• Nenhum resultado encontrado

ch14_Buracos Negros

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "ch14_Buracos Negros"

Copied!
51
0
0

Texto

(1)

Discovering the Universe

Eighth Edition

Discovering the Universe

Eighth Edition

Neil F. Comins • William J. Kaufmann III

© 2008 W. H. Freeman and Company

CHAPTER 14

(2)
(3)

Teoria da Relatividade Especial

Descreve como o movimento afeta nossas medidas de distância, tempo e

massa.

(4)

Teoria da Relatividade Especial Postulados da Relatividade Especial:

(5)

Teoria da Relatividade Especial Postulados da Relatividade Especial:

• Independente de sua velocidade ou direção, a medida da velocidade da luz é sempre a mesma.

(6)

Teoria da

Relatividade Especial O observador

viajando a mediria para a luz vindo em sua direção o mesmo valor .

Porém, devido ao efeito Doppler, essa luz teria uma cor diferente.

Outro resultado da Relatividade Especial é a relação entre

(7)

Teoria da Relatividade Especial • Propriedades

Contração do comprimento: o comprimento de um corpo decresce à medida que sua

velocidade cresce

• A medida do comprimento de um trem que se move em relação a um observador na estação é menor do que se o trem estivesse parado.

• Se o observador estivesse em movimento junto com o trem sua medida seria igual ao comprimento do trem quando o trem está parado.

Dilatação do tempo: a medida da passagem do tempo em corpos que se movem em

relação a um observador é maior do que se o corpo estivesse em repouso.

• Em relação a um observador em solo, a passagem do tempo para passageiros em um avião é mais lenta.

• Porém, para os passageiros que viajam na mesma velocidade que o avião a passagem do tempo é a mesma.

• As conexões entre o movimento e as medidas de comprimento e tempo revelam uma combinação deles em uma entidade única conhecida como espaço-tempo.

Aumento da massa: a massa de um objeto aumenta à medida que ele se movimenta

mais rápido.

• As equações da Relatividade Especial revelam que um objeto se movimentando com a velocidade da luz teria uma quantidade de massa infinita.

(8)
(9)

Teoria da Relatividade Geral

Incorpora os efeitos da aceleração e da gravidade na massa de um corpo.

Como consequência, a teoria descreve a interação entre a matéria e o

espaço-tempo.

Quanto maior a massa, maior a deformação (ou curvatura) do

espaço-tempo. O efeito que a curvatura do espaço-tempo provoca em outros

corpos é o que chamamos de força gravitacional.

(10)

Teoria da Relatividade Geral A concentração de matéria afeta a passagem do tempo: quanto maior a densidade de um corpo mais lentamente será a passagem do tempo.

(11)

Teoria da Relatividade Geral A passagem do

tempo é mais lenta na Terra do que na Lua. As leis de Newton são precisas apenas para corpos com massas pequenas e para pequenas velocidades. As leis de Newton não descrevem corretamente o movimento de Mercúrio nem de pulsares binários.

(12)

O Espaço-Tempo e o comportamento da luz

A luz viaja ao longo de trajetórias chamadas de geodésicas. A geodésica é a curva de menor comprimento que une dois pontos.

(13)

O Espaço-Tempo e o comportamento da luz

Por exemplo, na superfície da Terra a geodésica é a menor distância entre duas posições. Como a superfície é curva, a trajetória descrita será uma curva.

(14)

O Espaço-Tempo e o comportamento da luz

A Relatividade Geral previu que a trajetória da luz seria alterada quando ela passasse próxima do Sol, pois ela estaria seguindo a curvatura do espaço-tempo nessa região.

(15)

Comprovações da Relatividade Geral

Outra previsão da teoria é que a luz perderia energia ao deixar a vizinhança da estrela.

Como sua velocidade permanece constante, o seu comprimento de onda aumenta à medida que sua energia diminui:

Esse fenômeno é observado nos espectros de anãs brancas e é chamado de deslocamento para

(16)

Comprovações da Relatividade Geral A Relatividade Geral também explicou a precessão da órbita de Mercúrio . As órbitas de sistemas binários são descritas com maior precisão pela Relatividade Geral.

