERIAIS POLIMÉRICOS

(6)

Injeção: fabricação da pré-forma (ou

“preforma”) por Injeção,

totalmente

separada

da operação de sopro

Em duas etapas:

É a modalidade importante para a Injeção - Sopro

(7)

As etapas básicas são comuns a todas as diferentes variações do processo e consistem de três estágios básicos:

1. Fusão e plastificação: pode ser realizado tanto por extrusão ou injeção, para produzir o fundido;

2. Conformação da pré-forma (injeção) ou parison

(extrusão): através da matriz de extrusão ou do molde de injeção

3. Sopro e conformação: um compressor auxiliar fornece a pressão necessária para o sopro e uma unidade de

(8)
(9)

Em resumo:

Extrusão e

sopro Uma etapa

Injeção e sopro Uma etapa Duas etapas

(10)

OBSERVAÇÃO

obtenção

de

produtos

em

camadas

(“multicamadas”)

Os tipos de processo de moldagem por sopro

anteriormente

mencionados

podem

ter

alterações, como por exemplo:

estiramento antes da etapa (ou estágio) de

Sopro; nestas variações são denominados:

ESBM - Extrusion Stretch Blow Molding

ISBM - Injection Stretch Blow Molding

(11)
(12)

EXTRUSÃO – MOLDAGEM POR SOPRO

(13)

Um cilindro ou um tubo de polímero aquecido,

designado por

“parison”

(mangueira aquecida),

é colocado entre as paredes de um molde.

O molde é fechado prendendo as extremidades

do cilindro e injeta-se ar comprimido que força

o polímero contra as paredes do molde.

Portanto, é um processo de moldagem por sopro

que utiliza pressão de ar para conformar o

polímero fundido na cavidade do molde.

(14)

Extrusão do parison Deposição do parison dentro de um molde de sopro Sopro do parison contra as paredes do molde Resfriamento e extração e acabamento

Materiais mais utilizados: PEBD, PEAD, PVC, PP e PET ou ainda co-extrusão com PVDC e EVOH.

(15)
(16)

Cabeçote de fluxo axial

1- Alimentação- peça de conexão entre o cabeçote e a extrusora, permitindo o fluxo do fundido entre ambos os elementos

2- Anel de suporte-elemento que promove a sustentação do torpedo 3- Torpedo- realiza a distribuição da massa fundida auxiliando a sua

homogeneização

4- Matriz pode ser fixada por cruzetas

(17)

O processo de formação do parison extrusão-sopro pode ser em contínuo ou intermitente.

(18)

Um dos principais problemas, principalmente para recipientes grandes é o escoamento do parison fundido

pela ação da gravidade (variação da espessura)

(19)

MOLDAGEM POR EXTRUSÃO-SOPRO

• Muitos dos recipientes, com diferentes dimensões,

produzidos na moldagem por extrusão - sopro são

utilizados em vários segmentos, incluindo a indústria

alimentícia, para a embalagem de produtos sólidos e

líquidos.

• Recipientes de grande porte, por exemplo, com

capacidade de 180 litros (45 galões) são produzidos

na moldagem por extrusão - sopro.

(20)

Vantagens do Processo de Extrusão-Sopro

1. Possível moldar pecas com alças e “furos”

2. Processo preferido para recipientes muito grandes

Desvantagens do Processo de Extrusão-Sopro

1. Baixa uniformidade de espessura das paredes

2. Tolerâncias dimensionais precisas difíceis de se conseguir 3. Relativamente baixa acuracidade de detalhes superficiais 4. Produção de rebarbas

(21)

EXTRUSÃO - MOLDAGEM POR SOPRO

(ou MOLDAGEM POR EXTRUSÃO-SOPRO)

Processo muito utilizado na fabricação de garrafas, frascos, tambores, bombonas, tanques de gasolina, etc. (artigos ocos com gargalos/ abertura).

