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Análise da confiabilidade do teste clínico de queda do navicular [I]

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Academic year: 2021

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(1)

Fisioter. Mov., Curitiba, v. 25, n. 2, p. 301-309, abr./jun. 2012 Licenciado sob uma Licença Creative Commons doi: 10.1590/S0103-51502012000200007

[T]

Análise da confiabilidade do teste clínico de queda do navicular

[I]

Reliability analysis of the clinical application of the navicular drop test

[A]

George Schayer Sabino[a], Ivan Casas Rocha[b], Cristiano Queiroz Guimarães[c], Marcus Alessandro de Alcântara[d], Diogo Carvalho Felício[e]

[a] Fisioterapeuta da Propulsão, Mestre em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),

docente do Centro Universitário Newton Paiva e da Faculdade Pitágoras, Belo Horizonte, MG - Brasil, e-mail: [email protected]

[b] Fisioterapeuta da Propulsão, Belo Horizonte, MG - Brasil, e-mail: [email protected]

[c] Fisioterapeuta da Propulsão, Mestre em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),

docente da Faculdade Itabirana de Saúde, Belo Horizonte, MG - Brasil, e-mail: [email protected]

[d] Mestre em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), docente da Universidade Federal

!"#$%&" !"'&()*+*,-!,-$"&".)/)0*"123#'.45"6&78*%!"9+!,*5".:";"<0$=*%5"&;>$*%?"$%/$,+$0$>$0/)=@-!+>$*%A/!>

[e] Fisioterapeuta da Prefeitura Municipal de Betim, Mestrando em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG), docente da Faculdade Pitágoras, Betim, MG - Brasil, e-mail: [email protected]

[R] Resumo

Introdução?"B")+*%*C$DE!" &">& * $="/!,8*FG&*="&"H0F+*/$="=E!",&/&==F0*$="H$0$"$"+!>$ $" &"

&/*=I&="/%J-,*/$=A"9"6&=+&" $"K)& $" !"L$G*/)%$0"16KL4"M!0,&/&"*,M!0>$DI&="*>H!0+$,+&=",$"$G$%*$DE!" !=">&>N0!=" *,M&0*!0&=A"B==*>5"!="!NO&+*G!=" !"H0&=&,+&"&=+) !"M!0$>"G&0*8*/$0"$"/!,8*$N*%* $ &" !"6KL5"/!,M!0>&"0&$-%*C$ !" ,$" /%J,*/$5" &" $,$%*=$0" )>$" M!0>$" &" >*,*>*C$0" $" *,+&0M&0P,/*$" !" $G$%*$ !0A"Materiais e métodos:

Q$0+*/*H$0$>" !"&=+) !"RS"*, *GJ )!="1TU"HV=45"=&%&/*!,$ !="H!0"/!,G&,*P,/*$A"9"6KL"M!*"$H%*/$ !" &"M!0>$" independente por dois examinadores experientes na realização do teste, o qual foi realizado apenas uma vez &>"/$ $"HV5")+*%*C$, !;=&")>"H$()J>&+0!" &"H%F=+*/!A"3!*"0&$%*C$ $")>$"$,F%*=&" &=/0*+*G$" !=" $ !=A"Q$0$" $G$%*$DE!" $"/!,8*$N*%* $ &"*,+&0&W$>*,$ !0&=5"M!*")+*%*C$ !"!"J, */&" &"/!00&%$DE!"*,+0$/%$==&"1XYYZ,[) e a *=/0&H\,/*$" $=">& * $="&,+0&"$G$%*$ !0&="M!*"$,$%*=$ $"H&%!"&00!"+JH*/!" $">& *DE!A"Resultados?"B">V *$"

&"!" &=G*!"H$ 0E!"H$0$"!"H0*>&*0!"&"=&]), !"&W$>*,$ !0"M!0$>"^5_"`"S5T"&"a5_"`"b5_">*%J>&+0!=A"9"+&=+&"$H0&-=&,+!)"&W/&%&,+&"/!,8*$N*%* $ &"*,+&0&W$>*,$ !0"1XYY"c"U5aT4A"9"&00!"+JH*/!" $">& *DE!"M!*"d5Re">*%J>&+0!=A"

(2)

302

Conclusão?"9="H0!/& *>&,+!="H$0$">*,*>*C$0"$"*,+&0M&0P,/*$" !"$G$%*$ !0"0&=)%+$0$>5"/!,+0$ *+!0*$>&,+&5"

&>")>$"H*!0$" !="J, */&=" &"/!,8*$N*%* $ &A"9"6KL"H! &"=&0"=*>H%*8*/$ !"H!0">&*!" !")=!" &"*,=+0)>&,+!=" /!>),=",$"/%J,*/$"&"0&]*=+0$ !"$"H$0+*0" &")>$"f,*/$">& * $A".&=>!"$H0&=&,+$, !"N!$"/!,8*$N*%* $ &5"!" 6KL"$H0&=&,+$")>"&00!"+JH*/!" $">& * $5"()&" &G&"=&0"%&G$ !"&>"/!,=* &0$DE!"H$0$"$"+!>$ $" &" &/*=E!A" .) $,D$=",!"+&=+&5"H!0"G&C&=",&/&==F0*$="&>")>"$>N*&,+&"/%J,*/!5" &G&0E!"=&0"$,$%*=$ $="()$,+!"g"/!,=&0-vação de suas propriedades.

