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A avaliação do estágio: um processo de reflexão contínua

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Academic year: 2021

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Módulo de orientação

08

Claudianny Amorim Noronha

Tatyana Mabel Nobre Barbosa

A avaliação do estágio:

um processo de refl exão contínua

Autoras

(2)

Divisão de Serviços Técnicos

Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede” Governo Federal

Presidente da República

Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Educação

Fernando Haddad

Secretário de Educação a Distância – SEED

Carlos Eduardo Bielschowsky

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Reitor

José Ivonildo do Rêgo

Vice-Reitora

Ângela Maria Paiva Cruz

Secretária de Educação a Distância

Vera Lúcia do Amaral

Secretaria de Educação a Distância- SEDIS

Coordenadora da Produção dos Materiais

Marta Maria Castanho Almeida Pernambuco

Coordenador de Edição

Ary Sergio Braga Olinisky

Projeto Gráfi co

Ivana Lima

Revisores de Estrutura e Linguagem

Janio Gustavo Barbosa Eugenio Tavares Borges Thalyta Mabel Nobre Barbosa

Revisora das Normas da ABNT

Verônica Pinheiro da Silva

Revisoras de Língua Portuguesa

Janaina Tomaz Capistrano Sandra Cristinne Xavier da Câmara

Revisor Técnico

Leonardo Chagas da Silva

Revisora Tipográfi ca Nouraide Queiroz Ilustradora Carolina Costa Editoração de Imagens Adauto Harley Carolina Costa Diagramadores

Bruno de Souza Melo Ivana Lima Johann Jean Evangelista de Melo Mariana Araújo de Brito

Adaptação para Módulo Matemático

Joacy Guilherme de A. F. Filho

Imagens Utilizadas

Banco de Imagens Sedis (Secretaria de Educação a Distância) - UFRN Fotografi as - Adauto Harley Stock.XCHG - www.sxc.hu

Barbosa, Tatyana Mabel Nobre.

Estágio supervisionado interdisciplinar / Tatyana Mabel Nobre Barbosa, Claudianny Amorim Noronha. – Natal, RN: SEDIS, 2008. 11v

224 p.

1. Estágio supervisionado. 2. Formação de professores. 3. Educação. I. Noronha, Claudianny Amorim. II. Título.

ISBN: 978-85-7273-489-9

CDD 370.733

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1

2

Apresentação

É

importante e ético entender o que é válido no estágio. Certamente, não é a nota ou o conceito obtido após sua realização, nem a carga horária cumprida, mas saber que foi realizado um trabalho com compromisso, seriedade e efi ciência no que diz respeito a sua formação.

Neste módulo, estaremos conversando sobre o que e como você será avaliado durante o estágio. Informar os critérios e métodos de avaliação signifi ca muito mais do que praticar uma atitude ética na sua formação, futuro professor, trata-se, portanto, de nortear o planejamento e desenvolvimento de sua prática.

A avaliação do estágio, no seu curso, não objetiva lhe atribuir somente uma nota ao fi nal do semestre. Objetiva fazer parte do processo do estágio de modo a contribuir com a dinâmica refl exiva que, como já discutimos em módulos anteriores, faz parte do fazer constante do professor e deve estar incorporado na constância de sua formação.

Conteúdos

Apresenta e discute critérios e instrumentos de avaliação do estagiário: produção escrita e fi cha de avaliação.

Proporciona e orienta refl exões com base na avaliação da prática docente no estágio.

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Como avaliar o

Estágio Supervisionado

E

stamos sempre avaliando: a roupa que usamos, o livro que iremos comprar, nossas atitudes diante de dada situação, as pessoas com as quais convivemos, enfi m, avaliar faz parte de nossa vida, principalmente, quando precisamos tomar uma decisão a respeito de como agir. Assim, a ação e a refl exão estão em torno do que fazemos e a avaliação faz parte disso.

Numa perspectiva libertadora, transformadora, constituidora de consciências, a avaliação passa a ser entendida, vivenciada, como processo de redimensionamento permanente da prática pedagógica dos sujeitos, bem como da construção signifi cativa da aprendizagem dos envolvidos (BUSATO, 2005).

