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(1)

AULA 02

ASSUNTOS:

1. Servidores Públicos. Regime Jurídico. Formas de provimento do cargo público. Exercício e afastamentos. 3 - Especificidade do Regime Jurídico Único (Lei nº 8.112/90 e alterações posteriores) frente ao regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). 2. Sistema de Remuneração - Lei 8.112/90 (atualizada). 3. Estágio probatório. 4. Processo administrativo disciplinar. Obrigações e deveres do servidor e sanções disciplinares no Serviço Público Federal (parte 2).

41. (ESAF/Analista/ANA/2009) Sobre a responsabilidade do servidor público, regido pela Lei nº 8.112/90, é correto afirmar que:

I. as responsabilidades civil, penal e administrativa são excludentes, ou seja, a condenação em uma esfera impede que o seja na outra, para que não haja bis in idem;

II. a responsabilidade administrativa será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato;

III. a responsabilidade penal restringe-se aos crimes praticados no exercício das funções;

IV. nos casos em que a Fazenda Pública for condenada a indenizar terceiro, por ato de servidor público no exercício da função, assiste-lhe o direito de regresso contra o responsável, independentemente de ele ter agido sem dolo ou culpa; V. a obrigação de reparar o dano causado ao erário estende-se aos sucessores do servidor e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida.

Estão corretas:

a) as afirmativas I, II, III, IV e V. b) apenas as afirmativas I, II, III e IV. c) apenas as afirmativas I, III e IV. d) apenas as afirmativas II e V. e) apenas as afirmativas II, IV e V.

(2)

O item I está errado. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições (art. 121). As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si (art. 125).

O item II está certo. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria (art. 126).

O item III está errado. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade (art. 123).

O item IV está errado. O art. 37, § 6º da CF assegura à administração, uma vez indenizada a vítima, o direito de propor ação regressiva contra seu servidor cuja culpa subjetiva já foi previamente comprovada. Assim, não há ação regressiva contra o servidor sem as anteriores condenação definitiva da administração e comprovação da culpa subjetiva do agente.

O item V está certo. A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida (art. 122, § 3º)

Assim, a resposta desta questão é a letra d.

42. (ESAF/AFC/CGU/2008) A designação de servidor como defensor dativo deverá atender às mesmas exigências relativas ao presidente da comissão quanto ao cargo ou ao nível de escolaridade.

Comentários:

CERTO. Os requisitos para a designação do defensor dativo são quase os mesmos exigidos para a designação do Presidente da CPAD. Isto é, em relação ao indiciado, ambos deverão:

• Ser ocupante de cargo efetivo superior ou do mesmo nível; OU • Ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.

(3)

Todavia, para o defensor dativo, a Lei exige apenas que seja servidor, podendo não ser estável. Lembrem-se de que a CPAD será composta por 3 servidores estáveis.

43. (ESAF/AFC/CGU/2008) Atualmente, no Serviço Público Federal, existem regimes jurídicos diversos para firmar as relações entre servidores públicos, empregados públicos, e contratados temporários. Cada um dos regimes regula de forma particular suas disposições disciplinares. Todavia o regime de maior incidência é o disposto na Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Considerando as disposições inerentes aos deveres constante desta Lei, assinale a opção correta.

a) O servidor que presencia omissão e abuso de poder por parte de colega de trabalho possui a faculdade de representar o colega pela prática do ato irregular.

b) A pontualidade não caracteriza dever, cujo descumprimento possa implicar em reprimenda disciplinar, configurando-se compromisso moral e não funcional.

c) O servidor está obrigado a cumprir as ordens superiores quando estas foram manifestamente legais, podendo deixar de atendê-las quando conflitantes com julgados do Superior Tribunal de Justiça.

d) Zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público desde que, de valor superior a R$ 100,00 (cem reais), configura dever do servidor.

e) A representação contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder deve ser encaminhada pela via hierárquica, todavia será apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada.

Comentários:

A letra a está errada. É dever do servidor representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder (art. 116, XII).

A letra b está errada. É dever do servidor ser assíduo e pontual ao serviço (art. 116, X).

(4)

A letra c está errada. É dever do servidor cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais (art. 116, IV).

A letra d está errada. É dever do servidor zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público (art. 116, VII).

A letra e está certa. É dever do servidor público representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder (art. 116, XII). Essa representação será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representado ampla defesa (art. 116, parágrafo único).

Por isso, a resposta desta questão é a letra e.

44. (ESAF/AFC/CGU/2008) Considerando as disposições constantes do Capítulo V, do Título IV, da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que trata das penalidades, assinale a opção correta.

a) A destituição de cargo em comissão, exercido por não ocupante de cargo efetivo, será aplicada nos casos de infração sujeita à penalidade de demissão ou de suspensão.

b) Ocupante de cargo em comissão de Coordenador- Geral de Logística, que não ocupa cargo efetivo, quando incurso em ilícito relativo à corrupção, poderá ser demitido do cargo público.

c) A penalidade de advertência pode ser substituída por censura verbal nos casos em que as circunstâncias atenuantes assim permitirem.

d) A penalidade de demissão pode ser atenuada quando o ato de lesão aos cofres públicos for cometido no último ano de serviço do servidor público. e) Servidor que cometeu irregularidade na atividade, mas se aposentou

antes da conclusão do processo disciplinar, não pode sofrer sanção disciplinar.

Comentários:

A letra a está certa. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão (art. 135).

(5)

A letra b está errada. Ocupante de cargo em comissão, que não ocupa cargo efetivo, quando incurso em ilícito relativo à corrupção, poderá ser destituído do cargo público.

A letra c está errada. São penalidades disciplinares: advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, destituição de cargo em comissão e destituição de função comissionada (art. 127). Notem que a “penalidade” citada na assertiva não está prevista na Lei.

A letra d está errada. Viva a criatividade do examinador! Na Lei não há previsão de atenuação da penalidade de demissão.

A letra e está errada. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão (art. 134).

Portanto, a resposta desta questão é a letra a.

