Caros Irmãos:
Apresentamos mais um Boletim da Chico, o de número 143, que nos traz, mais uma vez ao agradável convívio com os Irmãos.
Mesmo afastados do fraterno contato pessoal, em virtude da situação de pan-demia com que passamos, esta nos trouxe o bom benefício de podermos contatar virtualmente com Irmãos de praticamente todo o mundo através das inúmeras palestras que tem sido nos colocadas à disposição, com os mais diversos temas para enriquecimento da nossa cultura maçônica.
A grande maioria das Lojas tem realizado reuniões administrativas, embora as notícias são de que tem havido uma baixa participação dos membros de seus quadros, o que nos deixa preocupados em relação ao retorno das atividades em Loja, pois se, com a possibilidade de conviver com os Irmãos sem se ausentar de nossas residências, a participação não motiva e depois deste longo período de acomodamento, como será o retorno à frequência em Loja, em especial aos Ir-mãos que atualmente estão enquadrados nos grupos de risco. Por certo teremos que promover grande trabalho de recuperação. O futuro nos espera e vamos ter que contar com a participação efetiva de cada um de nós.
As Potências têm trabalhado em busca de uma solução para com os atuais recessos de maneira segura e fraterna, mas temos acompanhado nos Boletins internos das mesmas e nas redes sociais que temos Lojas realizando sessões de admissão e de passagens de graus, o que, logicamente, depende das legislações federal, estadual e municipal, no território de suas sedes e que estas normas es-tejam sendo literalmente cumpridas, para a saúde e segurança de seus membros. Trazendo importantes temas de Irmãos que se dedicam ao estudo e pesquisa e atendendo nosso objetivo de trazermos informações úteis a todos e divulgar nos-sa cultura maçônica, vos entregamos mais uma edição de nosso boletim virtual.
Com o TFA
Loja Francisco Xavier de Pesquisas Maçônicas - GORGS EDITORIAL: “Como Será o Retorno à Frequência em Loja”
INFORMATIVO CHICO DA BOTICA
Registro na ABIM nº. 18-B
AUG :. RESP :. LOJ :. “FRANCISCO XAVIER FERREIRA
DE PESQUISAS MAÇÔNICAS”AO GORGS
Ano 16, Edição nº. 143
Data: 31 de maio de 2020
Editorial: “Como Será oRetorno à Frequência em Loja”
U
SO DE TELEFONE CELULAR EM LO-JAS MAÇÔNICAS - Irmão José Aparecido dos San-tos- Pág. 21
H
UMILDADE MAÇÔ-NICA - Irmão Espe-dicto Figueiredo Rillo - Pág. 32
A
VINGANÇA E O PERDÃO - Irmão Cleiton Signor Paludo - Pág. 43
M
AÇONARIA CON-TEMPORÂNEA - ABORDAGEM HISTÓRICA - Irmão Hercule Spoladore - Pág. 5 a 94
S
oneto de 4ª Feira: APROVEITEM O TRANSCURSO ! - Irmão Adilson Zotovici - Pág. 10 5Nesta edição:
À GLÓRIA DO G
A D U
Fundada em 19 de novembro de 1995 Especiais: • Chico Social • Reflexões • Conhecimento • Notícias Rapidinhas"Sua visão se tornará clara somente quando você olhar
pa-ra o seu próprio copa-ração. Quem olha papa-ra fopa-ra, sonha;
quem olha para dentro, desperta”.
(Carl Jung)
CHICO DA BOTICA
USO DE TELEFONE CELULAR EM LOJAS MAÇÔNICAS
Não temos nada contra o uso de telefones celulares, sendo que este cabe exclusivamente até a entrada da Sala do Átrio, sendo uso na Sala dos Passos Perdidos e fora da Loja e Templo, mas nos deparamos com vários amigos, ir-mãos adentrando na Sala do Átrio e Templo, com bolsas, telefones no sistema vibra cal, no modo silencioso e constantemente buscando as mensagens que chegam em seu MSG, whatsApp ou seu Face book.
E este sistema do whatsApp, tem um som de assobio e outros de for-mas diferenciadas para alertar o seu proprietário, que chegou mensagem e isto vem quebrando a egrégora dentro dos Templos e tendo alguns amigos, irmãos, que esquecem seus celulares ligados e o som de chamada é constante, sendo uma quebra total do que estamos buscando evidenciar do porque estamos pre-sentes em Lojas e Templos Maçônicos, qual o significado do silêncio absoluto na busca do nosso eu interior.
Como também, tendo diversos amigos, irmãos, que deixam seus apare-lhos celulares em cima de suas mesas de trabaapare-lhos e olham o que vai ocorren-do dentro ocorren-do Templo e correm os deocorren-dos na tela, para buscar o que tem de men-sagens e esquecendo que estão em trabalho e não em festivas ou nos clubes de recreios!!
Será que os amigos, irmãos não poderiam deixar seus aparelhos desli-gados ou em suas pastas de trabalho na Sala dos Passos Perdidos?! Não seri-am melhor levar o Ritual do Grau, para seguir a ritualística da sessão?! E se-guindo a determinação do Venerável Mestre, quando abre a Sessão de Traba-lho – “Desde agora a nenhum Irmão é permitido falar ou passar de uma pa-ra outpa-ra coluna sem obter permissão, nem ocupar-se de assuntos proibi-dos pelas nossas Leis”.
É importante buscarmos o nosso eu interior e pensarmos que estamos em um grupo de amigos, irmãos que querem sentir o eu maçom na busca do segredo da vida, mas se houver quebra da egrégora por algum motivo, sairá sem motivação da continuidade e seria muito importante ter uma Loja melhor para todos, pensemos, reflitamos, sobre qual motivo entramos na Ordem Maçô-nica!!??