Nesse sentido, a avaliação no estágio tem como objetivo que tanto você, estagiário, quanto o Professor Colaborador, o Tutor de Estágio, o Professor Orientador e seu aluno da escola campo de estágio se lancem ao desafi o de se constituírem como sujeitos da práxis, alimentando-se permanentemente da curiosidade epistemológica inerente ao processo de construção e de reconstrução crítica do saber.

Sendo assim, o processo de avaliação do estágio é pensado para que os sujeitos envolvidos possam construí-lo e vivenciá-lo de modo a colaborar para a ressignifi cação de suas práticas pedagógicas e, ao mesmo tempo, para a construção crítica e signifi cativa na produção do conhecimento.

Com base nos estudos de Saul (2001 apud BUSATO, 2005), propomos as seguintes características centrais para o processo de avaliação no Estágio Supervisionado: o processo de descrição em que a realidade é verbalizada e problematizada de acordo com o que um determinado grupo consegue apreendê-la; a análise e crítica de uma dada realidade caracterizam-se por um recuo crítico do grupo que vivencia a instituição e que passa a assumir a crítica da sua própria ação, através de procedimentos de refl exão sobre a sua prática; e a transformação da realidade a partir do delineamento de alterações necessárias no curso da ação.

Nessa perspectiva, é importante que, ao se envolverem em uma ação educacional, você e os demais sujeitos envolvidos no estágiogerem as suas próprias alternativas de ação, através de uma postura de auto-refl exão.

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Enquanto problematização da prática, a tarefa avaliadora, para Paulo Freire (1978, p. 118), é um esforço formador e, como tal, indispensavelmente ligada à investigação de novas formas de ação. É o seu momento crítico. Momento em que os sujeitos da prática se voltam sobre ela para confi rmá-la ou retifi cá-la, neste ou naquele aspecto, enriquecendo a subseqüente prática e nela enriquecendo-se.

Sendo assim, o processo de avaliação no Estágio Supervisionado, numa perspectiva formativa, visa, entre outros, possibilitar ao estagiário, enquanto futuro profi ssional da educação, desenvolver instrumentos de refl exões contínuas sobre sua prática. Com isso, você reunirá elementos para a sua formação permanente e renovação de seu fazer pedagógico e, nesse sentido, o olhar dos demais sujeitos do estágio é fundamental.

Além disso, numa perspectiva de somativa, a avaliação do estagiário também visa verifi car se o estagiário é capaz de planejar e desenvolver uma proposta de estágio e intervenção que contemple a realidade escolar na qual está inserido.

Para atender a essas expectativas, além do estagiário, que deve assumir uma postura refl exiva, os Professor Orientador, Professor Colaborador e Tutor de Estágio desempenham importantes papéis, os quais estão descritos a seguir.

O Tutor de Estágio auxilia o Professor Orientador no processo de avaliação do estagiário, oferecendo contribuições, principalmente, no aspecto formativo. Ao acompanhar mais de perto o estagiário, esse profi ssional estará de posse de observações relevantes que podem ser adicionadas na fi cha de avaliação e/ou repassadas via página. Além disso, também será o responsável em encaminhar as produções dos estagiários, as quais também ajudou a orientar, para o Professor Orientador. Além de avaliar a produção escrita, esse sujeito também é responsável em avaliar os materiais didáticos produzidos durante o estágio.

O Professor Orientador avalia o estágio tanto na perspectiva formativa quanto somativa, a partir da análise do que foi avaliado pelo Tutor de Estágio e do produzido pelo estagiário. Esse sujeito contribui com orientações que visem melhorar o seu desempenho no estágio e também verifi ca a possibilidade de uma ação ora planejada ser desenvolvida ou não pelo estagiário, dada a realidade na qual está inserida.