45. (ESAF/AFC/CGU/2008) Considerando as disposições relativas às responsabilidades, constantes da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, assinale a opção correta.

a) Servidor que causar dano a terceiro em acidente com veículo oficial, que conduzia irregularmente, responderá perante a Fazenda Pública em ação regressiva.

b) Servidor que pratica agressões domésticas responderá disciplinarmente por estes atos.

c) Se por um mesmo ato o servidor estiver respondendo a processo criminal e a processo disciplinar, a administração deve suspender o andamento do disciplinar, evitando dupla punição.

d) O óbito de servidor que desviou milhões dos cofres públicos impede a recuperação dos valores, porquanto a responsabilidade civil não pode ultrapassar a pessoa do servidor.

e) O servidor, por um mesmo ato, pode responder civil, penal e administrativamente, todavia a responsabilidade administrativa será afastada nos casos de absolvição criminal.

(6)

A letra a está certa. Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva (art. 122, §2º).

A letra b está errada. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função (art. 124). Ou seja, o servidor não será responsabilizado administrativamente por ter praticado agressões domésticas porque tal conduta não tem relação com a condição de servidor público.

A letra c está errada. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições (art. 121). As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si (art. 125).

A letra d está errada. A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida (art. 122, §3º).

A letra e está errada. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria (art. 126). Notem que o afastamento só ocorrerá nessas duas hipóteses.

Assim, a resposta destra questão é a letra a.

46. (ESAF/AFC/CGU/2008) Servidor de um determinado ministério, regido pela Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, recebeu propina em 10 de fevereiro de 1995, para conceder vantagem indevida à determinada empresa mediante fraude. A fraude somente foi detectada em 22 de dezembro de 2004, data em que foi comunicada a autoridade competente, que imediatamente instaurou o processo administrativo disciplinar, culminando com a demissão do servidor, publicada no Diário Oficial da União de 10 de fevereiro de 2007.

Considerando esta situação hipotética e com fundamento nas disposições atinentes à prescrição constantes do regime acima mencionado, é correto afi rmar que:

(7)

a) o servidor não poderia ter sido punido, pois o ilícito estava prescrito por ter sido cometido em prazo superior a 05 (cinco) anos da data da aplicação da penalidade.

b) quando a fraude foi descoberta, o ilícito já estava prescrito, porquanto a prescrição administrativa disciplinar se inicia a partir do cometimento do fato.

c) segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, tratando-se de processo administrativo disciplinar, o prazo prescricional ficará interrompido por no máximo 140 (cento e quarenta) dias.

d) a penalidade aplicada é válida porquanto o recebimento de propina mediante fraude é ilícito imprescritível, em razão do interesse público que sobrepõe o interesse privado.

e) a partir de 22 de dezembro de 2004, data da instauração do processo, fica suspensa a contagem do prazo prescricional, até a decisão final proferida por autoridade competente.

Comentários:

LEI Nº 8.112/90, ART. 142: A ação disciplinar prescreverá:

I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão;

II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;

III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto á advertência.

§ 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.

§ 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.

§ 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.

§ 4o Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção.

As letras a e b estão erradas. O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido (art. 142, §1º). Ou seja, o prazo de

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prescrição começaria a correr no dia 22/12/2004, e não no dia 10/20/1995 (data da prática do ato).

Todavia, a abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente (art. 142, §1º).

A letra c está certa.

JURISPRUDÊNCIA DO STF:

STF, Mandado de Segurança nº 22.728, Voto: “(...) em se tratando de inquérito, instaurado este, a prescrição é interrompida, voltando esse prazo a correr novamente por inteiro a partir do momento em que a decisão definitiva não se der no prazo máximo de conclusão do inquérito, que é de 140 dias (artigos 152, ‘caput’, combinado com o artigo 169, § 2º, ambos da Lei 8.112/90)”.

A letra d está errada. A ação disciplinar prescreverá em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão (art. 142, I).

A letra e está errada. A partir de 22/12/2004, data da instauração do processo, fica interrompido ( e não suspenso) a contagem do prazo prescricional, até a decisão final proferida por autoridade competente. Encerrada a interrupção, a contagem é “reiniciada do zero”.

Assim, a resposta desta questão é a letra c.

47. (ESAF/AFC/CGU/2008) Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.

Comentários:

CERTO. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo

(9)

disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 dias, sem prejuízo da remuneração. Esse afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o processo (art. 147).

48. (ESAF/AFC/CGU/2006) Se o servidor público civil, regido pelo regime da Lei n. 8.112/90, receber penalidade administrativa de advertência e de suspensão, sem vir a cometer nova infração disciplinar, elas terão seus registros cancelados, após o decurso de

a) 3 anos, em ambos os casos. b) 5 anos, em ambos os casos. c) 2 e 3 anos, respectivamente. d) 3 e 5 anos, respectivamente. e) 5 e 10 anos, respectivamente. Comentários: IMPORTANTE: Cancelamento de registros:

• Advertência: 3 anos de efetivo exercício • Suspensão: 5 anos de efetivo exercício Em ambos os casos:

• O servidor não pode ter cometido nova infração disciplinar no período. • O cancelamento não surtirá efeitos retroativos.

Assim, a resposta desta questão é a letra d.

49. (ESAF/AFC/CGU/2006) Em relação aos servidores regidos pela Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, pode-se afirmar que:

(10)

II. o termo inicial do prazo prescricional da ação disciplinar é a data do cometimento da falta funcional.

III. os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crimes.

IV. a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição.

V. durante o curso do processo disciplinar, o prazo prescricional fica suspenso, recomeçando a correr, pelo tempo restante, a partir do dia em que a comissão de inquérito apresentar o seu relatório final.

Estão corretas:

a) as afirmativas I, II, III, IV e V. b) apenas as afirmativas II, III e V. c) apenas as afirmativas III e IV. d) apenas as afirmativas II, III e IV. e) apenas as afirmativas II, IV e V.

Comentários:

O item I está errado. Ao abandono de cargo é aplicável a penalidade de demissão. Portanto, a prescrição ocorrerá em 5 anos.

O item II está errado. O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido (art. 142, §1º).

O item III está certo. Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime (art. 142, §2º).

O item IV está certo. A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.

O item V está errado. Durante o curso do processo disciplinar, o prazo prescricional fica interrompido, recomeçando a correr por inteiro a partir do momento em que a decisão definitiva não se der no prazo máximo de conclusão do inquérito, que é de 140 dias.

(11)

Por isso, a resposta desta questão é letra c.