[P]

Palavras-chave?"h&H0! )+*N*%* $ &" !="+&=+&=A"iW$>&"8J=*/!A"QVA"

[B]

Abstract

Introduction: Reliable and practical measures are necessary for making clinical decisions. The Navicular Drop

Test (NDT) provides important information during evaluation of lower limbs. The purpose of the present ar-ticle was to assess the psychometric properties of NDT as usually done in clinical environment, and to analyze a way to minimize the evaluator interference. Materials and methods: Fifteen people (30 feet), selected by convenience, participated. The NDT was performed independently by two investigators experienced in the test realization. The test was performed once in each foot, using a plastic caliper. Descriptive analysis of data was done. In order to evaluate the inter-examiner reliability, intraclass correlation index (ICC ,!) was used. The

divergence between the measures was examined by the typical error measurement. Results: The mean and "#$%&$'&(&)*+$#+,%(-,'(#.)(/+'"#($%&(")0,%&()1$2+%)'(3$"(456(7(859($%&(:56(7(;56(225(<.)(#)"#(".,3)&()10)==)%#( +%#)'>)1$2+%)'(')=+$?+=+#@(ABCC(D(E5:9F5(<.)(#@G+0$=()'','(,-(2)$"H')2)%#(3$"(I5JK(225(Conclusion: The pro-cedures to minimize the interference of evaluator, paradoxically, showed worse indices of reliability. The NDT 0$%(?)("+2G=+/+)&(?@(H"+%L(0,22,%(0=+%+0$=(#,,="($%&(')0,'&)&(-',2($("+%L=)(2)$"H')5(M*)%(#.,HL.(+#(".,3)&( a good reliability, the NDT contains a typical error of measurement which has to be considered for decision making. Changes in the test, sometimes required in a dynamic clinical environment, should be analyzed for maintenance of test properties.

[K]

Keywords: Reproducibility of results. Physical examination. Foot.

&")>$"*,+&0G&,DE!A"2>"*, *GJ )!"H! &5"H!0"&W&>H%!5" frustrar-se com resultados aparentemente negativos de uma intervenção que, de fato, foi efetiva, ou acre-ditar na evolução de um tratamento de uma condição que está estagnada (1). Segundo Lunes et al. (4), a &=/$==&C" &"+&=+&="/!,8*FG&*="H! &"&WH%*/$0"H!0"()&" existem poucos resultados de estudos que conseguem $==!/*$0"$%+&0$DI&="H!=+)0$*="$"%&=I&="!)" *=M),DI&=" >)=/)%!&=()&%V+*/$="&=H&/J8*/$=A"

2>"+&=+&"GF%* !"&"/!,8*FG&%"()&"V"M$/*%>&,+&"0&$-%*C$ !",$"/%J,*/$"8*=*!+&0FH*/$"V"!"+&=+&" $"()& $" !" ,$G*/)%$0"16KL4"1S4A"B%V>" &"$H0&=&,+$0"H0!H0*& $-des de medidas adequadas, são disponibilizados na %*+&0$+)0$"!=" $ !=",!0>$+*G!="H$0$"!"6KL"1e5"_;RU4A" 9"6KL">& &"!" &=%!/$>&,+!"G&0+*/$%" $"+)N&0!=*-dade do navicular durante a descarga de peso e pode ser utilizado para avaliar a quantidade de pronação da articulação subtalar (9, 11). Dessa forma, a utiliza-ção desse teste contribui para a análise do movimento !="HV="&"H$0$"!"&,+&, *>&,+!" &"$%])>$=" *=M),DI&=" Introdução

9"$+&, *>&,+!" &")>"H$/*&,+&"H!0"H0!8*==*!,$*=" de saúde envolve a realização de uma avaliação para * &,+*8*/$0"H0&O)JC!="=!N0&"$"M),/*!,$%* $ &5"!, &"=E!" &W&/)+$ !="+&=+&="/%J,*/!="1R4A"

Para que um teste possa ser utilizado clinicamen-+&5"&%&" &G&"=&0"GF%* !"&"/!,8*FG&%A"#$%* $ &"V"$"/$H$-/* $ &" &")>"+&=+&">& *0"$()*%!"()&"&%&"=&"H0!HI&" $">& *0"1d4A"Y!,8*$N*%* $ &5"H!0"=)$"G&C5"0&M&0&;=&" g"/$H$/* $ &" &"0&H0! )C*0"!=">&=>!="&=/!0&="&>" 0&H&+* $="$ >*,*=+0$DI&=" &")>"+&=+&"()&"$G$%*$")>$" G$0*FG&%"()&"=&">$,+V>"/!,=+$,+&"1T4A"B"/!,8*$N*%* &"V")>"H0V;0&()*=*+!"H$0$"$"G$%* $ &"1d4A" B" /!,8*$N*%* $ &" V" M), $>&,+$%" H$0$" $" H0F+*/$" /%J,*/$"1d4A"2>"+&=+&"()&"$H0&=&,+&"G$%!0&=" *=+*,+!=" &>">&,=)0$DI&="=)N=&()&,+&=",E!"H&0>*+*0F" &+&0->*,$0"=&"!"*, *GJ )!"$G$%*$ !"$H0&=&,+$")>"G$%!0" $,!0>$%A"2>$">& * $"H!)/!"/!,8*FG&%"H! &0F"%&G$05" +$>NV>5"$"M$%=$="/!,/%)=I&="$"0&=H&*+!" !="0&=)%+$ !="

(3)

303

Figura 1 - Fotos ilustrativas do teste da queda do navicular. A) Subtalar em neutro. B) Altura da marcação du-rante o duplo apoio

eminente da tuberosidade do navicular foi marca-da com um pequeno ponto utilizando uma caneta &=M&0!]0F8*/$"$C)%A"B"$0+*/)%$DE!"=)N+$%$0"M!*5"&,+E!5" /!%!/$ $"&>",&)+0!"H&%!">V+! !" &"H$%H$DE!" !"+F%)=" (11) (Figura 1A) e a distância vertical da marcação da tuberosidade do navicular ao solo foi mensura-da. A posição neutra da articulação subtalar foi con-siderada quando o avaliador, ao inverter e everter o HV" !"H$0+*/*H$,+&5"H$%H$G$"!"+F%)="*])$%>&,+&">& *$%" e lateralmente (11).