O Professor Colaborador, por sua vez, desempenha um importante papel na perspectiva formativa, oferecendo orientações importantes para a melhoria na qualidade de atuação do estagiário, mas também pode verifi car a possibilidade de realização ou não de uma atividade ora planejada.

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A avaliação do estágio pelo estagiário

Dois outros módulos orientarão mais profundamente o processo de avaliação do estágio por você, são eles: “O período de observação da escola” e “A (re) escrita do trabalho avaliativo fi nal”.

No primeiro, você será orientado a avaliar a escola e, nesse sentido, através dos diários de campo, registrar sua avaliação, focalizando também a avaliação do seu papel e participação. No outro módulo, discutiremos sobre a escrita do trabalho avaliativo fi nal e propomos a opção de escrita do relatório, artigo científi co e memorial de formação. Esses gêneros devem ser solicitados ao fi nal de cada Estágio Supervisionado e servirão para que você sistematize e elabore suas sínteses sobre o conjunto de atividades desenvolvidas, apresente o estágio sob sua perspectiva e seja avaliado a partir dessa análise. Essa produção será um dos instrumentos de avaliação do estágio, principalmente, para o Professor Orientador.

Nesse sentido, como coloca Busato (2005), ao colocarmos no papel um pouco de nós, da nossa visão, objetivamo-nos, questionamos e refl etimos sobre nós mesmos nesse processo de construção do saber.

A avaliação da prática docente do estagiário

Observar faz parte de nossa vida, observamos o que fazemos, o que comemos, o que sentimos, o que dizemos em uma determinada situação. Entretanto, a observação da prática docente assume uma perspectiva intencional, transformadora, que deve considerar o fato de que somos seres históricos, em permanente construção, somos seres do mundo, no mundo, para o mundo (BUSATO, 2005).

No Estágio Supervisionado, o que você desenvolve em sua prática pedagógica é observado pelo Professor Colaborador, Tutor de Estágio e pelo seu aluno na escola. Essas observações da sua prática, numa perspectiva avaliadora, servirão para compreender o que e como diferentes saberes são produzidos e a realidade escolar, por sua vez, é transformada e transformadora.

A documentação da observação é um instrumento a mais de avaliação em prol da refl exão e busca de melhorar o processo de formação em desenvolvimento. Sendo assim, o registro dos itens que serão observados pelo Tutor de Estágio, Professor Colaborador e pelo seu aluno durante o estágio devem ser realizado através de fi chas de avaliação. Não queremos dizer com isso que esse será o único método de avaliação, esses sujeitos podem expor suas observações utilizando diferentes métodos de comunicação, a exemplo da oralidade.

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Os registros nas fi chas de avaliação não se valem apenas para avaliar a impressão a respeito da sua prática pedagógica e propor-lhe pontos a serem melhorados e/ou refl etidos por você. Mas, também, contribuem para que tanto o Professor Colaborador, quanto o Tutor de Estágio e Professor Orientador possam, num processo de ação-refl exão-ação, ressignifi quem a sua própria avaliação na área de conhecimento e espaço em que atuam.

A memória, uma vez escrita, constitui a explicação de uma construção subjetiva que pretende levar cada indivíduo a manifestar a sua experiência, única e original, no processo pedagógico. Sua fi nalidade é expor a concepção que cada um tem da experiência pedagógica em desenvolvimento e permitir a avaliação do signifi cado de tal processo na sua formação global. (BENINCÁ et al apud BUSATO, 2005, p. 51).

Perguntar-se sobre o que será observado é normal e até importante, pois os itens da fi cha de avaliação podem contribuir, sobretudo, para o planejamento e direcionamento de suas ações. A seguir, apresentaremos os itens contemplados na fi cha de avaliação, bem como algumas orientações que podem ser consideradas por você no desenvolvimento de suas ações.

A fi cha de avaliação

A fi cha de avaliação é um instrumento a ser utilizado pelos Professor Colaborador e Tutor de Estágio.