Que o Grande Arquiteto nos ilumine na busca do nosso eu maçom e nos aprimorando na essência espiritual e mental, da nossa condução dentro e fora dos Templos Maçônicos.
Loja Justiça nº. 12 - Oriente de Maringá - Paraná
Irmão José Aparecido dos Santos Conhecimento - Reflexão:
Junho é um mês cheio de signifi-cados nas mais diversas áreas, mas mais importante é a come-moração dos 3 dos santos mais populares do Brasil: (13) Santo Antônio, (24) São João e (29) São Pedro.
Muitas pessoas apenas celebram os santos nas famosas “Festas Juninas” trazidas pelos coloniza-dores portugueses, mas são pou-cos que realmente sabem e co-nhecem a história e tradição cató-lica por trás de cada um.
Fonte: Web
*Irmão José Aparecido dos Santos
JUNHO:
Membro Efetivo: 19- IRINEU ALVES DOS SAN-TOS FILHO
Membros Correspondentes: 02- JOSE CARLOS DE ARAÚ-JO
04- KYLE PÉRES DESLANDES MAFRA
16- PERI SILVEIRA
24- JOÃO BAPTISTA MORAES DE OLIVEIRA
Aniversariantes! Nossas Felicitações!!!
Página 3 Informativo CHICO DA BOTICA
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ojA
Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas MaçônicasA origem etimológica da palavra HUMILDADE é derivada do latim, de "humus" que designa terra. A palavra Homem, derivada do latim "homo", curiosamente, também tem a sua origem no termo "humus". Refere-se ao fato do Homem estar "rente a terra", "de pé no chão".
A Maçonaria não obriga que seus adeptos sejam humil-des. Porém, para a busca permanente do conhecimento, um dos objetivos da Sublime Ordem, é preciso que consci-entemente o Obreiro faça uma autoanálise quanto a Humil-dade que precisamos, sinceramente ter, possuir - ser humil-de! Para o Maçom, há o dever explícito de fortalecer a virtu-de da Humildavirtu-de (repulsa aos elogios falsos que visam à deturpação do comportamento) a fim de ser tolerante e po-der amar a si próprio e, consequentemente, ao seu próximo. Se a Maçonaria não exige, pelo menos ela aponta, ensi-na, demonstra, por toda a sua História através do conteúdo dos seus ritos, instruções e liturgia, alem dos exemplos em-butidos nos constantes ensinamentos. Porque ela vê a Hu-mildade como uma qualidade de quem age com simplicida-de, uma característica das pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência, vaida-de e soberba. A Humildavaida-de é um sentimento vaida-de extrema importância, porque faz o Maçom reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de vaidade e orgulho.
A Humildade é uma virtude louvada por filósofos, teólo-gos e moralistas. Ela surge em elevados tratados e nos con-selhos do nosso dia-a-dia. Ser humilde é algo unânime en-tre os povos. Uma frase de Santa Teresa D'Ávila (1515-1582) diz: "É uma grande virtude considerar todos melhores do que nós!"
Teoricamente, a Humildade é tida como uma qualidade muito positiva e benéfica, onde ninguém é pior ou melhor do que os outros. Todos estão no mesmo nível de dignidade, de cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade, como todo legítimo Maçom deve ser. Uma pessoa realmente hu-milde talvez tenha obstáculos para o sucesso, contrariando a sabedoria popular.
A Bíblia Sagrada, que é o Livro da Lei nas Lojas Maçôni-cas dos povos cristãos, e que a consideram como uma das Grandes Luzes da Maçonaria, tem inúmeras citações sobre a Humildade:
"Com toda a humildade e mansidão, com longanimi-dade, suportando-vos uns aos outros em amor." (Efésios 4:2)
"Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo." (Filipenses 2-3)
"Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exalta-rá." (Tiago 4:10)
"Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos." (Romanos 12:16)
"O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra, e vida." (Provérbios 22:4)
A Humildade tem sido, ao longo do tempo, um conceito pouco compreendido e muitas vezes associado a significa-do de subserviência, fraqueza, pobreza ou, até, à aparên-cia descuidada e despojada.
No Maçom genuíno a Humildade está inerente à cons-ciência do saber e a disponibilidade permanente para aprender com todos os seus pares, independente do seu grau de instrução, idade, profissão, religião ou classe soci-al, respeitando sempre diferentes pontos de vista. A Hu-mildade é importante no crescimento, não somente dentro da Ordem, como também pessoal, na sua vida cotidiana.
O Maçom que cultiva a Humildade sabe ouvir, sabe observar, aceita eventuais correções em seus procedimen-tos, não se esquiva das tarefas que lhes são atribuídas. Trata, com sinceridade, todos os Obreiros da Loja a qual pertence, com igualdade. É obediente, disciplinado, dedi-cado, colaborador, participativo e competente nos Augus-tos Mistérios da Sublime Ordem.
Ser humilde significa seguir a postura de quando per-guntado: "Que vindes fazer aqui?" responder com convic-ção, orgulho e humildemente: "Vencer minhas paixões, submeter minha vontade e fazer novos progressos na Ma-çonaria!"
Bem-aventurado o Maçom humilde que consegue ocul-tar a sua imensa vaidade sob o manto do orgulho estraté-gico.
Obras consultadas:
Gallagher, Steve - O Poder da Humildade
Karnal, Leandro - O Exercício da Humildade (Crônica) Keller, Werner - E a Bíblia Tinha Razão...