BH7="$"H0*>&*0$">&,=)0$DE!5"!"*, *GJ )!"M!*"*,=-+0)J !"$"8*/$0" &"HV5"&>" )H%!"$H!*!5"&>")>$"=)H&0-8J/*&"8*0>&5"H&0>*+*, !"$!"HV"=$*0" $"H!=*DE!",&)+0$" (Figura 1B). A altura da tuberosidade do navicular em relação ao solo foi, então, novamente medida. A di-ferença entre as duas medidas foi registrada em mi-%J>&+0!="1RU5"Rd5"R_4A

Teste da Queda do Navicular Adaptado (TQNA)

Foi utilizada a tuberosidade do navicular como 0&M&0P,/*$"H$0$"!">!G*>&,+!" !"HV5">$=5"$!"*,GV=" de posicionar a articulação subtalar em neutro na H!=+)0$"=&,+$ $5"!"HV"M!*">$,+* !"&>")>$"H!=*DE!" relaxada, sem descarga de peso e sem a interferência associadas a essa dinâmica. Existem estudos que

su-]&0&>"!")=!" !"6KL"H$0$"$"+0*$]&>" &"$+%&+$="/!>" risco de lesão do ligamento cruzado anterior (7, 12, 13). Considerando que, em termos biomecânicos, o /!0H!"-)>$,!"V")>"/!>H!=+!">)%+*==&]>&,+$0"()&" $H0&=&,+$"*,+&0$DI&=",E!"$H&,$="&,+0&"0&]*I&="$ -O$/&,+&=5">$="+$>NV>"&,+0&"H$0+&=" *=+$,+&=5"&"()&" &==$="*,+&0;0&%$DI&="H! &>"&W&0/&0"*,8%)P,/*$",!=" =*,+!>$=">)=/)%!&=()&%V+*/!=" !="*, *GJ )!="1Rb45" !"6KL"H! &"=&0"&>H0&]$ !5"*,/%)=*G&5",$"$G$%*$DE!" &"*,+&0H0&+$DE!" &" *=M),DI&=" *=+$*="$!="HV="1RS4A

Q$0$")>$">& * $"=&0" *M), * $5"&,+0&+$,+!5"$%V>" &"GF%* $5"/!,8*FG&%"&"0&%&G$,+&5"&%$" &G&"=&0"+$>NV>" prática e rápida. Testes precisos e fáceis de serem empregados tornam mais ágeis os procedimentos de avaliação e o monitoramento dos efeitos da inter-venção, contribuindo, assim, para sua consolidação na prática (1, 3).

9" 6KL" V" )>" +&=+&" H0F+*/!5" /!,+) !5" /!,M!0>&" descrito na literatura, deve ser obtido por meio da >V *$" &"+0P=">& * $="1e4A"9)+0$"&W*]P,/*$"V"()&"!" avaliador posicione a articulação subtalar do paciente ,$"H!=*DE!",&)+0$"1RR4A"9">V+! !" &"H!=*/*!,$>&,-to da subtalar em neutro pela palpação do tálus foi desenvolvido para agilizar o processo de avaliação, &,+0&+$,+!5"&==&">V+! !"0&()&0"%!/$%*C$DE!" &"&=-truturas ósseas pelo tato, o que envolve componen-+&="=)NO&+*G!=" &"$G$%*$DE!A"i=+) !="H0!HI&>"()&5" quanto menor o número de procedimentos, maior a facilidade de emprego de um teste e que, quanto me-nor a interferência do examinador, maior a precisão $">& * $"1Re4A"

É atual a discussão sobre melhorias na utiliza-DE!" !"6KL"1S4A"B"$G$%*$utiliza-DE!"&"!"$H0*>!0$>&,+!" !=" H0!/& *>&,+!=")+*%*C$ !=",$"H0F+*/$"/%J,*/$"M$C&>" H$0+&" !">V+! !"/*&,+J8*/!"&"=E!"*>H!0+$,+&="H$0$"$" evolução dos cuidados em saúde. Assim, o objetivo !"H0&=&,+&"&=+) !"M!*"G&0*8*/$0"=&"$"/!,8*$N*%* $ &" !" 6KL" &=/0*+$",$"%*+&0$+)0$"V"0&H0! )C* $"/!,M!0>&" ,!0>$%>&,+&"0&$%*C$ !",$"/%J,*/$5"&"+&,+$0" &=&,-volver uma forma de minimizar a interferência do avaliador durante a realização do teste.

Materiais e métodos

Teste da Queda do Navicular (TQN)

Com o participante em posição sentada com os HV="$H!*$

(4)

!=",!"/-E!5"$"0&]*E!"H$%HFG&%">$*="H0!-304

Instrumentos

Para a avaliação da altura da tuberosidade do ,$G*/)%$0"$!"=!%!5"M!*")+*%*C$ !")>"H$()J>&+0!" &" plástico (da marca Vonder), mantido perpendicular $!"=!%!5"/!>"=&)"N0$D!"8*W!"&,/!=+$ !",$"=)H&08J/*&" &"$H!*!A"9"N0$D!">7G&%" !"H$()J>&+0!"M!*"&%&G$ !" $+V"$">$0/$DE!" $"+)N&0!=* $ &" !",$G*/)%$0"&"M!*" registrado o valor determinado pela abertura dos braços do instrumento.