É muito empregado para os seguintes termoplásticos: polietileno de alta densidade, polietileno de baixa densidade, polietileno linear de baixa densidade, polipropileno, PVC, policarbonato, ABS, PET-EX; PETG.

(22)
(23)
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(25)

Garrafas produzidas com termoplásticos

contendo pigmentação especial e/ou

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(29)

Etapa de Dosagem do Material pela

Extrusora

Moldagem por extrusão e sopro pode ser dividida em dois tipos:

Processo contínuo:

- O parison é continuamente extrudado e o molde (ou conjunto de moldes) coleta os parisons

Processo intermitente ou com acumulador:

- a extrusora ainda funciona de modo contínuo, porém há um acumulador no cabeçote responsável por coletar uma certa quantidade de material que será

posteriormente forçado a passar pela matriz por um pistão, na quantidade exata para o sopro.

- Comum para peças grandes (até aproximadamente 60 kg)

(30)

Moldagem por Extrusão-Sopro

Recipientes: 1cm3 até 300 litros

Peso do parison afeta a própria deformação

Cabeçote com acumulador necessário rapidez

(31)
(32)

- Possibilita a fabricação de artigos moldados grandes

- Permite formação do parison em altas velocidades, evitando a deformação de parisons grandes pela gravidade.

Porém:

-Altas velocidades de cisalhamento provocam: fratura do fundido e inchamento do extrudado (defeitos devidos a vazão e taxas de

cisalhamento muito altas)

(33)

- Não deixar o parison “escoar” excessivamente - Manter a temperatura do parison

- Reduzir o tempo do ciclo

(34)

Além do acumulador com pistão, também é possível utilizar uma rosca recíproca na extrusora (processo semelhante ao de moldagem por

(35)
(36)
(37)

Garrafa Coextrusão/Sopro

(38)

MOLDAGEM

POR COEXTRUSÃO – SOPRO

3.barreira

1.suporte

2.adesivo

5.suporte

4.adesivo

(39)

Moldagem por Sopro

Parison

- Parison é formado pela matriz - Parison é abraçado pelo

molde e cortado

- Bico encaixa no molde e sopra

- Resfriamento da peça

- Molde abre e o recipiente é ejetado

(40)

A matriz pode ser divergente ou convergente,

(41)

- Pinos: frascos ou corpos de grandes volumes - Agulhas: produtos de baixo volume

Funções:

- Expandir o parison contra o molde

- Exercer pressão no parison para produzir detalhes da superfície

- Auxiliar no resfriamento

(42)

Pressões e Velocidades

-Pressão para produção do parison depende do material, da temperatura do fundido, da perda de pressão dentro do cabeçote e da abertura do bocal

-Importante controlar a viscosidade do fundido para não forçar os lábios da matriz que resultaria em perda de controle do programador.

-Velocidades lentas: alongamento do parison, distribuição defeituosa, cristalização parcial na superfície, acabamento superficial inferior.

(43)

MOLDE PARA EXTRUSÃO-SOPRO

• CONSISTE EM DUAS METADES QUE QUANDO ACOPLADAS , FORMAM UMA OU MAIS CAVIDADES.

• OS MATERIAIS UTILIZADOS PARA A CONFECÇÃO DE UM MOLDE DEPENDEM BASICAMENTE DA SUA VIDA ÚTIL .

• MATERIAIS MUITO UTILIZADOS: LIGAS DE ALUMÍNIO FUNDIDO, ZINCO ,COBRE-BERÍLIO.

Não envolvendo grandes pressões, o molde pode ser feito de materiais menos resistentes mecanicamente, ao contrário do que acontece, por exemplo, com a moldagem por injeção

Porém é importante que o material do molde tenha uma boa condutividade térmica (resfriamento rápido)

(44)
(45)
(46)
(47)

diâmetro médio da peça

diâmetro médio do parison

Razão de sopro =

Quanto maior a razão de sopro, maior a diferença entre a espessura inicial do parison e a espessura da parede da peça

(48)

Problemas que podem ser gerados por cantos vivos durante a moldagem.