Leadbeater, Charles Webster - A Vida Oculta na Maço-naria
Pecci, Gioacchino - Leão XIII - A Prática da Humildade Pike, Albert - Moral e Dogma
Bíblia Sagrada
E. Figueiredo: Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 – (GLESP)
HUMILDADE MAÇÔNICA *Irmão Espedicto Figueiredo Rillo
O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade.
- Ano 16 Edição 143 – 31 Mai 2020 -
No último dia 20 de abril completei 7 anos de Ordem. Neste período pude ouvir e ler muitos trabalhos de grau, uma vez que desempenhei a função de secretário numa gestão.
Na sua maioria, os trabalhos repetem o que já está escrito nos rituais ou, somado a isso, cópias parciais ou totais de trabalhos extraídos da internet.
Tenho ouvido de alguns irmãos que a bibliografia para trabalhos é muito reduzida, sendo um dificultador para a elaboração dos mesmos.
Não quero emitir qualquer juízo de valor sobre os Ir-mãos que fazem trabalhos desta forma, mas sim demons-trar qual é o meu entendimento sobre o assunto.
Em todos meus trabalhos sempre expressei qual era meu sentimento e entendimento sobre o grau que estava sendo estudado. E vi também outros irmãos discorrerem desta forma, tendo um entendimento diverso do meu, o que demonstra que não existem verdades absolutas, mas sim diferentes formas de ver o mesmo assunto, o que de certa forma, enriquece a todos, cumprindo assim um ob-jetivo de nossa Ordem, que é promover o crescimento individual e coletivo de seus membros.
Encanto-me com os ensinamentos de nossa Ordem, que nos aprimora e nos torna seres humanos mais evolu-ídos, fazendo com que me sinta estimulado a continuar minha caminhada rumo ao topo da Escada de Jacó.
Tenho refletido sobre minha vida e minha evolução espiritual. Lembrei que quando mais jovem, na idade en-tre os 15 e os 20 anos, era comum eu querer vingar-me de algumas pessoas pelo fato de as mesmas terem feito algo que tenha me desagradado ou ofendido.
Hoje vejo como eu era imaturo e graças ao Grande Arquiteto do Universo pude evoluir e tornar-me um ser humano melhor!
Nossa Ordem muito tem me ajudado nessa evolução, pois tem me feito refletir sobre seus ensinamentos e de que forma posso aprender e evoluir.
Pois bem, no meu humilde entendimento, um dos prin-cipais ensinamentos é que não devemos nos vingar de ninguém!
O ato de vingar-se nos torna seres amargos, inferiores e pobres de espírito. Amargos porque a vingança não nos concede a paz de espírito que tanto faz bem a todos, sem a qual não conseguimos deitar e dormir!
Inferiores porque não igualamos ao outro, que está num estágio de evolução muitas vezes inferior ao nosso.
E o ato de vingança nos torna “juízes” que não somos e não temos o direito de ser. Cabe a cada um fazer seu auto-julgamento. A vida saberá nos cobrar isso.
Não estamos na “pele do outro” para saber o real motivo de seus atos. Muitas vezes depositamos confiança em algu-mas pessoas esperando que nos deem algo de bom em troca. Não estou falando de algo material.
E de forma inesperada, somos desapontados e ficamos frustrados com determinadas atitudes.
Pois bem, aprendi que ninguém pode nos oferecer o que não tem. Todos estamos em estágios muito diferentes de evolução e não podemos usar da vingança para nos eximir do dever de sermos seres humanos de verdade.
Contudo, tão importante quanto não se vingar, e talvez até mais, é o ato de praticar o perdão. Pois este, no meu entendimento, é um dos ensinamentos mais preciosos que nossa Ordem nos traz: devemos praticar o perdão!
Quando praticamos o perdão, de certa forma sabemos nos colocar no lugar do outro, e isso é um ato de humanida-de e humildahumanida-de.
Ao praticar o perdão estamos nos concedendo a paz. Muitas vezes o perdão talvez não signifique nada para quem nos ocasionou algo. Mas para nós certamente só fará bem! Ele demonstra nossa grandeza de espírito, pois nos colocamos no lugar do outro, não o julgamos e temos o exemplo do que não queremos ser ou praticar.
Na mais bela das orações, Jesus nos ensinou a mais de 2000 anos: “...perdoai nossas ofensas assim como nós per-doamos a quem nos tem ofendido...”.
Repetimos isso de forma tão automática que não perce-bemos o quão grande é este ensinamento.
Concluo dizendo que:
NÃO DEVEMOS NOS VINGAR! DEVEMOS PERDOAR!
E só teremos evoluído na senda maçônica se PRATI-CARMOS o perdão!
Porque todos nós merecemos viver em PAZ!
Irmão Cleiton Signor Paludo - Loja Concordia – Bento Gonçalves - RS
A VINGANÇA E O PERDÃO *Irmão Cleiton Signor Paludo
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Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas MaçônicasSe abordarmos a história da Maçonaria Contemporâ-nea, sem perquirir a respeito de suas origens, não pode-remos chegar a um consenso analítico final razoável.
Os homens das cavernas, talvez mesmo antes de do-minarem o fogo, inicialmente solitários e agressivos, por uma questão de necessidade e sobrevivência, tornaram-se tornaram-seres gregários, pois querendo ou não, tornaram-sempre depen-deram da cooperação dos demais componentes de suas tribos ou clãs.
Deixando as cavernas tornaram-se nômades para de-pois tornarem-se sedentários se agrupando em pequenos vilarejos, vilas cidades, metrópoles etc.
Para construir os locais onde pudessem habitar apare-ceu no decorrer do tempo quem os construísse, surgindo desta forma, os primeiros profissionais ainda que rudi-mentares dedicados à construção.