50. (ESAF/Técnico/ANEEL/2006) São penalidades disciplinares, exceto: a) A destituição de cargo em comissão.

b) A cassação de aposentadoria. c) A suspensão.

d) O afastamento preventivo. e) A advertência

Comentários:

São penalidades disciplinares (art. 127): • Advertência;

• Suspensão; • Demissão;

• Cassação de aposentadoria ou disponibilidade; • Destituição de cargo em comissão;

• Destituição de função comissionada.

Por isso, a resposta desta questão é a letra d

51. (ESAF/Técnico/ANEEL/2006) Correlacione as infrações disciplinares com as penalidades a ela aplicáveis e assinale a opção correta, considerando os artigos 117 e 132 da Lei n. 8.112/90.

(1) Demissão com incompatibilidade para nova investidura pelo prazo de cinco anos.

(2) Demissão com proibição de retorno ao serviço público federal. ( ) Crime contra a Administração Pública.

( ) Valer-se do cargo para lograr proveito pessoal em detrimento da dignidade da função pública.

(12)

( ) Corrupção.

( ) Atuar junto às repartições públicas como procurador de terceiros sem qualquer grau de parentesco.

a) 2/2/1/1/2 b) 1/2/1/2/1 c) 2/1/1/2/2 d) 1/1/2/2/2 e) 2/1/2/2/1 Comentários:

Nos seguintes casos, a demissão ou a destituição de cargo em comissão incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 anos (art. 137):

• “Valimento do cargo”.

• Atuação como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro.

Nos seguintes casos, a demissão ou a destituição de cargo em comissão impede o retorno ao serviço público federal do servidor (art. 137, parágrafo único):

• Crime contra a administração pública. • Improbidade administrativa.

• Aplicação irregular de dinheiros públicos.

• Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. • Corrupção.

Logo, a resposta desta questão é a letra e

52. (ESAF/AFRF/SRF/2005) O sistema de remuneração dos servidores públicos, sob a forma de parcela única, ou subsídio, permite o pagamento somente da seguinte vantagem:

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a) gratificação por hora extra. b) verba de representação.

c) diária por deslocamento de sua sede. d) gratificação de função.

e) adicional de periculosidade.

Comentários:

Criado pela EC nº 19/98, o subsídio é a retribuição pecuniária fixada em parcela única, razão pela qual veda-se o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. Todavia, o subsídio não impede o pagamento do adicional natalino, gratificação de férias, do abono de permanência e as Indenizações (Diárias, Ajuda de custo, Transporte e Auxílio-moradia - “InDATA”).

Logo, a resposta desta questão é a letra c.

53. (ESAF/AFRF/SRF/2005) No âmbito do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n. 8.112/90), a vantagem que se caracteriza como indenização é a) ajuda de custo. b) adicional de insalubridade. c) gratificação natalina. d) abono pecuniário. e) adicional noturno. Comentários:

Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes Vantagens (art. 49): Indenizações, Gratificações e Adicionais. Isto é, quando a questão falar em Vantagens, lembrem-se do “VInGAd”.

Constituem Indenizações ao servidor (art. 51): Diárias, Ajuda de custo, Transporte e Auxílio-moradia. Ou seja, quando a questão falar em Indenizações, lembrem-se do “InDATA”.

(14)

Vantagens (“VInGAd”) Indenizações Gratificações Adicionais Indenizações (“InDATA”) Diárias Ajuda de custo Transporte Auxílio-moradia

Por isso, a resposta desta questão é a letra a.

54. (ESAF/Analista/ANEEL/2004) De acordo com expressa previsão, contida na Lei nº 8.112/90, os prazos de prescrição, previstos na lei penal, aplicam-se às infrações disciplinares, capituladas também como crime, desde que sejam inferiores a cinco anos.

a) Está correta essa assertiva

b) Está incorreta a assertiva, porque só se aplica o prazo da lei penal, desde que essa seja superior a cinco anos.

c) Está incorreta a assertiva, porque se aplica o prazo da lei penal, sem a ressalva de ser ele inferior a cinco anos.

d) Está incorreta a assertiva, porque não se aplicam os prazos da lei penal, por serem independentes as instâncias.

e) Está incorreta a assertiva, porque, sendo a prescrição de ordem pública, aplica-se a que primeiro ocorrer.

(15)

Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime (art. 142, §2º). Percebam que não há qualquer ressalva em relação aos prazos.

Por isso, a resposta desta é a letra c

55. (ESAF/Assistente de Chancelaria/MRE/2004) O ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com o serviço público federal, que cometa a infração disciplinar de atuar como procurador, indevidamente, junto a repartições públicas, estará sujeito à pena de

a) suspensão de até 30 dias. b) suspensão de até 90 dias.

c) demissão, com incompatibilidade, para exercer cargo público, por 2 anos. d) demissão, com incompatibilidade, para exercer cargo público, por 5 anos. e) destituição, com incompatibilidade, para exercer cargo público, por até 5

anos.

Comentários:

Nos seguintes casos, a demissão ou a destituição de cargo em comissão incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 anos (art. 137):

• “Valimento do cargo”.

• Atuação como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro.

Ademais, a destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão (art. 135).

(16)

56. (ESAF/Técnico/TRT-7ªRegião/2003) A penalidade de suspensão, prevista na Lei nº 8.112/90, pode ser aplicada ao servidor público federal, no caso de

a) improbidade administrativa b) inassiduidade habitual

c) reincidência de falta punível com advertência d) prática de usura

e) insubordinação grave em serviço

Comentários:

A suspensão será aplicada em 4 hipóteses, quais sejam: • Reincidência das faltas punidas com advertência.

• Cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias.

• Exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.

• Recusar-se, injustificadamente, a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente (suspensão de até 15 dias).

Logo, a resposta desta questão é a letra c.

57. (ESAF/Técnico/MPU/2004) O regime jurídico, instituído pela Lei nº 8.112/90, é necessariamente aplicável aos servidores civis

a) da União, dos Estados e dos Municípios.

b) da União e das suas Autarquias, mas não aos das Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.

c) da União e das suas Autarquias e Empresas Públicas.

d) da União e das suas Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.

e) da União, dos Estados e dos Municípios, inclusive aos das suas Autarquias e Empresas Públicas.

(17)

A Lei nº 8.112/90 institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial (incluindo as agências reguladoras), e das fundações públicas federais (art. 1º).