(17)

Evolução dos núcleos de estrelas massivas As estrelas de nêutrons produzidas por essas estrelas têm massa superior a . As equações da Relatividade Geral mostras que a curvatura do espaço-tempo se fecha em si mesmo.

(18)

Evolução dos núcleos de estrelas massivas Os fótons que se deslocam com um determinado ângulo retornam para a superfície. Os fótons que se movem diretamente para cima perdem toda sua energia e deixam de existir. Assim, o colapso da estrela de nêutrons gera um buraco negro.

(19)

Evolução dos núcleos de estrelas massivas A densidade da matéria colapsada em um buraco

negro é tão grande que ela deixa de ser constituída por nêutrons.

A Relatividade Geral prediz que a densidade tende ao infinito (com o volume tendendo a zero), um estado chamado de singularidade.

(20)

A Estrutura de um Buraco Negro Um buraco negro é separado do resto do universo por uma fronteira chamada horizonte de eventos. O horizonte de eventos não tem superfície, ou seja, não existe matéria nele. Ele apenas delimita uma fronteira ao redor do buraco negro onde a velocidade de escape é igual a velocidade da luz.

(21)

A Estrutura de um Buraco Negro De acordo com a Relatividade Geral, o horizonte de eventos é uma

esfera. O raio dessa esfera é chamado de raio de Schwarzschild e é diretamente proporcional a massa do buraco negro.

(22)

A Estrutura de um Buraco Negro

Quando um remanescente estelar colapsa para um buraco negro, ele

perde seu campo magnético interno e emite sua energia na forma de

radiação eletromagnética e radiação gravitacional.

Essa energia viaja como ondas gravitacionais que são perturbações na

estrutura do espaço tempo. Ondas gravitacionais são emitidas sempre

que dois objetos se movem um em torno do outro.

Até agora, as ondas gravitacionais foram detectadas indiretamente.

Durante o movimento de pulsares binários, as estrelas emitem ondas

gravitacionais e espiralam uma em direção a outra.

(23)

A Estrutura de um Buraco Negro

As perturbações criadas pelas ondas gravitacionais são da ordem de num

comprimento de .

(24)

A Estrutura de um Buraco Negro A matéria dentro de um buraco negro mantem apenas três de suas

propriedades: sua massa, seu

momento angular e sua carga elétrica.

Conceitos como próton, nêutron, elétron, átomo e molécula não mais se aplicam.

Existem dois tipos de buracos

negros: aqueles que giram e aqueles que não giram.

Se a massa que criou o buraco negro não estava girando no momento do colapso, então o buraco negro não gira (buraco negro de

(25)

A Estrutura de um Buraco Negro Quando a massa que colapsou tinha momento angular, ela cria uma

singularidade em forma de anel.

Esses buracos negros são chamados de buracos negros de Kerr.

A taxa de rotação dos buracos negros de Kerr é maior do que as taxas dos pulsares. O buraco negro com a maior taxa foi descoberto em 2006. Ele gira mil vezes por segundo.

A rotação dos buracos negros de Kerr criam regiões no espaço-tempo a sua volta conhecidas como

(26)

A Estrutura de um Buraco Negro A ergorregião se assemelha a região criada na água quando esta escorre pelo ralo. Em 1997, foi observada matéria em órbita de um buraco negro

comportando-se de uma maneira consistente com a existência de uma

(27)

A Queda em um buraco negro

Imagine que você envie uma sonda na forma de cubo em direção a um

buraco negro de . A sonda tem um relógio e emite um brilho azul.

Inicialmente a sonda está a e até atingir ela se comporta como se

estivesse se aproximando de um planeta.

(28)

A Queda em um buraco negro

A , as forças de maré começam a ficar mais intensas e a sonda começa a

se esticar e a se afinar.

Os fótons azuis que partem dela perdem energia devido ao deslocamento

para o vermelho gravitacional.

Próximo do horizonte de eventos, a dilatação do tempo é tão intensa que

um observador externo veria o relógio parado.