Se formos abordar o complexo e intrincado surgimento da Maçonaria no mundo, teremos que, em suas raízes destacar o importante papel das associações de constru-tores, bem como analisar como aconteceram os fatos sociais que deram origem à Maçonaria, e posteriormente ao Cooperativismo e mais recente, aos atuais Sindicatos, entidades estas que pelo menos em fase inicial de sua existência tiveram muito em comum, ou seja a necessida-de consequente do trabalho para subsistir, do auxílio mú-tuo e cooperação, vindo daí a relação empregados/ patrões; reis/súditos, escravos/senhores.
Depois, dentro do seu próprio contexto histórico cada qual destes segmentos seguiu seu caminho.
Este fenômeno social de gregarismo se aplica a toda a humanidade, e é inerente à raça humana. Simplesmente é assim.
Inicialmente havia cooperação e camaradagem, sinte-tizando mais um sentimento de agrupamento, para de-pois os grupos passarem a se organizar, em associações de defesa e proteção visando interesses mútuos, especi-almente nas profissões, mas também em outras ativida-des.
Entretanto, é no estudo da história do Império Romano que nos vem maiores indícios da “pré-história” da Ma-çonaria Operativa. Numa Pompilio(714 a 67l) A C, rei de Roma, sempre citado na literatura maçônica, por ter construído vários templos inclusive o de Janus, criou os
“collegia fabrorum” dos quais foram criados os “coleggia constructorum”.
Deduz-se, segundo alguns autores, porem sem provas definitivas, que estes colégios foram as sementes das futuras Lojas Maçônicas Operativas, mas não da Ma-çonaria tal qual a conhecemos hoje (1).
Numa Pompilio regulamentou a profissão de construtor, e também a organização dos cultos já que estes colégios eram impregnados de forte religiosidade ainda naquela época politeísta, e cita-se que também sob seu reinado, Roma teria sido urbanizada e as construções tiveram um grande desenvolvimento.
Os “collegiati” no ano 65 A.C. teriam sido dissolvidos por um senatus consulto por apresentar uma ameaça ao patriciado romano. O trabalho dos “collegiati” também decaiu em função do trabalho escravo e a importação de produtos oriundos do vasto império romano.
As legiões romanas nas suas conquistas, destruíam tudo, mas levavam os “collegiati”, ou seja os construto-res, para reconstruir o que fosse destruído.
Entretanto, existem trabalhos de autores maçônicos que contestam a existência dos “collegia fabrorum”, bem como que Numa Pompilio teria sido rei de Roma, já que não existem fontes primárias que comprovem este fato.
Todavia, se seguirmos as citações de outros autores maçônicos, estes “collegiati” teriam existido, eles teriam se espalhado por todos os territórios romanos, inclusive os conquistados, sendo que muitos desapareceram, porem outros permaneceram e participaram da trajetória históri-ca na arte da construção em direção à Maçonaria Medi-eval.
Depois vieram os Mestres Comacinos (2) que surgi-ram em Como na Lombardia, que esurgi-ram arquitetos constru-tores e hábeis esculconstru-tores, sendo reconhecidos e regula-mentados profissionalmente pelos reis longobardos pelo édito de Rotari em 634 D.C. e Liutprando em 713 D.C. Es-tes Mestres foram responsáveis pela Arte Romântica, que precedeu a Arte Gótica.
Já em plena Idade Média, antes de aparecer a Maço-naria Operativa ou MaçoMaço-naria de Ofício, entrando em evidência a Arte Gótica, quando começaram a ser constru-ídos muitos conventos igrejas catedrais e palácios, neste período foram importantes as Associações Monásticas MAÇONARIA CONTEMPORÂNEA - ABORDAGEM HISTÓRICA
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principalmente constituídas pelos Beneditinos e Cister-cences, que eram clérigos, experientes projetistas e geômetras, excelentes oficiais na arte de construir. Do-minaram o segredo da construção por muito tempo, o qual ficou inicialmente restrito aos conventos.
Diz-se que os termos “Venerável Mestre” e “Venerável Irmão”(3) já eram usados pelos abades do século VI, e que nós os maçons atuais, os emprestamos, aliás como praticamente tudo na Maçonaria foi trazido de fora, isto é, copiado.
E assim os Monásticos com seus conhecimentos monopolizaram por longo tempo a arte de construir guar-dando para a sua Agremiação, os seus segredos.
Entretanto eram obrigados a contratar profissionais leigos, pois a demanda cada vez maior de construções e serviços secundários assim o exigia. Estes profissionais foram aprendendo com estes clérigos e com o tempo em face da decadência da fase Monástica, constituíram as Confrarias Leigas.
Entretanto, ressalte-se que influência destes clérigos foi muito grande pois infundiram ensinamentos importan-tes na arte de construir, bem como princípios religiosos nas escolas e oficinas de arquitetura.
Sabe-se que cada Corporação de Construtores tinha o seu Santo padroeiro (4), isto na Maçonaria Operativa que era totalmente católica, a qual recebeu por esta razão forte influência do clero. Os Beneditinos (Ordem de São Bento fundada por São Bento em 529 D.C. e os Cistercences os monges de Císter França -( fundada em 1098 pelo abade De Molesme) são consi-derados por vários autores como os ancestrais da Ma-çonaria Operativa, (5)
Seguindo-se o rumo da história, juntamente com as Ordens Militares e Religiosas, vieram as Guildas as quais influíram muito nas tradições maçônicas.
