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Programa de Acesso Precoce e de Partilha de Risco

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Academic year: 2021

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Programa de Acesso Precoce e

de Partilha de Risco

CONCEITOS E FUNCIONAMENTO | PERSPECTIVA DO REGULADOR

(2)

A.I.M.

AUEs

Avaliação Prévia

Programas de Acesso Precoce

Contratos

(3)

A.I.M.

AUEs

Programas de Acesso Precoce

Avaliação Prévia

(4)

Deliberação 139/CD/2014 de 06-11-2014

(5)

Programas de Acesso Precoce (PAPs)

Deliberação 139/CD/2014 de 06-11-2014 do INFARMED :

• Define os termos e procedimentos de autorização de programa para acesso precoce a medicamentos sem

Autorização de Introdução no Mercado (AIM) ou a medicamentos com AIM sem decisão de aquisição

pelo Serviço Nacional de Saúde.

• Regulamenta a gratuitidade de acesso a medicamentos que já detenham AIM

• Os medicamentos enquadrados no programa são destinados apenas a serem utilizados em ambiente

hospitalar sendo necessário que as entidades hospitalares apresentem um pedido de Autorização de

Utilização Excecional (AUE) para doente específico que o INFARMED analisa à luz do programa de

acesso precoce autorizado.

(6)

INFARMED avalia

programa de acesso precoce

- Condições de utilização terapêutica

- Objetivo e fundamentação da utilização do medicamento no âmbito da autorização para acesso precoce;

- Indicações terapêuticas;

- População-alvo, incluindo os critérios de exclusão e inclusão; - Quantidade do medicamento a utilizar, incluindo a dose diária; - Número previsto de doentes a tratar

- Recolha de informação

Autorização pelo INFARMED com verificação do cumprimento das

Condições de utilização terapêutica (ex. situação clínica do doente específico)

INFARMED avalia pedido

de AUE

Programa de acesso precoce

Hospital solicita AUE Empresa solicita ao

Infarmed aprovação do PAP

Empresa disponibiliza o

(7)

Responsabilidades no PAP

I. Requerente Programa Acesso Precoce

• Facultar às entidades dos serviços hospitalares:

- As condições de utilização e de recolha de informação aprovadas pelo INFARMED, I.P. - Todos os dados que garantam a relação Benefício/Risco favorável

• Assegurar que os doentes abrangidos concluem o programa conforme condições aprovadas. • Condições de monitorização:

- Comunicar ao INFARMED, I.P. mensalmente, o número de doentes incluídos nas condições de utilização e as quantidades utilizadas

- Submeter semestralmente os relatórios relativos a condições de utilização terapêutica e recolha de informação

(8)

Responsabilidades no PAP

II. Instituição hospitalar

• Solicitar ao INFARMED, I.P pedido de AUE para doente específico, assegurando: - O cumprimento das condições de utilização aprovadas

- Informação e esclarecimento ao doente ou ao seu representante

Vigência da autorização do programa precoce:

- Prazo de 6 meses ou

- Até que o número de doentes incluídos no protocolo seja alcançado ou - Decisão final de comparticipação ou avaliação prévia

(9)

Programas de acesso Precoce

Acesso precoce dos doentes aos medicamentos inovadores

Controlo através de autorizações de utilização especial de medicamentos

Sem custos para o SNS

Possibilitam a recolha de informação clinica de apoio à discussão dos pedidos de

financiamento pelo SNS

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PAP área ano Avaliação PAP Ponto Situação

processo de avaliação prévia

PAP a Oncologia 2015 Em avaliação

PAP b Hepatite C 2015 Processo concluído

PAP c VIH 2015 Indeferido Em avaliação

PAP d Hepatite C 2015 Processo concluído

PAP e Oncologia 2015 Em avaliação

PAP f Antídoto 2015 Processo concluído

PAP g Oncologia 2015 Em avaliação

PAP h Oncologia 2015 Processo concluído

PAP i Oncologia 2016 Em avaliação

PAP j Fibrose Quística 2016 Em avaliação

PAP k Oncologia 2016 Em avaliação

PAP l Anti-infeccioso 2016 Indeferido Em avaliação

Áreas terapêuticas: 6 Oncologia 2 Hepatite C

Aprovações / Ano:

7 em 2015 3 em 2016

Avaliação:

2 Indeferimentos

12 PAPs submetidos

(11)
(12)

Vantagens:

• Facilitar acesso à mais recente inovação • Assegurado o acesso dos cidadãos (sem

custos para o SNS), reduzindo o peso orçamental das AUEs

• Possibilita a obtenção de informação de apoio aos decisores durante a fase de

negociação dos contratos de financiamento pelo SNS

Constrangimentos:

• Indução da utilização, cuja reversão pode ser difícil • Facilitar acesso a medicamentos que não tiveram

avaliação concluída e cuja decisão pode não ser favorável

(13)

A.I.M.

Contratos

Avaliação Prévia

Limites de encargos

Partilha de Risco

Preço volume

(…)

(14)

Harmonized european taxonomy – EmiNet project contratos Baseados em resultados /desempenho Baseados em custos/consumos

Source: Ferrario, A., & Kanavos, P. (2013). Managed entry agreements for pharmaceuticals: the

European experience. EMiNet.

(15)

Contratos

Contrato com Partilha de risco – acordo entre pagador e fornecedor que relaciona a remuneração ou comparticipação de um medicamento a um objectivo previamente definido, centrado na efectividade ou impacto orçamental

Fonte:Eminet

 Utilização menos frequente do que o esperado

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(19)

Vantagens:

• Recolha de evidência adicional (que suporta a decisão de financiamento)

• Gestão da incerteza

• Terapêutica dirigida aos doentes com potencial para beneficiar (evitando risco em doentes que não iriam beneficiar da mesma)

Constrangimentos:

• Dificuldade em definir indicadores de desempenho facilmente mensuráveis

• Falta de sistema de informação integrado que permita a recolha de dados ao nível local e nacional

• Alocação intensiva de recursos na recolha e na análise de dados/monitorização do contrato

(20)

Obrigada.

[email protected]

Direcção de Informação e Planeamento Estratégico Direcção de Avaliação de Tecnologias de Saúde

Referências

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