Análise dos dados

Foi realizada a análise descritiva da tendência cen-tral dos dados e da variância da amostra por meio $">V *$"&" !" &=G*!"H$ 0E!" $=">& * $=" !"6KL"&" !"6KLB"H$0$"$"H!H)%$DE!"&=+) $ $"&" $=">& * $=" separadas de cada examinador. Para a análise da am-plitude de valores das medidas, foram registrados os G$%!0&=">FW*>!"&">J,*>!"!N+* !="H$0$"$=">& * $=" !"6KL"&" !"6KLBA

9="&00!="=*=+&>F+*/!=" $=">& * !0&="M!0$>"$G$%*$ !="H!0">V+! !="G*=)$*=" &"$,F%*-=&"&>"]0F8*/!=" &"%*,-$"H%!+$ !=",!"iW/&%"dUUU"1T45" /!,8*0>$ !="H&%$"$,F%*=&" &"G$0*\,/*$"H$0$">& * $=" 0&H&+* $="1BL9#B4"0&$%*C$ $",!"jQjj"RSAUA"3!0$>" /!,=* &0$ $=" *M&0&,D$="=*],*8*/$+*G$="()$, !"!"H"k" 0,05. A ausência de erros sistemáticos de medida M!*"&=+$N&%&/* $"()$, !"G&0*8*/$ $"$)=P,/*$" &"G$-0*$DI&="/!,=*=+&,+&="&,+0&"$=">& * $=" !="&W$>*-,$ !0&=",!="]0F8*/!=" &"%*,-$"$==!/*$ $"g"$)=P,/*$" &" *M&0&,D$="=*],*8*/$+*G$="&,+0&"$=">& * $=" !=" examinadores (3). 3*,$%>&,+&5"H$0$"$"$G$%*$DE!" $"/!,8*$N*%* $ &5"M!*" $,$%*=$ !"!"J, */&" &"/!00&%$DE!"*,+0$/%$==&"1Two-way

mixed, absolute agreement, ICCZ,[) e seu intervalo de /!,8*$,D$"1R^4A"3!*"/!,=* &0$ $"N!$"/!,8*$N*%* $ &" para o teste ICC maiores que 0,8 (2). A discrepância das medidas entre avaliadores, denominada erros $%&$+70*!=5"M!*"$G$%*$ $"H!0">&*!" !"&00!"+JH*/!"1&00!" H$ 0E!" $">& *DE!4"&"H&%!"/!&8*/*&,+&" &"G$0*$DE!5" !"()$%"/!,=*=+*$" !"&00!"+JH*/!5" *G* * !"H&%$">V *$" da população.

Resultados

B">V *$"1x4"&"!" &=G*!"H$ 0E!" $">V *$"1 H4"H$0$" $=">& * $=" !"6KL"&" !"6KLB"H$0$"$"H!H)%$DE!"&>" do avaliador; ou seja, a diferença fundamental entre o

6KL"&"!"6KLB"&=+F",$"=)H0&==E!" !"H!=*/*!,$>&,+!" da subtalar em neutro. Foi, então, mensurada a dis-tância da tuberosidade do navicular ao solo.

A diferença entre as medidas na posição assenta-da, sem interferência do examinador, e em ortostatis-mo com descarga de peso foi calculada e registrada &>">*%J>&+0!=5"=&, !" &,!>*,$ !"6&=+&" $"K)& $" do Navicular Adaptado.

Avaliadores

Dois avaliadores, graduados em Fisioterapia, com mais de quatro anos de experiência em análise de >$0/-$"&"$H%*/$DE!" !"6KL5"0&$%*C$0$>"!="+&=+&=" &" forma independente em todos os participantes do &=+) !A"B"8*>" &"H$ 0!,*C$0"$"0&$%*C$DE!" !="+&=+&=5"!=" dois avaliadores foram orientados a ler e a seguir as !0*&,+$DI&="$H0&=&,+$ $="$,+&0*!0>&,+&A"i,+0&+$,+!5" não foi realizado um treinamento conjunto para a padronização de suas medidas. Para evitar o conta-to entre os examinadores, os procedimenconta-tos foram realizados em salas distintas.

Amostra

A seleção da amostra foi realizada por conveni-ência. Participaram deste estudo 15 voluntários (30 HV=45">$*!0&=" &"R^"$,!=5" !="H&%!="H&=()*=$ !0&="&>"/%J,*/$="&"),*G&0=* $ &=" &"8*=*!+&0$H*$" $"/* $ &" &"<&%!"l!0*C!,+&m.:A"9=" *, *GJ )!="/!>"-*=+70*$" &"%&=E!"!)" !0",!="HV="M!0$>" &W/%)J !=A"6! !="!="G!%),+F0*!="$==*,$0$>")>"+&0>!" de consentimento livre e esclarecido concordando em participar do estudo.

Procedimentos

Cada medida foi realizada apenas uma vez pelos examinadores. Havia um intervalo para apagar a mar-cação da tuberosidade do navicular antes da realiza-ção das medidas pelo próximo examinador. A ordem &"0&$%*C$DE!" !"6KL"&" !"6KLB5"N&>"/!>!"$"!0 &>" dos avaliadores foi determinada de forma aleatória (sorteio) para cada sujeito. Um avaliador não teve contato com as medidas realizadas pelo outro !0"$+V"!"+V0>*,!" &"+! !="!="H0!/& *>&,+!=A

(5)

305

Tabela 1 - Média e desvio padrão dos dados referentes ao

teste da queda do navicular (TQN) e ao teste da queda do navicular adaptada (TQNA) (em mm)

TQN TQNA

População 9,0 (4,9) 7,4 (2,6)

Avaliador 1 8,7 (5,3) 7,2 (3,1)

Avaliador 2 9,7 (4,7) 7,5 (3,0)

Fonte: Dados da pesquisa.