O Professor Colaborador será orientado a preenchê-la apenas ao fi nal do período de estágio cumprido por você ou em intervalos de tempo menores (semanalmente, quinzenalmente, mensalmente), conforme indicação do Tutor de Estágio ou Professor Orientador. As observações contemplarão questões relativas ao planejamento, à execução do que foi planejado e à convivência no ambiente escolar. Nesse sentido, esse profi ssional atribuirá um conceito e poderá dar sugestões para o desenvolvimento do Estágio Supervisionado.

O Tutor de Estágio também terá uma fi cha de avaliação a ser preenchida no decorrer do semestre de estágio e encaminhada ao Professor Orientador, num espaço de tempo acordado entre ambos. As observações desse profi ssional contemplam as mesmas questões mencionadas na fi cha do Professor Colaborador, com a adição de questões relativas ao desempenho nas atividades do Grupo de Apoio desenvolvidas no pólo.

O Professor Colaborador e o Tutor de Estágio poderão fazer a avaliação conjuntamente, cabendo, exclusivamente ao Tutor a quarta parte da fi cha.

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Veja no fi chário do estágio:  a fi cha de avaliação do Professor Colaborador;  a fi cha de avaliação do Tutor de Estágio. No fi chário, você encontrará dois modelos de cada uma dessas fi chas, um objetivo e outro subjetivo.

Há dois modelos de fi chas: o primeiro de cada um dos modelos é mais objetivo, onde o Professor Colaborador, na maioria dos itens avaliados, pode optar em assinalar sim (quando seu desempenho contempla o item descrito), não (quando o item não foi contemplado entre as ações vivenciadas ou desenvolvidas), em parte (quando o critério mencionado for parcialmente atingido) ou não contempla (quando o critério mencionado não refl etir o contexto de ações desenvolvidas pelo estagiário naquele período); o segundo modelo é mais subjetivo, com espaço para o professor expressar mais livremente o seu entendimento. O modelo a ser utilizado deve ser acordado entre o Tutor de Estágio e o Professor Orientador.

A seguir, você terá orientações sobre os pontos que compõem os itens dessas fi chas de avaliação.

A avaliação do planejamento (pelo Professor Colaborador e Tutor de Estágio)

O registro dá início a partir dos itens referentes ao planejamento, os quais permitem avaliar como você está se saindo no que se refere à atividade de planejar a sua prática. A seguir, você terá algumas orientações sobre o que pode ser avaliado nessa etapa da fi cha de avaliação.

Quanto ao planejamento

Item de avaliação Orientações

Planeja todas as atividades.

O planejamento das atividades é importante, pois orienta as suas ações e, principalmente, possibilita que você as avalie. Através desse instrumento, você pode verifi car o que foi efi caz ou não e, assim, saber onde melhorar.

O planejamento é coerente com o nível de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos.

Nesse item, é avaliado se o conteúdo, o objetivo e os métodos utilizados por você são condizentes com o nível de aprendizagem dos alunos. Esse item é importante porque, ao utilizar métodos considerados muito difíceis ou, ao contrário, muito fáceis pelo aluno, ele perderá o interesse. Considere também os conhecimentos prévios dos alunos.

Demonstra autonomia ao planejar as atividades.

A autonomia de que tratamos aqui, não se refere à liberdade de poder planejar sua aula sem a necessidade de considerar a orientação dada pelo Professor Colaborador. Mas, de você, como futuro professor, saber buscar novos conhecimentos e inovações que possam ser acrescentados em seu plano.

Há coerência entre as partes do planejamento (conteúdo, objetivo, metodologia, avaliação e tempo).

Planejar apenas não basta. É preciso saber construir cada parte do planejamento sem perder sua relação: o(s) método(s) a ser trabalhado em sua aula deve corresponder ao conteúdo e objetivos a serem alcançados; o tempo pensado para aula deve ser condizente para desenvolver as ações planejadas.

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A avaliação do desenvolvimento do planejamento (pelo Professor Colaborador e Tutor de Estágio)

A segunda etapa de avaliação da fi cha de avaliação diz respeito ao desenvolvimento do que foi planejado por você. Objetiva saber como você desenvolve ações durante o período de regência de classe. Veja algumas orientações a respeito dos critérios a serem avaliados.