(49)

Deve-se evitar cantos vivos no molde para sopro, principalmente para peças grandes => gera regiões com espessura muito fina e frágil

Quanto maior a razão de sopro média, mais adequado é o uso de ângulos grandes em relação à direção perpendicular do parison e raios maiores nos cantos (ambos limitados pelo projeto).

(50)
(51)

Geometrias Complexas: as diferentes regiões podem ter razões de sopro diferentes

(52)

Dependendo da geometria do recipiente, a razão de estiramento do material pode variar bastante de ponto a

(53)

Nestes casos muitas vezes é interessante que a cavidade do molde seja menor que o diâmetro do parison,

diminuindo a razão de estiramento total:

Porém:

• Maior geração de rebarbas. • Maior retrabalho

(54)
(55)

MOLDAGEM POR EXTRUSÃO-SOPRO

COM ESTRANGULADOR E

(56)

MOLDAGEM POR

COEXTRUSÃO - SOPRO

Frasco com camadas

(57)

Tanque de Combustível

Coextrusão / Sopro

(58)

1) Programação do Parison

É um método para controle de espessura da parede e peso do artigo soprado

Vantagens: redução de custo, otimização da produção, melhoria na resistência ao impacto e redução de

peso.

Moldagem por Extrusão - Sopro

Pode ser utilizado tanto para peças com variação de diâmetro como para compensar o efeito de variação de espessura pelo escoamento do parison antes do fechamento do molde e sopro (sagging)

(59)
(60)

Sistema onde um dispositivo eletrônico de programação controla outro dispositivo hidráulico O embolo do cilindro hidráulico é conectado

a uma bucha que movimenta abre ou fecha a abertura do lábio da matriz e assim

modifica a espessura da pré-forma

Servo amplificador e servo válvula

(61)

MOLDAGEM POR INJEÇÃO – SOPRO

POLÍMERO MUITO IMPORTANTE

NESTE PROCESSO:

PETgg - Poli(tereftalato de etileno)

grau garrafa

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(63)

Bebidas Carbonatadas

Água Mineral

Óleo

Sucos, Chás e

Bebidas Isotônicas

(64)

Processos de Injeção-Sopro: um ou dois estágios

1 ESTÁGIO:

injeção e sopro são operações realizadas na mesma máquina 2 ESTÁGIOS: injeção e sopro ocorrem em máquinas diferentes (podendo

estar em locais bem distantes) PET Injeção + Sopro Sopro Injeção 1 estágio 2 estágios

(65)

Vantagens do Processo de Injeção-Sopro

1. Ausência de rebarbas ou sobras no processo de sopro (porém na injeção da pré-forma existirão os galhos de injeção)

2. Alta qualidade dimensional do bocal (geralmente rosca) e de detalhes.

3. Baixíssima ou inexistente variação de massa entre peças

(66)

Desvantagens do Processo de Injeção-Sopro

1. Custo do maquinário maior que da extrusão-sopro 2. Formato das garrafas são limitadas a uma razão de

largura/espessura de 2:1 e razão de estiramento não maior que 3:1

(67)

(INJEÇÃO - MOLDAGEM POR SOPRO)

(

em uma etapa

; não é a modalidade mais

(68)
(69)

Injeção sopro em 1 estágio Etapa1: Injeção

A resina é injetada pela rosca recíproca na cavidade do molde. A temperatura da pré-forma é condicionada. É aqui que o pré-formato preciso do bocal é produzido.

Etapa2: Sopro

Depois de rotacionar a pré-forma 120º o molde de sopro fecha. O bocal é fixado

enquanto a pre-forma é soprada até o formato final e resfriada.

Epata 3: Ejeção

Nova rotação de 120º até a posição onde o frasco é removido do molde.