As Guildas eram associações que surgiram no Norte da Europa e se estabeleceram principalmente na Ingla-terra, Alemanha e Dinamarca e em outros países. Eram associações inicialmente religiosas, mas que a partir do século XII se constituíram em associações profissionais fraternas, verdadeiras confrarias de defesa de auto pro-teção de seus sócios.
Os novos participantes destas confraria eram obriga-dos a um juramento (6) além de pagar uma joia (7),coletavam dinheiro para auxílio mútuo, amparo às viúvas (8) e despesas funerárias.
Interessante frisar que a palavra Loja (9) surgiu pela pri-meira vez em um documento emitido por uma destas corpo-rações em l292, servia para designar o local de trabalho ou mesmo como sinônimo de Guilda. Não se dedicavam so-mente às construções.
Os componentes das Guildas reuniam-se em banquetes (10) e pleiteavam reformas políticas e sociais. Como estes costumes não eram bem vistos pela Igreja, e nem pelos reis, era comum elas adotarem nomes de monarcas ou de santos que consideravam como seu padroeiro ou patrono, para es-capar a vigilância da Igreja e dos governantes.
No século XII, na Alemanha surgiu a Corporação dos Steinmetzer que eram conhecidos por serem escultores e entalhadores de pedras ou canteiros e que não se dedica-vam exclusidedica-vamente á arte Gótica, porem trabalharam em muitas catedrais deste estilo de construção. O canteiro es-quadreja e trabalha na escultura da pedra bruta.
Os Steinmetzer tomaram grande impulso através do seu famoso arquiteto Erwin, natural de Steinbach. A Convenção de Estrasburgo, dos Canteiros foi convocada por ele em 1275 para terminar uma importante catedral em arenito rosa existente naquela cidade. A fachada é ornamentada até hoje, com lindas estátuas representando virtudes e vícios (virgens loucas e virgens prudentes). À Convenção compareceram os principais arquitetos ingleses, alemães e italianos e de outros países.
Nesta Convenção foram adotados os sinais, palavras e toques usados para identificação secreta membros da Confraria, (11) diga-se de passagem pela primeira vez, pelo menos pelo que está registrado oficialmente. É bem provável que outras Corporações usassem suas próprias senhas.
Ainda no século XII surgiu a Franco-Maçonaria ou Ofí-cios Francos, (12) a qual era constituída de pedreiros-livres ou franco-maçons e que deixaram marcada sua in-fluência de forma indelével na Maçonaria atual. Os franco-maçons puderam se dar totalmente à sua arte, pois eram trabalhadores privilegiados, porque estavam isentos de im-postos, eram construtores categorizados, tinham livre trânsi-to, isto é, não ficavam presos numa mesma região à disposi-ção de seu nobre senhor e além disso eram muito respeita-dos. O termo franco significava liberdade total, livre de qual-quer tipo de servidão ou compromisso, a não ser o de criar e construir.
Mais ou menos a partir do século XV nasceu na França um tipo de agremiação de operários cristãos itinerantes, a Corporação dos Companheiros (Compagnonnage) e que Cont.: MAÇONARIA CONTEMPORÂNEA - ABORDAGEM..
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Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicasteria sido fundada pelos Cavaleiros Templários. Eles iam de cidade em cidade, solicitando trabalho e presta-vam assistência mútua. Não era permitido ingresso na organização senão após um tempo de aprendizado e também eram recebidos através de um cerimonial.(13)
Eles construíram no Oriente Médio durante as Cruza-das, fortificações, cidadelas, especialmente pontes e obras de defesa militar. Ao voltarem às suas pátrias, construíram obras civis, igrejas e catedrais. Estas organi-zações duraram muito tempo e desapareceram por com-pleto no início do século XIX com nascimento da grande indústria e do sindicalismo.
Interessante que estas Corporações de Oficio se tornaram importantes em função da arte gótica que nas-ceu na França e se notabilizou na Alemanha e outros países e que durou cerca de trezentos anos. A Renas-cença viria e suas consequências se fizeram sentir tanto na arte gótica como no monopólio das Corporações das construções das fraternidades maçônicas que domina-vam as construções góticas, cujas edificações mais im-portantes, as catedrais, já estavam todas construídas. Não havia mais o que construir neste estilo.
Este fato ocasionou a decadência das Corporações e já no século XVII, podemos notar que o povo europeu já estava preferindo o estilo clássico romano que era mais alegre que o austero estilo gótico. Assim a arte da construção teve que sair das mãos dos franco-maçons e se tornar um apanágio de outros operários construto-res que não faziam parte da Confraria.
As Corporações que sempre foram de certa forma perseguidas por vários governos, agora o eram também até pela Inquisição. Os chamados régulos e também os Jesuítas não admitiam os segredos das Confrarias e das Agremiações Corporativas.
Estas Corporações viriam com o tempo a serem dis-solvidas.
Foi mais ou menos nesta fase da história que as fra-ternidades maçônicas operativas foram obrigadas a acei-tar outras pessoas que não estavam ligadas construção, muito embora há muito já as estivessem aceitando.
O primeiro maçom “Aceito” que se tem provas foi John Boswel, que era um lorde e que ingressou numa Confraria em 08.06.1600 como maçom aceito, não pro-fissional na Loja da Capela de Santa Maria em Edim-burgo, na Escócia. Esta aceitação passou a ser co-mum, em virtude da decadência das corporações
admi-tindo-se sábios, filósofos, naturalistas, artistas, antiquários, nobres, militares, comerciantes, escritores e pensadores marcando assim uma grande transformação na Ordem.
Estes “Aceitos” trouxeram novas concepções e contri-buições para as agremiações, porem a transformaram radi-calmente. Inclusive, segundo alguns autores, os Rosacruzes foram os que mais contribuíram para a filosofia maçônica, já que muitos destes primeiros “Aceitos” eram Rosacruzes.