IMPORTANTE:

A Lei nº 8.112/90 não se aplica aos empregados públicos.

Portanto, a resposta desta questão é a letra b.

58. (ESAF/Técnico/MPU/2004) São causas de vacância dos cargos públicos, entre outros,

a) aposentadoria, exoneração e promoção. b) aposentadoria, disponibilidade e reversão. c) exoneração, disponibilidade e reintegração. d) disponibilidade, reversão e reintegração. e) reversão, reintegração e morte do servidor.

Comentários:

Segundo o art. 33 da Lei nº 8.112/90, a vacância do cargo público decorrerá de (PEDRA PF): • Promoção; Exoneração; Demissão; Readaptação; Aposentadoria;

Posse em outro cargo inacumulável; Falecimento.

(18)

59. (ESAF/Técnico/MPU/2004) A Lei nº 8.112/90, ao dispor sobre o regime jurídico, dos servidores públicos federais, estabelece que se o servidor, quando tomar posse, no cargo efetivo, para o qual foi nomeado, deixar de entrar em exercício, no prazo legal, deverá

a) ficar em disponibilidade. b) ser demitido por abandono.

c) ter cancelada a posse e a nomeação. d) ser exonerado do respectivo cargo.

e) ter seu ato de nomeação tornado sem efeito.

Comentários:

IMPORTANTE: Prazos Improrrogáveis Descumprimento dos Prazos Posse 30 dias A nomeação é tornada sem efeito

Exercício 15 dias Exoneração

Assim, a resposta da questão é a letra d.

60. (ESAF/Assistente de Chancelaria/MRE/2004) O retorno do servidor estável ao seu cargo anteriormente ocupado, por não ter sido aprovado, no estágio probatório, em outro cargo para o qual foi nomeado, cuja posse acarretou o seu afastamento daquele, ocorre mediante

a) aproveitamento. b) readmissão. c) recondução. d) reintegração. e) reversão. Comentários:

(19)

Recondução é a forma de provimento derivado que se caracteriza pelo retorno do servidor estável ao cargo por ele anteriormente ocupado, em decorrência de inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo ou de reintegração do anterior ocupante.

Logo, a resposta desta questão é a letra c.

61. (ESAF/Técnico/ANEEL/2004) Madalena, na qualidade de servidora pública federal, é reincidente de duas faltas punidas com advertência. Diante disso, foi agora punida com suspensão pelo período de 45 (quarenta e cinco) dias. Entretanto, sempre demonstrou eficiência, prestando serviços com dedicação. Nesse caso, havendo conveniência para o serviço a pena de suspensão poderá ser

a) interrompida por período não superior a 30 dias, considerando que a pena de suspensão aplicada foi superior a 30 dias, e igual ou inferior a 60 dias. b) interrompida pelo prazo máximo de 15 (quinze) dias, considerando que a

pena de suspensão aplicada foi igual ou inferior a 60 (sessenta) dias. c) substituída pela multa correspondente a 30% (trinta por cento), por dia

de vencimento, ficando a servidora obrigada a cumprir metade da jornada de trabalho.

d) convertida em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando a servidora obrigada a permanecer em serviço.

e) reduzida pela metade, mas com fixação de uma multa, também na base de 50% (cinqüenta por cento) da remuneração, podendo a servidora permanecer no serviço se solicitada pela chefia.

Comentários:

Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá (competência discricionária) ser convertida em multa, na base de 50% por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço (art. 130, §2º).

Por exemplo: a um servidor, cuja remuneração é igual a R$ 10.000,00, foi aplicada a penalidade de suspensão por 30 dias. Se essa pena for convertida em multa, ele deverá permanecer trabalhando normalmente. Contudo, no próximo mês, fará jus à remuneração de R$ 5.000,00.

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62. (ESAF/Técnico/MPU/2004) As faltas justificadas, dos servidores regidos pelo regime jurídico da Lei nº 8.112/90, podem ser compensadas e consideradas de efetivo exercício, a critério da sua chefia, quando forem decorrentes de

a) alistamento como eleitor. b) caso fortuito ou força maior. c) doação de sangue.

d) seu casamento.

e) serviço obrigatório em júri.

Comentários:

As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exercício (Lei nº 8.112/90, art. 41, parágrafo único).

Por exemplo, uma grave enchente fez com que um servidor que faltasse ao serviço. No dia seguinte seu chefe imediato justificou a falta e autorizou a compensação das horas não trabalhadas. Com efeito, o dia da falta será considerado como efetivo exercício.

Logo, a resposta desta questão é a letra b.

63. (ESAF/Técnico/MPU/2004) O benefício da pensão temporária, do Plano de Seguridade Social do Servidor, regido pelo regime da Lei nº 8.112/90, à falta de outro herdeiro pensionável, será devido

a) à pessoa divorciada, que recebia pensão alimentícia do servidor falecido. b) à pessoa portadora de deficiência física, que vivia sob a dependência

econômica do servidor falecido. c) ao cônjuge do servidor falecido. d) ao pai do servidor falecido.

e) ao irmão inválido, do servidor falecido, que vivia sob sua dependência econômica.

(21)

De acordo com a Lei nº 8.112/90, há dois tipos de pensão (art. 216): vitalícias e temporárias.

• Pensão vitalícia: é composta de cota ou cotas permanentes, as quais somente se extinguem ou revertem com a morte dos beneficiários. São beneficiários da pensão vitalícia (art. 217):

9 Cônjuge;

9 Pessoa desquitada, separada judicialmente ou divorciada, com percepção de pensão alimentícia;

9 Companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar;

9 Mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor; 9 Pessoa designada, maior de 60 anos e a pessoa portadora de

deficiência, que vivam sob a dependência econômica do servidor; • Pensão temporária: é composta de cota ou cotas que podem se

extinguir ou reverter por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário. São beneficiários da pensão temporária (art. 217):

9 Filhos, ou enteados, até 21 anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez;

9 Menor sob guarda ou tutela até 21 anos de idade;

9 Irmão órfão, até 21 anos, e o inválido, enquanto durar a invalidez, que comprovem dependência econômica do servidor;

9 Pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 anos, ou, se inválida, enquanto durar a invalidez.

ATENÇÃO:

Para facilitar a memorização, notem que os beneficiários das pensões temporárias, em regra, têm até 21 anos de idade.