Quanto à execução do planejamento Item de avaliação Orientações

Demonstra clareza dos objetivos que está propondo alcançar em cada aula.

Não basta ter objetivos traçados em seu planejamento. É necessário que você saiba do que trata e se organize para que através de sua aula você possa alcançá-los. Para isso, é importante que você organize o que será realizado em cada momento de sua aula.

Estabelece uma integração entre os conteúdos das diferentes áreas de ensino.

Algumas disciplinas de seu curso abordaram o tema inter e transdisciplinaridade. Essa é a hora de você por em prática o que aprendeu e, na medida do possível, buscar fazer relações do que você está ensinando com o que está sendo visto em outras disciplinas ou mesmo com saberes não escolares, mas que fazem parte do dia-a-dia de seus alunos fora da escola.

Utiliza diferentes situações de aprendizagem que atenda as necessidades dos alunos.

Como já foi mencionado nos módulos referentes ao Planejamento de Ensino, é importante que você varie seus métodos de aula de modo a motivar seus alunos. Mas seja cauteloso na escolha do método a adotar, verifi que se ele corresponde ao nível de seus alunos. Lembre que a dinamização do método depende também de você, de sua mediação e que esse deve estar em consonância com os objetivos e conteúdos de sua aula.

As atividades propostas são bem elaboradas.

É importante que você, como professor, preze pela textualidade dos materiais que utiliza em sala de aula. Lembre-se de que o aluno é leitor dos seus textos (provas, anotações na lousa etc.).

Explica o conteúdo com segurança, obedece a uma seqüência lógica de apresentação, satisfaz curiosidades e esclarece dúvidas.

O professor não precisa saber de tudo, mas é importante que ele possua um bom domínio dos conteúdos referentes a sua área de atuação. Sendo assim, antes de trabalhar um determinado conteúdo, retome-o de modo a relembrar do que trata, pesquise mais sobre ele: se há novas discussões, descobertas, novos métodos. No caso, de ser abordado por um aluno a respeito de algo que você não conhece, informe ao aluno que você ainda não tem o conhecimento para responder aquela pergunta, mas que irá pesquisar e retomar num outro momento. Nesse caso, ser sincero é a melhor opção. Conhecer o conteúdo ajuda no planejamento da aula, principalmente, na escolha de momento certo e de como apresentá-lo de modo não compartimentalizado.

Permite ao aluno participar das aulas, expondo suas idéias e opiniões sobre o que está sendo estudado.

Mesmo uma aula expositiva deve ter um momento de diálogo, de troca com os alunos. Isso é bom para todos: os alunos sentem-se mais envolvidos e interessados pelo assunto, você torna sua aula mais rica, com mais informações. Ao motivar seus alunos a participarem, observe para que a discussão não tome novo rumo, fugindo do assunto em pauta, lembre que você tem um tempo de aula que deve ser utilizado adequadamente.

Estimula os alunos a criarem hipóteses, buscarem soluções, pesquisarem e interpretarem de modo a contribuir com o raciocínio lógico.

O estímulo de que trata esse item não deve ser realizado apenas durante o momento de exposição do conteúdo, mas também com atividades que proporcionem aos alunos relacionarem os conhecimentos que já possuem do conteúdo ou não para tirarem suas conclusões, interpretarem, criarem hipóteses, fugindo, assim, de situações rotineiras e mecânicas.

Acompanha o desenvolvimento das atividades realizadas em classe e as corrige.

Em caso de passar atividades a serem feitas no horário da aula, é necessário estar atento às dúvidas. Esse é um momento de avaliar não apenas seus alunos, seus conhecimentos e difi culdades, mas também sua aula, pois o erro ou a dúvida podem mostrar um problema de interpretação, uma falha na explicação que pode ser retifi cada durante a correção.