No início do século XX, mais precisamente em 1909 um escritor de nome Charles Bernadrin do Grande Oriente da França consultou 206 obras e selecionou 39 opiniões dife-rentes à respeito das origens da Maçonaria. Hoje é possível que o número de opiniões esteja aumentado. Alguns autores dão ênfase a uma possível origem da Maçonaria nos Tem-plários. Entretanto está provado que foi uma tentativa do Ca-valeiro de Ramsay que foi o idealizador desta teoria, talvez tentando dar uma procedência mais nobre à Ordem enco-brindo desta forma, a origem humilde nos trabalhadores da construção. Ainda, até a presente data existem algumas Lo-jas Operativas na Europa.
A Maçonaria Operativa faz alusões aos Old Charges, cerca de l40 a l50 manuscritos antigos, os quais não fazem quaisquer referências à templos, aos hermetistas, templários, rosacruzes, não citam o sentido simbólico das ferramentas, não é citada a Bíblia, não se fala em ocultismo, esoterismo alquimia, cabala etc.. Era uma maçonaria francamente cató-lica. E as Lojas eram constituídas dos chamados “Maçom livre em Loja livre”.
Estes documentos não citam os famosos landmarques, tais como os conhecemos hoje. Se lermos as mais variadas classificações de landmarques, as quais estimam em mais de sessenta, veremos que elas nada mais são que cópias dos estatutos das referidas Corporações, quer de Constru-tores quer das Guildas, cujos artigos foram copiados e adaptados à Maçonaria depois de l7l7, tendo muito pouco a ver a nossa atual Maçonaria. Compulsando as cópias dos manuscritos inseridos nos Old Charges. entre os quais o mais conhecido é o “Poema Régio”, sempre encontramos uma provável origem através de uma palavra, um sinal, um costume, uma cerimônia um objeto uma ferramenta que os maçons antigos usavam e que emprestamos para nós, e de-mos um simbolismo próprio.
Verdade seja dita, se analisarmos com cautela e sem pre-disposições, veremos que a Maçonaria Operativa tem me-nos a ver com a Maçonaria Moderna ou Especulativa do que se propala em muitas publicações maçônicas.
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Foi uma Ordem que se sobrepôs à outra, adotando seu nome, seus costumes, suas lendas, suas alegorias, seus sinais, suas palavras, a sua estrutura já pronta, po-rem modificando-a quase que totalmente e revestindo-a de valores simbólicos modificados.
Os maçons se reuniam em tabernas, cervejarias, hos-pedarias e nos adros das igrejas. Não existiam templos. Estes locais de encontro tinham mais uma função social e de comemoração. O primeiro templo (Freemason’s Hall) só foi construído em l776 em Londres. Aliás, este templo foi ornamentado com as cinco Ordens de Arquite-tura, de inspiração do grande escritor e o primeiro pro-fessor de Maçonaria, o inglês Willian Preston, tido como o primeiro maçom a dar o sentido simbólico às ferra-mentas de pedreiro, ligadas à construção, tal qual as conhecemos hoje.
A Maçonaria caminhava neste trajeto, se transfor-mando dia a dia com o mundo também se modificando e evoluindo. Na Inglaterra que foi o berço da Maçonaria Moderna existia uma famosa cervejaria “O Ganso e a Grelha”, onde se reuniam os franco-maçons, inicialmente esta Corporação só constituída por profissionais de ofí-cio, a partir de l703, começou a receber os “Aceitos” indistintamente de todas as classes sociais, fazendo com que houvesse uma profunda reforma na organiza-ção. Um dos líderes dos “Aceitos” o pastor protestante Desagulliers conseguiu reunir quatro lojas cujos nomes soam um tanto estranhos para nós, no nosso tempo, tais como a “Macieira” a “Coroa” a já conhecida "O Ganso e a Grelha” e o “Copázio(Taça?)(14) e as Uvas”.
Estas quatro Lojas no dia 24.06.l7l7 se reuniram e fundaram a Grande Loja de Londres, surgindo daí o sis-tema de submissão a um Grão- Mestre que hoje conhe-cemos muito bem. Criaram assim a primeira Potência ou Obediência maçônica no mundo. Haviam até então ape-nas dois graus, sendo que em l725 foi criado o grau de Mestre finalmente incorporado nos Rituais a partir de l738. E a recém inventada Lenda de Hiran levaria mui-tos anos para se consolidar e ter a versão que tem hoje, que aliás, é a definitiva. Inicialmente a Grande Loja de Londres não foi bem aceita na Inglaterra.
A partir deste ponto a Maçonaria seguindo a liberta-ção que o Século das Luzes trouxe ao mundo, foi um verdadeiro cadinho de experiências culturais e ritualísti-cas. A Inglaterra ordeira e rígida em suas tradições man-teve como mantém até hoje apenas os três graus
simbó-licos, a França como o seu perfil latino e ousado proporcio-nou uma enxurrada de graus, criando os Graus Superiores, e alem dos ritos tradicionais, criou uma série de outros ritos, alguns exóticos e mágicos. A Alemanha e outros países inici-almente acompanharam a França neste festival de graus e ritos, porem a Alemanha depois resolveu enxugar o que tinha de exagero. De qualquer forma neste século foi criada a ba-se da Maçonaria Moderna ou Especulativa tal qual conhe-cemos hoje a partir da Maçonaria Operativa.