Face ao exposto, a resposta desta questão é a letra e.

64. (ESAF/Técnico/MPU/2004) A Lei nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico, do servidor público federal, prevê várias formas de provimento

(22)

e vacância de cargos efetivos, algumas das quais, necessariamente, são comuns e simultâneas a ambas, como é o caso

a) do aproveitamento. b) da disponibilidade. c) da reintegração d) da reversão. e) da readaptação. Comentários:

Notem como a ESAF gosta dessa questão! Ela também caiu no concurso de AFC/CGU/2008.

PROVIMENTO (NomAproPro4Re)

VACÂNCIA (PEDRA PF)

Nomeação Promoção

Aproveitamento Exoneração

Promoção Demissão

Readaptação Readaptação

Recondução Aposentadoria

Reintegração Posse em outro cargo inacumulável

Reversão Falecimento

Logo, a resposta desta questão é a letra e.

65. (ESAF/Analista/MPU/2004) No processo administrativo disciplinar, conforme expressa previsão contida na Lei nº 8.112/90, a indiciação do servidor será formulada,

(23)

b) após tipificada a infração, para citação do indiciado. c) no relatório final, para julgamento.

d) após inquisição das testemunhas para orientar o interrogatório do acusado.

e) na ata de instalação da comissão.

Comentários:

Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas (art. 161).

IMPORTANTE:

Tipificação Indiciação

Por isso, a resposta desta questão é a letra b.

66. (ESAF/Analista/MPU/2004) Quanto ao direito de petição, previsto no Estatuto dos Servidores Públicos da União, Lei nº 8.112/90, assinale a afirmativa verdadeira.

a) O recurso interposto quanto ao indeferimento do pedido de reconsideração será recebido com efeito suspensivo.

b) O direito de requerer prescreve em três anos quanto aos atos de demissão.

c) A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.

d) O pedido de reconsideração e o recurso, em qualquer caso, interrompem a prescrição.

e) O pedido de reconsideração deve ser dirigido à autoridade que houver proferido a primeira decisão, podendo ser renovado uma única vez.

(24)

O direito de petição é o direito que qualquer servidor possui de requerer aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo (art. 104).

O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. Ou seja, em respeito ao princípio da hierarquia, o servidor encaminhará o requerimento pelo seu chefe imediato (art. 105).

Feito o requerimento, se a decisão for contrária ao interesse do servidor, caberá pedido de reconsideração, à mesma autoridade que houver expedido o ato ou proferido tal decisão. O pedido de reconsideração não poderá ser renovado, ou seja, poderá ser feito apena uma vez (art. 106).

Assim como o requerimento, o pedido de reconsideração deverá ser despachado no prazo de 5 dias e decidido dentro de 30 dias (art. 106, parágrafo único).

Caberá recurso do indeferimento do pedido de reconsideração, assim como das decisões acercados recursos sucessivamente interpostos (recurso do recurso) (art. 107).

Encaminhado por intermédio do chefe do servidor (art. 107, §2º), o recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades (art. 107, §1º).

IMPORTANTE:

O pedido de reconsideração, à mesma autoridade que houver expedido o ato ou proferido tal decisão.

O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão.

O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida (art. 108).

O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente (art. 109).

(25)

A partir da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado, quando o ato não for publicado, o direito de requerer prescreve (art. 110):

• em 5 anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;

• em 120 dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.

PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE REQUERER Demissão 5 anos Cassação de aposentadoria Cassação de disponibilidade Interesse patrimonial Créditos trabalhistas

Demais casos 120 dias

O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição (art. 111). A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada (desconsiderada) pela administração (art. 112).

Logo, a resposta desta questão é a letra c.

67. (ESAF/Técnico/MPU/2004) O Plano de Seguridade Social do Servidor, previsto na Lei nº 8.112/90, assegura certos benefícios não devidos a ele, mas sim a seus dependentes, como é o caso do(s)

a) auxílios reclusão e funeral.

b) auxílio natalidade e do salário-família. c) auxílio reclusão e do salário-família. d) auxílios reclusão e natalidade.

(26)

Comentários:

Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem (Lei nº 8.112/90, art. 185):

• Quanto ao servidor: 9 Aposentadoria; 9 Auxílio-natalidade; 9 Salário-família;

9 Licença para tratamento de saúde;

9 Licença à gestante, à adotante e licença-paternidade; 9 Licença por acidente em serviço;

9 Assistência à saúde;

9 Garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias;

• Quanto ao dependente:

9 Pensão vitalícia e temporária; 9 Auxílio-funeral;

9 Auxílio-reclusão; 9 Assistência à saúde.

Com efeito, a resposta da questão é a letra a.

68. (ESAF/Advogado/IRB/2004) As férias do servidor público podem ser interrompidas nos casos previstos em lei. Não se inclui neste rol de previsão legal a seguinte hipótese:

a) comoção interna.

b) necessidade do serviço declarada por sua chefia imediata. c) convocação para júri.

d) calamidade pública. e) serviço militar.

(27)

Comentários:

Em regra, as férias do servidor não poderão ser interrompidas. Segundo o art. 80 do Estatuto, as férias somente poderão ser interrompidas pelos seguintes motivos:

• calamidade pública, • comoção interna, • convocação para júri,

• serviço militar ou eleitoral,

• necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade.

Ressalto que o restante do período interrompido será gozado de uma só vez. Pelo exposto, a resposta desta questão é a letra b.

69. (ESAF/AFC/CGU/2004) A destituição de cargo em comissão é prevista na Lei nº 8.112/90, especificamente, para quando o servidor

a) perde o fator confiança.

b) comete falta grave, no seu cargo efetivo.

c) comete falta grave, mas não detém cargo efetivo. d) for demitido do seu cargo efetivo.

e) renuncia ao exercício do seu comissionamento.

Comentários:

A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão (art. 135).

Assim, a resposta desta questão é a letra c.

70. (ESAF/AFC/CGU/2004) O nome que a Lei nº 8.112/90 dá ao instituto jurídico, pelo qual o servidor público, estável, retorna ao seu cargo

(28)

anteriormente ocupado, por ter sido inabilitado no estágio probatório, relativo a outro efetivo exercido, também, na área federal, é

a) aproveitamento b) readaptação c) readmissão d) reversão e) recondução Comentários:

Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de (art. 29):

• inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; • reintegração do anterior ocupante.