(29)

A Queda em um buraco negro

As equações da Relatividade Geral predizem a existência de buracos de

minhoca: buracos negros de Kerr que conectam duas regiões do espaço.

Teoricamente, seria possível atravessar um buraco de minhoca sem ser

despedaçado pelas forças de maré.

(30)

Evidências de Buracos Negros

Os buracos negros são detectados indiretamente, através dos efeitos que produzem na sua

vizinhança.

Quando uma estrela de um sistema binário se torna um buraco negro, sua atração gravitacional puxa parte da atmosfera de sua companheira. Antes de cair no buraco negro, o gás forma um disco chamado de disco

(31)

Evidências de Buracos Negros Os discos de acreção se

assemelham a água espiralando em direção ao ralo.

Os campos magnéticos nos discos ajudam a empurrar o gás em

direção ao buraco negro.

O gás é comprimido e aquecido de tal maneira que ele emite raios X. Dessa maneira, a observação de uma estrela visível com uma companheira emitindo raios X é uma evidência da presença de um buraco negro.

(32)

Evidências de Buracos Negros Atualmente, são conhecidos 10 buracos negros em sistemas binários na Via Láctea.

Cygnus X-1 foi descoberto na década de 70 pelo satélite de raios X Uhuru.

Essa fonte de raios X varia numa escala de tempo de centésimos de segundo. Isso indica que Cygnus X-1 tem uma extensão de .

(33)

Evidências de Buracos Negros De vez em quando, Cygnus X-1 emite radiação na faixa radio que está associada à estrela visível HDE 226868, uma supergigante B0 com temperatura superficial de e massa de .

Assim, essa estrela não pode ser a fonte de raios X. Além disso, observações espectroscópicas mostram que as linhas espectrais sofrem efeito Doppler com um período de 5,6 dias.

Isso é equivalente a ter uma companheira com massa de . Essa é uma evidência de buraco negro.

(34)

Tipos de Buracos Negros

As equações da Relatividade Geral preveem a existência de pelo menos

três outros tipos de buracos negros:

• Buracos negros supermassivos (milhões ou bilhões de massas

solares) – formados a partir do colapso de grandes quantidades de gás

ou da colisão de estrelas durante o processo de formação das galáxias.

• Buracos negros de massa intermediária (centenas ou milhares de

massas solares) – formados a partir de colisões de estrelas em

aglomerados estelares muito densos.

• Buracos negros primordiais (gramas ou massas planetárias) –

formados por diminutas quantidades de matéria comprimidas durante

o Big Bang.

(35)

Buracos Negros Supermassivos O núcleo brilhante da

galáxia M87 tem o tamanho do sistema solar.

As estrelas da vizinhança são mantidas em orbita

como correspondente a uma massa central de .

Com essa massa e tamanho, o objeto só pode ser um buraco negro.

(36)

Buracos Negros Supermassivos Os buracos negros são detectados a partir do efeito gravitacional que produzem na sua vizinhança. Um disco de acreção com 3.700 a.l. de extensão foi descoberto no centro da galáxia NGC7052. A massa do objeto central é de .

(37)

Buracos Negros Supermassivos A região mais interna do disco de acreção se aquece a milhões de K e emitem raios X.

Buracos negros

supermassivos foram formados pelo gás que criou a galáxia e pela colisão de estrelas. Existem evidências que mostram que esses buracos negros ainda estão sendo formados.

(38)
(39)

Buracos Negros de Massa Intermediária

Buraco negro no centro da galáxia M82 com massa de .

(40)

Buracos Negros de Massa Intermediária

(41)

Jatos de gás emitidos por buracos negros

Devido ao aumento da temperatura na região interna do disco de acreção,

o gás se expande criando uma região em forma de rosquinha em torno do

buraco negro.

Quando o gás mergulha em direção ao buraco negro, sua temperatura

aumenta para dezenas ou centenas de milhões de kelvins. A expansão do

gás encontra menos resistência na direção perpendicular do disco.

Além disso, o campo magnético na região do disco impede que o gás se

espalhe produzindo dois jatos perpendiculares.

Estrelas de nêutrons e buracos negros de massa estelar produzem jatos

como resultado da atração do gás de uma companheira em um sistema

binário. Buracos negros supermassivos atraem o gás do meio interestelar.