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A avaliação da sua interação com toda a equipe da escola (pelo Professor Colaborador e Tutor de Estágio)

A escola é composta por diferentes sujeitos: diretor, coordenadores, professores, profi ssionais de serviços gerais, alunos, pais etc., cada um com suas peculiaridades, saberes, costumes, semelhanças e diferenças. É importante que você, como professor, saiba conviver com toda a equipe, de modo a manter uma relação de cooperação entre as diferentes instâncias da sala de aula e da escola. Nesse sentido, a terceira etapa da fi cha de avaliação contempla a sua relação com outros personagens da escola.

Quanto à convivência no ambiente escolar Item de avaliação Orientações

Mantém um bom relacionamento com os alunos.

A postura do professor em relação ao aluno é uma questão de suma importância, pois a forma de agir do professor é essencial para as boas relações entre ambos, bem como para que o saber seja proveitosamente trabalhado. Alguns estudos nos mostram que a intervenção do professor, por meio da sua interação com a classe, ajuda o aluno a transformar seu conhecimento em um saber organizado e preciso e que uma relação professor-aluno marcada pela tensão ou pelo medo ou desenvolvida verticalmente infl uencia no fracasso escolar.

Procura o(a) Professor(a) Colaborador(a) para tomar decisões sobre a proposta de trabalho que está desenvolvendo.

O fato de você estar estagiando em uma determinada sala de aula não lhe faz o único responsável por ela. O professor, como funcionário da escola, continua sendo o responsável institucional pela turma. Dessa forma, é importante que as ações de estágio sejam previamente combinadas com o mesmo.

Mantém um bom relacionamento com demais profi ssionais da escola.

Como já mencionamos anteriormente, além do professor e do aluno, outros funcionários e pessoas da comunidade também fazem parte do ambiente escolar. Portanto, sempre que possível ou necessário, busque conhecer quem são essas pessoas, o seu papel na escola e como você pode contribuir com ela.

Demonstra satisfação e interesse em participar das atividades da escola.

Durante o seu período de observação, você vai conhecer as diferentes atividades que acontecem na escola, além das aulas. Participar dessas atividades lhe ajudará a compreender melhor a dinâmica do contexto escolar.

É pontual. Busque ser pontual e não faltar, isso demonstra o seu caráter profissional e responsável. Em casos que a falta ou o atraso sejam inevitáveis, procure o Professor Colaborador e/ou Tutor de Estágio e justifi que.

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A avaliação da sua participação nas atividades de grupo desenvolvidas no pólo (pelo Tutor de Estágio)

Como já foi mencionado, a fi cha de avaliação a ser preenchida exclusivamente pelo Tutor de Estágio contém uma questão a mais que contempla itens relativos ao desempenho nas atividades de grupo desenvolvidas no pólo. Ao planejar, executar o planejado e vivenciar situações diversas na escola, você passa a enriquecer o seu leque de conhecimento, informações, experiências e/ou também de dúvidas, inquietações, receios. Os encontros com o grupo de estudo, no pólo, visam contribuir com refl exões de questões surgidas a partir da experiência no estágio através de uma troca de experiências e conhecimentos entre os integrantes do grupo. Entre os pontos avaliados pelo Tutor de Estágio, temos:

Quanto às atividades do grupo de estudo

Item de avaliação Orientações

Produz e apresenta atividades a serem aplicadas na sala de aula de estágio.

Para que as orientações e trocas entre os componentes do grupo sejam de fato realizadas e valorosas, é importante que as produções sejam levadas e discutidas. Portanto, não deixe de levar as atividades e aulas que você produz.

Traz para o estudo em grupo questões que mostram envolvimento e refl exão com a realidade escolar.

A sua vivência na escola vai além da sala de aula, inclui todo o contexto real em que essa instituição está imersa. E a reflexão sobre esse contexto irá nortear o seu agir no estágio. Quando essa refl exão se dá a partir de uma discussão em grupo, tende a fi car mais rica, pois permite a inclusão de novos pontos de vista e experiências.

Contribui para a refl exão e solução de questões trazidas pelos colegas do grupo.