Tabela 2 - Índice de Correlação Intraclasse (ICC2,1) e Intervalo de Confiança (IC)

ICC2,1 IC

Medida 1 (neutro) 0,924 0,841 - 0,963

Medida 2 (em posição sentada) 0,953 0,892 - 0,979

Medida 3 (em posição ortostática) 0,928 0,824 - 0,968

TQN 0,931 0,848 - 0,968

TQNA 0,541 0,041 - 0,781

Fonte: Dados da pesquisa.

Legenda: Medida 1 = medidas da altura da tuberosidade do navicu-lar ao solo com a subtanavicu-lar em neutro; Medida 2 = medida da altura da tuberosidade do navicular ao solo com o pé relaxado sem descarga de peso; Medida 3 = medida da altura da tuberosidade do navicular ao solo em ortostatis-mo com o pé relaxado e com descarga de peso; TQN = Teste da Queda do Navicular; TQNA = Teste da Queda do Navicular Adaptado.

Gráfico 1 - Medidas da altura da tuberosidade do navicular ao solo dos avaliadores 1 e 2. A) Medida 1 = altura da tuberosidade do navicular ao solo com a subtalar em neutro; B) Medida 2 = altura da tuberosidade do navicular ao solo com o pé re-laxado, com o indivíduo em posição sentada; C) Medida 3 = altura da tuberosidade do navicular ao solo com o indivíduo em pé

Fonte: Dados da pesquisa.

15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 30 Altura (mm) Participante Medida 1 A 25 20 35 30 45 40 55 50 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 30 Altura (mm) Participante Medida 2 15 10 25 20 35 30 45 40 55 50 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 30 Altura (mm) Participante Medida 3 B C Avaliador 1 Avaliador 2 6KLBA"9"/!&8*/*&,+&" &"G$0*$DE!"&,+0&"$=">& * $=" !="&W$>*,$ !0&="M!*" &"U5db"H$0$"!"6KL"&" &"U5T^" H$0$"!"6KLBA

estudo, bem como a x e o dp para as medidas do pri-meiro e segundo avaliador encontram-se registrados na Tabela 1.

9="G$%!0&=" !"6KL"G$0*$0$>" &"n"T5S"$"Ra">>"&" !="G$%!0&=" !"6KLB5" &"U"$"Rb5S">>A

LE!"M!0$>"!N=&0G$ !="H$ 0I&=" &"/!>H!0+$>&,+!" para as diferenças entre as medidas dos examinado-0&=",$"$,F%*=&"G*=)$%" !="]0F8*/!=" &"%*,-$"1:0F8*/!"R4" !)" *M&0&,D$="=*],*8*/$+*G$="&,+0&"$=">& * $=" !=" !*=" avaliadores (p > 0,05), indicando a não existência de erros sistemáticos de medidas interexaminadores.

9"XYYZ,["&"=&)"X,+&0G$%!" &"Y!,8*$,D$"1XY4"H$0$" as medidas realizadas encontram-se dispostas na Tabela 2, juntamente com o ICCZ,[" &" XY" !" 6KL" &" !"6KLBA

9"&00!"+JH*/!"&,+0&"$=">& * $=" !="&W$>*,$ !-0&="M!*" &"d5Re">>"H$0$"!"6KL"&" &"d5^">>"H$0$"!"

(6)

306

>& * $" !"6KL"H$0$")>$"H!H)%$DE!"=$) FG&%"=E!" de 7,3 ± 3,8 mm (5), ou seja, uma queda do navicu-%$0" &"$+V"RR5R">>"H! &"=&0"/!,=* &0$ $"$ &()$ $" dentro de uma distribuição normal, ponderando um desvio padrão. Valores maiores que esse tendem a serem considerados como fatores de risco para al-])>$="%&=I&=A"i,+0&+$,+!5"/!>!")>"$G$%*$ !0"H! &" *G&0]*0"&>"=)$">& * $"&>"d5R">>"1&00!"+JH*/!" $" medida), acrescenta-se a esse valor extremo de 11,1 mm, mais 2,1 mm, de forma que um atleta com um &=/!0&" &"RT5d">>",!"6KL5"&>")>$"+0*$]&>"/%J,*/$" ou esportiva, poderá, ainda, ser normal.

Assim, sugere-se que a medida isolada de um teste ,E!"=&O$")+*%*C$ $"H$0$"$"+!>$ $" &" &/*=E!"/%J,*/$A" Q$0$">*,*>*C$0"$"*,8%)P,/*$" !"&00!"+JH*/!" $">& *DE!5" pode-se associar os resultados de diferentes testes M&*+!=" )0$,+&"$"$G$%*$DE!"/%J,*/$"H$0$"$"+!>$ $" &" decisão. Em outras palavras, um atleta que apresen-+&")>$">& * $",!"6KL" &"RT5d">>" &G&0F"+&0"&==&" resultado analisado conjuntamente com sua história H0&]0&==$5"=*,+!>$+!%!]*$5",JG&%" &"$+*G* $ &"8J=*/$" (atual e futuro) e com a análise visual qualitativa das /$0$/+&0J=+*/$=" &"=)$">$0/-$5"$"8*>" &"=&" &+&0>*,$0" o risco de ele apresentar alguma lesão.

Brody (11), em um dos primeiros estudos realiza-dos para se avaliar a queda do navicular, propôs que uma diferença maior que 15 mm deveria ser consi-derada como uma pronação excessiva. Todavia, ele ,E!"M!0,&/*$" $ !="H$0$"=)H!0+$0"&==$"$8*0>$DE!5"$" qual foi, por consequência, questionada em traba-lhos futuros (5, 9). Uma queda do navicular de 13,2 >>5"/!>!"$"&W&>H%*8*/$ $"$,+&0*!0>&,+&5"V"$/&*+FG&%" dentro das premissas iniciais de Brody (11) e pode =&0"!)",E!"()$%*8*/$ $"/!>!"$/&*+FG&%5" &H&, &, !" $"=*+)$DE!"/%J,*/$"&=H&/J8*/$5"/!,=* &0$, !"!="0&=)%-tados encontrados no presente estudo.