Abordar uma Instituição como a Maçonaria não é fácil. Ela é a pátria das contradições e dos paradoxos. Ela não é uma religião, muito embora muitos Irmãos pensem que ela o seja, e ainda para confundir ela se reúne em templos já que os mesmos dão idéia de igreja. Nos ensina a crer num Ente Su-perior, na imortalidade da alma e propaga que não é dogmá-tica. Ela adotou o modelo republicano, que aliás, ajudou a criar e lutou por ele, contendo os três poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, funcionando como se fosse um pais dentro de outro, porem, sem território. Mas onde deveria existir uma democracia plena, onde as constituições das Po-tências deveriam democraticamente ser obedecidas, fre-quentemente com raras exceções, são manipuladas por uma cúpula, que exerce um poder monárquico e despótico.
Temos inúmeros templos ociosos nas cidades onde exis-tem mais de quatro ou cinco Lojas. Cada Loja quer ter o seu templo, onerando os Irmãos, quando poderiam se reunir vá-rias Lojas num mesmo templo e usar o potencial de uma no-va construção para uma entidade assistencial, ou escola. Não temos a representação política que deveríamos ter.
Nossas sessões estão anacrônicas e desatualizadas. Num mundo competitivo onde a instrução e a informação tem um valor absoluto de sobrevivência das instituições, uma sessão maçônica que dura em média duas horas, com a quase totalidade de sua duração gasta em problemas admi-nistrativos de pouca importância, relega a instrução e a infor-mação a respeito da Ordem a um segundo plano, quando ela deveria tomar todo tempo que assim é perdido, com assun-tos de interesse tais como filosofia, história, ritualística litur-gia, legislação, estudo da Política e do Bem Social como ci-ências etc..
A Maçonaria Contemporânea fragmentou-se em inúmeras Potências ou Obediências cada qual se proclamando autô-noma, legítima, verdadeira, regular e legal sendo que o rela-cionamento entre elas é muito complexo e chega até ser es-tranho, visto que o valor imensurável que dão a um fator cha-mado regularidade, escapa à análise lógica e coerente de um maçom inteligente, servindo esta malfazeja
Página 9 Informativo CHICO DA BOTICA
- Ano 16 Edição 143 – 31 Mai 2020 -
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Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicasregra de um complicador no entendimento fraternal des-tas Potências entre si. Felizmente as Lojas-Bases enten-deram que o caminho não é bem esse e todos maçons se recebem e se abraçam como verdadeiros Irmãos, as vezes ignorando determinações superiores.
Felizmente, talvez por obra e graça do Grande Arqui-teto do Universo a Essência da Iniciação ou seja a mensagem iniciática que envolve todo o maçom perma-neceu intata.
Alguma coisa realmente na Maçonaria parece que deu certo, uma delas é o seu ecletismo, outra é o respei-to que os Irmãos nutrem entre si, quer como fraternos, quer em suas idéias, respeitando assim os princípios da Dialética em que, mesmo não concordando com elas, aceitam ouvi-las e analisa-las, porem desde que fiquem tão somente no campo das ideias, porque se tratar da disputa de poder maçônico, muda-se completamente o paradigma, chegando até respeitáveis Irmãos aos mais baixos degraus das provocações mútuas, especialmente quando este poder atinge a vaidade de cada um.
A Maçonaria tem dois tipos básicos de adeptos, os místicos e os documentais. Ambos se respeitam mutua-mente, porem divergem entre si, com relação ao fato dos maçons documentais se basearem em documentos anti-gos e autênticos, nas fontes primárias de pesquisas, en-quanto que os místicos têm outra linha de pensamento totalmente baseada no esoterismo, alguns até exageran-do e se tornanexageran-do mistificaexageran-dores.
No Brasil temos uma Maçonaria pobre e somos com-pletamente amadores quando desejamos tratar de filan-tropia. Já os EE.UU. administram muito bem esta parte, mantendo hospitais, asilos e entidades filantrópicas etc.
Tivemos até a presente data no mundo, cerca de 300 ritos mais ou menos, sendo que no momento no mundo ainda 54 estão vigentes, sendo 08 no Brasil.
O Brasil possui cerca de l50.000 maçons, sendo que a Grandes Lojas Brasileiras tem mais ou menos l900 Lojas, o Grande Oriente do Brasil mais ou menos o mes-mo número e a COMAB cerca de 750 Lojas. No mundo existem cerca de 7.000.000 de maçons sendo 5.000.000 nos EE.UU. e cerca de l.200.000 na Inglaterra.
Enquanto na Inglaterra a principal atividade da orga-nizada Maçonaria Inglesa é o encontro fraterno, o “clubing” que os ingleses tanto adoram, na França a Ma-çonaria é francamente político-social, no Brasil na gran-de maioria gran-de suas Lojas é um misto gran-de esoterismo,
gnosticismo, cabala, alquimia, e religião, onde lendas, crendi-ces, enxertos, invenções e “achismos” fazem parte de um sincretismo que tornam a Ordem diferente de outros países, esquecendo-se que a maior meta da Maçonaria é a político social. Ao enfocar a Ordem desta maneira, não estamos ten-tando denegri-la. Pelo contrário, estamos dando um brado de alerta, pois precisamos acordar e nos adaptar ao século que estamos vivendo, onde os progressos científicos, culturais e sociais estão influindo em todas as Instituições, e que quem não se redimensionar não sobreviverá.
A Maçonaria tem a necessidade urgente de procurar adaptar-se a um novo modelo, pois poderá correr o risco de não sobreviver nos próximos cem anos, o que em realidade não acreditamos que aconteça, pois ela já passou por crises importantes, mas sempre teve a felicidade de ser salva por maçons notáveis, de mentes claras transparentes e inteligen-tes que acudiram a Ordem em tempo. Estamos aguardando estes Guardiões. Que venham logo..