O mais enriquecedor de uma discussão em grupo são as trocas de experiências, conhecimentos e, por que não, de dúvidas. Procure contribuir com a solução de questões levadas pelos seus colegas. Essa contribuição pode ser dada através de um diálogo, mas também através de um texto que trabalha o tema em questão, podendo ser lido, estudado e discutido por todos, através da apresentação de um recurso didático que você sabe como trabalhar, ou mesmo através de um reforço a respeito de um conteúdo sobre o qual você tem um domínio maior.

Leva questões para serem discutidas com o grupo.

Haverá casos em que um ou mais pontos observados não tenham sido contemplados entre os itens apresentados nas três etapas da fi cha de avaliação, ou mesmo competências e habilidades merecedoras de um maior destaque na avaliação feita pelo Professor Colaborador ou Tutor de Estágio, para esses casos, haverá um espaço da fi cha destinado a informações adicionais onde o professor poderá acrescentar dados extras.

Após as informações adicionais, consta o item referente à atribuição de um conceito ao seu desempenho, podendo ser atribuído um conceito entre os três sugeridos:

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Conceituação da observação

A – quando as atividades desenvolvidas no estágio forem cumpridas com

excelência na maioria dos aspectos envolvidos;

B – quando as atividades desenvolvidas no estágio forem cumpridas de forma

satisfatória na maioria dos aspectos envolvidos;

C – quando as atividades forem cumpridas de forma insatisfatória.

A fi cha de avaliação é fi nalizada com uma questão em que podem ser acrescentadas sugestões dadas pelo Professor Colaborador ou pelo Tutor de Estágio para a melhoria no desenvolvimento do Estágio Supervisionado, a exemplo de normas, procedimentos ou atividades que podem contribuir com a escola campo de estágio, tais como: projetos, atividades extra-classe, organização de laboratórios, de salas de vídeo, de informática, bibliotecas e outros. Após serem avaliadas, essas sugestões podem ser tomadas por você como sugestões para os outros períodos de estágio.

A avaliação do estagiário pelo seu aluno

Que tal saber o que seu aluno pensa de sua aula? A avaliação do professor é algo que vem sendo discutido por muitos educadores. Não como caráter punitivo, mas no contexto de uma auto-avaliação, como forma de incentivá-lo a uma refl exão sobre sua prática, alertando-o para suas responsabilidades atuais e para os aperfeiçoamentos necessários.

Não podemos desconsiderar que os estudantes estão em uma posição privilegiada para observar aspectos do professor, como: estilo de ensino, em que medida as avaliações contemplam o que foi ensinado, o trabalho extra-classe, a qualidade dos textos, a pontualidade e o seu próprio aprendizado, entre outros. Além disso, o julgamento dos estudantes representa uma participação no processo democrático de tomada de decisão.

A avaliação do professor pelo aluno pode contribuir para a redução da distância entre aluno e professor. E, nesse sentido, pode ajudá-lo a refl etir sobre questões como: o que faço e o que digo têm ressonância, signifi cado, importância para o aluno? Esse tipo de atitude, quando tomada pelo próprio professor, demonstra responsabilidade e sinceridade.

O resultado de uma avaliação desse tipo pode ser um componente a mais para contribuir com a melhora de sua prática. Ajudará você a rever a sua metodologia de ensino, procurando melhorar, bem como reconhecer, incentivar, relevar o trabalho que tenha se destacado na avaliação.

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Sugestão de atividade

No Estágio Supervisionado, a avaliação do estagiário pelo aluno não é um instrumento obrigatório. No entanto, consideramos conveniente sugeri-la como um instrumento que também pode ajudá-lo a refl etir sobre sua prática, fornecendo dados que podem enriquecer a sua produção escrita.