Por fim, ressalto que na hipótese de o cargo de origem encontrar-se provido, o servidor será aproveitado em outro.

Portanto, a resposta desta questão é a letra e.

71. (ESAF/AFC/CGU/2004) A autoridade administrativa que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover sua apuração, mediante sindicância, a qual será transformada em processo disciplinar, se comprovada a evidência de infração passível de ser penalizada

a) Correta a assertiva.

b) Incorreta a assertiva, porque a sindicância só é transformada em processo disciplinar se configurada a evidência de infração punível com demissão.

c) Incorreta a assertiva, porque a sindicância pode resultar em processo disciplinar se configurada a evidência de infração punível com suspensão ou demissão.

d) Incorreta a assertiva, porque a sindicância pode resultar em processo disciplinar se configurada a evidência de infração punível com suspensão, demissão ou destituição.

(29)

e) Incorreta a assertiva, porque a autoridade pode instaurar sindicância ou processo disciplinar, podendo a primeira resultar no segundo, se configurada a evidência de infração punível com suspensão, por mais de 30 dias, ou com penalidade mais grave.

Comentários:

A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa (art. 143). A sindicância não é etapa do PAD, nem deve, necessariamente, precedê-lo.

Logo, a resposta desta questão é a letra e.

72. (ESAF/AFC/CGU/2004) A fase do processo administrativo disciplinar, denominada inquérito administrativo, compreende

a) instauração, instrução e defesa. b) instrução, defesa e relatório. c) defesa, relatório e julgamento. d) relatório, julgamento e penalização. e) julgamento, penalização e recurso.

Comentários:

A Lei nº 8.112/90, em seu art. 151, estabelece que processo administrativo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases (art. 151):

• Instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão; • Inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e

relatório; • Julgamento.

(30)

FASES DO PAD

INSTAURAÇÃO (publicação do ato constitutivo) INQUÉRITO (= instrução + defesa + relatório)

JULGAMENTO

Com efeito, a resposta desta questão é a letra b.

73. (ESAF/AFC/CGU/2004) O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. Assinale, abaixo, a afirmativa verdadeira quanto ao processo de revisão.

a) O processo de revisão não pode ser iniciado de ofício. b) No processo de revisão não há fase de instrução.

c) No processo de revisão, o ônus da prova cabe ao requerente.

d) O julgamento do processo de revisão cabe à autoridade superior àquela que aplicou a penalidade.

e) A revisão correrá nos mesmos autos do processo originário.

Comentários:

A letra a está errada. O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando houver fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada (art. 174).

A letra b está errada. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar (art. 180).

(31)

A letra c está certa. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente (art. 175).

A letra d está errada. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade (art. 181).

A letra e está errada. A revisão correrá em apenso (em anexo) ao processo originário (art. 178).

Logo, a resposta desta questão é a letra c.

74. (ESAF/Técnico Judiciário/TRT-7ªRegião/2003) A Lei nº 8.112/90, que estabelece regime jurídico dos servidores públicos civis da União, aplica-se também aos:

a) servidores estaduais e municipais.

b) servidores da Administração Indireta em geral. c) servidores estaduais e não aos municipais. d) servidores municipais e não aos estaduais. e) servidores autárquicos federais.

Comentários:

A Lei nº 8.112/90 institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial (incluindo as agências reguladoras), e das fundações públicas federais (art. 1º).

IMPORTANTE:

A Lei nº 8.112/90 não se aplica aos empregados públicos.

(32)

75. (ESAF/APO/MPOG/2003) Nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, o estágio probatório será avaliado com base em alguns fatores. Assinale, no rol abaixo, o fator que não está previsto na norma positiva: a) disciplina b) capacidade de iniciativa c) pontualidade d) assiduidade e) responsabilidade Comentários:

Segundo o art. 20 da Lei nº 8.112/90, ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores (RAPID): Responsabilidade; Assiduidade; Produtividade; Iniciativa; Disciplina. Ademais, nos termos do art. 20, §1 do Estatuto, a avaliação do desempenho do servidor será submetida à homologação da autoridade competente 4 meses antes do término do período do estágio probatório.

Essa avaliação será realizada por comissão constituída para essa finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput do art. 20 (RAPID).

O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado (não se trata de demissão) ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado (art. 20, §2º).

O servidor em estágio probatório poderá de exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção, chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação.

É importante registrar que o servidor em estágio probatório somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial, cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes (art. 20, §3º).

(33)

76. (ESAF/Técnico/TRT-7ªRegião/2003) Entre os deveres, a que estão sujeitos os servidores federais, regidos pelo regime da Lei nº 8.112/90, não se inclui o de

a) ser leal às instituições a que serve.

b) guardar sigilo sobre assuntos da repartição. c) ser assíduo e pontual ao serviço.

d) promover manifestações de apreço, no recinto da repartição. e) tratar com urbanidade as partes.

Comentários:

A letra a está errada. É dever do servidor ser leal às instituições a que servir (art. 116, II).

A letra b está errada. É dever do servidor guardar sigilo sobre assunto da repartição (art. 116, VIII).

A letra c está errada. É dever do servidor ser assíduo e pontual ao serviço (art. 116, X).

A letra d está certa. Ao servidor é proibido promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição (art. 117, V).

A letra e está errada. É dever do servidor tratar com urbanidade as pessoas (art. 116, XI).

Destarte, a resposta da questão é a letra d.

77. (ESAF/Técnico Judiciário/TRT-7ªRegião/2003) No âmbito do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União ( Lei nº 8.112/90), assinale a vantagem que se caracteriza como indenização:

a) adicional noturno b) ajuda de custo

(34)

c) adicional de insalubridade d) gratificação natalina e) hora extra Comentários: Vantagens (“VInGAd”) Indenizações Gratificações Adicionais Indenizações (“InDATA”) Diárias Ajuda de custo Transporte Auxílio-moradia

Logo, a resposta desta questão é a letra b.

78. (ESAF/APO/MPOG/2003) A autorização para o servidor se ausentar do serviço por 8 dias consecutivos, sem qualquer prejuízo, não se aplica no caso de falecimento de:

a) companheiro b) irmão

c) menor sob guarda d) avós

(35)

Comentários:

Nos termos do art. 97 da Lei nº 8.112/90, sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:

• Por 1 dia, para doação de sangue;

• Por 2 dias, para se alistar como eleitor; • Por 8 dias consecutivos em razão de :

9 Casamento;

9 Falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos (tio(a), avô(ó) não!).

Portanto, a resposta da questão é a letra d.