Todos os estágios ocorrem

simultaneamente com o ciclo sendo

normalmente determinado pela injeção da pré-forma (geralmente a etapa mais

(70)

INJEÇÃO – MOLDAGEM POR

SOPRO

Em duas etapas:

modalidade extremamente

mais importante para

INJEÇÃO-SOPRO

(71)
(72)

Etapa n°1 Injeção da préforma Granulos de PET Préforma Préforma

Esquema do processo de sopro de garrafas em

duas etapas - Ilustração da primeira etapa

(73)
(74)

Molde e Injetora de pré-formas: primeiro estágio do processo de

(75)

pré-forma: grau de cristalinidade próximo de zero Resina PET: estado cristalino

Injeção das Pré-formas

• A resina PET pós-condensada apresenta elevado grau de cristalinidade (60%) e, por isso, é opaca.

• Em um resfriamento rápido e sob a aplicação de tensões, pode-se atingir um bom compromisso entre as propriedades de transparência, resistência mecânica e barreira a gases.

(76)

Fator primordial que afeta transparência de PET:

(77)

“Pearlescence” = perolização causada pela criação de microvazios e

(78)

História térmica do polímero nos processo de injeção – sopro em 1 e em 2 estágios

(79)
(80)

Etapa n°2 Sopro da Garrafa Granulos de PET Préforma Préforma

Esquema do processo de sopro de garrafas em

duas etapas - Ilustração da segunda etapa

Alimentação de préformasCondicionamento térmico Estiragem Sopro

Préforma fria Reaquecimento Sopro

(81)

Variação de cristalinidade durante o ciclo

de fabricação de garrafas de PET

(82)

Diferentes estados das moléculas de PET

possíveis em uma garrafa soprada.

Área Amorfa

Área Orientada

Área com possível cristalização quiescente

(83)
(84)
(85)

MOLDAGEM POR INJEÇÃO

ESTIRAMENTO E SOPRO

(86)
(87)

Razão de Estiramento

(88)

Estiramento radial interno 47% maior que o externo neste caso específico.

(89)

Sopradora de pré-formas para a fabricação de garrafas de PET biorientado: segundo estágio do processo de INJEÇÃO– ESTIRAMENTO – SOPRO (ISBM)

(90)

Sopradora de pré-formas para a fabricação de garrafas de PET biorientado: segundo estágio do processo de INJEÇÃO– ESTIRAMENTO – SOPRO (ISBM)

(91)

ANÁLISE DE TIPO DE EMBALAGEM

NO BRASIL

(92)

Propriedades importantes nas garrafas PET

• Resistência à pressão interna;

• Baixa permeabilidade a CO

2

e O

2;

• Resistência ao fissuramento sob tensão;

• Resistência à compressão dinâmica;

• Resistência ao impacto por queda livre;

• Estabilidade dimensional;

(93)
(94)
(95)
(96)
(97)
(98)
(99)

COMPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

URBANOS NO BRASIL

(100)

O Destino do PET Reciclado no Brasil 2011

43% 28% 29% Não tecidos Cerdas/Cordas/ Monofilamentos Tecidos e Malhas Têxteis 39,3% Resinas Insaturadas e Alquídicas 18,7% Laminados e chapas 7,9% Outros7,5% Embalagens Alimentos e Não Alimentos 18,0% Tubos 1,9% Fitas de Arquear 6,7%

(101)
(102)
(103)

Lançamento: Setembro de 2011

Projeto Bottle-to-Bottle

80% de PET virgem

+ 20% de PET pós-consumo

reciclado grau alimentício

OUTRAS EMPRESAS TAMBÉM JÁ ESTÃO COM ESTA TECNOLOGIA PARA SER

(104)

Polímeros convencionais sintetizados

com matérias-primas obtidas à partir

de

fontes

renováveis

(“Biobased

Polymers”)

PERSPECTIVAS & DESAFIOS

Atualmente

Principalmente etileno obtido com

etanol produzido a partir de fonte

renovável (cana-de-açúcar)

(105)

Contém até 30% do PET originário de cana de açúcar.

Como o PET

plant

bottle

é produzido?

Referências

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