NOTAS.
(01)Primórdios, início, ideias iniciais de agrupamentos de profissi-onais da construção.
(02)Mestres da construção e operários reconhecidos por éditos reais.
(03)Termos usados atualmente nas Lojas para designar o Mestre da Loja, o Venerável, ou mesmo tratamento entre Irmãos.
(04)Maçonaria de São João, Santo Padroeiro como hoje é conhe-cido.
(05)Teobaldo Varoli Filho os considera como ancestrais da Maço-naria Operativa.
(06)Juramento, parte integrante da ritualística maçônica atual. (07)Importância que todo novo adepto paga ao ser admitido na Loja.
(08)Refere-se atualmente ao “Tronco das Viúvas” conhecido como Tronco de Solidariedade.
(09)Loja. Do germânico leubja, do francês, lodge. Local onde se reúnem os Irmãos.
(10)A Maçonaria atual se reúne também em almoços, jantares, e banquetes, aliás existe até o Banquete Ritualístico, criação do Rito Francês ou Moderno.
(11)Oficialmente os Steinmtzer criaram na Convenção de Etras-burgo os toques, sinais e palavras. Todavia, sabemos que toda Corporação tinha a sua própria maneira de se reconhecer.
(12)Franco-Maçonaria, a verdadeira Maçonaria Operativa, que serviu de base à Maçonaria Moderna tal qual a conhecemos.
(13)As demais Corporações também exigem um cerimonial pró-prio para a recepção do novo adepto. Acresça-se que a Maçonaria atual enriqueceu a cerimônia com procedimentos de forte caráter simbólicos, espirituais e culturais tentando induzir o novo adepto a descobrir o seu duplo EU.
(14)“Copázio e as Uvas” (copo grande, coparrão copaço) parece ser a tradução mais adequada de “Rummer and Grappes” que o termo usadíssimo na Ordem, “taça”. Imaginem aqueles rudes fran-co-maçons ingleses, naquelas tabernas às tardes após o árduo trabalho diário, tomando suas bebidas em taças? É pouco provável.
Londrina/agosto/200l
BIBLIOGRAFIA:
CARVALHO, Francisco de Assis “O Aprendiz Maçom”
FILHO, Teobaldo Varoli “Curso de Maçonaria Simbólica” – l.º Grau
Templo : Leonello Paulo Paludo Centro Templário - 3º andar
Rua Aureliano de Figueiredo Pinto, 945 Dia da Oficina: 3º Sábado de cada mês Hora: 10:00 h
AUG :. RESP :. LOJ :. “FRANCISCO XAVIER FERREIRA
DE PESQUISAS MAÇÔNICAS” JURISDICIONADA AO GORGS
Informativo Virtual Destaca:
NOTÍCIAS RAPIDINHAS DA CHICO
1. CHICO DA BOTICA DE MAIO DE 2020
Voltamos neste mês, mais uma vez, virtualmente, através do nosso Informativo, a reunião presencial da Chico da Botica continua suspensa.
O Grão-Mestrado tem prestado sua preocupação com o início das atividades maçônicas do exercício de 2020, face situação de incertezas que atinge a todos: o CORONAVÍRUS ou COVID-19.
Em entrevista virtual através GORGSTV no dia 23 de maio de 2020, assuntos que dizem respeito a MURGS, a Maçonaria Unida do Rio Grande do Sul e a seus legítimos integrantes, os maçons, cunhadas e familiares:
* possibilidade de reuniões presenciais nos Templos; * o uso de V C - vídeos conferências com assuntos estritamente administrativos;
* ações do GORGS e da MURGS; * a Maçonaria pós-pandemia.
Participaram da reunião: o Grão-Mestre do GORGS Celito Cristofoli, o Grão-Mestre da GLMERGS Norton Panizzi e o Grão-Mestre do GOB-RS Lucas Sityá.
2. PROCEDIMENTOS ADOTADOS
Na mensagem do Grão Mestre no último Boletim de maio/2020, entre outros assuntos importantes para os Maçons do GORGS, reitera que: não há proibição de realização de Sessões presenciais, desde que atendi-do os protocolos atendi-dos Decretos tanto, Municipais, Esta-duais e ou Federais.
E finaliza: Estamos numa fase em que, ainda, o contagio tem sido muito grande em diversas localida-des do estado do Rio Grande do Sul e o número de irmãos infectados em nossa potência é mínimo e todos até o presente momento, já recuperados e devemos preservar tal para não sofrermos com perdas irrepará-veis, quer sejam de obreiros, cunhadas, sobrinhos e afins dos maçons que pertencem ao GORGS.
Assim PEDIMOS A TODOS que tenhamos um pouco mais de calma e paciência para que amanhã não nos culpemos de quaisquer problemas e consequências indesejáveis ou trágicas. Que o GADU Abençoe e pro-teja a todos. Celito Cristofoli Soberano Grão-Mestre Obs.: textos publicados são de inteira
responsabilidade dos seus autores
PUBLICAÇÕES NA CHICO - Contatar: - Marco Antonio Perottoni - e-mail: [email protected]
- Artêmio Gelci Hoffmann - e-mail: [email protected] APROVEITEM O TRANSCURSO !
Calma aprendiz, companheiro... Não há pressa ao mestrado
Há o universo inteiro À frente a ser trilhado É bem comum num canteiro
O afã e até questionado, O que há de derradeiro, Depois de ser Instalado (?)
Nada há...livre pedreiro ! Além de conscientizado Que pouco sabe o obreiro
Da partida ao destinado “O transcurso é alvissareiro” Vez que eterno o aprendizado !
Adilson Zotovici ARLS Chequer Nassif-169