79. (ESAF/Receita Federal/2002) Não se inclui(em) entre os beneficiários de pensões temporárias:

a) A mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor. b) O menor, sob guarda ou tutela, até 21 anos de idade.

c) Os filhos ou enteados até 21 anos de idade.

d) O irmão órfão, até 21 anos de idade, que comprove dependência econômica do servidor.

e) A pessoa invalida designada, que viva na dependência econômica do servidor, enquanto durar a invalidez.

Comentários:

De acordo com a Lei nº 8.112/90, há dois tipos de pensão (art. 216): vitalícias e temporárias.

• Pensão vitalícia: é composta de cota ou cotas permanentes, as quais somente se extinguem ou revertem com a morte dos beneficiários. São beneficiários da pensão vitalícia (art. 217):

9 Cônjuge;

9 Pessoa desquitada, separada judicialmente ou divorciada, com percepção de pensão alimentícia;

9 Companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar;

(36)

9 Mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor; 9 Pessoa designada, maior de 60 anos e a pessoa portadora de

deficiência, que vivam sob a dependência econômica do servidor; • Pensão temporária: é composta de cota ou cotas que podem se

extinguir ou reverter por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário. São beneficiários da pensão temporária (art. 217):

9 Filhos, ou enteados, até 21 anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez;

9 Menor sob guarda ou tutela até 21 anos de idade;

9 Irmão órfão, até 21 anos, e o inválido, enquanto durar a invalidez, que comprovem dependência econômica do servidor;

9 Pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 anos, ou, se inválida, enquanto durar a invalidez.

Face ao exposto, a resposta desta questão é a letra a.

80. (ESAF/Procurador/Fortaleza-CE/2002) A figura do subsídio, como forma de remuneração dos agentes políticos, não veda o pagamento da seguinte vantagem:

a) gratificação de desempenho b) adicional por tempo de serviço c) abono pecuniário

d) verba de representação e) ajuda de custo

Comentários:

O subsídio não impede o pagamento do adicional natalino, gratificação de férias, do abono de permanência e as Indenizações (Diárias, Ajuda de custo, Transporte e Auxílio-moradia - “InDATA”).

Logo, a resposta desta questão é a letra e.

(37)

LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

41. (ESAF/Analista/ANA/2009) Sobre a responsabilidade do servidor público, regido pela Lei nº 8.112/90, é correto afirmar que:

I. as responsabilidades civil, penal e administrativa são excludentes, ou seja, a condenação em uma esfera impede que o seja na outra, para que não haja bis in idem;

II. a responsabilidade administrativa será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato;

III. a responsabilidade penal restringe-se aos crimes praticados no exercício das funções;

IV. nos casos em que a Fazenda Pública for condenada a indenizar terceiro, por ato de servidor público no exercício da função, assiste-lhe o direito de regresso contra o responsável, independentemente de ele ter agido sem dolo ou culpa; V. a obrigação de reparar o dano causado ao erário estende-se aos sucessores do servidor e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida.

Estão corretas:

a) as afirmativas I, II, III, IV e V. b) apenas as afirmativas I, II, III e IV. c) apenas as afirmativas I, III e IV. d) apenas as afirmativas II e V. e) apenas as afirmativas II, IV e V.

42. (ESAF/AFC/CGU/2008) A designação de servidor como defensor dativo deverá atender às mesmas exigências relativas ao presidente da comissão quanto ao cargo ou ao nível de escolaridade.

43. (ESAF/AFC/CGU/2008) Atualmente, no Serviço Público Federal, existem regimes jurídicos diversos para firmar as relações entre servidores públicos, empregados públicos, e contratados temporários. Cada um dos regimes regula de forma particular suas disposições disciplinares. Todavia o regime de maior incidência é o disposto na Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Considerando as disposições inerentes aos deveres constante desta Lei, assinale a opção correta.

(38)

a) O servidor que presencia omissão e abuso de poder por parte de colega de trabalho possui a faculdade de representar o colega pela prática do ato irregular.

b) A pontualidade não caracteriza dever, cujo descumprimento possa implicar em reprimenda disciplinar, configurando-se compromisso moral e não funcional.

c) O servidor está obrigado a cumprir as ordens superiores quando estas foram manifestamente legais, podendo deixar de atendê-las quando conflitantes com julgados do Superior Tribunal de Justiça.

d) Zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público desde que, de valor superior a R$ 100,00 (cem reais), configura dever do servidor.

e) A representação contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder deve ser encaminhada pela via hierárquica, todavia será apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada.

44. (ESAF/AFC/CGU/2008) Considerando as disposições constantes do Capítulo V, do Título IV, da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que trata das penalidades, assinale a opção correta.

a) A destituição de cargo em comissão, exercido por não ocupante de cargo efetivo, será aplicada nos casos de infração sujeita à penalidade de demissão ou de suspensão.

b) Ocupante de cargo em comissão de Coordenador- Geral de Logística, que não ocupa cargo efetivo, quando incurso em ilícito relativo à corrupção, poderá ser demitido do cargo público.

c) A penalidade de advertência pode ser substituída por censura verbal nos casos em que as circunstâncias atenuantes assim permitirem.

d) A penalidade de demissão pode ser atenuada quando o ato de lesão aos cofres públicos for cometido no último ano de serviço do servidor público. e) Servidor que cometeu irregularidade na atividade, mas se aposentou

antes da conclusão do processo disciplinar, não pode sofrer sanção disciplinar.

45. (ESAF/AFC/CGU/2008) Considerando as disposições relativas às responsabilidades, constantes da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, assinale a opção correta.

a) Servidor que causar dano a terceiro em acidente com veículo oficial, que conduzia irregularmente, responderá perante a Fazenda Pública em ação regressiva.

(39)

b) Servidor que pratica agressões domésticas responderá disciplinarmente por estes atos.

c) Se por um mesmo ato o servidor estiver respondendo a processo criminal e a processo disciplinar, a administração deve suspender o andamento do disciplinar, evitando dupla punição.

d) O óbito de servidor que desviou milhões dos cofres públicos impede a recuperação dos valores, porquanto a responsabilidade civil não pode ultrapassar a pessoa do servidor.

e) O servidor, por um mesmo ato, pode responder civil, penal e administrativamente, todavia a responsabilidade administrativa será afastada nos casos de absolvição criminal.