3!*"!N=&0G$ !")>"$%+!"J, */&" &"/!,8*$N*%* $ &" interexaminador para todas as medidas da altura do navicular analisadas de forma isolada, com o ICC va-riando de 0,924 a 0,953. Sell et al. (10) encontraram resultados semelhantes para as medidas interexami-nadores da altura do navicular em repouso (ICCoZ,[p"c" 0,95) e com a subtalar em neutro (ICCoZ,[p"c"U5ad4A" 9="$%+!="J, */&=" &"/!,8*$N*%* $ &" &==$=">& * $=" demonstram que os procedimentos de marcação e mensuração da altura da tuberosidade do navicular ao solo, bem como do posicionamento da subtalar em neutro são consistentes.

9"XYY"*,+&0&W$>*,$ !0"H$0$"!"6KL",!"H0&=&,+&" &=+) !"M!*" &"U5aTRA"6&=+&="/!>"/!,8*$N*%* $ &">$*!0" Discussão ! "#$%$&'$! $%'()*! +(%,*(! -$#./.,0#! %$! 0! ,*&-/.0+.1.)0)$!)$!(2!'$%'$3!#$"*#'0)0!"$10!1.'$#0'(#0! ,.$&'4/.,0!56783!%$#.0!01,0&90)0!"*#!)*.%!0-01.0)*#$%! $:"$#.$&'$%3!#$01.;0&)*<*!,*&=*#2$!>!$:$,('0)*!$2! %(0%!#*'.&0%3!$!%$!(2!&*-*!'$%'$!2*)./.,0)*!0"#$-sentaria medidas apropriadas para ser emprega-do clinicamente.

%!-01*#$%!2>).*%!)*!?@A!"0#0!0!02*%'#0!$%'(-dada, considerando as medidas realizadas pelos dois examinadores, foram de 9,0 ± 4,9 mm. Esses valores são condizentes com os encontrados em estudos nor-20'.-*%!)*!?@A3!B($!-0#.02!)$!C!0!D!223!,*2!)$%-.*! padrão de 3 a 4 mm (5, 7-10).

Não foram observados erros sistemáticos para 0%!2$).)0%!#$01.;0)0%E!A*!?@A!)0!=*#20!"#*"*%'03! o erro sistemático poderia ter advindo do posiciona-mento e da leitura do instruposiciona-mento de medida. Allen et al. (7) utilizaram um outro tipo de instrumento, 20.%!,*2"1$:*3!"0#0!"0)#*&.;0#!0!2$).)0!)*!?@AE! F&'#$'0&'*3!*!"0B(42$'#*!)$!"1G%'.,*3!(2!('$&%41.*! simples e de baixo custo, não se mostrou uma fonte de erros sistemáticos.

H!#$01.;09I*!)$!0"$&0%!(20!2$).)0!>!,*%'(2$.-#0!&0!"#G'.,0!,14&.,0!5J8E!K(0!-0&'0L$2!>!0(2$&'0#!0! praticidade do teste ao agilizar a mensuração. Essa =*#20!)$!"#*,$)$#!&I*!,*2"#*2$'$(!0!,*&/.0+.1.)0)$! )*!?@A3!"*.%!2$%2*!#$01.;0&)*!0"$&0%!(20!2$).)03! *%!4&).,$%!)$!,*&/.0+.1.)0)$!=*#02!0)$B(0)*%E!H%%.23! "*)$<%$!).;$#!B($!*%!"#*,$).2$&'*%!"0#0!*!?@A!2*%-'#0#02<%$!0"#*"#.0)*%!"0#0!*!$2"#$L*!,14&.,*3!2$%2*! B(0&)*!%.2"1./.,0)*%!&0!=*#20!)*!$%'()*!0'(01E

Todavia, todas as medidas estão sujeitas a erros 5J8E!M*.!*+%$#-0)*!(2!$##*!'4".,*!)0!2$).9I*3!*!B($! %.L&./.,0!B($!0!2$).)0!)*!?@A!)$!)*.%!0-01.0)*#$%3! para um mesmo participante do estudo, divergiu em 0"#*:.20)02$&'$!N36!22E! !,*$/.,.$&'$!)$!-0#.09I*! "0#0! *! ?@A! =*.! )$! NOP3! *! B($! .&).,0! B($! 0! 2$).-da interexaminadores apresentará uma dispersão ,*&%.)$#G-$1E!QG#.*%!"*&'*%!"*)$2!'$#!.&/1($&,.0)*! essa variação entre as medidas dos examinadores, como a localização e a marcação da tuberosidade do navicular (19).

A divergência de medidas interavaliadores não invalida o teste, mas deve ser considerada durante 0!%$1$9I*!)$!(20!.&'$#-$&9I*E!R*#!$:$2"1*3!*!?@A! pode ser utilizado para a triagem de atletas com ris-,*!)$!0"#$%$&'0#!01L(20%!1$%S$%!56N3!6J8E!T*&=*#2$! ).%,('.)*3!*%!-01*#$%!2>).*%!$!*!)$%-.*!"0)#I*!)0!