Essa avaliação pode ser feita de modo dialogado, em que você, através de um conversa informal com seus alunos, pode indagar sobre questões referentes à sua prática os estimulando a expressar aspectos positivos ou negativos em relação a mesma. Além desse, você pode pensar em um instrumento que deixe o aluno expressar livremente o que pensa sobre as aulas e sobre a disciplina ministrada por você. Nesse instrumento, não necessariamente precisa constar o nome do aluno. Veja a seguir:

Avalie sua prática e registre em seu diário de campo

Os parâmetros de avaliação da sua prática docente são fundamentais para serem considerados por você previamente ao processo de registro pelo Professor Colaborador, Tutor de Estágio ou aluno. Eles devem ser pontos-chave para sua iniciação profi ssional e, nesse sentido, podem ser elementos do processo contínuo de auto-avaliação. Além disso, você ainda pode consultar as próprias fi chas preenchidas por cada um desses sujeitos e enriquecer sua avaliação. Nesse sentido, retome seu diário de campo e registre sua avaliação, considerando sempre os parâmetros aqui mencionados. Isso será fundamental para a escrita do trabalho avaliativo do fi nal do estágio, uma vez que lhe permitirá analisar sua evolução ao longo do processo.

Indique os aspectos positivos e negativos na disciplina (conteúdos, atividades, explicação dos conteúdos e outros), sugerindo questões que podem ser melhoradas.

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Leitura complementar

FREIRE, Paulo. Cartas a Guiné-Bissau: registro de uma experiência em processo. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra, 1978.

Nesse livro, Paulo Freire, ao discutir relatos de sua experiência de trabalho em Guiné-Bissau, no campo da educação de modo geral e, particularmente na educação de adultos, chama atenção para a dinâmica de trabalho de um grupo de profi ssionais de educação daquele país. O autor destaca a forma como esse grupo encara a prática docente que, num processo dialógico, é tomada como objeto de avaliação na busca do entendimento da causa das falhas e das diferentes maneiras de superá-las, contribuindo assim para a formação continuada dos professores num processo de unidade da prática e da teoria.

Referências

BUSATO, Zelir Salete Lago. Avaliação nas práticas de ensino e estágios: a importância dos registros na refl exão sobre a ação docente. Porto Alegre: Mediação, 2005.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário eletrônico Aurélio. 3. ed. Curitiba: Editora Positivo, 2004.

FREIRE, Paulo. Cartas a Guiné-Bissau: registro de uma experiência em processo. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra, 1978.

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EMENTA

 Claudianny Amorim Noronha  Tatyana Mabel N. Barbosa

Estágio Supervisionado I – INTERDISCIPLINAR

AUTORAS AULAS 2º Semestre de 2008 Impresso por: Gráfi ca Texform

01 Módulo de orientação 1 – O Estágio Supervisionado para Formação de Professores: orientações para o estagiário 02 Módulo de orientação 2 – O Estágio Supervisionado como possibilidade de pesquisa-formação

03 Módulo de orientação 3 – O período de observação da escola: criando um outro olhar sobre os espaços, sujeitos e ações de uma antiga conhecida nossa

04 Módulo de orientação 4 – Propostas de ações colaborativas para o Estágio: a interface entre os conhecimentos escolares e acadêmicos

05 Módulo de orientação 5 – Materiais didáticos: como avaliar, utilizar e (re)elaborar

06 Módulo de orientação 6 – Planejamento de ensino I: objetivos, conteúdos, métodos e avaliação da aprendizagem 07 Módulo de orientação 7 – Planejamento de ensino II: objetivos, conteúdos, métodos e avaliação da aprendizagem 08 Módulo de orientação 8 – A avaliação do estágio: um processo de refl exão contínua

09 Módulo de orientação 9 – A (re)escrita do trabalho avaliativo fi nal: o relatório, o artigo científi co e o memorial 10 Módulo de orientação 10 – Estágio Supervisionado: o papel da escola como instituição co-formadora 11 Fichário de estágio

Apresenta as diferentes interfaces do estágio supervisionado, focalizando, principalmente, suas concepções e orientações institucionais para a formação docente; as orientações práticas para a vivência pedagógica e o planejamento do estágio na escola e a interlocução entre os saberes acadêmicos e escolares; como também os princípios de avaliação e acompanhamento do estagiário pelos diferentes sujeitos do estágio na EaD.

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Referências

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