46. (ESAF/AFC/CGU/2008) Servidor de um determinado ministério, regido pela Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, recebeu propina em 10 de fevereiro de 1995, para conceder vantagem indevida à determinada empresa mediante fraude. A fraude somente foi detectada em 22 de dezembro de 2004, data em que foi comunicada a autoridade competente, que imediatamente instaurou o processo administrativo disciplinar, culminando com a demissão do servidor, publicada no Diário Oficial da União de 10 de fevereiro de 2007.

Considerando esta situação hipotética e com fundamento nas disposições atinentes à prescrição constantes do regime acima mencionado, é correto afi rmar que:

a) o servidor não poderia ter sido punido, pois o ilícito estava prescrito por ter sido cometido em prazo superior a 05 (cinco) anos da data da aplicação da penalidade.

b) quando a fraude foi descoberta, o ilícito já estava prescrito, porquanto a prescrição administrativa disciplinar se inicia a partir do cometimento do fato.

c) segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, tratando-se de processo administrativo disciplinar, o prazo prescricional ficará interrompido por no máximo 140 (cento e quarenta) dias.

d) a penalidade aplicada é válida porquanto o recebimento de propina mediante fraude é ilícito imprescritível, em razão do interesse público que sobrepõe o interesse privado.

e) a partir de 22 de dezembro de 2004, data da instauração do processo, fica suspensa a contagem do prazo prescricional, até a decisão final proferida por autoridade competente.

47. (ESAF/AFC/CGU/2008) Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do

(40)

processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.

48. (ESAF/AFC/CGU/2006) Se o servidor público civil, regido pelo regime da Lei n. 8.112/90, receber penalidade administrativa de advertência e de suspensão, sem vir a cometer nova infração disciplinar, elas terão seus registros cancelados, após o decurso de

a) 3 anos, em ambos os casos. b) 5 anos, em ambos os casos. c) 2 e 3 anos, respectivamente. d) 3 e 5 anos, respectivamente. e) 5 e 10 anos, respectivamente.

49. (ESAF/AFC/CGU/2006) Em relação aos servidores regidos pela Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, pode-se afirmar que:

I. a ação disciplinar, em caso de abandono de cargo, prescreve em dois anos. II. o termo inicial do prazo prescricional da ação disciplinar é a data do cometimento da falta funcional.

III. os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crimes.

IV. a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição.

V. durante o curso do processo disciplinar, o prazo prescricional fica suspenso, recomeçando a correr, pelo tempo restante, a partir do dia em que a comissão de inquérito apresentar o seu relatório final.

Estão corretas:

a) as afirmativas I, II, III, IV e V. b) apenas as afirmativas II, III e V. c) apenas as afirmativas III e IV. d) apenas as afirmativas II, III e IV. e) apenas as afirmativas II, IV e V.

50. (ESAF/Técnico/ANEEL/2006) São penalidades disciplinares, exceto: a) A destituição de cargo em comissão.

b) A cassação de aposentadoria. c) A suspensão.

(41)

d) O afastamento preventivo. e) A advertência

51. (ESAF/Técnico/ANEEL/2006) Correlacione as infrações disciplinares com as penalidades a ela aplicáveis e assinale a opção correta, considerando os artigos 117 e 132 da Lei n. 8.112/90.

(1) Demissão com incompatibilidade para nova investidura pelo prazo de cinco anos.

(2) Demissão com proibição de retorno ao serviço público federal. ( ) Crime contra a Administração Pública.

( ) Valer-se do cargo para lograr proveito pessoal em detrimento da dignidade da função pública.

( ) Improbidade administrativa. ( ) Corrupção.

( ) Atuar junto às repartições públicas como procurador de terceiros sem qualquer grau de parentesco.

a) 2/2/1/1/2 b) 1/2/1/2/1 c) 2/1/1/2/2 d) 1/1/2/2/2 e) 2/1/2/2/1

52. (ESAF/AFRF/SRF/2005) O sistema de remuneração dos servidores públicos, sob a forma de parcela única, ou subsídio, permite o pagamento somente da seguinte vantagem:

a) gratificação por hora extra. b) verba de representação.

c) diária por deslocamento de sua sede. d) gratificação de função.

e) adicional de periculosidade.

53. (ESAF/AFRF/SRF/2005) No âmbito do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n. 8.112/90), a vantagem que se caracteriza como indenização é

(42)

b) adicional de insalubridade. c) gratificação natalina.

d) abono pecuniário. e) adicional noturno.

54. (ESAF/Analista/ANEEL/2004) De acordo com expressa previsão, contida na Lei nº 8.112/90, os prazos de prescrição, previstos na lei penal, aplicam-se às infrações disciplinares, capituladas também como crime, desde que sejam inferiores a cinco anos.

a) Está correta essa assertiva

b) Está incorreta a assertiva, porque só se aplica o prazo da lei penal, desde que essa seja superior a cinco anos.

c) Está incorreta a assertiva, porque se aplica o prazo da lei penal, sem a ressalva de ser ele inferior a cinco anos.

d) Está incorreta a assertiva, porque não se aplicam os prazos da lei penal, por serem independentes as instâncias.

e) Está incorreta a assertiva, porque, sendo a prescrição de ordem pública, aplica-se a que primeiro ocorrer.

55. (ESAF/Assistente de Chancelaria/MRE/2004) O ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com o serviço público federal, que cometa a infração disciplinar de atuar como procurador, indevidamente, junto a repartições públicas, estará sujeito à pena de

a) suspensão de até 30 dias. b) suspensão de até 90 dias.

c) demissão, com incompatibilidade, para exercer cargo público, por 2 anos. d) demissão, com incompatibilidade, para exercer cargo público, por 5 anos. e) destituição, com incompatibilidade, para exercer cargo público, por até 5

anos.

56. (ESAF/Técnico/TRT-7ªRegião/2003) A penalidade de suspensão, prevista na Lei nº 8.112/90, pode ser aplicada ao servidor público federal, no caso de

a) improbidade administrativa b) inassiduidade habitual

Referências

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