(42)
(43)

Erupções de Raios Gama

Foram descobertas por satélites militares na década de 60. Correspondem as explosões mais energéticas que se conhece.

(44)

Erupções de Raios Gama

Existem erupções de três tipos de acordo com a duração: erupções de décimos de segundo, erupções de segundos e erupções híbridas.

(45)

Erupções de Raios Gama

Até agora foram detectadas 4000 erupções, a maioria fora da nossa galáxia. As

erupções curtas ocorrem mais no plano galáctico. Em 2004 foi detectada a primeira erupção longa no plano da nossa galáxia.

As erupções emitem luz visível e infravermelha. Analisando os espectros desses objetos os astrônomos foram capazes de determinar suas distâncias: as de longa duração estão a bilhões de anos luz de distância.

Em apenas 100s de erupção as energias emitidas são maiores do que o Sol emitirá em 5 bilhões de anos.

(46)

Erupções de Raios Gama As observações mostraram que muitas erupções estão associadas com galáxias, porém deslocadas de seus centros. O mesmo ocorre com as erupções que observadas na nossa galáxia. Isso sugere que elas estão

associadas com supernovas.

(47)

Erupções de Raios Gama Outras erupções de raios gama estão associadas com colisão de buracos negros, colisão entre um buraco negro e uma estrela de nêutrons ou com colisões de estrelas de nêutrons.

(48)

Evaporação de Buracos Negros

Os buracos negros convertem suas massas em energia por um processo chamado produção de partículas virtuais.

Partículas virtuais são pares de partículas (matéria e antimatéria) que surgem espontaneamente e se aniquilam num período de .

(49)

Evaporação de Buracos Negros

Se duas partículas virtuais se formarem próximas ao horizonte de eventos, ela estariam sujeitas a forças de maré muito intensas.

Se uma das partículas criadas tiver energia suficiente, pode escapar da atração gravitacional do buraco negro tornando-se uma partícula real.

(50)

Evaporação de Buracos Negros

Como as partículas virtuais são produzidas a partir da energia do espaço fora do horizonte de eventos, o buraco negro transfere energia para fora proveniente de sua massa. Essa energia é transmitida na forma de radiação gravitacional e o processo é chamado de processo de Hawking.

(51)

Evaporação de Buracos Negros

O tempo de evaporação depende da massa do buraco negro. Buracos negros supermassivos evaporam mais lentamente do que buracos negros estelares.

Quanto menor a massa do buraco negro maior a taxa de produção de partículas reais. Cálculos indicam que nos momentos finais a criação de partículas é tão alta que o fenômeno torna-se explosivo.

Um buraco negro estelar de massa levaria mais de para evaporar. Enquanto que um buraco negro primordial com massa levaria aproximadamente .

Referências

Documentos relacionados

E um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento desta que, hoje, é a maior cadeia produtiva da fruticultura catarinense afirmou (em entrevista para o presente trabalho) que

Análise da expressão de marcadores celulares por citometria de fluxo, de células de embriões maduros de Syssphinx molina marcadas com anticorpos para determinar sistema

O objetivo desse estudo foi verificar o potencial do banco de sementes do solo em ambiente controlado, e sua posterior instalação em campo, e assim, inferir se essa logística é

O Museu Ruy Menezes teve em 2016 aproximadamente 2100 mil visitantes espontâneos (já que não aconteceram visitas mediadas).. compreender e “precisar” do museu, recorrendo

Com o intuito de analisar estes metodos de previsao de capacidade de carga e tambem as formulas de previsao de recalques, carga residual e transferencia de carga, foi

Desconhecidos: a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis Se algum dos seguintes efeitos secundários graves ocorrer, pare de utilizar este medicamento e

Estou ainda ciente de que esta proposta será analisada pela Seguradora e que a mesma levará em conta todas as circunstâncias objetivas e subjetivas do risco, tais como, quando for

Resultados: Os parâmetros LMS permitiram que se fizesse uma análise bastante detalhada a respeito da distribuição da gordura subcutânea e permitiu a construção de