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307

,14&.,*%3!20%!"$10!-0#.0+.1.)0)$!)0!"*"(109I*!$%'(-dada. Em uma população heterogênea, uma variação 20.*#!$&'#$!*%!#$%(1'0)*%!>!$%"$#0)03!$3!)$%%0!20&$.-ra, mesmo resultados discrepantes poderão ser con-%.)$#0)*%!,*&%.%'$&'$%E!U$%%0!=*#203!&I*!>!0)$B(0)*! #$10'0#!0!,*&/.0+.1.)0)$!)$!(20!2$).)0!,*&'4&(0!%.2-plesmente pelo ICC, pois, dependendo da amostra, essa porcentagem poderá ser superestimada.

T*2*!=*#20!)$!,*2"1$2$&'0#!*!VTT3!>!.2"*#'0&'$! B($!$%'()*%!)$!,*&/.0+.1.)0)$!0-01.$2!0!).%"$#%I*! dos valores das medidas repetidas na mesma unidade )*!.&%'#(2$&'*3!.%'*!>3!&*!,0%*!)*!?@A3!0!-0#.W&,.0! $2!2.142$'#*%E!H&G1.%$%!#$10,.*&0)0%!X!,*&/.0+.1.)0)$! que empreguem medidas na mesma unidade de me-dida do instrumento são importantes para determi-nar se, durante o tratamento, ocorreu uma mudança ,14&.,0!#$01!$2!(2!"0,.$&'$!5(20!2()0&90!%("$#.*#! 0*!$##*!'4".,*!)0!2$).)0!B($!=*.!#$"$'.)08!5N68E!

Dessa forma, o presente estudo empregou diversos '$%'$%!"0#0!0!0&G1.%$!)0!,*&/.0+.1.)0)$E!?*)0%!0%!0&G-1.%$%!)$!,*&/.0+.1.)0)$!=*#02!#$01.;0)0%!"0#0!*!?@A!$! "0#0!*!?@AH!"0#0!B($!$%%0%!)(0%!2$).)0%!"()$%%$2! %$#!,*2"0#0)0%!B(0&'*!X%!%(0%!"#*"#.$)0)$%E!K(#"#$-$&)$&'$2$&'$3!*!?@AH!0"#$%$&'*(!-01*#$%!".*#$%!$2! '$#2*%!)$!,*&/.0+.1.)0)$3!$2!#$109I*!0*!?@AE!

A partir desses achados, torna-se necessário sa-lientar a importância da análise metodológica da 2*)./.,09I*!)$!(2!"#*,$).2$&'*!)$!0-01.09I*!5*(3! por extrapolação, de uma intervenção), para que este possa ser utilizado de forma apropriada. É comum a adaptação de procedimentos descritos na literatura de 0,*#)*!,*2!0!#$01.)0)$!)$!'#0+01Y*!$2!).-$#%0%!,14&.- ,0%!)$!M.%.*'$#0".0!)*!Z#0%.1E![$%*1-$#!%.'(09S$%!"#*-blemáticas de forma criativa para agilizar e viabilizar 0!"#G'.,0!)$-$3!%.23!%$#!,*&%.)$#0)*!(2!2>#.'*!"0#0!*! seu autor; contudo, a resolução proposta deve ser tes-'0)0!B(0&'*!X!%(0!$=$'.-.)0)$3!#$%"$.'0&)*!"0#W2$'#*%! 2$'*)*1\L.,*%!,#.'$#.*%02$&'$!$%'."(10)*%E! !0'*!)$! realizar uma testagem rigorosa da mudança efetuada em um procedimento tenderá a aperfeiçoar a prática e torná-la mais correta no futuro.

Em 2008, McPoil et al. (5) publicaram um artigo ,*2!*!*+]$'.-*!)$!0"$#=$.9*0#!*!?@A!$!-01.)0#!$%%0! &*-0!2$).)0E!M*.!%(L$#.)*!(2!2>'*)*!)$!0-01.09I*! que retirava a subjetividade dos procedimentos de palpação da articulação subtalar e a imprecisão da marcação da tuberosidade do navicular por meio do #$L.%'#*!).L.'01!)0!.20L$2!)*!">3!,*&%.)$#0&)*!,*2*! #$=$#^&,.0!"0#0!*!2*-.2$&'*!)*!">!0!).2.&(.9I*!)0! 01'(#0!)*!)*#%*!)*!">!B(0&)*!*!.&).-4)(*!"0%%0-0!)0!

B($!73_!"*)$2!%$#!,*&%.)$#0)*%!)$!+*0!,*&/.0+.1.)0- )$!5N3!C8E!F&'#$'0&'*3!&$2!'*)*%!*%!$%'()*%!).%"*&4-veis na literatura apontam resultados similares aos $&,*&'#0)*%E!H!,*&/.0+.1.)0)$!.&'#0$:02.&0)*#!)*! ?@A!&*!$%'()*!)$!KY(1';!$'!01E!5N78!=*.!20.*#!B($!73D3! "*#>23!0!,*&/.0+.1.)0)$!.&'$#$:02.&0)*#!*+%$#-0)0! $2!%$(!$%'()*!"*)$!%$#!,*&%.)$#0)0!+0.:0!5$&'#$!73`C! $!73aC8E

A precisão dos resultados interexaminadores no presente trabalho, a qual diverge do estudo previa- 2$&'$!,.'0)*!5N783!>!(2!0,Y0)*!.&'$#$%%0&'$!,*&-siderando que os procedimentos propostos para o experimento atual almejavam simular um ambiente ,14&.,*E! %!4&).,$%!)$!,*&/.0+.1.)0)$!20.*#$%!B($!*%! descritos por Shultz et al. (20) podem ser decorren-tes da experiência na realização dos procedimentos por parte dos avaliadores (o estudo anterior, bem como outros relacionados ao assunto, utilizavam 0-01.0)*#$%!.&$:"$#.$&'$%8!5D3!678E!@(0&)*!*%!#$%(1-'0)*%!)$!,*&/.0+.1.)0)$!.&'#0$:02.&0)*#$%!).=$#$2! dos resultados interexaminadores, pode-se concluir B($!20.%!'#$.&02$&'*!5*(!$:"$#.^&,.08!>!&$,$%%G#.*! para melhorar a qualidade das medidas. Medidas )$!,*&/.0+.1.)0)$!.&'$#0-01.0)*#$%!0"#$%$&'02!2$-1Y*#$%!#$%(1'0)*%!B(0&)*!#$01.;0)0%!"*#!.&).-4)(*%! com mais tempo de experiência (20). A diferença de resultados entre avaliadores com e sem experiên-,.0!&*!,0%*!)*!?@A!"*)$!%$#!,#$).'0)0!X!,*1*,09I*! )0!%(+'010#!$2!&$('#*!"$1*!2>'*)*!)0!"01"09I*!$!X! 20#,09I*!)0!'(+$#*%.)0)$!)*!&0-.,(10#!5`3!6C3!6a8E

('#*! =0'*#3! $%'0'4%'.,*3! "*)$! '$#! ,*&'#.+(4)*! para a diferença de resultados entre estudos (18). Atualmente, não existe um consenso na literatura a respeito da melhor medida para a avaliação da ,*&/.0+.1.)0)$!5J8E! !VTT3!0"$%0#!)$!).=(&).)*!$!)$! "$#2.'.#!0!,*2"0#09I*!)0!,*&/.0+.1.)0)$!$&'#$!).=$-rentes instrumentos, se mostra incompleto e sujeito a variâncias da medida em amostras distintas. Um 2$%2*!.&%'#(2$&'*!('.1.;0)*!$2!)(0%!"*"(109S$%! apresentará ICC diferentes dependendo da variância )$!,0)0!02*%'#0!5N68E!H!,*&/.0+.1.)0)$!)$!2$).)0%! ).,*'b2.,0%! *(! *#).&0.%! >! -$#./.,0)0! "*#! 2$.*! )0! coincidência ou não dos resultados entre as mensu-#09S$%E!F2!2$).)0%!,*&'4&(0%3!*%!-01*#$%!)$!2$).)0%! subsequentes não irão coincidir exatamente, apenas %$!0"#*:.20#I*E!H!,*&/.0+.1.)0)$!)$!(2!'$%'$!,*&'4-&(*!%$#G!+0%$0)0!$2!B(0&'*!X%!2$).)0%!#$"$'.)0%! se aproximam e ainda podem ser consideradas equi-valentes. Todavia, o quanto de dispersão entre essas 2$).)0%!>!0,$.'G-$1!&I*!>!$%'0+$1$,.)*!"*#!,#.'>#.*%!

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"*%'(#0!%$&'0)0!"0#0!0!)$!">E!F%%$!2>'*)*!0%%$2$-lha-se, em parte, ao proposto no presente estudo, com *!.&,#$2$&'*!)0!=*'*L#0/.0!).L.'01E! !(%*!)$!.20L$&%! digitalizadas tende a ser cada dia mais comum na "#G'.,0!,14&.,0!$!0"#$%$&'0!(20!%>#.$!)$!+$&$/4,.*%3! como a possibilidade de se demonstrar visualmente os achados da avaliação ao paciente. Todavia, a ne-cessidade do aparato de uma câmera tem a desvanta-gem de aumentar o tempo gasto nos procedimentos de avaliação para se transferir a imagem para um ,*2"('0)*#!$!0&01.%G<10!$2!(2!"#*L#020!L#G/.,*! $%"$,4/.,*3!0*!"0%%*!B($!*!'$%'$!,14&.,*!%$2!*!(%*!)0! =*'*L#0/.0!"*%%.+.1.'0!0!-$#./.,09I*!)*%!#$%(1'0)*%!&0! hora, fato importante em uma prática que normal-mente demanda procedimentos ágeis. A possibilidade )$!%$!#$01.;0#!(2!'$%'$!,14&.,*!,*2!*(!%$2!(20!,W-2$#0!=*'*L#G/.,0!0(2$&'0!0!L020!)$!"*%%.+.1.)0)$%! "0#0!*!/.%.*'$#0"$('0!$!"*)$!%$#!0"#*"#.0)*!$2!(2! 02+.$&'$!,14&.,*!Y$'$#*L^&$*!$!).&W2.,*E Conclusão !?@A!"*)$!%$#!%.2"1./.,0)*!"*#!2$.*!)*!(%*!)$! .&%'#(2$&'*%!,*2(&%!&0!,14&.,0!j!,*2*!(2!"0B(4-2$'#*!)$!"1G%'.,*!j!$!#$L.%'#0)*!0!"0#'.#!)$!(20!k&.,0! medida, mesmo sem o treinamento padronizado de %$(!$:$,('*#3!)$%)$!B($!$%'$!'$&Y0!$:"$#.^&,.0!,14&.-,0E!d$%2*!0"#$%$&'0&)*!+*0!,*&/.0+.1.)0)$3!*!?@A! 0"#$%$&'0!(2!$##*!'4".,*!)0!2$).)0!$!(2!,*$/.,.$&'$! de variação apreciável, que devem ser levados em consideração para a tomada de decisão. A retirada de um procedimento comum no teste, relacionado ao posicionamento da articulação subtalar em neu-tro, não se mostrou apropriada; assim, esse procedi-mento deve ser mantido para que os valores do teste %$]02!,*&/.G-$.%E! %!"#*/.%%.*&0.%!)$-$2!'$#!,0('$10! ao alterar um procedimento descrito na literatura ,.$&'4/.,03!"*.%!$%%0!09I*!"*)$!)$%,0#0,'$#.;G<1*!$! alterar suas propriedades.

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